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sábado, 30 de novembro de 2013

Colesterol alto fortalece o câncer

Alimentos gordurosos são ricos em colesterol
Segundo estudo americano, o excesso de gordura nas artérias facilita o crescimento e a disseminação dos tumores na mama. A descoberta poderá ser usada como forma de prevenção à doença.
 
O colesterol, a molécula de gordura que se acumula nas artérias e contribui para infartos e derrames, tira mais uma carta da manga. Um subproduto da sua síntese, chamado de 27-hidroxicolesterol, ou simplesmente 27HC, traça a conexão da já temida substância ao crescimento e à propagação dos tipos mais comuns do câncer de mama. A relação foi observada há alguns anos na clínica médica, mas ainda não tinha uma explicação molecular clara. A descoberta dos caminhos dessa ligação foi feita em camundongos e amostras de tecidos tumorais humanos e ainda é preliminar. No entanto, pode apontar para novas medidas de prevenção da doença.

Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, explicam que, ao ser metabolizada pelo organismo, a 27HC se transforma em uma molécula muito potente e parecida com o estrogênio. Ela foi capaz de acelerar o crescimento dos tumores em camundongos e, possivelmente, em humanos. "O que temos agora é uma molécula encontrada - não é, em si, o colesterol, mas um metabólito abundante de colesterol, chamado 27HC, que imita o hormônio estrogênio e pode dirigir de forma independente o crescimento do câncer de mama", detalha o autor sênior da pesquisa, Donald McDonnell, também presidente do Departamento de Farmacologia e Biologia do Câncer na Universidade Duke.

O trabalho foi publicado hoje na revista científica Science e mostra que a descoberta-chave do estudo vem de uma análise anterior dos mesmos autores, quando eles determinaram que a 27HC se comportava de forma muito semelhante ao hormônio feminino. Isso porque o estrogênio conhecidamente alimenta cerca de 75% de todos os tumores de mama. O oncologista-clínico do Centro de Câncer A.C. Camargo Tadeu Ferreira de Paiva Júnior conta que os receptores hormonais estão espalhados por vários locais do corpo, incluindo o útero, o ovário e as mamas. Uma condição de alta concentração do estrogênio levaria a uma aceleração da evolução do câncer e do risco de vida do paciente.

"Tanto é um risco que, quando a mulher tem a menarca - o início da menstruação - muito cedo e uma menopausa tardia, ela fica muito tempo exposta ao hormônio e, teoricamente, terá um risco maior do que aquela que passou pela menarca mais tarde e a menopausa mais cedo", diz Paiva Júnior. O oncologista resume que, quanto mais tempo de vida a paciente estiver exposta ao hormônio, também são maiores o risco e a evolução do câncer. O mesmo serviria para mulheres que não tiveram filhos e ficaram todo o período reprodutivo sob a ação do estrogênio. "O número de filhos aumentado protege contra o câncer de mama porque a mulher passa aqueles nove meses sem menstruar, sem o ciclo usual."

A relação desse processo com o colesterol acontece porque, nas mulheres, ele é transformado em hormônio feminino no tecido adiposo, principalmente depois da menopausa. Antes disso, grande parte do hormônio é produzida pelos ovários. Quando esses órgãos param de funcionar, o hormônio surge da formação de gordura. "Por isso, quanto maior a quantidade de gordura corporal, maior a quantidade de hormônio feminino, aumentando o risco de câncer de mama. E, claro, quanto maior a gordura corporal, maior o nível de colesterol também." Paiva Júnior lembra que essa relação com a obesidade era conhecida por meio de estudos maiores anteriores que relacionam o índice de massa corpórea (IMC) elevado, ou seja, o sobrepeso, ao maior risco de tumores mamários.

Dieta
Em particular, nos tecidos humanos estudados, os cientistas puderam provar que um nível mais alto da enzima 27HC se correlaciona com um tumor mais agressivo. McDonnell acredita que essa é uma descoberta muito interessante. Significa que tumores mamários humanos estão fazendo uma molécula do tipo estrogênio, que pode promover o crescimento do tumor. "Em essência, os tumores desenvolveram um mecanismo para utilizar uma fonte diferente de combustível."

Ao detalhar a ligação entre os elevados níveis de colesterol e os tumores na mama, os cientistas sugerem que seria possível, se suas hipóteses forem confirmadas, que mudanças na dieta ou terapias para reduzir o colesterol interfiram no processo de transformação das células normais em cancerígenas. Para o autor sênior, pode haver uma maneira simples de reduzir o risco de câncer de mama mantendo o colesterol sob controle, seja com medicamentos, seja com uma dieta saudável. Além disso, para as mulheres que têm câncer de mama e colesterol alto, tomar remédios específicos para diminuir a gordura nas artérias poderia atrasar ou prevenir a resistência às terapias endócrinas.

Ainda assim, o oncologista e pesquisador do Instituto Nacional do Câncer José Bines alerta que a pesquisa é muito preliminar e feita apenas em camundongos e amostras moleculares de tumores. Esses fatores não são suficientes para dar validade dos resultados em humanos. "É um fator adverso e de risco e, realmente, as pacientes que são obesas, quando o tumor aparece, têm um risco de reincidência maior que aquelas com o peso normal. Mas ainda não está muito bem definido o que é responsabilidade do colesterol ou da própria obesidade." Bines reforça que o excesso de peso é uma condição de saúde ruim para diversos fatores de saúde, e que sempre uma dieta balanceada e o peso normal serão favoráveis para a prevenção contra o câncer e outra série de doenças.
 
Proteção materna
Estudos epidemiológicos indicam que mulheres sem filhos apresentam cerca de quatro vezes mais risco de desenvolver câncer de mama na menopausa do que aquelas que se tornaram mães ainda jovens. Um artigo publicado no início deste ano, no International Journal of Cancer, explica que as transformações que se dão nas células mamárias durante a gravidez as tornam menos suscetíveis ao surgimento de tumores. 
 
Correio Braziliense

MT: Saúde faz avaliação da qualidade da água para consumo humano

Assessoria
A Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio da Vigilância Ambiental, promoveu reuniões de avaliação do abastecimento de água para o consumo humano com representantes dos municípios que integram a Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá, entre os dias 26 e 28 de novembro.
 
O objetivo foi promover avaliação do Programa Vigiágua nestas cidades e definir estratégias e ações para a Copa do Mundo 2014. As avaliações foram acompanhadas por representantes do Ministério da saúde.

Segundo a técnica do Programa Vigiágua da SES, Vera Lúcia Dias Lopes, também foram incluídos na avaliação os municípios com Escritórios Regionais de Saúde. A iniciativa, segundo ela, visa garantir que a água consumida pela população atenda ao padrão e normas estabelecidas na legislação vigente.

"A Vigilância Ambiental já faz este monitoramento na sua rotina diária, porém a proposta é intensificar as ações no monitoramento e apontar soluções alternativas de abastecimento quando forem detectados problemas. O consumo de água segura visa a proteção à doenças e, consequentemente, à melhoria na qualidade de vida da população e aos visitantes durante os jogos da Copa".

O Programa de Vigilância em Saúde Ambiental Vigiágua, relacionada à qualidade da água para consumo humano, é avaliado nos municípios do Estado com base nos dados do sistema de informação SISÁGUA, relatórios técnicos, relatórios de inspeção sanitária nas diversas formas de abastecimento, dados dos laboratórios de água de saúde pública e do órgão ambiental e Ministério Público.
 
Mato Grosso Notícias

Políticas públicas para cargos e salários

Ladislau durante teleconferência aos hospitais beneficentes
Organizada para debater políticas públicas para cargos, salário e carreira dos médicos, a palestra do Projeto Educasus teve como convidado palestrante João Ladislau Rosa, presidente do Cremesp. O evento foi realizado no dia 5 de novembro, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, e coordenado pelo ortopedista e traumatologista Eduardo Sadao Yonamine.
 
O presidente do Cre­mesp deu sua visão do cenário atual da carreira do médico e suas principais diretrizes. Entre as reivindicações, a de uma remuneração para o profissional do SUS compatível com o setor privado.

“A alocação do médico no Sistema Único de Saúde (SUS) já é um assunto que interessa a toda a sociedade. O que fixa um profissional são condições de trabalho, remuneração e carreira. Um plano nacional de cargos e salários traria estabilidade e possibilidade de progressão”. Ladislau foi enfático contra a falta de investimento e infraestrutura:  “Nossa maior bandeira é contra a precarização do trabalho do médico”, afirmou.

O Educasus é um projeto patrocinado pela Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp) e pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo que visa discussão e troca de experiências no campo da Saúde e da Medicina, transmitindo informações por meio de teleconferência junto às Santas Casas e Hospitais Beneficentes.

Além das atividades internas do Conselho,João Ladislau Rosa, como presidente do Cremesp, também participou:
 
Sessão solene de comemoração dos 15 anos da Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética, com outorga do título de Grande Benfeitor da Medicina Brasileira como reconhecimento aos profissionais  que defendem o exercício ético da Medicina no Brasil, no dia em 31/10, em Brasília (DF);
 
35ª Reunião entre a diretoria do CFM e os presidentes dos CRMs, em 12/11, na sede do CFM; Solenidade de abertura e mesa sobre Teleme­dicina em Sociedades e Entidades Médicas no 6º Congresso Brasileiro de Teleme­dicina e Teles­saúde, promovido pelo Con­selho Brasileiro de Telemedicina e Teles­saúde, no dia 20/11, na Faculdade de Medicina da USP.
 
Informações sobre a pso­ríase à população e novidades sobre tratamentos nos congressos internacionais foram apresentadas na 11ª edição do Encontro Municipal de Psoríase e Vitiligo,  promovido pela Câmara Municipal de São Paulo, no dia 26 de outubro, por iniciativa do vereador Gilberto Natalini (PV). Além de proporcionar a troca de experiências entre médicos e pacientes, foram disponibi­li­za­dos protocolos voltados aos profissionais de enfermagem, fisioterapia, nutrição e podologia.

Como doença sistêmica, há necessidade de abordagem multidisciplinar. Durante o evento, foram promovidos o 4º Curso de Capacitação em Psoríase para médicos e estudantes de Medicina, o 1º Curso de Farmacologia e o 2º Curso de Psoríase para Odontologia.
 
Jornal do CREMESP

Trânsito caótico causa danos à saúde em cerca de 17% dos motoristas

Estresse, irritação e distúrbios de comportamento podem se intensificar com o tempo
 
Não existe mais horário de pico. Em São Paulo, por exemplo, o trânsito é complicado durante o dia todo. Acidentes, manifestações e dias chuvosos são os principais culpados pelas quilométricas filas de carros que formam um verdadeiro estacionamento a céu aberto.
 
Esse trânsito tem consumido cada vez mais o tempo e a paciência dos que trafegam pelas ruas e avenidas das grandes cidades. E na hora da irritação, nem a música no rádio é capaz amenizar. Pensando em te ajudar a superar o congestionamento com mais facilidade, o ConsultaClick, portal de agendamento de consultas, separou algumas boas dicas para você usar e compartilhar com todos os seus amigos.
 
Quem pensa que a irritação é apenas momentânea, está muito enganado. A impaciência gerada por ficar parado no congestionamento pode levar ao desenvolvimento de estresse, o que prejudica muito a saúde de quem passa uma hora ou mais por dia no trânsito durante toda a semana.
 
O que diz a ABRAMET?
De acordo com dados do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional na Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (ABRAMET), entre 13 e 17% dos motoristas brasileiros têm algum distúrbio comportamental no trânsito, e o estresse é um fator que acaba desencadeando esses problemas.

Confira nossas dicas e saiba como evitar o estresse no trânsito

1. Pense em caminhos alternativos
Optar por caminhos diferentes nem sempre irá livrar você do congestionamento, mas pode funcionar. Fazer sempre o mesmo trajeto acaba tornando sua rotina monótona e sem graça. Variar pode colocar você em contato com outras pessoas, sons e paisagens. Além de exercitar o cérebro. (LINKAR)
 
2. Ouça música
Ouça e cante junto! Se estiver de passageiro, use fones de ouvido. Além de ser mais educado, o acessório altera nossos limites de espaço pessoal, é o que diz o Departamento de Psicologia da Universidade de Londres.
 
3. Leia um livro
Outra dica para passageiros, ler ajuda a sair da realidade do trânsito. Sabe aquela sensação de tempo perdido? Leitura nunca será tempo jogado fora. É bom para se atualizar lendo jornais, estudar ou simplesmente se divertir com uma boa aventura.
 
4. Relaxe as pernas
Relaxar a musculatura já ajuda a desestressar. Evite ficar com o pé na embreagem quando não for necessário. O estado de tensão muscular aumente o nível de irritação.
 
5. Dê carona
Ter companhia durante o trajeto faz da viagem algo menos maçante, ainda que haja congestionamento. Se possível, reveze a direção.
 
Fonte:
 
Informações para a imprensa:
 
Spin Comunicação
Marília Gonçalves – marilia@spin.ag 11 - 4314.1984
Sueli Gomes – sueli@spin.ag – 11 – 4314.1987

Chinês com coração fora do lugar quer cirurgia para corrigir a anomalia

Chinês tem síndrome cardíaca (Foto: HAP/Quirky China News/REX)
Foto: HAP/Quirky China News/REX
Ho Zhiloang, de 24 anos, é portador de uma
condição cardíaca rara
Ho Zhiliang tem condição rara que mata 90% das vítimas após nascimento. Ele quer passar por cirurgia, após saber de caso parecido com o seu
 
Um jovem chinês, portador de uma condição rara que fez seu coração crescer logo abaixo da pele de seu abdômen, resolveu contar sua história a um jornal com o objetivo de conseguir ajuda para realizar uma cirurgia que corrija a anomalia.
 
Ho Zhiliang, de 24 anos, é portador de uma síndrome cardíaca rara, que não permitiu o desenvolvimento do coração na posição correta. Em casos graves, esta anomalia mata 90% dos pacientes no momento do nascimento ou pouco tempo depois.
 
Zhiliang conta que logo após nascer, seus pais foram avisados que ele não viveria muito tempo, já que seu coração estava exposto. Mas os cuidados com jovem fizeram com que ele alcançasse a maioridade.
 
O chinês explica que, no começo deste ano, leu um artigo de jornal sobre um caso parecido com o seu, que foi resolvido após um procedimento cirúrgico. Com isso, Zhiliang explica que se mudou para a cidade de Wuhan, na esperança de receber a mesma cirurgia.
 
O caso citado pelo jovem foi publicado pelo “China Daily”, que contou a história de Huang Rongming, também de 24 anos, que passou por uma cirurgia em maio deste ano na província de Henan. O procedimento cirúrgico durou aproximadamente dez horas e foi considerado um sucesso, segundo os médicos que participaram da operação.

Caso tem solução
O médico Marcelo Jatene, diretor do serviço de cirurgia cardíaca pediátrica do Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, analisou a imagem a pedido do G1. Segundo ele, o jovem chinês nasceu com a Síndrome de Cantrell, que é quando o coração está parcialmente exteriorizado.
 
Jatene explica que seria necessário investigar a fundo a situação do paciente para definir exatamente qual a doença. “É algo raro, mas não tão incomum de acontecer em instituições de referência, como o Incor”, explica.
 
De acordo com o especialista, quando a pessoa nasce com o coração para fora, logo após o parto é necessário encobrir o órgão com pele para que sejam evitadas possíveis infecções. Ele conta ainda que há casos de pessoas que vivem normalmente com o problema.
 
“Se [nascer] exteriorizado e for coberto por pele, não é preciso fazer nada, em princípio, a não ser que o coração tenha algum problema associado”, disse o médico.
 
G1