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quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Sorrir faz bem para sua saúde e pode te proteger contra gripe, diz estudo

Entenda como o simples fato de estar de bom humor pode ajudar a fazer com que o sistema imunolLeia também: Atitudes que melhoram a saúde em até um minutoógico humano tenha uma resposta mais efetiva

Sorria, isso pode salvar a sua vida. Essa pode parecer mais uma frase clichê de livros de autoajuda, mas, agora, dizer que "sorrir faz bem para a saúde" tem respaldo científico. De acordo com um novo estudo britânico, o bom humor pode ter influência direta no sistema imunológico do ser humano e ajudar a combater doenças, como a gripe.

A pesquisa mostrou que pessoas que estão felizes no dia em que recebem a vacina anual contra a gripe desenvolvem defesas de anticorpos mais fortes do que pacientes que simplesmente se sentem bem. Segundo os pesquisadores da Universidade de Nottingham, que chegaram à conclusão de que sorrir pode ter efeito positivo, é preciso que a pessoaLeia também: Felicidade reduz em 50% doença cardíaca se sinta felizes no dia em que recebeu a vacina e não apenas no momento em que ela foi aplicada.

Em outras análises anteriores, os cientistas já avaliaram quais os danos que as emoções negativas provocam no organismo humano. Estar chateado ou deprimido pode aumentar significativamente o risco de hipertensão arterial e doenças cardiovasculares, por exemplo.

Nesse trabalho, os hábitos de vida positivos foram largamente ignorados nas comparações. Mas, evidências emergentes sugerem que ser positivo pode aumentar a qualidade de vida e saúde de várias maneiras.

Sorrir pode combater a gripe
Kavita Vedhara, professora de psicologia da saúde que liderou o estudo da Universidade de Nottingham, examinou anteriormente como o estresse pode prejudicar o sistema de defesa, especificamente em pessoas que estão sob estresse significativo pelo fato de cuidar bem de seus entes queridos.

"Descobrimos que eles ficaram piores do que o normal quando receberam vacinas contra a gripe, produzindo menos anticorpos contra o vírus", declarou ela.

A explicação é porque as vacinas contêm uma versão inativa de um vírus que treina o sistema imunológico para reconhecer o vírus vivo e atacá-lo. Quanto mais anticorpos são produzidos, mais poderosa será a defesa contra a infecção.

Para realizar essa pesquisa, a equipe de pesquisadores examinou um grupo de 138 adultos entre 65 e 85 anos, e mediu seus estados emocionais durante um período de seis semanas.

Os resultados vieram como uma completa surpresa. "Esperávamos encontrar vários fatores capazes de melhorar a resposta dos anticorpos humanos à vacinação. Só não achávamos que seria apenas um único fator, o de ter um humor positivo", disse a professora.

iG

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Transtornos mentais são a 3ª principal causa de afastamentos de trabalho

Dia Mundial da Saúde MentalCerca de 9% do total de auxílios-doença são decorrentes desse tipo de adoecimento. Empregadores e trabalhadores tem que reconhecer a importância da promoção da saúde do trabalhador

Mudanças de humor, tristeza, ansiedade, apatia, culpa, descontentamento geral, desesperança, perda de interesse, solidão, sofrimento emocional, automutilação, choro excessivo, irritabilidade e isolamento social. Esses são alguns dos sintomas de quem sofre de transtornos mentais e comportamentais.

As condições dos ambientes e dos processos de trabalho das pessoas podem desencadear esse tipo de adoecimento. Por isso, no Dia Mundial da Saúde Mental (10 de outubro), a Organização Mundial da Saúde (OMS) propõe discussão global sobre saúde mental no ambiente de trabalho.

De acordo com coordenador de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Quirino Cordeiro, várias situações relacionadas ao ambiente de trabalho podem acabar funcionando como um gatilho que, juntamente com outras situações, pode desencadear um transtorno mental. “Por exemplo, situações de grande estresse no ambiente de trabalho com carga horária elevada, com um ambiente de trabalho que exige do trabalhador um desempenho além do que é possível, situações de assédio moral, de assédio sexual, são situações que comprovadamente estão relacionados com o aumento da prevalência de transtornos mentais”, destaca Cordeiro.

Auxílio-doença
No Brasil, transtornos mentais e comportamentais são a terceira causa de incapacidade para o trabalho, correspondendo a 9% da concessão de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, de acordo com dados do 1º Boletim Quadrimestral sobre Benefícios por Incapacidade (Secretaria de Previdência/Ministério da Fazenda/2017).

Ainda de acordo com o levantamento, episódios depressivos são a principal causa de pagamento de auxílio-doença não relacionado a acidentes de trabalho, correspondendo a 30,67% do total, seguido de outros transtornos ansiosos (17,9%).

Quando se olha para o quadro de auxílios pagos relacionado ao trabalho, os números são ainda mais expressivos. Reações ao “stress” grave e transtornos de adaptação, episódios depressivos e outros transtornos ansiosos causaram 79% dos afastamentos no período de 2012 a 2016.

“Esses números mostram a importância da saúde mental no ambiente de trabalho. E como esse local pode, se não for um ambiente bem organizado e que leve em consideração a saúde do trabalhador, ser danoso para o funcionário. Daí a importância de trabalhadores, empresas e a sociedade como um todo, atentar para essa situação”, conclui o coordenador de Saúde Mental.

De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), os cinco grupos de atividades mais vulneráveis a transtornos mentais são transporte coletivo urbano (motoristas e cobradores), atividade bancária (gerente de contas e agências), educação fundamental (professor da1° a 4° serie) e vigilância e segurança (armada e desarmada).

A coordenadora de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Karla Baêta, explica que os riscos à saúde mental devem ser identificados e geridos da mesma forma lógica e sistemática que outros riscos de saúde e segurança no local de trabalho. “O reconhecimento por parte dos empregadores e dos trabalhadores da relação entre o trabalho e o adoecimento mental é o primeiro passo para a melhoria dos ambientes e processos, resultando na prevenção destes agravos e na promoção da saúde do trabalhador”, ressalta Baêta.

Na Europa
De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), na Europa, o estresse ocupa a segunda posição entre os problemas de saúde relacionados ao trabalho, afetando cerca de 40 milhões de pessoas. Ainda de acordo com a organização, entre 50 e 60% de todos os dias de trabalho perdidos no continente estariam ligados a esta condição.

A OIT entende que a prevenção de acidentes e de danos à saúde do trabalhador vai muito além da identificação e eliminação de ameaças visíveis, alcançando a percepção dos chamados riscos psicossociais, capazes de afetar a saúde mental do indivíduo. Ainda contribuem para o cenário de agravamento do adoecimento mental no âmbito do trabalho as situações de banalização da violência, como o assédio moral institucionalizado, as relações interpessoais norteadas por autoritarismo e competitividade, a demanda constante por produtividade e a desvalorização das potencialidades e subjetividades dos trabalhadores.

Fique alerta
Várias condições de trabalho podem conduzir a riscos psicossociais. Empregadores e trabalhadores devem ficar atentos aos primeiros sinais e, quando for o caso, apoiar e indicar ajuda a quem precisa. Por isso, é preciso ficar alerta em situações como:
  • Cargas de trabalho excessivas;
  • Exigências contraditórias e falta de clareza na definição das funções;
  • Falta de participação na tomada de decisões que afetam o trabalhador e falta de controle sobre a forma como executa o trabalho;
  • Má gestão de mudanças organizacionais, insegurança laboral;
  • Comunicação ineficaz, falta de apoio da parte de chefias e colegas;
  • Assédio psicológico ou sexual e violência de terceiros.
Esses tópicos têm sido observados em diversas atividades pela inspeção do trabalho, tornando-se uma preocupação e um desafio para os órgãos que atuam na segurança e saúde do trabalhador.

Luiz Philipe Leite para o Blog da Saúde

Variações na economia influenciam o risco cardiometabólico

O risco cardiometabólico em negros jovens é influenciado por grande variações nas condições econômicas, de acordo com um estudo publicado no Journal of the American Heart Association 

Investigadores da Universidade Northwestern seguiram 328 jovens negros da Geórgia rural, com 16 a 17 anos, quando começou a Grande Recessão. A prevalência da síndrome metabólica foi avaliada usando as diretrizes da Federação Internacional de Diabetes quando os jovens atingiram os 25 anos de idade.

Os pesquisadores descobriram que a prevalência da síndrome metabólica era menor (10,4%) entre os jovens cujas famílias mantiveram condições estáveis ​​e de baixa renda durante a recessão. Foi intermediário (21,8%) entre jovens cujas famílias eram de renda mais baixa antes da recessão, mas caíram na pobreza, enquanto as maiores taxas de síndrome metabólica (27,5%) estavam entre jovens cujas famílias começaram a recessão na pobreza e depois pioraram em condições mais escassas. Padrões similares foram observados para as três definições alternativas da síndrome metabólica.

Esses padrões sugerem que variações econômicas mais amplas alteram o risco cardiometabólico em jovens negros e podem exacerbar as disparidades já presentes nesta comunidade.

Terra

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Conheça os mitos e verdades sobre o mau hálito

Dentista esclarece as principais dúvidas sobre o assunto

Problema que acomete milhões de brasileiros, o mau hálito, também conhecido como halitose, pode prejudicar a vida pessoal e até profissional de quem sofre com o distúrbio. Na grande maioria dos casos, a origem é na própria boca, mas pode ser originado também nas vias aéreas superiores e por doenças metabólicas ou sistêmicas. Segundo Rosane Menezes Faria, dentista da Caixa Seguradora Odonto, manter uma higiene bucal, com a escovação e uso do fio dental, é o caminho para combater o mau hálito. Porém, apesar de ser algo comum, ainda existem muitas dúvidas em relação à questão. Pensando nisso, a especialista listou quatro mitos e quatro verdades sobre o mau hálito. Confira

Ficar muito tempo em jejum pode acentuar o mau hálito
Verdade. Quando o indivíduo fica muito tempo sem ingerir nenhum tipo de alimento o organismo começa a liberar ácidos graxos. “Tais substâncias automaticamente geram o mau hálito. Portanto, minha orientação é que a pessoa coma de três em três horas”, afirma Rosane.

Quem tem halitose geralmente percebe
Mito. A dentista informa que, na verdade, o indivíduo que possui mau hálito acaba não se dando conta. “Isso acontece porque o sistema do corpo que identifica odores se adapta ao cheiro e o portador nem percebe que seu hálito incomoda”, explica.

O consumo excessivo de proteínas de origem animal é inimigo do hálito fresco
Verdade. O consumo excessivo de proteínas pode potencializar o aparecimento do odor indesejado, pois as mesmas contribuem para a mudança do pH alcalino, o que propicia o desenvolvimento de bactérias. “As proteínas de origem animal ainda favorecem a formação de muco, fator que causa o acúmulo de biofilme lingual, conhecido como saburra, que é um dos principais vilões do bom hálito”.  
Quem usa prótese dentária tem mais facilidade em ter mau hálito
Mito. O problema não é a utilização da prótese, mas sim a má higienização da mesma. “Caso a limpeza não seja feita de maneira adequada, é muito provável que bactérias se acumulem, o que pode resultar no mau hálito”, alerta.

Ingerir mais vegetais e frutas auxilia no combate ao mau hálito
Verdade. Alimentos como maçã, cenoura e pepino, quando comidos crus e com casca, realizam uma espécie de raspagem dos dentes que complementa a ação de limpeza do fio dental. “Assim, ocorre o impedimento do acúmulo de bactérias que causam cheiros incômodos”, explica.

Mascar chiclete sem açúcar acaba com o mau hálito
Mito. Os chicletes, principalmente os isentos de açúcar, estimulam a salivação, o que pode mascarar o mau hálito. “No entanto, é um efeito passageiro que, certamente, não acabará com o problema”, pondera Rosane.

O uso do aparelho ortodôntico pode contribuir com a halitose
Verdade. Em pesquisa feita pela ABHA (Associação Brasileira de Halitose) com 254 jovens de 12 a 19 anos, 37% dos adolescentes apresentavam ou já tiveram problemas de halitose. Dentre eles, 21% contaram que o mau hálito começou logo após o início do uso do aparelho ortodôntico.

“O uso de aparelhos ortodônticos, principalmente o fixo, dificulta a higienização, uma vez que aumenta a retenção dos alimentos. Nesse caso, a orientação é ter ainda mais cuidado com a escovação, além de utilizar uma escova interdental, já que limpa entre os dentes e por dentro dos brackets”.

O mau hálito é um problema sem cura
Mito. O distúrbio tem cura em aproximadamente 100% dos casos. "Para tanto, é imprescindível que o paciente visite seu dentista para que o profissional identifique a real causa do problema e passe o tratamento mais adequado para o caso”, conclui a dentista.

Saúde Plena

Amamentação ajuda a prevenir o câncer de mama

Amamentar Câncer de MamaA amamentação gera inúmeros benefícios para a saúde da mãe e do bebê. A prevenção do câncer de mama é um deles

O risco de contrair a doença diminui 4,3% a cada 12 meses de duração de amamentação, estima um estudo com mulheres de 30 diferentes nacionalidades, publicado em 2002. Essa proteção independe de idade, etnia, paridade e situação hormonal (pré ou pós- menopausa).

Neste ano, a revisão do Fundo Mundial para Pesquisas sobre Câncer (World Cancer Research Fund - WCRF) sobre lactação e câncer de mama aponta que a amamentação provavelmente diminui o risco de câncer de mama em mulheres até a pós-menopausa.

Segundo o editor científico da Revista Brasileira de Cancerologia, Ronaldo Corrêa, vários estudos realizados nos últimos 30 anos mostram a associação entre a amamentação e a prevenção do câncer de mama. “Existe uma correlação linear entre o tempo da amamentação e o grau de proteção. Ou seja, quanto mais a mulher amamenta e por mais tempo – se ela teve dois, três partos, e nesses partos ela amamentou durante muito tempo – menor o risco, em comparação com mulheres que não tiveram tantos partos e não amamentaram por tanto tempo”, afirma.

O mecanismo responsável para tal proteção ainda não foi completamente esclarecido, mas existem várias hipóteses para isso. “Tem uma hipótese que afirma que enquanto a mulher amamenta, ela bloqueia os ciclos ovulatórios, diminuindo a sobrecarga hormonal. Ou seja, ela deixa de produzir um quantitativo maior de hormônios femininos nessa fase. Então, isso poderia ser uma explicação plausível, uma vez que grande parte dos casos de câncer de mama sofrem influência dos hormônios femininos”, explica Corrêa.

Outra hipótese seria o fato da maior exfoliação das células dos ductos mamários durante a amamentação e a grande morte programada das células mamárias após a amamentação promoverem a remoção de células com alguma alteração genética.

Em resumo, amamentar provavelmente diminui o risco de câncer de mama em mulheres na pré e pós menopausa, além de estar associado a outros benefícios de saúde para a mulher e para a criança. Manter o peso ideal para a idade, praticar atividades físicas regularmente, não consumir álcool, consumir diariamente uma dieta rica em frutas, verduras e legumes também contribuem para diminuir o risco de câncer de mama.

Câncer de mama
O câncer de mama é o câncer mais frequente no mundo e entre as mulheres, depois do de pele não melanoma, com uma estimativa de mais de dois milhões de casos novos e cerca de 530 mil mortes em 2015 no mundo. Entre 2005 e 2015, no mundo, estima-se que houve um incremento de 43% dos casos de câncer de mama, sendo 2/3 deste crescimento devido ao crescimento e envelhecimento da população. No Brasil, estimam-se 57,9 mil casos novos em 2016/2017.

No Brasil, a recomendação do Ministério da Saúde - assim como a da Organização Mundial da Saúde e a de outros países - é a realização da mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) em mulheres de 50 a 69 anos, uma vez a cada dois anos.

Para tratar o câncer de mama, o SUS oferece cirurgias oncológicas (mastectomia, conservadoras e reconstrução mamária), radioterapia e quimioterapia. Em 2016, foram um total de 18.488 cirurgias de mastectomias e cirurgias conservadoras, 2,8 milhões de procedimentos de campos de radioterapia e 1.184.622 sessões de quimioterapia, além de 3.348 cirurgias de reconstrução mamária. Cabe destacar que o SUS garante a oferta gratuita de exame de mamografia para as mulheres em todas as faixas etárias, desde que exista recomendação médica.

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