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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Mortalidade infantil e materna diminuem em países pobres

 
Um novo relatório divulgado nesta quarta-feira (13) nos EUA trouxe uma boa notícia para os países em desenvolvimento. Desde 1990, as mortes de mulheres após o parto caíram quase pela metade. A mortalidade infantil também teve uma redução expressiva, indo de 12 milhões para 7,6 milhões em 2010. 

A diminuição das mortes de crianças se intensificou sobretudo na última década. Em países da África, como Libéria, Egito, Ruanda e Tanzânia, a taxa de declínio foi igual ou superior a 5% nesse período. 

A redução da mortalidade materna, embora também tenha sido notável, aconteceu em menor escala nos países em desenvolvimento. Ainda assim, nações como Nepal, Vietnã e Guiné Equatorial conseguiram reduzir esse tipo de óbito em mais de 75% nos últimos 20 anos. 

A conclusão é de um relatório do "Contagem Regressiva para 2015", uma iniciativa global que agrega agências da ONU (Organização das Nações Unidas), universidades, ONGs e outras entidades para monitorar o progresso de 75 países --incluindo os 49 mais pobres do mundo--, onde 95% da mortalidade infantil e materna ocorre. 

Apesar do progresso, o documento afirma que ainda há muito a ser feito. 

A cada dois minutos, uma mulher morre em decorrência de complicações da gravidez em algum lugar do mundo. Para cada mulher morta, entre outras 20 a 30 sofrem com consequências e problemas que muitas vezes se arrastam pela vida inteira. 

"Houve, sem dúvidas, um progresso muito grande em relação às condições de sobrevivência de mães e bebês. E isso se dá por uma série de fatores, desde o aumento de investimento público e em infraestrutura de saúde e também no desenvolvimento dos países como um todo", diz Aluísio Barros, do Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas, que participou da elaboração do estudo. 

Além da instituição brasileira, participaram também profissionais da Universidade Johns Hopkins, de Harvard, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres e do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). 

Brasil
A mortalidade, tanto materna quanto infantil, também recuou no país. 

Em números relativos, o Brasil está na quarta posição entre os países com melhor desempenho em relação à mortalidade de crianças abaixo de cinco anos. A taxa é de 19 por cada mil nascimentos vivos. O México, que encabeça a lista, tem 17, seguido da China, que tem 18. 

Em relação às mortes maternas, o Brasil é o quinto melhor colocado, com 56 a cada 100 mil nascimentos vivos. 

Apesar das boas colocações, ainda falta muito a ser feito. Especialmente porque o Brasil é uma das maiores economias do bloco monitorado. 

"O Brasil avançou muito. Mas ainda é preciso melhorar em muitos aspectos para conseguir chegar aos níveis ideais", diz Aluísio Barros, da Universidade Federal de Pelotas. 

Longo caminho
Embora haja muitos motivos para comemorar, os organizadores do relatório são cautelosos. 

Mais de um terço dos 75 países monitorados tiveram pouquíssimo progresso na diminuição da mortalidade materna. Na mortalidade infantil, são pelo menos 13 nações cujo progresso é considerado insuficiente. 

A situação fica especialmente preocupante levando em consideração que 53 dos 75 países tem uma grave falta de profissionais de saúde. 

Fonte iG

Corpo humano abriga quase 10 mil espécies de micróbios

Pela primeira vez, pesquisadores mapearam as comunidades de micro-organismos do corpo humano, como bactérias e fungos. 

O Projeto Microbioma Humano, financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, publicou ontem um conjunto de 14 estudos nas revistas "Nature" e "PLoS". 


Editoria de arte/folhapress
As pesquisas usaram técnicas de sequenciamento de DNA para identificar esses organismos e mostrar sua diversidade e abundância nos seres humanos, além de suas funções no corpo. 

Os micro-organismos analisados foram retirados de 242 homens e mulheres. A coleta foi feita em diferentes partes do corpo, como pele, boca, intestino e vagina. 

Até então, só as bactérias do trato gastrointestinal haviam sido catalogadas pelo projeto MetaHIT, que envolve oito países. 

Os pesquisadores concluíram que quase 10 mil espécies de micro-organismos perfazem as comunidades ecológicas no nosso corpo. 

Eles também mostraram que cada parte do corpo tem uma população diferente de micróbios, cada uma com sua função --no caso do intestino, os micro-organismos ajudam a digerir os alimentos. 

O projeto mostrou ainda que cada pessoa tem um microbioma único, com tipos e quantidades diferentes de bactérias para realizar o mesmo trabalho. Uma quantidade alta ou baixa da mesma bactéria não quer dizer que uma pessoa seja mais ou menos saudável. 

James Versalovic, pesquisador do projeto e chefe do departamento de patologia do Texas Children's Hospital, nos EUA, afirma que a maioria dos micróbios no corpo não causa doenças. 

"Esperamos que com esses dados as pessoas fiquem menos paranoicas e não usem antibióticos ou sabonetes bactericidas para tudo. Interferir no equilíbrio do microbioma pode causar mais danos que benefícios." 

Versalovic diz que definir o microbioma de um adulto saudável e saber quais são e o que fazem os micróbios que habitam o ser humano era o primeiro objetivo do Projeto Microbioma Humano. 

Agora, com o material genético proveniente de comunidades completas de micróbios, os próximos passos serão comparar os micróbios de pessoas saudáveis com os de doentes para entender como os problemas se desenvolvem e criar novas drogas. 

Um dos estudos do MetaHIT já mostrou que quem tem menor diversidade de bactérias na flora intestinal tende a ser obeso, a ter mais gordura no fígado e responder pior a dietas. 

"Essa é só a ponta do iceberg. O interessante será observar como os dois genomas --o humano e o dos microrganismos-- interagem", diz Vasco Azevedo, professor do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG. 

Fonte Folhaonline

Meta do governo é vacinar 13,5 milhões de crianças menores de 5 anos contra a pólio

 
Brasília – A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite 2012 terá como meta imunizar 13,5 milhões de crianças menores de 5 anos, que representam 95% do público-alvo definido pelo Ministério da Saúde (14,1 milhões). Neste ano, a imunização será feita em dose única, com duas gotinhas.

No próximo sábado (16), Dia de Mobilização e Divulgação Nacional, 115 mil pontos em todo o país vão distribuir a vacina, incluindo postos de saúde, igrejas, shopping centers, escolas e sindicatos. Ao todo, 350 mil profissionais de saúde devem participar da ação, que vai contar ainda com 42 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais.
De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, o Brasil realiza a campanha desde 1980 e não registra casos de pólio há 23 anos. Em 1994, o país recebeu o certificado de erradicação da transmissão da doença. Entretanto, 16 países ainda registram casos, sendo três deles com situação endêmica – Afeganistão, Paquistão e Nigéria.
“Enquanto não houver eliminação global, temos que ter uma estratégia de vigilância epidemiológica boa e manter a vacinação”, explicou o secretário. Ele ressaltou que a vacina oral é segura e que há poucos relatos de reações adversas. A dose deve ser evitada apenas se a criança apresentar febre ou algum tipo de doença aguda.
Serão distribuídos 23 milhões de doses em todo o país. Os investimentos com a campanha, de acordo com a pasta, somaram R$ 37 milhões, repassados aos estados e a municípios, sendo R$ 16 milhões apenas com a aquisição da vacina.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, avaliou que o país dispõe de um dos programas públicos e gratuitos de imunização mais amplos e reconhecidos em todo o mundo. “Quero reforçar a convocação a todas as famílias e agradecer as parcerias com escolas, organizações religiosas, shopping centers. Isso permite que as nossas crianças tenham a possibilidade de estar mais protegidas e mais rapidamente”, disse.
A partir de agosto, as crianças que estão começando o esquema vacinal e nunca foram imunizadas contra a pólio vão receber a primeira dose aos 2 meses e a segunda aos 4 meses de forma injetável. A terceira e a quarta dose, aos 6 meses e aos 15 meses, assim como as demais doses de reforço, continuam com a vacina oral.
Fonte Agência Brasil

Senado aprova política nacional de combate à pirataria de remédios e cosméticos

 
Brasília - O Senado superou ontem(13) a primeira etapa da criação de uma política nacional de combate à pirataria de produtos submetidos à Vigilância Sanitária. O foco principal é integrar as diversas ações governamentais de enfrentamento da pirataria de produtos que devem passar pelo crivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Projeto de lei nesse sentido, de autoria do senador Humberto Costa (PT-PE), foi aprovado em caráter terminativo na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Agora, a matéria seguirá para a análise da Câmara dos Deputados.

Segundo levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS), citado pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco), na América Latina, no Sudeste da Ásia e na África estima-se que 30% dos produtos à venda no mercado e usados pela população têm origem fraudulenta. A Anvisa, por sua vez, estima esse percentual em 20% no Brasil.

Os dados foram apresentados pela relatora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Ela lembrou que a OMS estima em 25% o percentual de falsificação ou adulteração de medicamentos vendidos em países em desenvolvimento como Brasil, Turquia, Rússia e Índia.

A relatora citou, por exemplo, a pirataria de cosméticos, que tem características peculiares. “A produção ilegal ocorre dentro das fronteiras do país, em fabriquetas de fundo de quintal ou em pequenos laboratórios”. Ela acrescentou que a produção está mais próxima dos locais de consumo, o que dificulta a interceptação dos produtos. A senadora citou que as denúncias veiculadas recentemente de uso de formol (formaldeído) em cremes para o cabelo trouxeram à tona um pouco da realidade da fabricação e do uso ilegal de cosméticos no Brasil.

Fonte Agência Brasil

Dor de ouvido

Definição
A dor de ouvido pode ser aguda, surda ou ardente em um dos ouvidos ou em ambos. A dor pode ser temporária ou constante.

Nomes alternativos

Otalgia; dor - ouvido

Considerações

Os sintomas de uma infecção no ouvido podem incluir:
  • Dor no ouvido
  • Febre
  • Inquietação
  • Choro contínuo
  • Irritabilidade
Muitas crianças podem apresentar perda de audição leve e temporária durante e logo após uma infecção no ouvido. A perda de audição permanente é rara, mas o risco aumenta de acordo com o número de infecções.

Causas comuns

A dor de ouvido em crianças é muitas vezes causada pelo acúmulo de líquido e pressão atrás do tímpano, na área chamada de ouvido médio. O ouvido médio se liga às vias nasais por um canal estreito e curto: a trompa de Eustáquio. A trompa de Eustáquio permite que líquidos normais sejam drenados para fora do ouvido médio e ajuda a manter a pressão do ouvido equilibrada.
Um resfriado ou uma alergia podem bloquear a trompa de Eustáquio devido à inflamação e ao acúmulo de secreções. Isso é especialmente frequente em crianças pequenas, porque a trompa de Eustáquio é mais curta e mais horizontal. O fechamento da trompa de Eustáquio bloqueia o fluxo de líquido normal do ouvido médio. O fluido começa a se acumular, causando obstrução, dor, perda de audição e uma infecção no ouvido.
A dor de ouvido em adultos tem menos chances de ser causada por uma infecção no ouvido. O que você identifica como dor de ouvido, pode ser, na verdade, originada em outro local, como na articulação temporomandibular, nos dentes, na garganta ou em outro local. Isso é chamado de dor "reflexa" ou "referida".
Causas da dor de ouvido:
  • Artrite da mandíbula
  • Infecção no ouvido
    • Infecção do ouvido médio - aguda (episódio breve e grave)
    • Infecção do ouvido médio - crônica (não desaparece nem melhora)
    • Infecção do ouvido (canal) externo - aguda
    • Infecção do ouvido (canal) externo - crônica
    • Infecção do ouvido (canal) externo - maligna
  • Lesão no ouvido devido a alterações de pressão (grandes altitudes ou outras causas)
  • Objetos inseridos no ouvido ou cera excessivamente acumulada
  • Tímpano rompido ou perfurado
  • Infecção nos seios da face
  • Garganta inflamada com dor reflexa nos ouvidos
  • Disfunções da articulação temporomandibular (DTM)
  • Infecção dentária
A dor de ouvido em crianças ou bebês nem sempre é causada por infecções. Outras causas incluem:
  • Irritação do canal auditivo causada por cotonetes
  • Sabonete ou xampu acumulado no ouvido
  • Água do banho

Cuidados em casa

As seguintes medidas podem ser seguidas para tratar de uma dor de ouvido:
  • Pode ser aplicada uma bolsa ou um pano umedecido em água gelada no ouvido externo durante 20 minutos para reduzir a dor.
  • Em crianças com idade suficiente para mascar chiclete com segurança, o chiclete pode ajudar a aliviar a dor e a pressão de uma infecção no ouvido.
  • Se a criança se sentir desconfortável deitada, dormir em uma posição mais elevada poderá ajudar a reduzir a pressão no ouvido médio.
  • O óleo de oliva ou remédios em gotas para o ouvido vendidos em farmácias sem prescrição médica são suaves e eficazes, exceto em casos de rompimento do tímpano. Os remédios em gotas sob prescrição, como Auralgan, também são eficazes contra a dor.
  • Analgésicos que podem ser vendidos sem prescrição médica, como paracetamol ou ibuprofeno, podem ajudar a diminuir a dor em crianças e adultos com dor de ouvido. (NÃO dê aspirina a crianças.)
Você pode reduzir a dor de ouvido causada por descidas bruscas de grandes altitudes mascando chiclete. ou engolindo a saliva. Em caso de bebês, deixe-os sugar a mamadeira enquanto o avião estiver descendo.

Ligando para o médico

Ligue para o seu médico se:
  • Seu filho apresentar febre alta ou muita dor, ou parecer mais debilitado que o normal, devido a uma infecção no ouvido
  • Novos sintomas aparecerem, especialmente:
    • Vertigem
    • Dor de cabeça muito forte
    • Inchaço ao redor do ouvido
    • Fraqueza nos músculos faciais
  • Dor muito forte que para de repente pode ser um sinal de tímpano rompido
  • Se os sintomas (dor, febre ou irritabilidade) piorarem ou não apresentarem melhoras em um período de 24 a 48 horas

O que esperar da consulta médica

O médico realizará um exame físico, que poderá incluir o exame do seguinte:
  • Ouvido
  • Mastoide (parte óssea atrás do ouvido)
  • Nariz
  • Garganta
Dor, sensibilidade ou vermelhidão do mastoide podem indicar uma infecção séria. Durante o exame, o médico fará perguntas sobre a dor de ouvido, tais como:
  • Quando ela começou?
  • Está melhorando, piorando ou continua igual?
  • A dor é constante?
  • Que outros sintomas você tem apresentado?
  • Você sente pressão no ouvido?
  • Tem havido drenagem do ouvido?
  • Você escuta ruídos diferentes no ouvido?
  • Você teve febre?
  • Você sente dor no osso atrás da orelha?
  • Você teve perda de audição?
Como a maioria das infecções no ouvido melhoram em um período de 24 horas após a consulta, os médicos não costumam prescrever antibióticos imediatamente. É provável que o médico espere para ver se os sintomas continuam ou pioram. Se forem prescritos antibióticos, é importante tomar todos os medicamentos prescritos no horário certo.
Crianças com infecções persistentes ou recorrentes podem precisar de sondas inseridas no ouvido para fazer com que o ouvido médio funcione de forma adequada novamente. A inserção de sondas no ouvido é um procedimento cirúrgico simples e eficaz.

Prevenção

As seguintes medidas podem ser seguidas para evitar dores de ouvido:
  • Evite fumar perto de crianças. Foi comprovado que o fumo causa milhões de infecções de ouvido em crianças, a cada ano.
  • Evite infecções no ouvido externo não inserindo objetos no ouvido e secando o ouvido após o banho ou após a piscina.
  • Siga as medidas apropriadas para controlar alergias. Evite, em particular, substâncias alérgenas. Esteroides em spray nasal podem ajudar a reduzir infecções no ouvido. No entanto, anti-histamínicos sedativos de venda livre e descongestionantes NÃO previnem infecções no ouvido.
Fonte iG