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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Implantes são suspensos por rótulo com informação errada

A Anvisa suspendeu a distribuição, comercialização e implante dos produtos Acetábulo (Cúpula Quattro VPS HAP 050 mm; Cúpula Quattro VPS HAP 052 mm e Cúpula Quattro VPS HAP 054 mm)
 
Os produtos foram fabricados em liga Cromo-Cobalto pela empresa francesa Groupe Lepine, importados e rotulados como sendo fabricados em Titânio pela empresa Ortocir Ortopedia Cirurgia Ltda. no Brasil.
 
A medida está na Resolução nº 1051, publicada nesta segunda-feira (7/4) no DOU.
 
 
ANVISA 

Lotes do medicamento Triatec são suspensos

Lote nº 335601
A Anvisa suspendeu a distribuição, comercialização e uso do lote nº 335601 do medicamento Triatec 2,5 mg comprimidos e os lotes 2S6828, 327388 e 341288 do medicamento Triatec 5 mg comprimidos fabricados pela empresa Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda.
 
A Auditoria de Pós-registro de Medicamento realizada na empresa comprovou a fabricação e distribuição dos lotes com prazo de validade alterado de 24 para 36 meses em desacordo com o aprovado no registro.
 
Foi determinado o recolhimento do estoque existente no mercado relativo aos lotes dos medicamentos.
 
A medida está na Resolução nº 1052, publicada nesta segunda-feira (7/4) no DOU.
 
 
ANVISA

Anvisa suspende medicamento por não passar no ensaio de aspecto

A Anvisa determinou a suspensão da distribuição, comercialização e uso do lote ED13L014A do medicamento Butilbrometo de Escopolamina + Dipirona Sódica, solução oral, 20 ml e o lote HC14E141 do medicamento Butilbrometo de Escopolamina + Dipirona Sódica, solução injetável, 5 ml ambos fabricados pela empresa Farmace Indústria Químico-farmacêutica Cearense Ltda.
 
Os laudos emitidos pelo Instituo Adolfo Lutz (IAL) apresentaram resultado insatisfatório no ensaio de Aspecto por apresentarem coloração diferente do especificado pelo fabricante.
 
A medida está na Resolução nº 1050, publicada nesta segunda-feira (7/4) no DOU.
 
 
ANVISA

Apenas um em cada quatro dos brasileiros consome a quantidade de frutas e hortaliças recomendada

Dados do Ministério da Saúde mostram que o consumo é maior entre as mulheres
 
Pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde afirma que 24,1% dos brasileiros consomem a quantidade de frutas e hortaliças recomendada por dia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a ingestão de 400 gramas diários, pelo menos em cinco dias na semana.
 
Elaborada pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), a pesquisa foi divulgada nesta terça-feira. De acordo com o estudo, o consumo verificado entre os homens é ainda menor: apenas 19,3% atendem às recomendações. Entre as mulheres o consumo atinge 28,3%.
 
A pesquisa mostra também que 29,4% da população consome carne com excesso de gordura. Os homens ingerem duas vezes mais: 38,4%. Entre as mulheres o índice é 21,7%. Além disso, os números indicam que o brasileiro tem diminuído o consumo de refrigerante: a ingestão caiu 20% nos últimos seis anos. Entretanto, mais de 20% da população ainda consome a bebida cinco vezes ou mais na semana.
 
Em relação aos alimentos mais consumidos pelos brasileiros, a Vigitel afirma que o consumo regular do feijão em cinco ou mais dias da semana está presente em uma escala correspondente a 66% da população. O percentual foi maior entre os homens: 73%. Entre as mulheres, o consumo de feijão equivale a 61%.
 
Agência Brasil

Conheça cinco inovações importantes no tratamento do câncer

Novos métodos de diagnóstico de câncer menos invasivos estão em estudo
Novos métodos de diagnóstico de câncer menos invasivos
estão em estudo
Fazer com que o próprio sistema imunológico ataque o tumor e uma terapia que atinge diretamente cada tipo de câncer são os avanços mais promissores da oncologia atualmente
 
De tão temida, a condição era mencionada, décadas atrás, apenas como “aquela doença". O nome correto era pouco pronunciado. Hoje, ainda letal em muitos casos, o câncer se tornou uma doença bastante comum na população mundial e, com grande esforço da comunidade científica, cada vez mais tratável.
 
Avanços significativos são alcançados globalmente e inúmeras pesquisas promissoras estão em andamento para ajudar no tratamento da doença que atingirá 576 mil pessoas no Brasil neste ano.
 
Médicos oncologistas ressaltam duas linhas promissoras de pesquisas que são aplicáveis atualmente no tratamento do câncer: a terapia-alvo, que atinge diretamente o tumor, e a imunoterapia, medicamentos que reforçam o sistema imunológico para que ele reconheça e destrua os tumores.
 
Além desses tratamentos, há avanços também com relação à radioterapia guiada por imagem, que permite que o alvo seja atingido com sucesso – e a outro tipo de radioterapia que causa menos efeitos colaterais. Métodos de diagnósticos dos tumores menos invasivos também são motivo de otimismo.
 
Conheça mais sobre esses cinco avanços da medicina abaixo:
 
Terapia-alvo
A terapia-alvo é um conjunto de drogas específicas para cada tipo de tumor. Erra quem pensa que um tumor em alguma parte do corpo segue sempre o mesmo padrão. “Dentro de cada tumor existem subgrupos menores com características próprias, que apresentam alterações biológicas específicas”, explica o oncologista do Hospital A.C. Camargo Cancer Center, Vladmir Cordeiro de Lima. “A inovação foi o desenvolvimento de drogas que interferem exatamente nesses mecanismos biológicos específicos para cada tipo e subtipo do tumor”.
 
A genética também entra em cena. “Em câncer de pulmão, por exemplo, em 60% dos casos já identificamos mutações em genes específicos, e para várias dessas mutações e genes diferentes existem drogas e terapias-alvo específicas”, explica Lima. “Elas são ativas somente nesses subgrupos específicos. A toxicidade é menor e a atividade do tratamento é maior”.
 
Não só para o câncer de pulmão, mas pessoas com câncer de cólon, alguns sarcomas, tumor renal, melanoma, alguns tipos de linfomas e leucemias já podem se beneficiar desse tratamento mais direcionado.
 
“O foco da terapia-alvo molecular é encontrar a droga ideal para o paciente ideal. O câncer é agressivo, temos de ser agressivos também”, diz o oncologista do Hospital do Câncer de Barretos, Luiz Eduardo Zucca.
 
Inibidores de checkpoint imunológico
A quimioterapia convencional é uma droga que entra no corpo e destrói as células de crescimento rápido, como as tumorais. No entanto, há também muitas outras células essenciais ao organismo que são de crescimento rápido, como as células produzidas na medula óssea (hemoglobina, leucócitos e plaquetas), as que produzem os cabelos e aquelas do trato gastrointestinal.
 
A quimioterapia sistêmica destrói todas elas na tentativa de acabar com as tumorais, levando muitas vezes à perda de cabelos, diarreia, náuseas e vômitos, além da imunidade baixa. “O paciente fica exposto a alguns tipos de infecção”, diz Zucca.
 
A inovação na área não é uma nova droga que destrói a ermo as células de crescimento rapidamente, mas sim uma que turbina o sistema imunológico para reconhecer o tumor como um corpo estranho e acabar com ele.
 
“As células tumorais normalmente conseguem escapar do sistema imunológico que controlam o crescimento do tumor”, diz Rafael Kalil, oncologista do Hospital Albert Einstein. “A imuno-oncologia está descobrindo isso e desenvolvendo drogas que conseguem impedir o bloqueio do sistema imunológico para que ele mesmo possa atacar os tumores”, explica Kalil.
 
Radioterapia guiada por imagem
Na radioterapia convencional, o radioterapeuta analisa o paciente e a região em que o tumor está e em seguida irradia. “No entanto, às vezes, o paciente incha, engorda ou emagrece durante o tratamento [que dura algumas semanas], e o alvo não é atingido com precisão”, explica o radioterapeuta do Hospital A.C. Camargo Cancer Center, Michael Chen.
 
Na radioterapia guiada por imagem, no entanto, um aparelho mostra, em tempo real, a localização exata do tumor que deve ser irradiado. Assim, alterações do corpo não interferem no alvo. “Várias coisas podem acontecer durante o tratamento, mas essa técnica aumenta a precisão do tratamento. É quase como se fosse uma tomografia em tempo real”, conta Chen.
 
Terapia de feixe de prótons
Disponível apenas no exterior, essa terapia é como uma radioterapia convencional, com a diferença de apresentar menos efeitos colaterais. A radiação, principalmente em crianças, pode causar alguns problemas neurológicos e de crescimento, pois atravessa os tecidos e pode causar algum tipo de dano.
 
A prótonterapia, como é conhecida, é mais precisa e não danifica os tecidos ao redor do tumor. No entanto, ela é uma terapia de alto custo. O aparelho que viabiliza a terapia custa cerca de 25 milhões de dólares, e o tratamento gira em torno de 100 mil dólares por paciente.
 
Métodos de diagnóstico de câncer
O oncologista do Hospital A.C. Camargo Cancer Center Vladmir Cordeiro de Lima conta que estão em estudo novos métodos de diagnóstico de câncer. A intenção desses é fazer um diagnóstico menos invasivo, evitando biópsias de tumores, e identificar o tumor e o tipo dele por meio de um exame de sangue.
 
“O tumor libera células no sangue que circulam pelo corpo – inclusive são elas que dão metástase posteriormente – e os cientistas estão tentando desenvolver técnicas para identificar essas células e dar o diagnóstico a partir delas”, diz Lima. “Inclusive, determinar a apresentação de mutações que permitiriam usar drogas específicas”.
 
Segundo o médico, se a técnica realmente virar realidade, ela será útil também para acompanhar o tratamento do câncer e ver se ele é eficaz, se o tumor está regredindo ou não. “Haverá uma monitoração mais rápida e mais simples”, completa.
 
iG