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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Pequenas quedas matam uma a cada quatro pessoas em SP

Homens com mais de 60 anos representam 55% das vítimas que não sobrevivem a escorregões, tropeços e quedas da própria altura

Um levantamento divulgado nesta segunda-feira, 6, afirma que uma a cada quatro pessoas morre em decorrência de pequenas quedas no Estado de São Paulo. Os homens com mais de 60 anos representam 55% das vítimas que não sobrevivem a escorregões, tropeços e quedas da própria altura. O levantamento analisou registros de todo o ano de 2011, período onde foram confirmadas 83 mortes. O estudo é da Secretaria do Estado da Saúde.

A população com mais de 60 anos está mais exposta ao óbito após uma queda, de acordo com as 65 ocorrências computadas no ano passado. As complicações, muitas vezes, aumentam durante o período de internação, de acordo com o supervisor médico do Grupo de Resgate e Atendimento a Urgência (Grau) da Secretaria, Gustavo Feriani. Para o especialista, uma fratura nessa faixa etária é mais difícil de ser tratada porque tromboses e problemas pulmonares podem ser diagnosticados e fragilizam o quadro clínico do paciente idoso.

Durante o período analisado, foram registradas ainda 20,2 mil internações em função de pequenas quedas. O número equivale a seis hospitalizações diárias em todo o Estado de São Paulo. Os homens lideram as hospitalizações, com 60%.

O maior índice de internações se concentra entre os 30 e 49 anos, com 5,2 mil ocorrências. Na sequência, com 3,9 mil ocorrências, estão as pessoas com mais de 70 anos. A faixa etária dos 15 aos 29 anos teve 3,8 mil internações durante todo o ano.

Em todo o País, a Grande São Paulo é a região com maior número de internações, com 10,7 mil, seguida por Campinas, com 2 mil, e Taubaté, com 1,7 mil.

Feriani afirma que o homem em idade ativa tem o hábito de se expor mais que a mulher, por isso fica mais suscetível a esse tipo de acidente. Além de escoriações, a vítima também pode apresentar quadros de entorse, contusão e fraturas.

"A qualidade e a preservação da pavimentação em que se anda são referência nas principais causas das quedas, além da ocorrência de mal súbito, desmaio, labirintite ou até mesmo uma crise provocada por diabetes", afirma o supervisor do Grau.

O médico alerta sobre alguns cuidados que ajudam a diminuir a incidência de acidentes em pessoas com mais de 60 anos. "Não deixar tapetes no caminho de um idoso e instalar barras de apoio e adesivos antiderrapantes.

Fonte Estadão

Dilma: governo vai investir R$ 3,6 bilhões no Programa Brasil Sorridente

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff disse ontem (6) que o governo federal vai investir, até 2014, R$ 3,6 bilhões no Programa Brasil Sorridente, que prevê tratamento odontológico gratuito dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ela, quase 90% das cidades brasileiras contam com pelo menos uma das 21,7 mil equipes de dentistas e técnicos em saúde bucal.

“Estamos ampliando a parceria com estados e municípios. Estamos investindo cada vez mais para que a população possa tratar dos dentes desde a infância até a idade adulta. Isso significa prevenir as cáries, fazer uma obturação ou até um atendimento mais especializado, como é o caso do tratamento de canal ou de gengiva”, explicou.

No Programa semanal Café com a Presidenta, Dilma ressaltou que o atendimento, por meio do Brasil Sorridente, é feito em postos de saúde e também nos 181 consultórios móveis destinados a localidades mais pobres e mais distantes. Outras mil unidades devem ser entregues até o final de 2013. Dados do governo indicam que, em 2011, mais de 150 milhões de consultas odontológicas foram feitas no país.

“Esse número vai crescer ainda mais, porque o governo federal vai, sistematicamente, comprar mais consultórios para oferecer mais serviços nos municípios brasileiros”, disse. Um dos serviços destacados pela presidenta é a colocação de próteses dentárias, já que a estimativa é que cerca de 4,3 milhões de adultos no Brasil precisem desse tipo de atendimento. Atualmente, apenas 1.304 municípios contam com laboratórios especializados para esse tipo de serviço.

De acordo com Dilma, o governo federal vai antecipar o repasse de recursos aos estados e municípios que organizarem mutirões de atendimento odontológico voltados a populações extremamente pobres, como as que vivem em áreas rurais e em assentamentos.

Fonte Agência Brasil

Anvisa fixa regras para garantir importação de produtos durante greve

Brasília – Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada hontem (6) no Diário Oficial da União fixa regras para garantir a continuidade da importação de produtos e bens sujeitos à fiscalização da Anvisa, perecíveis ou não, durante a paralisação de servidores do órgão. Fiscais da agência reguladora estão em greve desde o último dia 16.

De acordo com a publicação, o licenciamento antecipado de importação será concedido de forma imediata quando a capacidade de armazenagem de cargas nos portos, aeroportos, fronteiras e recintos alfandegados for insuficiente e nos casos em que o pedido para bens e produtos não tenha sido analisado em até cinco dias úteis a partir da data de solicitação pelo importador.

A Anvisa ressaltou que o deferimento antecipado de licenciamento de importação não autoriza a exposição ou o consumo dos produtos. Eles poderão apenas ser retirados e transportados do porto, aeroporto ou recinto alfandegado para o local de armazenamento indicado pelo importador, mediante assinatura de termo de responsabilidade.

A resolução entra em vigor na data da publicação.

Fonte Agência Brasil

Sul registra mais quatro mortes por gripe A; dados confirmam que pico da doença passou

Curitiba – A Secretaria de Saúde do Paraná informou ontem(6) a morte de mais dois homens que contraíram o vírus Influenza H1N1, um em Londrina e outro em Ponta Grossa. Um deles tinha pneumopatia e ambos tiveram diagnóstico tardio de influenza A (H1N1) – gripe suína.

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul também registrou duas novas mortes, uma em Porto Alegre e outra em Cachoeirinha. Ambas eram mulheres e não tinham outras doenças associadas. O óbito de um paciente de São Borja, informado em boletins anteriores, foi retirado da lista após uma nova investigação.

Esses dados elevam para 35 o total de mortes provocadas pela doença desde janeiro no Paraná e para 53 o total no Rio Grande do Sul. Os dois estados, ao lado de Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais, concentram 88% do total de óbitos relacionados à doença registrados no país este ano, conforme dados atualizados pelo Ministério da Saúde até o último dia 29 de julho.

O pico de casos confirmados no Paraná ocorreu na 26ª semana do ano, entre os dias 24 e 30 de junho, quando houve 329 confirmações da doença. Esse número caiu nas três semanas seguintes, sucessivamente, para 176, 106 e 69. O Paraná contabiliza ao todo 1.043 casos em 2012.

"Aos médicos fica o alerta para o diagnóstico precoce", disse a médica e coordenadora da sala de situação da gripe no Paraná, Angela Maron de Mello. "O vírus está circulando e por isso a suspeita de influenza deve ser sempre considerada."

Cerca de 61% das mortes ocorridas no Paraná foram de pacientes que tinham outras doenças, entre elas cardiopatia crônica, pneumopatia e câncer.

No Rio Grande do Sul, 24 das 53 pessoas que morreram este ano tinham comorbidades (ocorrência simultânea de dois ou mais problemas de saúde em um mesmo indivíduo). Entre os mortos em território gaúcho havia uma gestante, que tinha hipertensão.

O pico de casos da doença no Rio Grande do Sul ocorreu na 27ª semana, de 1º a 7 de julho, quanto 82 casos foram confirmados em laboratório. O estado registra 415 casos da doença desde janeiro.

Tanto no Paraná quanto no Rio Grande do Sul, o pico de mortes de acordo com a data de início dos sintomas ocorreu na segunda metade de junho. No Paraná, 14 dos pacientes que morreram apresentaram os primeiros sintomas nas duas últimas semanas de junho. No Rio Grande do Sul, essa quantidade foi 21 pessoas.

O ministério alerta que o antiviral oseltamivir, conhecido pelo nome comercial Tamiflu, é mais eficaz nas primeiras 48 horas do surgimento dos sintomas. O medicamento reduz as chances de evolução da doença para um quadro grave.

Os médicos estão orientados a receitar o oseltamivir a todos os pacientes com síndrome gripal residentes nos estados onde há maior circulação do vírus, mesmo antes de resultados de exames ou sinais de agravamento. A síndrome gripal é caracterizada pelo surgimento simultâneo de febre e tosse ou dor de garganta, além de dor de cabeça, nos músculos ou nas articulações.

Fonte Agência Brasil

Glaucoma

Definição
O glaucoma refere-se a um grupo de doenças oculares que provocam danos no nervo óptico, nervo que carrega informações visuais do olho até o cérebro.
 
Em muitos casos, os danos ao nervo óptico resultam de um aumento da pressão ocular, também conhecida como pressão intraocular.
 
Nomes alternativos
Glaucoma de ângulo aberto; glaucoma crônico; glaucoma de ângulo fechado; glaucoma congênito; glaucoma de ângulo agudo
 
Causas, incidência e fatores de risco
O glaucoma é a segunda maior causa de cegueira nos Estados Unidos. Existem quatro tipos principais de glaucoma:
  • Glaucoma de ângulo aberto (crônico)
  • Glaucoma de ângulo fechado (agudo)
  • Glaucoma congênito
  • Glaucoma secundário
 
A parte frontal do olho é preenchida por um fluido claro chamado de humor aquoso. Esse fluido é constantemente produzido na parte posterior do olho.
 
Ele deixa o olho através de canais na parte frontal do olho em uma área chamada de cavidade anterior, ou simplesmente de ângulo.
 
Qualquer coisa que diminua ou bloqueie o fluxo desse fluido para fora do olho provoca o aumento da pressão ocular.
 
Essa pressão é denominada pressão intraocular. Na maioria dos casos de glaucoma, essa pressão está elevada e provoca danos no nervo principal no olho, o nervo óptico.
 
O glaucoma de ângulo aberto (crônico) é o tipo mais comum de glaucoma.
 
A causa é desconhecida. Um aumento na pressão ocular desenvolve-se lentamente com o passar do tempo. A pressão empurra o nervo óptico e a retina para trás do olho

O glaucoma de ângulo aberto tende a ser hereditário. Os riscos à predisposição aumentam caso haja um pai ou avó com este tipo de glaucoma. Afro-descendentes têm maior predisposição para a doença

O glaucoma de ângulo fechado (agudo) ocorre quando a saída do humor aquoso é subitamente bloqueada. Isso origina um aumento rápido, doloroso e grave na pressão intraocular.
 O glaucoma de ângulo fechado é uma emergência. Isso é bem diferente do glaucoma de ângulo aberto, que de forma lenta e indolor vai danificando a visão
 
Se você já teve glaucoma agudo em um olho, há um grande risco de que o outro olho seja afetado, e o médico provavelmente recomendará tratamento preventivo

O uso de midiátricos e de certos medicamentos pode provocar um ataque de glaucoma agudo

O glaucoma congênito é hereditário:
  • É presente no nascimento
  • Resulta de um desenvolvimento anormal dos canais de circulação do humor aquoso no olho

O glaucoma secundário é causado por:
  • Drogas, tais como os corticosteroides
  • Doenças oculares, tais como uveíte
  • Doenças sistêmicas

Sintomas
GLAUCOMA DE ÂNGULO ABERTO
Muitas pessoas NÃO apresentam sintomas até o início da perda da visão
Perda gradual da visão periférica (lateral, também denominada visão de túnel)

GLAUCOMA DE ÂNGULO FECHADO
  • Os sintomas podem ser intermitentes no início ou piorarem prontamente
  • Dor grave e súbita em um olho
  • Visão diminuída ou embaçada
  • Náusea e vômito
  • Halos coloridos ao redor das luzes
  • Olhos vermelhos
  • Olhos de aparência inchada

GLAUCOMA CONGÊNITO
  • Os sintomas costumam ser notados quando a criança tem alguns meses de vida
  • Nebulosidade na parte frontal do olho
  • Aumento de um olho ou de ambos os olhos
  • Olho vermelho
  • Sensibilidade à luz
  • Lacrimação
 
Exames e testes
Um exame ocular pode ser usado para identificar o glaucoma. O médico precisará examinar o interior do olho, observando através da pupila, que geralmente é dilatada. O médico geralmente realiza um exame completo do olho.
 
A averiguação da pressão intraocular (tonometria) apenas não é o suficiente para diagnosticar o glaucoma, pois a pressão ocular muda.
 
A pressão ocular é normal em aproximadamente 25% das pessoas com glaucoma. Isso é chamado de glaucoma de tensão normal. Existem outros problemas que podem causar danos no nervo óptico.
 
Os testes para diagnosticar o glaucoma incluem:
  • Gonioscopia (uso de lentes especiais para verificar os canais de circulação do ângulo)
  • Teste de tonometria para medir a pressão ocular
  • Imagens do nervo óptico
  • Resposta do reflexo da pupila
  • Exame retinal
  • Exame com lâmpada de fenda
  • Acuidade visual
  • Medição do campo visual
 
Tratamento
O objetivo do tratamento é reduzir a pressão ocular. Dependendo do tipo de glaucoma, isso pode ser feito através de medicamentos ou cirurgia.
 
Tratamento para o glaucoma de ângulo aberto:
A maioria das pessoas com o glaucoma de ângulo aberto pode ser submetida a um tratamento bem-sucedido com colírios.
 
A maioria dos colírios usados atualmente possui poucos efeitos colaterais, em comparação aos do passado. Pode ser necessário mais de um tipo de colírio.
 
Alguns pacientes podem ser tratados com pílulas para baixar a pressão ocular. Novas pílulas e colírios vêm sendo desenvolvidos para proteger o nervo óptico dos danos do glaucoma.
 
Alguns pacientes podem precisar de outras formas de tratamento, como o tratamento a laser, para auxiliar na desobstrução da circulação do humor aquoso. Esse procedimento é geralmente indolor. Outros pacientes podem precisar de cirurgia tradicional para abrir um novo canal para o humor aquoso.
 
Tratamento para o glaucoma de ângulo fechado:
O ataque do ângulo fechado agudo é uma emergência médica. A cegueira pode ocorrer alguns dias depois, quando não é tratado. Colírios, pílulas e medicamento intravenoso são utilizados para baixar a pressão.
 
Alguns pacientes ainda precisam ser submetidos a uma operação de emergência, chamada de iridotomia. Este procedimento usa um laser para abrir um novo canal na íris. Esse novo canal alivia a pressão e previne um novo ataque.
 
Tratamento para o glaucoma congênito:
Essa forma de glaucoma é quase sempre tratada com cirurgia para desobstruir as câmaras do ângulo. Isso é feito com o paciente completamente anestesiado.
 
Evolução (prognóstico)

Glaucoma de ângulo aberto:
Com bons cuidados, a maioria dos pacientes do glaucoma de ângulo aberto pode controlar a doença e não perder a visão, mas a doença não pode ser curada. É importante ter sempre acompanhamento médico.
 
Glaucoma de ângulo fechado:
Diagnóstico e tratamento imediatos ao ataque são a chave para salvar a visão. Busque o atendimento de emergência imediatamente caso haja sintomas de ataque de glaucoma do ângulo fechado.
 
Glaucoma congênito:
Diagnóstico e tratamento precoces são essenciais. Se a cirurgia for realizada cedo, muitos pacientes não sofrerão problemas futuros.
 
Ligando para o médico
Procure seu médico caso haja dor grave no olho ou perda de visão repentina, principalmente da visão periférica.
 
Agende uma consulta com seu médico caso tenha fatores de risco para o glaucoma e não tenha realizado exames para verificar a presença da doença.
 
Prevenção
Não há como prevenir um glaucoma de ângulo aberto, mas pode-se evitar a perda da visão decorrente da moléstia. Diagnóstico precoce e cuidados meticulosos são as chaves para a prevenção da perda da visão.
 
A maioria das pessoas que sofre de glaucoma de ângulo aberto não apresenta sintomas. Todos acima dos 40 anos devem passar um exame óptico pelo menos uma vez a cada 5 anos, ou com mais frequência se fizerem parte do grupo de risco. Os grupos de risco incluem pessoas com histórico familiar de glaucoma de ângulo aberto e afro-descendentes.
 
Pessoas com alto risco para glaucoma agudo podem optar por submeter-se a uma iridotomia antes de sofrer um ataque. Os pacientes que tiveram um episódio anterior podem passar por esse mesmo procedimento para impedir a recorrência.
 
Fonte iG