Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



sexta-feira, 3 de novembro de 2017

UNA-SUS lança nova oferta do módulo Gestão do Cuidado na Atenção Domiciliar

card gestaoGestores e profissionais de saúde já podem se inscrever na nova oferta do curso Gestão do Cuidado na Atenção Domiciliar, desenvolvido pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), integrante do Sistema Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS)

A iniciativa faz parte do Programa Multicêntrico de Qualificação em Atenção Domiciliar e tem como objetivo qualificar a gestão do cuidado centrado no indivíduo, realizado por médicos e enfermeiros.

As matrículas podem ser realizadas até o dia 12/01, ou até as vagas se esgotarem, pelo link.

Dividido em 5 unidades, a capacitação apresenta os principais conceitos e competências para o cuidado domiciliar, preparando o aluno para o reconhecimento antecipatório das necessidades de cuidado, com destaque à importância da discussão de caso em equipe na gestão do cuidado domiciliar.

Com carga horária de 30 horas, o aluno irá aprender mais sobre a gestão da clínica na Atenção Domiciliar, compreendendo a abordagem centrada na pessoa como ferramenta de gestão deste cuidado, envolvendo a entrevista de família no cuidado domiciliar e a compreensão do processo saúde-doença-clínica de forma ampliada.

O Programa Multicêntrico de Qualificação em Atenção Domiciliar é uma parceria entre a Coordenação Geral de Atenção Domiciliar - CGAD/DAB/SAS/MS, a Secretaria e Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) e diversas Universidades integrantes da Rede UNA-SUS: UFMA, UFMG, UFSC, UFPel, UFC, UFCSPA, UFPE e UERJ. Para conhecer os outros módulos de AD, clique aqui.

Fonte: UNA-SUS/UFCSPA

Novembro Azul reforça cuidado com a saúde do homem

novembro azulPor mais um ano, a Secretaria de Estado da Saúde reforça os cuidados com a saúde do homem em celebração ao Novembro Azul

A campanha tem o objetivo principal de combater o câncer de próstata por meio do incentivo à realização periódica dos exames em busca de diagnóstico precoce. O câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre os homens. Apenas no Paraná são estimados mais 5 mil casos para 2017.

De acordo com o superintendente de Atenção à Saúde, Juliano Gevaerd, a única forma de aumentar as chances de cura do câncer de próstata é diagnosticando logo no início da doença. “Atualmente, cerca de 25% dos casos levam à morte pois são descobertos já em estágios avançados. A recomendação é fazer uma visita anual ao urologista a partir dos 50, ou a partir dos 45 se tiver fatores de risco”, destaca.

O histórico familiar de câncer de próstata, principalmente em parentes de primeiro grau (pai e irmão); a obesidade; o tabagismo; o consumo de álcool em excesso; e sedentarismo são fatores de risco para o desenvolvimento da doença. A incidência também é maior em homens da raça negra, que devem fazer os exames anualmente a partir dos 45 anos.

O coordenador estadual da Saúde do Homem, Rubens Bendlin, explica que a doença dificilmente vai apresentar sintomas quando ainda está na fase inicial, por isso é necessária a realização dos exames. “Vontade de urinar com frequência, dor ao urinar, sangue ou sêmen na urina e dor óssea são sintomas que surgem já na fase avançado do câncer”, fala.

Um dos principais exames para detecção é o PSA (antígeno prostático específico), que avalia a quantidade da proteína produzida pela próstata e, geralmente, quando a doença atinge essas glândulas essas níveis são aumentados. Cerca de 20% dos pacientes tem o câncer diagnosticado apenas com o exame do toque retal, que avalia o tamanho, a forma e a textura da próstata, o que permite detectar a presença de nódulos.

Os exames estão disponíveis na rede pública de saúde durante todo o ano. Para receber atendimento gratuito, é necessário buscar a unidade de saúde mais próxima da sua residência. “Além da consulta médica regular, o cuidado com a saúde começa com a prevenção. Por isso, incentivamos uma alimentação saudável, a prática de atividades físicas e a manutenção de uma boa saúde emocional”, ressalta Gevaerd.

Fonte: SES/PR

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Número de mortes por sarampo é inferior a 100 mil pela primeira vez

Desde os anos 2000, mortes devido à doença caíram 84%, de acordo com relatório da ONU


O número de mortes anuais em todo o mundo pelo sarampo ficou pela primeira vez abaixo da marca dos 100 mil em 2016, embora a vacinação siga estagnada, anunciou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira (26). Segundo o relatório anual sobre esta doença feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), 90 mil pessoas morreram pelo sarampo em 2016.

“É a primeira vez que o número anual de mortes provocadas pelo sarampo fica abaixo de 100.000”, assinalou a OMS em comunicado conjunto com outras agências de saúde, entre elas a aliança de vacinas Gavi, o Centro americano para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Assim, desde o ano 2000, as mortes por sarampo caíram 84%, recorda o comunicado.

A distribuição de 5,5 bilhões de doses de vacinas desde o início do século foi fundamental para reduzir essa quantidade, mas a OMS considera que as campanhas de vacinação devem se intensificar ainda mais. “O mundo está longe de ter alcançado os objetivos regionais de eliminação do sarampo”, advertiu.

“A aplicação da primeira dose de vacinas necessárias está estagnada em cerca de 85% desde 2009, distante dos 95% necessários para deter a infecção. E a cobertura da segunda dose, apesar de uma recente alta, era apenas de 64% em 2016”, lamentaram os autores do estudo. Nigéria, Índia e Paquistão são os países com maior quantidade de crianças não vacinadas.

G1

Fundador de farmacêutica é acusado de pagar propina para médicos receitarem opioides nos EUA

Foto: U.S. Attorney's Office for the Southern District of Alabama/via REUTERS
Caso foi divulgado nesta quinta-feira em meio à declaração de emergência de saúde pública por Donald Trump devido ao abuso no uso dessas drogas

Os promotores dos Estados Unidos acusaram John Kapoor, fundador da empresa Insys Therapeutics, uma das maiores farmacêuticas do país, de pagar propina para que medicamentos opioides fossem prescritos por médicos. O caso foi divulgado nesta quinta-feira (26), mesmo dia em que o presidente Donald Trump declarou a crise dos opioides como uma emergência de saúde pública.

A alegação dos promotores à Justiça é que o ex-CEO e outros executivos pagavam para que os médicos receitassem um remédio chamado Subsys, feito com a substância fentanil, potente analgésico com ação rápida e usado apenas para pacientes com câncer e dor intensa. A maior parte das pessoas que receberam as prescrições investigadas não tinham a doença.

“No meio de uma epidemia nacional de opioides que atingiu proporções de crise, o senhor Kapoor e sua empresa são acusados de subornar médicos para preescrever um opioide potente e cometer fraudes em companhias de seguros para fins lucrativos”, disse o promotor William Weinred, em Boston. “A prisão e as acusações de hoje refletem os nossos esforços para atacar a crise dos opioides de todos os ângulos”, completou.

Kapoor foi preso na cidade de Phoenix, no estado do Arizona, e deve comparecer ao tribunal ainda nesta quinta. Ele é representado pelo advogado Brian T. Kelly, ex-procurador federal conhecido pelo caso do gângster James “Whitey” Bugler. A Associated Press entrou em contato com o escritório de Kelly, que informou que o advogado estava fora da cidade e não estava disponível para comentar o caso.

Outros ex-funcionários da Insys e especialistas da área da saúde, incluindo médicos, se declararam culpados pelos crimes ocorridos também no Alabama e em Connecticut. Um médico de Rhode Island se declarou culpado nesta quarta-feira (25) por aceitar propinas para prescrever um spray de fentanil.

O que diz a empresa
Um porta-voz da empresa, com sede no Arizona, disse que a farmacêutica está sob nova administração. “Nós tomamos as medidas necessárias e apropriadas para evitar que os erros do passado voltem a acontecer no futuro e que comprometam a condução dos negócios de acordo com altos padrões éticos e com os interesses dos nossos pacientes”, disse o comunicado oficial. “Nós também continuamos trabalhando com as autoridades para resolver problemas relacionados às más ações dos antigos funcionários”.

Marketing
A Insys também é processada por suas práticas de marketing. A companhia atua na área política dos Estados Unidos e doou US$ 500 mil para uma campanha do Arizona derrubar uma votação para legalização da maconha. As ações da empresa tiveram uma grande queda nos últimos meses devido às denúncias – mais de 10% no início das negociações, apenas nesta quinta-feira.

G1

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Crianças com diabetes podem contar com novo medicamento

insulina crinacaSUS oferta insulina análoga para crianças, o que melhorará a qualidade de vida delas

Com apenas quatro anos, Maria Luiza Almeida apresentou os primeiros sintomas que indicariam a doença crônica que mais atinge crianças, o diabetes tipo I. Um xixi na varanda de casa com aspecto melado foi um sinal da doença. “Eu pisei no chão e parecia garapa de açúcar, um suco bem doce quando derrama no chão e fica melado. Além disso, tinha muitas formigas em volta”, relembra a mãe de Maria, Samara Carla, diretora da Farmácia Básica do Município de São Domingos no sertão da Paraíba. Trabalhadora da área de saúde, a técnica percebeu que alguma coisa não estava correta. “Fui com ela ao posto da Saúde da Família e logo ele pediu um teste de glicemia”, comenta.

Após o resultado do exame, com a taxa de glicemia igual a 400 mg/dL, valor acima do nível considerado normal, que é de no máximo 99mg/dL, Maria Luiza ficou internada até que todas as taxas fossem estabilizadas. Ao ser encaminhada para internação, o outro sintoma que chamou muito atenção da Samara foi à sonolência. “Quando ela foi encaminhada para fazer o exame e para internação, ela só queria saber de dormir e dormir, isso também me assustou”, disse a técnica. Hoje, com nove anos, Maria entende sua situação e sabe exatamente os medicamentos que deve tomar e que a sua alimentação deve ser restrita e regrada. “Ela é uma boa menina, não sofre por não comer doce nas festinhas e sabe os horários de tomar a medicação”, relata a mãe.

O que é diabetes
O diabetes é uma doença do metabolismo causada pela falta de insulina, que para de ser produzida pelo pâncreas. Isso interfere na queima do açúcar e na sua transformação em outras substâncias, como proteínas, músculos e gorduras. A doença crônica possui vários tipos. O diabetes tipo I, embora ocorra em qualquer idade, é mais comum ser diagnosticado em crianças. Este tipo acontece quando a produção de insulina do pâncreas é insuficiente, pois suas células sofrem de destruição autoimune. O pâncreas perde a capacidade de produzir insulina em decorrência de um defeito do sistema imunológico, fazendo com que nossos anticorpos ataquem as células que produzem esse hormônio.

Segundo o diretor de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Renato Alves Teixeira, ficar atento aos sinais é fundamental para que o paciente tenha atendimento necessário e não chegue ao nível crítico. “Os pais devem ficar atentos quando as crianças derem sinais de emagrecimento sem motivos aparentes, apresentem excesso de suor, crises de desmaios, tonturas e uma frequência urinária maior do que o normal. Esses são os sintomas de um diabetes de fase avançada e sem controle”, ressalta. Outro alerta é para pais que são diabéticos fazerem exames nos filhos para avaliar se há uma hereditariedade.

Medicação
“Sensível à progressão da diabetes no país, e aos danos causados por essa doença, principalmente em crianças, tomamos essa atitude inovadora de colocar uma insulina que é o melhor tratamento disponível”, destaca o diretor Renato Alves.

Confirmado o quadro de diabetes tipo I, Maria é acompanhada por uma endocrinologista pediátrica e consegue os medicamentos pelo SUS. “Eu pego sempre as insulinas da minha filha no posto de saúde. Isso me ajuda muito”, relata Samara. Com o novo investimento do Ministério da Saúde, a partir de agora Maria Luiza e outras crianças com diabetes tipo I terão à disposição no SUS um dos mais modernos medicamentos para o tratamento da doença: a insulina análoga. Estudos apontaram que insulina análoga proporciona um melhor controle glicêmico nos sintomas relacionados à hiperglicemia e diminuição das complicações agudas e crônicas decorrentes do diabetes.

Outra notícia boa é que para todos que já usam seringa para aplicação dos medicamentos poderão utilizar as canetas. “Vamos mandar de forma progressiva, aos poucos os municípios receberão o produto é de fácil aplicação, sua embalagem é uma caneta, resposta rápida e com doses que podem ser adaptadas a situação do paciente”, destacou Renato Alves.

Diabetes no Brasil
Atualmente, o diabetes atinge 8,9% da população adulta do Brasil, de acordo com o sistema de vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico (Vigitel) 2016. Desde 2006, o índice cresceu 61,8%, tendo maior prevalência nas mulheres. O avanço das doenças crônicas no país preocupa, já que são consideradas um sério problema de saúde pública, sendo responsáveis por 63% das mortes no mundo, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, o diabetes são a causa de 72,6% dos óbitos.

O Ministério da Saúde dispõe de linha de cuidado para Diabetes mellitos, com o objetivo de controlar a glicemia e desenvolver o autocuidado nos pacientes. Parte da estratégia inclui a prescrição de insulinas em esquema intensivo. Para tratamento do DM1, estão à disposição no SUS, entre outros medicamentos, as insulinas humanas NPH - para a manutenção da glicemia - e a insulina humana regular (de ação rápida), a ser administrada cerca de 30 minutos antes das refeições.

Esses produtos estão disponíveis nas unidades de saúde ou por meio do Aqui Tem Farmácia Popular, que está presente em mais de 4 mil municípios. Por meio deste programa, em 2016, mais de 6,2 milhões de pacientes buscaram medicamentos gratuitos para diabetes. Esse número é mais que o dobro do total beneficiado em 2011 (2,6 milhões).

Por Luíza Tiné, para o Blog da Saúde