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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

MPF investiga lista de pacientes que pagaram por serviço público na Unifesp

O ex-diretor da Escola Paulista de Medicina (EPM), Antônio Carlos Lopes, encaminhou nesta segunda-feira (10) para o Ministério Público Federal (MPF) uma lista com os nomes de centenas de pacientes do setor de reprodução humana da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que pagaram por suas cirurgias, embora os procedimentos fossem cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ou seja, poderiam ter sido feitos de graça
 
O jornal O Estado de S.Paulo teve acesso ao documento, que mostra o nome do paciente, a cirurgia pela qual ele passou e se foi pago pelo SUS ou particular. Há casos, por exemplo, em que o procedimento de biopsia testicular foi feito em vários pacientes pelos SUS e também por internação particular pelo mesmo médico.
 
Há outros exemplos também em relação a vasectomia, transferência de embriões, reversão de vasectomia e biópsia de ovário. O MPF investiga se os pacientes sabiam ou não que podiam ser atendidos gratuitamente e se houve duplo pagamento. Além disso, quer saber se médicos responsáveis pelo setor de reprodução humana estariam usando a estrutura do SUS para atendimentos particulares no Hospital São Paulo, que é o hospital universitário da Unifesp. A denúncia foi feita em abril, por Lopes.
 
O MPF informou que a investigação tramita na área cível, mas não se pronunciará para não prejudicar as apurações. Está em poder da procuradoria uma lista com 1.200 pacientes, dos quais 1,8% foram atendidos inicialmente pelo SUS, mas acabaram pagando pelos procedimentos cirúrgicos no final.
 
Um dos médicos citados na denúncia de Lopes, Agnaldo Cedenho - que é responsável pelo setor de reprodução humana da Unifesp - disse, na sexta-feira, que não há irregularidades. Ele admitiu que os pacientes passavam pelo SUS e acabavam atendidos como particulares, porque os procedimentos não seriam cobertos pelo SUS. "Foi feito o que chamamos de pacote econômico para o paciente. Ele paga os custos da internação e o material de consumo dele, e mais nada. Não há honorários médicos nem pagamento da equipe médica", afirmou Cedenho na ocasião. Ele adiantou também que os fatos estão sendo esclarecidos na sindicância aberta pela Unifesp.
 
Silêncio
Procurado pela reportagem ontem para falar sobre a nova lista de pacientes encaminhada ao MPF, Cedenho preferiu não se pronunciar. Sua advogada, Maria Elisabeth Queijo, informou que a defesa vai tomar conhecimento do conteúdo que há nos autos para se pronunciar posteriormente.
 
Em janeiro, o médico Valdemir Ortiz encaminhou um documento com o mesmo teor das denúncias de Lopes para a reitoria da Unifesp. Afirmou que as cirurgias da reprodução humana eram feitas no centro cirúrgico da enfermaria da Disciplina de Urologia, que é de uso exclusivo de pacientes do SUS. "São fatos graves que comprometem a instituição", disse.
 
Por meio de nota, a Unifesp informou que não vai comentar o caso. A instituição informou que, após ser informada sobre o caso, a reitoria seguiu o procedimento normal, encaminhando o assunto à Comissão Processante Permanente. Foi instaurado um Processo Administrativo Disciplinar para apurar a veracidade ou não dos fatos apontados na denúncia. "O processo está em fase de análise pela Procuradoria Federal da Unifesp." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
 
UOL

HIV em mulheres: sintomas variam conforme estágio da doença

Veja os primeiros sinais da infecção no sexo feminino e quando desconfiar
 
O número de pessoas vivendo com HIV/Aids aumentou de 30 milhões para 35,3 milhões entre 2001 e 2012, segundo a Unaids - agência da ONU para assuntos relacionados à doença. O número de infecções ainda é maior em homens do que em mulheres, mas esses valores estão cada vez mais próximos. De acordo com o infectologista Celso Granato, do Fleury Medicina e Saúde, mulheres têm mais risco de contrair HIV do que os homens de maneira geral. "A mulher tem o dobro de chance de se contaminar em relação ao homem por via sexual", diz. Dessa forma, o sexo seguro deve ser levado muito a sério e qualquer comportamento de risco deve ser acompanhado de perto. Além de fazer os exames de triagem pelo menos uma vez por ano, é necessário ficar atento a qualquer sintoma que apareça após uma possível exposição ao vírus.
 
Confira os estágios da infecção por HIV e as particularidades que afetam mulheres:     
 
Infecção aguda
Após a transmissão do vírus, há um período de aproximadamente 10 dias, denominado de fase eclipseG, antes que o vírus seja detectável. Durante esse tempo, o vírus é disseminado inicialmente para os linfonodos - localizados próximos ao pescoço - em número suficiente para estabelecer e manter a produção de vírus nestes tecidos. O HIV se replicando consegue então circular livremente pela corrente sanguínea, causando um pico de infecção viral por volta de três a seis semanas após a exposição. 
 
Essa fase, chamada de infecção aguda, pode gerar uma resposta do sistema imunológico para combater a infecção, mas ela já é tardia. "Febre, mal-estar, indisposição, dor de cabeça e dor nas juntas são algumas das sensações mais comuns nesse período", diz o infectologista Stefan Ujvari, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Esses sintomas ocorrem porque o organismo da mulher tenta combatê-lo como uma infecção viral qualquer. "Esse quadro não se complica e é autolimitado, ou seja, melhora sozinho", lembra o especialista. Quando os sintomas iniciais desaparecem, a mulher pode passar anos sem dar qualquer sinal da doença. 
 
Período assintomático
Essa fase é marcada pela forte interação das células de defesa com as constantes e rápidas mutações do vírus. "No entanto, isso não gera sintomas, uma vez que o organismo não fica debilitado o suficiente para ser infectado com novas doenças", explica o infectologista Celso. Esse período, que pode durar muitos anos, é chamado de assintomático. 
 
Sintomática inicial
Com o frequente ataque, as células de defesa tem seu funcionamento prejudicado e começam a ser destruídas. "Isso deixa o corpo cada vez mais vulnerável a doenças comuns, como gripe ou infecções", diz o infectologista Stefan. Essa fase, chamada de sintomática inicial, é marcada pela redução da quantidade de linfócitos T CD4 no sangue. Essas são as células de defesa do organismo ativadas para combater qualquer infecção, seja por vírus ou bactérias. Os linfócitos T do subtipo CD4 são alvo preferencial do vírus HIV, que as invade para se reproduzir dentro delas e acabam por matá-las. 
 
Os linfócitos T CD4 podem ficar abaixo de 200 unidades por mm³ de sangue em pacientes HIV, enquanto os valores de referência variam entre 800 a 1.200 unidades. "Quanto mais tempo a mulher passa sem o diagnóstico, maiores as chances de desenvolver sintomas", explica o infectologista Celso Granato, do Fleury Medicina e Saúde. Segundo o infectologista Stefan, os sintomas de infecção por HIV se manifestam geralmente dois a dez anos após a transmissão. "Quando a mulher desenvolve os sintomas é sinal de que o vírus se replicou durante todo esse tempo e os linfócitos T CD4 começaram a diminuir", afirma. Nesse período, os sintomas da doença podem ser emagrecimento, fraqueza, anemia, manchas na pele, diarreia, erupções e feridas na pele.          
 
É geralmente nessa fase que o diagnóstico da doença é feito, já que a mulher começa a buscar a causa dos sintomas. O tratamento com antirretrovirais é iniciado, inibindo a multiplicação do HIV e aumentando o número de linfócitos, restaurando a imunidade. 
 
Casos avançados
Se a doença não for tratada, o sistema imunológico fica tão comprometido que leva ao aparecimento das chamadas doenças oportunistas. O infectologista Stefan Ujvari afirma que o organismo saudável consegue combater essas infecções sem problemas, mas no paciente HIV elas se tornam doenças recorrentes e mais graves. 
 
Esse estágio avançado da infecção que é conhecido como Aids. "Doenças como hepatites virais, pneumonia, toxoplasmose e tuberculose são comuns nessa fase", alerta Stefan. Nas mulheres, a baixa imunidade e doenças oportunistas podem também interferir no ciclo menstrual, pois o corpo entende que está havendo alguma dificuldade e corta funções menos vitais para se preservar, como a atividade reprodutiva. 
 
O não tratamento da doença nesse estágio tende a piorar ainda mais o quadro, causando complicações graves que podem levar à morte. Dessa forma, é muito importante fazer os exames de triagem e diagnosticar a doença o quanto antes. 
 
HPV em evidência
Particularmente em mulheres, a Aids em estágio avançado aumenta o risco de complicações relacionadas ao HPV. De acordo com o infectologista Stefan, o retrovírus favorece o alastramento do HPV, elevando as chances de tumor relacionado, como câncer de colo do útero ou câncer de garganta. "O risco de a mulher ter uma infecção mais acentuada pelo HPV e consequentemente desenvolver um câncer é aumentado de quatro a 40 vezes."
 
Download informativo:
 
Minha Vida

Anvisa aprova o 25º genérico inédito de 2015

A Anvisa concedeu o registro a um novo genérico cujas substâncias associadas em um mesmo medicamento ainda não tinham concorrente no mercado
 
Trata-se do valsartana + hidroclorotiazida + besilato de anlodipino, indicado para tratamento da hipertensão em pacientes cuja pressão arterial não foi adequadamente controlada com outras associações.
 
Este é o 25º genérico inédito registrado pela Agência em 2015.
 
Isso significa que os pacientes e médicos terão uma nova opção de tratamento a um custo mais acessível, uma vez que os genéricos chegam ao mercado com um preço menor que o preço de tabela dos de referência. O registro foi publicado na edição do Diário Oficial da União do dia 10 de agosto.
 
A concessão do registro significa que esse produto é cópia fiel do medicamento referência e que possui qualidade, eficácia e segurança comprovadas.
 
ANVISA

Suspensa publicidade de produto irregular

A Anvisa suspendeu toda a publicidade de Slimcaps - Night Formula-Cártamo/Chia e Vitamina e Slimcaps -Day Formula-Cafeína/Cártamo 
 
Os produtos, fabricados pelo La Fiori Perfumes e Presentes Ltda, alegam propriedades funcionais ou de saúde não permitida pela Agência.
 
A divulgação irregular era feita no endereço www.slimcaps.com.br.
 
 A medida está na Resolução 2.263/2015 publicada nesta quarta-feira (12/8) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA

Anvisa suspende saneantes Dispersefast e Fast Sanit


A Anvisa determinou a suspensão da distribuição, comercialização e uso dos saneantes Dispersefast e Fast Sanit
 
Os produtos não tem registro na Agência.
 
Além da suspensão, a Anvisa determinou que a empresa promova o recolhimento do estoque existente no mercado.
 
A medida está na Resolução 2.264/2015 publicada nesta quarta-feira (12/8) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA

A Anvisa suspende a importação de todos os produtos de empresa francesa

A Anvisa suspendeu a importação de todos os produtos para saúde fabricados pela empresa francesa Teknimed S.A.S.
 
Inspeção realizada pela Agência entre os dias 27 e 30 de abril, identificou diversas irregularidades relacionadas às Boas Práticas de Fabricação.
 
A medida está na Resolução 2.265/2015 publicada nesta quarta-feira (12/8) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA

Consórcio Brasileiro de Acreditação e Faculdade de Educação e Ciências da Saúde do Hospital Alemão Oswaldo Cruz celebram parceria para MBA, em São Paulo

Estão abertas as inscrições para o MBA Qualidade em Saúde: Gestão e Acreditação
 
Pela primeira vez, o Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), representante da Joint Commission International (JCI) no Brasil, está oferecendo um curso de especialização em São Paulo, em parceria com e a Faculdade de Educação e Ciências da Saúde (FECS) do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. A aula inaugural está programada para a segunda quinzena de agosto.
 
“Estamos apostando muito nesta parceria. Existe um grande entrosamento acadêmico entre o CBA e a FECS”, celebra Rosângela Boigues, coordenadora de Ensino do CBA.
 
Voltado para a capacitação de gestores e profissionais de instituições de saúde, públicas e privadas, o MBA enfatiza o planejamento, organização, desenvolvimento e avaliação dos processos de qualidade em saúde. “Os profissionais serão preparados para desenvolver a capacidade gerencial e competitiva de suas instituições, através da racionalização dos métodos e práticas de gestão com excelência”, adianta Rosângela. ​Para isso, entre as disciplinas programadas estão: Gestão e planejamento em saúde, Gestão de custos nas instituições de saúde, Gerenciamento da informação, Indicadores de desempenho baseados no programa de Acreditação Internacional e Gerenciamento do ambiente em instituições de saúde – FMS.
 
Rosângela Boigues salienta ainda que o diferencial está na qualificação dos professores. “São profissionais com grande experiência na área de qualidade e saúde e gestão de acreditação, alguns com experiências internacionais, como é o caso do Dr. José Carvalho de Noronha”, salienta Rosângela, que divide a coordenação do MBA com a Profa. Dra. Letícia Faria Serpa.
 
Dr. José Noronha tem uma robusta carreira na área de saúde e hoje atua como médico da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), onde coordena a iniciativa de Prospecção Estratégica do Sistema de Saúde Brasileiro Brasil Saúde Amanhã; consultor do PROQUALIS, Centro Colaborador para a Qualidade do Cuidado em Saúde e Segurança do Paciente; membro do Accreditation Committee da JCI; e membro do conselho consultivo do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES). Além dele, destacam-se no quadro de docente, a própria coordenadora de educação multiprofissional do Instituto de Educação e Ciências do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Letícia Serpa, que é doutora em Enfermagem pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP), membro do conselho editorial da Revista Estima - publicação oficial da Sociedade Brasileira de Estomaterapia (SOBEST) e revisora ad hoc da Revista Applied Nursing Research; a coordenadora de Educação do CBA, Nancy Yamauchi, enfermeira graduada e especialista em Terapia Intensiva pela Escola de Enfermagem da USP e co-autora de capítulos de livros sobre qualidade, segurança do paciente e prevenção de infecção; e o médico anestesiologista Roberto Manara, consultor em educação do CBA para metodologia de acreditação JCI. Mestre em Anestesiologia pela Unifesp - Escola Paulista de Medicina, Manara tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Anestesiologia, atuando principalmente em qualidade em anestesia, anestesia pediátrica, anestesia venosa total, anestesia por infusão alvo controlada, doppler transesofágico, cateter de Swan Ganz, política de qualidade hospitalar e acreditação hospitalar.
 
Para saber mais informações sobre o MBA Qualidade em Saúde: Gestão e Acreditação acesse: http://cbacred.org.br/ensino/mba.asp ou http://www.fecs.org.br/Lists/Cursos/DispCursos.aspx?ID=35.
 
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Diane Dias, tel. (21)987267393

Pesquisa indica baixo teor de flúor em quase 30% das cidades paulistas

A quantidade de flúor na água distribuída à população é inadequada à saúde bucal em quase 30% das cidades paulistas. Desse total, 14,5% têm baixa concentração, expondo os consumidores à formação de cáries
 
Os dados são de uma pesquisa feita pelo Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), Centro Colaborador do Ministério da Saúde em Vigilância da Saúde Bucal (Cecol/USP) e Laboratório de Bioquímica da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Unicamp.
 
As amostras coletadas em 642 das 645 cidades paulistas indicaram que 71,5% da água analisada estavam na faixa entre 0,6 e 0,8 ppm (partes por milhão de unidade de fluoreto), medida considerada adequada pela resolução de 1995 da Secretaria Estadual de Saúde. Nas amostras restantes foram encontradas quantidades acima ou abaixo do ideal.
 
“A correta quantidade de flúor aplicada na água combate a formação de cárie. Teores de flúor baixos não reduzem a cárie e teores altos, por sua vez, podem levar a uma fluorose”, afirmou o presidente do CROSP, Cláudio Miyake. Ele explicou que a fluorose resulta em manchas e deterioração do esmalte dos dentes.
 
O levantamento indicou que 14,5% das análises estavam com concentração abaixo do recomendado e 14% estavam acima. Na lista de municípios fora dos padrões considerados saudáveis estão Cesário Lange e Pereiras, ambos com água com excesso de fluor (1,4 ppm). No grupo com baixa concentração (0,4 pp), estão incluídos Altinópolis, Analândia, Boa Esperança do Sul, Guatapará, Ipeuna, Luis Antônio, Morro Agudo, Nuporanga, Orlândia, Pirajuí e Rio das Pedras.
 
De acordo com Myake, o governo do estado repassa recursos para adoção de medidas que permitam a fluoretação. Ele informou que o estudo será encaminhado às autoridades sanitárias dos municípios, órgãos responsáveis pelo abastecimento e pela fiscalização, além do Ministério da Saúde e Secretaria Estadual da Saúde, Tribunal de Contas e Ministério Público.
 
Agência Brasil

Pesquisa: 77% dos profissionais de enfermagem do Brasil não têm curso superior

A maior parte dos profissionais de enfermagem do Brasil, correspondente a 77% do total, é de técnicos e auxiliares, enquanto somente 23% são enfermeiros formados, com curso superior, cuja grande maioria está concentrada na Região Sudeste, enquanto o Norte e o Nordeste sofrem com a carência desses profissionais
 
Essa constatação é de pesquisa realizada pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (ENSP-Fiocruz), por encomenda do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), que traça o Perfil da Enfermagem no Brasil, divulgada hoje (11), em Minas Gerais, e que será apresentada amanhã (12), no Rio de Janeiro, e na quinta-feira (13), em São Paulo.
 
A coordenadora-geral do estudo e pesquisadora da ENSP, Maria Helena Machado, considera essa situação um problema “Porque nós estamos falando de 1,8 milhão de trabalhadores em enfermagem e, infelizmente, o Brasil apresenta um volume (de profissionais formados) muito pequeno. Pensar que são 23% de enfermeiros para dar conta de toda a estrutura de assistência à saúde, supervisão e coordenação de todas as atividades de enfermagem do país, é muito pouco”.
 
Maria Helena diz que esse percentual de 23% é baixo em comparação a toda a América Latina. Segundo ela, o país elevou a qualificação dos auxiliares e técnicos, mas o índice de enfermeiros graduados ainda é baixo, como no estado do Rio de Janeiro, onde a enfermagem é composta hoje por 80,9% de técnicos e auxiliares e 19,1% de enfermeiros.
 
Outro problema apontado pelo estudo é a grande concentração dos profissionais na Região Sudeste, formada por Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, com destaque para os dois primeiros estados. Outra situação delicada é a concentração de enfermeiros nos grandes centros do país, especialmente nas capitais.
 
As regiões Norte e Nordeste têm carência de outros profissionais ligados à saúde, além de enfermeiros, como farmacêuticos, odontólogos e médicos. O mais grave, segundo ela, é que esses 23% de enfermeiros formados não estão distribuídos no país como um todo e há carência de enfermeiros no Sistema Único de Saúde (SUS).
 
De acordo com a pesquisa, o grande empregador da enfermagem no Brasil é o setor público nos três níveis (federal, estadual e municipal), com 70,1% do total. Os restantes 29,2% estão no setor privado, 9,8% nas atividades de ensino e 1,4% na área filantrópica.
 
Em termos de renda, Maria Helena explica que a enfermagem é mal paga no país inteiro, sendo que nos setores privado e filantrópico há maior concentração de subsalários, com 22,8% e 32,7%, respectivamente. “É um volume grande de profissionais que ganha igual ou menos do que R$ 1 mil por mês”. Ela diz que o setor público (10,6%) e o de ensino (11,3%) também pagam mal. Uma parcela de 13,6% dos entrevistados declararam ter renda total mensal de até R$ 1 mil, condição de subsalário. A maioria dos profissionais (53,7%) tem apenas uma atividade ou trabalho.
 
A equipe de enfermagem no Brasil é liderada por mulheres, com 85,6% do total, contra a média nacional de 14,4% de homens, segundo a pesquisa. No estado do Rio de Janeiro, a composição é 82,3% feminina contra 17,6% masculina. Maria Helena Machado diz, porém, que já se percebe uma tendência de masculinização da categoria em todos os estados brasileiros. estados da Federação.
 
No próximo dia 27, ao final das apresentações da pesquisa pelo país, os membros do Cofen e dos conselhos regionais se reunirão para traçar as estratégias para a inserção da categoria nos programas governamentais.
 
A presidenta do Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (Coren-RJ), Maria Antonieta Rubio Tyrrel, disse que o intuito final é ter um diagnóstico “para podermos traçar políticas públicas relacionadas com a nossa inserção nos programas governamentais de saúde”, que incluem os âmbitos do ensino, filantrópico e privado.
 
Agência Brasil

Mapeamento de violência no parto quer prevenir ocorrências nos serviços de saúde

Arquivo/Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Organização Mundial da Saúde mapeou sete tipos de violência
 no parto para prevenir essas ocorrências
“Minha sensação é que eu não servia para ser mãe. Não consegui fazer o parto do jeito certo [normal], não conseguia amamentar. Tinha algo muito errado comigo. Fui abrindo mão de muitas coisas e isso influenciou a minha maternidade”
 
O relato é da jornalista Carol Patrocínio, 30 anos, sobre as consequências da violência que sofreu durante o parto do primeiro filho, quando tinha 18 anos. Maus-tratos e desrespeito na gravidez são situações que afetam muitas mulheres. Para enfrentar o problema, uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) mapeou sete tipos de violência no parto. O objetivo é identificar e prevenir essas ocorrências nos serviços de saúde.
 
Somente quando engravidou do segundo filho, sete anos depois, Carol se deu conta de que não era normal ter passado por situações de maus-tratos e desrespeito. “Quando você começar a ler e a conversar com outras mulheres, você vê que a culpa não é sua, que essa violência é institucionalizada”, relatou. Entre as situações vividas pela jornalista no nascimento de Lucas, hoje com 11 anos, ela citou a cesariana sem indicação, a espera de seis horas sem acompanhante para a cirurgia e a orientação para que permanecesse todo o período de espera em uma só posição, pois, caso contrário, o bebê estaria em risco.
 
O professor João Paulo Dias de Souza, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP), coordenou o estudo da OMS nas línguas portuguesa, espanhola e francesa. Ele disse que a metodologia foi encontrar na literatura quais os tipos de maus-tratos e desrespeito haviam sido relatados por mulheres no momento do parto. “Procuramos todos os estudos que reportavam algum tipo de desrespeito, abusos e maus-tratos”, explicou. Foram reunidos 65 trabalhos, realizados em 34 países. Os resultados foram publicados no fim de junho na revista PLOS Medicine, dos Estados Unidos.
 
São sete os tipos de violência mapeados: abuso físico, abuso sexual, preconceito e discriminação, não cumprimento dos padrões profissionais de cuidado, mau relacionamento entre as mulheres e os prestadores de serviços e condições ruins do próprio sistema de saúde. Para Souza, muitas dessas situações ocorrem sem que haja intencionalidade por parte dos profissionais, mas são estimuladas por um alto nível de desgaste, estresse e pelas limitações dos serviços de saúde. “A partir dessa constatação, temos que desenvolver estratégias para desarmar esses ambientes tóxicos em que muitas maternidades se constituem”, defendeu.
 
Gritos, chutes, beliscões, julgamentos, esbofeteamento, comentários acusadores e até mesmo abuso sexual foram agressões relatadas pelas gestantes na pesquisa. O coordenador reforça que esses episódios foram encontrados em vários países. “Ocorre em diferentes proporções, intensidades, mas no mundo inteiro”, afirmou. A publicação, no entanto, cita o Brasil em cinco momentos, ao se referir à restrição da presença de acompanhante, a situações de grito contra as mulheres, à restrição nos leitos e aos relatos das mulheres de que os profissionais de saúde evitavam de maneira intencional a troca de informações.
 
Assim como relatado por Carol, os traumas desse tipo de situação podem durar por um tempo e ter impacto para a mãe e o bebê. “São descritas condições patológicas, onde a mulher passa a ter uma lembrança negativa que lhe atormenta e isso a gente chama a síndrome de estresse pós-traumático. Pode ter impacto na saúde da mulher e na ligação dela com a criança”, disse o professor da USP. A violência no parto leva também à maior ocorrência de depressão e piora da autoestima da mulher.
 
Souza acredita que a definição dos tipos de violência ajuda a tornar clara, tanto para pacientes quanto para profissionais de saúde, comportamentos que não devem ocorrer nas unidades de saúde. “[Devemos], ao mesmo tempo, empoderar as mulheres para que elas tenham a capacidade de dizer: “esse cuidado não é adequado”; e aumentar também o nível de consciência para que os próprios serviços de saúde estejam alerta para essa situação”. Ele destacou que o propósito não é apontar os profissionais responsáveis, mas discutir e combater o problema de forma geral. Carol também aposta na iniciativa. “É muito importante que a gente coloque tudo bem didaticamente para não ter dúvidas e conseguir transformar. O primeiro passo é definir o limite das coisas”, defendeu.
 
Agência Brasil

Anvisa suspende medicamento que era comercializado com registro cancelado

A Anvisa determinou a suspensão da distribuição, comercialização e uso do produto Vasopril, 5mg e 10mg, fabricado pela empresa Biollab Sanus Farmacêuticas Ltda.
 
A formulação de 5 mg teve o registro cancelado em setembro de 2013. Já a de 10 mg foi cancelada em outubro daquele mesmo ano. Apesar disso, os medicamentos continuaram sendo comercializados.
 
De acordo com a decisão da Agência, a empresa fabricante deverá promover o recolhimento do estoque existente no mercado.
 
A medida está na Resolução 2.266/2015 publicada nesta quarta-feira (12/8) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA

Medicamento Mentelmin está suspenso pela Anvisa

A Anvisa determinou a suspensão da distribuição, comercialização e uso do medicamento Mentelmin (mebendazol), 20 mg/ml, fabricado pela empresa Theodoro F. Sobral Ltda.
 
Em junho de 2013, a Agência já havia cancelado o registro da apresentação, a pedido do fabricante.
 
Além disso, Laudo de Análise Fiscal, emitido pelo Instituto Adolfo Lutz, revelou resultado insatisfatório no ensaio de aspecto do lote 140916.
 
Com a decisão, a empresa deverá promover o recolhimento do estoque existente no mercado.
 
A medida está na Resolução 2.267/2015 publicada nesta quarta-feira (12/8) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA