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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Chefe pode ser amigo do subordinado sem ter favoritismo?


Este tipo de relacionamento só tende a dar certo se ambos conseguirem separar as coisas. Mas até que ponto isso funciona?

Deixar o currículo nas mãos de um amigo pode ser a chance de uma recolocação no mercado. Melhor ainda se este amigo tiver uma posição de comando e puder realmente dar aquele empurrãozinho. No entanto, conciliar profissionalismo e amizade exige maturidade. “A ética profissional deve ser mantida e ambos precisam respeitá-la; caso contrário, poderão ter problemas no ambiente profissional”, alerta Deise Moreto, consultora de RH da Catho Online.

Neste contexto, o chefe deve avaliar o desempenho do (amigo) profissional com base em seus resultados e tratar todos com as mesmas exigências e privilégios. Além disso, o subordinado deve esperar ser avaliado por seu trabalho e não ter nenhuma regalia em nome dessa amizade. Para Renato Grinberg, diretor-geral da Trabalhando.com Brasil, na teoria isso é fácil, mas, na prática, esse tipo de convívio costuma gerar estresse. “Um gestor que emprega um amigo tem grande chance de ter de conviver com conversinhas que comprometem a harmonia do grupo”, avalia.

De acordo com Grinberg, é muito complicado separar a amizade e os demais subordinados estarão sempre comparando. “Isso provoca fofocas e, consequentemente, atrapalha o rendimento da equipe”, considera. A psicóloga Triana Portal acrescenta que, para evitar tais problemas, é necessário deixar tudo muito bem definido desde o início.

A postura ideal do chefe
Deise é um pouco mais otimista e defende que o chefe deve estimular um ambiente cordial entre os funcionários. Mas, para isso, esse gestor deve manter-se atento. “Ele deve evitar ir almoçar todos os dias apenas com o amigo-colaborador, além de evitar intimidade no ambiente de trabalho, como excesso de conversas paralelas, troca de e-mails, abordagens com assuntos pessoais e até apelidos”, dá a dica.

A psicóloga Maria Clara Whitaker, pós-graduada em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas, atenta que a comunicação com pessoas conhecidas e de quem gostamos sempre é mais fácil. “Isso pode, inconscientemente, gerar favoritismo”, alerta. Para evitar isso, cabe ao chefe conhecer melhor os seus outros funcionários, percebendo com quais tem maior afinidade e entendendo porque com alguns é mais difícil. “Não precisa ser amigo de todo mundo; isso soa falso. O caminho está em reconhecer e aprender a lidar melhor com diferentes tipos de pessoas”, ensina a especialista.

E se, na hora de promover ou dar um aumento, o escolhido for o amigo? É importante deixar claro quais foram os critérios que fizeram com que promovesse aquele colaborador e não outro. “É fundamental chamar toda a equipe e contar a notícia, deixando claros os critérios de avaliação”, diz Deise. Além disso, caso o líder tenha em sua equipe outros colaboradores com bons resultados e que estão próximos de uma futura promoção, pode aplicar um feedback individual e mencionar quais são os pontos que ainda precisam ser melhorados e evidenciar os positivos. “Desta forma, não irá desmotivá-los. Eles irão sentir que o líder foi justo e está acompanhando seus resultados”, afirma a consultora da Catho.

E o subordinado, como deve agir?
Não é porque o chefe é seu amigo de futebol, balada e churrasco que pode tratá-lo no ambiente de trabalho com informalidade. Lembre-se: separar as coisas é essencial para este relacionamento durar. “Este funcionário deve lembrar que tudo o que for feito ou comentado pode chegar dentro da empresa, e algumas posturas podem ser comprometedoras para a visibilidade de seu amigo profissionalmente”, ensina Diese.

A psicóloga atenta que o subordinado deve resistir à tentação de usar a amizade para tentar persuadir o chefe em favor dos seus interesses profissionais. “Ele deve pensar que, se fizer isso, o colocará em uma posição constrangedora, que possivelmente irá minar a relação dele com o resto da equipe”, afirma Maria Clara. Sem contar que o próprio funcionário pode ser visto como uma pessoa que depende de favoritismo - mais do que da própria competência - para avançar.

Como evitar as fofocas
Segundo Maria Clara, a fofoca é um fenômeno natural e situações em que há desconfiança são propícias ao seu aparecimento. “Quanto mais transparência houver com o amigo e com o resto da equipe, e quanto mais os papéis de amigo, de chefe e de subordinado forem claramente definidos, menos margem haverá para a fofoca”, garante.

Aqui, Deise enumera algumas dicas para evitar essas ‘conversinhas paralelas’:

- ter cuidado para não adotar posturas inadequadas, como utilizar recursos da empresa ou o horário de expediente para assuntos pessoais. É importante lembrar que esse tipo de comportamento poderá gerar fofocas e conflitos dentro da empresa;

- dentro do ambiente de trabalho, mesmo ao falar com seus amigos, mantenha uma postura profissional. Ao exagerar nas brincadeiras ou ter um vocabulário informal demais, você dará abertura e esse excesso de liberdade no ambiente de trabalho pode gerar problemas futuros;

- ao sair com seus amigos/colegas do trabalho para um happy hour tome cuidado com a postura e as conversas. Lembre-se que tudo o que for feito ou comentado pode chegar dentro da empresa e algumas posturas podem ser comprometedoras para a visibilidade do seu profissional;

- lembre-se: é importante saber separar o lado profissional do pessoal e mostrar resultados em seu trabalho.

Fonte IG

Saúde da família


A Saúde da Família é entendida como uma estratégia de reorientação do modelo assistencial, operacionalizada mediante a implantação de equipes multiprofissionais em unidades básicas de saúde. Estas equipes são responsáveis pelo acompanhamento de um número definido de famílias, localizadas em uma área geográfica delimitada. As equipes atuam com ações de promoção da saúde, prevenção, recuperação, reabilitação de doenças e agravos mais freqüentes, e na manutenção da saúde desta comunidade. A responsabilidade pelo acompanhamento das famílias coloca para as equipes saúde da família a necessidade de ultrapassar os limites classicamente definidos para a atenção básica no Brasil, especialmente no contexto do SUS.

A estratégia de Saúde da Família é um projeto dinamizador do SUS, condicionada pela evolução histórica e organização do sistema de saúde no Brasil. A velocidade de expansão da Saúde da Família comprova a adesão de gestores estaduais e municipais aos seus princípios. Iniciado em 1994, apresentou um crescimento expressivo nos últimos anos. A consolidação dessa estratégia precisa, entretanto, ser sustentada por um processo que permita a real substituição da rede básica de serviços tradicionais no âmbito dos municípios e pela capacidade de produção de resultados positivos nos indicadores de saúde e de qualidade de vida da população assistida.

A Saúde da Família como estratégia estruturante dos sistemas municipais de saúde tem provocado um importante movimento com o intuito de reordenar o modelo de atenção no SUS. Busca maior racionalidade na utilização dos demais níveis assistenciais e tem produzido resultados positivos nos principais indicadores de saúde das populações assistidas às equipes saúde da família.

"A estratégia do PSF propõe uma nova dinâmica para a estruturação dos serviços de saúde, bem como para a sua relação com a comunidade e entre os diversos níveis de complexidade assistencial. Assume o compromisso de prestar assistência universal, integral, equânime, contínua e acima de tudo resolutiva à população na unidade de saúde e no domicílio, sempre de acordo com suas reais necessidades, identificando os fatores de riscos, aos quais ela está exposta, e nele intervindo de forma apropriada" (SOUZA, 2000).

O PSF incorpora e reafirma os princípios básicos do Sistema Único de Saúde (SUS), estruturado a partir da Unidade Básica de Saúde da Família. De acordo com o Ministério da Saúde (BRASIL, 2001), o PSF trabalha com base nos seguintes princípios: Caráter Substitutivo, onde se verifica que o PSF não significa criação de novas unidades de saúde, pois veio substituir o modelo antigo e tradicionalista; Hierarquização, a Unidade de Saúde da Família está inserida no primeiro nível de ações e serviços do sistema local de assistência; Territorialização, porque há um território de abrangência definido; Equipe multiprofissional, onde cada equipe do PSF é composta, no mínimo, por um médico, um enfermeiro, um auxiliar ou técnico de enfermagem e de quatro a seis agentes comunitários de saúde (ACS).

O Ministério da Saúde (BRASIL, 2001) preconiza atribuições para cada um dos membros dessa Equipe Saúde da Família, que são, em linhas gerais:

Enfermeiro: realizar cuidados diretos de enfermagem, fazendo a indicação para a continuidade da assistência prestada; consulta de enfermagem, solicitar exames complementares, prescrever/transcrever medicações; planejar, gerenciar, coordenar, executar e avaliar a USF; supervisão e coordenação das ações dos Agentes Comunitários de Saúde e de auxiliares de enfermagem.

Médico: realizar consultas e procedimentos na USF e no domicílio; ações de assistência integral em todas as fases do ciclo de vida e gêneros.

Auxiliar de enfermagem: realizar procedimentos de enfermagem dentro das suas competências técnicas e legais, nos diferentes ambientes, USF e nos domicílios.

Agente Comunitário de Saúde: realizar mapeamento de sua área; cadastramento das famílias, com atualização permanentemente através de visitas domiciliares mensais; identificação de indivíduos e famílias expostos a situações de risco.

Para uma atuação plena do exercício profissional pelo enfermeiro no PSF não é só necessária a competência técnica e o conhecimento da construção do SUS, do surgimento do PACS e PSF, de suas atribuições dentro deste novo programa, mas também compreender e saber de seus limites legais no seu exercício dentro do PSF, conferidos por sua legislação.

Fonte portaleducacao.com.br

Atribuições do Técnico de Enfermagem do Trabalho

Desempenha tarefas similares às que realiza o técnico de enfermagem em geral, porém atua em dependências de fábricas, indústrias ou outros estabelecimentos que justifiquem sua presença.
 
Fonte portaleducacao.com.br

Atribuições do Enfermeiro do Trabalho

Estuda as condições de segurança e periculosidade da empresa, efetuando observações nos locais de trabalho e discutindo-as em equipe, para identificar as necessidades no campo da segurança, higiene e melhoria do trabalho;

Elabora e executa planos e programas de proteção à saúde dos empregados, participando de grupos que realizam inquéritos sanitários, estudam as causas de absenteísmo, fazem levantamentos de doenças profissionais e lesões traumáticas, procedem a estudos epidemiológicos, coletam dados estatísticos de morbidade e mortalidade de trabalhadores, investigando possíveis relações com as atividades funcionais, para obter a continuidade operacional e aumento da produtividade;

Executa e avalia programas de prevenções de acidentes e de doenças profissionais ou não-profissionais, fazendo análise da fadiga, dos fatores de insalubridade, dos riscos e das condições de trabalho do menor e da mulher, para propiciar a preservação de integridade física e mental do trabalhador;

Presta primeiros socorros no local de trabalho, em caso de acidente ou doença, fazendo curativos ou imobilizações especiais, administrando medicamentos e tratamentos e providenciando o posterior atendimento médico adequado, para atenuar consequências e proporcionar apoio e conforto ao paciente;

Elabora e executa ou supervisiona e avalia as atividades de assistência de enfermagem aos trabalhadores, proporcionando-lhes atendimento ambulatorial, no local de trabalho, controlando sinais vitais, aplicando medicamentos prescritos, curativos, instalações e teses, coletando material para exame laboratorial, vacinações e outros tratamentos, para reduzir o absenteísmo profissional; organiza e administra o setor de enfermagem da empresa, provendo pessoal e material necessários, treinando e supervisionando auxiliares de enfermagem do trabalho, atendentes e outros, para promover o atendimento adequado às necessidades de saúde do trabalhador;

Treina trabalhadores, instruindo-os sobre o uso de roupas e material adequado ao tipo de trabalho, para reduzir a incidência de acidentes;

Planeja e executa programas de educação sanitária, divulgando conhecimentos e estimulando a aquisição de hábitos sadios, para prevenir doenças profissionais, mantendo cadastros atualizados, a fim de preparar informes para subsídios processuais nos pedidos de indenização e orientar em problemas de prevenção de doenças profissionais.

Fonte portaleducação.com.br

Mulher com dois úteros dá à luz dois bebês gestados separadamente

Uma mulher indiana com dois úteros deu à luz dois bebês saudáveis, cada um gestado em um deles. Ter dois órgãos é raro e ter dois filhos gestados ao mesmo tempo em cada um deles, mais raro ainda. Segundo os médicos, a chance de isso acontecer é de uma em 50 milhões.

RInku Devi e seus dois bebês (Foto: Barcroft India / Barcroft Media / Getty Images)
RInku Devi e seus dois bebês (Foto: Barcroft India / Barcroft Media / Getty Images)
 
As crianças -- dois meninos -- nasceram em 29 de julho. Apesar disso, os irmãos não são considerados gêmeos, porque foram concebidos em momentos diferentes. Cada um dos úteros da indiana Rinku Devi tem suas próprias trompas de falópio.

Menos de 100 mulheres no mundo têm dois úteros. O caso de Devi só foi diagnosticado na hora do parto.

As crianças nasceram saudáveis.

Fonte G1

Com a seca, a gordura das lágrimas evapora, inflamando os olhos

A inflamação das glândulas de meibomius, localizadas na região palpebral, a meibomite, pode se converter em Síndrome do Olho Seco mais facilmente quando a umidade do ar está baixa. Em Brasília, neste fim de semana, a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet ) é de que ocorra névoa seca e os índices de umidade baixem para 20%.

A oftalmologista Maria Lúcia Rios explica que a relação baixa umidade e inflamação é consequência da falta da camada gordurosa da lágrima ocasionada pelo meibomite. “Sem a camada de gordura, a lágrima evapora mais facilmente e à época da seca, este processo agrava os sintomas da inflamação, causando a Síndrome do Olho Seco”, afirma,  ao chamar atenção para a avaliação oftalmológica antes de qualquer solução intuitiva ou automedicação, como o uso inadequado de colírios.

A meibomite ocorre quando as glândulas de meibomius, responsáveis pela produção da camada gordurosa da lágrima, acumulam essa gordura sem expeli-la e sofrem ação bacteriana. “Além do olho seco, é comum pacientes com meibomite apresentarem calázio, um nódulo localizado na pálpebra, por vezes confundido com o hordéolo (terçol)”, explica a médica. “As causas da meibomite estão diretamente ligadas a fatores genéticos e de idade, pessoas maduras apresentam a meibomite com mais frequência”, completa.

Para evitar o agravamento da meibomite durante a seca, Maria Lúcia salienta que é importante reforçar a higienização das pálpebras e ficar atento à alimentação. “O hábito de limpar as pálpebras pelo menos duas vezes por semana, aplicar lágrimas artificiais para hidratar os olhos e reduzir o consumo de alimentos gordurosos diminui o risco de agravamento da inflamação”, aconselha.

Fonte Saúde para todos

Para que um medicamento chegue ao consumidor, o processo leva 18 anos

Boston — A julgar pela oferta nas farmácias, há medicamentos para quase tudo. Dos mais “inofensivos”, vendidos sem receita, às pílulas de siglas quase impronunciáveis. O preço, via de regra, é diretamente proporcional à exclusividade da fórmula no mercado e, claro, ao tempo que levou para chegar a ser comercializada. Uma pode até ser mais rápida que a outra, mas geralmente o paciente pode sentar e esperar: o tempo médio para um medicamento chegar à sua mão é de pelo menos 18 anos para as drogas mais elaboradas e de seis se for um antiviral daqueles que um governo faria qualquer coisa para obter.

É a saga dos remédios: um longo e caro caminho que passa pela necessidade, pela descoberta, pelos testes e pela aprovação.

Dependendo da molécula que está sendo analisada, para se transformar numa potente droga capaz de curar uma trombose ou minimizar os efeitos do diabetes sobre o organismo, por exemplo, um laboratório pode chegar a investir algo em torno de US$ 300 milhões (cerca de R$ 460 milhões).

Sempre foi assim, mas terá que ser diferente no futuro. Kenneth Kaitin, diretor do Centro de Estudo e Desenvolvimento de Medicamentos da Tufts University, de Boston, nos Estados Unidos, alerta que o tempo é de desafios: nesse mercado extremamente competitivo, as patentes de alguns produtos de alta renda estão vencendo, o que tira do laboratório desenvolvedor a exclusividade de comercialização da fórmula. Só em 2011, a indústria farmacêutica americana está perdendo US$ 44 bilhões. Exemplo disso é o Lipitol, revolucionário medicamento do laboratório Pfizer para baixar o colesterol. Com o vencimento de sua patente, haverá uma perda representativa de US$ 12 bilhões. Isso tudo sem falar nos obstáculos para a regulamentação e no fato de somente três de cada 10 medicamentos cobrirem os custos de suas pesquisas.

Os prazos das patentes, claro, sempre venceram. A diferença, segundo Kaitin, é que agora as empresas não têm drogas tão fortes para substituir as que estão com a exclusividade acabando. E não é falta de investimento. “O problema é o número de aprovações, que hoje não é suficiente para gerar renda e sustentar o desenvolvimento de novas drogas”, alega. As autorizações diminuíram consideravelmente no ano passado. As gigantes Merck, Pfizer e Lilly tiveram aprovação zero em 2010. “Os laboratórios culpam a agência reguladora americana, mas acho que a indústria não desenvolveu um processo eficientes para desenvolver novos medicamentos”, opina o diretor da Tufts.

O grupo de Kaitin age para apresentar informações estratégicas tanto aos desenvolvedores quanto aos órgãos reguladores, como a norte-americana Food and Drug Administration (FDA), o que no Brasil corresponde à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A ideia é fomentar o ambiente de inovação terapêutica e, consequentemente, favorecer a pesquisa básica: a fonte das descobertas

“É preciso aumentar a velocidade de desenvolvimento de novos medicamentos para diminuir custos e riscos”, defende. Parceria é a palavra de ordem nesse cenário. Grandes laboratórios, como Pfizer, Novartis, Genzyme, Sanofi e Janssen, correm para reinventar e agilizar seus processos de pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos. A maioria passa por alianças com grandes universidades.

Na longa saga de um medicamento, ainda será preciso esperar muito para ver os resultados.

Caminho tortuoso

* Pesquisa básica
* Descoberta
* Estudos pré-clínicos — apresentação da proposta de estudo clínico ao órgão regulador
* Estudos clínicos

ESTUDOS PRÉ-CLÍNICOS
Tudo começa em centros de pesquisa, com a descoberta de uma substância ou molécula. Se seu potencial terapêutico for confirmado em experimentos in vitro, na sequência, ela pode ser testada em animais. Essa fase dá informações iniciais sobre a eficiência e a segurança da substância/molécula em teste. Mais de 90% do que é testado nessa fase é eliminado, por não demonstrar atividade farmacológica/terapêutica suficiente ou por ser muito tóxico aos humanos.

Fase 1
Número de envolvidos: de 20 a 100 voluntários sadios
Período: aproximadamente 1 ano
O primeiro estudo em humanos é feito em pequenos grupos de voluntários sem a doença para a qual está sendo testado. São avaliadas diferentes vias de administração e doses, e feitos testes iniciais de segurança e de interação com outras drogas ou álcool. Nessa fase, já é possível apontar a maior dose tolerável, a menor dose efetiva, a relação dose/efeito, a duração do efeito, os efeitos colaterais e as etapas do medicamento no organismo, da administração à excreção.

Fase 2Número de envolvidos: centenas de pacientes com a doença
Período: aproximadamente 2 anos
No estudo terapêutico piloto, são feitos os primeiros testes controlados, já em pacientes com a doença ou com condições patológicas. O objetivo é obter mais dados de segurança, a curto e médio prazos, e começar a avaliar eficácia, diferentes dosagens e indicações do novo medicamento, assim como a velocidade com a qual a substância se torna ativa no organismo e a equivalência biológica esperada de duas preparações diferentes do medicamento.

Fase 3
Número de envolvidos: milhares de pacientes com a doença
Período: de 2 a 4 anos
Os estudos terapêuticos ampliados feitos em vários centros internacionais permitem um teste em larga escala e em diferentes populações. O objetivo é determinar o risco/benefício e o valor terapêutico, reunindo mais dados sobre segurança, eficácia e interação com outras drogas. São estabelecidas as indicações, as doses, a via de administração, as contraindicações, os efeitos colaterais e as medidas de precaução, tudo o que vai na bula. Também é demonstrada a vantagem terapêutica em relação a outro medicamento.

Fase 4
Número de envolvidos: milhares de consumidores do novo medicamento
Período: indefinido
Pesquisas realizadas depois da comercialização do medicamento, em busca de detalhes adicionais sobre a segurança e a eficácia. Também conhecida como farmacovigilância, essa fase visa detectar e definir efeitos colaterais previamente desconhecidos ou não completamente qualificados, assim como os fatores de risco relacionados. Também são feitos estudos para suporte ao marketing e comparativos com medicamentos competidores e novas formulações.

Fonte Gazeta Braziliense

Razão da longevidade é encontrada no DNA

Um estudo divulgado na quarta-feira nos Estados Unidos sugere que o segredo da longevidade pode estar na genética, e não no estilo de vida. Um relatório publicado na edição on-line da Revista da Sociedade Americana de Geriatria indica que um grupo de judeus askenazis, que viveram mais de 95 anos, não tinham hábitos e estilos de vida melhores que os da população em geral. Na realidade, os homens do grupo de longevos até bebiam, em média, um pouco mais e faziam menos exercícios que a maioria das outras pessoas.

Para os especialistas, a análise mostra que a genética é essencial para se ter uma vida longa. “Esse estudo sugere que os centenários podem possuir genes adicionais de longevidade que os ajudam a amortizar os efeitos nocivos de um estilo de vida pouco saudável”, explicou principal autor do estudo, Nir Barzilai, diretor do Instituto de Pesquisa do Envelhecimento da Escola de Medicina Albert Einstein, da Universidade Yeshiva de Nova York.

Participaram do estudo 477 judeus askenazis, de 95 a 122 anos, que viviam de forma independente. Deles, 75% eram mulheres. Todos se inscreveram em um estudo que busca descobrir os segredos da longevidade. Oriundos da Europa, foram eleitos porque são “geneticamente mais uniformes do que outras populações, razão pela qual é mais fácil detectar as diferenças genéticas presentes”, indicou o estudo. Em geral, esses idosos eram similares a pessoas da população geral, em termos de relação altura-peso, tabagismo, nível de exercício e dieta.

Os dados dos askenazis foram comparados com os de outras 3.164 pessoas, nascidas no mesmo período que os centenários, recolhidos entre 1971 e 1975 pela Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição. Cerca de 24% dos homens longevos bebiam álcool todos os dias, em comparação com 22% da população geral, enquanto 43% dos longevos faziam exercícios regularmente — contra 57% dos demais. As pessoas de ambos os grupos eram igualmente propensas a ter sobrepeso, mas os longevos tinham menos chances de alcançar níveis mais altos de obesidade.

Os cientistas pedem, no entanto, que as pessoas não confiem na genética e cuidem da saúde, mantendo um bom estilo de vida. “Embora o estudo demonstre que os centenários podem ser obesos, fumar e evitar os exercícios, esses hábitos de vida não são boas opções para a maioria de nós, que não temos antecedentes familiares de longevidade”, disse Barzilai. “Devemos vigiar nosso peso, evitar fumar e fazer exercícios, já que essas atividades provaram trazer grandes benefícios sanitários para a população em geral, incluindo uma vida útil mais longa.”

Fonte Correio Braziliense

Pessoas com gigantismo enfrentam problemas físicos e preconceito social


 (Reprodução Internet)
O excesso na produção de um hormônio pode fazer com que algumas pessoas ultrapassem os 2m

A vida pode ser bem complicada para quem não cresceu como a maioria. Mas os que passam da medida também sofrem, seja pela pequenez do mundo ou pelo preconceito. Vítimas de uma mal raro, as pessoas com gigantismo ainda são encaradas com espanto e, muitas vezes, têm poucas alternativas para barrar seu crescimento exagerado. Além do desconforto social, esse grupo carrega, literalmente, o peso do corpo nas costas. Sem controle da evolução do quadro, homens e mulheres com a patologia desenvolvem problemas ósseos e se tornam mais suscetíveis a doenças cardíacas, à hipertensão e ao diabetes (veja arte).

Basicamente, o gigantismo ocorre quando há um excesso de hormônio do crescimento no organismo. Essa substância, produzida na região cerebral, existe em quantidades variáveis ao longo da vida. Após os 2 anos e até o fim da adolescência, ela tem um papel essencial, pois garante que células localizadas nas cartilagens se reproduzam e façam o corpo esticar. Mas o HC, como é chamado, também é importante na fase adulta. “O hormônio do crescimento ajuda a manter a musculatura, diminui a gordura circulante e atua em aspectos mentais”, diz o endocrinologista Marcello Bronstein, do Hospital das Clínicas de São Paulo, um centro de referência em anomalias do crescimento.

Pesquisas mostram que 10 em cada 1 milhão de pessoas desenvolvem o gigantismo — o que daria cerca de 70 mil pacientes com a doença nos dias de hoje. A gaúcha Kátia Rodrigues, 48 anos, é uma delas. Recentemente, ela foi notícia em jornais e sites, devido à sua altura impressionante e à dificuldade que tem para andar. Com 2,37m, Kátia pode entrar para o Guinness, o livro dos recordes, como ao mulher mais alta do mundo. A mulher, contudo, parece não estar muito interessada nesse tipo de reconhecimento. A reportagem do Correio tentou o contato com a mãe, Clari Rodrigues, mas a família preferiu o silêncio — uma reação natural entre as vítimas do gigantismo.

“Não há carros, ônibus, camas, cadeiras adaptadas. Isso sem falar nos efeitos psicossociais, de exclusão”, comenta Marcello Bronstein. O alagoano José Cristóvão da Silva, 26 anos, é outro brasileiro afetado pela patologia. Ele deixou a escola no fim da 8ª série do ensino fundamental, quando não conseguiu mais conciliar os estudos com a investigação sobre o que o fazia crescer tanto. “O pior é não saber o que você tem”, diz. Hoje, com 2,25m, ele voltou ao ensino médio. “Parei de estudar, a doença me atrasou muito. Meu sonho agora é terminar o colégio”, contou Silva ao Correio.

O rapaz tem o tipo mais comum de gigantismo, provocado por um tumor na região cerebral. O aglomerado de células, geralmente benignas, pressiona a glândula produtora do hormônio do crescimento, fazendo com que haja um descontrole na fabricação da substância. Os tumores podem ser tão grandes que passam a ameaçar outras partes do crânio. Silva, por exemplo, teve o nervo óptico atingido e chegou a perder a visão dos dois olhos. O problema foi resolvido quando ele retirou o tumor, em 2006. “Depois disso, eu parei de crescer, graças a Deus.”

A cirurgia, porém, não eliminou outros problemas da vida do jovem. Como ele ficou muitos anos com excesso de hormônio do crescimento, acabou se tornando vulnerável a doenças que afetam os órgãos internos. “Há dois meses, fui fazer um checape e o médico encontrou algo no meu coração. Não sei o que é, mas sei que vai ser uma burocracia para resolver”, prevê. Ao longo dos últimos anos, ele manteve viagens regulares de Palmeira dos Índios, no interior de Alagoas, a São Paulo, onde faz o tratamento. Como o processo é custeado pelo governo, Silva precisa enfrentar uma série de exigências para garantir que sua saúde continuará em dia.

Sem restrições

Para o jovem alagoano, o gigantismo começou na adolescência, justo quando ele passava pela fase em que os meninos mais crescem. É possível, porém, que a doença apareça na fase adulta. Nesse caso, ela muda de nome e de efeitos. A chamada acromegalia pode atingir pessoas em qualquer idade e provocar uma série de incômodos, principalmente por conta do aumento das extremidades do corpo. O aposentado Natalino Mingareli, 38 anos, convive com a patologia. Há 15 anos, ele começou a sentir dores de cabeça persistentes. “Os médicos diziam que era sinusite”, lembra. O diagnóstico veio por acaso, quando ele foi retirar uma hérnia na virilha e precisou fazer exames preventivos.

Depois de revelar a causa de suas dores, Mingareli enfrentou uma verdadeira via sacra. Primeiro, suas mãos e seus pés cresceram de forma absurda e corpo inchou. “Cheguei aos 200kg, com 1,75m. As pessoas tinham até medo de olhar para mim, eu parecia um monstro”, conta. De lá para cá, o aposentado passou por quatro cirurgias para análise e retirada do tumor, que voltava a crescer. O problema só foi controlado quando Mingareli entrou em um grupo de voluntários que testaram um novo medicamento contra a acromegalia. A cada 28 dias, ele toma uma injeção e medicamentos que evitam a evolução do tumor e estabilizam sua produção hormonal.

Além de intervenções cirúrgicas, o especialista pode administrar remédios que controlam o trabalho da hipófise. Isso é recomendado quando o tumor está em uma área delicada do cérebro ou quando a doença é descoberta precocemente. Outra hipótese é a radioterapia para eliminar as células que se replicam de forma anormal. “O problema é que essa técnica acaba atingindo também partes saudáveis do organismo”, pondera o endocrinologista Marcello Bronstein. Mas entre todos os desafios, o pior ainda é encarar o mundo sem ser visto como uma aberração. “É difícil, até mesmo, dentro de casa. Minha família não acreditava que eu sofria, eles achavam que eu estava apenas engordando”, lembra, triste, Natalino Mingareli, que hoje está com 100kg, tentando retomar a vida. “A gente fica com medo, porque não sabe o que vai acontecer. Mas agora estou melhor.”

O gigante de Alton
O maior homem de todos os tempos viveu na cidade de Alton, em Illinois, nos Estados Unidos. Robert Wadlow chegou a impressionantes 2,74m, com calçado número 70. Wadlow, que passou parte da vida trabalhando como vendedor de uma marca de sapatos, morreu aos 22 anos, dormindo, depois de uma infecção repentina.

Fonte Gorreio Braziliense

Estudo em ratos pode ajudar na infertilidade humana

Pesquisadores no Japão usaram células-tronco embrionárias de ratos para produzir espermas saudáveis desse animais em recipientes de laboratório, uma iniciativa que poderia ajudar no tratamento da infertilidade humana.

A descoberta, divulgada na publicação científica Cell, marca um novo passo no uso de células-tronco na medicina regenerativa.

As células-tronco são as células-mãe do corpo e fonte de todas as células e tecidos. Como podem se transformar em diferentes tipos de células, e se multiplicar, os especialistas esperam poder aproveitá-las para tratar doenças e disfunções, incluindo câncer e diabetes.

Cientistas da Universidade de Kyoto removeram células-tronco de embriões de ratos e conseguiram conduzi-las para um tipo de célula precursora conhecida por crescer tanto em óvulos como esperma de ratos.

Então, eles transplantaram essas células para testes de camundongos machos inférteis - que aparentemente foram levados a produzir esperma saudável. Os espermas foram removidos diretamente dos testes e fertilizados com óvulos (nos recipientes de laboratório), disse o líder do estudo, Mitinori Saitou, professor da Universidade de Kyoto.

"Depois da inseminação, fizemos dois conjuntos de embriões que foram transferidos para os úteros de fêmeas adotivas e, então, resultaram em camundongos saudáveis (que depois reproduziram normalmente)."

CRIAÇÃO DE ESPERMA HUMANO

O experimento mostrou aos cientistas como podem preparar células precursoras para eventualmente se transformarem em esperma ou óvulo.

"Temos um material enorme para trabalhar agora e... nós podemos acelerar nosso estudo na direção da causa da infertilidade humana," afirmou Saitou à Reuters por telefone.

A equipe de Saitou acredita que possa ser viável usar células-tronco de humanos adultos para produzir esperma humano.

"Nós possivelmente poderemos usar este conhecimento para induzir células germinativas primordiais de humanos (células que se transformam em óvulos ou esperma)", disse ele.

Segundo Saitou, será necessário realizar mais estudos por causa do abismo entre pesquisas com animais e humanos.

No momento, a equipe está tentando repetir sua proeza produzindo óvulos de ratos usando células-tronco, disse ele.

 
Fonte Estadão

Com câncer e sem autoestima


Ao ouvir de um médico “você está com câncer”, qualquer pessoa se assusta. Se a frase dita por um mastologista vier com a informação de que o problema é na mama e que um dos seios terá de ser retirado, o susto é ainda maior e afeta principalmente a autoestima.

Quando soube que tinha um câncer na mama, a dona de casa Gisele Cifarelli, de 40 anos, ainda nem havia se recuperado de uma notícia recebida dez meses antes. O marido, com quem estava casada havia 26 anos, tinha pedido a separação. A autoestima, que já estava abalada, despencou junto com os cabelos longos e loiros que ela viu cair por causa da quimioterapia. “Lembro até hoje desse momento. Minha filha e minha sobrinha estavam comigo quando fui cortar os cabelos que estavam caindo muito. Segurei a mão da Giovana (filha) e choramos juntas”, conta, hoje recuperada.

A quimioterapia é comum em pacientes com diagnóstico de câncer de mama. Em alguns casos é preciso passar também por uma mastectomia (cirurgia para a retirada da mama) e é aí que mora o principal problema. “Os seios da mulher têm uma conotação com amamentação, nutrição e, claro sedução”, explica Adriana Furer, psicóloga do Ambulatório de Mastologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). “O tratamento desse tipo de câncer faz com que as mulheres sofram uma mutilação que transforma completamente a sua imagem”, acrescenta a psicóloga.

No caso de Gisele, as duas mamas tiveram de ser retiradas e seus órgãos reprodutores não foram poupados porque geravam células cancerígenas. “Depois da cirurgia fiquei muito deprimida, olhava no espelho e estava faltando algo. Tive de ser acompanhada até por um psiquiatra. Cheguei a tomar medicamentos, mas um dia olhei para a minha filha e pensei: ‘vou viver e vou cuidar dela.’”

Foi a partir desse dia que Gisele voltou a viver, literalmente. “Passei novamente me arrumar, usar salto, sair pra balada com minhas amigas mesmo careca. Resolvi encarar a doença e foi a melhor coisa que me aconteceu.”No início de julho, Gisele passou pela cirurgia de reconstrução das mamas e agora, sim, afirma ter resgatado por completo sua autoestima.

Incidência
Matéria publicada ontem pelo JT mostrou que são esperados para este ano 5.760 novos casos de câncer de mama na capital paulista , mais de um terço do total estimado para todo o Estado de São Paulo (15.080) até o fim de 2011.

Os dados são do último levantamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Estimativas 2010: Incidência de Câncer no Brasil, que traz informações de referência para os anos 2010 e 2011.

A região Sudeste surge como o local do País onde o câncer de mama é o tipo de neoplasia mais incidente entre as mulheres, com um risco médio estimado de 65 casos novos por 100 mil, o suficiente para assustar qualquer moradora da cidade.

Especialistas ressaltam a importância do apoio da família, dos amigos e dos parceiros sexuais na vida das mulheres que descobrem ter câncer de mama. “Muitas começam um processo de isolamento, evitando o parceiro, não expondo a parte superior do corpo, não se permitindo serem tocadas”, explica a psicóloga Adriana.

A operadora de caixa Ângela Gonçalves Lopes, de 36 anos, descobriu que tinha a doença no ano passado e teve total apoio do marido, o gerente Antônio Marcos Lopes, da mesma idade. “Ele me acompanhava em tudo. Ia ao hospital, às consultas, dormiu comigo quando fiquei internada para a cirurgia”, relembra. “Algumas vezes chegou até a faltar no serviço. Esse companheirismo foi fundamental.”

Ela conta que no começo sentia muita vergonha de expor seu corpo e que a relação sexual foi um pouco afetada, mas as sessões de terapia e muito diálogo com o parceiro a fizeram superar a fase tão difícil. Para essas pacientes a psicóloga do Icesp recomenda terapia em grupo pré-operatório com o intuito de orientá-las sobre a cirurgia e preparar o emocional. “Nosso papel nas terapias de grupo e individuais é resgatar a aceitação do corpo modificado, mas que tem muito valor.”

Fonte Estadão

Soja não diminui sintomas da menopausa, afirma estudo


Cápsulas de isoflavona de soja provavelmente não reduzem as perdas ósseas e os sintomas da menopausa, segundo um estudo publicado ontem na revista Archives of Internal Medicine.

Os primeiros anos da menopausa costumam trazer consigo perda óssea acelerada, fogachos - sensação de quentura na face -, distúrbios de sono e de libido, além de outros sintomas.

"Terapias de reposição hormonal previnem muitas dessas mudanças. Contudo, pesquisas recentes sugerem que os riscos ultrapassam os benefícios. Por isso, a maioria das mulheres evita a terapia com estrogênio", explicam os autores, mencionando indícios de aumento no número de casos de câncer de endométrio e mama em mulheres, como razões para evitar a terapia de reposição hormonal. "Por isso, produtos derivados da soja são propostos como substitutos."

O trabalho comparou 126 mulheres que receberam placebo e 122 que consumiram 200 miligramas de cápsulas de isoflavona todos os dias. A concentração das isoflavonas variava de 87% a 97% nas cápsulas e as mulheres tinham de 45 a 60 anos.

Nos dois grupos estudados, não houve diferenças significativas na densidade óssea da espinha dorsal, do fêmur e da bacia, no início e no fim do estudo. A ocorrência de fogachos também foi equivalente.
Dúvida. O ginecologista Kyung Koo Han, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), já realizou pesquisas semelhantes sobre isoflavonas de soja há cerca de uma década. Seus resultados, no entanto, foram diferentes.

Ele avaliou cerca de 160 mulheres. Metade recebeu placebo e a outra metade, as cápsulas de isoflavonas. O número de mulheres que reclamavam de fogachos - sintoma que mais incomoda na menopausa - diminuiu 60%, valor próximo ao observado na terapia de reposição hormonal (80%). No grupo placebo, não passou de 20%. "Precisamos esperar alguns anos para reunir os estudos e obter um cenário consolidado", argumenta Han.
 
Fonte Estadão

Acender o 1º cigarro logo após acordar aumenta risco de câncer


Os fumantes que acendem o primeiro cigarro do dia logo após acordar têm mais possibilidade de desenvolver câncer no pulmão e nas regiões do pescoço e da cabeça, independentemente da quantidade de cigarros fumados por dia ou do tempo total de fumo, mas porque possuem o vício em maior intensidade.

São as constatações de dois estudos publicados na edição digital da revista médica Cancer, da Sociedade Americana do Câncer. De acordo com os especialistas, as descobertas podem ajudar a identificar os fumantes com maior risco de câncer e ajudá-los a adotar medidas para reduzir esse perigo.

"Esses fumantes têm níveis mais elevados de nicotina e de outras toxinas do tabaco no corpo e podem ser mais viciados que os que se abstêm de fumar durante meia hora ou mais depois de acordar", afirmou Joshua Muscat, líder das duas pesquisas, realizadas na Escola de Medicina da Universidade Penn State, em Hershey (EUA).

O cientista também sugere que essa maior dependência do cigarro pode se dever a "uma combinação de fatores genéticos e pessoais".

Os cientistas observaram que os fumantes que acendiam o primeiro cigarro do dia na primeira meia hora após acordarem correm risco 1,79 vez maior de desenvolver câncer no pulmão que aqueles que aguardam mais de uma hora para fumar. Quem começava a fumar entre 31 e 60 minutos após despertar são 1,31 vez mais propensos à doença.

A experiência foi feita com 4.775 pessoas com câncer de pulmão e 2.835 no grupo de controle - todos fumantes habituais. Outras 1.055 pessoas com câncer de cabeça e pescoço e um grupo de controle com mais 795 indivíduos, também fumantes, também participaram dos estudos.

Vício em maior grau. As pesquisas defendem que o grau de dependência é mais um fator que deve ser levado em consideração na estimativa de risco de câncer, além da frequência e da duração do ato de fumar. Segundo John Richie, coautor dos estudos feitos na Pensilvânia, de duas pessoas que fumam um maço por dia, quem acende o primeiro cigarro primeiro corre risco maior de adoecer.

O motivo ainda é ignorado, explica Richie, mas o cientista lembra que estudos anteriores indicam que os fumantes que acendem seu cigarro primeiro geralmente têm um nível mais elevado de metabólitos do tabaco no organismo, ou seja, estariam expostos a níveis maiores de fumo.

"Os indivíduos mais dependentes têm um maior risco de sofrer de câncer de pulmão, cabeça e pescoço, independentemente do tipo de cigarro que fumam", reforça Richie. / EFE
Fonte Estadão

Aparelhos de ultrassom em SP têm ociosidade de 40%; espera é de 3 meses

Problema de gestão também foi constatado pelo Tribunal de Contas do Município nos equipamentos de ressonância magnética, tomografia, mamografia e densitometria óssea de 35 das 52 unidades da rede municipal; secretaria diz que treina mais profissionais

Quem depende da rede municipal de saúde tem de esperar em média de dois a três meses para fazer um exame de ultrassom, segundo dados do Tribunal de Contas do Município (TCM). No entanto, auditoria realizada pelo órgão no ano passado apontou ociosidade em quase 40% dos aparelhos da rede. O problema de gestão também foi constatado nos equipamentos de ressonância magnética, tomografia, mamografia e densitometria óssea.

A auditoria foi feita em 35 das 52 unidades da rede. No caso do ultrassom, a principal causa da ociosidade foi a falta de médicos especialistas na realização do exame. O Hospital Municipal e Maternidade Professor Mário Degni, na zona oeste, por exemplo, conta com dois aparelhos e apenas um médico para operá-los. Na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Campinas, zona sul, só há profissionais para operar o ultrassom às segundas e quartas-feiras.

Já a ociosidade dos equipamentos de ressonância (cujo tempo médio de espera é de 2,1 meses), tomografia (2,2 meses), densitometria (3,5 meses) e mamografia (espera não verificada) é atribuída pelo TCM a falhas na regulação das vagas por parte da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Segundo o relatório, há unidades da rede municipal que realizam um número de exames muito abaixo da média, embora os equipamentos estejam em boas condições e haja médicos para fazer os exames.

O documento aponta que a secretaria desconhece os equipamentos da rede e não monitora a produção das unidades.

"Cada unidade da rede é uma ilha. Não há monitoramento do conjunto para que se possa atuar nos pontos críticos. A coisa corre solta", diz Maurício Faria, conselheiro do TCM responsável pela área de saúde. Para ele, isso pode ser explicado pelo fato de que o Sistema Integrado de Gestão e Assistência à Saúde (Siga-Saúde) - software que permite o agendamento de consultas, exames e cirurgias na rede municipal - não é utilizado adequadamente. "Muitas UBSs ainda adotam o método de "contabilidade de padaria": anotam o nome do paciente num papel e dizem que vão dar o retorno quando conseguirem encaixá-lo."

Demanda real. Segundo Faria, isso impossibilita que se tenha noção da real demanda por exames e consultas na rede e em quais unidades a oferta poderia ser ampliada. A solução, diz o conselheiro, é garantir que em cada unidade exista ao menos um funcionário treinado e disponível para usar o sistema. "Em julho de 2010, o TCM deu prazo de seis meses para que esse problema fosse sanado. Até hoje nada foi feito", diz Faria.

A reportagem procurou o Ministério Público Estadual, que foi acionado pelo TCM para que tomasse providências, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

Em nota, a SMS diz que iniciou treinamentos e capacitações para toda a rede municipal de saúde, determinando a utilização adequada do Siga-Saúde. Em relação à falta de médicos, a pasta afirmou ser este um "problema nacional" e informou que a quantidade de profissionais aumentou 58% nos últimos seis anos.

A nota, no entanto, não faz menção a outra falha grave apontada no relatório do TCM: 40% dos 79 equipamentos verificados na auditoria não passam por manutenção preventiva. Segundo o relatório, isso diminui a vida útil do equipamento e representa "risco para os usuários, pois a realização dos exames pode sofrer interrupções".

Efeitos. Em uma rápida visita a um hospital municipal, foi possível constatar os efeitos práticos das falhas de gestão apontadas pelo TCM. São casos como o da auxiliar de enfermagem Sueli Chacon, de 52 anos, que sofreu um derrame e aguarda há dez meses por uma tomografia.

E também da estudante de enfermagem Fabiana Ribeiro, de 26 anos, portadora de hérnia umbilical. Há mais de um ano, Fabiana espera por um ultrassom e acabou optando por pagar pelo exame em um laboratório particular. "Agora aguardo para fazer a cirurgia sem nenhuma previsão de quanto tempo vai demorar. Enquanto isso, tenho de aguentar as dores toda vez que faço esforço físico."

PARA LEMBRAR

Exame é pago, mas não é feito
Em reportagem publicada na semana passada, o Estado revelou que a Prefeitura está pagando à Fundação Instituto de Pesquisa e Diagnóstico (Fidi) - organização social (OS) ligada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) - por exames mesmo quando eles não são feitos. No ano passado, a OS recebeu recursos para a realização de 27,9 mil exames de mamografia nos quatro centros que administra na zona sul, mas só conseguiu fazer 16,4 mil exames - 59% do previsto. A meta para ressonância magnética era de 10,4 mil exames, mas só foram feitos 6,8 mil (65%). Em todos os casos, a OS foi remunerada pela meta definida no contrato. A SMS atribui o não cumprimento das metas ao absenteísmo.

Fonte Estadão

Campanha nos EUA busca estimular amamentação em público

Com o lançamento da Semana da Lactação, as autoridades de saúde dos Estados Unidos querem promover um hábito de reconhecidos benefícios para o bebê mas cuja prática em público levanta ainda uma grande polêmica entre quem defende como um direito e que encaram como algo obsceno.

Desde segunda-feira até amanhã, domingo, se celebra a Semana da Lactação em 170 países que, através da Declaração Innocenti, assinada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e Unicef em 1990, procura ressaltar os benefícios da amamentação para a saúde do bebê.

A Liga Internacional do Leite, que reúne mães pró lactação de mais de 70 países, reivindica a amamentação como um "direito constitucional" nos EUA e denuncia que em algumas cidades e estados se "segregue" as mães ao estabelecer locais determinados para que deem de mamar a seus filhos.

Enquanto os Centros para o Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, da sigla em inglês) exigem que os hospitais do país melhorem o apoio às mães para dar de mamar a seus filhos, as que amamentam em público não recebem apoio e, inclusive, são alvos de olhares reprovadores.

"Apesar de uma melhora nos hospitais em relação às práticas para ajudar as mulheres em seu início de lactação, é preciso melhorar muito neste sentido", advertiu Thomas Frieden, diretor dos CDC, em uma coletiva.

O que se deveria ser tratado como algo natural, segundo seus defensores, se torna polêmico em certos estados e setores sociais americanos que lançaram projetos de lei para limitar os locais de amamentação e penas para as mães que não respeitarem.

É o caso de Forest Park, uma localidade do estado da Geórgia, onde há alguns meses o Governo local tentou aprovar a proibição de amamentação em público a crianças maiores de dois anos.

Dezenas de mães lactantes se reuniram contra a Prefeitura para dar de mamar a seus filhos em grupo em protesto pela proibição e, no fim, conseguiram que a medida caísse.

Mas enquanto persistem as críticas entre alguns setores, em outros se trata de encorajar às mulheres a que alimentem a seus bebês da maneira mais natural possível. Inclusive o Congresso dos Estados Unidos, perante o aumento da presença de mulheres legisladoras, abriu nos últimos anos quatro salas especificamente destinadas à lactação materna nas instalações do Capitólio.

Fonte Folhaonline