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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Carta aberta: “Este ano cancelei atendimento a todos os convênios em meu consultório”

Por CFM | Cáris de Rezende Pena*
 
Médica desacreditada nos rumos da saúde no País escreve carta aos profissionais. Para Cáris de Rezende, o sistema público de saúde já está falido e o sistema privado segue o mesmo caminho
 
Sou médica, com formação em Clínica Médica e Reumatologia, com 11 anos de formada.

Atendo atualmente em consultório privado, exclusivamente, apesar de já ter, pela maior parte destes anos, prestado atendimento na rede pública.
 
Este ano fiz a opção de cancelar o atendimento a todos os convênios em meu consultório. Esta decisão foi tomada após um longo tempo de análise e com pesar.
 
Sabemos da função social que exercemos como profissionais de saúde e do peso do valor das mensalidades dos planos de saúde no orçamento familiar. Assim, seria de suma importância, em termos de política de saúde do país, que mantivéssemos uma prestação de serviço no sistema público e no sistema de saúde suplementar, via planos de saúde.
 
No entanto, nos últimos anos, vem sendo crescente a desvalorização do profissional de saúde em geral (médicos, fisioterapeutas, odontólogos, enfermeiros, nutricionistas, dentre outros), tanto no sistema público quanto no sistema de saúde suplementar, tornando inviável o atendimento pelos mesmos.
 
No caso da classe médica, chegamos ao ponto de a remuneração por uma consulta, via plano de saúde, tornar-se inferior ao valor de um corte de cabelo. Os honorários pagos por uma consulta tem valor bruto médio de R$50,00, com direito a retorno e deduzindo-se 27,5% de imposto de renda, gerando um valor líquido em torno de R$20,00… Um corte de cabelo varia, no mínimo, entre R$ 25,00 a R$ 80,00, sem direito a retorno… Isto sem fazer comentário à remuneração dos procedimentos na fisioterapia e na odontologia, ainda mais desvalorizados.
 
Sem nenhuma intenção de desmerecimento à classe de profissionais do ramo de cabelos, mas somente utilizando-os por analogia, considerando o tempo de estudo e de investimento financeiro de um profissional da saúde de nível superior, entendemos que é inaceitável tal desvalorização.
 
Ainda pior é a situação no sistema público. Meu município de residência é Balneário Camboriú (SC), cidade litorânea polo de turismo na região, que passa bem longe da pobreza e da miséria das cidades do Norte e do Nordeste do país, e que, portanto, poderia “tratar melhor” seus profissionais de saúde. Aqui a remuneração de um médico especialista (cardiologia, reumatologia, neurologia etc.), para uma carga horária de 20 horas semanais, fica em torno de R$1.600,00** (valor bruto), sem maiores gratificações e sem nenhum programa de incentivo, como, por exemplo, um plano de cargos/carreiras/salários.
 
Isto significa que, se um profissional com a formação exigida para esta função (6 anos de graduação e um mínimo de 2 anos de residência médica, em geral 4 anos) optasse por trabalhar 40 horas semanais, o que seria quase um regime de dedicação exclusiva pela CLT, receberia um valor bruto de R$ 3.200,00. Isso para um profissional com uma média de 10 anos de formação em nível superior…
 
E neste cenário, de condições de trabalho ruins e má remuneração, a palavra da vez é PRODUÇÃO, QUANTIDADE, VOLUME! Esqueçam-se a qualidade, o tempo, o ouvir, o sentir, um bom toque de mãos…

Considerando que pertencemos à classe média e média alta deste país, e que, portanto, somos os maiores pagadores de impostos, temos que custear, com esta remuneração, aquilo pelo qual pagamos e que o Estado não nos oferece de retorno: saúde, educação, segurança pública etc., afora, naturalmente, os nossos bens pessoais.
 
A imagem que fazem da profissão de médico é a de um exercício de sacerdócio, de doação, de modo que cobrar justa e adequadamente por um serviço prestado ou por um procedimento médico é quase sinônimo de ofensa. Parece que se esquecem que também temos que pagar as nossas contas com o nosso trabalho, como qualquer outro profissional.
 
Em todo país com o mínimo grau de desenvolvimento, a renda pessoal é proporcional ao tempo de investimento em educação. Em nosso país, uma vez que as principais lideranças governamentais podem chegar aos postos mais importantes sem o ensino fundamental básico…, fica fácil compreender por que a formação acadêmica e intelectual aqui não é valorizada.
 
Além da desvalorização financeira, temos sofrido com a desmoralização da classe médica nos meios de comunicação. É frequente a veiculação, na imprensa geral, de reportagens abordando deficiências em atendimentos médicos, erros médicos, faltas em plantões, falta de profissionais para atendimentos etc. Estas reportagens são sempre unilaterais e tendenciosas, mostrando somente a versão do usuário do sistema público ou privado que ficou sem atendimento, dando a impressão, por exemplo, de que a ausência em um plantão ocorreu por puro descaso do profissional. Nunca, ou raramente, entrevistam o médico para perguntar o porquê da falta, o porquê do erro.
 
O médico, assim como qualquer outro trabalhador, também adoece, também tem problemas de saúde com seus filhos, também perde familiares, levando-o, por vezes, à necessidade de faltar ao trabalho. Além disso, nunca nos perguntam se faltamos porque estamos completamente sem condições de trabalho no serviço, tornando o atendimento de risco para o usuário e para o profissional, inclusive dando margem a processos médicos; ou se estamos sem receber há 2 ou 3 meses em um local que já não nos garante nenhum direito trabalhista.
 
Cabe aqui uma reflexão sobre a contribuição da classe médica (e demais profissionais de saúde) nesta desvalorização. Como ocorre em qualquer outra profissão, sabemos que há profissionais pouco qualificados em nosso meio, que há, sim, atendimentos que são realmente deficientes em termos de ética, de respeito ao paciente e de competência técnica. Parte da responsabilidade nessa situação é do excesso de escolas de graduação abertas nos últimos anos, inundando o mercado de novos profissionais, sem espaço para uma formação complementar adequada. São estes os que, em parte, oneram os custos da saúde, com a solicitação exagerada de exames complementares.
 
No entanto, estes profissionais são, sem nenhuma dúvida, a exceção, e não a regra. A atitude antiética e a falta de competência de uns poucos não pode ser propagandeada como atitude de uma classe, como vem ocorrendo nas reportagens em geral.
 
Com toda esta situação, o bom profissional da saúde, desgostoso com a profissão, vem abandonando o atendimento clínico nos consultórios e desviando suas atividades para funções burocráticas ou administrativas. E, infelizmente, quem sai perdendo é a população.
 
Assim, fica aqui a mensagem e um aviso aos gestores de saúde do sistema público nas esferas municipal, estadual e federal, bem como aos administradores dos planos de saúde. Seus profissionais de saúde estão DOENTES, e GRAVEMENTE DOENTES, necessitando de CTI… O sistema público de saúde já está falido, só esqueceram de anunciar… E o sistema privado segue o mesmo caminho…
 
É inviável a manutenção de um sistema a longo prazo e em grandes proporções que seja financiado por poucos, utilizado por muitos, mal administrado, vítima da corrupção e que trata muito mal aquilo que deveria ser a sua “mola mestra”: os recursos humanos.
 
Portanto, gestores de saúde e administradores de planos de saúde, reflitam melhor sobre as suas responsabilidades pessoais nesta situação e cuidem melhor de seus médicos e demais profissionais de saúde, antes que seja muito tarde…!
 
*É médica, com especialização em Clínica Médica e Reumatologia. Mestrado em Saúde e Gestão Trabalho.

** valor reajustado “significativamente” para R$ 2241,68, 20 horas semanais, no Edital 001/2012 do Concurso Público da Prefeitura para médico reumatologista.

* As opiniões, comentários e abordagens incluidas nos artigos publicados nesta seção são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, o entendimento do Conselho Federal de Medicina (CFM).
 
Fnte SaudeWeb

Saiba como escolher o óculos de sol adequado para o verão

Ofatlmologista explica o que se deve observar na hora da compra, para não prejudicar a visão
 
Apesar de óculos de sol serem acessório indispensável durante o ano todo, é nesta época de radiação solar mais intensa que eles ganham destaque no visual.
 
Mas não se trata apenas de estilo. Óculos de sol, se escolhidos corretamente, protegem os olhos da exposição aos altos índices de raios ultravioleta, que podem provocar degeneração macular, doença que afeta a parte central da retina, membrana posterior dos olhos onde as imagens são transmitidas para o nervo óptico.
 
Apesar de a doença afetar mais pessoas de olhos claros, ninguém está livre dela. E como não existe tratamento eficaz para alterações retinianas, a prevenção com lentes protetoras ainda é o melhor remédio.
 
O oftalmologista Renato Neves alerta que óculos de sol sem boa procedência não oferecem garantia de proteção UV, não passam por tratamento antirrisco, antirreflexo ou polarização.
 
— Além da péssima qualidade, a irregularidade da superfície das lentes pode causar desconforto visual, dor de cabeça e astigmatismo, deformidade da córnea que torna a visão desfocada para perto e para longe — adverte.
 
Neves diz que as pessoas devem ter cuidados redobrados em relação às lojas e quiosques que oferecem óculos de sol a preços populares, porque as lentes podem não ser de boa procedência. Até nas compras online exigem muito cuidado. É importante que o acessório tenha o selo holográfico da Abióptica, que garante sua procedência.
 
Na opinião do médico, a escolha correta dos óculos escuros é tão decisiva para a saúde dos olhos que é mais prejudicial usar essas réplicas ilegais de marcas famosas do que não usar nada.
 
Qual é a cor de lente ideal?
Renato Neves diz que, na hora de escolher os óculos de sol, devem-se evitar as lentes pretas, dando preferência a uma cor que favoreça as atividades e a visão. Veja alguns exemplos:
 
Lentes cinza
São usadas para várias atividades, fazendo com que o usuário sinta-se à vontade e confortável.
 
Lentes âmbar/castanho
São indicadas para dirigir, já que oferecem uma boa noção de contraste e profundidade.
 
Lentes verdes
Filtram pouca luz azul, mas oferecem melhor visão de contraste. É a cor mais adequada para a população acima dos 60 anos, quando tem início uma perda gradual da visão de contraste.
 
Lentes púrpura
São a melhor opção para quem pratica esqui ou caça, porque aumentam a visão de contraste em ambientes com fundo azul ou verde.
 
Lentes amarelas
Bloqueiam a luz azul e reduzem o ofuscamento de motoristas no lusco-fusco do entardecer. Entretanto, são inadequadas durante o dia, já que reduzem a visão de contraste em ambientes com muita luminosidade.

Fonte Zero Hora

Lei determina que pacientes com câncer tenham mais acesso a medicamento

Determinação foi aprovada no dia 30 pelo Senado e segue agora para apreciação do Executivo
 
Parte dos pacientes com câncer pode, em algum momento da vida, ser acometido por dores. Estudos mundiais revelam que a estimativa de dor pode chegar a 90% dos pacientes. A dor depende do tipo de câncer, de sua localização e de seu estágio. A Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1990, estabeleceu diretrizes para orientar os países em programas nacionais para o gerenciamento da dor do câncer, atualizadas em 2002 e validadas em estudos.

A OMS define três estágios para os cuidados medicamentosos para a dor. No primeiro, encontram-se as dores mais leves, que devem ser tratadas com medicações analgésicas e antipiréticas. O segundo contempla dores de fracas a moderadas, tratadas com medicações tipo codeína. No terceiro, para dores fortes, o tratamento engloba opioides como os à base da morfina.

Em todos os estágios da dor, segundo a OMS, ao pacientes podem receber medicações adjuvantes, quando necessárias, que compreendem anticonvulsivantes e antidepressivos, importantes no tratamento. No Brasil, os pacientes têm à disposição, através do Sistema Único de Saúde (SUS), a possibilidade das medicações que englobam os três estágios de dores, bem como medicações adjuvantes.

No último dia 30, foi aprovado pelo Senado Federal o Substitutivo da Lei (PLS 32/1997) da Câmara dos Deputados, que segue agora para aprovação do Executivo, dispondo que pacientes com câncer terão acesso “privilegiado e gratuito” para tais medicações, garantindo aos pacientes com câncer acesso prioritário a essas medicações, já fornecidas pelo SUS.

Porém, medicações mais avançadas já estão disponíveis no mercado, segundo Viviane Teixeira, anestesista e especialista em dor do Instituto do Câncer Mãe de Deus (ICMD):

– Analgésicos como a morfina, oxicodona e hidromorfona já estão disponíveis, apesar de mais caros. Sua liberação controlada traz a promessa de melhor eficácia terapêutica.
 
Fonte Zero Hora

Nutróloga dá receita de ração humana

Composto rico em fibras e outros nutrientes regula intestino e acelera metabolismo
 
Suplemento alimentar rico em fibras e outros nutrientes, a ração humana é componente frequente em dietas para perder peso, mas pode causar problemas, como aumento de peso, se for consumida no lugar das refeições.
 
O composto é feito em geral com cereais integrais e energéticos, como aveia em flocos, linhaça, gergelim e gérmen de trigo, além de açúcar mascavo, guaraná em pó, gelatina e levedo de cerveja.
 
 — A ração humana ajuda a regular as funções intestinais e a acelerar o metabolismo — afirma a nutróloga Liliane Oppermann.
 
Algumas receitas prometem redução de até oito quilos em um mês. Porém, quem adota o suplemento para emagrecer deve manter hábitos saudáveis.
 
— A mistura provoca uma sensação maior de saciedade, fazendo com que o organismo reduza a absorção de gordura. Mas para perder peso o ideal é praticar atividades físicas, além de ingerir frutas, saladas, alimentos integrais e beber bastante líquido — recomenda Liliane.
 
Para aproveitar bem os nutrientes, ela aconselha adicionar a ração a sucos, iogurtes, frutas e até bolos.
 
— O importante é não abusar e muito menos trocá-la por uma refeição. A quantidade recomendada é de duas colheres de sopa ao dia.
 
A seguir, a médica destaca os principais ingredientes do suplemento e quais os benefícios para saúde:
 
Semente de linhaça
A linhaça é rica em fibras e o seu consumo auxilia no funcionamento do intestino.
 
Farelo de trigo
Colabora com o intestino e estimula os movimentos peristálicos.
 
Leite de soja
A soja ajuda reduzir o colesterol e regula a formação dos ossos. Rica em proteína e em sais minerais, o leite de soja fortalece todo o sistema imunológico do organismo.
 
Aveia
Regula os níveis de glicemia e colesterol no sangue.
 
Açúcar mascavo
É rico em cálcio, ferro, potássio e diversas vitaminas que não são encontradas no açúcar refinado.
 
Guaraná em pó
Interfere na capacidade de raciocínio, combate o cansaço físico e mental. Além disso, estimula o sistema nervoso central.
 
Gergelim
Rico em cálcio, o gergelim tem a finalidade de amenizar dores reumáticas e outros problemas, como tumores, memória fraca, alergia, gastrite, câncer, prisão de ventre, pressão alta e azia.
 
Levedo de cerveja
É fonte natural de vitaminas do complexo B. Regulariza as funções intestinais, tem ação desintoxicante, aumenta a resistência física e protege o organismo da fadiga, reumatismo, artrite, gota, obesidade, arteriosclerose.
 
Gelatina em Pó
Aumenta a elasticidade da pele, fortifica as unhas, previne rugas e a queda de cabelo.
 
Confira a receita — ingredientes:
  • 500g de soja em pó
  • 500g de farelo de trigo
  • 500g de farelo de aveia
  • 100g de gergelim
  • 100g de guaraná em pó
  • 100g de levedo de cerveja
  • 100g de gérmen de trigo
  • 100g de açúcar mascavo
  • 100g de gelatina sem sabor
  • 100g de quinua
  • 100g de cacau em pó
  • 100g de farinha de maracujá
 
Cuidados
Segundo Liliane, alguns consumidores precisam estar atentos, pois ingerir grandes quantidades dessa mistura pode causar gases, constipação e distensão abdominal.
 
— As pessoas não devem se alimentar somente dessa farinha, nem exagerar na quantidade. Portadoras de diabetes, hipertensão e doenças crônicas precisam de orientação médica antes de consumir a ração humana — alerta.
 
Fonte Zero Hora

Luva especial para autoexame dos seios causa polêmica no Reino Unido

Organizações que arrecadam fundos para pesquisas sobre câncer de mama no Reino Unido protestaram nesta semana contra um novo produto que promete aumentar em 15 vezes a sensibilidade das mãos na hora de realizar um autoexame para detectar nódulos nos seios.
 
A chamada BE gLOVE é uma luva de poliuretano revestida, por dentro, com um óleo mineral. Segundo os fabricantes, a luva aumenta a sensibilidade aos nódulos porque o material "segura" a pele no lugar, impedindo os dedos de afastar os caroços na hora do toque.
 
Os fabricantes citam um pequeno estudo com 130 mulheres para dizer que o produto, vendido no Reino Unidos pelo equivalente a R$ 81,50, permite identificar 100% dos nódulos nos seios, com eficácia similar à dos exames de mamografia.
 
A ONG britânica Breast Cancer Campaing fez um apelo às mulheres no jornal inglês "Daily Mail" para que não usem acessórios como a luva BE gLOVE como substitutos para a mamografia.
 
Não é a primeira vez neste ano que aparece um produto para "aprimorar" o autoexame dos seios. Um anúncio de uma lanterna (Breastlight, R$ 280) que, encostada na pele, permitiria ver anormalidades dentro do seio foi banido no Reino Unido no mês passado.
 
Para o oncologista clínico Rafael Kaliks, diretor científico da ONG Oncoguia, o anúncio da luva é antiético por se basear em uma pesquisa sem rigor científico. "A mamografia reduz a mortalidade por câncer de mama em 10% a 20%. Não há dados que justifiquem substituí-la."
 
A mastologista Maira Caleffi, presidente da Femama (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama), diz que não adianta investir em um acessório enquanto fatores de risco para o câncer, como obesidade, avançam. "Isso tudo é para ganhar dinheiro às custas da doença."
 
Fonte Folhaonline