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segunda-feira, 16 de março de 2015

Dor pode ser um alerta do organismo

As dores de cabeça, costas e musculares são as mais recorrentes entre a população brasileira

Todos os brasileiros já sentiram pelo menos uma vez na vida algum tipo de dor. Há aqueles que convivem com a dor diariamente, os que a sentem mensalmente e aqueles que são submetidos à dor quando expostos a um fator externo.
 
Muitas pessoas acreditam que sentir dor seja algo normal e convivem com ela por muito tempo, tendo sua qualidade de vida prejudicada. É importante lembrar que a dor é um sinal de que algo no organismo não vai bem, sendo assim, é essencial ser investigada.
 
“Dor é uma sensação desagradável, que se associa a uma emoção ruim, aliada a uma imagem simbólica de algo indesejável. São três dimensões”, explica o professor titular da disciplina de Neurocirurgia do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), Dr. Manoel Jacobsen. Ainda assim, a dor é necessária. “Sem dor, o indivíduo não conseguiria sobreviver. A dor serve como um alerta”.
 
O diretor científico da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), Dr. Alexandre Annes, compartilha da mesma opinião, segundo ele, nem sempre a dor é uma inimiga. Sentir e perceber a sensação dolorosa é algo normal e necessário. “Precisamos ter esse tipo de sensação, para percebermos quando algo está ‘fora do equilíbrio’ em nosso corpo e procurarmos algum auxílio. Nessa situação, a dor tem uma função de alertar.”
 
Devem-se levar em consideração diversos aspectos do indivíduo para entender a sua dor. De forma mais didática, dentro de uma visão fisiopatológica, ela pode ser classificada em: inflamatória (relacionada a um quadro de inflamação), neuropática (associada a uma alteração no nervo) ou a disfuncional (refere-se a uma doença em que o paciente sente dor sem que apresente alguma lesão tecidual aparente, denotando um problema no funcionamento cerebral).

Diferenças entre fármacos
Ibuprofeno: utilizado para alívio das dores leves a moderadas. Sua ação se inicia de 10 a 30 minutos após a administração e possui duração de seis a oito horas.
 
Ácido acetilsalicílico: proporciona o alívio sintomático de dores de intensidade leve à moderada, e de febre nos resfriados e gripe. Sua ação inicia-se 20 minutos após ser ingerido e tem duração de seis horas. Devido às complicações gastrointestinais frequentes, sua utilização tem sido cada vez menor. É contraindicado em caso de suspeita de dengue ou em uso de outros anticoagulantes, já que ele inibe a agregação plaquetária e pode levar à hemorragia. Interfere diretamente na mucosa gástrica, impedindo a produção da prostaglandina, que protege a mucosa do tubo digestivo.
 
Dipirona sódica: tem ação analgésica para alívio de dores leves a moderadas sendo também indicada para febres. A ação analgésica dura em média seis a oito horas e tem início após 20 a 30 minutos da administração do medicamento.
 
Paracetamol: promove o alívio de dores leves a moderadas, mas não possui ação anti-inflamatória significativa. O analgésico tem duração de seis a oito horas. Os pacientes que utilizam de forma exagerada álcool ou que sejam portadores de doenças hepáticas agudas ou crônicas devem ter cautela em sua utilização. Além disso, é comum esse princípio ativo estar presente na fórmula de outros medicamentos, como antigripais, por exemplo.
 
Fonte: reumatologista membro da comissão de dor e reumatologia de parte moles da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), Dr. Roberto Heymann
 
A dor em números
Em uma pesquisa realizada pela Mundipharma com 801 pessoas em 11 capitais das cinco regiões brasileiras, descobriu-se que a maior queixa do brasileiro é em relação às dores de cabeça, que afligem pouco mais de 80% dos entrevistados. Na sequência, as dores nas costas e em membros inferiores foram cotadas por quase 50% dos participantes e, logo em seguida, com 40%, aparecem as dores musculares.
 
Condição social e a prática de atividade física também parecem ser fatores importantes. Apenas 20% das pessoas ativas declararam estar sentindo dor, enquanto 31% dos membros da classe D/E se queixaram de alguma dor.
 
Entre os entrevistados, 11% têm dores contínuas, sem que seja possível citar uma causa específica. Mais uma vez, as mulheres largaram na frente. Cerca de 13% delas afirmam sofrerem com dores crônicas, contra 9% dos homens.
 
Apesar delas sentirem mais dores, são eles que reclamam mais que a rotina diária é atrapalhada quando o corpo manifesta algum sinal desconfortável – 80% de homens contra 75% de mulheres. Entre as áreas mais prejudicadas, estão o humor e a disposição, o desempenho e a disposição para o lazer. Muitas vezes, a dor é tamanha que 60% dos entrevistados afirmam que já deixaram de participar de alguma atividade social ou no trabalho.
 
Dor mensal
A dor também foi tema de um estudo encomendado pelo laboratório Sanofi ao Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), mas, desta vez, com foco no sexo feminino. Para isso, foram entrevistadas mil mulheres de 16 a 40 anos, moradoras das cinco regiões brasileiras. De acordo com os dados obtidos, a cólica menstrual é a principal causa de dor entre as mulheres (76%), seguida de perto pela dor de cabeça (75%).

Dor crônica X dor aguda
O que muitos pacientes com dores não sabem é que existem diferentes tipos de dor. A dor aguda é recente e serve como sinal de alerta e se torna muito importante para o quasro clínico. Já a dor crônica é aquela que persiste por mais de seis meses; a aguda pode ser controlada e a crônica ainda é um desafio, já que o tratamento é totalmente diferente; ela é física e emocional e afeta por volta de 20% a 30% da população brasileira.

Em relação às cólicas, 66% das entrevistas afirmam sentir dores todos os meses, sendo que 15% sentem dores extremamente fortes e 46%, fortes. O quadro, frequentemente, é acompanhado por outros incômodos, como dores de cabeça, dores nas costas e no corpo em geral. Quando se fala especificamente da dor de cabeça, 32% das mulheres afirmam sentir mais de uma vez por semana e 24%, pelo menos uma vez por semana. A intensidade da dor é forte para 40% das entrevistadas.
 
A convivência com a dor é tão próxima que, para 23% das mulheres, ela é um incômodo que faz parte do universo feminino e que se deve aprender a conviver com a mesma. Mais de 40% delas esperam a dor atingir um nível insuportável para tomar um medicamento. Outras esperam sentir a dor por cerca de meia-hora, mesmo que em intensidade moderada ou baixa, para se medicarem. Uma vez medicadas, o efeito mais desejado pelas brasileiras (86%) é o alívio imediato.
 
Como tratar?
Tão importante quanto o diagnóstico correto é lançar mão dos recursos apropriados para controlar a dor. Toda dor tem tratamento e pode ser atenuada, mas nem todas as dores são curáveis. O importante é que o paciente seja assistido por um profissional que contemple um programa multidisciplinar que se adapte da maneira mais eficiente possível para o seu caso e lhe permita mais qualidade de vida.
 
O que todos os pacientes esperam é o alívio imediato e eficaz, sem reincidência do problema. Isso justifica o grande consumo de analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios, que, em geral, integram a classe dos AINES (anti-inflamatórios não hormonais) e são voltados para o alívio das dores tensionais.
 
Os principais analgésicos isentos de prescrição comercializados no mercado brasileiro são ibuprofeno, paracetamol, ácido acetilsalicílico e dipirona.

A atenção farmacêutica prestada em farmácias e drogarias tem grande importância no tratamento, já que, normalmente, a maioria dos pacientes compra os medicamentos por livre escolha.

Cabe ao profissional assegurar-se do que o paciente já fez uso, para verificar que não tenha tido nenhum efeito adverso importante.
 
O Conselho Regional de Farmácia, do Estado de São Paulo (CRF-SP), recomenda que o farmacêutico pergunte o motivo da compra, há quanto tempo o paciente sente a dor, se tem outros problemas de saúde, para com isto identificar se é cabível a indicação de um Medicamento Isento de Prescrição (MIP).
 
Guia da Pharmacia

Envelhecimento agrava dívida pública global

Dentre as nove megatendências globais traçadas pela KPMG, em parceria com o Centro Mowat na Escola de Políticas Públicas e Governança da Universidade de Toronto (CA), está a Dívida Pública, fator que deve restringir as opções de política fiscal para além de 2030
 
O estudo traz uma visão abrangente dos fenômenos que impactam e impactarão as sociedades como um todo nos próximos 15 anos.

Segundo a KPMG, a habilidade dos governos de controlar a dívida e encontrar novos caminhos para a prestação de serviços afetará sua capacidade de responder aos desafios ambientais, sociais e econômicos.
 
Pesquisa da KPMG International mostra que, ao contrário da crença generalizada, os problemas de hoje não emergem simplesmente da crise financeira mundial.
 
A maioria das economias já tinha acumulado dívidas consideráveis antes de 2008, pois vinham aumentando seus déficits orçamentários nos cinco anos anteriores à crise.
 
Dívida Pública
 
Dívida-Pública-KPMG
 
Consequências• Aumento da importância das relações fiscais internacionais e intergovernamentais

• Mercados globais mais expostos a riscos

• Redução de capacidade para o enfrentamento de futuros choques internacionais econômicos ou fiscais e financeiros

• Agravamento da dívida pública com o envelhecimento da população

• Limitação de potencial para o atendimento à crescente demanda por novos serviços
 
Saúde Web

Fornecimento de remédio

A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) definiu que a ação relativa ao fornecimento de medicamento constitui direito personalíssimo do beneficiário do plano de saúde, por isso não é possível a sucessão processual se o doente morrer durante a demanda. A decisão foi dada em recurso proposto pela Unimed Porto Alegre
 
A autora da ação pediu a condenação da cooperativa médica a pagar ou fornecer medicamentos para tratamento oncológico. Disse que a cláusula do contrato que excluía a cobertura era abusiva.
 
Em liminar posteriormente confirmada pela sentença, a Unimed foi obrigada a fornecer o medicamento. A Unimed apelou. Nas contrarrazões, foi informada a morte da autora da ação e pedida a extinção do feito sem resolução de mérito em razão da perda de interesse processual, bem como a manutenção da condenação da Unimed a pagar verbas de sucumbência, o que foi atendido pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.
 
A Unimed recorreu ao STJ contra a extinção do processo. Pretendia que a apelação fosse julgada, na expectativa de reverter a decisão da sentença e assim ser ressarcida do que gastou com o medicamento. No STJ, porém, o relator, ministro João Otávio de Noronha, reconheceu a legalidade da solução dada pelo tribunal gaúcho. Não há, em seu entendimento, o binômio necessidade-utilidade, que justifica o provimento jurisdicional.

Valor Econômico

Passar mais de duas horas na frente de uma tela aumenta em 30% o risco de pressão alta entre as crianças

Reprodução Daily Mail
Segundo pesquisa, não realizar atividade física ao longo do dia também eleva risco do problema
 
O sedentarismo entre as crianças e suas graves consequências para a saúde são motivo de preocupação entre pais e médicos. Uma nova pesquisa realizada na Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade de Zaragoza (Unizar), na Espanha, apontou mais um motivo para fazer os pequenos se mexerem mais: passar mais de duas horas por dia inativo na frente de uma tela, seja de televisão, computador ou videogame, aumenta em 30% o risco de pressão arterial elevada, segundo os cientistas.
 
O estudo apontou, ainda, que não realizar atividade física ao longo do dia ou exercitar-se menos de uma hora diariamente aumenta esse risco em 50%.
 
Os resultados foram obtidos com base nos dados de uma pesquisa realizada durante mais de dois anos, com 5.221 crianças entre dois e 10 anos de oito países europeus —Espanha, Alemanha, Hungria, Itália, Chipre, Estônia, Suécia e Bélgica. O estudo apontou uma incidência alta de pressão arterial elevada entre as crianças: 110 em cada mil sofrem com o problema.
 
— Os números são preocupantes, uma vez que comportamentos sedentários na infância tendem a se repetir na fase adulta. A pressão arterial elevada entre as crianças pode causar problemas cardiovasculares mais tarde como, por exemplo, aumentar o risco de alguma doença isquêmica do coração — afirma Augusto César F. de Moraes, principal autor do estudo.
 
Entre as doenças não transmissíveis, a pressão elevada tem uma alta incidência nos adultos. Diversos estudos têm demonstrado que os níveis de pressão arterial na infância e na adolescência têm um enorme impacto sobre o desenvolvimento de pressão alta na fase adulta.
 
Para evitar esse problema, os especialistas recomendam que as crianças realizem atividades físicas por mais de 60 minutos diariamente. Além disso, é importante evitar que elas fiquem inativas por mais de duas horas consecutivas por dia.
 
— Provas científicas mostram que a atividade física é um vasodilatador potente. A taxa de oxigenação do coração aumenta, e, ao mesmo tempo, diminui a pressão arterial — conclui Moraes.
 
Amigos são aliados
Uma forma de fazer as crianças saírem do sedentarismo é ter o acompanhamento de um amigo ativo.
 
Essa é a conclusão de uma pesquisa apresentada recentemente em um evento científico da American Heart Association, nos Estados Unidos. Os pesquisadores entrevistaram 104 crianças e adolescentes e pediram suas opiniões sobre os benefícios e as dificuldades de realizar atividades físicas.
 
As principais dificuldades apontadas pelos jovens foram não sentir prazer com os exercícios, ter más condições de saúde, não ter disciplina e sentir falta de energia. Entretanto, quando a atividade envolvia um amigo, essas barreiras eram menores, segundo o estudo.
 
— Ter amigos fisicamente ativos pode tornar mais fácil para as crianças obesas o envolvimento com atividades e a diminuição das barreiras para sair do sedentarismo — disse Jessica Graus Woo, autora da pesquisa.

Zero Hora

Diabetes: monitor e pâncreas artificial substituem furo no dedo e injeção

Furar o dedo várias vezes ao dia para monitorar o açúcar no sangue e ter de aplicar insulina com a mesma frequência podem deixar de fazer parte da vida dos diabéticos
 
Um projeto de pâncreas artificial e um monitor de glicose que funciona por 14 dias sem a necessidade de perfurações são algumas das inovações que foram apresentadas desde a última quinta-feira (12) no 1º Simpósio Internacional de Novas Tecnologias em Diabetes, em São Paulo.
 
Promovido pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o evento ocorreu até sábado e mostrou inovações no controle e no tratamento da doença que atinge mais de 13 milhões de pessoas no país. Para monitoramento da diabete, foi apresentado um monitor já comercializado na Europa e em processo de aprovação no Brasil.
 
Com ele, o paciente coloca sobre a pele um dispositivo com uma agulha muito fina que pode permanecer no local por até 14 dias sem precisar de substituição. Para saber o índice glicêmico, basta que o paciente aproxime o monitor dessa área da pele. Por meio de um sistema de scanner, o monitor lê a informação e informa no visor. “Os dados podem ser acumulados por três meses”, explica o endocrinologista Marcio Krakauer, do Núcleo de Tecnologia em Diabetes da SBD e um dos coordenadores do simpósio.
 
Ele afirma que o equipamento conseguiu a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em fevereiro e agora aguarda a liberação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) – por conter mecanismo de comunicação entre dois aparelhos.
 
No evento, pesquisadores também falaram sobre as tecnologias existentes de tratamento para grupos específicos, como gestantes e bebês. “Muitas pessoas ficam esperando a descoberta de uma cura, mas se esquecem de usar o que já existe para controlar a doença. Essas novas tecnologias que facilitam a vida também ajudam a aumentar a aderência do diabético ao tratamento.”
 
Israel
O simpósio teve ainda palestra do pesquisador alemão Thomas Danne, que desenvolve com cientistas de Israel e da Eslovênia um projeto de pâncreas artificial. “A tecnologia, na verdade, seria uma bomba de insulina acoplada a um sensor, que já daria o comando para a liberação da insulina, tudo automático”, explicou.
 
No evento, pesquisadores também falaram sobre as tecnologias existentes de tratamento para grupos específicos, como gestantes e bebês. “Muitas pessoas ficam esperando a descoberta de uma cura, mas se esquecem de usar o que já existe para controlar a doença. Essas novas tecnologias que facilitam a vida também ajudam a aumentar a aderência do diabético ao tratamento.”
 
UOL