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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Excesso de açúcar aumenta em 23% os casos de depressão, diz estudo

Segundo o psiquiatra e pesquisador do Programa de Transtornos afetivos (GRUDA) do Hospital das Clínicas da USP, Dr. Diego Tavares, o excesso de açúcar pode levar à depressão porque reduz os níveis do chamado fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) que auxilia na manutenção do funcionamento do sistema nervoso


A comprovação veio de um estudo que foi publicado no final do mês de julho deste ano que mostrou que as dietas com alto teor de açúcar, por exemplo com refrigerantes e doces, podem estar associadas a um maior risco de problemas cerebrais como ansiedade e depressão. A pesquisa foi feita na Universidade de Londres, Reino Unido e foi publicada na revista científica internacional Scientific Reports.

“Os resultados mostram efeito adverso de longo prazo na saúde mental dos homens, ligado ao excessivo consumo de açúcar proveniente de alimentos e bebidas doces. Altos níveis de consumo de açúcar já haviam sido relacionados a uma prevalência mais alta de depressão em diversos estudos anteriores. No entanto, até agora, cientistas não sabiam se a ocorrência do problema mental desencadeava um consumo maior de açúcar, ou se os doces é que levavam à depressão”, explica o psiquiatra.

Para descobrir se a voracidade por açúcar é causa ou consequência dos problemas mentais, os cientistas analisaram os dados de 8.087 homens britânicos com idades entre 39 e 83 anos, analisados por 22 anos. As descobertas foram feitas com base em questionários sobre a dieta e a saúde mental de participantes. Para um terço dos homens – aqueles com maior consumo de açúcar -, houve um aumento de 23% na ocorrência de problemas mentais após cinco anos, independentemente de obesidade, comportamentos relacionados à saúde, do restante da dieta e de fatores sociodemográficos. O fato de os sujeitos da pesquisa terem sido homens auxilia a entender que os resultados não foram influenciados pelo sexo, já que o sexo feminino tem maior incidência de depressão e ansiedade devido a fatores hormonais.

O consumo de açúcar foi medido por 15 itens que incluem refrigerantes, sucos industrializados, doces, bolos, biscoitos e açúcar adicionado ao café. Para homens, foi considerado alto consumo uma quantidade maior que 67 gramas por dia e, para mulheres, acima de 50. A Organização Mundial da Saúde recomenda uso máximo de 50 gramas por dia e aponta que o ideal é não passar dos 25.

Um estudo americano de 2015, exclusivamente com mulheres, também encontrou associação entre alto consumo de açúcar e depressão, mostrando que os resultados não se restringem ao sexo masculino. “Há várias explicações biológicas plausíveis para a associação. A principal delas é que o açúcar reduz os níveis do chamado fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF, na sigla em inglês), que ajuda no desenvolvimento de tecidos cerebrais. Quando o BDNF cai costuma ocorrer uma atrofia do hipocampo, área do cérebro que além da memória também regula o estado de humor”, finaliza Dr. Diego Tavares.

Bem Paraná

domingo, 27 de agosto de 2017

Turma 88 - Campinas


Turma 88 Campinas 08/2017
Encerramento do Módulo de Logística Hospitalar da Pós Graduação em Administração Hospitalar do Centro Universitário São Camilo, turma 88, realizado no Hospital Vera Cruz de Campinas.
 Obrigado pelo carinho, atenção, interesse e participação da turma.
Parabéns e sucesso à todos!

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Vitória da Saúde: Portaria CVS regulamenta o consultório farmacêutico em SP

Após várias ações do CRF-SP junto ao Centro de Vigilância Sanitária (CVS) requerendo a alteração da Portaria nº 04/2011, foi editada a nova Portaria nº 01, de 2017, que disciplina o licenciamento dos estabelecimentos de interesse da saúde, como farmácias, distribuidoras de medicamentos, indústrias farmacêuticas, entre outros

A nova Portaria revoga a anterior (04/2011) e permite a regularização, no Estado de São Paulo, dos Consultórios Farmacêuticos, Clínicas de Estética e Serviços de Vacinação em farmácias sob a responsabilidade técnica do farmacêutico, por meio da utilização das respectivas Classificações Nacionais de Atividades Econômicas (CNAE) o que representa uma grande vitória para a Profissão, permitindo o pleno exercício das prerrogativas profissionais.

A CNAE é uma classificação usada com o objetivo de padronizar os códigos de identificação das unidades produtivas do país nos cadastros e registros da administração tributária. A Portaria CVS nº01/2017 traz em seu anexo I a relação de CNAEs de estabelecimentos de interesse da saúde sujeitos a licença de funcionamento.

O que muda com a publicação da norma?
  • Possibilita a regularização de consultórios farmacêuticos autônomos e daqueles que funcionam como dependência de hospitais, ambulatórios, farmácias comunitárias, unidades multiprofissionais de atenção à saúde, instituições de longa permanência e demais serviços de saúde, no âmbito público e privado com a utilização da CNAE nº 8650-0/99. No caso de consultórios que funcionam nas dependências de outros estabelecimentos (ex: farmácias), que possuem outra atividade principal, esse número de CNAE deve ser utilizado como classificação secundária;
  • Possibilita aos farmacêuticos regularizarem suas clínicas de estéticas utilizando o CNAE 9602-5/02;
  • Possibilita aos farmacêuticos a regularização dos serviços de vacinação em farmácia utilizando a CNAE 8630-5/06 secundariamente.
Destaca-se que anteriormente a Portaria CVS 04/11 (revogada) restringia a utilização da CNAE nº 8650-0/99 apenas às centrais de esterilização, ou seja, não permitia a utilização desse número para a regularização de consultório farmacêutico.

A nova portaria resolve esse problema. A nova norma em seu artigo 33 define que o responsável técnico pelo estabelecimento de interesse da saúde perante a vigilância sanitária, é aquele legalmente habilitado nos termos da legislação específica dos respectivos Conselhos de Classe.

Art. 33 O responsável técnico pelo estabelecimento de interesse da saúde e ou pelas fontes de radiação ionizante perante a vigilância sanitária é aquele legalmente habilitado nos termos da legislação em vigor.
  • 1º A responsabilidade técnica será reconhecida somente para o exercício das atividades definidas em legislação específica dos respectivos Conselhos de Classe.
Destaca-se que as atribuições do farmacêutico no exercício da saúde estética estão regulamentadas por meio das Resoluções nºs 573/13, 616/15 e 645/17 do CFF, e as competências do profissional na dispensação e aplicação de vacinas em farmácias pela Lei Federal nº13.021/14 e Resolução nº 574/13 do CFF. A novidade é que a partir de agora está clara a regra para regularização dessas atividades econômicas perante as autoridades sanitárias no Estado de São Paulo.

Ressalta-se também que desde julho deste ano, a Comissão Nacional de Classificação (Concla), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), disponibilizou a atualização da CNAE para que o sistema de busca de atividade econômica (Pesquisa CNAE) contemplasse os consultórios farmacêuticos e os serviços prestados por farmacêuticos clínicos , porém faltava a adequação da Portaria do CVS para total harmonização das normas.

Importância para a população
Com a regulamentação dos consultórios, o farmacêutico ganha um novo espaço para exercer suas atribuições clínicas, que visam à promoção, proteção e recuperação da saúde, além da prevenção de doenças e de outros problemas de saúde. As atribuições clínicas do farmacêutico visam proporcionar cuidado ao paciente, família e comunidade, de forma a promover o uso racional de medicamentos, otimizar a farmacoterapia e facilitar o acesso às vacinas, com o propósito de alcançar resultados definidos que melhorem a qualidade de vida do paciente.

CRF-SP

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Não é normal sentir dor na hora de amamentar

shutterstock 567387562Algumas dificuldades como mastite e rachaduras podem deixar as mães desconfortáveis durante o aleitamento. Por isso, precisam ser identificadas e tratadas

O aleitamento materno gera inúmeros benefícios para mãe e filho. Além do valor nutritivo para os bebês, o leite materno protege as crianças contra infecções, alergias, algumas doenças crônicas e cânceres infantis. Para a mãe, a amamentação reduz o peso mais rapidamente após o parto, ajuda o útero a recuperar o tamanho normal, diminui o risco de hemorragia e anemia e reduz o risco de diabetes e de desenvolver câncer de mama e ovário.

Há muitos benefícios gerados pela amamentação, no entanto, algumas mães podem ter dificuldades na hora de amamentar e precisam de apoio de orientação. No começo das mamadas, é comum a mulher sentir dor discreta ou mesmo moderada nos mamilos, devido à forte sucção deles e da aréola. Essa dor pode ser considerada normal e não deve persistir além da primeira semana.

No entanto, sentir os mamilos muito doloridos e machucados não é normal e requer intervenção. Alguns dos problemas que as mulheres enfrentam, sobretudo no início da amamentação, são rachaduras no bico do peito e mastite. Para ajudar as mães, o Blog da Saúde respondeu algumas dúvidas sobre as dificuldades da amamentação. Ajude a divulgar informações oficiais para que mais famílias consigam garantir a saúde de crianças e de mulheres durante o período inicial de vida do bebê.

O que é mastite?
É um processo inflamatório que ocorre nas glândulas mamárias, que pode ou não evoluir para uma infecção bacteriana. A mastite ocorre com mais frequência na segunda e terceira semanas após o parto, mas pode acontecer em qualquer período da amamentação.

Três fatores favorecem a instalação da infecção: leite acumulado, a resposta inflamatória e o machucado no peito. As lesões nos mamilos são, na maioria das vezes, a porta de entrada da bactéria. A sucção insuficiente de leite pelo bebê, obstrução dos ductos mamários, estresse, fadiga e fissura nos mamilos podem influenciar no aparecimento da mastite.

Nem sempre é fácil distinguir a mastite infecciosa da não infecciosa apenas pelos sinais e sintomas. Em ambas, a parte afetada da mama fica dolorida, vermelha e quente. Quando há infecção, costuma haver mal-estar, febre alta (acima de 38ºC) e calafrios. Procure uma unidade de saúde, se tiver algum desses sintomas, para diagnóstico e tratamento.
O que favorece o aparecimento da mastite?
  • Mamadas com horários regulares;
  • Redução súbita no número de mamadas;
  • Longo período de sono do bebê à noite;
  • Uso de chupetas ou mamadeiras;
  • Não esvaziamento completo das mamas;
  • Freio de língua curto, criança com sucção fraca;
  • Produção excessiva de Leite;
  • Separação entre mãe e bebê;
  • Desmame abrupto 
Esses fatores favorecem o acúmulo de leite materno nas mamas e predispõem ao aparecimento de mastite.

Quem está com mastite tem de parar de amamentar?
Não. O esvaziamento adequado da mama é importante no tratamento da mastite. Preferencialmente, a mama deve ser esvaziada pelo próprio bebê. Apesar da presença de bactérias no leite materno, quando há mastite, a amamentação está indicada por não oferecer riscos ao recém-nascido sadio. Se após a mamada não houve esvaziamento adequado, será necessário fazer a retirada manual do leite. Um banco de leite pode te ajudar a realizar esse procedimento.

Os casos mais graves, quando há secreção e pus, devem ser diagnosticados e tratados conforme indicação do profissional de saúde. Lembre-se que automedicação pode fazer mal à mãe e ao bebê

Como evitar o que o bico do seio fique rachado durante amamentação?
As rachaduras podem ser sinal de que é preciso melhorar a posição do bebê pegar o peito. É bom procurar ajuda no serviço de saúde.

Confira algumas dicas para evitar que isso aconteça:
  • O bebê pegar corretamente a mama.
  • A posição do bebê estar correta.
  • Lavar os mamilos apenas com água, não usar sabonetes, cremes ou pomadas.
  • Não é necessário lavar os mamilos sempre que o bebe for mamar.
  • Retirar um pouco do leite para amaciar a aréola (parte escura do peito) antes da mamada, se a mama estiver muito cheia e endurecida.
O que é translactação?
É uma técnica muito utilizada, principalmente, em casos de bebês prematuros, que não possuem força suficiente para sugar o leite materno ou que precisaram ficar em incubadoras no hospital.

A translactação é feita com o uso de um recipiente, podendo ser um copo ou uma xícara contendo leite (de preferência leite humano pasteurizado), colocado entre as mamas da mãe e conectado ao mamilo por meio de uma sonda. A criança, ao sugar o mamilo, recebe o suplemento. Dessa maneira o bebê continua a estimular a mama e sente-se gratificado ao sugar o seio da mãe e ser saciado.

Os benefícios associados ao aleitamento materno podem ser vistos no decorrer do desenvolvimento da criança, mesmo após o desmame, como a prevenção de obesidade na infância e na adolescência e o desenvolvimento sócio emocional da criança.

Luiza Tiné, para o Blog da Saúde

Cientistas testam ‘esponja’ capaz de tratar diabetes tipo 2

Implantado em camundongos obesos, artefato de polímero diminuiu níveis de gordura corporal e de açúcar circulante no sangue

Há algum tempo, endocrinologistas descobriram que a gordura não é apenas um reservatório de energia passiva do organismo. Ela libera compostos que contribuem para mudar todo o metabolismo — inclusive, com alterações que levam ao desenvolvimento de diabetes tipo 2.

Pensando nisso, experimento apresentado nesta terça-feira (22) em reunião anual da “American Chemical Society” desenvolveu uma esponja de polímero que impede que a gordura “converse” com o restante do corpo. O polímero já é um material usado em stents, suturas e outros dispositivos médicos implantáveis.

Desenvolvida pela Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, a esponja foi testada em camundongos. Pesquisadores implantaram o material em cobaias obesas que desenvolveram sintomas semelhantes aos da diabetes. No diabetes tipo 2, órgãos do corpo perdem a capacidade de absorver moléculas de açúcar e, com isso, essa glicose fica circulante na corrente sanguínea — situação altamente tóxica para o organismo.

Resultados indicam possível tratamento
Após três semanas de dieta rica em gordura, ratos com as esponjas tiveram aumento de 10% na gordura corporal, enquanto que cobaias sem o implante ganharam 30% mais gordura corporal.

Ainda, camundongos com a esponja apresentaram 60% de aumento de transportadores de glicose tipo 4 (GLUT 4), proteína que ajuda a transportar esse “açúcar perdido” para dentro das células.

Agora, pesquisadores estão tentando identificar por que a esponja reduziu a gordura e os níveis de glicose no sangue. A ideia é ajustar a estratégia para que ela seja mais eficaz e vire um tratamento viável para diabetes tipo 2 no futuro.

G1