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domingo, 1 de junho de 2014

Erros em textos da Wikipédia podem causar problemas de saúde

Erros em textos da Wikipédia podem causar problemas de saúde Stock Photos/Divulgação
Foto: Stock Photos / Divulgação
Informações incorretas sobre doenças no site prejudicam hipocondríacos e adeptos do auto diagnóstico
 
É preferível não ler artigos da imensa enciclopédia virtual Wikipédia em casos de problemas de saúde. Uma enquete do Journal of The American Ostheopathic Association revela que as páginas dedicadas a doenças e outros problemas que podem afetar o organismo estão cheias de erros.
 
Os hipocondríacos e outros adeptos do auto diagnóstico vão sentir um frio na espinha. Após terem identificado 10 das doenças mais custosas para os serviços de saúde americanos, pesquisadores independentes testaram as afirmações dos artigos da Wikipédia ligados a cada uma delas, e em seguida as confrontaram com fontes médicas seguras.
 
Os resultados apontam que em nove dos 10 casos existem erros. Doenças cardiovasculares, câncer de pulmão, artrose, hipertensão ou dor nas costas. A única exceção é o traumatismo craniano, que possui afirmações totalmente exatas, segundo os especialistas.
 
Conclusões que retomam o debate sobre a seriedade da enciclopédia mundial, alimentada por qualquer um. Uma constatação alarmante, pois de 47% a 70% dos médicos e estudantes de medicina admitem consultá-la com frequência para realizar um diagnóstico.
 
Zero Hora

Veja oito dicas para largar o cigarro e não ganhar peso

Getty Images
Ao parar de fumar, é importante controlar semanalmente o peso
Seguindo regrinhas muito simples é possível abandonar de vez o hábito de fumar e controlar o peso sem sacrifícios
 
Todo mundo sabe que o cigarro faz mal e que é difícil de largar. Não é nada impossível, mas para perder o vício é preciso muita determinação. Um problema comum entre ex-fumantes é o ganho de peso.
 
É importante saber que o fumo eleva o gasto energético das pessoas, mas não de uma maneira importante que justifique um ganho expressivo de peso.
 
“Quando uma mudança de comportamento como essa acontece, é importante ter alguns cuidados, especialmente com os hábitos alimentares, para assim evitar que os quilinhos a mais fiquem bem longe”, disse Roberta Stella, nutricionista-chefe do Dieta e Saúde.
 
Veja abaixo oito dicas para controlar o peso e dar uma forcinha para quem quer se livrar desse hábito:
 
1. Marcação cerrada: Controle semanalmente o peso. Quando perceber que os quilos estão aumentando, é necessário adotar uma alimentação saudável para reverter esse quadro.
 
2. Autoanálise: Ao perceber que está usando o alimento como fuga, analise qual é o motivo da ansiedade e busque alternativas para combater essa causa.
 
3. Sem substituir: Evite substituir o cigarro por alimentos.  Estipule horários para realizar de 5 a 6 refeições por dia e nada de salgadinhos e biscoitos por perto.
 
Getty Images
Estipule horários para realizar de 5 a 6 refeições por dia
4. Quase abstêmio: Evite bebidas alcoólicas. Elas podem ativar a vontade de fumar.
 
5. Qualidade: Consuma frutas e legumes, que são fonte de antioxidantes que combatem os radicais livres e previnem o envelhecimento celular.
 
6. Sem frituras: Evite consumir alimentos gordurosos que sempre resultam em quilos a mais, use azeite ou creme vegetal light.
 
7. Boas escolhas: Tenha sempre algum alimento com baixa quantidade calórica disponível para quando bater aquela fome no meio das refeições, como, por exemplo, barrinhas de cereais, frutas e iogurtes desnatados.
 
8. Mexa-se: Quanto mais ativo for, mais energia irá queimar, evitando que haja ganho de peso. A prática de atividade física ajuda no controle da ansiedade.
 
iG

Melancia pode ser aliada da pressão arterial

Free Images
A Magali, personagem da Turma da Mônica, pode até ser comilona, mas está certa em optar por sempre ingerir melancia. Segundo estudo da Universidade Estadual da Flórida, nos Estados Unidos, a fruta pode reduzir a pressão arterial em pessoas com excesso de peso. A pesquisa foi publicada no American Journal of Hypertension
 
Os cientistas partiram do princípio que, em épocas de temperaturas mais baixas, o coração tem que trabalhar mais, provocando um estresse cardíaco maior, uma vez que a pressão para o bombeamento de sangue aumenta. Obesos têm, portanto, riscos mais elevados de ter ataques cardíacos quando expostos a ambientes com baixas temperaturas ou durante o inverno.
 
O que fazer, então, para reduzir os riscos dessas pessoas? A melancia é a resposta. Liderado pelo professor Arturo Figueroa, o estudo teve como foco, durante três meses, 13 homens e mulheres obesos, de meia idade e hipertensas.
 
Divididas em dois grupos, uma parte das pessoas tomou placebo durante seis semanas. Ao longo do mesmo período, a outra turma ingeriu L-citrulina e L-arginina, ambas de estrato de melancia. Depois, eles inverteram a medicação pelas seis semanas restantes.
 
Durante a análise, os participantes deixaram de tomar quaisquer medicamentos para o controle da pressão arterial e não puderam alterar o estilo de vida, como fazer dietas ou intensificar atividades físicas.
 
Para simular condições de tempo frio, os hipertensos mergulhavam as mãos em água a 4ºC, enquanto os pesquisadores mediam pressão e outros aspectos vitais.
 
O estudo mostrou que consumir melancia teve um impacto positivo na pressão sanguínea e em parâmetros vasculares. Em análises anteriores, Figueroa também teve resultados positivos ao examinar o como a melancia age com relação à função arterial de mulheres no pós-menopausa e também em adultos pré-hipertensos.
 
A melancia é muito refrescante no verão e pode ser uma ótima aliada no inverno também. Além de ingerir a fruta, para diversificar, você também pode fazer sucos! A fruta é diurética, antioxidante e dá sensação de saciedade.
 
Anote um suco de melancia com água de coco:
 
Bata 500g de polpa de melancia, ¾ xícara de chá de água de coco e uma colher de sopa de gengibre. Tome na hora!
 
Universo Jatobá

Visita de irmãos na UTI neonatal fortalece vínculo e reduz ansiedade das mães

 Foto: Maria Fernanda Ziegler/iG
Quando Lorena chora, Geovana faz carinho e diz baixinho
que já passou.
Visita de irmãos na UTI neonatal fortalece vínculo e reduz ansiedade das mães
 
Gabriel, de oito anos, imaginava encontrar o irmão Enzo dentro de um berço “grandão” e cheio de bichinhos pendurados. Mas quando o conheceu na UTI neonatal, foi tudo diferente. O menino ficou impressionado com o tamanhinho do bebê, que nasceu há pouco mais de uma semana. “Mãe, ele é pequenininho”, disse com as mãos trêmulas e maiores que o tórax de Enzo.
 
Era mesmo para Gabriel ficar preocupado. O bebê, que até pouco tempo estava dentro da barriga da mãe, nasceu com baixo peso. A mãe teve doença hipertensiva gestacional e o bebê teve restrição no crescimento. Precisa ficar na incubadora até que possa ir para casa e dividir o mesmo quarto com Gabriel.
 
Quando viu os dois filhos juntos pela primeira vez, Monica Santos, de 29 anos, começou a chorar. “Mãe, não chora. Caramba! Olha só o cabelo dele. Quando ele crescer o cabelo vai baixar? É muito cabelo”, disse Gabriel.
 
Gabriel estava curioso para conhecer o irmão “que já tem três gavetas do armário cheias de roupa”. Para o encontro, vestiu a camisa da seleção brasileira, que acabara de ganhar do pai. A primeira foto dos pais com os dois filhos foi tirada na UTI mesmo.
 
A psicóloga Tathiane Paulin, do hospital geral de Carapicuíba (SP), explica que a visita dos irmãos na UTI neonatal é importante para a família inteira. Normalmente, os hospitais evitam que crianças pequenas participem das visitas por serem consideradas ‘muito virulentas’. “Vemos aqui que com determinados cuidados a visita é muito positiva. A criança passa a entender por que o irmão não foi para casa, por que a mãe fica o dia inteiro no hospital. Além disso, cria um laço com o irmão que é importante e para a vida inteira”, disse.
 
Tathiane conta que a consequência imediata da visita é a diminuição de ansiedade das mães. “Elas sabem que o filho mais velho sente falta delas em casa e choram muito por conta disto. Depois elas ficam mais calmas, pois sabem que o filho entendeu o que está acontecendo. Que ela está longe dele porque o irmãozinho precisa de cuidados”, diz.
 
Alessandra da Silva, de 30 anos, estava morrendo de saudades da filha Geovana, de 10 anos. Por conta do parto de risco e da permanência da caçula na UTI - a garotinha nasceu com uma cardiopatia -, ela ficou um mês sem ver a primogênita. "Ela também sentiu a minha falta. Disse assim: ‘mãe, vem embora. Não vou mais brigar com você, não’”, ri Alessandra.
 
Lorena, hoje com três meses, continua na UTI. Mas agora Geovana a visita todas as semanas. Assim que chega, põe luva de borracha e faz carinho no bracinho da irmã, que fica dentro da incubadora. Quando Lorena chora, ela faz “Shiiih, Shiiih. Passou, neném”. Por enquanto, as visitas continuarão espaçadas. Lorena, atualmente com 1,8 kg, fez uma cirurgia recente. Precisa se recuperar e ganhar peso antes de ir para casa.
 
Colo de irmão
As visitas dos irmãos acontecem duas vezes por semana: segunda-feira no período da manhã e quarta depois do almoço. Assim, dá para contemplar tanto as crianças que estudam no turno da tarde, quanto às do turno da manhã. Os próprios pais agendam a vinda dos filhos.
 
Tathiane acompanha as visitas desde que elas começaram no Hospital Geral de Carapicuíba, em dezembro de 2010. Antes de conhecerem os irmãos, as crianças conversam com ela, falam sobre o que está acontecem com a família e o que esperam do encontro. Muitas chegam até a fazer desenhos para os pequenos.
 
“A rivalidade fraterna é normal, embora seja pouco expressada. O importante é que a criança participe do processo da chegada deste novo irmão. Até porque muitas vezes elas não entendem a mãe sair de casa com barriga e voltar sem a barriga e sem o irmão que permaneceu no hospital”, diz Tathiane.
 
Ela conta que uma vez um menino de cinco anos lhe contou que não estava gostando de ter um irmão. “Tô achando um saco. Meus pais vêm pra cá e eu fico na casa da minha avó”. No dia da visita, o menino chegou todo arrumado, com gel no cabelo e jaqueta jeans. “Enquanto subíamos no elevador para UTI ele me disse : ‘quero ver se esse moleque é tão bonito quanto eu”
 
“O legal desta história é que o menino estava odiando o fato de ter um irmão. Mas quando viu o bebê pequenininho e todo entubado, a coisa mudou. A primeira coisa que ele disse foi que o irmão estava sofrendo. Ele notou que aquele irmão precisava de ajuda. O vínculo entre os irmãos estava formado”, disse Tathiana.
 
Presente de aniversário
João Pedro Silva, de 10 anos, sempre quis um irmão. Mas quando Luis Octávio, hoje com três anos, nasceu, foi direto para a UTI. "Os médicos deram sete dias de vida para ele. Só que ele foi crescendo e melhorando. Meu filho nasceu com desconforto respiratório, cardiopatia e síndrome de George. Ficou 70 dias na UTI, sendo 49 entubado”, lembra Fabiana Silva, 34 anos.
 
Fabiana conta que o medo de que Luis morresse era constante. João, que sonhou tanto em brincar com o irmão, pediu para os médicos que ele pudesse segurar o irmão nos braços. O bebê estava cheio de tubos e foi preciso que uma enfermeira ajudasse. “Ah, eu queria pegar o meu irmão nos braços. Então no dia do meu aniversário me deram de presente”, diz João.
 
Continuam inseparáveis. João adora cuidar do irmão, brinca de videogame com ele e, há quatro meses, os dois ganharam companhia: Mariana, a nova caçula da família.

iG

Brasil proíbe fumar em locais fechados e aumenta alerta nos maços

Novas regras extinguem os fumódromos e veta toda e qualquer propaganda comercial. No Brasil, 200 mil pessoas morrem por ano em consequência do uso de tabaco
 
No Dia Mundial Sem Tabaco comemorado ontem  (31), o Ministério da Saúde anunciou a regulamentação da Lei Antifumo por meio de decreto da presidente Dilma Rousseff, que estabelece ambientes fechados de uso coletivo 100% livres de tabaco. O objetivo é proteger a população do fumo passivo e contribuir para diminuição do tabagismo entre os brasileiros. A norma entrará em vigor 180 dias após a publicação do decreto no Diário Oficial da União, previsto para próxima segunda-feira (2).
 
A partir de agora, está proibido o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em locais como hall e corredores de condomínio, restaurantes e clubes, mesmo que o ambiente esteja só parcialmente fechado por uma parede, divisória, teto ou toldo. Os narguilés também estão vetados.
 
A norma também extingue os fumódromos e acaba com a possibilidade de propaganda comercial de cigarros até mesmo nos pontos de venda, permitindo somente a exposição dos produtos, acompanhada por mensagens sobre os malefícios provocados pelo fumo. A legislação anterior permitia as propagandas no display.
 
iG Arte
Outra obrigatoriedade da lei é o aumento dos espaços para os
avisos sobre os danos causados pelo tabaco
“A regulamentação da lei é um grande avanço para o Brasil. É fundamental para que o país possa continuar enfrentando o tabagismo como um grave problema de saúde pública e um desafio para que toda a sociedade possa viver de forma mais saudável. A regulamentação é um compromisso com a saúde do povo brasileiro”, afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.
 
Chioro também lembrou que o Brasil, desde a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), vem progressivamente avançando na regulamentação do fumo.

“Estamos desenvolvendo um conjunto de medidas que buscam a diminuição do impacto do tabaco na vida das pessoas com a associação de três medidas. A primeira delas é o aumento do preço a partir a edição de lei em 2011, que já é um consenso internacional, a proibição da propaganda e o impedimento do fumo em locais coletivos fechados.”
 
Outra obrigatoriedade prevista é o aumento dos espaços para os avisos sobre os danos causados pelo tabaco, que deverão aparecer em 100% da face posterior das embalagens e de uma de suas laterais.

A partir de 2016, deverá ser incluído ainda texto de advertência adicional em 30% da parte frontal dos maços dos cigarros.
 
No caso de bares e restaurantes, em mesas na calçada, o cigarro será permitido, desde que a área seja aberta e haja algum tipo de barreira, como janelas fechadas ou parede, que impeça a fumaça de entrar no estabelecimento.
 
Os fumantes não serão alvo de fiscalização. São os estabelecimentos comerciais os responsáveis por garantir o ambiente livre do tabaco. Eles precisam orientar seus clientes sobre a lei e pedir para que não fumem, podendo chamar a polícia quando o cliente se recusar a apagar o cigarro.
 
Em casos de desrespeito à lei, o estabelecimento pode receber advertência, multa, ser interditado e ter a autorização cancelada para funcionamento, com o alvará de licenciamento suspenso. As multas variam de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão, dependendo da natureza da infração, que pode ser leve, grave ou gravíssima, ou de reincidências. As vigilâncias sanitárias dos Estados e municípios ficarão encarregadas de fiscalizar o cumprimento da lei.
 
iG