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quinta-feira, 3 de maio de 2018

Idosos com Alzheimer ficam mais agressivos à noite

E só agora cientistas de Harvard começaram a entender o fenômeno, que ganhou o apelido de "sundowning"

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Se você convive com idosos com Alzheimer, ou certos tipos de demência senil, já deve ter reparado que, de uma hora para outra, eles podem ficar ariscos e até agressivos. É claro que não é de propósito, nem uma questão de personalidade. É um sintoma – que, em muitos casos, tem horário definido.

A agitação com hora marcada sempre foi um mistério
Quem trabalha com esses pacientes nota que a onda de agitação aparece de repente, e é mais comum quando anoitece. Não é coincidência: o fenômeno é bem conhecido pelos médicos, e ganhou o apelido de sundowning (em português, é algo como “conforme o sol se põe”). Até recentemente, ninguém sabia porque a chegada da noite era associada com um aumento na agressividade. Mas neurocientistas de Harvard começaram a entender essa relação, graças a um estudo com ratos.

Seu relógio biológico escolhe a hora de brigar
Sabemos que muita coisa no nosso organismo é controlada pelo ritmo circadiano, que define a hora que você sente fome, sono e até sua temperatura corporal. Mas, até agora, ninguém sabia que ele tinha qualquer coisa a ver com comportamentos agressivos. A descoberta rolou quando os cientistas colocaram ratos machos para disputar território – situação que os deixa naturalmente furiosos. A situação se repetiu em vários horários diferentes – e logo ficou claro que existia um padrão na reação dos animais.

Durante o dia, porrada crescente. À noite, calmaria
A quantidade de ataques – e a intensidade deles – ia crescendo ao longo do dia. Chegava ao pico logo antes de anoitecer. Mas conforme as luzes se apagavam, os conflitos iam diminuindo e atingiam ao nível mínimo ao amanhecer, antes das luzes se acenderem. Ou seja: a chegada da noite parecia funcionar como um freio para a agressividade dos ratos – exatamente o contrário do que acontecia nos pacientes com Alzheimer.

É possível manipular o circuito do relógio biológico para reduzir (ou aumentar) a agressividade
Depois de encontrar esse padrão, os pesquisadores foram investigar o que estava acontecendo no cérebro desses ratos. Eles começaram observando o “relógio-mestre” do cérebro, o grande maestro do ritmo circadiano. Esse chefão é, na verdade, um grupo de 20 mil de neurônios, chamado de núcleo supraquiasmático (NSQ, para os íntimos), localizado no hipotálamo.

Também no hipotálamo fica outra região com nome estranho – o VMHvl, ou “divisão ventrolateral do núcleo ventromedial”. Dá para considerá-la parte do “circuito cerebral da raiva” porque, quando os neurônios dali são estimulados, os ratos imediatamente se colocam em posição de ataque. O que os pesquisadores descobriram, ao mapear o cérebro dos bichos, foi que o chefe do relógio biológico, o NSQ, tem um canal (na verdade, dois canais) de comunicação direta com esses neurônios raivosos. Essas conexões entre o NSQ e o VMHvl nunca tinham sido observadas antes.

Os cientistas resolveram, então, fazer um teste. Bloquearam essas conexões e impediram que os dois centros trocassem mensagens. Na prática, eles isolaram o relógio biológico do setor da agressividade. Resultado? O comportamento dos ratos parou de variar conforme a hora do dia. Mas eles ficaram mais raivosos o dia inteiro. Depois, os pesquisadores fizeram o contrário. Estimularam essas conexões acima do normal. Como consequência, os ratos ficaram muito mais tranquilos. Não tiveram picos de agressividade hora nenhuma no dia.

É cedo para traduzir o que isso significa para seres humanos. Mas a hipótese dos cientistas é que, em casos de doenças degenerativas, como o Alzheimer, as “pontes” neurais entre esses dois grupos específicos de neurônios enfraquecem. E, por isso, a agressividade aumenta justo na hora em que, idealmente, ela deveria diminuir. Daí a confusão, a agitação e a raiva noturna dos pacientes. Se isso se confirmar, surgem novas possibilidades de terapia – um tratamento, quem sabe, que consiga fortalecer as conexões entre essas duas subregiões – e trazer, assim, alívio duplo: para os pacientes com demência, mas também para quem cuida deles.

Superinteressante

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Senado aprova PL que destina 30% da receita de multas de trânsito ao SUS

Resultado de imagem para repasse de dinheiro ao susTransferência deverá representar apenas um acréscimo aos investimentos obrigatórios na saúde publica a cargo da União

O Plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira, 24, um projeto que destina 30% da arrecadação com multas de trânsito para o Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta é de autoria do senador Eduardo Amorim (PSDB-SE) e segue agora para a Câmara dos Deputados.

A proposta recebeu duas emendas, quando passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A primeira estabelece que as verbas geradas pelas multas não serão levadas em conta para atender à exigência constitucional de aplicação de um porcentual mínimo de recursos na saúde. Assim, essa transferência deverá representar apenas um acréscimo aos investimentos obrigatórios na saúde publica a cargo da União, dos estados, Distrito Federal e municípios.

A segunda alteração derrubou uma emenda aprovada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). A emenda da CAS pretendia destinar esses 30% da arrecadação com multas de trânsito para o Fundo Nacional de Saúde (FNS). “Ao rejeitar a emenda na CCJ, nós preservamos dispositivo da Lei do SUS, que determina o crédito direto das receitas geradas no âmbito do sistema em contas especiais, movimentadas pela sua direção, dentro da esfera de poder onde foram arrecadadas”,explicou a senadora Marta Suplicy (MDB-SP).

“Nós entendemos que os recursos devem ser utilizados de acordo com as prioridades de cada ente federativo. Esse é um projeto muito importante para a pauta municipalista e conta com o apoio da Confederação Nacional dos Municípios e da Associação Paulista dos Municípios”, complementou Marta.

Apesar de ter votado a favor da matéria, o senador Humberto Costa (PT-PE) classificou o texto de “puxadinho” e aproveitou para argumentar que a medida é uma forma de contrabalancear o peso do chamado Teto de Gastos. “É como se nós estivéssemos cobrindo um santo e descobrindo outro. No momento em que eu tiro os recursos que são das multas arrecadadas tanto no Município quanto no Estado, certamente, aquelas políticas que eram ou são financiadas com as multas irão perder. Mesmo assim, como eu disse, são recursos do próprio Município ou do próprio Estado”, disse Costa. “O que nós precisamos são de fontes estáveis e não de puxadinhos. Por melhor que tenha sido a intenção do senador Eduardo Amorim, este é o típico puxadinho: nós vamos buscando dois tostões ali e três ali para tentar levar recursos para a saúde, que tem um déficit muito, muito, muito, muito maior que isso”, defendeu o petista.

Exame

Pela 1ª vez, genéricos são mais receitados do que remédios de referência

Levantamento da PróGenéricos revela que 34% das prescrições são de genéricos; remédios similares e de referência somaram 33% das receitas cada um

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Levantamento realizado pela PróGenéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos) revela que, pela primeira vez, os genéricos são os remédios mais receitados por médicos brasileiros. No período de doze meses encerrado em fevereiro deste ano, 34% das 115 milhões de receitas emitidas foram de drogas genéricas. Fármacos similares e de referência somaram 33% das prescrições cada um. O estudo levou em consideração dados do Close-Up International, instituto que faz auditoria do receituário apresentado em farmácias de todo Brasil. No total, foram emitidas 38.763.225 de receitas que apontavam os genéricos como primeira indicação. Os similares marcaram 38.210.558 e os de referência, 38.094.583.

A diferença é pequena, mas histórica. Desde que os primeiros registros de fármacos genéricos foram concedidos, em fevereiro de 2000, esse tipo de medicamento sempre esteve atrás das marcas de referência e de similares no receituário. O que ocorria na maioria dos casos era o médico receitar o remédio de referência, e cabia ao paciente solicitar o genérico na farmácia, caso houvesse a opção.

De acordo com a presidente da PróGenéricos, Telma Salles, o crescimento do número de receitas que trazem os genéricos como primeira indicação se deve a uma maior aceitação dos profissionais da saúde. “A resistência do médico foi diminuindo por conta da qualidade, eficácia e segurança (dos genéricos), que vem se comprovando ao longo do tempo”, diz. “A confiança é que faz com que o médico prescreva. É um aval importante”. Na opinião de Telma, a demora de quase 20 anos para que os números alcançassem esse resultado foi justamente por causa da confiança que os médicos tinham em algumas marcas. No entanto, como os laboratórios que produzem remédios de referência também têm hoje linhas de genéricos, a aceitação cresceu.

“Não é uma forma diferente de produzir remédios, mas de comercializar, com o valor mais baixo, sem o ônus do marketing e do investimento, que já foi pago ao longo dos anos, o que possibilitou a perda de patente. O genérico é 60% mais barato, em média”, explica. Outro fator para esse crescimento expressivo foi a crise econômica, que abateu os orçamentos familiares. Em 2014, primeiro ano da recessão, os genéricos estavam em 28% das receitas, atrás dos medicamentos de referência (40%) e similares (32%). “O paciente tem um papel decisivo na hora da aquisição e também pode pedir para o médico uma alternativa genérica”, diz Telma. “O papel econômico é importante.”

O médico Antonio Pereira Filho, conselheiro do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), concorda que o fator financeiro foi preponderante na decisão dos médicos de prescrever remédios genéricos. “Historicamente, o médico tem uma ligação maior com grandes laboratórios, que são financiadores de pesquisas e de congressos internacionais e nacionais. Mas o dado mostra um reconhecimento de que, apesar disso, a classe médica está prescrevendo o mais barato. O interesse dos pacientes está falando mais alto”. Além disso, ele afirma que os conselhos de medicina sempre se posicionaram favoravelmente em relação aos genéricos, principalmente pela fiscalização periódica do Ministério da Saúde sobre esse tipo de medicamento, que comprovam a confiabilidade.

Número de receitas também subiram
Os mesmos dados apontam um crescimento significativo no total de receitas emitidas. Em fevereiro de 2014, foram 65.333.103 prescrições no período de doze meses. Em fevereiro de 2018, esse número saltou para 115.068.396, um aumento de 76,13%. O crescimento de receitas de genéricos foi ainda mais alto, de 113,54% entre 2014 e 2018. O receituário dos similares subiu 81,21% e o de medicamentos de referência, 45,99%.

De acordo com Telma, esse aumento substancial é um resultado de três fatores: maior acesso a informação, preocupação com qualidade de vida e, principalmente, o envelhecimento dos brasileiros. “A população que envelhece precisa de medicamentos”, explica. Para Pereira Filho houve também uma “conscientização de que a automedicação é uma grande fria”. “Há campanhas sistemáticas, que dizem para população procurar um médico, que remédio não é uma coisa tão simples, tem efeitos colaterais.”

Vendas
A PróGenéricos também analisou os dados da IQVIA, que audita as vendas do varejo farmacêutico. Entre 2015 e 2017, a comercialização de genéricos em unidades avançou 29,73%, número acima do crescimento do mercado no total, que subiu 15,18%. O crescimento das vendas genéricos foi ainda mais expressivo nos caso dos remédios que combatem doenças crônicas. De acordo com o estudo, houve um aumento de 59,82% nas unidades de remédios genéricos anti-lipêmicos, usados no controle do colesterol. A participação nas vendas desse tipo de medicamento genérico, que era de 44% em 2015, passou para 58% em 2017.

No caso dos anti-hipertensivos, os genéricos tinham 64% do mercado em 2015. Em 2017, a porcentagem de participação foi para 70%. O motivo, segundo a presidente da PróGenéricos, foi o peso dessas drogas de uso contínuo no orçamento, o que faz com que o consumidor opte pelo preço mais em conta. “As pessoas têm de tomar todos os dias, todos os meses. Têm um impacto maior na cesta básica de medicamentos”. O conselheiro do Cremesp reforça ainda que o aumento nas vendas dos genéricos se deve a uma mudança de mercado. “Ao contrário de quinze anos atrás, todas as farmácias contam hoje com um farmacêutico oferecendo para o cliente um leque de opções de uma mesma substância. Antes, eram balconistas que empurravam aquelas marcas que, de alguma forma, bonificavam a farmácia”, explica.

Veja

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Depressão afeta o cérebro tanto quanto o Alzheimer

Resultado de imagem para depressãoQuando não tratada e presente por mais de 10 anos, a doença pode causar inflamações equivalentes às dos males neurodegenerativos, mostra estudo canadense. Para especialistas, a descoberta reforça a necessidade de manter a condição sob controle

A depressão duradoura pode prejudicar fisiologicamente o cérebro. Pesquisa do Centro de Estudos sobre Vícios e Saúde Mental (CAMH) do Canadá sugere que, se não tratada, a doença que persiste por mais de 10 anos provoca inflamações no cérebro equivalentes às detectadas no Alzheimer e em outros tipos de demência. A complicação intoxica áreas cerebrais e é progressiva, também como as doenças neurodegenerativas. Detalhes do trabalho foram divulgados na revista The Lancet Psychiatry.

Jeff Meyer, autor do estudo, e a equipe estudaram 80 voluntários, com idade entre 18 e 75 anos, entre setembro de 2009 e julho de 2017. Os participantes foram divididos em três grupos: 25 tinham depressão por mais de 10 anos, 25 enfrentavam o problema havia menos de uma década, e 30 não tinham o diagnóstico da doença. Os depressivos não estavam sob tratamento havia pelo menos quatro semanas e apresentavam pontuação mínima de 17 na Escala de Avaliação de Depressão de Hamilton. Pela escala, de sete a 17 pontos equivale a depressão leve. Acima de 25 estão os indivíduos gravemente deprimidos.

A inflamação no cérebro foi medida por meio de exame de tomografia por emissão de positrões (TEP), que consegue detectar proteínas translocadoras. Produzidas pelas micróglias, células imunes do cérebro, essas estruturas são ativadas em caso de inflamação. De acordo com os resultados do estudo, o grupo de voluntários com depressão duradoura apresentou até 30% mais inflamação no córtex pré-frontal e no córtex cingulado anterior quando comparado aos que não tinham a doença.

“Nos voluntários com depressão duradoura e que não tiveram muito tratamento com antidepressivo, vimos aumento progressivo da inflamação”, resume Jeff Meyer. Segundo o autor, eles identificaram também semelhanças entre a depressão e outras doenças progressivas que acometem o cérebro, como o Alzheimer e o Parkinson. “Nossos dados sugerem que pessoas com depressão de longa data podem ter uma forma biologicamente diferente de depressão e que precisarão ser tratadas de forma diferente”, complementa.

Condição tóxica
Para o professor de psiquiatria da Universidade de Brasília (UnB) Raphael Boechat Barros, é importante reforçar que, como mostra a pesquisa canadense, a depressão não é episódica. “O diferencial desse estudo é ter sido feito com pacientes com depressão crônica. A maioria dos testes anteriores estuda a depressão aguda. Esse novo estudo associou o tempo de depressão não tratada com a inflamação, quanto mais tempo, mais inflamação”, explica.

Segundo Barros, nesse caso, há liberação de substâncias neurotóxicas que agridem o cérebro a longo prazo, mesmo que o paciente não sofra com os sintomas. “O estado inflamatório já é um indicativo de que o cérebro não está saudável”, diz. “A depressão, portanto, é uma doença crônica e pode ser indicada como uma doença neurodegenerativa.”

Uma das diferenças entre a depressão episódica e a crônica sãos os sintomas mais evidenciados no segundo caso. Para Fernando Fernandes, médico psiquiatra do Programa de Transtornos do Humor (Gruda) do Instituto de psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), isso pode estar relacionado à inflamação no cérebro. Mas o especialista ressalta que os efeitos afetam outras estruturas do corpo, já que se trata de uma doença multifatorial. “A inflamação é apenas um dos fatores envolvidos, assim como as alterações endócrinas”, ilustra.

De acordo com Fabiano Alves Gomes, médico psiquiatra e coordenador do Ambulatório de Transtornos do Humor do Hospital Universitário de Brasília (HUB), as evidências do estudo confirmam a hipótese de que a depressão é uma doença que ocorre devido a múltiplos processos fisiopatológicos. “Eles incluem alterações mais conhecidas, como disfunções nos neurotransmissores e nos circuitos cerebrais, mas também processos inflamatórios e disfunções imunológicas”, diz

Reações pessoais
O psiquiatra Raphael Boechat Barros, porém, ressalta que o tempo para que a depressão cause mudanças cerebrais não é necessariamente 10 anos, como o considerado na pesquisa canadense. “Por ser o primeiro estudo, eles colocaram um prazo aproximado, mas isso depende muito do grau de depressão do paciente. A consequência devido ao tempo varia de pessoa para pessoa”, diz.

O psiquiatra alerta que é preciso ter consciência de que a depressão, se não tratada, pode resultar em um prejuízo a nível orgânico e não apenas funcional. “A maior parte das evidências vem de estudos que avaliam apenas a estrutura do cérebro ou substâncias detectadas nos exames de sangue. O estudo canadense traz a novidade da utilização de uma técnica que permite avaliar a inflamação diretamente no cérebro de pessoas vivas com depressão e demonstra que o tempo sem tratamento está associado a mais inflamação cerebral”, explica.

Medicamentos contra azia e má digestão: Abusos causam incômodo no estômago

medicamentos-contra-azia-e-ma-digestaoAo comer demais, exagerar na bebida ou em comidas gordurosas, é natural que haja incômodo no estômago. Mas, para tratá-lo, é necessário saber qual patologia está atacando o paciente

De acordo com a gastroenterologista do Hospital Moriah, Dra. Nilma Lucia Sampaio Ruffeil, azia é uma sensação de queimação na região do peito (retroesternal), enquanto a má digestão é uma sensação de peso na região epigástrica (conhecida como “boca do estômago”).

“A azia é o retorno para o esôfago do conteúdo ácido do estômago. Isso acontece quando, por exemplo, a parede do estômago não está preparada para receber tanto ácido, causando queimação que sobe até o peito ou a garganta”, complementa o coordenador do Centro de Robótica do Hospital Samaritano, Dr. Sérgio Zaladek Gil.

O mal-estar e o enjoo ocorrem porque a presença do álcool e das comidas mais pesadas diminui a capacidade do estômago de fazer a digestão. Se a mucosa do órgão estiver inflamada, os sintomas são ainda piores.

Para acabar com os sintomas da azia, o paciente pode usar medicamentos que diminuem a produção de ácido ou fazem proteção local, como os antiácidos e o sucralfato (que faz uma proteção local e ajuda na proteção contra acidez). Os inibidores de bombas de próton, como omeprazol, bloqueiam a produção de ácido.

Já os medicamentos que combinam anti-inflamatórios e antiácidos – buscados por quem sofre de ressaca – auxiliam na redução dos sintomas da inflamação que o álcool causa, além de revestir a mucosa do estômago para protegê-lo.

É importante orientar o consumidor a observar se os sintomas apresentados são resultado somente de abusos pontuais ou se aparecem com facilidade e frequência, como os pacientes que necessitam tomar medicamentos quase que diariamente. Isso porque a pessoa pode ter alguma patologia ou lesão que não seja somente por ácido.

Foto Shutterstock

Fonte: Revista Guia da Farmácia edição 301 – Por Laura Martins