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terça-feira, 29 de maio de 2012

“Escassez de profissionais no mercado de TI é lenda”

Para Ricardo Menezes, da Dell, as fusões e aquisições do setor estão impulsionando um maior nível de profissionalização das empresas

Em 2009, a fabricante Dell colocou em prática o plano de atuar mais fortemente nos mercados de saúde e educação no Brasil. A exemplo do trabalho que já fazia ao redor do mundo, a companhia aproveitou a deixa da aquisição da provedora de serviços de Perot Systems para encampar o desafio de fornecer serviços e infraestrutura para empresas nestas verticais.

A importância desta nova visão de negócios é que ao invés de se aproximar do cliente na intenção de vender um novo servidor, a empresa passou a olhar como ela poderia melhorar a farmácia daquele hospital.

Indicada pela segunda vez consecutiva para o Top Hospitalar, juntamente com a Teiko e IBM, a Dell olhou para a possibilidade de preencher uma lacuna no atendimento do mercado de saúde. A entrada neste setor da empresa, que este ano levou o prêmio da categoria Indústria de TI/serviços, coincide com a guinada das empresas em direção a uma maior profissionalização.

“É um passo necessário, obrigatório e impossível de não ser dado”, afirma Ricardo Menezes, diretor de Vendas para Saúde da companhia. “Ninguém imagina hoje, no Brasil, que está à frente de alguns países de primeiro mundo, o mercado financeiro sem a sofisticação que para nós é lugar comum. Então este histórico do mercado financeiro vai acontecer no segmento de saúde, mas vai levar 5 anos, ao invés de demorar os 40 anos que levou o mercado financeiro, porque obviamente a dinâmica de hoje é muito diferente da década de 1960 e 1970.”

O fato é que as fusões e aquisições do setor estão impulsionando um maior nível de profissionalização das empresas. O que não aconteceria se os grupos continuassem sendo grupos familiares.

Menezes chama de lenda a ideia da escassez de profissionais no mercado. O executivo afirma que em relação a tecnologia e consultoria para saúde, o Brasil já tem boas amostragens de profissionais de alto nível. “Por exemplo, nós contratamos recentemente pessoas que tinham 10 anos no assunto”, afirma o executivo.

Se para a Dell o Brasil representa um grande mercado potencial, para a concorrente IBM, não é menos. A empresa divulgou no último balanço que o crescimento obtido nos países dos Brics foi maior do que nas demais regiões em crescimento, onde anualmente registrou-se avanço de 7%, contra 10% na região formada por Brasil, Rússia, Índia e China.

Adicionalmente, a companhia norteamericana registrou globalmente uma receita de US$ 10,5 bilhões apenas com a área de serviços de tecnologia.

A outra indicada, a Teiko, provedora de soluções em TI, destacou no ano passado com a modernização do ambiente de TI do Hospital Santa Catarina, com o projeto “Alta Disponibilidade II”, cujo resultado apresentou ganho de 50% a 90% em tempo de execução das operações.

A visão do executivo da Dell a respeito da necessidade de investimentos que este mercado demanda aponta para outro fator crítico: a maior exigência do cliente dos hospitais. “O cliente final não aceita ser tratado de uma forma pouco sofisticada”, completa Menezes.

Fonte SaudeWeb

Nestlé busca consolidar-se na área hospitalar

Com a Nestlé Health Science, companhia aposta em produtos para nutrição clínica

Conhecida mundialmente no setor de alimentação, em 2011, a Nestlé deu mais um passo e abriu a Nestlé Health Science, com intuito de desenvolver também a área de nutrição clínica. E é neste segmento que a multinacional foi reconhecida e conquistou o troféu Top Hospitalar 2011, na categoria Nutrição Clínica – alimentação enteral. Com a multinacional também concorreram ao troféu a Support (Danone) e a Abbott.

Em nota enviada à redação, a empresa afirma que, segundo o CEO da multinacional, Paul Bulcke, a criação da Nestlé Health Science S.A. proporcionará à empresa uma função de liderança em uma indústria inteiramente nova, enquanto permitirá manter o foco necessário nos negócios fundamentais de alimentos, bebidas e nutrição”.

No ano de 2011, a empresa também alinhou sua estratégia à tendência de envelhecimento populacional e colocou no mercado um suplemento alimentar desenvolvido para esse público.

De acordo com o diretor da Nestlé Healthcare Nutrition, Marco Hidalgo, o plano para os próximos anos é consolidação na área hospitalar. “O desafio da área é estreitar ainda mais sua relação com os hospitais e profissionais de saúde, além de reforçar seu compromisso de melhorar o status nutricional da população com soluções inovadoras que contribuam cada vez mais para a recuperação dos pacientes”, afirmou.

Fonte SaudeWeb

7 passos para uma gestão profissionalizada

Especialista fala sobre o perigo de falsas OSs e OSCIPs, que visam exclusivamente abocanhar uma fatia de “novos negócios na saúde pública”

Por José Cleber do Nascimento Costa*

Este País parece mesmo destinado à prosperidade. Possui 48% da área de toda a América do Sul e tem 50,3% da população dessa região (mais de 190 milhões de brasileiros). Como se ainda não bastasse, tem 54,7% do PIB sul-americano. Só o Estado de São Paulo tem um PIB maior do que o argentino, e o do Rio de Janeiro é maior do que o do Chile. Nosso Brasil, definitivamente, cresce a passos largos.

Mas é ingenuidade pensar que todos os atores da saúde agem com as melhores intenções assistenciais, sem pensar em receitas, despesas, custos, lucros e sustentabilidade. Logo, o papel da administração profissional é cada vez mais imprescindível às organizações hospitalares. As técnicas de gestão de risco, acreditação, logística, cadeia de suprimentos, finanças, planejamento, entre outras, exigem que o hospital privado ou público, de qualquer esfera, esteja atualizado sobre todos esses temas.

Assim, seus gestores precisam se preocupar com uma administração moderna; conhecer o mercado e suas assimetrias; relacionar-se com as pessoas e com os profissionais envolvidos na prestação de serviços; procurar fontes de financiamento; saber o ambiente jurídico que as envolve, os sistemas de informações, as estatísticas setoriais, as técnicas de negociação e tantos outros aspectos, relevantes na direção de um hospital.

Hoje as PPPs – Parcerias Público-Privadas, na área de saúde, viraram linguagem comum no nosso meio. Tudo isso com um único objetivo: gerenciamento racional com qualidade, capacidade de investimentos, profissionalização, metas, controles, inclusive social, gerando sustentabilidade e perpetuidade.

Existem entidades sérias, tanto privadas como sem fins lucrativos, que estão interessadas em participar desses contratos, em função do lucro justo ou para cumprir suas funções estatutárias e sociais – e o fazem muito bem! Por outro lado, parece existir um verdadeiro berçário de falsas Organizações Sociais (OSs) e/ou Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs), as quais produzem e registram estatutos, com diretores e artigos duvidosos e, que se cadastram em órgãos legais, visando exclusivamente abocanhar uma fatia de “novos negócios na saúde pública”, sem a preocupação real com a gestão profissional. Tais entidades podem representar um perigo real ao gestor público mas, sobretudo, geram sérios danos à sociedade em geral.

Também existem prestadores de serviços de infraestrutura hospitalar – das áreas de esterilização, coleta de resíduos sólidos, higienização, segurança, nutrição, lavanderia, manutenção predial e de equipamentos, engenharia clínica, entre outros – que estão se organizando em consórcios, com objetivo de tomar para si esses contratos e prestar seus serviços.

As lideranças políticas e os gestores terceirizados também precisam observar princípios, que garantam uma assistência adequada e uma evolução na qualidade de vida daquelas pessoas que buscam esse atendimento. Essa nova forma de a sociedade acessar os serviços de saúde é pluralista de pensamentos, mas precisa agir com gestão profissional. Para isso, fundamentalmente, é necessário:


1. Estudar orçamentos e planilhas financeiras em bases realistas, inclusive, provisionando os valores de rupturas de contratos;

2. Fazer uma excelente gestão de pessoas, na qual se garanta que no quadro existam profissionais com comprovada habilitação e experiência;

3. Estabelecer um programa de qualidade que assegure uma assistência digna aos cidadãos e um sistema de informações gerenciais, assistenciais e epidemiológicas;

4. Ter metas e prazos claros, com auditorias permanentes, visando evitar desvios e obter o perfeito alcance dos resultados;

5. Minimizar os riscos de desequilíbrio econômico-financeiro do contrato, com ajustes adequados e reajustes – tudo na forma da legislação vigente;

6. Criar uma operação eficiente e eficaz, que dê suporte aos atos médicos, de enfermeiros e dos demais profissionais de saúde;

7. Manter um plano diretor de obras que se coadune a um plano diretor de medicina.

Desta forma, as oportunidades para gestores profissionais de saúde e consultores especializados são cada vez melhores. A maior demanda dos hospitais tem sido por profissionais que auxiliem no diagnóstico institucional, na formulação de soluções eficientes e na operação/execução dessas diretrizes.

Por fim, somente gestores especializados em administração hospitalar, associados a equipes multidisciplinares formadas por engenheiros, arquitetos, médicos e demais profissionais, poderão dar uma resposta eficaz às demandas atuais das nossas instituições de saúde, uma vez que vivemos este momento único de prosperidade!

José Cleber do Nascimento Costa é administrador hospitalar, com mestrado pela Universidade Mackenzie, MBA pela FIA-USP, membro da Academia Brasileira de Administração Hospitalar, vice-presidente de Gestão Administrativa da ABDEH – Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar (www.abdeh.org.br) e atual diretor geral do INDSH – Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (www.indsh.org.br).

Fonte SaudeWeb

Santa Casa BH inaugura 34 leitos de enfermaria

As novas instalações fazem parte do Projeto Mil Leitos SUS e estão localizadas na Ala C do 8° e do 9° andar do Hospital Central

Na última sexta-feira, a Santa Casa de BH inaugurou 34 leitos de enfermaria destinados ao atendimento de pacientes da rede pública de saúde. As novas instalações fazem parte do Projeto Mil Leitos SUS e estão localizadas na Ala C do 8° e do 9° andar do Hospital Central.

Segundo o provedor da Santa Casa BH, Saulo Levindo Coelho, cerca de 40% do atendimento da instituição é destinado a pacientes de outros municipios. O executivo ressalta que na última sexta-feira, a entidade completou 113 anos. E afirma que um dos objetivos da instituição é levar assistência humanizada às pessoas que só podem contar com o sistema público de saúde.

Com a abertura das duas novas unidades, a Santa Casa BH passa a contar com 1.088 leitos para atender pacientes do SUS, sendo 140 de CTI e 948 de enfermaria.

Mil Leitos SUS
O Projeto Mil Leitos SUS foi criado pelo Grupo Santa Casa BH, em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte e o Ministério da Saúde, e tem como objetivo transformar o Hospital Central em unidade 100% SUS. Para isso, estão sendo realizadas obras de adequação das enfermarias com instalações confortáveis e modernas. Também está previsto a aquisição de equipamentos que irão situar Belo Horizonte como uma das capitais com a melhor resolutividade no atendimento ao paciente do Sistema Único de Saúde. Ao todo, serão investidos mais de R$ 47 milhões no projeto.

Responsável por uma média de 2.500 internações/mês de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS.

Fonte SaudeWeb

Remédios antigos: Chophytol drágeas e solução oral