Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



sábado, 29 de julho de 2017

Antibiótico Benzetacil é suspenso para ‘validação’

Laboratório interrompeu produção da droga para novos testes. Fabricação deve ser retomada em outubro

Ampolas de Benzetacil, antibiótico usado para o tratamento de infecções respiratórias e DSTs como a sífilis  (Foto: Reprodução/TV Morena)

O antibiótico conhecido como Benzetacil terá sua produção interrompida pela Eurofarma, empresa que detém o nome comercial da droga. A indústria divulgou que está “implantando testes de desafios adicionais de validação” para garantir a efetividade da droga.

A Eurofarma informou, no entanto, que os produtos à venda podem ser consumidos normalmente até a data de validade da embalagem.

A Benzetacil é aplicada por meio de injeção e é conhecida por ter uma dor local característica. O composto também pode ser comprado por seu princípio ativo, a penicilina benzatina.

A droga é usada pra o tratamento de infecções – que vão desde problemas respiratórios moderados a DSTs como a sífilis. No Brasil, uma crise de abastecimento do composto já preocupou especialistas.

A reportagem aguarda um retorno da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) sobre a suspensão.

G1

Anvisa recebe denúncia de uso de furadeiras domésticas em centros cirúrgicos

Foto: Divulgação
No entanto, o órgão não informou sobre onde e quantas vezes as denúncias foram recebidas; situação é configurada "infração sanitária"; entenda

Na última quinta-feira (27), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou ter recebido algumas denúncias sobre o uso de furadeiras domésticas em centros cirúrgicos, e foi acionada para verificar e autuar hospitais que cometem este erro. No entanto, o órgão não informou sobre onde e quantos casos foram registrados sobre o assunto.

De acordo com a nota divulgada pela agência, o uso de furadeiras domésticas não é recomendado em procedimentos cirúrgicos e o motivo, que parece bastante evidente, é porque essas ferramentas não garantem a mesma segurança ao paciente do que as fabricadas para este fim.

“As furadeiras cirúrgicas são preparadas para a esterilização e possuem recomendações específicas do fabricante para isso. Outra diferença é que as furadeiras específicas para uso em cirurgias possuem mecanismos de segurança para prevenir choque elétrico, superaquecimento dos ossos e tecidos e controle de rotação, entre outros”, diz a nota da Anvisa.

Outro ponto importante é sobre a higienização. O aparelho de uso doméstico não pode ser esterilizado, o que faz com que sua limpeza não seja feita de maneira adequada. “O equipamento doméstico também pode aquecer e levar à necrose dos tecidos que estão em contado com a broca. Outras diferenças estão no risco de descarga elétrica e na falta de controle da rotação da broca pelo cirurgião”, informou a agência.

O órgão ainda ressalta que este tipo de equipamento é utilizado principalmente em cirurgias ortopédicas e neurológicas e a segurança do equipamento pode afetar diretamente a segurança do paciente durante a cirurgia. Os materiais e equipamentos de centros cirúrgicos precisam atender a regras específicas para garantir a segurança do paciente.

Consequências
Em uma nota técnica estipulada pela Anvisa o órgão prevê que a utilização de furadeiras domésticas em cirurgias constitui infração sanitária, sendo passível de apuração por meio de processo administrativo sanitário, sem prejuízo da responsabilização civil e criminal cabível aos infratores, mediante legislação vigente.

Portanto, esta prática deve ser coibida com o propósito de resguardar a segurança dos pacientes. Neste sentido, as medidas adotadas pelas autoridades sanitárias de estados e municípios devem seguir os procedimentos definidos no âmbito local para aquelas situações em que são encontrados produtos em circulação e situação de uso de maneira irregular.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Governo vai oferecer novo tratamento para pessoas com hepatite C

Segundo Ministério da Saúde, medida será mais barata e poderá ampliar o serviço a todos os 135 mil brasileiros diagnosticados com a doença no país

Vírus da hepatite C é transmitido por meio de contato com sangue infectado,  e ao atingir o fígado pode evoluir para problemas mais graves
shutterstock/Reprodução
Vírus da hepatite C é transmitido por meio de contato com sangue infectado, e ao atingir o fígado pode evoluir para problemas mais graves

O tratamento para pessoas com hepatite C vai mudar. O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (27) que, independentemente do estágio da doença e do comprometimento no fígado, o paciente irá receber, gradativamente, medicamentos que têm apresentado 90% de cura em seus resultados.

Hoje, o Brasil conta com 135 mil pessoas diagnosticadas com hepatite C . Com a nova medida, a pasta afirmou que deverá reduzir pela metade os custos no tratamento, que era de U$ 6,9 mil e irá para U$ 3 mil. Essa mudança poderá incluir até três vezes mais pessoas do que as atendidas atualmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Um dos motivos apontados como facilitador para a economia é que a modalidade de compra dos medicamentos sofosbuvir, daclatasvit ou simeprevir, conhecidos como “combinação 3D” será diferente. Agora o ministério vai condicionar os pagamentos para indústria farmacêutica à comprovação da cura do paciente.

Dessa forma, o governo pretende zerar a fila de pacientes graves que esperam pelo tratamento adequado da doença, que conta com quase 3 mil pessoas. Até então, a prioridade é para pacientes com grau avançado da infecção. A estimativa é que em até dois anos, todos estejam recebendo a medicação.

Prevenção
Há cinco estágios da enfermidade, desde o F0 ao F4. Ao ultrapassar essas etapas, a doença pode evoluir para outras complicações mais graves como cirrose ou câncer de fígado, fazendo com que o paciente precise passar por um transplante do órgão. Por não apresentar sintomas e ser conhecida como uma doença silenciosa, a maioria das pessoas descobre que está infectada por meio de exames de sangue de rotina ou quando vão doar sangue. Para aumentar o controle da doença, a pasta informou também que deverá aplicar 12 milhões de testes em todo o país para ajudar a detectar o vírus.

“Queremos alcançar as 135 mil pessoas que estão contaminadas em qualquer nível de hepatite. Nesse ano, após os 12 milhões de testes de hepatite C, vamos procurar identificar mais pessoas que precisam do tratamento. Há muitas pessoas com hepatite que não sabem. A testagem é fundamental”, ressaltou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Hepatites B e C
Apenas em 2016, os registros de hepatite C chegaram a 27.358 casos no Brasil. Esse total mostra que a cada 100 mil habitantes 13,3 pessoas tiveram a doença no ano passado. Transmitida pelo contágio com sangue contaminado, como transfusão de sangue, sexo desprotegido e compartilhamento de objetos de uso pessoal como agulhas de tatuagem, alicates, tesouras, a infecção ainda não possui vacina preventiva.

No mesmo período, 42.830 casos de hepatites virais foram notificados. Nestes registros, 14.199 ocorrências correspondem à hepatite B , o que equivale a 6,9 casos por 100 mil habitantes. A transmissão da hepatite B se dá por sexo desprotegido e sangue contaminado. De acordo com Ministério da Saúde, a vacina disponível no SUS é a melhor estratégia de prevenção contra a doença.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as hepatites virais (tipos B e C) causaram 1,4 milhão de mortes em 2015, em todo o mundo. A maioria ligada às doenças hepáticas crônicas, como cirrose e câncer no fígado. No ano passado, 2.541 pessoas morreram em decorrência de hepatites virais, das quais 79,8% relacionadas à hepatite C.

*Com informações da Agência Brasil
iG

Pessoas com dermatite atópica são mais propensas a desenvolverem problemas emocionais

A depressão, a ansiedade e a ideação suicida são mais comuns entre os indivíduos com dermatite atópica (DA), de acordo com um estudo publicado na revista Allergy


Investigadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, e colegas usaram dados de pesquisa de um grande estudo populacional para comparar prevalências de depressão, ansiedade, ideação suicida e ataques de ansiedade em adultos com e sem uma história de DA.

Além disso, o registro nacional de hospitais/clínica e os dados de prescrição foram utilizados para examinar o risco de ansiedade e depressão em adultos dinamarqueses com DA leve e moderada a grave, bem como o risco de hospitalização e suicídio.

Os pesquisadores descobriram que os participantes com DA relataram depressão e ansiedade diagnosticada pelo clínico com mais frequência do que indivíduos não-DA. Aqueles com DA também apresentaram uma prevalência aumentada de ideação suicida e sintomas depressivos.

Os pacientes com DA moderada a grave apresentaram maior risco de uso de antidepressivos e ansiolíticos, enquanto os pacientes com DA leve apresentaram maior risco de uso de medicação ansiolítica.

Não houve associação entre hospitalização ou contatos ambulatoriais e depressão ou ansiedade, ou risco de suicídio em pacientes com DA.

Terra

quinta-feira, 27 de julho de 2017

A Cadeia farmacêutica está pronta para rastreabilidade?

Segundo os dados da Organização Mundial de Saúde – OMS, 30% dos medicamentos consumidos no Brasil são falsificados ou contrabandeados

Também figuram entre as cargas mais roubadas no país, fomentando um mercado clandestino milionário. Para coibir estas práticas, foi criado Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM) por força da Lei 13.410, de 28 de dezembro de 2016, que altera uma lei anterior, de 2009.

Para André Cardozo Samy Pereira, gerente de desenvolvimento de negócios da R&B Rastreabilidade Brasil, o objetivo da nova lei é dispor um acompanhamento da carga desde a produção até o consumo. “Pelo método track and trace é possível determinar a localização atual e as localizações passadas por onde o item transitou e, com isso, obter o histórico do objeto por meio da sua identificação”, ressalta. Para que a medida seja colocada em prática, a Anvisa publicou a RDC 157, de 11 de maio de 2017, que dispõe sobre a implementação do SNCM e os mecanismos e procedimentos para o rastreamento de medicamentos.

A estimativa é de que até agosto deste ano o órgão publique as especificações tecnológicas necessárias à operacionalização do sistema, por meio de instrução normativa. Mas, se os benefícios da rastreabilidade são inúmeros, por que a grande maioria das empresas está ficando para trás na implementação do processo?

De acordo com Pereira, o engajamento esbarra principalmente no desconhecimento dos custos, gastos e investimentos, por mais que elas se sintam atraídas pela possibilidade de garantir a integridade de sua imagem, a segurança do produto e, acima de tudo, o respeito pelo consumidor.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico