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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Estudo descarta ligação entre uso de celular e câncer no cérebro

Pesquisadores analisaram 350 mil pessoas por 18 anos

O maior estudo do tipo já feito sobre o assunto não encontrou ligação entre o uso prolongado de telefones celulares e um maior risco de desenvolvimento de tumores cerebrais. A informação é de um estudo publicado na revista científica British Medical Journal (BMJ).

Cientistas dinamarqueses não encontraram evidências de um risco maior entre mais de 350 mil donos de telefones celulares analisados por 18 anos.

Pesquisas anteriores sobre uma possível relação entre o uso de celulares e tumores cancerosos tinham sido inconclusivas, parcialmente devido à falta de dados de longo prazo.

Em junho, a IARC (Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer), da OMS (Organização Mundial da Saúde), classificou a radiação dos celulares como "possivelmente cancerígenas para humanos".

O novo estudo é a sequência de uma pesquisa anterior, que comparou o risco de câncer enfrentado por todos os assinantes de telefonia celular na Dinamarca – cerca de 420 mil pessoas - com o restante da população adulta.

Patrizia Frei, pesquisadora de pós-doutorado da Sociedade Dinamarquesa de Câncer, e colegas examinaram registros de saúde entre 1990 e 2007 de 358.403 donos de celulares. No total, foram diagnosticados 10.729 tumores do sistema nervoso central.

Mas, entre as pessoas que fizeram uso mais prolongado do telefone celular - 13 anos ou mais -, as taxas de câncer foram quase as mesmas dos não assinantes.

– O acompanhamento estendido nos permitiu investigar os efeitos nas pessoas que utilizaram telefones celulares por dez anos ou mais, e esse uso de longo prazo não esteve associado com riscos maiores de câncer.

As descobertas, no entanto, não descartaram a possibilidade de um "risco pequeno a moderado" para usuários muito intensos, ou pessoas que utilizam os aparelhos por mais de 15 anos.

Em um comentário, Anders Ahlbom e Maria Feychting, do Instituto Karolinska, da Suécia, disse que a nova evidência é tranquilizadora, mas pediu monitoramento contínuo dos registros de saúde.

Saiba como se manter longe das fontes de radiação no dia a dia
Celular, televisão, computador e micro-ondas são responsáveis por emissões radioativas

Produto Radiação emitida*
Use o fone de ouvido ao falar pelo celular e mantenha o aparelho afastado do corpo, em especial da cintura e da região pélvica
Utilize a função viva-voz do celular quando possível
Sempre que possível, substitua a fala pelo envio de mensagem de texto (SMS)
Celular perto da cabeça: de 10 a 150 V/m
É válido atender ligações no carro, com Bluetooth, disponível em alguns modelos de rádios. Já o Bluetooth que fica junto ao corpo, como fone de ouvido, oferece risco se usado com muita frequência
Prefira usar a conexão de internet via cabo em vez da rede sem fio (wireless) com frequência. Esta também é uma fonte de radiação
Fone Bluetooth (com a pessoa a 0,5 m de distância): de 0,3 V/m a 0,7 V/m
Mantenha distância do forno micro-ondas quando o aparelho estiver ligado porque ele também emite radiação. A potência emitida é pequena, mas recebê-la com frequência não é saudável
Forno de micro-ondas (com a pessoa a 1 m de distância): de 1 V/m a 6 V/m
Mantenha uma distância de pelo menos 2 m da televisão se ela for do estilo “antigo”, do tipo TV a tubo (tubo de raios catódicos é fonte de radiação). As televisões de plasma ou LCD não têm esse problema
Aparelhos de televisão não emitem radiação porque apenas recebem as ondas eletromagnéticas
Os rádios não oferecem riscos, mas recomenda-se manter distância das torres de rádio espalhadas pelas cidades
Aparelhos de rádio não emitem radiação porque apenas recebem as ondas eletromagnéticas
Mantenha distância de ao menos 500 m das torres de telefonia celular, TV e rádio. Elas também são fontes de radiação
Torres de celular, TV ou rádio (com a pessoa a 150 m de distância): de 0,5 V/m a 2 V/m
Internet sem fio
A rede de internet sem fio também é fonte de radiação considerada de baixa potência. No entanto, para quem se conecta diariamente é indicado usar a internet por cabos
Em longo prazo, a conexão sem fio usada para conectar a internet em laptops pode ser prejudicial. Não é indicado mantê-lo na região do quadril por muito tempo pois, segundo médicos, o calor emitido pode afetar a produção de espermatozoides e, por fim, a fertilidade
Laptop com conexão à internet sem fio: de 1 V/m a 5 V/m
Quanto mais longe a pessoa se manter do roteador, mais segura ela fica quanto à exposição da radiação
Roteador de internet sem fio (com a pessoa a 5 m de distância): de 0,1 V/m a 0,2 V/m
Já se o aparelho ficar muito próximo do corpo, a emissão de radiação já é considerada excessiva e, portanto, danosa à saúde. O ideal é manter ao menos 5 m de distância
Roteador de internet sem fio (com a pessoa a 0,5 m de distância): de 1 V/m a 2 V/m


O mundo tem cerca de 5 bilhões de telefones celulares registrados no mundo, um número que continua a aumentar fortemente, junto com a quantidade média de tempo usado em sua utilização.

O IARC não fez recomendações formais, mas seus especialistas indicaram, em junho, uma série de medidas pelas quais os consumidores podem reduzi-las.

O uso de mensagens de texto e fones de ouvido para chamadas de voz reduz em pelo menos dez vezes a exposição à radiação potencialmente prejudicial, em comparação com o uso do telefone próximo ao ouvido, afirmaram.

Fonte R7

Apenas 4% das operadoras médico-hospitalares atingiram melhor desempenho em 2011

23% receberam as piores notas e ficaram na última das cinco faixas de avaliação

Apenas 46 das 1.103 operadoras médico-hospitalares avaliadas no país pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) em 2010 atingiram o índice que indica melhor desempenho.

O Relatório do Programa de Qualificação da Saúde Suplementar, divulgado nesta quinta-feira (20), mostra que 249 empresas (23%) receberam as piores notas e ficaram na última das cinco faixas de avaliação.

A escala varia de 0 a 1 e, quanto mais perto de zero, pior. Nas três faixas intermediárias, a de 0,20 a 0,39, concentrou 188 operadoras (17%), a de 0,40 a 0,59 recebeu 306 empresas (28%), e a de 0,60 a 0,79 ficou com 314 (28%).

O coordenador do programa, João Matos, destacou que 71,1% dos clientes de planos de saúde estavam em operadoras cuja nota foi igual ou maior que 0,5 no ano passado - em 2009, o mesmo índice havia sido de 72,9%.

- Temos 41 milhões de pessoas em operadoras com índice maior do que 0,5, ou seja, bem qualificadas. O porcentual teve uma pequena redução, mas o número absoluto de beneficiários aumentou.

Em 2010, o conjunto de planos de saúde reunia 58 milhões de pessoas no país.

Segundo Matos, o objetivo da divulgação do índice é "estimular a competição no setor e a melhoria do serviço". De acordo com a ANS, o porcentual de empresas situadas nas duas faixas mais altas passou de 11% em 2007 para 32% em 2010 e houve queda do porcentual de operadoras situadas na faixa mais baixa: de 32% em 2007 para 23% em 2010.

Para a agência reguladora, o resultado "evidencia uma importante evolução positiva na qualidade das operadoras nos últimos três anos". No mesmo período, o porcentual de beneficiários nas duas faixas de melhor avaliação passou de 19% (em 2007) para 56% (2010). A lista com os nomes das operadoras, separadas por faixas de avaliação, está disponível no site da ANS.

No caso das 414 operadoras exclusivamente odontológicas, apenas 22 (5%) ficaram na faixa de melhor desempenho. De acordo com a agência, houve crescimento do porcentual de empresas situadas nas duas maiores faixas (passou de 13% em 2007 para 29% em 2010) e queda do porcentual daquelas colocadas na faixa mais baixa, de 40% em 2007 para 32% em 2010.

O índice de desempenho é obtido a partir da média de avaliações em quatro dimensões: atenção à saúde, estrutura e operação, econômico-financeira e satisfação dos beneficiários.

Na primeira, são mensurados "processos e práticas realizados para favorecer o acesso aos serviços de saúde e o atendimento qualificado, integral e resolutivo dos consumidores".

Já no quesito estrutura e operação, a ANS avalia "determinados atributos e dimensões da proficiência, desempenho, estrutura e operação das operadoras, com impacto sobre o nível de saúde dos beneficiários".
Na dimensão econômico-financeira, as operadoras precisam "comprovar com garantias financeiras que possuem equilíbrio suficiente para atender com qualidade e de forma contínua seus consumidores". Empresas sob intervenção da ANS por fragilidade na administração econômico-financeira recebem nota zero nesse quesito.

Na satisfação dos beneficiários, a agência avalia "o quanto as expectativas e necessidades dos clientes são atendidas e verifica os motivos da satisfação ou de insatisfação com os serviços prestados".

Para o ciclo de 2011, a ANS realizou uma Câmara Técnica para avaliações dos novos indicadores e pesos das dimensões, que estão em consulta pública.

Fonte R7

Vacinas contra gripe para mulheres grávidas também protegem recém-nascidos

Crianças que contraem gripe podem ficar gravemente doentes, indo a óbito

Tomar uma vacina contra gripe durante a gravidez protege também os recém-nascidos durante alguns meses após o nascimento e não causa aborto espontâneo. É o que dizem estudos apresentados nesta quinta-feira (20) no encontro anual da Sociedade de Doenças Infecciosas da América (IDSA, na sigla em inglês), em Boston, Estados Unidos.

Kathleen Neuzil, membro da IDSA e professora clínica na Escola de Medicina da Universidade de Washington, Seattle, disse que as mulheres grávidas estão compreensivelmente preocupadas em proteger seus bebês em gestação, o que torna ainda mais importante para elas entenderem que tomar uma vacina contra a gripe durante a gravidez é uma forma importante de proteger o bebê, bem como a si mesmas.

- Estes novos dados sobre a segurança e eficácia dessas vacinas é reconfortante, e o número crescente de mulheres grávidas que recebem a vacina afirma que as mulheres estão ouvindo a mensagem sobre os benefícios da vacina.

Recém-nascidos entram no mundo sem imunidade protetora e não podem receber a vacina contra a gripe até que tenham seis meses de idade, o que os torna particularmente vulneráveis à gripe. Crianças que contraem a gripe podem ficar gravemente doentes, necessitar de hospitalização e até morrer, de acordo com dados da IDSA.

Os pesquisadores descobriram produção de anticorpos contra a gripe em todos os bebês nascidos de 11 mulheres grávidas que receberam a vacina contra a gripe sazonal, em comparação com 31% dos bebês nascidos de 16 mulheres que não receberam a vacina contra a gripe.

Entre os bebês nascidos de mulheres vacinadas, a proteção de anticorpos ainda estava presente em 60% quando tinham dois meses de idade e em 11% quando estavam quatro meses de idade. Nenhum dos bebês nascidos de mulheres não-imunizadas tinha a proteção de anticorpos aos dois ou quatro meses.

Julie Shakib, principal autora do estudo e professora da Universidade de Utah, disse que a pesquisa sugere que a vacinação materna fornece alguma proteção contra a gripe por alguns meses após o nascimento.

- As mulheres grávidas devem receber a vacina assim que estiverem disponíveis para se protegerem, assim como seus bebês.

Outro estudo não encontrou nenhuma ligação entre a vacinação contra a gripe sazonal durante a gravidez e o aborto. Os pesquisadores compararam 243 mulheres grávidas que tiveram um aborto e 243 mulheres grávidas que não abortaram.

Mulheres que abortaram não eram mais propensas a ter recebido a vacina contra a gripe nas quatro semanas antes de seu aborto, em comparação com mulheres que não abortaram.

Fonte R7

Sobe para 57 o número de mortes por meningite no Estado do Rio de Janeiro

Por enquanto não há epidemia e nada indica que vá ocorrer, diz secretário

A morte de uma menina de quatro anos com meningite, confirmada quarta-feira (19) pela Secretaria de Saúde de Barra Mansa, no sul fluminense, elevou para 57 o número mortes provocadas pela doença no Estado do Rio desde o início do ano.

Ao todo foram registrados oficialmente 262 casos de meningite meningocócica. No mesmo período do ano passado, houve 299 casos em todo Estado, com 68 mortes, de acordo com o governo do Rio.

O superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Saúde do Estado, Alexandre Otávio Chieppe, diz que "por enquanto não há epidemia e nada indica que vá ocorrer".

Segundo ele, o contágio é mais comum no período entre agosto e outubro, devido ao clima.

- Como esse período ainda não terminou, pode ser que o número de casos no Rio aumente, mas por enquanto não há epidemia. Infelizmente ocorreram mortes, mas isso também é uma coisa que se repete a cada ano. Como neste ano uma das vítimas era aluno de uma escola, houve maior repercussão, os pais ficaram preocupados com a possibilidade de contágio, mas todas as medidas foram tomadas (para evitar a contaminação de outros estudantes) e não significa que a situação seja mais grave do que em outros anos".

Em todo ano de 2010, foram registrados oficialmente 388 casos de meningite meningocócica e 92 óbitos.

Fonte R7

Chocolate pode e deve ser consumido por atletas

Sedentários e atletas, uma boa notícia. Está liberado o consumo de chocolate.

Um estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, descobriu que a substância epicatequina, contida no cacau, melhora o desempenho físico e também beneficia aqueles que não fazem exercícios.
A epicatequina melhora o fluxo sanguíneo e auxilia a saúde cardíaca. Mas a substância é mais concentrada nos chocolates pretos.

Nos demais, o processamento do cacau destrói grande parte da epicatequina.

A epicatequina encontrada no cacau possui quase o dobro do teor de antioxidante do vinho tinto e até três vezes mais do que o existente no chá verde. Para os cientistas, as células musculares têm receptores específicos para a substância, que faz parte dos flavonóides, moléculas existentes no organismo.

Os médicos alertam, no entanto, que o ideal é ingerir uma pequena quantidade do chocolate escuro e amargo. Eles recomendam o consumo de meio quadradinho de uma barra comum.

Fonte R7