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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Como evitar varizes na gravidez?

As varizes na gravidez são um tormento para as mamães, mas as mesmas podem ser evitadas se você seguir alguns passos bem simples.
 
A gravidez é um momento inesquecível que todas as mulheres querem um dia passar, porém nesse período o corpo apresenta várias mudanças que pode dificultar a vida das mães, uma dessas mudanças corporais é a aparição de varizes. As varizes são os temores das mulheres não é de hoje.
 
As veias dilatadas são consideradas uma das maiores inimigas das mulheres. Muitas mulheres que pretendem um dia se tornar mãe, ficam um pouco receosa por causa das varizes.
 
Os hormônios são os principais causadores das varizes, a progesterona é um exemplo bem claro disso, ela favorece a dilatação das veias e consequentemente causa a aparição de varizes na gestação.
 
Ainda na gestação outro fator importante é o desenvolvimento do útero, esse órgão exerce uma pressão muito grande em cima das veias da região pélvica e na cava inferior, o que também pode acarretar em varizes.
 
Mas isso não deve ser um problema, visto que as varizes podem ser tratadas e se você seguir alguns cuidados básicos as mesmas pode nem aparecer. Primeiramente é importante saber que tipo de varizes seu corpo está apresentando, pois existe uma variação muito grande de varizes. Nesse caso é mais indicado procurar ajuda de um profissional para que ele possa indicar qual o melhor tratamento a ser feito no caso de você já apresentar varizes.
 
Já a prevenção de varizes na gravidez existe e é bem simples. A prática de exercícios diários pode evitar completamente a presença de varizes na gestação.
 
Além de praticar exercícios, o ideal é seguir um regime balanceado, evitando comer doces, frituras, gorduras, sal, refrigerantes, etc.
 
Fonte Linkatual

Dietas para engordar

Saiba como criar uma dieta de sucesso para engordar e ganhar músculos. Veja os alimentos que ajudam a engordar rápido sem prejudicar a nossa saúde.
 
Ganhar peso é tão difícil quanto perder peso para quem é naturalmente magro.

Não adianta apenas comer comida gordurosa, pois o importante é conseguir ganhar peso com saúde.

Seguem alguns conselhos sobre o que comer e abaixo um exemplo de dieta.

1. Inclua manga na sua dieta, pois esta fruta é rica em calorias e carboidratos.
 
2. Proteína é a chave para ganhar massa muscular. Procure comer proteína todos os dias, de preferência em no mínimo 2 refeições diárias. Boas fontes de proteína inclui: peixe, laticínios (leite, queijo, iogurte), carne, nozes e sementes (amêndoa, amendoim, semente de girassol semente de abobora, etc.). É aconselhável ingerir proteínas por este meios do que tomar suplementos de proteína.
 
3. Leite é um dos melhores alimentos para o músculo, pois ele contem dois tipos de proteínas essenciais para o desenvolvimento de músculos, o soro de leite e a caseína. O soro de leite é rapidamente absorvido no sangue e é bom para ser consumido logo apos o exercício físico. A caseína demora pra absorvida portanto proporciona pequenas quantidades de proteína ao longo do dia.
 
4. Procure ingerir gorduras saudáveis como por exemplo o óleo essencial Omega-3.
 
5. Carboidrato é importante para ganhar massa, então não elimine pães, massas e arroz de sua dieta.
 
Dieta Para Engordar:
  • Café da manhã: banana com leite ou uma batida dos dois. Pão integral, frutas, granola e nozes.
  • Almoço: Arroz, legumes, queijo e/ou carne/frango.
  • Jantar: Algo similar ao almoço, misturando carboidrato com proteína.
  • Entre as refeições: Procure comer nozes, sementes, iogurte ou queijo.

Fonte Linkatual

Cães e gatos também podem desenvolver diabetes

Uma doença que atinge em grande escala a população humana é o diabetes – enfermidade ocasionada pelo aumento da taxa de açúcar (glicose) no sangue. Por mais estranho que pareça, os cães e gatos também podem sofrer com a doença e quanto mais cedo for descoberta, maiores as chances de sucesso no tratamento.
 
Em cães é mais comum o aparecimento do diabetes entre os 4 e 14 anos de idade, com maior ocorrência entre os 7 e 9 anos, sendo as fêmeas afetadas cerca de duas vezes mais do que os machos. Algumas raças de cães como Poodle miniatura, Samoieda, Pug, Poodle Toy e Schnauzer Miniatura têm maior predisposição à doença.
 
Principais Sintomas
  • Polidipsia – aumento da quantidade de água ingerida)
  • Poliúria – o volume da urina se torna maior
  • Emagrecimento – mesmo com o aumento do apetite e consequente aumento da ingestão alimentar
O Diabetes em estado avançado nos cães tem como sinal o aparecimento da catarata (é uma opacidade do cristalino – que é a lente que temos dentro do olho – causa diminuição da visão). Já nos gatos a neuropatia diabética (lesão dos nervos em virtude da glicemia elevada) pode ocasionar dificuldade e dor no andar do animal. Ficar atento aos primeiros sinais e procurar ajuda médica veterinária o quanto antes podem ajudar no tratamento.
 
O diabetes tipo 1 é o mais comum em cães e se caracteriza pela perda das células que produzem o hormônio insulina, responsável pela captação da glicose sanguínea. Dessa forma, a maior parte dos cães precisa de insulina como parte do tratamento.
 
A aplicação deve ser realizada sempre nos mesmos horários e na dose correta prescrita pelo médico veterinário. Já em gatos o diabetes tipo 2 é o mais frequente e está fortemente associado ao aumento de peso que promove alterações no controle da glicose sanguínea e o aparecimento da doença. Vale ressaltar que em alguns casos os gatos não têm necessidade de insulina.
 
Tratamento
O tratamento do diabetes tanto em cães como em gatos necessita ser feito sob supervisão do médico veterinário e deve levar em conta o manejo nutricional do animal. Deve ser oferecido um alimento específico que considere as necessidades nutricionais e metabólicas peculiares dessa doença. Avaliações periódicas são importantes para monitorar o controle do açúcar no sangue, ajustar as doses de insulina, quantidade e tipo de alimento, e a saúde geral do animal.
 
Prevenção
A melhor forma de prevenção tanto para o Diabetes tipo 1 ou 2 é manter o animal com uma dieta equilibrada, já que muitos animais recebem alimentação de forma errada através de guloseimas (biscoitos, petiscos, restos de comida), o que contribui para o aumento de peso e consequentemente o Diabetes.
 
Uma forma de avaliar se o cão está acima do peso é verificar o acumulo de gordura na região da base da cauda e do abdômen e nos gatos na região inguinal (parte da frente das patas traseiras).
 
O ideal é sempre estar atento a condição corporal do animal, ou seja, ele não deve estar nem muito magro e nem acima do peso. Além disso, dedicar parte do dia para passear ou brincar com o animal, para que o mesmo possa praticar exercícios físicos regulares é uma boa forma de prevenir a doença.
 
Fonte: Karina N. Venturelli Gonçalves – Médica Veterinária e Gerente de Desenvolvimento Técnico Pet do Grupo Guabi.
 
Por Linkatual

Transtorno bipolar

Definição
O transtorno bipolar envolve períodos de humor elevado ou irritável (manias) alternados com períodos de depressão. As "oscilações de humor" entre a mania e a depressão podem ser muito bruscas.

 
Nomes alternativos
Depressão maníaca; Transtorno afetivo bipolar
 
 
Causas, incidência e fatores de risco
O transtorno bipolar afeta homens e mulheres igualmente. Ele geralmente tem início entre os 15 e 25 anos. A causa exata ainda é desconhecida, mas ocorre com mais frequência em familiares de pessoas com transtorno bipolar.
 
 
Tipos de transtorno bipolar:

  • As pessoas com transtorno bipolar do tipo I apresentam, no mínimo, um episódio maníaco completo com períodos de depressão maior. Antigamente, o transtorno bipolar do tipo I era chamado de depressão maníaca
 
  • As pessoas com transtorno bipolar do tipo II nunca apresentam episódios maníacos completos. Em vez disso, elas apresentam períodos de hipomania (níveis elevados de energia e impulsividade que não são tão intensos como os sintomas da mania). Esses episódios hipomaníacos se alternam com episódios de depressão

  • Uma forma leve de transtorno bipolar chamada ciclotimia envolve oscilações de humor menos graves com períodos alternados de hipomania e depressão leve. As pessoas com transtorno bipolar do tipo II ou ciclotimia podem ser diagnosticadas incorretamente como tendo apenas depressão
Para a maioria das pessoas com transtorno bipolar, não existe uma causa evidente para os episódios maníacos ou depressivos.

Fatores que podem desencadear um episódio maníaco nas pessoas vulneráveis à doença:
  • Mudanças na vida, como o nascimento de um bebê
  • Medicamentos, como antidepressivos ou esteroides
  • Períodos de insônia
  • Uso de drogas recreativas
 
 
Sintomas
A fase maníaca pode durar dias ou meses, e alguns possíveis sintomas são:
  • Agitação ou irritação
  • Autoestima exagerada (ilusões de grandeza, ilusão de que possui habilidades especiais)
  • Redução da necessidade de sono
  • Humor visivelmente elevado
  • Hiperatividade
  • Aumento de energia
  • Falta de autocontrole
  • Pensamentos acelerados que se atropelam
  • Envolvimento excessivo nas atividades
  • Pouco controle do temperamento
  • Comportamento imprudente
  • Compulsão alimentar, beber demais e/ou uso excessivo de drogas
  • Incapacidade de tomar decisões conscientemente
  • Promiscuidade sexual
  • Gastos excessivos
  • Tendência a se distrair facilmente
Esses sintomas da mania são vistos com o transtorno bipolar I. Nas pessoas com transtorno bipolar II, os episódios hipomaníacos incluem sintomas similares, mas menos intensos.
 
A fase depressiva nos dois tipos de transtorno bipolar apresenta os seguintes sintomas:
  • Desânimo diário
  • Dificuldade de se concentrar, de lembrar ou de tomar decisões
  • Transtornos alimentares
  • Perda de apetite e de peso
  • Comer excessivamente e ganho de peso
  • Fadiga ou apatia
  • Sentir-se inútil, sem esperança e/ou culpado
  • Baixa autoestima
  • Tristeza constante
  • Pensamentos recorrentes sobre a morte

 
  • Sonolência excessiva
  • Incapacidade de dormir
  • Pensamentos suicidas
  • Perda de interesse nas atividades que antes eram prazerosas
  • Afastamento dos amigos

O risco de tentativas de suicídio em pessoas com transtorno bipolar é grande. Em qualquer uma das fases, os pacientes podem abusar do álcool ou de outras substâncias, piorando os sintomas.
 
Em alguns casos, ocorre uma sobreposição entre as duas fases. Os sintomas maníacos e depressivos podem ocorrer juntos ou rapidamente um após o outro. Isso recebe o nome de estado misto.
 
 
Exames e testes
O diagnóstico do transtorno bipolar envolve a consideração de muitos fatores.
 
O médico pode usar todas ou algumas das opções abaixo:
  • Perguntar sobre seu histórico médico familiar, principalmente se alguém na família tem ou já teve transtorno bipolar
  • Perguntar sobre suas oscilações de humor recentes e há quanto tempo você apresenta esse tipo de alteração
  • Observar seu comportamento e humor
  • Realizar um exame completo para identificar ou descartar causas físicas para os sintomas
  • Solicitar exames laboratoriais para verificar a ocorrência de problemas na tireoide ou níveis toxicológicos
  • Conversar com os seus familiares para saber a opinião deles sobre o seu comportamento
  • Fazer um histórico médico, incluindo todos os seus problemas médicos e os medicamentos usados
Observação: O uso de drogas recreativas pode ser responsável por alguns dos sintomas, mas isso não descarta o transtorno afetivo bipolar. O próprio abuso de drogas pode ser um sintoma do transtorno bipolar.
 
 
Tratamento
As fases de depressão e mania voltam a ocorrer na maioria dos pacientes, mesmo sob tratamento.

Principais objetivos do tratamento:
  • Evitar o ciclo de alternância de fases
  • Evitar a necessidade de hospitalização
  • Ajudar o paciente a agir da melhor maneira possível entre os episódios
  • Impedir que ocorra comportamento autodestrutivo, incluindo suicídio
  • Reduzir a gravidade e a frequência dos episódios
Primeiramente, o médico tenta determinar quais são os possíveis desencadeadores do episódio de alteração de humor e identificar os problemas médicos ou emocionais que podem interferir no tratamento ou até mesmo dificultá-lo.
 
Os medicamentos conhecidos como estabilizadores de humor são considerados o tratamento padrão.

Estabilizadores de humor usados com frequência:
  • Carbamazepina
  • Lamotrigina
  • Lítio
  • Valproato (ácido valpróico)
Outros medicamentos anticonvulsivos também podem ser receitados.
 
Entre outros medicamentos usados para tratar o transtorno bipolar estão:
  • Medicamentos antipsicóticos e antiansiedade (benzodiazepinas), que podem ser usados para estabilizar o humor
  • Remédios antidepressivos podem ser administrados em conjunto com medicamentos estabilizadores de humor para tratar a depressão. As pessoas com transtorno bipolar têm mais chance de apresentar episódios maníacos ou hipomaníacos se tomarem antidepressivos. Por essa razão, os antidepressivos só são receitados para as pessoas que também estão tomando um estabilizador de humor
A terapia eletroconvulsiva (TEC) pode ser usada para tratar a fase maníaca ou depressiva de um transtorno bipolar que não responde aos medicamentos.
  • A TEC é um tratamento psiquiátrico que utiliza corrente elétrica para causar uma breve convulsão no sistema nervoso central enquanto o paciente está anestesiado
  • A TEC é o tratamento mais eficaz no caso das depressões que não são amenizadas com medicamentos
A estimulação magnética transcraniana (EMT) utiliza pulsos magnéticos de alta frequência que são direcionados para as áreas afetadas do cérebro. Depois da TEC, a estimulação é geralmente usada como o segundo tratamento padrão.
 
O paciente que está no meio de um episódio maníaco ou depressivo pode precisar ser hospitalizado até que seu humor seja estabilizado e seu comportamento esteja sob controle.
 
Os médicos ainda estão tentando descobrir a melhor forma de tratar o transtorno bipolar nas crianças e nos adolescentes. Os pais devem levar em consideração os possíveis riscos e benefícios do tratamento para os seus filhos.
 
PROGRAMAS E TERAPIAS DE APOIO
Os tratamentos familiares que combinam apoio e educação sobre o transtorno bipolar (psicoeducação) parecem ajudar as famílias a lidar com a situação e a reduzir as chances de os sintomas retornarem. Os programas que destacam os serviços de apoio social e para pessoas carentes podem ajudar aqueles que não recebem apoio da família ou de conhecidos.
 
Habilidades importantes:
  • Lidar com os sintomas que se manifestam mesmo com o uso de medicamentos
  • Aprender a ter um estilo de vida saudável com sono suficiente e a manter distância das drogas recreativas
  • Aprender a tomar os medicamentos corretamente e a lidar com os efeitos colaterais
  • Aprender a reconhecer os sinais iniciais de uma recaída e saber como reagir quando ela ocorre
Os familiares e cuidadores são muito importantes no tratamento do transtorno bipolar. Eles podem ajudar os pacientes a buscar serviços de apoio adequados e garantir que o paciente siga a terapia medicamentosa.
 
Dormir uma quantidade suficiente de horas é extremamente importante no transtorno bipolar porque a falta de sono pode desencadear um episódio de mania. A psicoterapia pode ser uma opção eficaz durante a fase depressiva. Participar de um grupo de apoio pode ser de grande ajuda para os pacientes com transtorno bipolar e seus familiares e amigos.
  • Um paciente com transtorno bipolar nem sempre é confiável para descrever o estado da doença para o médico. Os pacientes geralmente têm dificuldade para reconhecer seus próprios sintomas maníacos
  • As variações de humor no transtorno bipolar são imprevisíveis, por isso, algumas vezes, é difícil saber se o paciente está respondendo ao tratamento ou saindo naturalmente de uma fase bipolar
  • As estratégias de tratamento para crianças e idosos ainda não foram estudadas em detalhes nem definidas claramente
 
Evolução (prognóstico)
Os medicamentos estabilizadores de humor podem ajudar a controlar os sintomas do transtorno bipolar. Entretanto, os pacientes geralmente precisam de ajuda e apoio para tomar os medicamentos corretamente e garantir que os episódios de mania e depressão sejam tratados o mais rápido possível.
 
Algumas pessoas param de tomar o medicamento assim que se sentem melhores ou porque querem sentir novamente a produtividade e criatividade associadas à mania. Embora a sensação nesses estados maníacos iniciais seja boa, interromper a medicação pode trazer consequências muito negativas.
 
O suicídio é um risco real durante a mania e a depressão. A apresentação de pensamentos, ideias e gestos suicidas nas pessoas com transtorno afetivo bipolar indica a necessidade de atendimento médico de emergência.
 
 
Complicações
Interromper ou tomar incorretamente o medicamento pode fazer os sintomas voltarem e causar as seguintes complicações:
  • Abuso de álcool e/ou drogas como uma estratégia de "automedicação"
  • Danos nas relações pessoais e profissionais e prejuízos financeiros
  • Pensamentos e comportamentos suicidas
Essa é uma doença difícil de tratar. Os pacientes, seus amigos e familiares devem estar cientes dos riscos de negligenciar o tratamento do transtorno bipolar.
 
 
Ligando para o médico
Ligue imediatamente para o médico ou um serviço de emergência se:
  • Você estiver tendo pensamentos de morte ou suicídio
  • Você apresentar sintomas graves de depressão ou mania
  • Você tiver sido diagnosticado com transtorno bipolar e seus sintomas tiverem voltado ou você apresentar novos sintomas
 
 
Referências
Moore DP, Jefferson JW. Bipolar disorder. In: Moore DP, Jefferson JW, eds. Handbook of Medical Psychiatry. 2nd ed. Philadelphia, Pa: Mosby Elsevier;2004:chap 80.
 
Schiffer RB. Psychiatric disorders in medical practice. In: Goldman L, Ausiello D, eds. Cecil Medicine. 23rd ed. Philadelphia, Pa:Saunders Elsevier;2007:chap 420.
 
Benazzi F. Bipolar disorder -- focus on bipolar II disorder and mixed depression. Lancet. 2007;369:935-945.
 
Morriss RK, Faizal MA, Jones AP, Williamson PR, Bolton C, McCarthy JP. Interventions for helping people recognise early signs of recurrence in bipolar disorder. Cochrane Database Syst Rev. 2007;24;(1):CD004854.
 
Sachs GS, Nierenberg AA, Calabrese JR, et al. Effectiveness of adjunctive antidepressant treatment for bipolar depression. N Engl J Med. 2007;356:1711-1722.
 
Fonte iG

Transtorno bipolar não tratado prejudica o cérebro

Transtorno BipolarDoença afeta 2,2% da população brasileira. Diagnóstico correto pode levar até uma década
 
A cada crise de mania ou depressão vivenciada pelo paciente bipolar, importantes partes do cérebro são danificadas. Repetidas ocorrências podem levar a danos muitas vezes irreversíveis.
 
“O transtorno bipolar é uma doença tóxica, ou seja, são liberadas toxinas que atuam na destruição dos neurônios, levando a perda de capacidade mental”, explica Angela Miranda Scippa, psiquiatra e presidente da Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB).
 
A crise pode mexer como o equilíbrio do organismo, aumentando o estresse oxidativo em todo o corpo e agravar a doença em si.
 
“Cada episódio faz com que a doença piore um pouco”, alerta Flavio Kapczinski, psiquiatra e pesquisador da Universidade federal do Rio grande do Sul (UFRGS).
 
“A cada cinco quadros depressivos, há uma perda de 10 a 20% no hipocampo”, quantifica Fabio Gomes, psiquiatra e professor da Universidade Federal do Ceará. O hipocampo é uma estrutura localizada no lobo temporal do cérebro, responsável principalmente pela memória e pela cognição. Nesses casos, por exemplo, os resultados são a falta de concentração e dificuldade na leitura.
 
“Muitas mudanças reversíveis podem gerar uma grande mudança irreversível”, diz Kapczinski.
Os danos no cérebro podem ser maiores ou menores, dependendo da intensidade e duração dos sintomas e da crise em si. “É como ter um corte no braço. Se você agir logo, pode reduzir as chances de infecção e deixar uma cicatriz menor. Cada episódio de mania ou depressão deixa uma espécie de cicatriz”, relata Angela.
 
Cada crise gera também um desgaste no corpo. Diversos estudos já demonstraram que a mortalidade entre os pacientes não tratados é maior do que aqueles em tratamento.
 
“Os bipolares não tratados morrem em média 20 anos antes da população em geral”, alerta Kapczinski.
 
Além do alto índice de suicídio – estimativas da ABTB apontam que até 50% dos portadores da doença tentam o suicídio pelo menos uma vez na vida e 15% realmente se suicidam – há também uma incidência maior de comorbidades como doenças cardiovasculares e câncer, o que aponta para um deterioração progressiva e consequente agravamento do quadro, que pode até levar à morte.
 
“O bipolar pode ficar dois anos apresentando sequelas de uma crise ou, em alguns casos, nunca se recuperar. Sem tratamento, as crises vão piorando e as sequelas se acumulando”, completa Antonio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Por isso, o diagnóstico e o tratamento precoce dessa doença crônica são tão importantes.
 
Atualmente, os pacientes levam em média 10 anos para serem diagnosticados com transtorno bipolar.
O desconhecimento e o preconceito e sobre esse transtorno do humor são os principais motivos que levam à demora. Na tentativa de reverter o quadro, a Associação Brasileira de Psiquiatria lançou esta semana, em Natal (RN), durante o Congresso Brasileiro de Psiquiatria, uma campanha nacional de alerta sobre a doença, que atualmente afeta 2,2% da população brasileira.
 
“As pessoas não se tratam porque não sabem o que tem, não entendem a doença, não conhecem seu prognóstico. É possível identificar os primeiros sinais e saber que assim que eles aparecem deve-se ir ao médico para evitar uma crise”, diz Antonio Geraldo.
 
Os principais sintomas do transtorno bipolar são irritação e agitação, depressão, insônia, sentimento de êxtase, fala rápida, distração, alegria exagerada, excitação sexual exacerbada, perda do apetite e pensamentos suicidas.
 
“Mas não são alterações comuns de humor, como a que estamos acostumados a vivenciar. O comportamento muda, a pessoa age diferente do que costuma ser e os sintomas se apresentam durante sete dias, em média. Parentes, companheiros e amigos são os primeiros a notar”, esclarece Angela.
 
A doença normalmente se manifesta pela primeira vez na adolescência, mas a pessoa pode apresentar os sintomas em qualquer idade.
 
“O ritmo biológico desregulado, a privação do sono, ou um evento estressante podem desencadear uma crise. A instabilidade que se instala não é exclusivamente de humor, mas também de funções biológicas como pensamento, metabolismo e ritmo. O humor é somente a que mais aparece”, explica Teng Chei Tung, psiquiatra do Hospital das Clínicas, em São Paulo.
 
Existem dois tipos mais comuns de transtorno bipolar: o 1 e 2. O primeiro é caracterizado por quadros de euforia e mania intensas, ideias de grandeza, inquietação e comportamento suicida. O segundo apresenta quadro mais leve na intensidade com mania leve, costuma ser falante, tem problemas para dormir e costuma ser agitado.
 
“Esse é o que passa mais despercebido na sociedade e o mais difícil de ser diagnosticado”, afirma Angela.
 
Fonte iG