Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


quarta-feira, 25 de março de 2015

Segmento de planos de saúde é primeiro colocado em reclamações do Idec

Shutterstock
O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) publicou dois dados que preocupam o setor de planos de saúde
 
Segundo eles, o segmento mantém a liderança nos atendimentos feitos no local, indicando que as queixas sobre planos de saúde são campeãs de insatisfação entre os associados.
 
Apesar do baixo resultado, o número saiu em relação a 2013, de 26,66% para 19,83%. Entre as reclamações mais frequentes, temos reajustes abusivos e negativa de cobertura. O setor está à frente de serviços financeiros e telecomunicações.
 
Além da reclamação dos consumidores, os planos de saúde ainda são alvos de críticas, pois não realizaram ressarcimentos devidos ao SUS. Segundo a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), dos R$1,6 bilhão cobrados pelo órgão, apenas 37% (ceca de R$621 milhões) foram pagos.
 
O ressarcimento ao Sistema Único de Saúde ocorre de acordo com a Lei de Planos de Saúde, que preconiza que operadoras devem ressarcir os serviços de saúde prestados aos seus clientes por instituições integrantes do SUS.
 
“As pessoas contratam planos de saúde justamente por buscar uma alternativa ao atendimento do SUS. Quando a operadora recebe do consumidor e não presta o serviço contratado, ela acaba, na prática, vendendo uma vaga no sistema público. Ao não pagar essa dívida, a operadora onera ainda mais o sistema público e, ainda por cima, tem um lucro indevido”, afirma Joana Cruz, advogada do Idec responsável pelo estudo.

Saúde Web

SUS oferece tratamento gratuito desde terapias a cirurgias para doenças reumáticas

Doze milhões de brasileiros vivem com doenças reumáticas, como artrite, artrose, bursite, tendinite, entre outras
 
Geralmente, o problema começa com uma pequena dor nas juntas e pode afetar ossos, cartilagens, articulações e músculos.
 
De acordo com o coordenador geral de média e alta complexidade do Ministério da Saúde, José Eduardo Fogolin, quem sofre de doenças reumáticas pode encontrar tratamento gratuito no SUS. “Pela Estratégia de Saúde da Família, uma pessoa que chega com uma dor crônica do aparelho locomotor para por um cuidado de solicitação de exames e aí ele faz todo um cuidado pra combate dessa dor e também pra reduzir e ter prevenção em relação à complicação, incluindo cuidados de fisioterapia, sessões até de acupuntura e tratamento medicamentoso. O Sistema Único de Saúde disponibiliza consulta com médicos especialistas, são realizadas reabilitações físicas mais especializadas, tratamentos clínicos e medicamentosos, chegando até a alguns procedimentos cirúrgicos.”
 
Quem vive com doenças reumáticas corre o risco de perder a capacidade de se movimentar se não procurar pelo tratamento adequado. Por isso, o coordenador de média e alta complexidade, José Eduardo Fogolin, alerta para a importância do diagnóstico precoce: “Por exemplo, uma doença que afeta a articulação do joelho, a junta, se você não tiver um diagnóstico precoce, essa doença reumatológica, por ser autoimune, ela tem uma complicação nessa articulação que precise em curto espaço de tempo de colocar uma prótese, de substituir essa articulação. Então, o fato de você identificar precocemente e procurar o cuidado, o serviço de saúde pra que faça o início da terapia, seja medicamentosa ou não medicamentosa, são fatores importantes pra prevenção dessa complicação.”

Quem sentir dores nas articulações ou juntas deve procurar uma Unidade Básica de Saúde para saber se o sintoma está ou não associado a alguma doença reumática. Caso positivo, a pessoa deve começar o tratamento imediatamente.
 
Fonte: Ana Cláudia Amorim / Agência Saúde

Fiocruz atua no combate à tuberculose no Brasil

Redução em 95% o número de mortes e em 90% a taxa de incidência da tuberculose até 2035
 
As duas metas ousadas, aprovadas em maio de 2014 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como parte de uma nova estratégia global de combate à tuberculose, já encontram resposta positiva no Brasil com o desenvolvimento de um programa integrado de pesquisa, ensino e desenvolvimento tecnológico em tuberculose e a promessa cada vez mais real de novos medicamentos, que tornarão o tratamento mais rápido e eficiente.
 
Nos últimos dez anos, o Brasil teve uma redução de 12,5% de novos casos de tuberculose registrados, passando de 77.694, em 2004, para 67.966 em 2014. Os dados preliminares de 2014 foram divulgados pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, nesta segunda-feira (23/3), em sessão solene pelo Dia Mundial de Combate à Tuberculose, celebrado em 24 de março. Na ocasião, Chioro destacou que o país já atingiu as metas dos Objetivos do Milênio (ODM) de combate à tuberculose, três anos antes do previsto e afirmou o compromisso do Ministério com a nova estratégia global da OMS.
 
Apesar dos avanços observados no controle da tuberculose (TB), estima-se que, somente em 2013, tenha havido 9 milhões de novos casos e 1,5 milhão de mortes em todo o mundo. No Brasil, a tuberculose ainda é a quarta causa de mortes por doenças infecciosas e a primeira quando se trata de pacientes infectados pelo vírus HIV.

“O sucesso da resposta do país e os desafios que ainda teremos que responder só terão êxito se tivermos a capacidade de constituir uma ampla aliança em torno de ações concretas de vários setores, não apenas os gestores e trabalhadores da saúde, mas também de atores de outras áreas da sociedade que se associam no enfrentamento da tuberculose”, avaliou o ministro durante a solenidade.

Essa resposta vem com a criação, pela Fiocruz, do Programa Integrado de Pesquisa, Ensino e Desenvolvimento Tecnológico em Tuberculose e Outras Micobacterioses (Fio-TB), iniciativa que pretende construir uma ampla rede para o combate à doença. Segundo o secretário-executivo do Programa, Miguel Hijjar, o FioTB é uma “resposta institucional da Fiocruz à necessidade de organização de uma rede formada por suas diversas unidades técnico-científicas e parceiros externos para possibilitar a otimização e priorização dos recursos, tendo como foco o desenvolvimento de novos conhecimentos, evidências científicas e tecnologias inovadoras, adequação de tecnologias existentes e treinamento de recursos humanos, para que possamos contribuir efetivamente para o controle desta doença no país e, eventualmente, em outras regiões endêmicas do mundo”.
 
O Fio-TB prevê atuação da Fiocruz em todas as frentes de combate à doença: prevenção, diagnóstico, tratamento, formação de recursos humanos e mobilização social. Na área de diagnóstico, a meta do Programa é ousada: obter autonomia nacional para diagnósticos de tuberculose ativa e latente. Para prevenção, ganha destaque a busca pelo desenvolvimento de novas vacinas e, na formação de recursos, há previsão de novos cursos de pós-graduação lato e stricto senso.
 
“Serão realizadas oficinas de trabalho, com participação de especialistas nacionais e internacionais, em abril deste ano para definição de projetos prioritários. A partir dessa definição, a proposta é estabelecer, num primeiro momento, uma rede interna na Fiocruz e, conforme a demanda desses projetos prioritários, buscaremos também parcerias internacionais”, explicou Hijjar.
 
Há muitos anos, um dos grandes desafios no combate à doença tem sido a adesão ao tratamento. Atualmente, o tratamento envolve um custo elevado e a administração de vários medicamentos por um período longo de tempo, que pode variar de seis meses a dois anos. Esta é mais uma frente em que a Fiocruz participa ativamente. Desde 2010, a Fundação é uma das instituições-membro da Aliança Global de Desenvolvimento de Drogas para Tuberculose – Aliança TB (Global Alliance for TB Drug Development – TB Alliance, em inglês), organização internacional sem fins lucrativos com sede em Nova York, que busca curas mais eficientes, rápidas e acessíveis para a doença. Em 2013, o diretor do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), Carlos Morel, foi eleito e nomeado presidente do Conselho de Diretores da TB Alliance.
 
 
Este ano, o Relatório Anual da TB Alliance traz notícias animadoras: a organização mostra enormes avanços na busca por um tratamento simples, de baixo custo e rápido. Um dos maiores avanços, segundo o relatório, trata-se do lançamento de dois ensaios. Um deles ocorreu ainda em 2014 e consiste na fase 3 de um ensaio clínico, envolvendo 50 localidades em 15 países. Esta fase testa um regime terapêutico com uma nova droga que, em combinação com outras duas já existentes, tem se mostrado eficiente para encurtar o tratamento de pacientes com TB ativa, sensíveis às drogas e com TB multirresistente. Este é o primeiro ensaio a testar um regime terapêutico simples e capaz de tratar tanto pacientes sensíveis às drogas, como aqueles portadores de TB multirresistente.
 
Outro ensaio foi lançado este ano, utilizando duas novas drogas para um regime terapêutico com potencial de encurtar ainda mais o tratamento da doença para um número ainda maior de pacientes. Além disso, a TB Alliance já está preparando um estudo, chamado NiX-TB, que irá testar três novas drogas para as quais não haverá qualquer resistência, ou seja, um passo definitivo ao encontro de um regime terapêutico que ofereça uma cura rápida, de baixo custo e eficiente para qualquer paciente com TB ativa.
 
Tuberculose está entre as dez principais causas de mortalidade infantil
Uma novidade que também promete revolucionar o tratamento da doença está relacionada às crianças portadoras de tuberculose. Segundo os diretores da TB Alliance, ainda este ano será lançado o primeiro tratamento voltado especialmente para as crianças, seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde.
 
A vacina conhecida como BCG, descoberta na década de 1920, é responsável hoje pela imunização de quase a totalidade das crianças nascidas no mundo em desenvolvimento. No entanto, a tuberculose ainda está entre as dez doenças que mais matam crianças. Mais de 550 mil crianças sofrem da doença e, a cada ano, morrem 74 mil. Atualmente, não existem doses formuladas especialmente para as crianças. O tratamento infantil consiste no uso de drogas para adultos que devem ser divididas ou esmagadas para compor um regime terapêutico infantil.
 
Leia na íntegra o Relatório Anual da TB Alliance.

Fonte: Pamela Lang/ Fiocruz

Anvisa suspende propaganda irregular suplementos à base de gojiberry e de colágeno

A Anvisa determinou a suspensão da publicidade e divulgação irregular dos produtos Suplemento de Vitamina C à Base de Gojiberry, em cápsulas, da marca Gojislim e do Genacol – Colágeno Hidrolisado em Cápsulas, fabricado por Naturalis Nutrição e Farma LTDA.
 
As propagandas, divulgadas em endereços eletrônicos, atribuíam propriedades não estabelecidas pela legislação sanitária vigente.
 
As medidas foram publicadas nesta terça-feira (24/03) no Diário Oficial da União (DOU).
 
 
ANVISA 

Publicada nota técnica sobre reenquadramento de lubrificantes e lágrimas artificiais

 
Ela trata do reenquadramento de lágrimas artificiais e lubrificantes oculares como medicamentos específicos e traz orientações importantes ao setor regulado, elucidando dúvidas acerca da nova RDC 05/2015 e documentos necessários ao registro destes produtos.
 
Atualmente, a legislação define como lágrimas artificias e lubrificantes oftálmicos aqueles produtos que contêm emolientes (geralmente polímeros solúveis em água, como derivados de cellulose, dextrano 70, gelatina, poliois, álcool polivinílico ou povidona) e são aplicados topicamente no olho para proteger e lubrificar a superfície mucosa, aliviando a irritação, ardor e secura dos olhos.
 
Os produtos oftálmicos contendo associações entre emolientes e substâncias farmacologicamente ativas ou substâncias farmacologicamente ativas isoladas permanecem enquadrados em suas categorias atuais, não sendo tratados pela nota técnica.
 
Os medicamentos que tiveram o registro solicitado antes da publicação da RDC 05/2015, com enquadramento distinto da classe de medicamentos específicos, e que ainda não foram avaliados pela Anvisa, serão reenquadrados e avaliados como medicamentos específicos. A documentação faltante será solicitada por meio de notificação de exigência.
 
Já os medicamentos registrados como novos, similares ou genéricos, passam a ser enquadrados como medicamentos específicos a partir da publicação da RDC 05/2015. Desse modo, a próxima petição a ser realizada junto a Anvisa - alteração pós-registro, renovação, HMP - deverá ser realizada com enquadramento como “ESPECÍFICO”. As empresas que se enquadrarem nesse caso e tiverem petições de alterações pós-registro em aberto, devem encaminhar, de forma a agilizar a adequação destas petições, via carta endereçada à COGEN/GGMED/SUMED/ANVISA, uma lista contemplando as petições em aberto para que as estas tenham seus assuntos alterados e possam ser avaliadas.
 
No caso dos medicamentos que tiveram o registro solicitado antes da publicação da RDC 05/2015 com outro enquadramento que não na classe de medicamentos específicos, e que estão em análise, a análise da petição será transferida para a Coordenação de Medicamentos Específicos, Notificados e Gases Medicinais (COGEN) e, se necessário, será emitida uma nova exigência para que a empresa apresente os documentos faltantes. O assunto da petição será atualizado e a decisão da solicitação de registro já será publicada como referente ao registro de medicamento específico.
 
ANVISA

Medicamento Arcalion e cosmético Amend Supreme Liss têm lotes suspensos

A Anvisa determinou a suspensão da distribuição, comercialização e uso de todos os lotes fabricados entre 6 de agosto e 31 de outubro 2014 do medicamento Arcalion (sulbutiamina) 200 mg, indicado para tratamentos contra perda ou diminuição da força física
 
O medicamento, fabricado pela empresa Laboratórios Servier do Brasil Ltda, obteve resultados fora da especificação durante o estudo de estabilidade acelerada. A medida está na Resolução nº 894, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (24/3).
 
Cosméticos suspensos
A Anvisa também determinou a suspensão da distribuição, comercialização e uso de todos os cosméticos constituintes do lote 031856 do Kit Amend Supreme Liss Sistema Para Escova Progressiva.
 
O kit é composto por Shampoo de Limpeza Profunda, Máscara para Blindagem do Efeito Liso e Emulsão Redutora de Volume. Como a Emulsão pode ser vendida separadamente, a Agência também determinou a suspensão da distribuição, comercialização e uso do lote 031509 deste produto.
 
Laudo emitido pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) revelou resultado insatisfatório no ensaio de rotulagem dos produtos que compõem o kit.
 
Já na análise da Emulsão, foi identificado resultado insatisfatório no ensaio de determinação do pH. A empresa fabricante Bem Estar Indústria, Comércio e Importação de Cosméticos Ltda deverá promover o recolhimento das unidades que ainda estiverem disponíveis no mercado.
 
A medida está na Resolução nº 892, publicada na edição desta terça-feira no DOU.
 
ANVISA

A nova classe de medicamentos "genéricos"

Até 2018, sete dos dez principais medicamentos no mundo serão biológicos

No começo dos anos 2000, os brasileiros se acostumaram com o termo genérico. Cópias de produtos de referência, esses medicamentos logo se popularizaram por serem alternativas mais baratas.
 
Hoje, representam 20% das vendas nas farmácias do País, permitindo uma redução de até 35% no custo dos tratamentos, segundo dados do governo federal. Agora, os pacientes deverão se habituar a novo nome, que também descreve drogas mais em conta e tão eficazes quanto as já existentes: biossimilares.
 
Esses medicamentos são cópias dos chamados produtos biológicos, ou biofármacos. Essa classe de produtos envolve todos aqueles obtidos a partir de fluidos biológicos, de tecidos de origem animal ou por procedimentos biotecnológicos. Muitos são enzimas ou anticorpos produzidos naturalmente pelo corpo humano. Um exemplo bastante conhecido é o hormônio do crescimento, feito em laboratório para ajudar pessoas com deficiência da substância.
 
Nos últimos anos, porém, várias drogas biológicas começaram a surgir para melhorar o tratamento de doenças graves, como câncer e artrite reumatoide, representando uma verdadeira revolução. Alguns fármacos, por exemplo, conseguem atacar determinados cânceres sem gerar os efeitos colaterais da quimioterapia tradicional, como a perda de cabelo.
 
O sucesso é tanto que, segundo uma análise do grupo Evaluate Pharma, até 2018, sete dos dez principais medicamentos no mundo serão biológicos. E o mais interessante, do ponto de vista do paciente: a patente de todos esses medicamentos vencerá nos próximos anos. A expectativa é que o mercado receba cada vez mais produtos do tipo, forçando uma queda nos preços, como já começa a acontecer.
 
Correio Braziliense

Suspensão de medicação da tuberculose pode fortalecer doença

O tratamento da doença dura seis meses e está disponível gratuitamente
 
Em 2014, a incidência de tuberculose no Brasil foi 33,5 casos por 100 mil habitantes. A doença é causada pela mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch, que afeta principalmente os pulmões. A infecção ocorre a partir da inalação de gotículas contendo bacilos, expelidos pela tosse, fala ou pelo espirro.

Especialistas alertam, no Dia Mundial de Combate à Tuberculose, lembrado ontem(25/03), que o paciente diagnosticado deve fazer o tratamento até o fim. “O bacilo da tuberculose é difícil de matar completamente. Se você começa o tratamento e para no meio, o bacilo vai criando mutações mais resistentes. O especialista acaba tendo que mudar os antimicrobianos, o tratamento fica mais demorado, mais difícil”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família, Thiago Trindade.
 
Em locais cobertos pela Estratégia Saúde da Família, os agentes são orientados a buscar os pacientes que não vão pegar os medicamentos no dia certo, já que é comum o doente se sentir melhor depois de algumas semanas tomando a medicação, por isso, não dão continuidade. O tratamento da doença dura seis meses e está disponível gratuitamente pela atenção básica da rede pública de saúde.

Agência Brasil

Novo medicamento ajuda a barrar a progressão do Alzheimer

Aducanumab foi testado em um pequeno estudo clínico com 166 pacientes

Um novo medicamento para Alzheimer apresentou benefícios para pacientes em estágio inicial da doença. O aducanumab foi testado em um pequeno estudo clínico com 166 pacientes, e os resultados foram apresentados na última sexta-feira (20/03), na Conferência Internacional de Doença de Alzheimer e Parkinson e Doenças Neurológicas Relacionadas, na França.
 
Os participantes do estudo foram divididos em cinco grupos. Quatro receberam doses diferentes do medicamento e um quinto tomou placebo. O tratamento diminuiu as placas de proteína beta-amiloide no cérebro dos pacientes. O efeito foi mais intenso quanto maior a dose que os pacientes receberam.
 
A farmacêutica responsável pelo desenvolvimento do produto, Biogen Idec ,vai começar o estudo clínico de fase III, mais amplo, ainda este ano. O diretor da empresa, George Scangos , disse em entrevista que os participantes do estudo foram selecionados cautelosamente, para excluir outras formas de demência diagnosticadas erroneamente como Alzheimer.

Veja

Saiba explicar as diferenças entre similares e genéricos aos seus clientes

Medicamentos podem gerar insegurança por desconhecimento de suas características

É comum encontrar consumidores com dúvidas quando o farmacêutico sugere algum medicamento genérico ou similar no lugar do de referência. Genéricos e similares ainda geram insegurança, na maioria dos casos, por desconhecimento de suas características.
 
Os genéricos possuem a mesma composição química dos medicamentos de referência, por isso, o consumidor pode escolher entre as duas opções sem nenhuma preocupação.
 
Os medicamentos de referência são os chamados inovadores, frutos de descobertas científicas. Os laboratórios investem anos em substâncias e testes para descobrir novos medicamentos que atuem de maneira segura e eficiente sobre um determinado sintoma ou doença. Após comprovação científica e aprovação regulatória, cria-se o direito à patente, no qual o laboratório responsável pode atribuir uma marca e explorar o novo medicamento comercialmente com exclusividade.
 
Após a patente do medicamento de referência expirar, outros laboratórios podem produzi-lo e comercializá-lo: é o medicamento genérico, que possui o mesmo princípio ativo, concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica do medicamento de referência. O genérico é, portanto, exatamente o mesmo medicamento se comparado ao de referência, pois sua composição química é idêntica.
 
Os medicamentos similares intercambiáveis têm as mesmas características dos de referência e dos genéricos e desde 2014 são considerados bioequivalentes. Ou seja, possuem concentração, posologia e indicação terapêutica idênticas. Os medicamentos similares intercambiáveis passam por testes clínicos iguais aos genéricos, o que assegura sua segurança. A diferença é que o similar pode variar em relação à forma do produto, prazo de validade, embalagem e rotulagem. Além disso, diferentemente dos genéricos, os similares intercambiáveis são vendidos sob marcas comerciais.
 
Por decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o paciente com a receita médica em mãos tem o direito e livre escolha de optar tanto pelo medicamento de referência, quanto por seu medicamento genérico ou similar intercambiável.

Maxpress Net / Guia da Pharmacia

Anvisa registra cinco genéricos no mercado

Até então as substâncias não tinham concorrentes deste tipo

Cinco novos genéricos, ainda inéditos no País, obtiveram registro da Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Com isso, pacientes e médicos passam a contar com opções terapêuticas a um custo reduzido, já que os medicamentos entrarão no mercado com preço pelo menos 35% inferior ao valor de tabela de referência.
 
Os produtos são cloridrato de moxifloxacino, ciclesonida, baclofeno, dienogeste e pitavastatina. São medicamentos que substituem os produtos de referência em um mercado onde até então não havia concorrentes deste tipo.
 
A Anvisa tem dado prioridade ao registro de genéricos inéditos, pois a entrada desses produtos no mercado significa um aumento real na oferta de opções e na queda de preços provocada pela concorrência.

Guia da Pharmacia

Novo medicamento oral contra o diabetes tipo 2 chega ao mercado

Pacientes que convivem com diabetes tipo 2 ganharam mais uma opção de tratamento para a doença

Acaba de chegar ao mercado um novo medicamento oral da classe dos inibidores de SGLT2, cujo mecanismo de ação permite a excreção do excesso de glicose pela urina.
 
A empagliflozina, produzida pelos laboratórios Boehringer Ingerlheim e Eli Lilly, está sendo vendida ao preço médio de R$ 125,00 (caixa com 30 comprimidos).
 
Testes clínicos realizados com 1.616 pacientes de todo o mundo, inclusive brasileiros, mostraram que a empagliflozina também ajuda na redução do peso, uma vez que retira açúcar, ou seja, calorias do organismo. Pacientes que tomaram o medicamento na dose menor (10 mg) conseguiram perder 2,3kg após 24 semanas de avaliação, e aqueles que usaram a dose maior (25 mg) emagreceram 2,5kg no mesmo período.
 
Outras vantagens da droga comprovadas em estudo foram o controle da pressão arterial e a redução dos níveis de triglicérides e de ácido úrico. Todos estes fatores ajudam a diminuir o risco de complicações do diabetes, sobretudo de problemas cardiovasculares. No entanto, a empagliflozina aumentou o risco de infecções genitais nos pacientes.
 
A nova droga foi testada com administração uma vez ao dia. Os melhores efeitos foram vistos em pacientes de 45 a 65 anos, com sobrepeso e hipertensão. Para pessoas acima de 75 anos, indica-se cuidado pela propensão à desidratação e à perda da função renal.

Guia da Pharmacia

Nova tecnologia genética permite escolher embrião livre de doença



Embriões.
 Para Ciro Martinhago, as mulheres optam pela técnica para ter uma gravidez mais segura
Leonardo Rodrigues / Chromosome
Embriões. Para Ciro Martinhago, as mulheres optam
pela técnica para ter uma gravidez mais segura
Com custo mais baixo que métodos atuais, NGS mapeia até 800 anomalias
 
São Paulo. Os 11 milhões de brasileiros com problemas de infertilidade e as mulheres que estão adiando cada vez mais a maternidade (entre os 30 e 34 anos, segundo dados do IBGE), muitas vezes encontram o amparo necessário para a realização de seus sonhos nos avanços da ciência e da medicina.
 
Depois da seleção de embriões para a gestação de um bebê saudável, a mais recente novidade na área da genética reprodutiva é o sequenciamento de nova geração (Next Generation Sequency – NGS). Desenvolvida há pouco mais de um ano, a técnica é fruto da corrida mundial pelo sequenciamento do genoma humano para que se pudesse chegar a uma tecnologia mais precisa, rápida e barata.
 
O NGS é uma tecnologia que estuda o genoma em larga escala: lê grandes fragmentos de DNA, selecionados e analisados por painéis genéticos (de câncer ou endocrinológico, por exemplo) que darão as respostas sobre grupos de doenças ou condições genéticas, conforme explica o geneticista Ciro Martinhago, no 1° Workshop Internacional de Genética Reprodutiva.
Segundo Martinhago, a grande diferença do NGS para os métodos usuais é tornar possível ler centenas de genes e identificar inúmeras doenças, ou modificações genéticas, em apenas 27 horas. “Há um ano, oferecia-se o sequenciamento de um gene por R$ 4.500, e o resultado era dado em 45 dias. Com o NGS é possível sequenciar 328 genes por um custo mais baixo e usando painéis que analisam 800 doenças”, explica o geneticista.
 
Correr contra o tempo e contra as barreiras impostas pela idade é fundamental para mulheres que optaram pela maternidade tardia. “Não só aumentam as chances de a mulher vir a ter um filho com alguma doença genética crmais barata. Hoje o custo de um embrião para análise dos cromossomos é de R$ 1.400. Com a tecnologia anterior era R$ 2.000, e a tendência é que caia ainda mais”, prevê.

De acordo com o geneticista, atualmente a maioria das pacientes que procuram as clínicas de reprodução assistida tem acima de 35 anos, e, quando se trata de análise embrionária, elas já passaram dos 37. “São pacientes que querem ter um filho, já estão tendo dificuldades para engravidar, vão se submeter à fertilização e, então, optam pela análise dos embriões para ter uma gestação mais segura”.

Segundo Martinhago, essa tecnologia é usada para analisar os embriões em nível cromossômico. “Como normalmente a paciente gera vários embriões, essa tecnologia fica mais barata. Hoje o custo de um embrião para análise dos cromossomos é de R$ 1.400. Com a tecnologia anterior era R$ 2.000, e a tendência é que caia ainda mais”, prevê.

A jornalista viajou a convite da Chromosome Medicina Genômica.

Popularização

Análise
Com o NGS, a atriz Angelina Jolie poderia ter tido seus genes sequenciados e saber as chances de ter câncer, em vez de analisar apenas os genes ligados aos cânceres de mama e ovário.

Médico espera ‘curar’ embriões no futuro
Os avanços nas áreas de diagnósticos fetais, os impactos das técnicas utilizadas na fertilização e até os riscos da gestação gemelar também foram assuntos debatidos durante o workshop que reuniu especialistas de todo o mundo. “Ainda não temos netos de fertilizados, portanto não sabemos se retirar os óvulos do útero (escuro) e jogar luz trará impactos no futuro”, observou Ciro Martinhago. O médico e professor da USP alertou sobre a gravidez múltipla. “Quanto maior a idade materna, maiores são as chances de uma gravidez gemelar, mas o que mais contribui hoje é a reprodução assistida. Precisamos diminuir as taxas de gestações múltiplas”. Segundo o médico do Instituto Sapientiae Edson Borges, estudos vêm mostrando que as trocas metabólicas entre o embrião e o meio de cultivo podem indicar maiores chances de gravidez. “O embrião que consome mais glicose, teoricamente, apresentaria maiores chances de se estabelecer na gestação”, afirma. Martinhago espera que no futuro seja possível “curar os embriões porque aí eles não seriam descartados, e os bebês já nasceriam livres de doenças”.

O Tempo