Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Fundo Mundial para Pesquisas de Câncer lista 10 dicas de prevenção à doença


Se for consumir bebidas alcoólicas, limite-as a duas doses
ao dia se for homem e a uma dose se for mulher
Estimativas apontam que o Brasil terá mais de 500 mil novos casos em 2013
 
Estimativas apontam que o Brasil terá mais de 500 mil novos casos de câncer em 2013. A doença é a segunda maior causa de mortes no país (a primeira são os problemas cardiovasculares). Apesar desses números, o índice de cura tem aumentado bastante. Há 50 anos, o câncer era sentença de morte em 70% dos casos. Atualmente, 50% dos doentes conseguem se curar.
 
Para o Fundo Mundial para Pesquisas de Câncer, a prevenção é o melhor caminho para se evitar a doença. Mas prevenção significa, na maioria dos casos, mudanças de hábitos de vida, como largar o cigarro, deixar o sedentarismo de lado e descartar comidas pouco ou nada saudáveis.

 
Confira a seguir 10 dicas de prevenção elaboradas pelo fundo mundial:
 
1) Gordura corporal
Mantenha-se o mais magro possível, sem ficar abaixo do peso.
 
2) Atividade física
Mantenha-se fisicamente ativo, por pelo menos 30 minutos todos os dias.
 
3) Alimentos e bebidas que promovem ganho de peso
Evite bebidas açucaradas (refrigerantes, sucos artificiais) e limite o consumo de alimentos e bebidas de alto valor calórico.
 
4) Alimentos de origem vegetal
Coma mais alimentos de origem vegetal, como hortaliças, frutas, cereais e grãos integrais.
 
5) Alimentos de origem animal
Limite o consumo de carnes vermelhas e evite carnes processadas (embutidos em geral).
 
6) Bebidas alcoólicas
Limite o consumo de bebidas alcoólicas. Se for consumir bebidas alcoólicas, limite-as a duas doses ao dia se for homem e a uma dose se for mulher.
 
7) Preservação, processamento e preparo
Limite o consumo de alimentos salgados e de comidas industrializadas com sal. Cuidado com cereais e grãos mofados.
 
8) Suplementos alimentares
Não use suplementos alimentares para se proteger contra o câncer. Tenha como objetivo o alcance das necessidades nutricionais apenas por intermédio da alimentação.
 
9) Amamentação
Amamente as crianças pelo menos até os seis meses. As mães devem amamentar e as crianças devem ser amamentadas.
 
10) Sobreviventes do câncer
Siga as recomendações de prevenção do câncer.
 
Fonte Zero Hora

Hora certa de desmamar depende muito da relação entre mãe e bebê

Médicos recomendem que a amamentação não ultrapasse os dois anos, mas órgãos de saúde não impõem restrição
 
Para grande parte das mulheres, a amamentação representa muito mais do que nutrição do bebê: simboliza um momento de intimidade, troca de afeto e estabelecimento de vínculo. Justamente por esse motivo, romper com esse laço pode se tornar um desafio.
 
Mãe do pequeno Jan Felipe, dois anos, Jéssika Assmann sabe muito bem o que isso quer dizer. Natural de Canela, ela recentemente foi aprovada no concurso da Brigada Militar para bombeiro e agora passa por um curso de formação em Taquara. Todos os dias, dirige de uma cidade a outra para conseguir amamentar o filho (em algumas ocasiões, repete o trajeto até quatro vezes). Já pensou em desistir por conta do deslocamento. Mas, ao perceber a reação negativa de Jan, voltou atrás:
 
Vou amamentá-lo enquanto sentir que está sendo saudável para seu crescimento.
 
A experiência de Jéssika repete a história de muitas mulheres que além de conciliar trabalho carreira, vida pessoal e filhos, têm de administrar o sentimento de culpa que surge quando o dever chama e é preciso distanciar-se dos filhos.
 
Embora alguns médicos recomendem que a amamentação não ultrapasse os dois anos, o pediatra Benjamin Roitman explica que a Organização Mundial da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria não impõem nenhuma restrição. Quanto mais contato com o leite materno, mais fortalecido estará o sistema imunológico da criança.
 
Se está bom para a mãe e para o filho, ela deve ser mantida. Mas é importante estabelecer limites, para que o peito não seja visto como um brinquedo — explica Roitman.
 
A psicóloga clínica Alessia Carpes diz que a hora certa do desmame vai depender muito da relação mãe-bebê. Se há a possibilidade de continuar a amamentação, sempre vai ser melhor, até pela criação de vínculo emocional e físico. É necessário fazer gradativamente essa separação. A criança está criando sua autonomia, e a mãe está recuperando a sua.
 
Deve-se substituir aos poucos o leite materno, explica Alessia, e fazer a criança entender o processo por meio de muita conversa. Outra estratégia, segundo ela, pode ser o uso de atrativos lúdicos.
 
Essa foi a ideia da analista de mídias sociais Paola Veiga Macchi Kendzerski, que parou de amamentar aos seis meses, mas adotou a hora do banho como momento de maior proximidade com sua filha Rafaela, de nove meses:
 
É uma situação tão boa entre mãe e filha que, quando termina, chega a dar saudade.
 
Fonte Zero Hora

Nutricionistas avaliam hábitos alimentares de cerca de mil estudantes

O programa Meu Pratinho Saudável aconselha que metade do
prato da criança contenha verduras e legumes (crus e cozidos)
Melhorar os hábitos alimentares de crianças e adolescentes. Esse é o objetivo do programa Meu Pratinho Saudável nas Escolas, lançado nesta terça (11) pelas secretarias de saúde e de educação do Estado de São Paulo.
 
Das 7h às 17h30, nutricionistas do Instituto do Coração e do Hospital das Clínicas da FMUSP -- idealizadores do programa-- vão fazer avaliação nutricional de cerca de mil alunos da Escola Estadual Província de Nagasaki, na zona norte.
 
Além de passar pela avaliação, os estudantes podem participar de atividade em que o objetivo é montar um prato com alimentos feitos de resina. Os nutricionistas explicam em seguida as propriedades de cada alimento e como balancear cada refeição, para que se torne mais saudável.
 
As merendeiras responsáveis pelas cozinha da escola também vão receber orientações.
 
O programa Meu Pratinho Saudável aconselha que metade do prato da criança contenha verduras e legumes (crus e cozidos).
 
A outra metade deve ter 1/4 de alimentos ricos em proteínas (como carne vermelha, frango, peixe, ovos) e leguminosas (como o feijão, grão de bico, soja, lentilha) e mais 1/4 com carboidratos, de preferência em sua forma integral (como arroz, massas, batatas, mandioca, mandioquinha, farinhas).
 
A iniciativa é parte de uma campanha maior, intitulada Meu Prato Saudável, que busca orientar também adultos.
 
 Fonte Folhaonline

'Cobaia humana' poderá ser paga no país

Voluntários de pesquisas clínicas, as chamadas "cobaias humanas", vão poder ser remunerados no país. A prática, que existe em países como os EUA e o Reino Unido, era proibida no Brasil.
 
As novas regras valem para estudos de fase 1, que envolvem pequenos grupos de pessoas e analisam a segurança de um novo fármaco, e de bioequivalência (que verificam se um genérico tem a mesma eficácia de uma droga de marca, por exemplo).
 
A proposta foi aprovada ontem pelo Conselho Nacional de Saúde e altera o sistema CEP/Conep (Comitês de Ética em Pesquisa/Comissão Nacional de Ética em Pesquisa), que regula tais estudos.
 
Segundo o ministro Alexandre Padilha (Saúde), outra importante mudança será a possibilidade de os CEPs de cada instituição (como os da USP e da Unifesp, por exemplo) aprovarem projetos de pesquisa sem ter de passar pelo crivo da Conep.
 
A chamada dupla avaliação -na qual tanto o CEP interno quanto o Conep precisam aprovar um estudo antes de ele começar- é uma das principais críticas feitas ao modelo atual.

Para resolver isso, os CEPs deverão ser reestruturados, cumprir um conjunto de critérios ainda a serem definidos e passar por um novo credenciamento. "Tem de ter alta qualidade técnica e envolver pesquisas atraentes para a área pública, como as de câncer e tuberculose."
 
A duplicidade de aprovações atrasa os projetos de pesquisa clínica no Brasil, o que leva indústrias a buscarem outros países como parceiros.
 
A expectativa, segundo o ministro, é que a mudança esteja concluída até o final do primeiro semestre de 2013.
 
Sem avanço
Pesquisadores e representantes da indústria, no entanto, fizeram críticas à nova norma. Para eles, o problema é que ela continua exigindo a dupla aprovação quando a pesquisa tem colaboração estrangeira, por exemplo -e é isso o que ocorre na grande maioria dos casos.
 
"O Conselho Nacional de Saúde não enfrentou a questão central", diz Antônio Britto, presidente da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa).
 
Para Rubens Belfort Jr., professor da Unifesp e presidente da SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), a permissão para remunerar voluntários pode dar origem a explorações e precisa ser muito bem controlada.
 
"A remuneração precisa ser adequada. Uma coisa é ressarcir transporte, refeição. Outra coisa é dar R$ 10 mil para tomar uma injeção."
 
Belfort diz que a falta de voluntários não é um problema importante. "Quando a pesquisa é útil, o próprio paciente se interessa."
 
Daniel Lang, presidente da Abracro (Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica), afirma que não houve avanço significativo. "Vamos conseguir extinguir a pesquisa clínica no Brasil. O país acaba saindo do calendário de aprovações por ser moroso."
 
Padilha argumenta que a velocidade de aprovação vai melhorar, mesmo quando houver parcerias com grupos internacionais. Segundo ele, bastará que a pesquisa seja feita junto com uma instituição nacional, com comitê de ética que siga as novas regras, para que não seja mais necessária a aprovação pelo Conep.
 
Fonte Folhaonline

Operação prende dez por fraude à saúde no interior de São Paulo

De acordo com promotores do Gaeco, quadrilha usava empresas de fachada para fraudar licitações e desviar recursos mediante o pagamento de notas fiscais 'frias' ou superfaturadas
 
Dez pessoas foram presas nesta terça-feira, 11, acusadas de montar um esquema para desviar recursos públicos destinados à saúde, no interior de São Paulo. Computadores, documentos e cerca de R$ 1 milhão em dinheiro vivo foram apreendidos em poder dos supostos criminosos na Operação Atenas, ação conjunta do Ministério Público do Estado de São Paulo e da Polícia Civil. O 11º acusado não foi localizado e é considerado foragido. Além de Itapetininga, a 165 km de São Paulo, onde ocorreu a maioria das prisões, o grupo tinha ramificações em outras cidades paulistas, na capital e, ainda, em cidades do Rio de Janeiro e de Santa Catarina.

De acordo com promotores do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a quadrilha usava empresas de fachada para fraudar licitações e desviar recursos mediante o pagamento de notas fiscais "frias" ou superfaturadas. Faziam parte do esquema as associações civis Sistema de Assistência Social e Saúde (SAS) e Instituto SAS que atuavam no Hospital Regional de Itapetininga, um hospital público, e na prefeitura da cidade. O grupo pagava propina a agentes públicos para direcionar contratos ao SAS.

A associação e o Instituto, embora independentes juridicamente, tinham um administrador comum, Fábio Berti Carone, acusado de chefiar o esquema. O dinheiro apreendido, em notas de reais, dólares, euros, pesos argentinos e pesos chilenos, estava num cofre e numa mala, na casa desse suspeito, em São Paulo. Há indícios de que os recursos ilegais foram usados para financiar campanhas políticas. Pelo menos um prefeito é suspeito de receber propina - o caso será investigado pela Procuradoria Geral de Justiça, órgão máximo do MPE.

As investigações começaram a partir do depoimento do vice-prefeito e então secretário de Saúde de Itapetininga, Geraldo Miguel de Macedo, apontando irregularidades no termo de parceria entre o SAS e a prefeitura para a administração do Hospital Regional de Itapetininga. Os acusados, médicos, empresários, advogados e servidores públicos, entre eles a administradora do hospital, Vilma Aparecida de Oliveira, continuavam sendo ouvidos, no final da tarde, na Delegacia Antissequestro de Sorocaba. Todos tiveram decretada a prisão temporária por cinco dias.

Pelo menos 15 empresas que mantiveram relações com a suposta quadrilha estão sob investigação. Além de Itapetininga, foram identificados contratos possivelmente fraudados em hospitais da capital, São Miguel Arcanjo e Americana, no interior; Araçariguama e Vargem Grande Paulista, na Grande São Paulo; Rio de Janeiro (RJ) e Araranguá (SC). Os valores desviados não tinham sido divulgados até a tarde desta terça. A prefeitura de Itapetininga informou, em nota, que já havia aberto procedimento administrativo para apurar o convênio com a SAS. Também colaborou com as investigações enviando ao MPE a documentação solicitada. Os advogados de Carone e da administradora irão se manifestar após terem acesso às peças da investigação.

Para lembrar
Em junho do ano passado, doze pessoas foram presas na Operação Hipócrates, que investigava fraudes em licitações e na escala de plantões médicos no Conjunto Hospitalar de Sorocaba, mantido pelo Estado. Entre os detidos estavam o diretor e dois ex-diretores do hospital, além de integrantes do governo paulista. O inquérito do MPE que denunciou 48 pessoas acabou anulado pelo Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo sob a alegação de que as provas foram obtidas mediante escuta ilegal. Houve recurso, mas até agora os acusados estão impunes - 30 deles continuam trabalhando no sistema público de saúde.

Fonte Estadão