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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Amputado processa hospital após perna aparecer no lixo

Reprodução/BBC
Membro tinha uma etiqueta com o nome de John Timiriasieff
 
Um americano levou um grande susto ao ser procurado pela polícia – na investigação sobre o seu próprio assassinato.
 
Os investigadores suspeitaram da morte de John Timiriasieff, que vive na Flórida, depois que uma perna amputada foi encontrada em uma usina de processamento de lixo. O membro tinha uma etiqueta com o nome dele.
 
A perna direita havia sido cortada logo abaixo do joelho no Doctors Hospital em Coral Gables. Mas o membro não foi incinerado - como ocorreria normalmente - e acabou sendo encontrado mais tarde em uma central de processamento de lixo.
 
Timiriasieff, localizado em novembro do ano passado, deu início a um processo judicial contra o hospital por danos emocionais.
 
A entidade se pronunciou por meio de uma nota: "Procedimentos adequados foram reforçados para prevenir que situações similares ocorram no futuro", afirmou.
 
O advogado de Timiriasieff disse à BBC que as duas partes chegaram a um acordo e o processo não será levado adiante.
 
BBC Brasil / R7

Digoxina aumenta o risco de morte em pacientes com problemas cardíacos, diz estudo

Maior avaliação do tipo feita até agora observou 320 mil pacientes
 
Há evidências conflitantes sobre se a digoxina, um medicamento que tem sido utilizado em todo o mundo durante séculos para tratar doenças cardíacas, pode contribuir para um aumento no número de mortes em pacientes com fibrilação atrial (FA) ou insuficiência cardíaca congestiva (ICC). Agora, a maior revisão de estudos do tipo revela que a droga está associada a um risco aumentado de morte nestes pacientes, particularmente naqueles sendo tratados para FA.
 
Em um estudo publicado on-line nesta terça-feira na “European Heart Journal”, os pesquisadores da Universidade JW Goethe, em Frankfurt, na Alemanha, realizou uma revisão sistemática e meta-análise de todos os estudos publicados em revistas e jornais entre 1993 e 2014 que analisaram os efeitos da digoxina em morte por qualquer causa em pacientes com FA e ICC.
 
Eles identificaram 19 estudos relevantes que incluíram um total de 326.426 pacientes (235.047 AF e 91.379 pacientes com ICC). Eles descobriram que, entre os pacientes que foram tratados com digoxina, houve 21% de risco global aumentado de morte por qualquer causa em comparação com os doentes que não receberam este tratamento. Quando se analisou o grupo de pacientes com FA e o grupo de pacientes com ICC separadamente, a digoxina foi associada ao aumento de 29% e 14% do risco de morte devido a qualquer causa, respectivamente, quando comparado com pacientes que não receberam o remédio.
 
Atualmente, a digoxina é recomendada pelas diretrizes dos EUA e da Sociedade Europeia de Cardiologia para pacientes com insuficiência cardíaca e problemas com o controle do ritmo do coração. No entanto, os autores deste estudo escrevem que “estas recomendações refletem a base de dados altamente insatisfatória para julgar os supostos benefícios da digoxina”. Eles pedem que “até que ensaios adequados sejam concluídos, a digoxina deve ser usada com grande cautela (incluindo os níveis de monitoramento de plasma), particularmente quando administrados para o controle da frequência em AF”.

O Globo

Cientistas forçam vírus HIV a se expor às defesas do organismo


Imagem de microscópio mostra um linfócito T, célula de defesa do organismo, infectada pelo HIV (em amarelo)
Foto: NIAID
NIAID: Imagem de microscópio mostra um linfócito T, célula de defesa do
 organismo, infectada pelo HIV (em amarelo)-
Pesquisa é mais um passo na busca por uma cura definitiva para a Aids
 
Embora os seguidos avanços dos medicamentos antirretrovirais estejam colocando o HIV, o vírus causador da Aids, na defensiva, evitando que boa parte dos soropositivos desenvolva a doença — e, em alguns casos, reduzindo a carga viral a ponto de não ser mais detectada por exames —, ele ainda consegue se “refugiar” no interior de algumas células do sistema imunológico, mantendose inativo, escapando do ataque dos remédios e das defesas do organismo. São os chamados “depósitos” do HIV, que, uma vez interrompido o tratamento, permitem que o vírus volte a se replicar, e configuram um dos principais obstáculos atuais na busca por uma cura definitiva da Aids. Agora, porém, cientistas no Canadá encontraram uma possível maneira de forçar o HIV a se “abrir” e se expor a esses ataques, em mais um passo nessa luta.
 
— Descobrimos que as pessoas infectadas com o HIV-1 (o principal subtipo do vírus, que afeta cerca de 35 milhões de pessoas no mundo) têm anticorpos naturais com o potencial de matar as células infectadas — conta Andrés Finzi, pesquisador da Universidade de Montreal e líder do estudo, publicado ontem no periódico científico “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS). — Tudo que precisávamos fazer era dar um “empurrãozinho”, adicionando uma pequena molécula que funciona como um abridor de latas e força o vírus a expor regiões reconhecidas pelos anticorpos. Estes, então, formam “pontes” com algumas células do sistema imunológico, dando início ao ataque.
 
Terapia de “choque e morte”
– Em estudo anterior, também publicado este ano, a mesma equipe de cientistas demonstrou que alguns pacientes com o HIV-1 podiam eliminar as células infectadas quando duas proteínas do vírus, chamadas Nef e Vpu, eram desativadas por mutações genéticas. O problema é que, em sua forma “selvagem”, o HIV ainda contém essas proteínas, que agem como seus “guarda-costas”. Assim, os cientistas decidiram buscar uma maneira de enganar esses defensores. Para isso, adicionaram uma molécula às superfícies das células dos pacientes infectados, chamada JP-III-48, que imita a proteína CD4. Localizada na superfície dos linfócitos T, essa proteína é a “porta” usada pelo HIV para invadir as células do sistema imune e infectá-las, mas depois é eliminada por ele justamente para evitar que elas sejam reconhecidas como doentes pelas defesas do organismo.
 
— A solução (cura da Aids) é desenvolver uma terapia de “choque e morte” — explica Finzi. — Precisamos reativar os depósitos de HIV para forçar o vírus a sair de seu esconderijo e, então, matar as células infectadas.

O Globo

TJ-SP manda empresa indenizar mulher por "pílula de farinha"

Bayer HealthCare foi condenada a pagar R$ 150 mil por danos morais a uma mulher que engravidou após uso do anticoncepcional Microvlar
 
A Justiça de São Paulo condenou a empresa farmacêutica Bayer HealthCare a pagar indenização de R$ 150 mil por danos morais a uma mulher que engravidou após uso do anticoncepcional Microvlar.
 
A sentença foi expedida pela 10ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que manteve decisão condenatória. O caso é de 1998 e se refere à comercialização, por parte da empresa, de várias cartelas de placebos que, à época, ficaram conhecidos como 'pílulas de farinha’. A autora da ação afirma que comprou uma dessas unidades, mas a empresa, no processo, alegou que o lote de placebo nunca teria, de fato, sido comercializado. A Bayer ainda defendeu que a mulher não teria provado a utilização correta do medicamento.
 
Para o relator do caso no TJ, desembargador João Batista de Mello Paula Lima, a responsabilidade da empresa pelos danos causados é objetiva, ou seja, independe de culpa.
 
“Demonstrados nos autos a existência de medicamentos falsos, a aquisição pela apelada do contraceptivo ‘Microvlar’, e o nascimento do filho da apelada. A responsabilidade, portanto, da apelante, decorre da culpa objetiva ante a negligência, imperícia, ou imprudência, de seus prepostos.”
 
A votação na 10ª Câmara definiu o pagamento da indenização em votação unânime.
 
Procurada, a assessoria de imprensa da Bayer HealthCare negou negligência e informou que, “conforme ficou definitivamente esclarecido pelas investigações conduzidas por autoridades competentes, a empresa nunca comercializou produto não destinado ao consumo ou que contivesse placebo em sua formulação”.
 
“No primeiro semestre de 1998, o laboratório Schering (hoje pertencente à Bayer) utilizou material sem princípio ativo (denominado placebo) em testes de um novo equipamento de embalagem. As unidades do material de teste foram identificadas com uma sequência numérica de 15 dígitos (000011111111111 ou 00022222222222) e encaminhadas posteriormente para incineração, sendo que todas as caixas foram identificadas como 'placebo'. Algumas unidades do material foram furtadas por pessoas não identificadas. Das investigações realizadas pelas autoridades apurou-se que a Schering não comercializou as embalagens de teste no mercado”, diz a nota da empresa.
 
Terra

Anvisa suspende lote de Dipirona sódica da marca Dipifarma

A Anvisa suspendeu a distribuição, comercialização e uso do lote L-DP 13G082 do medicamento Dipirona Sódica, 500 mg/ml, solução injetável, da marca Dipifarma, fabricado pela Farmace Indústria Químico-Farmacêutica Cearense Ltda.
 
De acordo com o laudo emitido pela Fundação Ezequiel Dias de Minas Gerais (Funed), o medicamento apresentou resultado insatisfatório no ensaio de aspecto, em que a ampola trazia partículas de coloração escura.
 
A medida está na Resolução nº 1355, publicada nesta quarta-feira (6/5) no Diário Oficial da União (DOU).
 
 
ANVISA