Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Cientistas desvendam como cérebro identifica sabores

Equipe de pesquisadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, é responsável pelo estudo
 
Diversos cientistas há anos procuram entender como o cérebro recebe e processa o sabor dos alimentos. Agora, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, diz ter começado a responder a questão - e levanta a possibilidade de que sua descoberta ajude a reverter a perda de paladar em idosos.
 
Os pesquisadores, que publicaram um artigo na revista científica Nature sobre o tema, dizem que o cérebro tem neurônios especializados para cada uma das cinco categorias do gosto - salgado, amargo, ácido, doce e o chamado umami (gosto associado aos glutamatos, presente, por exemplo, em carnes e legumes).
 
Sensores de sabor distintos espalhados sobre a língua teriam parceiros correspondentes no cérebro e enviariam mensagens para eles quando comemos.
 
A ideia de que só sentimos o gosto doce na ponta da língua seria falsa. De acordo com os pesquisadores, cada uma das cerca de 8 mil papilas gustativas espalhadas pela língua seria capaz de sentir todas essas cinco categorias de sabores.
 
A especialização, na realidade, ocorreria dentro das papilas, onde haveria cinco tipos de células diferentes capazes de detectar os cinco sabores.
 
A mensagem seria, em seguida, enviada para o cérebro, embora ainda não esteja claro de que forma essas informações são processadas após serem coletadas pelos neurônios.
 
Benefício a idosos
A nova teoria foi desenvolvida a partir de experiências com ratos. A equipe da Universidade de Columbia preparou os cérebros dos animais para que seus neurônios ligados ao processamento do sabor dos alimentos ficassem fluorescentes ao serem ativados. Os animais foram, então, alimentados com produtos químicos de gostos diferentes.
 
Ao monitorarem as reações dos seus cérebros, os pesquisadores concluíram haver uma ligação forte entre as células da língua e os neurônios cerebrais.
 
"As células estavam bastante sintonizadas com as categorias gustativas. E tivemos um encaixe perfeito entre a natureza das células ativadas na língua e as suas correspondentes (no cérebro)", disse à BBC Charles Zuker, professor da Universidade de Columbia.
 
Como tal descoberta poderia ajudar idosos com perda de paladar? Segundo Zuker, tal perda ocorreria por problemas nas células gustativas. Na língua, há células-tronco que produzem novas células gustativas a cada quinze dias. Mas esse processo perde força com a idade.
 
"Alguns idosos não sentem mais prazer em comer e isso é devastador para eles", diz o professor.
 
"Mas ao desvendarmos como o sabor é processado pelo cérebro, podemos imaginar formas de melhorar essa função."
 
Segundo Zuker, uma das alternativas para se tentar amenizar o problema seria aumentar a sensibilidade das células da língua, para que elas enviem sinais mais fortes para o cérebro ao serem acionadas.

BBC Brasil / iG

Tendência do Feto 3D é tema de livro finalista do Prêmio Jabuti

A Cidade Maravilhosa é o berço do Feto 3D
 
Desenvolvido pelo médico Heron Werner, ginecologista, obstetra e especialista em medicina fetal do Alta Excelência Diagnóstica, em parceria com o Instituto Nacional de Tecnologia e da Pontifícia universidade Católica (PUC-Rio), a inovação beneficia especialmente casais deficientes visuais, pela possibilidade de acompanharem o pré-natal do filho, por meio do toque em peças de design que reproduzem o tamanho real do bebê.
 
O tema rendeu a publicação Tecnologia 3D: desvendando o passado e modelando o futuro, na qual o dr. Heron é um dos autores, finalista do Prêmio Jabuti, na categoria Ciências Exatas, Tecnologia e Informática. A produção dos modelos tridimensionais se baseia na fusão de imagens em terceira dimensão do feto coletadas com base em exames de ultrassonografia e ressonância magnética. A impressão é feita por meio de uma impressora 3D que gera moldes de resina, gesso ou até ouro, para os amantes de peças de design mais sofisticadas, que viram objetos de decoração ou pingentes.
 
Segundo Heron Werner, o método de impressão era somente utilizado para pesquisas médicas, mas agora está disponível para o público final. “A tecnologia é bastante útil para gestantes com deficiência visual que não conseguem acompanhar em sua totalidade os exames tradicionais de gravidez, além de auxiliar na análise de casos de malformação. Entretanto, todas as gestantes podem eternizar esse momento tendo uma peça de design de tanto valor afetivo”, explica o médico, que finaliza dizendo que os exames podem ser realizados durante a gestação, sendo ideal entre a 24ª e 28ª semanas, quando ainda há espaço razoável para a movimentação do bebê dentro do útero materno.
 
O casal paulistano Ana Paula Silveira, 33 anos, e Álvaro Zermiani, 25, ambos deficientes visuais foi um dos que já se beneficiaram dessa tecnologia. Foi a oportunidade de acompanhar todas as etapas do pré-natal e ter a sensação de conhecer o rosto do bebê antes do nascimento que os trouxeram ao Rio: “ele parece com meu marido!”, exclamou Ana Paula assim que tocou o molde. “A emoção é muito grande; é como seu eu pudesse enxergar ao tatear a peça e perceber as feições do nosso bebê”, afirma Álvaro.
 
Juliana Xavier
Assessoria de Imprensa
juliana@saudeempauta.com.br

sábado, 15 de novembro de 2014

Os absurdos que os médicos têm que ouvir todos os dias

O site “The Meta Picture” compartilhou várias atualizações e mensagens da rede social Facebook na qual médicos contam histórias engraçadas sobre seus pacientes
 
De fato, a área da saúde é cheia de contos bizarros. Má informação, confusões e crenças infundadas são apenas parte dos problemas com os quais médicos têm que lidar todos os dias.
 
As mensagens abaixo podem ou não ser reais (não há como verificá-las), mas certamente são divertidas, não?
 
“Depois de olhar para o prontuário do paciente e ver que ela tinha diabetes:
Eu: Você possui alguma condição médica?
Paciente: Não
Eu: Você tem certeza, nunca te disseram que você tinha alguma doença?
Paciente: Nunca
Eu: Que medicações você toma?
Paciente: Insulina…para minha diabetes”
 
“Eu prescrevi a um paciente um inalador para sua alergia a gatos. Ele voltou uma semana depois dizendo que não estava melhor. Acontece que ele estava pulverizando o inalador em seu gato”
 
“Uma mulher de meia-idade na sala de operação uma vez nos disse no último minuto (enquanto estava sendo levada para a mesa cirúrgica) que era alérgica a látex. Todo mundo entrou em pânico, porque muita coisa na sala de operação é de látex, então a levamos para uma sala sem látex e fizemos a operação lá. Quando ela estava na sala de recuperação acordada, perguntei que reação ela tinha a látex. ‘Eu apenas não gosto do som das luvas de látex, querida’. Apenas me virei e fui embora”
 
“’Não beba nem coma nada depois da meia-noite’, [eu disse ao pai] antes da cirurgia de sua filha de 3 anos (amigdalas e adenoides). Enquanto intubávamos a garota na manhã seguinte, ela vomitou ovos mexidos, o que fez com que aspirasse a comida em seus pulmões. Seu coração parou, eu fiz compressões no peito dela por 25 minutos. Conseguimos ressuscitá-la, abortamos a cirurgia, e a transferimos para a UTI pediátrica em um respirador. A resposta do seu pai: ‘Ela disse que estava com fome. Eu achei que você estava sendo duro demais com ela. Deve ter sido algo que você fez pra ela’. o_O”
 
“Minha experiência com pacientes favorita foi quando prescrevemos adesivos de estrogênio a uma e dissemos para ela colocar um adesivo a cada dois dias. Na próxima consulta, ela disse que não estava gostando porque ‘estava ficando sem espaço’. Eu não pensei em esclarecer para ela que ela deveria colocar um novo adesivo e remover o antigo a cada dia. Muito divertido. Ela estava de fato coberta em adesivos”
 
“’Não, minha noiva e eu não queremos que nossa filha tome nenhuma vacina, vitamina K, pomada antibiótica para o olho, ou faça teste do pezinho. É tudo veneno. Furá-la com uma agulha é pior do que qualquer ‘resfriado’ que ela tenha sem o veneno’.

Ele então levou sua noiva e filha recém-nascida para a casa em seu carro que absolutamente fedia a maconha e cigarro.” 
 
“Tinha uma senhora com diabetes e seu pé estava necrótico. O médico disse que ela tinha que amputá-lo e ela respondeu, ‘Não, Jesus vai curá-lo para mim’ (ou algo do tipo). O médico olhou para ela e disse, ‘Senhora, há vermes comendo seu pé. Jesus quer que você o ampute.’”

TheMetaPicture / Hypescience

Muitos médicos se enganam quando o assunto é alergia

Um novo estudo sugere que muitos médicos de cuidados primários podem não estão atualizados a respeito das causas e tratamento das alergias
 
Em uma pesquisa com mais de 400 internistas e pediatras dos Estados Unidos, cientistas descobriram que equívocos sobre alergias eram bastante comuns, especialmente quando se tratava de alergias alimentares,
 
Por exemplo, um terço de todos os médicos, metade deles internistas, não sabia qual o tratamento de emergência para uma pessoa com urticária e vômitos depois de comer um alimento alérgeno conhecido – que é, no caso, uma injeção de epinefrina.
 
Havia também falsas crenças sobre algumas das causas e consequências de alergias. A maioria dos internistas – 85% – acreditavam que pessoas com alergia à ovo não podiam receber a vacina contra a gripe. Apenas 27% dos pediatras sabiam que leite e ovos são as causas mais comuns de alergias alimentares em crianças menores de quatro anos.
 
Em vez disso, os pediatras citaram mais frequentemente morangos, que nem sequer fazem parte da lista dos oito alérgenos alimentares mais comuns. “É preocupante que muitos pediatras não estejam atentos aos alérgenos alimentares mais comuns”, disse Neeta Ogden, um porta-voz da Faculdade Americana de Alergia, Asma e Imunologia (FAAAI) que não estava envolvido no estudo.

Leia também:

As alergias mais estranhas do mundo

Você é alérgico a que? De coceira a morte instantânea, veja tipos e sintomas

Como descobrir quais alimentos estão te fazendo mal?

Frutos do mar estão entre os alimentos que mais causam alergia

Especialistas advertem sobre os riscos dos corantes de alimentos e remédios

Como atenuar crises de alergia

A maioria dos médicos também acreditava que era necessário perguntar aos pacientes sobre alergias a moluscos ou iodo antes que eles pudessem fazer uma tomografia computadorizada ou outros testes que usam corantes de contraste com iodo. Isso porque frutos do mar contêm iodo e alguns médicos pensam erroneamente que as pessoas com alergias a frutos do mar correm risco de reações ao contrastante. Pessoas com alergias a marisco não têm um risco maior de reação alérgica aos contrastantes do que a população em geral, de acordo com as orientações práticas sobre alergias a medicamentos da FAAAI.

“O que eu gosto sobre este estudo é que ele aponta para alguns equívocos que seriam muito simples de mudar”, conta Ogden.

As pessoas com alergias devem se preocupar que o seu médico de cuidados primários não possa gerenciar a sua condição? Para Stukus, não é necessário que todos aqueles com alergias nasais corram para um especialista, contudo, se você ou o seu filho tem uma condição mais complicada, como uma alergia alimentar – ou se os seus sintomas alérgicos não são bem controlados – talvez seja o caso de buscar cuidados especializados.

WebMD / Hypescience

Mulher é a única no mundo com uma doença bizarra que faz crescer unha ao invés de pelo por todo o seu corpo

Foto: Shayesom
Imagine ser a única pessoa do mundo a sofrer de uma doença bizarra e debilitante. Esse é o fardo que Shanyna Isom, 32 anos, tem que carregar
 
Desde 2009, ela tem sido vítima de uma misteriosa condição que faz com que unhas cresçam dos seus folículos pilosos por todo o corpo.
 
A doença é tão inconcebivelmente estranha que, mesmo após cinco anos, os médicos ainda não têm ideia do que está errado com ela.

 Shanyna, quando ainda era estudante de direito na Universidade de Memphis, em Tennessee, EUA, sofreu um grave ataque de asma. Ela foi parar na emergência, onde recebeu uma grande dose de esteroides. Logo depois, desenvolveu uma reação alérgica aos esteroides, e sua pele começou a coçar incontrolavelmente.
 
Apesar de ter feito tratamento, a condição só piorou. “Não sabíamos o que era. Crostas negras estavam saindo de sua pele, que começou a ficar dura”, conta a mãe de Shanyna, Kathy Gary.
 
Conforme o estado de saúde de Shanyna decaiu, começou a afetar seus ossos e sua visão. Ela não podia andar sem a ajuda de uma bengala, e perdia de 4 a 6 quilos por semana.
 
Uma série de testes foram realizados, incluindo uma biópsia de medula óssea, mas todos foram inconclusivos. Seu médico em Memphis desistiu completamente de encontrar uma cura.
 
A família não quis chutar os baldes, entretanto. Depois de muita procura e insistência, Shanyna foi aceita para tratamento na Universidade Johns Hopkins, em Baltimore (EUA), em 2011.

O começo de uma explicação
Os médicos de lá realizaram mais testes e finalmente descobriam que Shanyna estava produzindo 12 vezes o número de células da pele em cada folículo piloso. Em vez de crescer pelo, os folículos estavam na verdade produzindo unhas humanas.
 
Eles suspeitaram que isso poderia ser a causa de uma deficiência de vitamina, ou então por que sua pele não estava recebendo oxigênio suficiente.
 
O novo plano de tratamento na Universidade Johns Hopkins ajudou a melhorar a condição da mulher, mas não o suficiente para curá-la.
 
Através de um cuidado intensivo, os médicos conseguiram remover os tumores espinhosos dos folículos na sua cabeça, suas pernas não estão mais cobertas de crostas pretas, e seu rosto está melhor, embora pareça que ela tem uma queimadura solar muito ruim.
 
Dificuldades intermináveis
Infelizmente, o tratamento é muito caro e Shanyna já acumulou uma dívida de US$ 1 milhão (cerca de R$ 2,56 mi). Seu plano de saúde não cobre todas as suas despesas e sua mãe perdeu o emprego como recepcionista médica porque precisa cuidar de Shanyna em tempo integral.
 
“É quase como se fosse um pesadelo do qual não dá para acordar”, disse Shanyna. “Nós temos que depender dos familiares, amigos e diferentes apoiadores”.
 
Para ajudar a aliviar seu sofrimento, Shanyna criou a Fundação SAI (em homenagem a suas iniciais) para ajudar as pessoas que também possuem doenças misteriosas. A fundação aceita doações através de vários bancos. Muitos já contribuíram para a causa, mas o dinheiro some rápido em face de todos os tratamentos que ela tem que fazer.
 
Apesar de tudo, Shanyna e sua família continuam esperançosos por um futuro melhor. “Sabemos que Deus é um curandeiro e vai ajudá-la a superar isso”, disse a avó da paciente, Carrie Isom.
 



OddityCentral / Hypescience