Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


segunda-feira, 17 de junho de 2013

20 dicas para ficar de bem com a balança durante a gravidez

Aumentar de nove a 12 quilos é normal. Ganhar um peso muito
além disso pode ser ruim tanto para mãe quanto para o bebê
Manter o peso é um dos sinais da boa saúde, conquistada a partir de hábitos simples
 
Um dos receios mais comuns das grávidas é ganhar peso demais durante a gestação e, pior ainda, manter os quilos extras depois do parto. Para evitar o problema, o ortopedista. Ricardo Cury, da Sociedade Brasileira de Ortopedia, e a nutricionista Mariana Del Bosco Rodrigues, da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), orientam as mulheres que não querem ganhar muito peso na gravidez. "É importante dissuadir-se da ideia de que é preciso comer por dois", diz Mariana. Aumentar de nove a 12 quilos é normal. Ganhar um peso muito além disso pode ser ruim tanto para mãe quanto para o bebê.

E nada de parar a ginástica. "Basta adaptar os exercícios à sua nova condição", afirma Cury. Ele explica que a grávida pode até fazer musculação, por exemplo, desde que preserve o corpo de grandes impactos. Prefira exercícios leves, para não perder o tônus, e muito alongamento para manter o equilíbrio, que será afetado com o novo peso na barriga, favorecendo problemas de coluna.
 
A seguir, confira 20 dicas que essa dupla de profissionais recomenda as futuras mamães passarem os nove meses esbanjando saúde:

1. Procure alimentar-se a cada 3 horas;

2. Para contornar o enjôo matutino, deixe alimentos secos (polvilho, biscoito) ao lado da cabeceira da cama. Mande um deles para dentro antes mesmo de se levantar;

3. Cereais integrais são excelentes fontes de vitaminas do complexo B, essenciais para minimizar o desconforto com o enjôo;

4. Consuma cálcio (leite e derivados), mineral determinante para garantir a saúde óssea da mãe;

5. Não esqueça o ferro (carne, grãos) para evitar anemia;

6. Inclua na sua dieta alimentos ricos em ácido fólico (folhas verde-escuras), pois ele garante a formação do tubo neural do bebê;

7. Coma um filé de peixe, frango ou carne magra todos os dias. Além de dar a sensação de saciedade, esses alimentos garantem proteínas suficientes para o bebê e ainda ajudam a dar elasticidade à sua pele, evitando estrias;

8. Para evitar o inchaço, comum no último trimestre, é importante ingerir bastante líquido e moderar no consumo de sal;

9. Seu prato deve ser bem colorido, o que indica a variedade de nutrientes;
 
10. Faça suas refeições com calma, sem pressa de engolir os alimentos. Isso facilita a sua digestão e evita que você coma mais do que sua fome exige realmente exige;

11. Cuidado com os alimentos dietéticos e adoçantes em excesso. Eles contêm substâncias químicas. Converse com seu médico a respeito;

12. Evite alimentos que contenham muita gordura, como creme de leite e alguns tipos de carnes vermelhas e embutidos;

13. Corte as frituras e empanados durante os nove meses. Estes alimentos só irão engordá-la, pois possuem um tipo de gordura que não é utilizada nem pelo seu organismo, nem pelo de seu bebê;

14. Pratique hidroginástica. É ótimo para manter em ação toda a musculatura de seu corpo e sem causar nenhum tipo de impacto que possa comprometer o bebê;
 
15. Alongue-se. Ajuda a manter o equilíbrio do seu corpo e evita sobrecargas na coluna;

16. Faça musculação, mas pule os exercícios de impacto. Nessa fase, o importante é manter a forma e isso você consegue com séries leves, de menos peso, e sempre acompanhada por um instrutor;

17. Não abuse dos doces;

18. Fuja das bebidas alcoólicas;

19. Não tome remédios para emagrecer, como moderadores de apetite ou aceleradores do metabolismo. Podem fazer mal a você e ao seu bebê. Consulte sempre seu médico;

20. Não faça dieta por conta própria. Procure uma nutricionista para ajudá-la a montar um cardápio. 
 
Fonte Minha Vida

Dez dicas para você dormir melhor

Travesseiro - Getty Images
Acredite: o seu apoio para cabeça é fundamental para se
ter uma boa noite de sono
Mude o travesseiro, ajuste o colchão e relaxe o corpo na posição certa
 
Dormir bem melhora o humor, a memória, previne doenças e faz você viver mais. A ciência não para de comprovar os benefícios de uma noite bem dormida. Um estudo realizado pela American Academy of Sleep Medicine provou que dormir bem é um dos segredos para a longevidade.
 
A partir da análise de 2.800 pessoas, os resultados mostraram que cerca de 65% das pessoas relataram que sua qualidade de sono foi boa ou muito boa e o tempo médio diário de sono foi 7,5 horas, incluindo cochilos.
 
Os mais velhos, de 100 anos ou mais, eram 70% mais propensos a relatarem uma boa qualidade de sono do que os participantes mais jovens, de 65 a 79, após controle de variáveis como as características demográficas, socioeconômicas e de saúde. Em contrapartida, quem sofre de insônia crônica corre três vezes mais riscos de morrer do que aqueles que não tem o problema. É o que mostra a pesquisa do National Heart Lung and Blood Institute, dos Estados Unidos, que envolveu mais de 2.200 participantes, apresentada este ano na 24ª reunião anual da Associated Professional Sleep Societies, no Texas.
 
Mas a falta de sono costuma ser um problema? Às vezes, basta alguma mudança simples nos hábitos antes de dormir, no travesseiro ou no colchão para resolver este drama.
 
Confira as dicas abaixo:
 
Travesseiro, o melhor amigo
Acredite: o seu apoio para cabeça é fundamental para se ter uma boa noite de sono. Na hora de escolher, você precisa considerar o material de que ele é feito e, claro, a posição em que é colocado. A melhor posição para dormir é de lado. Assim, a coluna fica longe das dores e os músculos também.

Nesse caso, a altura do travesseiro tem que ser igual a distância entre o pescoço e a parte externa do braço. Já para quem dorme com a barriga para cima, o melhor é levar para a cama um apoio mais baixo, preenchendo o espaço entre o pescoço e a nuca, sem comprimir a coluna.

De bruços, jamais!
A pessoa que dorme de barriga para baixo acorda cansada e toda dolorida, pois o rosto não pode ficar afundado no travesseiro. Além disso, as regiões torácica e a lombar são prejudicadas nessa postura.

Até ele se aposenta
O travesseiro deve ser trocado, no mínimo, a cada dois anos. Na hora de escolher o melhor modelo, é importante observar algumas regras. Apoios de pena, por exemplo, podem exalar um odor forte capaz de incomodar olfatos mais sensíveis, embora muita gente se adapte a ele. Ideal, sempre, é dar preferência a enchimentos que se deformam com menos facilidade (como espumas mais resistentes).

O tamanho também conta. É melhor que seja largo para não sair do lugar com qualquer movimento do seu corpo durante a noite. E, mesmo que possa parecer um mico, o ideal é experimentar o modelo escolhido ainda na loja. 
                  
Travesseiro: certo e errado

De lado (Certo): Mantenha a coluna alinhada e os braços abaixo do queixo. Os joelhos devem estar flexionados e com um travesseiro fino entre eles para impedir a sua rotação. Isso também evita que a região lombar fique estendida, o que, a longo prazo, pode provocar hérnia de disco.

De lado (Errado): Nunca deixe a mão sob a cabeça, porque essa postura compromete a circulação no braço e força o travesseiro contra o rosto, o que favorece o aparecimento de linhas de expressão. Procure, ainda, não dormir com o corpo todo encolhido. (faça um bom alongamento antes de deitar)

Barriga para cima (Certo): Coloque um travesseiro fino ou um rolinho de espuma sob os joelhos para que permaneçam semi-flexionados durante a noite, deixando os quadris bem posicionados e os músculos da região lombar relaxados.

Barriga para cima (Errado): Não é correto dormir com as pernas muito esticadas, porque isso força a região lombar. Além disso, nunca dobre o travesseiro para que ele fique mais alto, porque aí a tendência é repousar a cabeça sobre a dobra, forçando demais a região cervical. A regra de não dobrar, aliás, é válida para todas as pessoas. 
                 
Colchão sem pressão
"O colchão ideal para um sono tranquilo não pode ser muito macio nem muito firme, ou seja, deve simplesmente se amoldar ao corpo confortavelmente", ensina a diretora da Copespuma, Gisele Sapiro. Prefira os de látex, que tem como benefício principal o fato de se adaptarem com perfeição aos contornos do corpo, aliviando os pontos de pressão .  
                
Dicas para dormir bem
Pode parecer bobagem, mas alguns conselhos básicos podem ajudar você a ter um sono perfeito. O neurologista Shigueo Yonekura, do Instituto de Medicina e Sono da Unifesp, dá dicas simples de como espantar a insônia:

1- Antes de ir para o quarto, é fundamental aplacar as ansiedades do dia a dia. Não vá para a cama assim que chegar do trabalho. Primeiro tome um banho morno, procure relaxar, para só então ir se deitar. 
                   
2- Desligar a TV e o computador é um método bastante eficaz. A luz desses aparelhos atrasa a produção das substâncias responsáveis pelo aviso de que é hora de dormir. 
                     
3- Exercícios físicos devem ser feitos até quatro horas antes de ir dormir, ou o corpo ainda estará agitado. Na cama só vale o sexo que, aliás, é ótima para relaxar. 
               
4- Um chá também ajuda, porém, é preciso escolher as ervas certas. Nada de tomar chá preto ou verde, ricos em cafeína, que é estimulante. Infusões de melissa e camomila induzem ao sono e ainda melhoram a sua qualidade. 
                   
5- Coma pouco à noite. Faça uma refeição leve, usando, por exemplo, aspargos, palmito, arroz, batata, aveia e soja. Tomar sopas com esses ingredientes é uma excelente pedida, principalmente nas noites mais frias. 
                
6- Aquele bife suculento jamais deve ser comido à noite, porque a proteína que compõe esse alimento ativa o sistema nervoso simpático, responsável, entre outras funções, por deixar seu corpo em estado de alerta, favorecendo, assim, maior descarga de adrenalina. 
                
7- Siga um ritual interessante. Depois do banho morninho, acenda uma lâmpada azul e pingue algumas gotas de óleo de lavanda no travesseiro. Essa técnica acalma os pensamentos, relaxa o corpo e induz a um sono melhor. 
                 
8- Um copo de leite morno também ajuda a encontrar o caminho para um sono tranquilo, porque o alimento possui (em concentração não muito grande, é verdade), o triptofano, que é um precursor de serotonina, outro neurotransmissor que está fortemente associado ao relaxamento profundo. 
              
9- Cuidado com o álcool. Não se engane com aquela relaxadinha gostosa que o álcool oferece, porque, após alguns goles, essa substância pode afrouxar estruturas da região da faringe comprometendo a respiração. O resultado é o insuportável ronco, que prejudica as fases do sono, ou o efeito rebote, que é quando a pessoa acorda várias vezes no meio da noite. 
                  
10- Tenha o tempo de sono ideal. Procure dormir, ao menos, sete horas por noite.
 
Fonte Minha Vida

Doença autoimune eleva risco de transtornos de humor

lupus.jpg
Os autores descobriram que uma visita no hospital por conta de
doenças autoimunes aumentou o risco de um posterior diagnóstico
 de transtorno de humor em 45%
Estudo mostra que problema pode aumentar em até 62% a incidência dos distúrbios
 
O tratamento para uma doença autoimune - como lúpus e esclerose múltipla pode ser difícil, causando sequelas físicas e psicológicas ao paciente. Essa relação foi comprovada recentemente em um estudo desenvolvido pela Universidade de Aarhus, na Dinamarca, que mostra a alta incidência de transtornos de humor, como depressão, em pessoas com infecções graves e patologias autoimunes. Os resultados foram publicados dia 12 de junho do Journal of The American Association - Psychiatry. 
 
O trabalho analisou um total de 3,56 milhões de pessoas nascidas entre 1945 e 1996. Elas foram acompanhadas entre os dias 1 de janeiro de 1977 e 31 de dezembro de 2010. Entre os participantes, foram notificadas 91.637 entradas hospitalares para transtornos de humor.
 
Os autores descobriram que uma visita no hospital por conta de doenças autoimunes aumentou o risco de um posterior diagnóstico de transtorno de humor em 45%. Além disso, qualquer histórico de hospitalização por infecção grave elevou a incidência de transtornos do humor no futuro em 62%. Os dois fatores de risco afetando o mesmo paciente aumentam ainda mais o risco. De acordo com o estudo, cerca de um terço (32%) dos participantes diagnosticados como tendo um transtorno de humor tinham um contato hospitalar anterior devido a uma infecção, ao passo que 5% tinham um contato anterior do hospital devido a uma doença autoimune.
 
De acordo com os cientistas, as respostas imunes causadas pelas doenças podem afetar o cérebro, elevando o risco para transtornos do humor. No entanto, são necessários mais estudos para comprovar uma relação de causa e efeito.
 
Entenda o que são doenças autoimunes
Uma doença autoimune é uma condição que ocorre quando o sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo por engano. Existem mais de 80 tipos diferentes de doenças autoimunes e nenhuma delas possui prevenção conhecida.
 
Causas
Normalmente, os leucócitos do sistema imunológico ajudam a proteger o corpo contra substâncias nocivas, produzindo anticorpos. Nos pacientes com doença autoimune, o sistema imunológico não consegue distinguir entre os tecidos saudáveis do corpo e os antígenos. O resultado é uma resposta imunológica que destrói os tecidos normais do corpo. A causa dessa incapacidade de distinguir entre os tecidos saudáveis do corpo e os antígenos é desconhecida. Os órgãos ou tecidos normalmente afetados pelas doenças autoimunes são: vasos sanguíneos, tecidos conjuntivos, glândulas endócrinas, articulações, músculos, glóbulos vermelhos e pele. Exemplos de doenças autoimunes são: dermatomiosite, tireoidite de Hashimoto, esclerose múltipla, artrite reumatoide, lúpus e diabetes tipo 1.
 
Sintomas
Os sintomas de uma doença autoimune variam conforme a doença e a localização da resposta imune anormal. Entre os sintomas que ocorrem frequentemente com doenças autoimune estão: cansaço, febre e mal-estar geral. Os sintomas das doenças autoimunes podem aparecer e desaparecer. Quando os sintomas pioram, chama-se de crise.
 
Tratamentos
A escolha do tratamento usado depende da doença específica e seus sintomas. Alguns pacientes podem necessitar de suplementos para repor um hormônio ou vitamina ausente no corpo. Se a doença autoimune afetar o sangue, pode ser necessário receber transfusões de sangue. As pessoas com doenças autoimunes que afetam ossos, articulações ou músculos podem necessitar de ajuda para se movimentar ou realizar outras funções. Frequentemente, são receitados medicamentos para controlar ou reduzir a resposta do sistema imunológico. Eles são chamados de medicamentos imunossupressores.
 
Fonte Minha Vida

Reitores de universidades de Portugal querem entrada de médicos no Brasil

Presidente do Crup, intenção é construir rede universitária entre os dois países
 
Após conseguir instituir entre o Brasil e Portugal o acordo para a equivalência e o reconhecimento dos diplomas de engenheiros e arquitetos, assinado no dia 10 de junho em Lisboa, durante a visita da presidenta Dilma Rousseff, o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (Crup) quer estabelecer entendimento semelhante para liberar a atuação de médicos nos dois países.

O presidente do Crup, António Rendas, disse que "quer construir uma rede universitária entre os dois países”. Ele também é médico e reitor da Universidade Nova de Lisboa.
Segundo Rendas, o trabalho de compatibilizar currículos da medicina será mais fácil do que no caso das engenharias, porque essas têm diversas modalidades e a medicina uma estrutura curricular comum às diversas especialidades.

— Os médicos portugueses têm formação de primeira linha, moderna e atualizada e alguns já trabalham em países da União Europeia.
 
 
Em Portugal, os médicos podem ter até nove anos de estudo, conforme a especialização. Antes de tornarem-se clínicos, os estudantes de medicina fazem prova do Ministério da Saúde e, após a especialização, também são submetidos a exame da Ordem dos Médicos.

A admissão de médicos estrangeiros para trabalhar no mercado brasileiro, especialmente nas periferias e nas cidades do interior, é analisada pelo governo da presidenta Dilma Rousseff há algum tempo. Em novembro do ano passado, quando a presidenta esteve em visita oficial à Espanha, o assunto foi tratado pelos dois governos.

Na declaração conjunta do encontro, Dilma e o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, disseram que “ambos os mandatários reconhecem os benefícios do intercâmbio de profissionais e consideram importante iniciar um diálogo com vistas a estudar mecanismos que facilitem a mobilidade de profissionais entre os dois países”.

Na semana passada em Lisboa, a presidenta e o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, registraram, em declaração semelhante, que “identificaram interesses convergentes no domínio do emprego, que poderão beneficiar-se de medidas facilitadoras de maior e melhor mobilidade profissional e da agilização dos processos administrativos e burocráticos para a obtenção de vistos de trabalho”.

Em entrevista à imprensa lusitana, dois dias antes da chegada de Dilma Rousseff a Lisboa, o embaixador do Brasil em Portugal, Mário Vilalva, informou que já havia tratado do assunto com o governo português, que “mostrou-se muito aberto à proposta”.
 
No Brasil, após chegar da viagem a Portugal, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que tratou do assunto com o colega português, Paulo Macedo. De acordo com o ministro brasileiro, a possibilidade de contratar médicos estrangeiros já produziu reações contrárias da categoria profissional.

No caso das engenharias e da arquitetura, a Ordem dos Engenheiros de Portugal reclamava do corporativismo brasileiro e da falta de cumprimento de acordo assinado em 2011 pelo Confea (Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia).
 
Após o acordo firmado na última semana entre o Crup e a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal declarou que esperava “que o mesmo sentimento construtivo existisse entre as ordens de um país e de outro”.

Fonte R7

Médicos turcos denunciam uso "selvagem" de gás lacrimogêneo em manifestações

A instituição médica estima que 11% das pessoas entrevistadas
foram expostas ao gás durante mais de 20 horas e,
entre uma e oito horas, 53%
A Associação de Médicos Turcos denunciou neste domingo que a polícia turca fez um uso "selvagem" de gás lacrimogêneo para reprimir os protestos antigovernamentais que abalam o país há quase três semanas.
 
"Desde o dia 31 de maio, a polícia tenta reprimir as manifestações pacíficas e legítimas com um uso selvagem de gás lacrimogêneo contra massas de civis desprotegidos", indicou em comunicado a associação, que, por sua vez, representa 80% dos médicos da Turquia. "Pedimos ao governo que ponha fim imediatamente a esta violência bárbara e fazemos um pedido urgente à comunidade internacional para que atue contra a repressão brutal das exigências democráticas", completou o texto.
 
A instituição médica também denuncia que na noite de sábado, quando a polícia despejou com extrema contundência os manifestantes concentrados na Praça Taksin de Istambul e do parque Gezi (objeto dos protestos antigovernamentais), a assistência médica aos feridos foi dificultada e, até mesmo, suspensa pelos policiais.
 
Durante a última semana, a associação indicou que conduziu uma pesquisa na internet para avaliar o efeito do gás lacrimogêneo nos manifestantes. Nesta, mais de 11 mil pessoas alegaram ter sofrido com os efeitos do gás, 65% deles com idade entre 20 e 29 anos.
 
A instituição médica estima que 11% das pessoas entrevistadas foram expostas ao gás durante mais de 20 horas e, entre uma e oito horas, 53%. "Ficar exposto ao gás mais de um dia aumenta o risco de problemas cardiovasculares", ressaltou a associação. Até ontem, 7% dos entrevistados, 788 pessoas, alegaram ter sofrido ferimentos pelo impacto de bomba de fumaça, frequentemente na cabeça, nos olhos, no tórax e no abdômen, em áreas que podem causar riscos fatais, assinalou a associação.
 
Os médicos também criticaram que apenas 5% dos feridos são encaminhados aos hospitais, já que, como os mesmos são fichados como manifestantes, muitos preferem evitar os centros médicos com medo de uma possível prisão.
 
O comunicado lembra que o Ministério da Saúde abriu uma investigação contra o Colégio de Médicos de Istambul por organizar o trabalho de médicos voluntários para atender os feridos nos confrontos contra policiais. "Há uma caça de bruxas contra os médicos", concluiu o texto, ao assinalar que pelo menos um médico e um estudante de medicina foram detidos em Istambul.
 
O próprio governador de Istambul, Hüseyin Avni Mutlu, admitiu hoje que a polícia deteve vários médicos durante os confrontos, embora tenha justificado a medida citando que os mesmos estavam "ajudando os manifestantes".
 
Fonte Efe/R7

Baixo peso ao nascer pode ser fator de risco para perda da visão no futuro

A maioria das doenças oculares relacionadas à idade cai na
categoria de doenças complexas, o que significa que muitos
fatores podem agravar a severidade do risco, e o peso
ao nascer pode ser um desses fatores
Ratos com problemas de crescimento no útero foram mais propensos a desenvolver deficiência visual relacionada à idade
 
Pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, descobriram que o baixo peso ao nascer pode ser um fator de risco para perda de visão relacionada com a idade.
 
Ratos com problemas de crescimento no útero e que nasceram com menos peso que o normal foram mais propensos a desenvolver deficiência visual em comparação com ratos homólogos de peso normal.
 
"A consequência de nossos resultados é que estamos fornecendo evidências para a necessidade de os médicos registrarem os pesos de seus pacientes no nascimento quando se avalia a saúde", afirma o líder da pesquisa Yves Sauvé.
 
A maioria das doenças oculares relacionadas à idade cai na categoria de doenças complexas, o que significa que muitos fatores podem agravar a severidade do risco, e o peso ao nascer pode ser um desses fatores. "Nossa descoberta aponta para a necessidade de buscar mais estudos sobre a relação potencial entre baixo peso ao nascer e o risco de desenvolver perda de visão relacionada com a idade", ressalta Sauvé.
 
Os resultados mostraram que não só os ratos com baixo peso ao nascer tiveram piora na visão geral à medida que envelheciam, eles também apresentaram pior visão noturna.
 
A equipe afirma que trabalho adicional precisa ser feito para ver se esta mesma ligação existe nos seres humanos, e se isso acontecer, os médicos terão maior interesse em monitorar a visão de adultos que nasceram com baixo peso.
 
Fonte isaude.net

Pílula para osteoporose impede crescimento de células do câncer de mama

Os resultados indicam que a droga bazedoxifene não só impede
 o estrogênio de alimentar o crescimento de células de câncer de
mama, mas também leva o receptor de estrogênio a se destruir
Bazedoxifene impede estrogênio de alimentar os tumores, mesmo em células resistentes às terapias atuais
 
Um medicamento aprovado na Europa para tratar a osteoporose é capaz de impedir o crescimento das células do câncer de mama, mesmo em cânceres que se tornaram resistentes às atuais terapias específicas, de acordo com estudo de pesquisadores do Duke Cancer Institute, nos EUA.
 
Os resultados indicam que a droga bazedoxifene não só impede o estrogênio de alimentar o crescimento de células de câncer de mama, mas também leva o receptor de estrogênio a se destruir.
 
"Descobrimos que o bazedoxifene se liga ao receptor de estrogênio e interfere com a sua atividade, mas o surpreendente é que nós demonstramos que ele também degrada o receptor e se livra dele", afirma o autor sênior Donald McDonnell.
 
Em estudos de cultura de células e animais a droga inibiu o crescimento tanto em células de câncer de mama dependente de estrogênio quanto em células que tinham desenvolvido resistência ao tamoxifeno ou inibidores da aromatase, dois dos tipos mais utilizados de drogas para prevenir e tratar o câncer de mama.

Droga bazedoxifene leva o receptor de estrogênio a se destruir
Foto: Divulgação/Univ. of Health
Droga bazedoxifene leva o receptor de estrogênio
a se destruir
 
Atualmente, se as células de câncer de mama desenvolvem resistência a estas terapias, os pacientes são normalmente tratados com agentes de quimioterapia tóxicos que têm efeitos secundários significativos.
 
Bazedoxifeno é uma pílula que, tal como o tamoxifeno, pertence a uma classe de fármacos conhecidos como moduladores específicos do receptor de estrogênio (SERMs). Estas drogas são distinguidas pela sua capacidade de se comportar como estrogênio em alguns tecidos, de forma significativa, enquanto bloqueio a ação do estrogênio em outros tecidos. No entanto, ao contrário do tamoxifeno, bazedoxifene tem algumas das propriedades de um grupo mais recente de medicamentos, conhecidos como degradadores seletivos de receptores de estrogênio, ou SERDs, o que pode ter como alvo o receptor de estrogênio para destruição.
 
"Como a droga remove o receptor de estrogênio como um alvo de degradação, é menos provável que a célula cancerosa possa desenvolver um mecanismo de resistência, porque você está removendo o alvo", explica a principal autora da pesquisa Suzanne Wardell.
 
Muitos investigadores tinham assumido que as células de câncer de mama uma vez que desenvolveram resistência ao tamoxifeno, seriam resistentes a todas as drogas que visam o receptor de estrogênio. "Nós descobrimos que o receptor de estrogênio ainda é um bom alvo, mesmo depois que a resistência ao tamoxifeno se desenvolve", afirma McDonnell.
 
Como bazedoxifene já passou por estudos de segurança e eficácia como tratamento para a osteoporose, a equipe acredita que a droga pode ser uma opção viável a curto prazo para os pacientes com câncer de mama avançado, cujos tumores tornaram-se resistentes a outras opções de tratamento.
 
Fonte isaude.net

Substância encontrada em plantas medicinais africanas para progressão do câncer

Substâncias ativas presentes na pimenta selvagem são capazes de matar células tumorais que são resistentes a várias drogas
Foto: Duke University
 Substâncias ativas presentes na pimenta selvagem são capazes
 de matar células tumorais que são resistentes a várias drogas
Testes com benzofenonas derivadas de plantas do Camarões indica que substância é eficaz contra cânceres multirresistentes
 
Plantas medicinais africanas contêm substâncias químicas que podem ser capazes de parar a propagação das células cancerosas. Esta é a conclusão de pesquisadores da Johannes Gutenberg University Mainz, na Alemanha.
 
A pesquisa sugere que as substâncias ativas presentes em plantas como cardo gigante e pimenta selvagem são capazes de matar células tumorais que são resistentes a várias drogas. "Elas, portanto, representam um excelente ponto de partida para o desenvolvimento de novos tratamentos terapêuticos para cânceres que não respondem a regimes de quimioterapia convencionais", afirma o professor Thomas Efferth.
 
Nos últimos quatro anos, Efferth e seus colegas têm estudado as substâncias ativas em plantas africanas, como o cardo gigante, a pimenta selvagem e a pimenta etíope.
 
A resistência multidroga é um dos problemas mais temidos na terapia do câncer, porque, nesses casos, a maioria dos medicamentos falha e a chance de sobrevivência do paciente é reduzida. O problema não pode geralmente ser resolvido simplesmente aumentando a dose, pois isso também resulta na exacerbação de efeitos colaterais indesejáveis. "Estamos agora à procura de substâncias que tanto podem quebrar a resistência do tumor e não produzir efeitos colaterais", ressalta Efferth.
 
Muitas plantas contêm substâncias tóxicas que elas usam para se proteger contra predadores e doenças microbianas. Ao longo de milhões de anos, as plantas terrestres conseguiram certas moléculas necessárias para ajudá-las a compensar a sua principal desvantagem diante de seus inimigos, isto é, sua imobilidade e a falta de um sistema imunológico. O desafio para os farmacologistas agora é determinar quais substâncias da planta são medicinais e quais são simplesmente venenosas e perigosas.
 
A equipe examinou mais de 100 especiarias e plantas dos Camarões para avaliar seus efeitos citotóxicos em células cancerosas.
 
Os pesquisadores se concentraram em três mecanismos de resistência diferentes. Resistência mediada por transportador que impede que as drogas entrem em vigor, porque uma substância chamada P-glicoproteína promove o seu efluxo de células cancerosas. No caso da resistência mediada por um gene supressor do tumor, uma mutação na proteína p53 significa que as células cancerígenas não morrem mas são resistentes e tornam-se cada vez mais agressivas. Por último, na resistência mediada pelo oncogene, o receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR) envia os sinais para o interior das células que fazem com que os tumores cresçam mais rapidamente.
 
Os investigadores têm modelos celulares de todos os três mecanismos de resistência que lhes permitiram testar adequadamente a eficácia das substâncias obtidas a partir de plantas.
 
A equipe de pesquisa relatou que quatro benzofenonas naturais podem prevenir a proliferação de linhagens de células tumorais testadas, incluindo cepas resistentes a múltiplas drogas. "As benzofenonas investigadas são substâncias potencialmente citotóxicas que precisam ser mais amplamente investigadas com o objetivo de desenvolver novos medicamentos contra o câncer que sejam eficazes contra tipos resistentes da doença", afirmam os pesquisadores.
 
Fonte isaude.net

Em SP, 126 idosos são internados todos os meses vítimas de violência

Levantamento inédito da Secretaria de Estado da Saúde mostra, ainda, que a maior causa das internações é o uso de força corporal
 
Levantamento inédito da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que nove pessoas com 60 anos ou mais são internadas por semana em hospitais públicos em razão de agressões físicas. O estudo mostra, ainda, que a maior causa das internações de idosos é o uso de força corporal, que pode causar diversos danos físicos e mentais aos agredidos. Em 2012, no Estado, 126 idosos foram internados em hospitais públicos vítimas de agressões físicas.

" Existem muitos tipos de violência contra idosos, e, na maioria dos casos, os agressores são causadas por pessoas próximas, como filhos, netos, cuidadores ou familiares" , explica Andréia Magalhães, coordenadora do Serviço Social do Centro de Referência do Idoso (CRI) da Zona Norte, unidade da Secretaria.

Andréia explica que, para cada tipo de agressão, há os sintomas específicos, mais fáceis de serem identificados. No caso das agressões físicas, por exemplo, o aparecimento de hematomas é um dos primeiros sinais de agressão a serem notados. Para este tipo de violência, também é comum mudanças de comportamento, como isolamento e depressão.

É importante que qualquer ato de violência contra os idosos seja denunciado. As ocorrências podem ser registradas na Delegacia do Idoso mais próxima ou em qualquer delegacia de polícia.

O CRI Norte deverá criar neste ano um Núcleo de Atendimento de Violência contra o Idoso. No local, os pacientes que sofrem ou sofreram com algum tipo de violência receberão atendimento médico e psicológico de profissionais capacitados para lidarem com as situações.
 
Fonte isaude.net

Cabecear a bola com frequência no futebol causa lesões cerebrais a longo prazo

Jogadores de futebol que cabeceiam a bola muitas vezes têm anormalidades cerebrais semelhantes àquelas encontradas em pacientes com concussão
Foto: Durand Julien/Foto Stock
Jogadores de futebol que cabeceiam a bola muitas vezes
têm anormalidades cerebrais semelhantes àquelas
encontradas em pacientes com concussão
Jogadores que cabeceiam muito a bola têm danos cerebrais semelhantes aos encontrados em pacientes com traumatismo
 
Pesquisadores do Albert Einstein College of Medicine of Yeshiva University demonstraram que cabecear muito a bola no futebol pode causar lesões cerebrais.
 
A pesquisa revela que jogadores de futebol que cabeceiam muito a bola têm anormalidades cerebrais semelhantes àquelas encontradas em pacientes com concussão (traumatismo crânio-encefálico leve).
 
O estudo, que utilizou técnicas avançadas de imagem e testes cognitivos que avaliaram memória, foi publicado na revista Radiology.
 
"Nós estudamos os jogadores de futebol porque o futebol é o esporte mais popular do mundo. O futebol é amplamente jogado por pessoas de todas as idades e há a preocupação de que cabecear a bola, componente chave do esporte, pode danificar o cérebro", afirma o autor da pesquisa Michael Lipton.
 
Em média, os jogadores de futebol cabeceiam a bola de seis a 12 vezes durante os jogos, onde as bolas podem viajar a velocidades de mais de 50 quilômetros por hora. Durante a prática de exercícios, os jogadores geralmente cabeceiam a bola 30 vezes ou mais. O impacto de uma única cabeçada não é provável de causar danos cerebrais traumáticos, tais como dilaceração das fibras nervosas. Mas os cientistas temem que os danos cumulativos de impactos repetidos podem ser clinicamente significativos. "O cabeceio repetitivo poderia desencadear uma cascata de reações que leva à degeneração das células cerebrais ao longo do tempo", observou Lipton.
 
Para estudar possíveis lesões cerebrais derivadas do cabeceio da bola, os pesquisadores usaram tensor de difusão (DTI), técnica de imagem baseada em ressonância magnética avançada, em 37 jogadores de futebol amadores adultos (idade média de 31 anos) que tinham praticado esporte desde a infância. Os participantes relataram jogar futebol por um período médio de 22 anos e tinham jogado uma média de 10 meses no ano anterior. Os pesquisadores classificaram os jogadores com base na frequência dos cabeceios e, em seguida, compararam as imagens cerebrais dos cabeceadores mais frequentes com a dos restantes jogadores. Todos os participantes foram submetidos a testes cognitivos.
 
O exame de DTI "visualiza" o movimento das moléculas de água dentro e ao longo dos axônios, fibras nervosas que constituem a matéria branca do cérebro. Esta técnica de imagem permite aos pesquisadores medir a uniformidade do movimento da água (chamada anisotropia fracionada, ou FA) em todo o cérebro. FA anormalmente baixa na substância branca indica lesão axonal e tem sido associada com comprometimento cognitivo em pacientes com lesão cerebral traumática.
 
Os resultados do exame mostraram que os cabeceadores frequentes têm anormalidades da substância branca semelhantes às vistas em pacientes com concussão. Os jogadores de futebol que cabeceavam a bola acima de um limite entre 885 a 1.550 vezes por ano tinham significativamente menor FA em três áreas da substância branca temporal occipital.
 
Segundo Lipton, os jogadores com mais de 1.800 cabeçadas por ano também foram mais propensos a demonstrar pior memória em comparação com os participantes com menos cabeceios anuais. "Nosso estudo fornece evidências preliminares convincentes de que mudanças no cérebro semelhantes à lesão cerebral traumática leve estão associadas com a frequência com que um jogador cabeceia a bola ao longo de muitos anos. Enquanto mais pesquisas são necessárias, nossos resultados sugerem que o controle da quantidade de cabeceios pode ajudar a prevenir a lesão cerebral", conclui Lipton.
 
Fonte isaude.net

Estudo coloca em xeque a "teoria da avó". Homens seriam culpados pela menopausa

Parte do ilustração que mostra a evolução da mulheres com base em sua condição reprodutiva
        Ilustração: M. Belan/MacMaster University
Parte do ilustração que mostra a evolução da mulheres
 com base em sua condição reprodutiva
Preferência masculina por mulheres mais jovens seria responsável pela mutação genética que causou a perda da fertilidade feminina
 
Uma nova explicação para a origem da menopausa pode mudar a forma como a ciência entende a evolução da espécie humana. Pelo novo estudo, as preferências masculinas passam as ser responsáveis pelas mudanças que levaram à perda da fertilidade das mulheres mais velhas.

O líder da pesquisa, Rama Singh, da Universidade McMaster, em Ontário, é responsável por um longo estudo de como o comportamento de acasalamento pode ter afetado a fertilidade feminina. Para comprovar as teorias, sua equipe criou simulações de computador mostrando as evoluções da raça humana. Quando foram introduzidas as preferências de acasalamento masculina por mulheres mais jovens, um processo de seleção natural causou mutações específicas que levaram o sexo feminino a ter fertilidade diminuída no final da vida.

Uma das comprovações apresentadas no estudo é que quando se inverte a matriz de acasalamento inserindo a preferência feminina por homens mais jovens, o novo cenário mostra fêmeas mais jovens competindo com as mais velhas para o acesso aos machos.

Um dos grandes diferenciais da nova explicação é ser uma característica não-adaptativa, ao contrário da a "teoria da avó", colocada em xeque com este estudo. Uma das teorias mais aceitas para o fenômeno da menopausa, até agora, a "teria da avó" afirma que a origem da menopausa vem da necessidade das fêmeas ajudarem na perpetuação da espécie auxiliando na criação dos filhos de seus filhos. "Ajudar as filhas na criação do seus filhos, presumivelmente, representaria um custo duas vezes maior para a menopausa, mas os dados que foram coletados para testar esta hipótese são inconclusivos," afirmam os pesquisadores.

 
Fonte isaude.net 

Medicamento reverte doença cardíaca relacionada à idade em três meses

RapamicinaRapamicina diminuiu tamanho do coração e reduziu sinalização do estresse nos tecidos cardíacos de ratos idosos tratados
 
Camundongos idosos que sofrem de doença cardíaca relacionada com a idade apresentaram uma melhora significativa na função cardíaca após o tratamento com a droga rapamicina em apenas três meses, de acordo com pesquisadores do Buck Institute for Research on Aging, nos EUA.
 
A pesquisa mostra como a rapamicina afeta os tecidos dos mamíferos, aumentando a compreensão de um medicamento que tem sido usado para estender o tempo de vida de ratos, tanto quanto 14%.
 
 
A rapamicina é um fármaco imunossupressor, que pode ser usado para ajudar a prevenir a rejeição de órgãos após transplante. Também está incluído nos esquemas de tratamento para alguns tipos de câncer.
 
No estudo atual, a rapamicina foi adicionada às dietas de camundongos que tinham 24 meses de idade, o equivalente humano de 70 a 75 anos de idade. Semelhantes aos seres humanos, os ratos envelhecidos tinham corações ampliados, um espessamento geral da parede do coração e uma eficiência reduzida na capacidade do coração em bombear sangue.
 
Os ratos foram examinados com ecocardiografia antes e após o período de tratamento de três meses.
 
O autor da pesquisa Simon Melov afirma que a disfunção cardíaca relacionada com a idade ou foi retardada ou revertida nos ratos tratados. Quando se mediu a eficácia da forma como o coração bombeia o sangue, os ratos tratados apresentaram uma melhoria notável. Em contraste, os ratos não tratados viram um declínio geral na eficiência de bombeamento no final do mesmo período de três meses.
 
Segundo Melov, este estudo fornece a primeira evidência de que a disfunção cardíaca relacionada com a idade pode ser melhorada, mesmo no fim da vida, através do tratamento medicamentoso apropriado.
 
Os camundongos tratados viram uma redução no tamanho do coração, redução da sinalização do estresse em tecidos do coração e uma redução na inflamação.
 
Fonte isaude.net

Equipe britânica descobre mecanismo que leva o câncer a se espalhar

Projeção mostra a migração coordenada das células da crista neural (azul) e placódios (magenta)
Foto: Theveneau and Mayor/University College London
Projeção mostra a migração coordenada das células
da crista neural (azul) e placódios (magenta)
Estudo sugere que células doentes e saudáveis seguem umas às outras ao redor do corpo, causando metástase
 
Cientistas da University College London, no Reino Unido, acreditam ter descoberto por que o câncer se espalha pelo organismo. O achado pode ser vital no desenvolvimento de uma cura para a doença.
 
Em um avanço que poderia salvar milhões de vidas, a equipe identificou um mecanismo conhecido como efeito "perseguição e fuga", onde as células doentes e saudáveis seguem umas às outras ao redor do corpo.
 
A descoberta pode levar a uma terapia revolucionária capaz de bloquear essa ação e manter os tumores em um só lugar.
 
 
A equipe usou dois tipos de células embrionárias para simular as funções de células cancerosas e saudáveis. A chave para os resultados foi determinar por que as células cancerosas se ligam a células saudáveis em primeiro lugar.
 
Os cientistas imitaram o que acontece usando tipos comparáveis de células e observando seu comportamento.
 
Os pesquisadores, que conduziram o estudo usando sapo e embriões de zebrafish, estão confiantes de que o processo no qual as células cancerosas se anexam às saudáveis, a fim de migrar por todo o corpo funciona de forma similar.
 
"Nós usamos a analogia do burro e da cenoura para explicar esse comportamento: o burro segue a cenoura, mas a cenoura se afasta quando é abordada pelo burro. Da mesma forma, as células cancerosas seguem as células saudáveis, que fogem quando tocadas pelas células cancerosas.
 
Os resultados sugerem uma maneira alternativa em que os tratamentos de câncer podem funcionar no futuro, se as terapias puderem ser direcionadas para o processo de interação entre células malignas e saudáveis para impedir que as células cancerosas se espalhem e causem tumores secundários", afirma o principal autor da pesquisa Roberto Mayor.
 
Fonte isaude.net

Participantes de pesquisas científicas poderão receber pagamento

Estão previstas, em casos de efeitos colaterais, indenizações
 e assistência à saúde durante e após a pesquisa
Brasília – As pesquisas científicas que envolvem seres humanos poderão determinar o pagamento de recompensa financeira aos voluntários submetidos a testes.
 
O pagamento, até então proibido no Brasil, foi aprovado por resolução do Conselho Nacional de Saúde. 
 
O envolvimento de dinheiro será permitido quando forem testados medicamentos em um pequeno grupo de pessoas saudáveis, e em estudos de bioequivalência, que facilitam o registro de novos genéricos.
 
A resolução do conselho define direitos dos voluntários das pesquisas científicas como a privacidade de seus dados, o ressarcimento de gastos com transporte e alimentação e a possibilidade de abandonar a pesquisa no momento que desejar. Estão previstas, em casos de efeitos colaterais, indenizações e assistência à saúde durante e após a pesquisa.
 
Outra mudança é um prazo de 60 dias para a análise ética dos projetos e de 20 dias para a reanálise, caso o pesquisador tenha que fazer modificações no projeto original. Ficou estabelecido também que terão prioridade as pesquisas clínicas estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS).
 
Fonte Agência Brasil

Na semana do Dia Mundial do Orgulho Autista, associação alerta para importância do diagnóstico precoce

Brasília - Para lembrar o Dia Mundial do Orgulho Autista, que será comemorado na próxima terça-feira (18), a Associação Brasileira de Autismo, Comportamento e Intervenção do Distrito Federal (Abraci-DF) organizou ontem (16) em Brasília uma atividade para esclarecer o que é o transtorno e conscientizar as famílias da importância do diagnóstico precoce.
 
O autismo é caracterizado pela dificuldade de socialização. Em geral, os primeiros sinais, como isolamento, dificuldade para falar e repetição de movimentos aparecem por volta dos 2 ou 3 anos de idade. De acordo com a presidenta da Abraci-DF, Lucinete Andrade, quanto mais cedo a doença for diagnosticada, maiores as possibilidades de estimulação.
 
“Quando se fala de autismo, não se trata de uma só realidade. Por essa diversidade, o diagnóstico é problemático. Às vezes, o diagnóstico fica errado e isso compromete o desenvolvimento e a estimulação dessas crianças”, avaliou.
 
O autismo não tem cura, mas o desenvolvimento dos pacientes pode ser estimulado, além do uso de medicação. Como o transtorno é pouco conhecido, segundo Lucinete, muitos autistas não recebem a estimulação e o tratamento adequados. “Nosso objetivo é chamar a sociedade para dizer que não apenas o diagnóstico é importante, a estimulação também, é ela que vai fazer a diferença entre o diagnóstico e o desenvolvimento desse indivíduo. Hoje, no Brasil, só os pais que podem pagar, com situação financeira melhor é que oferecem a estimulação adequada. E isso tem que ser independente da questão social da família”.
 
Mãe de um menino de 2 anos e 10 meses diagnosticado com autismo, a dona de casa Luísa Silva diz que iniciativas como essa são importantes para desmistificar o autismo, ampliar o conhecimento sobre a doença e ajudar os pais a identificar os primeiros sintomas.
 
“O primeiro sintoma do Davi foi um atraso na fala, ele falava algumas palavras e de repente parou. Eu percebi que não estava normal. Um amigo da família notou também e perguntou se a gente conhecia um pouco sobre autismo. Na primeira leitura que fiz, vi que muita coisa que eu já vinha observando no Davi estava acontecendo. No dia seguinte, fui ao pediatra. Ele fez testes com o Davi e me deu encaminhamento para o neurologista”, contou.
 
Segundo Luísa, além do apoio aos pacientes autistas, as famílias também precisam ser acompanhadas para lidar com realidades tão particulares. “ É muito importante esse trabalho de dar apoio aos pais. Tenho certeza que há muitas crianças sem falar, tendo gestos mal interpretados como manha ou birra e não é. E isso é muito sofrimento tanto para os pais quanto para as crianças”.
 
Não há estimativas oficiais sobre o número de autistas no Brasil, mas organizações não governamentais calculam que o total pode chegar a mais de 1 milhão de pessoas.
 
Fonte Agência Brasil

Moradores de São Gonçalo, no Rio, ganham centro hospitalar para pacientes com traumas graves

Rio de Janeiro – O Hospital Alberto Torres, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, ganhou nesta sexta-feira, o primeiro núcleo de atendimento a pacientes com traumas graves. Antes, eles eram transferidos para um hospital próximo. O núcleo tem capacidade de fazer 200 cirurgias por mês.
 
De acordo com o coordenador de Trauma e Núcleos especializados da Secretaria Estadual de Saúde, Rogério Casemiro, evitar a transferência de um paciente grave é importante para diminuir o risco de morte. “Os estudos mostram que as vítimas precisam ser socorridas em até uma hora, a chamada hora de ouro, após a ocorrência de trauma. Depois disso, o risco de morte tende a aumentar.
 
A unidade terá uma equipe médica formada por ortopedista, cirurgião geral e vascular, anestesista, neurocirurgião, cirurgião pediátrico com formação em trauma e cirurgião torácico. No total, serão 55 médicos, 26 enfermeiros e 102 técnicos de enfermagem.
 
O núcleo de atendimento tem três salas cirúrgicas, uma sala de tomografia exclusiva com cinco leitos de recuperação pós-anestésica, 35 leitos para tratamento intensivo, quatro leitos de observação e um heliponto para receber casos urgentes.
 
Fonte Agência Brasil
Brasília - O Ministério da Saúde vai financiar a organização de farmácias em unidades básicas de Saúde de 453 municípios considerados de extrema pobreza. Os gestores interessados em receber o apoio devem se inscrever até o dia 27 de junho no Eixo Estrutura do Programa Nacional de Qualificação da Assistência Farmacêutica (QualifarSUS).
 
Inicialmente, cada município vai receber R$ 17 milhões destinados à compra de equipamentos e mobiliário e à contratação de pessoal das centrais de Abastecimento Farmacêutico e das farmácias nas unidades básicas de Saúde. Em seguida, os municípios selecionados vão receber mais R$ 24 mil por ano para o custeio e a manutenção dos serviços.
 
Além disso, o governo vai destinar R$ 1,2 bilhão à aquisição de medicamentos e insumos para o abastecimento das farmácias básicas de todos os municípios brasileiros.
 
Municípios que fazem parte do Programa Brasil sem Miséria, com até 100 mil habitantes ou que participam de outros programas da atenção básica, como o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (Pmaq), o Programa de Requalificação das Unidades Básicas de Saúde (Requalifica UBS) e os que utilizarem o sistema Hórus ou sistemas próprios de gerenciamento de estoques terão prioridade na seleção.

Fonte Agência Brasil

Baixa na produção e pesquisa de antibióticos aumenta preocupação com disseminação de superbactérias

São Paulo – Dois anos após a publicação do manifesto sobre disseminação de superbactérias no mundo, na revista médica The Lancet, o cenário não é animador, apesar de alguns avanços, segundo especialistas entrevistados pela Agência Brasil.
 
O manifesto feito por profissionais e institutos de medicina, em 2011, chamava a atenção para o uso indiscriminado de antibióticos, o que pode levar a um quadro em que os medicamentos existentes tornem-se obsoletos.
 
"Nós estamos perdendo essas drogas", declarou a médica Rosana Richtmann, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e do Comitê de Imunização do Ministério da Saúde.
 
Richtmann destaca que basta pouco tempo para que se tenham relatos de resistência mesmo a antibióticos mais novos. "Eles [mecanismos de resistência] estão cada vez mais rápidos. Falo de questão de seis meses a um ano", informou. Ela explica que, com isso, os investimentos industriais estão mais voltados para doenças crônicas, como hipertensão. "Mesmo em relação a doenças infecciosas, desenvolver drogas contra hepatite ou fungos parece ser mais interessante, porque não tem o mesmo mecanismo de resistência da bactéria", avaliou.
 
O último caso registrado no país ocorreu em maio deste ano, quando foi identificada a presença do gene tipo Carbapenemase New Delhi metallobetalactamase (NDM) em cinco pacientes do Hospital Conceição, em Porto Alegre. Em 2010, foram pelo menos 35 casos de contaminação pela superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) no Recife. A médica infectologista destaca, no entanto, que para a grande maioria das bactérias existentes no Brasil os antibióticos existentes são eficientes.
 
Essa característica faz com que algumas infecções comuns, como a urinária, exijam drogas mais potentes das que eram utilizadas anteriormente. "É uma infecção banal, principalmente entre mulheres, mas a gente está vendo que bactérias que eram sensíveis a antibióticos básicos já não dá mais para usar, tem um grau de ineficiência avançado", explicou Richtmann. Outro exemplo destacado pela médica são as infecções provocadas pelo pneumococo, como meningite e pneumonia. "A gente sempre tratou com penicilina e agora estamos vendo que têm tipos menos sensíveis".
 
Richtmann considerou que o primeiro passo para conter o avanço das superbactérias começa por ações simples. "Todos os hospitais tem que ter hoje comissão de controle de infecção hospitalar. Antes de pensar em incentivar a indústria, novos fármacos, porque isso tem um custo elevado, é mais factível começar com o que nós temos", avaliou.
 
Se por um lado aumentou o controle nos hospitais e o nível de exigência para compra de antibióticos, por outro a indústria farmacêutica mundial reduziu a pesquisa de novos medicamentos que seriam capazes de conter essas bactérias multirresistentes. "[Produzir antibióticos] não tem sido um bom negócio. Gasta-se, por exemplo, R$ 1 bilhão de dólares para pesquisar 10 mil novos compostos e chegar a um. Quando ele chega no mercado, a bactéria ficou resistente", explicou o médico Marcos Antonio Cyrillo, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia. Em 2008, por exemplo, nenhum novo antibiótico chegou ao mercado, informou o infectologista.
 
A resistência das bactérias ocorre porque elas, diferentemente de outras doenças, são microorganismos vivos capazes de transmitir o gene de resistência. "Se temos dez bactérias no corpo, por exemplo, e nove são sensíveis ao antibiótico e uma é resistente, você toma o remédio e uma ficou. De 20 em 20 minutos ela se multiplica e vai transmitindo gene de resistência às filhas", explicou Cyrillo. Por isso é fundamental que os pacientes fazem uso do remédio no período e na dosagem prescrita pelo médico.
 
Fonte Agência Brasil

E-cigarros: na moda e polêmicos

Corentin Fohlen/International Herald Tribune
Olivia Foiret, gerente da ClopiNette: butique parisiense
 vende o e-cigarro em vários sabores
Popularização de dispositivo eletrônico que oferta nicotina sem a fumaça do tabaco acende disputa entre fabricantes e autoridades de saúde na Europa e nos EUA
 
Sob a sombra do Arco do Triunfo, uma fila de 20 pessoas tomava a calçada em frente a uma nova butique da moda, todas ansiosas para provar uma nova linha de produtos gourmet. Uma placa na janela promovia o sabor piña colada. Uma mulher com um casaco Chanel comentava que queria provar o de pêssego.
 
Mas não se trata de um templo da gastronomia e sim de uma das lojas de cigarros eletrônicos que proliferaram recentemente em Paris, assim como em várias outras cidades da Europa e EUA. Dentro da ClopiNette, os clientes podem escolher entre mais de 60 sabores de nicotina líquida, com várias intensidades e arrumados nas prateleiras em filas coloridas.
 
“É como visitar uma loja da Nespresso”, disse Anne Stephan, uma advogada que trabalha por perto. O que a leva à loja é o desejo compartilhado por muitos: eles querem parar de fumar tabaco sem largar o hábito de fumar.
                           
Depois de fumar 20 cigarros por dia durante quase 25 anos, Anne diz ter reduzido para um por dia desde que começou a usar o chamado cigarro eletrônico, ou e-cigarro. Usando uma tecnologia que transforma a nicotina infundida em propilenoglicol num vapor inalável, fumar o e-cigarro parece quase fumar o cigarro real, mas sem o cheiro da fumaça.
 
Apesar de eles ainda serem uma pequena fração do mercado de US$ 80 bilhões por ano nos EUA, a crescente popularidade desse produto acendeu uma briga na Europa entre os vendedores e os reguladores de tais produtos.
 
Esta semana, o governo britânico anunciou que tratará os cigarros eletrônicos como remédios. Mas eles só receberão licença a partir de 2016, dando um prazo para que os fabricantes se enquadrem em todos os padrões exigidos de remédios.
 
Nos EUA, a agência que controla alimentos e remédios, a FDA, tentou barrar a venda dos e-cigarros, alegando que eles são uma combinação não testada de droga e aparelho. Os fabricantes conseguiram mudar a posição da agência, mas em 2010 um tribunal federal determinou que eles devem ser tratados como os demais produtos de tabaco.
 
“Ainda são necessárias mais pesquisas para sabermos os potenciais benefícios e riscos para a saúde”, disse a porta-voz da FDA, Stephanie Yao. A agência está preparando novas regras para regular o produto.
           
Corentin Fohlen/International Herald Tribune
Sabores de cigarro eletrônico dispostos na prateleira da loja:
estudos sobre a segurança à saúde ainda são inconclusivos
Autoridades de saúde dizem que a segurança do produto ainda não foi comprovada e que o aparelho pode encorajar crianças e jovens a começar a fumar. Alguns ativistas antitabaco, incomodados com o destaque dos e-cigarros em restaurantes e bares, pedem que a propaganda deles siga as mesmas regras dos demais produtos de tabaco.
 
“O cigarro eletrônico pode ultrapassar o consumo de cigarro tradicional na próxima década. O crescimento é exponencial e não dá sinais de desaceleração”, diz Katherine Devlin, presidente de uma associação da indústria de e-cigarros.
 
Os cigarros eletrônicos são distribuídos por mais de 100 pequenas e médias empresas, como NJOY e White Cloud. A maioria deles é fabricada na China, pela Ruyan, que inventou o aparelho que aquece a solução com nicotina e solta um vapor como se fosse a fumaça. O cigarro, que também pode vir como uma luz de LED que imita a brasa, foi patenteado em mais de 50 países.
 
Mas agora, fabricantes como Malboro e outras grandes marcas estão correndo atrás para lucrar com a ideia – especialmente para compensar a redução das vendas em países ocidentais.
 
No ano passado, a Lorillard investiu US$ 135 milhões para criar o cigarro eletrônico Blu. British American Tobacco, RJ Reynolds e Japan Tobacco International também querem uma fatia dessa nova indústria. Este mês, a British American anunciou que lançará uma marca de e-cigarro, com uma campanha publicitária que incluirá comerciais de TV, algo proibido para cigarros convencionais.
 
Certamente há sinais de crescimento. Em 2011, mais de 20% dos fumantes adultos dizem ter experimentado os e-cigarros, o dobro da taxa de 2010 nos EUA. Os cigarros eletrônicos podem chegar a 5% das vendas de produtos de tabaco nas próximas duas décadas, segundo o Euromonitor Internacional.
 
Analistas dizem que tal tendência também repercutirá na indústria farmacêutica; produtos para parar de fumar como adesivos e chicletes de nicotina faturaram US$ 2,4 bilhões em 2011, sem contar os tratamentos com prescrição médica.
 
“Está na moda. As pessoas querem parar de fumar, então elas experimentam um desses e são fisgadas”, diz Olivia Foiret, gerente da loja na Avenue de la Grande Armée, em Paris, com a fila de clientes para fora.
 
Em dezembro, autoridades de União Europeia propuseram regular os cigarros eletrônicos e líquidos de nicotina como produtos médicos. Isso iria limitar a quantidade de nicotina a 4 miligramas por mililitro – menos do que contém os mais “light” dos cigarros – ou forçar os fabricantes a realizarem testes clínicos. A medida também aumentaria o quanto os governos recolhem de impostos sobre o produto – os líquidos de refil não são taxados na maioria dos países da Europa.
 
Os defensores do e-cigarro dizem que as autoridades europeias estão tendo uma reação apressada ao não reconhecer o aparelho como uma alternativa “mais segura”. Eles citam que o Royal College of Physicians no Reino Unido declarou que o e-cigarro pode tirar as pessoas do fumo tradicional, assim como um estudo de 2011 publicado no American Journal of Preventive Medicine, que conclui que os aparelhos “prometem ser um método para se parar de fumar”.
 
Mas os órgãos de regulação europeus citam a falta de estudos sobre a segurança de inalar rotineiramente o propilenoglicol. Eles também expressam preocupação de que com tantos sabores e cores, os cigarros eletrônicos podem ser uma porta de entrada para os jovens no hábito de fumar. Na França, onde as vendas de tabaco caíram no ano passado para os níveis mais baixos em uma década, uma pesquisa com estudantes parisienses de 12 a 17 anos mostrou que 8% deles já havia experimentado o cigarro eletrônico.
 
Fonte iG