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segunda-feira, 16 de março de 2015

Por que rituais causados pelo transtorno obsessivo compulsivo não podem ser ignorados

Por que rituais causados pelo transtorno obsessivo compulsivo não podem ser ignorados Lisa Haney/NYTNS
Foto: Lisa Haney / NYTNS
As pessoas com TOC sabem que suas ações e pensamentos não são realistas, mas não conseguem evitar esse comportamento
 
No filme Melhor É Impossível, de 1997, Jack Nicholson interpreta Melvin Udall, um homem de meia-idade com transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) que evita pisar nas rachaduras das calçadas, tranca as portas, mexe nos interruptores exatamente cinco vezes e lava as mãos repetidamente, sempre jogando fora o sabonete depois.
 
O filme é uma comédia romântica, mas, na vida real, não há nada para rir a respeito do problema que acomete o personagem - afinal, o TOC é incapacitante, tanto social e emocional quanto vocacionalmente.
 
Pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos ocorrem na vida de todo mundo de vez em quando. Ter padrões estranhos, como organizar temperos em ordem alfabética ou mesmo manter um guarda-roupa estourando de peças e não conseguir se desfazer delas, é comum. Entretanto, esses hábitos são bem diferentes daqueles que caracterizam o TOC: pensamentos ou medos perturbadores que levam a pessoa a seguir um comportamento ritualístico e irracional para aliviar a ansiedade.
 
Um medo excessivo de germes, por exemplo, pode levar à lavagem repetitiva das mãos ou à recusa de tocar em maçanetas ou objetos manipulados por outras pessoas. Mas, os rituais não precisam necessariamente ter relação com as ansiedades que os desencadeiam, como abrir e fechar portas um número exato de vezes ou contar até um determinado número antes de fazer uma atividade.
 
Causas ainda são pouco conhecidas
As pessoas com TOC sabem que suas ações e pensamentos não são realistas, mas não conseguem evitar esse comportamento. Manter rituais compulsivos não lhes dá prazer, apenas alívio temporário à ansiedade, resultando na necessidade de repeti-los o tempo todo. Isso pode consumir um tempo enorme, tornando a vida normal quase impossível.
 
Em um artigo recente no New England Journal of Medicine, o psiquiatra da Universidade de Chicago Jon E. Grant descreveu um rapaz de 19 anos que “lava as mãos cem vezes por dia, não toca nada que foi tocado por outra pessoa sem antes esfregar bem o objeto, e o medo dos germes o deixou isolado em seu quarto, impossibilitado de comer e com vontade de morrer”. Em apenas dois anos, o transtorno “já tinha se tornado completamente incapacitante”, segundo o pai do jovem.
 
Geralmente, o TOC é um transtorno hereditário, mas a gravidade varia muito dentro da mesma família.
 
Embora ainda não se saiba muito a respeito das causas, Grant afirma que elas devem estar relacionadas a anormalidades em diversas estruturas e funções cerebrais, incluindo déficit de habilidades cognitivas.
 
Sem o cuidado adequado, dificilmente o problema se soluciona sozinho. Quanto mais cedo for diagnosticado e tratado, melhores os resultados
 
- Apenas 30% dos pacientes de TOC recebem medicação apropriada e menos de 10%, psicoterapia baseada em evidências - afirma Grant.
 
O tratamento geralmente é dificultado pelo diagnóstico errado de depressão ou ansiedade, já que os sintomas de ambos podem acompanhar o TOC.
 
Como identificar:
Em um artigo também publicado no New England Journal of Medicine, o psiquiatra do Massachusetts General Hospital Michael A. Jenike sugeriu três perguntas que podem identificar os pacientes com TOC.
 
1) Você tem pensamentos repetitivos que o deixam ansioso e dos quais não consegue se livrar, por mais que tente?
 
2) Você mantém as coisas extremamente limpas e lava as mãos com frequência?

3) Você verifica as coisas em excesso?
 
Tratamento
— De forma adequada, o tratamento permite que de 60% a 85% dos pacientes tenham uma melhora significativa e permaneçam bem durante anos, mesmo que sejam necessárias sessões de reforço.
 
— As técnicas de terapia cognitivo-comportamental se mostram especialmente eficazes. O método preferido, chamado terapia de exposição e prevenção de resposta, é realizado uma ou duas vezes por semana com até 30 horas no total.
 
— O paciente é exposto a estímulos que geram ansiedade, a partir dos menos provocativos, e aprende a evitar as reações mais comuns até que o fator mais temido gere uma resposta mínima ou inexistente.
 
— Outra solução, a chamada terapia cognitiva, ajuda os pacientes a identificarem pensamentos irreais automáticos e mudar sua forma de interpretação.
 
— Por exemplo, alguém com medo de germes pode ter de tocar objetos sujos sem lavar as mãos e manter um registro de quantas vezes ficou doente depois de fazer isso - até que fique claro que não são os objetos que o fazem adoecer.
 
— Remédios como antidepressivos também são úteis, embora a terapia cognitivo-comportamental continue sendo o tratamento preferido.
 
Zero Hora / The New York Times

Ouvir música erudita pode ajudar na memória e evitar Parkinson

Além disso, escutar canções do gênero tem relação com baixos níveis de neurodegeneração, disseram os pesquisadores
 
Um estudo da Universidade de Helsinki, na Finlândia, apontou que ouvir música erudita aumenta a atividade de genes envolvidos na produção de dopamina — substância que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas —, aprendizagem e memória. Além disso, escutar canções do gênero tem relação com baixos níveis de neurodegeneração, disseram os pesquisadores.
 
Em alguns casos, foram identificados baixos níveis de genes associadas à neurodegeneração.
 
— Mas esse efeito foi detectado apenas nos participantes musicalmente experientes. Isso sugere a importância da familiaridade com esse tipo de música — observou um dos pesquisadores.
 
Zero Hora

Entidade anula patente de medicamento contra o câncer

A PróGenéricos (que representa as indústrias de medicamentos genéricos) conseguiu anular no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual) a patente do medicamento bevacizumabe, usado no tratamento de alguns tipos de cânceres
 
É a primeira vez que a entidade ingressa com uma ação de reversão de patente no órgão.
 
O fármaco movimentou R$ 369,4 milhões no Brasil em 2014. Cada dose custa cerca de R$ 10 mil e é encontrada somente em hospitais particulares ou na rede pública por meio de ações judiciais.
 
“A anulação vai reduzir o custo do medicamento em pelo menos 25% e dar celeridade às PDPs [parcerias de desenvolvimento produtivo] com o governo para produzir o remédio no país e distribuir no SUS”, diz Telma Salles, presidente da PróGenéricos.
 
Ações no INPI costumam ser mais demoradas que as judiciais, porém, mais eficazes, segundo Pedro Barbosa, coordenador da pós-graduação em propriedade intelectual na PUC-Rio.
 
“Quando a patente é indeferida no órgão e a farmacêutica recorre à Justiça, ela perde em 60% dos casos.”
 
Folha de São Paulo

Cosméticos podem causar menopausa precoce

A menopausa é uma preocupação de todas as mulheres maduras, hoje em dia

Pesquisas recentes realizadas pela Universidade de Washington, em St. Louis, vêm analisando a manifestação da menopausa precoce em mulheres e os estudos indicaram que cosméticos com certos tipos de química podem estar acelerando a menopausa.

Os vilões são os ftalatos, compostos presentes em sprays de cabelo, cosméticos, embalagens plásticas e até produtos para o lar.

Além de interferir no período fértil da mulher, o ftalatos também são prejudiciais aos ovários, ao sistema reprodutor como um todo e são causa de infartos, derrames e problemas ósseos; a substância também aumenta a propensão à obesidade, diabetes e câncer.

As pesquisas foram realizadas com diversas mulheres e aquelas com maiores níveis dessa substância no corpo tiveram fertilidade reduzida, antecipando em até 2,3 anos a menopausa.

Os ftalatos são inevitáveis na vida atual, ao menos até agora, enquanto não se descobre uma maneira de tirar esse composto da rotina diária, o jeito é optar por produtos muito naturais, especialmente cosméticos e alimentos, que estarão em contato direto com nosso corpo.
 
Saúde-Mulher

Ter um propósito na vida protege o coração, afirma estudo

Pesquisa sugere que ter foco em um objetivo de vida pode reduzir o risco de doenças do coração e acidente vascular
 
Ter um alto senso de propósito na vida pode reduzir o risco de morte, de doença cardíaca e de acidente vascular cerebral, de acordo com um novo estudo conduzido por pesquisadores do Mount Sinai St. Luke e do Mount Sinai Roosevelt, nos Estados Unidos. 
 
A análise define como “propósito de vida” um senso de significado e direção, que trazem uma sensação de que a vida vale a pena ser vivida.
 
Outras pesquisas já fizeram a ligação entre ter um propósito de vida com bem-estar e saúde psicológica, mas o novo estudo mostrou uma redução de 23% de morte por todas as causas e 19% menos risco de ataque cardíaco, acidente vascular e necessidade de cirurgia de revascularização do miocárdio ou procedimento de implante de stent cardíaco.
 
Salvar vidas
"Desenvolver e aperfeiçoar seu senso de propósito poderia proteger a saúde do coração e potencialmente salvar sua vida", diz o principal autor do estudo Randy Cohen, cardiologista preventivo no Monte Sinai St. Luke e Mount Sinai Roosevelt, em comunicado.
 
“Como parte da nossa saúde em geral, cada um de nós deve se perguntar: 'eu tenho um senso de propósito em minha vida?’. Se a resposta for negativa, você precisa trabalhar em direção à meta importante de obtenção de um objetivo para seu bem-estar geral”, afirma.
 
Os pesquisadores revisaram 10 estudos relevantes com os dados de mais de 137 mil pessoas para analisar o impacto do senso de propósito sobre as taxas de mortalidade e risco de eventos cardiovasculares. 
 
Alan Rozanski, coautor do estudo e diretor de programas de bem-estar no Mount Sinai Heart, explicou as implicações futuras da pesquisa: "Com base em nossos resultados, a pesquisa futura deve agora avaliar a importância de propósito de vida como determinante da saúde e do bem-estar e avaliar o impacto de estratégias destinadas a melhorar o senso de propósito de vida dos indivíduos".
 
iG