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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Obesidade atinge quase 35% da população adulta norte-americana

Obesidade atinge quase 35% da população adulta norte-americana Divulgação/Divulgação
Divulgação
Obesidade representa um desafio para a saúde pública nos Estados
 Unidos e custa US$ 190 bilhões ao ano em despesas médicas,
segundo levantamento
Relatório divulgado nesta semana aponta que a faixa etária mais afetada é de pessoas entre 40 e 59 anos
 
Segundo um relatório divulgado nesta quinta-feira, quase 35% dos adultos são obesos nos Estados Unidos, um número elevado que coloca o problema entre os principais desafios de saúde pública do país.
 
De acordo com o informe dos centros de prevenção de doenças (CDC), mais de 78 milhões de adultos - 34,9% - eram obesos entre 2011 e 2012, um percentual que permaneceu quase inalterado desde os anos 2003-2004. A taxa de prevalência era de 35,7% em 2009-2010.
 
A faixa etária mais afetada é a compreendida entre 40 e 59 anos, tanto para homens (39,5%) quanto para mulheres (39,5%).
 
A obesidade é calculada em função do índice de massa corporal (IMC), isto é, a relação entre peso e altura, e é considerada obesa a pessoa com proporção superior a 30.
 
A condição representa um grande desafio para a saúde pública nos Estados Unidos e custa US$ 190 bilhões ao ano em despesas médicas, segundo estudo da Universidade Cornell.
 
A obesidade afeta também os mais jovens. Um terço das crianças e adolescentes americanos está acima do peso ou é obeso, mas em agosto passado, pela primeira vez o CDC anunciou uma sutil redução em crianças muito pequenas de famílias de baixa renda.
 
AFP

Prefeitura de SP reduz vagas para tratamento de dependentes químicos

Usuários de drogas em centro terapêutico de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo
Apu Gomes/Folhapress
Usuários de drogas em centro terapêutico de Itapecerica da Serra,
na Grande São Paulo
A gestão Fernando Haddad (PT) encerrou contratos com três comunidades terapêuticas "clínicas para tratar dependentes químicos", fechando ao menos cem leitos de internação.
 
Assinados na administração anterior, de Gilberto Kassab (PSD), os convênios venceram e não foram renovados.]
 
Com essa medida, a Prefeitura de São Paulo vai priorizar um modelo de atendimento que reduz internações prolongadas e mantém usuários de drogas nas chamadas unidades de acolhimento, onde é permitido que eles passem por tratamento sem ficarem isolados.
 
As vagas de internação fechadas, diz o município, foram "reabertas" nesses locais.
 
Em vez de isolamento por um período de três a seis meses, como nas comunidades terapêuticas, os usuários de drogas ficam em casas da prefeitura, com a possibilidade de sair para trabalhar ou estudar e, depois, voltar para dormir.
 
A administração municipal chama essa política de "redução de danos".
 
A coordenadora de Saúde Mental da prefeitura, Myres Cavalcanti, afirma que a internação prolongada de dependentes não é ideal.
 
Ela diz que os leitos fechados já foram repostos em novas casas de acolhimento --seis delas foram abertas neste ano, aumentando o total de unidades para 16.
 
Programa estadual 
Mais uma tentativa de reduzir o número de viciados em crack, o novo modelo se confronta com o programa do governo paulista, iniciado em janeiro deste ano, que prevê internação involuntária --contra a vontade do dependente-- em hospitais e clínicas da rede estadual.
 
Representantes das comunidades dizem que a mudança põe em risco o tratamento iniciado com dependentes químicos graves.
 
"As famílias estão desesperadas. Tenho experiência em dependência química e não acredito em redução de danos", disse uma funcionária da Comunidade Sagrada Família, em Cotia (Grande São Paulo), que pediu para não ser identificada.
 
"Nesse método, a pessoa costuma usar [droga] controladamente para tentar chegar ao ponto de abstinência."
 
A prefeitura nega que permitirá o uso controlado.
 
Além da Sagrada Família, cujo contrato foi encerrado em 15 de agosto, as comunidades Estância Verão, em Cajamar (Grande São Paulo), e Padre Haroldo, em Campinas (100 km de SP), também não tiveram os acordos renovados.
 
Os convênios firmados com outras três entidades vencem neste ano. A prefeitura ainda estuda se haverá ou não a renovação.
 
Gestor de convênios da Estância Verão, o psicólogo Edson Terra Tomazi disse que o município vai precisar ampliar os leitos das unidades de acolhimento.
 
"Do ponto de vista técnico, não acho que a prefeitura esteja errada. O que não pode é fechar leitos sem abrir outros para dar continuidade. E não é possível dizer que isto esteja acontecendo."
 
Mantido
Usuário de crack desde os 26 anos, A., 49, desempregado, teria o tratamento interrompido numa das clínicas cujo convênio acabou. Ele se recusou a sair e pediu à direção que o mantivesse. Conseguiu.
 
Morador do Itaim Paulista (zona leste), A. está há cinco meses internado. "O pessoal da prefeitura queria me levar para essa unidade de acolhimento. Eu iria voltar a usar [droga], certamente. Ninguém passa o dia na rua sem usar. A recaída é muito mais fácil."
 
Folhaonline

Isolar dependente químico nem sempre ajuda, diz prefeitura de SP

O tratamento prolongado em comunidades terapêuticas não é a solução para dependentes químicos, afirma a coordenadora de saúde mental da Prefeitura de São Paulo, Myres Cavalcanti.
 
Segundo ela, as internações referentes a casos graves continuarão a ocorrer, mas em hospitais gerais.
 
"Não acreditamos que trancar a pessoa por seis meses seja o que vai deixá-la curada ou abstêmia", afirmou.
 
Ela diz que as comunidades terapêuticas ficam fora da capital e que esse distanciamento da rede Caps (Centros de Atenção Psicossocial) prejudica o tratamento. Por isso, ela afirma que optou por não renovar os convênios com clínicas e ampliar as unidades de acolhimento (UAs).
 
De acordo com Myres, não há uso controlado de drogas nessas casas. "É um plano de convivência monitorado por profissionais. As pessoas trabalham, estudam e voltam para a casa, onde são escaladas para serviços, como cozinhar, por exemplo. Todos têm responsabilidades. Ninguém usa droga na casa", disse.
 
'Insucesso'
Myres afirmou que os casos de internação serão encaminhados para os hospitais.
 
"Se a pessoa quer se tratar, vai para um hospital geral e ficará num leito por até 15 dias. Depois que ela sair, vai para um Caps, com o apoio da família. Se não tiver nessas condições, pode ir para as casas [de acolhimento]."
 
Segundo ela, o plano inclui suporte às famílias e acompanhamento de psiquiatras e assistentes sociais.
 
A coordenadora defende que o tratamento que não esteja vinculado à rede Caps "tende ao insucesso".
 
"As estatísticas mostram que, do total de dependentes, 30% vão ficar sem uso [de droga] para sempre. Os 70% restantes temos que trabalhar para a redução de danos, com esforço para a cura. Esse é o tratamento para dependência."
 
De acordo com Myres, a internação contra a vontade do dependente só é necessária quando há risco de morte.
 
Várias opções
Para o psiquiatra Arthur Guerra, professor do Departamento de Psiquiatria da USP, as internações prolongadas devem ocorrer nos casos mais graves.
 
"Não defendo internação prolongada, mas, em termos de saúde pública, acredito que deve haver diversas opções, seja de período prolongado, curto prazo ou redução de danos. O que não pode é fechar numa opção só, de forma radical", afirmou.
 
"Para alguns pacientes, a internação prolongada é a única opção. Não adianta eu, por uma questão ideológica, achar que não é ideal e o paciente sentir que é", disse.
 
Folhaonline

Estudo acha substância protetora contra alzheimer

Uma substância mostrou, em testes in vitro, que é capaz de bloquear uma interação entre moléculas que leva à doença de Alzheimer.
 
O achado é de um grupo de pesquisadores do A.C. Camargo Cancer Center, que acabam de publicar um novo estudo no periódico "Journal of Neuroscience".
 
Estudos anteriores (incluindo trabalhos desse mesmo grupo) já haviam demonstrado que a proteína príon, que ocorre naturalmente no cérebro mas é mais conhecida como a causadora de doenças como a da vaca louca e de Creutzfeldt-Jakob, também tem funções benéficas.
 
Um desses benefícios ocorre quando a príon se une à proteína STI1: a parceria leva à proteção de neurônios contra agressões.
 
O problema é que a proteína príon também "gosta" de fazer ligações tóxicas, como a que acontece com oligômeros beta-amiloides e que leva ao mal de Alzheimer.
 
O que os pesquisadores fizeram agora foi usar a proteína STI1 para se ligar à príon e impedir sua união com a beta-amiloide.
 
"Mostramos em diferentes modelos bioquímicos e celulares que somos capazes de bloquear a interação da príon com a beta-amiloide e que a união da príon com a STI1 reverte a toxicidade no neurônio", afirma Vilma Martins, diretora de pesquisa do A.C.Camargo Cancer Center.
 
O próximo passo é testar a proteína STI1 em animais. Ainda é cedo para pensar no uso da substância em humanos, mas Martins diz acreditar que, se os testes em laboratório derem certo, a molécula poderia servir de molde para uma droga no futuro.

Folhaonline

Campanha pede redução de impostos sobre remédios

Uma campanha lançada neste mês quer pressionar o governo a reduzir os impostos e, consequentemente, o preço de medicamentos no Brasil.
 
Quem está por trás da iniciativa é a Abrafarma (associação de redes de farmácias e drogarias) e a Interfarma (associação que representa a indústria farmacêutica).
 
Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress
 
Segundo as entidades, o Brasil é um dos campeões de impostos sobre medicamentos, com uma carga tributária de 34%. A conta foi feita pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação.
 
O ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) abocanha a maior parte desse percentual. O tributo fica entre 17% e 19% do preço do remédio, dependendo do Estado. Em São Paulo ele é de 18%. Só no Paraná o imposto é mais baixo, de 12%.
 
Em países como Portugal, Suíça e Holanda, os medicamentos são tributados em, no máximo, 10%, afirmam as associações. A média em outros países é de 6,3%, mas no Reino Unido e Canadá não há impostos sobre remédios.
 
"Não faz sentido que remédio pague mais impostos que biquíni ou urso de pelúcia", diz Antônio Britto, presidente da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa).
 
"A Constituição afirma que a tributação de um produto deve ser feita de acordo com sua essencialidade, mas acho que houve uma inversão das prioridades, já que automóvel tem imposto menor que medicamentos no país", diz Pedro Bernardo, diretor da área de acesso da Interfarma.
 
Cassio Zocolotti, diretor de consultoria tributária do grupo FBM, afirma que a redução de impostos estaduais e federais teria um impacto direto na diminuição do preço dos remédios para o consumidor final, já que, por força de lei, os valores desses produtos são determinados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos.
 
"Impostos menores significariam maior acesso da população aos remédios, menos hospitalizações e menor uso de dinheiro público na saúde", diz Britto.
 
De acordo com Zocolotti, que não está envolvido com a campanha, a redução de impostos poderia aumentar a arrecadação, já que, com remédios mais baratos, o consumo deve crescer.
 
Foi o que aconteceu no Paraná, que reduziu o ICMS para remédios em 2008: a arrecadação com medicamentos aumentou de R$ 50 milhões antes da mudança para cerca de R$ 170 milhões em 2010.
 
A campanha está coletando adesões por meio de abaixo-assinados disponíveis em cerca de 6.000 farmácias do país. A iniciativa já conseguiu mais de 2 milhões de assinaturas desde o dia 1º.
 
O próximo passo, segundo Britto, é entregar o resultado da campanha para senadores e deputados federais em novembro e pressioná-los a reduzir ou até eliminar os impostos de medicamentos.
 
Outro objetivo é colocar em pauta alguns dos mais de 20 projetos de lei que defendem a redução de impostos dos medicamentos.
 
Outro lado
Procurado pela reportagem, o Ministério da Fazenda afirmou que não estão previstos novos cortes de impostos sobre produtos, mas não se manifestou sobre a diferença entre a carga tributária dos remédios e a de outros produtos. A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo disse apenas que "por ora, é contra a redução".
 
Folhaonline