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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Portugal: Médicos e enfermeiros apelam a envolvimento dos cidadãos na defesa do SNS

Os médicos e os enfermeiros apelam a que os portugueses se envolvam na defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS), lembrando a importância que o serviço tem tido na melhoria da qualidade de vida dos portugueses.

Num comunicado, a propósito do Dia do SNS, que hoje se assinala, a Ordem dos Enfermeiros destaca as “mais valias que o SNS trouxe à saúde dos cidadãos” ao longo de 32 anos.

Redução da taxa de mortalidade infantil, aumento da esperança de vida à nascença e diminuição de doenças por via da vacinação são alguns dos exemplos destacados pelos enfermeiros.

“Tudo isto se conseguiu no país europeu onde menos se gasta no setor da saúde e onde os cidadãos mais contribuem com a sua despesa”, refere a nota.

“Perante medidas políticas que o possam colocar em causa, é igualmente necessário estarmos bem cientes de que os prejuízos serão imensos – e para todos. Cabe a todos e a cada um de nós desenvolver ações que conduzam à preservação do SNS como o conhecemos”, acrescentam os enfermeiros.

Também o bastonário da Ordem dos Médicos vincou que Portugal tem um sistema de saúde equilibrado que não deve ser colocado em causa.

“O SNS permitiu que Portugal tivesse das melhores estatísticas de saúde do mundo com baixo custo, porque somos dos países da Europa que menos gastam em termos absolutos per capita em saúde e em que os cidadãos mais contribuem para as suas despesas”, afirmou o bastonário José Manuel Silva, em declarações à agência Lusa.

Apesar de compreender que é necessário lutar pela sustentabilidade financeira do país, o representante dos médicos diz que em saúde só se poupa com uma aposta na qualidade: “Um cidadão doente é um cidadão que dá mais despesa”.

“Temos de corrigir a cultura de governação de Portugal, apostando no que é bom. O SNS é um serviço quase de excelência. Apostar na sua preservação é um investimento económico para o país”, frisou.

O médico defende ainda que não é pondo em causa o SNS que Portugal se conseguirá equilibrar financeiramente, lamentando também que os “múltiplos governo e políticos” não sejam verdadeiramente responsabilizados pela situação de “bancarrota” a que o país chegou.

Fonte Destak

Hospitais mais conectados baseiam-se no EMR

Instituições possuem desempenho considerado alto em pelo menos uma especialidade médica, e também pertencem ao estágio 6 ou 7 do HIMSS Analytics EMRAM

O último ranking dos hospitais da U.S. News e World Report inclui pela primeira vez uma lista dos hospitais mais conectados, baseado no modelo HIMSS Analytics EMR Adoption (EMRAM).

A lista representa os 118 hospitais presentes na lista U.S. News Best Hospitals (Melhores Hospitais) ou Best Children’s Hospitals (Melhores Hospitais Pediátricos), todos com desempenho considerado alto em pelo menos uma especialidade médica, e também pertencentes ao estágio 6 ou 7 do HIMSS Analytics EMRAM.

Somente 140 hospitais chegaram ao ranking nacional entre os melhores hospitais com pelo menos uma especialidade. HIMSS Analytics, um braço de pesquisa da Healthcare Information and Management Systems Society, enumerou 226 hospitais, ou 4% de todos os hospitais particulares dos Estados Unidos no estágio 6, o que significa que eles possuem documentação clínica eletrônica, apoio clínico de decisão, e arquivamento de imagens e sistemas de comunicação (PACS) para radiologia.

Nos primeiros seis meses, 60 hospitais (1,1%) chegaram ao estágio 7 nos EUA, que inclui um completo registro médico eletrônico (EMR), bem como registros médicos legais para todos os departamentos, um EMR capaz de exportar registros de pacientes no formato da Continuity of Care Document e armazenamento de dados e operação de extração.

Segundo John P. Hoyt, vice-presidente executivo para serviços organizacionais do HIMSS, usou os números do primeiro trimestre de 2011 para montar a lista dos Most Connected Hospitals. Em março, 3,5% dos hospitais dos Estados Unidos estavam no estágio 6 e 1% no 7. Mais da metade dos hospitais no estágio 7 eram instalações da Kaiser Permanente.

“Há uma grande quantidade de sobreposição (entre a escala do HIMSS Analytics e a lista da U.S. News dos Melhores Hospitais)”, afirmou Bem Harder, gerente geral de saúde da U.S. News. A revista não considerou a escala HIMSS no cálculo da sua lista de Melhores Hospitais, e Harder não soube informar se há relação entre ter um EMR avançado e a qualidade hospitalar.

“Seria interessante um estudo com base nisso”, afirmou Harder, que disse estar particularmente interessado em descobrir se hospitais com colocações altas nas listas têm melhorias depois que instalam seus EMRs.

Hoyt foi um pouco mais otimista: “É causa e efeito ou coincidência? Nós da indústria gostamos de pensar que é causa e efeito. Um EMR avançado é significativo em qualidade quando usado apropriadamente. Acredito que se trate de evidência o fato de que hospitais que chegaram a esse estágio têm melhorias reais em qualidade e eficiência”.

Harder não revelou se a U.S. News continuará a considerar a escala HIMSS Analytics EMRAM ou mesmo se a revista irá citar realizações de TI de hospitais no futuro, já que a publicação analisa sua metodologia anualmente.

Fonte SaudeWeb

Inédito: VivaSanté faz parceria com LM Farma e chega ao Brasil

Farmacêutica francesa inicia plano de liderar o segmento de cicatrização na América Latina. A companhia projeta passar do faturamento de € 433 milhões para 1 bilhão

A francesa VivaSanté, especializada em produtos para cicatrização, anunciou nesta quarta-feira (14) parceria estratégica com a brasileira LM Farma, localizada em São José dos Campos (SP). Com isso, a VivaSanté inicia seu plano de expansão para a América Latina. Além do Brasil, a indústria ambiciona atuar em países como México, Argentina, Colômbia e Chile.

Os investimentos no Brasil não foram divulgados. No entanto, a francesa assumiu parte majoritária das ações da empresa familiar LM Farma. A investida na América Latina faz parte da projeção de crescimento da empresa, que almeja passar do faturamento atual de € 433 milhões para 1 bilhão até 2020 – tornando-se líder no mercado de cicatrização no Brasil.

“Escolhemos começar pelo Brasil por ser um mercado de rápido crescimento e por sua forte presença na América Latina. Confiamos no sucesso da parceria, pois nos unimos com uma das líderes locais em cicatrização e confiamos em nosso poder de inovação e motivação”, ressalta o CEO da empresa francesa, Pierre Moustial.

O comando das organizações não será afetado. A VivaSanté vai estar presente no mercado brasileiro por meio da estrutura da LM Farma.

Produtos da VivaSanté já comercializados na Ásia e Europa serão ajustados à segmentação da LM Farma, e novos serão desenvolvidos em conjunto. Tanto a linha para a cicatrização como produtos de auto-cura (self care), como vitaminas e fitoterápicos, serão comercializados no País.

O primeiro a estreitar no mercado deve ser o Urgotul, patenteado pela VivaSanté, especial para tratar feridas agudas. Doentes crônicos, pessoas com graves escaras, úlceras e queimaduras são os principais usuários da companhia por meio de prescrições médicas. Já a linha auto-cura pode ser vendida em farmácias comuns.

“A tecnologia presente neste produto é exclusiva e ele se difere dos outros existentes por não aderir à pele do paciente, podendo ser retirado sem dor e com maior facilidade”, explica o CEO da LM Farma, Luiz Modesto.

De acordo com os executivos, os produtos, submetidos à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), devem receber o aval para comercialização a partir de 2012.

“Isto é um sonho para qualquer executivo. É uma garantia de crescimento mais rápido, vinda de novos produtos e de tecnologia, e possibilidade de exportação”, ressalta Modesto. Para se ter ideia, a francesa investiu recentemente €17 milhões em pesquisa e desenvolvimento.

Além de ambas as companhias serem 100% familiares, a ascensão dos negócios é outro ponto em comum. A LF Farma vem crescendo, em média, 55% anualmente. De acordo com Modesto, a demanda do mercado interno tem consumido os esforços da empresa, que ainda não se lançou consistentemente para o exterior. A parceria com a francesa certamente ajudará nessa estratégia.

Fonte SaudeWeb

Saúde: a hora do gesto cívico

"Regulamentação imediata da Emenda 29 representa mais recursos para a assistência aos cidadãos e menos desvios para outros fins", diz presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica

Faz anos, entidades médicas, órgãos de defesa do consumidor, profissionais de saúde e gestores alertam que o Sistema Único de Saúde padece de falta de recursos. É uma questão de pura matemática. Os recursos são insuficientes para manter o setor funcionando de forma precária, como ocorre hoje. Portanto, se torna difícil pensar em qualquer melhoria da assistência na atual conjuntura.

Também existe consenso de que temos uma saída a curto prazo: a regulamentação da Emenda Constitucional 29 (EC29). Há dez anos tramitando no Congresso Nacional à espera de normatização, a EC 29 prevê uma injeção de investimentos à saúde. Estabelece ainda o que é realmente destinado à saúde, uma forma de acabar com os desvios que acontecem hoje. Só para ter uma ideia, sem a regulamentação, há estados que contabilizam como investimentos para o setor, gastos com pavimentação, uniformes escolares, previdência, entre outros absurdos.

Curioso é que, a despeito do problema ser conhecido, assim como um caminho para solucioná-lo, a regulamentação da Emenda 29 não sai, embora todos os políticos, de todos os partidos, digam ser favoráveis a ela.

Essa semana, em entrevista a uma rede nacional de televisão, até a presidente Dilma Rousseff reconheceu que a saúde precisa de verbas para atender adequadamente aos cidadãos. Sua declaração é direta: “Na saúde pública do país, gastamos 2,5 vezes menos do que na saúde privada. Um país desse tamanho, o maior país da América Latina, com a maior economia da América Latina, gasta 42% menos na saúde do que a Argentina. Para dar saúde de qualidade, nós vamos precisar de dinheiro, sim”.

Em 20 de setembro, ocorrerá audiência pública sobre o impacto da Emenda 29 em cada um dos estados. Participarão o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, representantes da área financeira do Governo Federal, prefeitos, governadores e dirigentes de entidades da sociedade civil ligadas ao setor. No dia seguinte, está previsto encontro de governadores com líderes partidários para a busca de entendimento sobre a regulamentação.

É essencial que cada brasileiro tome para si o destino. Escreva para seus deputados, mande e-mails, fale com eles em suas bases. É fundamental que saibam que não suportamos mais um sistema de saúde em que pacientes deixam de receber a atenção fundamental no atendimento médico. Não podemos conviver com uma situação em que, para agendar uma consulta, o cidadão precisa aguardar 2 a 3 meses. Macas nos corredores das enfermarias e pronto-socorros representam o cenário da falta de humanismo na Medicina. Hospitais continuam cada vez mais sem recursos mínimos necessários para um bom atendimento.

Devemos, portanto, lutar em prol do Sistema Único de Saúde e trabalhar para torná-lo de excelência (como ele já é no papel), ou seja, um modelo para o mundo. Temos a certeza de que o ministro Padilha, médico com excelente formação e dotado de grande sensibilidade e humanismo, conseguirá transformar o SUS no sistema de saúde almejado para o Brasil.

É hora de um gesto cívico e responsável. A comunidade precisa deixar claro como enxerga o futuro da saúde no país. A regulamentação imediata da Emenda 29 representa, consequentemente, mais recursos para a assistência aos cidadãos e menos desvios para outros fins. É, portanto, um importante avanço na busca do bem estar físico da nossa população.
Antonio Carlos Lopes

Fonte SaudeWeb

Decisão: Câmara vai discutir reajuste da bolsa de residentes

Medida Provisória quer reajuste no valor da bolsa dos médicos residentes de R$ 1.916,45 para R$ 2.338,06

Câmara pode votar,  a Medida Provisória que reajusta o valor da bolsa para médicos residentes de R$ 1.916,45 para R$ 2.338,06 a partir de 24 de junho deste ano. A MP é uma das três que trancam a pauta das sessões ordinárias do Plenário.

Há acordo entre os líderes partidários para votar a MP 536/11 na sessão desta quarta-feira, (14). A relatora da matéria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), apresentou, nesta terça-feira, (13), seu parecer com alterações na proposta.

A deputada incluiu no texto critérios para a definição do valor das anuidades dos conselhos profissionais, como os de Medicina, estabelecendo um limite máximo para elas, com correção anual pelo IPCA. A deputada acrescentou, ainda, um trecho que autoriza o Poder Executivo a fazer a revisão anual do valor da bolsa para médicos residentes.

A relatora também retirou do texto a exigência de comprovação de necessidade para a concessão de moradia aos médicos residentes.

O aumento da bolsa já tinha sido concedido pela MP 521/10 a partir de 1º de janeiro de 2011, mas essa MP não foi votada a tempo no Senado e perdeu a validade em 1º de junho.

Além do reajuste, a MP 536/11 concede aos médicos residentes o direito à licença paternidade de cinco dias e maternidade de 120 dias, com direito à prorrogação por mais 60 dias, com a garantia de ampliação do final do estágio pelo prazo do afastamento.

Emenda 29
A intenção dos líderes partidários é acelerar a votação das MPs que trancam a pauta do Plenário para antecipar a análise da proposta que regulamenta a Emenda 29 para o dia 21 ou 22 de setembro – a votação está prevista para o dia 28.

Além da MP 536/11, trancam a pauta as seguintes medidas provisórias:
- MP 537/11: abre crédito extraordinário de R$ 500 milhões para os ministérios da Defesa e da Integração Nacional usarem em ações de defesa civil;
- MP 538/11: prorroga, até 31 de dezembro de 2012, 53 contratos temporários de pessoal do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

Hospitais universitários
Também tranca a pauta o Projeto de Lei do Executivo, que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) para administrar hospitais universitários federais e regularizar a contratação de pessoal desses órgãos, atualmente feita pelas fundações de apoio das universidades em bases legais frágeis.

A proposta já tramitou com a Medida Provisória 520/10, que chegou a ser aprovada na Câmara em maio deste ano, mas perdeu a validade quando estava em análise no Senado, em junho.

Segundo o substitutivo do relator, Danilo Forte (PMDB-CE), a Ebserh poderá administrar os hospitais universitários federais, respeitado o princípio da autonomia universitária. Entretanto, existe o temor de parlamentares de que a empresa terceirize os serviços prestados pelos hospitais.

Fonte SaudeWeb