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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Oficina prepara os profissionais para a implementação de PrEP no SUS

banner 245 x145pxOnze estados estão incluídos nesta primeira fase, que terá início em dezembro

Oficina de capacitação em Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) prepara setenta profissionais de saúde -que já atuam nos serviços especializados da rede pública- para trabalhar na implementação desta profilaxia. Eles fazem parte dos onze estados que estão incluídos nesta primeira fase da implementação da PrEP no SUS, que terá início em dezembro nos seguintes estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Minais Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. A oferta desta profilaxia estará disponível em trinta e cinco postos de serviços do SUS nesses estados.

A oficina de capacitação, que ocorreu nesta quarta e quinta-feira (8 e 9) em Brasília, foi ministrada por pesquisadores da FIOCRUZ e técnicos-especialistas do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV) da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde.

Os objetivos desta oficina concentraram-se em expor as principais orientações do “Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) de Risco à Infecção pelo HIV”. Conhecer as fichas de monitoramento e seguimento clínico da PrEP, que estará disponível no Sistema de Controle Logístico de Medicamentos - SICLOM. E debater os fluxos e organização para a oferta desta profilaxia nos serviços de saúde.

Confira o protocolo clínico aqui.

A implementação da Profilaxia Pré-exposição de risco ao HIV (PrEP) no SUS vai ocorrer de forma gradual, focando as populações com risco substancial à infecção pelo HIV.

Em 2018, no primeiro semestre, será ampliado para outros dezesseis estados: Acre, Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe, Tocantins. A meta para 2018 é ter pelo menos um serviço de referência em cada estado ao longo do primeiro semestre. No primeiro ano de implementação da PrEP serão oferecidas 7 mil profilaxias.

A nova estratégia de prevenção, a PrEP, consiste no uso preventivo dos medicamentos tenofovir e entricitabina, combinados num único comprimido. A nova medicação antirretroviral só pode ser usada por pessoa que não seja portadora do vírus HIV. É um comprimido de uso diário.

Populações Prioritárias
No Brasil, a prevalência da infecção pelo HIV encontra-se em 0,4% na população geral. Porém, alguns segmentos populacionais mostram uma prevalência de HIV mais elevada, como homens que fazem sexo com homens (HSH), gays, pessoas transexuais, transgêneros, travestis e trabalhadoras do sexo. Casais que sejam sorodiferentes – que é quando uma pessoa está infectada pelo HIV e a outra não – também estão incluídos no projeto da Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP), em razão de aumentar as opções de prevenção dessas pessoas.

Fonte: Assessoria de Comunicação
Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais Conheça também a página do DIAHV no Facebook:
https://www.facebook.com/ISTAidsHV

Maioria dos brasileiros adultos não está com a vacinação em dia; veja as necessárias

Estudo mostra que 64% da população não está com a caderneta de vacinação em dia. O principal motivo é falta de conhecimentos das vacinas necessárias na fase adulta

A grande maioria dos brasileiros adultos (64%) não está com a caderneta de vacinação em dia. Embora 89% da população reconheça a importância da imunização na prevenção de doenças, um terço (33%) diz que “não sabe” ou “não sabe muito bem” quais vacinas estão disponíveis para a sua faixa etária. Esse porcentual aumenta entre os que não têm filhos: 45%.

A vacinação de maiores de 18 anos, na verdade, é negligenciada em todo o mundo, como mostra o levantamento feito em cinco países (Brasil, Alemanha, Índia, Itália e Estados Unidos) com 6 mil pessoas, por encomenda do laboratório farmacêutico GSK. A pesquisa, divulgada nesta terça-feira, 7, revela que 53% não priorizam a imunização como uma forma eficaz de prevenção de doenças e 29% acham que a prática se torna menos importante à medida que envelhecemos.

“A vacinação de crianças é algo que está na alma do povo; é muito mais fácil, faz parte da consulta médica, os pediatras sabem que as crianças precisam de vacinas”, afirma a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Regional RJ, Flávia Bravo, lembrando que o Brasil tem uma das melhores coberturas do mundo de vacinação infantil. “Mas uma das áreas da medicina que mais evolui é a das vacinas; a população está cada vez mais velha, daí esse movimento universal para chamar a atenção para a importância da vacinação do adulto: não se trata apenas de interesse de laboratório.

Nos últimos 5 anos, 58% dos adultos acima dos 18 anos se vacinaram contra a gripe no Brasil, seguidos de 41% contra a febre amarela e 27% contra a hepatite B. Outras doenças, no entanto, tiveram uma adesão vacinal muito baixa, como sarampo, caxumba e rubéola (10%), meningite C (7%), meningite B (7%) e meningite ACWY (6%). Quase a metade dos adultos (46%) afirmou que nenhum profissional de saúde jamais mencionou a importância da vacinação na vida adulta.

Por que adultos precisam se vacinar?
“A vacinação de adultos serve para proteger os adultos, claro, mas também tem um papel importante na redução da transmissão das doenças em geral”, diz Flávia Bravo. “Por exemplo, tivemos agora um surto de sarampo no Ceará que levamos um ano para controlar: temos uma cobertura maravilhosa no que diz respeito às crianças, mas tem muitos adultos que não são vacinados contra sarampo.”

O levantamento mostrou, no entanto, que, no que diz respeito à prevenção de doenças, os brasileiros preferem adotar outras práticas, como não fumar (81%) e se alimentar bem (78%). Segundo Bárbara Emoingt Furtado, gerente médica de vacinas da GSK, a falta de conhecimento sobre os imunizantes disponíveis, a ausência de uma cultura de vacinação de adultos são motivos para a baixa cobertura. Uma outra razão seria econômica.

“Quando falamos em saúde pública, sabemos que as crianças são mais suscetíveis e podem ter complicações mais graves do que um adulto saudável; então o foco costuma ficar nos menores, não criamos a cultura de vacinar adultos”, afirma. “O custo econômico também pode ser impeditivo”. Principais vacinas que todo adulto deveria tomar: HPV; Difteria e tétano; Sarampo, caxumba e rubéola; Hepatites A e B; Varicela (Catapora); Influenza (Gripe); Meningocócica ACWY e B; Dengue.

Gazeta do Povo

Hora de ajudar na luta contra superbactérias

Prevenção ao surgimento de resistência aos antimicrobianos precisa envolver pacientes e profissionais que atuam na área da saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou em 2015 o Plano de Ação Global em Resistência aos Antimicrobianos, com recomendações para que os países consigam combater esse problema de saúde pública.

A preocupação é grande já que a resistência aos antimicrobianos pode deixar a área de saúde com cada vez menos opções para o tratamento de infecções. Por isso, a OMS recomenda esforços em diferentes frentes de trabalho e em vários setores. Os pacientes e profissionais da saúde também têm um papel importante no combate a este problema.

Conheça algumas medidas:

Pacientes
  • Utilize antibiótico somente com receita de um profissional habilitado.
  • Não use antibióticos que sobraram de tratamentos anteriores.
  • Não divida seu medicamento com outra pessoa, pois a infecção pode ser diferente.
  • Não tome antibiótico para gripe. Gripe é uma doença provocada por vírus e não é tratada com esse tipo de medicamento.
  • Consulte sempre um médico antes de consumir medicamentos. Uma dor de garganta, por exemplo, nem sempre significa uma infecção e, na maioria das vezes, não é necessário consumir antibióticos.
  • Termine o tratamento, conforme a orientação do médico, mesmo que já esteja se sentindo melhor.
  • Previna infecções com medidas simples como lavar as mãos, manter a vacinação em dia, cobrir nariz e boca ao espirrar e fazer sexo protegido.
Profissional responsável pela prescrição
  • Investigue o tipo de agente que pode estar causando a doença.
  • Busque evidência clínica, laboratorial ou por imagem para o diagnóstico.
  • Verifique qual parte do corpo concentra a infecção.
  • Informe-se sobre o perfil de sensibilidade dos antibióticos utilizados em seu hospital antes de prescrever.
  • Converse com outros especialistas.
  • Monitore o paciente e reduza a prescrição quando possível.
Profissionais de saúde como enfermeiros, fisioterapeutas e farmacêuticos
  • Cuide da limpeza das mãos, dos instrumentos de trabalho e do ambiente no serviço de saúde.
  • Antes de dispensar ou administrar antimicrobianos, verifique se estão prescritos conforme as diretrizes de tratamento.
  • Relate os casos de resistência à comissão de controle de infecção hospitalar.
  • Oriente os pacientes sobre o uso correto dos antimicrobianos e os perigos da automedicação. Converse com o paciente sobre prevenção de infecções como vacinação, higiene das mãos, sexo seguro entre outros.
Anvisa

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Novo vírus da gripe aviária é mais letal e resistente que anteriores

Especialistas alertam que o vírus H7N9, em circulação na China, pode desencadear uma pandemia de difícil combate, com taxa de mortalidade superior a 40%

H7N9. Essa nomenclatura está deixando os cientistas em alerta máximo. O vírus que circula entre aves da China desde 2013 é apontado como forte candidato à próxima pandemia de gripe. No dia 18, o epidemiologista Tiomothy M. Uyeki, da Divisão de Influenza do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, fez um alerta: “Para o CDC, esse é o vírus número 1 em termos de preocupação por causa do potencial de impactar humanos e da severidade da doença. Não vimos evolução do H7N9 nas primeiras quatro epidemias, mas isso mudou na quinta onda de infecções”, disse, referindo-se aos casos de 2017.

Pesquisa publicada na revista Cell Host & Microbe reforçou o risco que esse tipo de vírus aviário significa não apenas para a Ásia, onde, até agora, os casos se concentram. O trabalho, conduzido pela Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Wisconsin-Madison e pela Universidade de Tóquio, constatou que a nova cepa do H7N9, chamada HPAI, está extremamente patogênica, replicando-se com eficiência em células do trato respiratório humano. Em ferrets, o vírus se espalha com rapidez via gotas respiratórias e não responde aos medicamentos.

Até a segunda semana de outubro deste ano, houve quase 1,6 mil casos de infecções humanas, com um alto índice de letalidade: 39% dos pacientes morreram. Embora a transmissão entre pessoas ainda seja rara, a velocidade de mutação do vírus tem se mostrado bastante rápida. Outra preocupação é que as vacinas para a influenza provocada pelo H7N9 não atendem, segundo Tiomothy M. Uyeki, às novas especificidades do micro-organismo. O epidemiologista informou que já há algumas candidatas a imunização, que serão testadas em humanos no ano que vem. “Temos de fazer isso o mais rápido possível. Esse vírus está se espalhando rapidamente, ele começou no Leste e no Sudeste da China, mas, agora, está no Oeste, no Nordeste e no Centro do país”, disse.

Desde o início do ano, o professor de ciências biológicas da Universidade de Wisconsin-Madison Yoshihiro Kawaoka trabalha para desvendar os mecanismos de ação do H7N9. Ele recebeu a amostra viral isolada de um paciente que morreu de influenza e começou, a partir desse material, a fazer testes em células humanas cultivadas em laboratório e em roedores e mamíferos vivos. De acordo com o pesquisador, a equipe identificou, pela primeira vez, uma cepa do vírus que é transmissível entre ferrets - o modelo animal que mais se assemelha às infecções de influenza humana - e letal. O micro-organismo matou tanto o mamífero originalmente infectado quando saudáveis que tiveram contato com ele. “A notícia que temos não é boa para a saúde pública: esse vírus aviário é extremamente patogênico e letal”, diz o biólogo

Mutações
Masaki Imai, pesquisador da Universidade de Tóquio que também participou do estudo, explica que, em aves, o vírus circulava sem ser patogênico: as galinhas ficavam infectadas, mas não apresentavam a doença. Por isso, o H7N9 agiu, durante muito tempo, em silêncio, passando de animal para animal e, daí, contaminando humanos que tiveram contato com eles. “Os vírus influenza têm uma grande capacidade de se adaptar e, a cada nova infecção em um hospedeiro, ocorrem pequenas alterações em seus genomas. Eventualmente, essas mutações ocorrem em regiões muito importantes, levando a alterações significativas do vírus original”, diz. “Assim, o vírus pode se tornar capaz de infectar novos tipos de hospedeiro, ficar patogênico, provocar doenças graves e se tornar resistente aos medicamentos usados para tratá-lo.”

Isso foi o que ocorreu com a cepa isolada do paciente chinês que morreu da doença. Durante o tratamento, ele recebeu tamiflu, o medicamento-padrão para lidar com vírus influenza. O H7N9, porém, começou a mutar. Uma técnica de sequenciamento genético aplicada pela equipe de Yoshihiro Kawaoka demonstrou que, na amostra, havia populações virais que respondiam e outras que eram resistentes ao tamiflu. Esses vírus foram geneticamente recriados e inseridos em linhagens de células humanas do trato respiratório. A equipe constatou que ambas as versões cresceram e se multiplicaram facilmente na cultura celular, embora a cepa resistente ao tamiflu não tenha sido tão eficiente quanto à que responde ao medicamento.

Em seguida, os pesquisadores testaram o grau de patogenia das duas populações virais em modelos animais. Como o mecanismo da influenza em humanos é semelhante ao que ocorre em ferrets, esse mamífero foi utilizado nos experimentos. Um ferret foi infectado e mantido isolado em uma gaiola, próximo ao recinto de um animal saudável. O teste foi feito com três pares do mamífero (um contaminado e um saudável). Em todos os casos, os vírus foram transmitidos por gotas respiratórias. Dois dos três ferrets infectados com a cepa não resistente ao tamiflu - a versão que circula atualmente na China - morreram, assim como os que passaram os vírus para eles.

Kawaoka nota que, sem que ocorressem novas mutações, o H7N9 foi transmitido para os ferrets, causou a doença e os matou. “Nosso objetivo não é causar alarme. Mas é apenas uma questão de tempo antes que o vírus resistente ao tamiflu consiga se adaptar e crescer de forma eficiente nas células. Assim, teremos um vírus que, além de letal, não responde ao medicamento”, afirma. “E dado que a quantidade de vírus necessária para começar a infectar os ferrets expostos via gotas respiratórias foi pequena, isso sugere que o H7N9 que está em circulação requer uma quantidade limitada de micro-organismos para causar infeções letais, ao menos nesse modelo animal”, complementa Masaki Imai.

Os pesquisadores destacam que, por ora, as evidências e ocorrências de contágio entre humanos ainda são pequenas. Contudo, Kawaoka observa que o vírus está mutando em alta velocidade e de uma forma que não encontra precedente nas quatro epidemias anteriores, o que faz dele potencialmente transmissível de uma pessoa infectada a outra. “É preciso intensificar as pesquisas sobre transmissão, resistência às drogas, potencial patogênico e a habilidade de o vírus se replicar. Também precisamos de novas vacinas, algo em que minha equipe já começou a trabalhar”, diz.

Saúde Plena

UNA-SUS e Ministério da Saúde lançam aplicativo Saúde da Pessoa Idosa

pessoaidosaO Ministério da Saúde lançou, nessa segunda-feira (6/11), a Estratégia Nacional para o Envelhecimento Saudável, que traz orientações aos profissionais de saúde e gestores para aumentar a qualidade de vida dos idosos

Durante o evento, foi apresentado o aplicativo Saúde da Pessoa Idosa, desenvolvido pela Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), em parceria com a Coordenação de Saúde da Pessoa Idosa (COSAPI) do Ministério da Saúde.

A ferramenta está disponível gratuitamente pelo Google Play para Android.

O aplicativo tem como objetivo apoiar os profissionais de saúde nas decisões relacionadas a esses pacientes. Para isso, são disponibilizadas ferramentas que possibilitam a identificação da escala de vulnerabilidade do idoso na comunidade e na família para definir o foco do acompanhamento, além de permitir a avaliação da massa corporal em relação à altura, detectando o estado nutricional dos idosos.

A coordenadora da COSAPI, Cristina Hoffman ressalta que a proposta integra um conjunto de ações que qualificarão o cuidado ofertado às pessoas idosas no Sistema Único de Saúde (SUS). “O aplicativo é importante por possibilitar maior agilidade no atendimento da população idosa por meio de suas funcionalidades, que trazem subsídios para os profissionais de saúde na avaliação das pessoas idosas”, avalia.

Para a consultora da Secretaria Executiva da UNA-SUS, Laura Gris, o aplicativo é uma forma de otimizar o dia a dia do profissional de saúde, sem que precise procurar folhas de papel ou dependa de um computador para utilizar uma escala. “Todas as informações que ele precisa estarão ao alcance de suas mãos, no seu próprio celular”, destaca.

SE/UNA-SUS