Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



terça-feira, 1 de novembro de 2011

Procon-SP: Preço de medicamento genérico varia até 951,69%

Entre os medicamentos de referência a maior diferença de preço encontrada foi de 520,83%

Pesquisa do Procon-SP divulgada nesta segunda-feira, 31, aponta diferenças de preços de até 951,69% entre os medicamentos genéricos. O medicamento Diclofenaco Sódico (50 mg, 20comprimidos) foi encontrado em um estabelecimento por R$ 9,36 e em outro por R$ 0,89, uma diferença de R$ 8,47 entre os dois locais.
Entre os medicamentos de referência, a maior diferença de preço encontrada, de 520,83%, foi no medicamento Propranolol Ayerst (Cloridrato de Propranolol), da Sigma Pharma (40 mg, 30 comprimidos). O maior preço foi R$ 7,45 e o menor, R$ 1,20. Diferença de valor absoluto de R$ 6,25.

Na comparação entre os preços médios dos genéricos com os de referência de mesma apresentação, constatou-se que, em média, os medicamentos genéricos são 58,47% mais baratos do que os de referência.

A pesquisa feita entre o dia 28 e 30 de setembro em 15 drogarias distribuídas pelas cinco regiões do município de São Paulo. Foram pesquisados 52 medicamentos.

O levantamento dos preços em farmácia/drogaria (loja física), de médio e grande porte, escolhidas aleatoriamente, distribuídas pelas cinco regiões do município de São Paulo foi feito pessoalmente.

Fonte Estadão

Viajar para trabalhar todos os dias pode afetar a saúde

Grandes deslocamentos têm impacto no estresse e na qualidade do sono, diz estudo

Viajar para trabalhar _seja de carro ou de transporte público_ pode ter impacto negativo na saúde, mostra um estudo publicado no BMC Public Health. Segundo os autores, o efeito de fazer grandes deslocamentos para trabalhar todos os dias e o impacto nos custos em termos de licença-saúde ainda não foi bem investigado.

Pesquisadores da Universidade Lund, na Suécia, avaliaram 21 mil pessoas com idades entre 18 e 65 anos que trabalhavam mais de 30 horas por semana e usavam carro, trem ou ônibus para se locomover, ou ainda, usavam bicicletas ou iam a pé ao trabalho. Os voluntários relataram sua percepção da própria saúde, como qualidade de sono, cansaço e estresse diário.

"De modo geral, usuários de carro e de transporte público sofriam mais de estresse, piora na qualidade de sono, exaustão e, numa escala de zero a sete, sentiam que sua saúde sofria impactos em comparação com quem não usava esses meios", diz Erik Hansson, um dos autores.

O impacto negativo na saúde dos usuários de transporte público foi associado à maior duração da viagem. No entanto, os motoristas de carro quem dirigiam entre meia hora e uma hora por dia se sentiam melhor do que aqueles cujas viagens duravam menos do que uma hora.

"Uma explicação para essa discrepância entre carro e transporte público pode ser que, no carro, a distância mais longa pode promover oportunidades de relaxar. No entanto, deve-se levar em conta que esses motoristas tendem a ser homens, com alto poder aquisitivo, que vivem em áreas mais tranquilas e que geralmente consideram sua saúde como boa."

No entanto, os autores ressaltam que é preciso fazer mais estudos para identificar como exatamente o deslocamento para trabalhar se relaciona com a saúde antes de reavaliar o equilíbrio entre necessidades econômicas, saúde e o custo dos dias de trabalho perdidos.

Fonte Estadão

Mais mortes por câncer de laringe

Taxa de mortalidade provocada pelo tumor de Lula cresceu 12% em SP no período de 10 anos

A mortalidade por câncer de laringe, doença diagnosticada no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último final de semana, cresceu 12% entre os paulistas no período de dez anos, segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde obtido com exclusividade pelo JT. Os dados mais recentes são de 2009. A doença, relacionada ao tabagismo e o consumo do álcool, mata cerca de mil pessoas por ano em São Paulo. 

Quando considerado os dados para todo o País sobre o câncer de laringe, a mortalidade também chama atenção: enquanto no mundo cerca de 25% dos pacientes com a doença morrem, no Brasil a maioria não sobrevive, segundo números da Organização Mundial da Saúde reunidos no Globocan 2008 - projeto que fornece estimativas de incidência e de mortalidade dos principais tipos de câncer para todos os países do mundo.

A mortalidade alta do câncer de laringe no Brasil tem a ver com dois fatores principais: a descoberta tardia da doença e a dificuldade de acesso a tratamentos radioterápicos. Dados divulgados ontem pelo Tribunal de Contas da União (TCU) indicam problemas na Política Nacional de Atenção Oncológica do Ministério da Saúde, com alta taxa de pacientes desassistidos desse tipo de tratamento.

No que se refere à detecção tardia do câncer de laringe, dados da Fundação Oncocentro de São Paulo (Fosp), com base no registro de 71 hospitais paulistas que realizam atendimento oncológico, indicam que 68% dos pacientes só descobrem a doença quando ela está avançada, nos estágios 3 ou 4, numa escala de gravidade que vai de 1 a 4 (mais dados da Fosp abaixo). No caso de Lula, ao contrário, a detecção foi precoce, ainda no estágio 2.



“No geral, ainda estamos descobrindo tardiamente este tipo de câncer. A pessoa demora para procurar ajuda médica, para conseguir marcar uma consulta com especialista. E, quando descobre, já está num estágio bastante avançado. Além disso, no País a disponibilidade de radioterapia é muito falha”, diz Rafael Kaliks, diretor científico do Instituto Oncoguia e oncologista do Albert Einstein.

O médico do Einstein estima que, hoje, três a cada dez pessoas que precisam de tratamento radioterápico fiquem desassistidas no País. “É o equivalente a cerca de 100 mil pessoas por ano, um fator que aumenta a mortalidade.”

O câncer de laringe é mais frequente em homens, sobretudo após os 50 anos, e também é o tumor mais comum entre as neoplasias que atingem a região de cabeça e pescoço. O tipo mais prevalente de câncer de laringe, presente em 90% dos pacientes, é o carcinoma epidermoide - justamente a classe de tumor que acometeu Lula.

Segundo Artur Katz, oncologista do Hospital Sírio Libanês que faz parte da equipe médica do ex-presidente, ele procurou ajuda médica por causa de uma rouquidão persistente, que já durava mais de três semanas. Após alguns exames e a realização de biópsia, foi constatada a doença. “O tumor tem 2,5 centímetros e está na supraglótica (acima da glote, onde ficam as cordas vocais).”

Além da rouquidão, a dor de garganta persistente é outro sinal que pode sugerir um tumor supraglótico - quadro muitas vezes confundido com gripe. Outras vezes a tosse é confundida com pigarro ou irritações relacionadas ao tabaco, já que a doença é mais comum em fumantes. No caso de Lula, que deixou de fumar no ano passado, os médicos alertam que os efeitos nocivos do cigarro podem se manifestar 10 ou 15 anos após o abandono do hábito.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer supraglótico também pode provocar alteração na qualidade da voz, disfagia leve (dificuldade de engolir) e sensação de caroço na garganta. Nas lesões avançadas das cordas vocais, pode ocorrer dificuldade para respirar.

Faltam serviços de radioterapia no País, diz TCU
O Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou ontem a conclusão de uma auditoria com críticas à Política Nacional de Atenção Oncológica do Ministério da Saúde. A realização de cirurgias oncológicas em 2010, por exemplo, atendeu menos da metade (ou 46,8%) da demanda estimada para o Sistema Único de Saúde (SUS).

O ministro relator, José Jorge, enfatizou a insuficiência na prestação de serviços radioterápicos. “A quantidade de procedimentos desse tipo realizada em 2010 correspondeu a apenas 65,9% da necessidade estimada para o período”, disse. Em relação aos equipamentos de radioterapia, “mesmo que fossem considerados como integrantes da rede aqueles existentes em instituições privadas que não prestam serviços para o SUS”, o déficit ainda seria de 57 unidades.

De acordo com o relatório, “em termos de capacidade instalada, a rede demonstrava um déficit de 135 unidades de atendimento de radioterapia, 44 de cirurgia e 39 de quimioterapia.”

PINGUE-PONGUE: Artur Katz - oncologista da equipe médica do ex-presidente, no sírio libanês 
Quais foram os sintomas que Luís Inácio Lula da Silva teve para que viesse a descobrir o câncer de laringe?
Ele teve uma rouquidão que durou pouco mais de três semanas e procurou ajuda da nossa equipe médica. Então, o doutor Kalil (Roberto Kalil Filho) solicitou alguns exames e, posteriormente, foi feita a biópsia que detectou o tumor.

E em que local da laringe o tumor está localizado e qual é o seu tamanho?
Ele tem 2,5 centímetros e está localizado na supraglótica, ou seja, na área acima das pregas vocais verdadeiras. Por isso não atingiu as cordas vocais e é considerado um câncer intermediário, do tipo II (numa escala de gravidade que vai de I a IV).

Quais serão os tratamentos aos quais ele será submetido nas próximas semanas?
Ele fará três ciclos de quimioterapia a cada 21 dias e, em meados de janeiro, provavelmente já vai começar a fazer a radioterapia acompanhada de quimioterapia. E, é claro, deverá passar por algumas debilitações comuns destes procedimentos.

E se caso não houver resposta ao tratamento há a possibilidade de retirada da laringe?
Achamos pouco provável que seja necessária a retirada do órgão pelo estágio em que se encontra o tumor. A doença foi descoberta precocemente.

Este tipo de câncer é associado ao tabagismo e ao consumo do álcool. Pode ser este o caso do ex-presidente, que só parou de fumar no ano passado?
Sim, muito provavelmente se trata disso. Os danos acumulativos, em potencial, de pessoas que fumaram por muitos anos, podem se manifestar até 15 anos depois que o indivíduo abandona o vício.

Fonte Estadão

Falta de veículos paralisa entrega de vacinas, exames e outros serviços em SP

Alguns agentes estão fazendo vistorias até a pé; Prefeitura briga na Justiça com locadora

A falta de transporte paralisa parte dos serviços municipais de entrega de vacinas para postos de saúde, realização de exames de sangue em laboratórios externos, combate à dengue, fiscalização de maus-tratos contra animais, consultas médicas em casa, entre outros.

O problema é reflexo de uma briga judicial entre a Prefeitura e a Brasil Dez - empresa de locação de carros contratada em 2009. A administração acusa a empresa de não cumprir o contrato e oferecer menos de um terço dos 662 veículos exigidos no contrato.

O problema começou na semana passada, quando a Justiça determinou que a Brasil Dez, cujos contratos foram rescindidos em junho pela Prefeitura, voltasse a prestar o serviço a partir do dia 24 de outubro. Mas, segundo o sindicato que representa motoristas da Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa), a empresa tem menos de 200 veículos e os serviços de atendimento à população passaram a ser feitos de maneira parcial.

A pé. Ontem, a reportagem visitou bases da Covisa e de Centros de Controle de Zoonoses espalhados pela cidade. Agentes relataram que a maior parte dos funcionários que precisam dos serviços de transporte tem batido ponto e voltado para a casa. Os poucos que conseguem fazer vistorias e sair a campo estão tendo de utilizar transporte público ou ir a pé. Também já houve casos em que carros das subprefeituras foram deslocados para realização dos atendimentos.

Lapa, Penha, Ermelino Matarazzo, M’Boi Mirim e Santana estão entre os bairros afetados - pelo contrato, a empresa tem de atender 64 bases da Covisa e do Centro de Controle de Zoonoses, com veículos do tipo Gol ou Kombi.

A Brasil Dez foi contratada pela Prefeitura há dois anos, mas a administração não aprovou a qualidade do serviço prestado. Segundo agentes da Covisa, havia bem menos veículos à disposição do que o combinado e alguns deles eram bem antigos - até um Gol 1992 era utilizado para atendimentos.

Desde então, a situação se deteriorou. A Brasil Dez enfrenta hoje 909 processos trabalhistas de ex-motoristas que prestaram trabalho para a empresa. "Nem sabemos mais quem coordena quem agora", disse ao Estado um funcionário de alto escalão da Covisa.

À Justiça, porém, a Brasil Dez argumentou que recebeu pagamentos atrasados e reduzidos da Prefeitura.
Segundo funcionários da Covisa, a empresa prometeu à administração normalizar o serviço a partir de hoje, colocando mais carros nas ruas. Ontem, a reportagem não conseguiu localizar nenhum representante da empresa em sua sede, no Parque Continental, em Guarulhos. Também procurou um de seus advogados, mas não houve retorno às ligações até as 20h30.

Já a Prefeitura, que admite que o serviço de transporte está sendo prejudicado, afirmou que vai recorrer da decisão judicial que a obrigou a manter a Brasil Dez prestando esse tipo de serviço. Segundo a administração, carros de outros departamentos serão deslocados para manter os principais serviços da Covisa funcionando.

Demissões. Entre junho e o dia 28 deste mês, quem estava fazendo o serviço de transporte para o governo municipal, em caráter emergencial, era a Transbraçal, empresa que agora ameaça demitir seus 1.100 funcionários que prestavam trabalho à Covisa.

Fonte Estadão

Pesquisadores frequentam cursos para escrever artigos científicos

Universidades brasileiras estão empenhadas em capacitar seus cientistas para escreverem artigos científicos para revistas renomadas. Os cursos, na maioria das vezes, partem das próprias editoras de revistas científicas, interessadas em receber textos de melhor qualidade.

Isso diminuiria o trabalho e o tempo entre o artigo recebido e o publicado (o que pode levar de meses a anos). Já as universidades têm interesse nos cursos para melhorar seus indicadores. Quanto mais artigos emplacados em revistas de alto impacto (amplamente citadas por outros pesquisadores), melhor a instituição aparece nos rankings universitários internacionais.

A Folha acompanhou um dos cursos, ministrado recentemente pela editora científica Springer, na Unesp (Universidade Estadual Paulista), para 80 membros de comissões de pesquisa e de programas de pós-graduação.

EM TÓPICOS

Entre os temas ensinados, há desde "faça títulos curtos" a "escreva seu artigo científico como se estivesse contando uma história a alguém".

"Mesmo quando você escreve sobre algo complicado, deve torná-lo o mais simples possível para que o maior número de pessoas entenda", ensina Warren Raye, da Springer, no curso na Unesp.

Raye também discorreu sobre como escolher um periódico para publicar um artigo, sugeriu maneiras de responder a um parecer (quando o artigo é devolvido pela revista científica) e passou um bloco inteiro falando sobre ética nas publicações científicas. "Não faça múltiplas submissões de artigos nem plágios e não falsifique ou fabrique dados", ensinou Raye.

O curso da Springer foi ministrado para plateias lotadas também em instituições como USP, Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

O interesse dos cientistas por esse tipo de oficina é compreensível. "Os pesquisadores nunca foram ensinados a escrever de maneira técnica, muito menos em inglês", explica a bióloga e ex-editora da "Science" Márcia Elblink.

Ela é uma das fundadoras da empresa Publicase, que, segundo ela, é a primeira especialista em treinar cientistas para escreverem dissertações, teses e artigos no país.

A empresa surgiu em 2007, época em que o país "acordou" para a necessidade de aumentar a publicação de artigos na academia.

COBRANÇA

"Realmente não temos um treinamento específico na universidade e somos cobrados para publicar", analisa a veterinária Flávia Verechia Pereira, da Unesp. Ela participou do curso da Springer e disse que "gostou muito".

Para Elblink, da Publicase, a falta de capacitação na redação científica não é um problema apenas do Brasil. "Mas as universidades de ponta do mundo têm centros para ajudar os autores e tirar dúvidas", diz a especialista.

Hoje, a demanda de universidades, de hospitais privados e de empresas pelos cursos de redação científica é tanta que a agenda de 2011 da Publicase fechou em maio.

Uma semana de treinamento intensivo (40 horas) sobre "como escrever um artigo para uma revista de alto impacto", por exemplo, sai por R$ 12 mil por pessoa. Mas há cursos mais curtos.

"Escrever um artigo é uma questão de treino. Como correr uma maratona", completa Andrea Kaufmann-Zeh, que também é da empresa.

Fonte Folhaonline