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domingo, 24 de novembro de 2013

Preparo cardiovascular nas crianças está diminuindo em todo o mundo

Em muitos países, as crianças não conseguem correr mais rápido ou tão rápido quanto seus pais corriam com a mesma idade. Desde 1975, o preparo cardiovascular tem caído de maneira constante, de acordo com uma pesquisa apresentada nas Sessões Científicas da Associação Americana do Coração de 2013, em Dallas.
 
Pesquisadores da Universidade do Sul da Austrália, em Adelaide, analisaram 50 estudos sobre o preparo físico para correr entre 1964 e 2010 que incluíram mais de 25 milhões de crianças com 9 a 17 anos de idade, em 28 países. Eles mediram a resistência cardiovascular avaliando a distância que as crianças conseguiam percorrer em um intervalo determinado de tempo ou quanto tempo elas levavam para correr certa distância. Os testes duraram tipicamente 15 minutos ou cobriram distâncias de 800 metros a 3,2 km.
 
Em todos os países, a resistência caiu consistentemente cerca de 5% a cada década. As crianças de hoje têm um preparo físico cerca de 15% pior do ponto de vista cardiovascular do que seus pais tinham quando eram jovens. Em uma corrida de 1,6 Km, as crianças hoje em dia são cerca de 1,5 minuto mais lentas do que crianças com características equiparadas há 30 anos.
 
"Cerca de 30% a 60% do declínio do desempenho na corrida de resistência pode ser explicado pelo aumento da massa de gordura", disse Grant Tomkinson, autor principal do estudo. "Quando o jovem tem condições físicas gerais ruins, ele tem uma probabilidade maior de desenvolver doenças como as cardíacas no decorrer da vida. Precisamos ajudar a inspirar os jovens e as crianças a desenvolver hábitos de boa forma física que os manterão saudáveis agora e no futuro".
 
Univadis

Fragilidade ocorre mais cedo em adultos sobreviventes de câncer na infância

Adultos jovens que sofrem de câncer na infância têm muito mais chances de fragilidade do que indivíduos equiparados, além de um risco mais alto de morte e doença crônica, de acordo com um estudo conduzido pelo Hospital de Pesquisa St. Jude Children, em Boston, publicado no "Journal of Clinical Oncology".
 
O estudo examinou 1.922 crianças sobreviventes de câncer. 13,1% das mulheres e 2,7% dos homens foram considerados frágeis apesar da média de idade inferior a 34 anos. Em uma comparação de grupos com 341 adultos jovens com média de idade de 29 anos e sem histórico de câncer na infância, nenhum foi considerado frágil. Nos EUA, estima-se que 9,6% das mulheres com 65 anos de idade ou mais e 5,2% dos homens na mesma faixa etária se encaixem na definição.
 
Os sobreviventes de câncer na infância frágeis tiveram 2,6 vezes mais chances de morrer do que os indivíduos não frágeis. Os sobreviventes frágeis do sexo masculino tiveram um risco até seis vezes maior de morte. Os sobreviventes frágeis também tiveram mais do que o dobro de chance de desenvolver problemas de saúde crônicos adicionais.
 
"Há medidas que podem ser tomadas pelos sobreviventes para tentar diminuir o risco e melhorar sua condição física", disse a autora principal, Kirsten Ness. Exercícios físicos podem reverter a fragilidade no idoso e Ness disse que o estudo reforça a necessidade dos sobreviventes trabalharem com seus profissionais de saúde para melhorar o preparo físico.
 
Univadis

Desemprego prolongado faz com que os homens envelheçam mais rápido

Os homens desempregados por muito tempo envelhecem mais rápido que os homens continuamente empregados, de acordo com um estudo britânico e finlandês publicado na "PLOS One". Os telômeros dos homens a procura de emprego, revelou o estudo, eram mais curtos do que os de homens empregados.
 
Pesquisadores do Imperial College London e da Universidade de Oulu, na Finlândia, estudaram amostras de DNA de 5.620 homens e mulheres nascidos na Finlândia e com 31 anos de idade, com foco no comprimento dos telômeros nas células sanguíneas. O estudo, patrocinado pelo Wellcome Trust, revelou que os homens desempregados por dois anos ou mais nos três anos anteriores tinham duas vezes mais chances de apresentar telômeros curtos em comparação com os homens continuamente empregados.
 
Essa tendência não foi observada nas mulheres; contudo, isso pode ser devido ao fato de que menos mulheres do que homens ficam desempregadas por períodos longos na faixa dos 30 anos de idade.
 
"Telômeros mais curtos estão ligados a um risco maior de diversas doenças relacionadas à idade e à morte prematura. Experiências de vida estressantes na infância e na vida adulta já foram ligadas ao encurtamento acelerado dos telômeros. Demonstramos agora que o desemprego prolongado também pode provocar o envelhecimento prematuro", disse Jessica Buxton, do Imperial College London.
 
Leena Ala-Mursula, da Universidade de Oulu, acrescentou: "Manter as pessoas empregadas deve ser uma parte essencial da promoção de saúde pública".

Univadis

Relógio biológico controla o sistema imunológico

O relógio circadiano do corpo não somente regula o metabolismo e o ciclo circadiano, mas, de acordo com pesquisadores norte-americanos, também tem um papel importante no sistema imunológico. Um estudo com camundongos, publicado na revista científica "Science", revelou que o ritmo de sono e vigília interrompido perturba a produção de células imunológicas importantes.
 
Em seu trabalho de pesquisa, cientistas do UT Southwestern Medical Centers (Dallas) descobriram uma via desconhecida até então: a interrupção do relógio circadiano influenciou a regulação das células T helper produtoras de interleucina 17 (TH17). Quando seu número não estava sob controle, reações imunológicas excessivas podiam ocorrer que, por sua vez, desencadearam doenças imunológicas, explicou a autora sênior, Lora Hooper, do Instituto Médico Howard Hughes.
 
Os pesquisadores descobriram que o desenvolvimento de células TH17 é regulado pelo gene Nfil3. Isso acontece, porque o gene Nfil3 regula o fornecimento celular da proteína de células T Rorγt. A Rorγt direciona as células T para o desenvolvimento de células TH17; no entanto, sua quantidade varia ao longo do dia. Nos camundongos noturnos, a ocorrência é mais alta ao meio dia, quando os animais estão dormindo.
 
"Quando interrompíamos o ciclo normal de noite e dia dos camundongos, essencialmente colocando-os em efeito de jet lag, descobrimos que houve um desenvolvimento de células TH17 demais, que se acumularam nos intestinos", disse Hooper. Assim, os camundongos tiveram uma tendência maior a desenvolver doenças intestinais inflamatórias.
 
Contudo, para alterar as quantidades de TH17, o ritmo circadiano precisa ser interrompido por mais de um dia, disse Hooper. Na vida moderna, esse é frequentemente o caso nos trabalhos com turnos durante o dia e à noite. Ainda não está claro, contudo, se os resultados são transferíveis.
 
Univadis

Projeto social de Hospital, que envolve reciclagem e dança, ganha prêmio

O projeto social Recicle e Dance, uma iniciativa do Hospital Mário Lioni, conquistou o Prêmio Marketing Best Sustentabilidade 2013 como uma das melhores práticas sustentáveis. O programa foi destaque, pois promove a inclusão social de crianças e adolescentes de Caxias, Baixada Fluminense, por meio da educação ambiental e do estímulo ao interesse escolar e à dança.
 
"Para nós é um orgulho muito grande receber esse reconhecimento. A premiação simboliza o cumprimento de nossa missão de ter um programa de responsabilidade ambiental, social e cultural de excelência e, principalmente, valoriza o empenho de todos aqueles que dedicam seu tempo e acreditam nessa iniciativa”, declara Mariane Silva, administradora do Recicle e Dance.
 
Mas a grandiosidade não se restringe ao reaproveitamento de material: o Recicle e Dance também é um celeiro de talentos. O projeto já credenciou jovens bailarinos a grandes escolas de dança do Brasil e do exterior, como o caso da Escola Maria Olenewa, do Teatro Municipal do Rio de Janeiro; da Miami City Ballet e da Escola de Ballet de Chicago, ambas nos Estados Unidos. Além do Prêmio Marketing Best Sustentabilidade, o projeto já conquistou mais 32 troféus em diversos festivais de dança.
 
Reciclagem no compasso da dança
Implementado em 2005, o Recicle e Dance atende hoje cerca de 350 alunos, entre 4 e 20 anos, oferecendo aulas de balé nas categorias clássico e moderno, repertório de street dance, e oficina de teatro. O projeto tem todas as suas atividades financiadas pelo programa de reciclagem de lixo do Hospital de Clínicas Mário Lioni, também da região de Duque de Caxias.
 
Segundo Mariane, a direção do hospital começou a pensar numa maneira de reaproveitar o lixo comum (copos plásticos, papel, garrafas PET, latas de refrigerante) gerado pelo dia a dia da unidade. E chegou à conclusão que um programa de reciclagem que destinasse os lucros em benefício de seus funcionários e comunidade poderia promover, além de ação de preservação ambiental eficaz, um grande estímulo à prática da conscientização em grupo.

A ideia virou realidade
E o resultado disso é o grande sucesso do projeto, que, no ano de 2011, reciclou 1.300 litros de óleo; 14 mil quilos de papelão; 7 mil quilos de PET e 1.985 quilos de latas. “Nosso principal objetivo é promover a conscientização ambiental por meio de estímulos constantes, com foco no desenvolvimento do indivíduo e na formação de cidadãos que entendam seu papel no mundo”, conta Mariane.

De acordo com a administradora, a permanência dos alunos no programa está vinculada a critérios como manutenção das notas escolares num nível maior ou igual à média determinada pelas escolas; cumprir a presença mínima exigida durante todo o ano letivo; e participar do programa de reciclagem com a cota mínima estabelecida.

Assessoria de Imprensa
rachel@saudeempauta.com.br