Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



sábado, 27 de outubro de 2012

Menino de 3 anos doa medula e salva vida de irmão de 5

BBC Brasil
Benjamin (D), de 3 anos, ajudou o irmão Faustino a volta para casa
Médicos diagnosticaram que menino sofria de leucemia e que o melhor caminho para salvá-lo seria o transplante de medula óssea
 
Um menino de três anos doou células de sua medula óssea ao irmão de cinco anos e salvou sua vida, de acordo com seus pais e com médicos argentinos.
 
Com ajuda dos especialistas, os pais das crianças lhes explicaram como seria a intervenção médica e que um irmão ajudaria o outro a voltar para casa, após dias de hospital. A mãe das crianças, Mariana Torriani, de 32 anos, explicou:
 
— Eu disse a eles toda a verdade desde o início. A Benjamín, de três anos, eu disse que ele ajudaria o irmão, Faustino, de cinco anos, a sair do hospital e a voltar pra casa para brincar com ele.
 
Ela contou que "em momento algum" Benjamín chorou ou demonstrou medo de ser internado.
 
— Eu expliquei a Benjamin que seria como doar sangue ao irmão, e ele entendeu a situação.
 
As crianças foram atendidas no hospital público e pediátrico Sor María Ludovica da cidade de La Plata, na província de Buenos Aires.
 
— Eu quis revelar o que aconteceu com meus únicos filhos para que as pessoas não tenham medo de ser doadoras. Não tenham medo de salvar vidas.
 
Mariana, o marido, Martín, e os filhos moram na cidade de Laprida, em uma área de fazendas, na província de Buenos Aires.
 
— Depositei toda a confiança nos médicos. Eles me explicaram que hoje os riscos são mínimos para o doador e que o tratamento também avançou muito para os que necessitam do transplante. Mas Faustino ainda precisa de cuidados, que também estavam previstos antes da operação.
 
Além dos especialistas, as crianças contaram com apoio de psicólogos do hospital.
 
Um ano
Tudo começou quando há um ano, em 27 de outubro, os médicos diagnosticaram que Faustino sofria de leucemia e que o melhor caminho para seu caso seria o transplante de medula óssea.
 
— Foi muito forte saber o diagnóstico. A única opção era lutar, enfrentar o problema.
 
Ele realizou tratamento de quimioterapia durante alguns meses e os médicos sugeriram a alternativa do transplante de medula óssea, como contou a chefe do serviço de hematologia do hospital, Alcira Fynn:
 
— Os irmãos são normalmente os mais compatíveis para ajudar um ao outro. Filhos dos mesmos pais, eles possuem a mesma, digamos, matriz. E foi o que aconteceu.
 
Segundo ela, foi retirado "sangue do osso" do doador que, no caso de Benjamin, passou quarenta e oito horas internado.
 
— Os tecidos (das células) são renováveis. A doação hoje é mais simples e frequente do que se imagina. Existem riscos? Sim, mas para o doador ligados à anestesia apenas.
 
Faustino foi operado em junho e voltou para casa dez dias após a cirurgia, de acordo com a médica.
— No ano que vem ele já poderá voltar para a escola.
 
Fynn afirmou ainda que dos 210 casos de transplantes realizados no hospital, cem foram com a doação de um familiar direto da pessoa em tratamento.
 
Mariana contou que Benjamin retornou às aulas no jardim de infância poucos dias após ter sido internado para ajudar o irmão:
 
— Agora é ter cuidado e paciência para a conclusão do tratamento e para que Faustino volte à vida normal.
 
Como transplantado, o menino não pode ser exposto a bactérias para que não sofra nenhuma infecção.
 
— Nós achamos que o pior já passou e que de agora em diante tudo será cada vez melhor. Os dois são muito unidos e depois da experiência ficarão ainda mais unidos.
 
De acordo com dados oficiais, somente na província de Buenos Aires contam-se 15,1 mil doadores no registro nacional de doadores de células-tronco.
 
Fonte R7

Professora dorme se ficar brava com seus alunos

Jane sofre de narcolepsia, condição que a faz dormir várias vezes ao dia se passar por fortes emoções
 
A professora Jane Barlow, de 36 anos, que mora em Staffordshire, Inglaterra, não pode ficar brava ou brincar com os seus alunos porque as emoções súbitas a fazem dormir.
 
Jane sofre de um efeito colateral da narcolepsia, chamado cataplexia, o que significa que ela pode cochilar a qualquer momento. Esse distúrbio do sono é desencadeado por emoções muito fortes, como vergonha, alegria, raiva, segundo o site Daily Mail.
 
A doença pode causar um colapso em seus músculos, fazendo com que ela não fale ou se mova.
 
No entanto, para não sofrer os ataques de sono repentino, Jane procura se concentrar em outras coisas, como mexer o pé, para o caso de ela passar por alguma situação que a deixe muito feliz ou com raiva.
 
— Todos os meus amigos sabem sobre a minha condição. Então eles me avisam se vão contar alguma piada ou situação engraçada para que eu possa me concentrar em outra coisa durante a conversa.
 
Há alguns meses, Jane criou um grupo no Facebook para os pais que têm filhos com narcolepsia. Hoje, ela oferece ajuda e conselhos, além de orientá-los de como lidar com essa situação na escola.
 
Pessoas que sofrem dessa doença podem adormecer até 100 vezes por dia, mas aqueles com menos efeitos secundários podem levar uma vida relativamente normal, com a ajuda de medicamentos e técnicas para controlar o corpo.
 
John Cherry, diretor executivo da ONG Narcolepsy UK, afirmou:
 
— Embora não haja cura para narcolepsia, o tratamento com medicamentos combinados com técnicas para controlar o sono pode proporcionar um grande alívio para as pessoas. Mas o importante é obter um diagnóstico precoce.
 
Fonte R7

Gêmeos dividem a mesma placenta no útero da mãe e quase morrem

Amanda passou por cirurgia a laser para garantir a sobrevivência de seus filhos
 
Grávida de gêmeos, Amanda Wroe, de 33 anos, descobriu que seus bebês compartilhavam a mesma placenta e o fornecimento de sangue, condição delicada que poderia colocá-los em risco.
 
Durante a gravidez de Amanda, os médicos diagnosticaram a síndrome de Transfusão Feto-Fetal nos bebês, uma complicação em que os fetos dividem a mesma placenta, mas estão em bolsas diferentes.
 
A única esperança para sobreviverem seria se a mãe passasse por uma cirurgia a laser no útero, segundo o site Daily Mail.
 
Com essa notícia, o casal decidiu seguir em frente com a operação que, por sinal, foi um sucesso. O laser selou alguns vasos sanguíneos para garantir que cada bebê recebesse a mesma quantidade de sangue.

Após a cirurgia e o nascimento prematuro, os gêmeos Oliver e Finley tiveram alta em 12 dias.
 
Fonte R7

Após paralisarem atendimento a planos de saúde, médicos cobram mais transparência da ANS

Brasília – Entidades médicas entregaram hontem (26) à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) um documento cobrando maior transparência nos dados sobre a cobertura assistencial dos planos de saúde no país. De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), os números mais detalhados podem ajudar pacientes e profissionais da área a decidir pela adesão aos planos.
 
A categoria pede a divulgação de informações como a quantidade e a distribuição geográfica de leitos hospitalares e de unidades de terapia intensiva (UTIs), de laboratórios e de médicos disponíveis. A ideia, segundo o CFM, é comprovar o desequilibro entre o crescimento da demanda no setor e a oferta de serviços.
 
Os médicos também entregaram à ANS uma série de reportagens, pesquisas e estudos que sugerem uma iminente crise na saúde suplementar. O documento, assinado pelo CFM, pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam), é um desdobramento das reivindicações que levaram à suspensão do atendimento a planos de saúde em vários estados nos últimos 15 dias.
 
“Para as lideranças médicas, somente com o acesso público a informações detalhadas do setor será possível evitar excessos cometidos por alguns empresários, assegurando, sobretudo, o bom funcionamento da saúde suplementar no país”, informou o CFM em nota.
 
As entidades médicas avaliam que a estabilidade econômica e o aumento do poder aquisitivo da população têm gerado um aumento significativo no volume de clientes dos planos e seguros de saúde, mas as redes assistenciais (lista de médicos conveniados, leitos e laboratórios disponíveis) não acompanharam essa evolução.
 
A assessoria da ANS informou que a agência vai analisar o documento na próxima segunda-feira (29).
 
Fonte Agência Brasil

Justiça adia prazo para fim de contrato de 255 médicos de cooperativas

Brasília - O juiz da 1ª Vara do Trabalho de João Pessoa, Arnóbio Teixeira de Lima, determinou que os contratos do governo do estado da Paraíba com cooperativas médicas termine dia 19 de dezembro. Esta decisão suspende a ordem do Tribunal Superior do Trabalho que determinou o dia 23 de outubro para o fim das atividades dos 255 médicos cooperados.
 
As cooperativas prestam serviços de saúde a sete hospitais da Paraíba em especialidades de média e alta complexidade, como cirurgia e anestesia. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), essa modalidade de terceirização foi proibida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) em ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho em 2006.
 
O MPF chegou a recomendar que o Ministério da Saúde mandasse a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) para temporariamente suprir a lacuna deixada pelos médicos cooperados. Segundo o site do Ministério da Saúde, FN-SUS presta “assistência rápida e efetiva às populações em território nacional e internacional, atingidas por catástrofes, epidemias ou crises assistenciais”
 
Apesar da recomendação do MPF, de acordo com a Secretaria de Saúde do Estado da Paraíba a intervenção não será necessária, já que o governo do estado publicou edital de seleção pública para a contratação de 255 médicos.
 
O MPF ressalta que, embora alertada há mais de um ano sobre a iminência do trânsito em julgado, tanto pelo procurador da República Duciran Farena, quanto pelo Ministério Público do Trabalho e outras entidades, como o Conselho Regional de Medicina, a Secretaria de Saúde da Paraíba não tomou as atitudes necessárias para diminuir os efeitos da suspensão do atendimento por esses médicos.
 
Fonte Agência Brasil