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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Medicamento antifúngico comum retarda crescimento de tumores

Pesquisa sugere que o tiabendazol pode ser uma nova promessa no tratamento quimioterápico para alguns tipos de câncer

Um medicamento antifúngico comum, chamado tiabendazol, é capaz de retardar o crescimento de tumores, de acordo com pesquisadores da Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos.

A pesquisa sugere que o medicamento pode ser uma nova promessa no tratamento quimioterápico para o câncer.

O tiabendazol é uma droga genérica, aprovada pelo Food and Drug Administration (FDA), e que deve ser tomada por via oral. Ela é usada no combate a fungos há 40 anos.

A equipe, liderada por Hye Ji Cha, Edward Marcotte, John Wallingford e outros cientistas descobriu que o medicamento destrói vasos sanguíneos recém estabelecidos, tornando-se uma espécie de "agente de ruptura vascular".

A inibição dos vasos sanguíneos pode ser uma ferramenta quimioterapêutica importante porque corta o abastecimento dos tumores, que induzem a formação de novos vasos para alimentar seu próprio crescimento.

Em testes com ratos, os pesquisadores descobriram que o tiabendazol reduziu em mais da metade o crescimento de vasos sanguíneos em fibrossarcomas, cânceres do tecido conjuntivo, geralmente bem vascularizados. Além disso, a droga também desacelerou o crescimento dos tumores.

"Isto é muito emocionante, porque, de certa forma, 'tropeçamos' na descoberta do primeiro agente de ruptura vascular aprovado para seres humanos. Nossa pesquisa sugere que o tiabendazol pode ser usado clinicamente em combinação com outras quimioterapias", explica Marcotte.

Pesquisas anteriores revelaram genes em uma levedura unicelular que eram compartilhados com vertebrados em virtude de sua história evolutiva em comum. Nas leveduras, que não têm vasos sanguíneos, os genes são responsáveis por responder a várias tensões para as células. Em vertebrados, os genes foram redefinidos para regular o crescimento venoso e arterial, ou angiogênese.

"Analisando este conjunto específico de genes, podemos ser capazes de identificar drogas que também atuem como inibidores da angiogênese e que sejam adequadas para a quimioterapia", observa Marcotte.

Eles testaram a eficácia da droga sobre a inibição do desenvolvimento de embriões de rã. Estes são vertebrados de crescimento rápido em que os cientistas podem ver o crescimento de vasos sanguíneos in vivos.

Eles descobriram que os embriões de rã cultivados em água com a droga ou não cresceram vasos sanguíneos ou vasos sanguíneos que cresceram foram dissolvidos pela droga. Curiosamente, quando a droga foi removida, os vasos sanguíneos dos embriões cresceram de novo.

O objetivo dos cientistas agora é realizar ensaios clínicos com seres humanos.

Fonte isaude.net

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