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domingo, 25 de novembro de 2012

Óleo de peixe pode parar ação da quimioterapia

Pesquisadores advertem os pacientes de câncer que não tomem suplementos de óleo de peixe, pois gorduras encontradas neles podem parar a ação de drogas da quimioterapia.
 
Os dois ácidos graxos envolvidos no suplemento, que também são produzidos por células-tronco no sangue, tornam os tumores imunes ao tratamento.
 
Os cientistas holandeses analisaram como os tumores desenvolvem resistência aos medicamentos.
 
Experimentos com ratos mostraram que células-tronco no sangue responderam à droga cisplatina, amplamente utilizada no tratamento de câncer. As células começaram a produzir dois ácidos graxos, conhecidos como KHT e 16:04 (n-3).
 
Esses ácidos graxos começaram uma série de reações químicas, o que significa que as células cancerosas se tornaram resistentes à quimioterapia.
 
O uso de drogas que bloqueiam a produção dos ácidos graxos evitou esta forma de resistência, o que aumentou significativamente a eficácia da quimioterapia.
 
No entanto, os pesquisadores alertaram que esses ácidos graxos são abundantemente presentes em produtos de óleo de peixe no mercado.
 
Suplementos de óleo de peixe dados aos camundongos poderiam também parar a quimioterapia trabalhando contra alguns tumores.
 
“O próprio corpo segrega substâncias protetoras no sangue que são poderosas o suficiente para bloquear o efeito da quimioterapia”, disse a autora do estudo, Emile Voest.
 
O estudo sugere uma interessante opção do que torna os cânceres resistentes ao tratamento. Porém, muito mais pesquisas são necessárias para desenvolver formas de deter essa resistência e confirmar os resultados.
 
Enquanto isso, os pesquisadores recomendam que pessoas passando por quimioterapia não tomem esses suplementos ou conversem com seus médicos para saber se poderia afetar seu tratamento.
 
Fonte Hypescience

O iogurte que pode parar um ataque cardíaco

Lactobacillus plantarum
Nós somos definitivamente humanos, mas muitas das células no nosso corpo não são. Isso porque nós dependemos de um imenso exército de micróbios para permanecer vivos: um “microbioma” amigável que nos protege contra germes, quebra alimentos para liberar energia e produz vitaminas.
 
Nosso sistema digestivo é o lar de cerca de 100 trilhões de micróbios – cerca de 10 vezes o número de células nos órgãos principais. Mas nem todo mundo tem os mesmos micróbios.
 
Uma equipe coliderada por Jeroen Raes do Instituto de Biotecnologia de Flandres descobriu que todos nós temos um de três ecossistemas básicos de micróbios em nossas entranhas.
 
Porém, estranhamente, o tipo de cada pessoa não está relacionado à sua raça, país de origem ou dieta. Esses “enterotipos” são: Bacteriodes, Prevotella e Ruminococcus. Cada um reflete as espécies de micróbio que dominam em cada um.
 
Pessoas com um ecossistema Bacteriodes, por exemplo, têm tendência para bactérias que tiram a maior parte da sua energia dos carboidratos e proteínas.
 
Esta revelação poderia explicar as diferenças na nossa capacidade de digerir os alimentos. Alguns anos atrás, outra equipe, de Jeffrey Gordon, descobriu que os intestinos de pessoas obesas contêm um repertório um pouco diferente de micróbios, quando comparados com pessoas magras.
 
No novo estudo, os pesquisadores encontraram uma correlação semelhante entre a obesidade e a abundância de bactérias que extrai energia rapidamente a partir de alimentos.
 
Já o professor Jeremy Nicholson, do Imperial College London, duvida que a descoberta mais recente seja de grande importância biológica, uma vez que os três enterotipos provavelmente têm funções e capacidades similares.
 
No entanto, ele acredita que, algum dia, talvez seja possível “criar” enterotipos, que poderiam ser usados, por exemplo, para aumentar o número de calorias extraídas de dietas pobres em crianças nos países em desenvolvimento.
 
Isto não quer dizer que tal coisa será fácil. O intestino humano contém cerca de 1.500 espécies bacterianas, de modo que mexer com a sua ecologia de uma maneira controlada pode ser complicado.

Embora existam produtos que pretendem manipular bactérias, como prebióticos e probióticos (como iogurtes) que contêm bactérias vivas, ainda sabemos muito pouco sobre isso para fabricá-los de forma confiável.
 
No entanto, o reconhecimento da importância do microbioma está crescendo. Ele já foi ligado à nossa compreensão da obesidade, alergias, diabetes e câncer e, nos últimos dias, um estudo sugeriu que os tipos e níveis de bactérias no intestino de uma pessoa podem ser utilizados para prever a probabilidade de ter um ataque cardíaco, também.
 
A descoberta pode ser um marco revolucionário na prevenção e tratamento de tais ataques. Como parte das experiências conduzidas, o estudo induziu ataques cardíacos em três grupos distintos de ratos.
 
O primeiro foi alimentado com uma dieta padrão. O segundo tomou o antibiótico vancomicina, e o terceiro foi alimentado com um probiótico contendo Lactobacillus plantarum, uma bactéria que suprime a produção de um hormônio chamado leptina, ligado ao apetite e metabolismo.
 
O grupo tratado com o antibiótico também mostrou diminuição dos níveis de leptina. Os dois grupos com menores níveis de leptina sofreram ataques cardíacos menos graves, e se recuperaram melhor.
 
Segundo os pesquisadores, ainda não é possível prescrever iogurte para prevenir ataques cardíacos, mas o estudo dá uma compreensão muito melhor de como o microbioma afeta a resposta do corpo à lesão.
 
Mais pesquisas são necessárias para mostrar se as mudanças dramáticas em moléculas inflamatórias encontradas nos ratos se aplicam aos seres humanos também. Mas, em um futuro não muito distante, podemos ter ainda mais ajuda dos nossos passageiros microbianos.
 
Fonte Hypescience

Sexo é bom para o coração, mesmo após um ataque cardíaco

Muitas pessoas que sofreram com um ataque cardíaco acabam tendo medo de fazer sexo. Mas, segundo especialistas, pacientes com esse tipo de problema no coração podem ficar tranqüilos: o sexo faz bem ao coração, mesmo após um ataque.
 
De acordo com cardiologistas, a probabilidade de uma pessoa morrer por causa de problemas cardíacos durante uma transa é realmente pequena. Mas, mesmo assim, as pessoas têm medo de manter relações.
 
Uma pesquisa revelou que um terço dos homens e 60% das mulheres se abstém de fazer sexo por períodos iguais ou maiores que um ano após sofrerem com um ataque cardíaco.
 
Cardiologistas, no entanto, avisam que morrer durante o sexo por causa da intensidade da relação é coisa de filme. Na vida real isso não é motivo de preocupação – a maioria dos médicos libera seus pacientes para “diversão” assim que eles se sentem bem o suficiente para fazer exercícios moderados.

Como conversar com exercícios não é tão embaraçoso quanto conversar sobre sexo, alguns pacientes se intimidam na hora de perguntar ao seu médico se eles podem retomar sua vida sexual. Normalmente, eles precisam ser encorajados explicitamente pelo médico.
 
Se você está em dúvida, converse com seu médico – boa parte dos homens e mulheres analisados na pesquisa declararam que diminuíram a freqüência das relações sexuais por não receberem informações médicas.
 
Fonte Hypescience

A história da cocaína: de “cura milagrosa” a assassina impiedosa

Conhecendo a cocaína como o que ela é hoje, é difícil acreditar que a substância já foi promovida como uma droga milagrosa, vendida e elogiada por algumas das maiores mentes na história da medicina, incluindo Sigmund Freud e pioneiro cirurgião William Halsted.
 
Segundo o historiador Howard Markel, a cocaína foi promovida até mesmo por Thomas Edison, pela Rainha Vitória e pelo Papa Leão XIII.
 
Em 1884, Sigmund Freud era um jovem médico em Viena, lutando para ganhar a vida e ser mundialmente famoso. Ele só precisava de uma descoberta: e achou que a tivesse encontrado.
 
Ele escreveu sobre a cocaína para sua futura esposa: “Se tudo correr bem, vou escrever um ensaio sobre ela e espero que ganhe seu lugar na terapêutica, ao lado da morfina e superior a ela. Eu tomo pequenas doses regularmente contra a depressão e contra a indigestão, e com o mais brilhante de sucesso”.
 
Foi uma estreia explosiva que ecoaria um século depois, quando a cocaína ressurgiu como um tipo diferente de droga milagrosa: o tipo que poderia ajudá-lo a festar a noite toda, sem efeitos nocivos ou risco de vício.
 
A história nos conta, no entanto, que tal entusiasmo passou, e a explosão deixou destroços de vidas humanas para trás.
 
Freud não foi o primeiro a escrever sobre a cocaína. A droga é derivada da planta de coca, que os nativos da América do Sul mascaram durante séculos e ainda mascam.
 
Em 1880, uma série de empresas teve sucesso em criar uma versão concentrada da planta: cloridrato de cocaína, dezenas a centenas de vezes mais poderoso do que mastigar uma folha de coca.
 
Na década de 1880, a literatura médica consistia em relatos de casos da droga. Médicos escreviam sobre tentativas e erros com pacientes.
 
De acordo com o historiador Markel, Freud devorou esses relatórios e escreveu seu próprio. O resultado, em 1884, foram 70 páginas de homenagem ao pó branco que Freud pensou que podia ser uma cura para o vício da morfina.
 
De alguma forma em seu êxtase, ele mencionou apenas de passagem que a droga poderia também servir como um analgésico tópico potente – forma a qual ainda é usada às vezes.
 
O cirurgião pioneiro William Halsted, na época com 32 anos, já era conhecido em Nova York quando leu o artigo de Freud e foi imediatamente atraído para explorar o uso da cocaína como analgésico.
 
Além de altas taxas de infecção, a cirurgia na década de 1880 era um negócio brutal. Éter e clorofórmio eram usados como anestésicos, mas, de acordo com Markel, médicos e enfermeiros tinham que lutar, literalmente, com o paciente para mantê-lo parado.
 
Buscando um método melhor, Halsted começou a injetar cocaína em seus próprios membros, assim como de amigos, alunos e colegas.
 
Ele de fato descobriu um meio valioso de amortecimento das terminações nervosas, mas a descoberta veio a um preço elevado.
 
Alguns meses depois, quando um paciente entrou na sua sala de operações com uma fratura na perna, o cirurgião estava destroçado física e mentalmente. Markel conta que Halsted estava tão drogado de cocaína que sabia que não poderia operar.
 
Então, tomou um táxi e foi para casa, permanecendo lá durante os próximos sete meses, se drogando. Sem dúvida, diz o historiador, houve muitos viciados como Halsted, mas em grande parte os problemas foram escondidos por uma onda de publicidade positiva.
 
“Havia todo tipo de alegações de saúde sendo feitas”, explica Markel. “Se você tivesse dor de estômago, se estivesse nervoso, se fosse letárgico, se precisasse de energia, se tivesse tuberculose, asma, todos os tipos de coisas; a cocaína curaria o que quer que fosse que você tivesse”.
 
Naquela época, as drogas não estavam presas atrás das paredes das farmácias. A cocaína era vendida em bebidas, pomadas, mesmo margarina. O produto mais popular era um vinho com cocaína desenvolvido por um químico francês. Na imagem no topo deste artigo era vendido como pastilhas para curar dor de dente em crianças.
 
Em Atlanta, um veterano da Guerra Civil chamado John Syth Pemberton criou um vinho parecido. Viciado em morfina depois de sofrer ferimentos de guerra, John estava interessado na cocaína como um tratamento para o vício da morfina.
 
Ele também era um grande homem de negócios. Quando a cidade em que vivia proibiu a venda de álcool, ele inventou uma versão doce, não alcoólica: a Coca-Cola.
 
Na mesma época, em Viena, a saúde do próprio Freud estava se deteriorando devido ao uso de cocaína. Ele sofreu uma arritmia cardíaca grave e bloqueios nasais. Em uma carta de 1896, confessou seu vício e jurou parar.
 
Freud talvez não tenha sido realmente viciado, mas não estava sozinho no crescimento do cuidado com a droga “milagrosa”.
 
Markel conta que no início dos anos 1890, a literatura médica era cheia de relatos de pessoas que usavam muita cocaína e tinham se tornado viciadas. O cirurgião Halsted era uma delas (o que não o impediu de ser brilhante em sua profissão).
 
Sendo assim, os anúncios sumiram. Em 1903, não havia mais cocaína na Coca-Cola. Em 1914, a droga já era vista como algo indesejável e, muitas vezes, ligada a estereótipos ruins de pessoas (ou até mesmo malucos).
 
Um artigo infame do jornal americano The New York Times, escrito pelo médico Edward Huntington Williams, alertou para um novo perigo da cocaína: demônios. Williams descreveu um chefe de polícia que alegou que sua munição teve pouco efeito sobre esses usuários de drogas e muitas unidades policiais optaram por utilizar armas mais potentes.
 
Mais tarde, em 1914, o Congresso americano aprovou a Lei de Narcóticos Harrison, proibindo o uso não médico da cocaína, bem como de outras drogas, como a maconha. Havia começado a longa carreira da cocaína como uma fora da lei.
 
Uma vez proibida, o uso da cocaína caiu, embora Markel conte que houve um pequeno aumento durante a proibição.
 
Até a década de 1970, no entanto, as histórias de criminosos e viciados foram largamente esquecidas. Com o esquecimento, houve uma explosão de uso que superaria à ocorrida um século antes.
 
Novamente, começou com a elite. “Para ser um usuário de cocaína em 1979, tinha que ser rico, moderno e elegante”, conta Mark Kleiman, professor de política pública. As pessoas não estavam preocupadas com as desvantagens – o que, todos sabemos hoje, foi um grande erro.
 
A gota d’água para muitos foi a morte de Len Bias em 1986, ex-jogador de basquete, que morreu de ataque cardíaco depois de uma noite de festa e cocaína com amigos.
 
Os legisladores reagiram com uma ferocidade que atingiu os usuários mais pobres e não brancos. Em 1986 e novamente em 1988, o Congresso americano aprovou leis de condenação obrigatória que levaram a uma explosão na população carcerária dos EUA.
 
Estudos apontam que, desde esse pico, em meados dos anos 80, o número de usuários de cocaína caiu pela metade. Hoje, o uso de cocaína é dominado por viciados (estima-se, nos EUA, que 50% a 60% de toda a cocaína sejam consumidas por pessoas que foram presas no ano passado).
 
A cocaína tem sido elogiada e amaldiçoada, não uma só vez, mas em dois ciclos frenéticos, com um século de distância.
 
E o que é mais incrível: as drogas sempre mostraram seu poder de afetar totalmente a percepção humana. Freud nunca reconheceu o papel da cocaína em seus males físicos, assim como os usuários de drogas sempre procuram desculpas ou benefícios para seus vícios. “É incrível o que as pessoas fazem para negar os perigos das coisas que tendem a gostar”, argumenta Markel.
 
Fonte Hypescience

Cocaína é a droga ideal para quem quer um ataque cardíaco, mesmo se usada uma vez ao mês

Segundo um novo estudo da Universidade de Sydney (Austrália), usuários de cocaína, mesmo que só utilizem a droga uma vez ao mês, correm um risco muito maior de sofrer uma parada cardíaca do que as pessoas que não usam a droga.
 
Usuários de cocaína têm pressão arterial mais elevada, artérias mais rígidas e paredes mais espessas no músculo do coração do que não usuários, todos fatores de risco que podem causar um ataque cardíaco.
 
A pesquisa
Os pesquisadores usaram imagens de ressonância magnética para medir os efeitos da droga em 20 adultos saudáveis que usaram “cronicamente” a substância ilegal.
 
Eram 17 homens e 3 mulheres, com idade média de 37 anos, que relataram o uso de cocaína pelo menos uma vez por mês durante o ano anterior à pesquisa. Eles preencheram questionários que descreviam seus hábitos, fatores de risco cardiovascular e nível socioeconômico.
 
Pelo menos 48 horas após seu último uso de cocaína, os voluntários tiveram sua pressão arterial medida e passaram por exames de ressonância magnética cardíaca.
 
Em comparação com 20 não usuários, os que haviam abusado da cocaína tinham maiores taxas de múltiplos fatores associados com o aumento do risco de ataque cardíaco e de acidente vascular cerebral (derrame).
 
Por exemplo, os usuários tinham 30 a 35% mais rigidez da aorta, um aumento da pressão arterial e 18% mais espessura da parede do ventrículo esquerdo do coração.
 
Os efeitos combinados de maior coagulação do sangue, maior estresse no coração e aumento da constrição dos vasos sanguíneos colocam os usuários em um alto risco de ataque cardíaco espontâneo.
 
“Estamos repetidamente vendo jovens, indivíduos aptos, sofrerem ataques cardíacos fulminantes relacionados ao uso de cocaína”, diz a Dra. Gemma Figtree, pesquisadora do estudo. “Eles não têm conhecimento das consequências para a saúde de se usar regularmente cocaína. É a droga perfeita para um ataque cardíaco”, conclui.
 
O estudo australiano é o primeiro a documentar anomalias cardiovasculares em usuários de cocaína aparentemente saudáveis após os efeitos imediatos da cocaína terem passado.[
 
Fonte Hypescience

Cirurgia contra o vitiligo alcança excelente resultado

vitiligo Cirurgia contra o vitiligo alcança excelente resultado   Uma nova alternativa, segura e eficaz, para pacientes com vitiligo está em fase de testes nos Estados Unidos: o transplante de pele. A cirurgia está sendo realizada em pacientes que estão com a doença estabilizada e têm manchas pequenas e localizadas em determinadas áreas do corpo.
 
No procedimento cirúrgico, os pesquisadores do Hospital Henry Ford, em Detroit, implantaram células saudáveis de pele nos locais afetados pelo vitiligo. Os médicos já realizaram o transplante de pele em 32 pacientes e, depois de seis meses, constataram que ocorreu repigmentação, que variou de 52% a 74% da cor natural da pele. Segundo os pesquisadores, os pacientes negros, com vitiligo em apenas um lado do corpo, apresentaram os melhores benefícios com a técnica.
 
O mesmo tipo de transplante de pele para pacientes com vitiligo também é feito no Brasil, embora poucos dermatologistas realizem o procedimento. Um deles, Carlos Machado, coordenador do Centro de Estudos do Vitiligo da Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo, afirma que obteve sucesso em cerca de 500 casos de pacientes brasileiros transplantados.
 
De acordo com o médico, a média de repigmentação observada foi a mesma da pesquisa americana, cerca de 60% da área atingida. E Carlos Machado afirma que o transplante é uma das poucas técnicas que proporcionam tão elevado índice de resultado, acima de 60%. Nenhum tratamento clínico atinge esse índice de recuperação, completa.
 
A cirurgia não pode ser efetuada em todo paciente com vitiligo, há alguns requisitos para se submeter ao transplante. Dentre os critérios básicos, o doente deve estar com a doença inativa, não ter respondido ao tratamento clínico convencional e ter o vitiligo restrito a uma área pequena.
 
Vitiligo é uma doença autoimune, caracterizada pelo surgimento de manchas brancas pelo corpo, causadas pela destruição ou inatividade dos melanócitos, as células produtoras de melanina, responsável pela pigmentação da pele.
 
Fonte Corposaun

Vitiligo está associado à mudança do gene

vitiligo Vitiligo está associado à mudança do geneO vitiligo, doença não-contagiosa, mas incurável, caracterizada pela perda da pigmentação natural da pele e de mucosas, deixando manchas brancas espalhadas em qualquer região do corpo, pode ter sua causa conhecida. O gene DDR1, responsável pela adesão do melanócito á camada basal de epiderme, quando alterado pode predispor a pessoa ao vitiligo. O melanócito é a célula que produz a melanina, o pigmento escuro, encontrado na pele e pelo para dar cor, por isso nos doentes a pele fica branca, pela falta desta pigmentação cutânea.
 
Os estudos foram realizados por pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica, PUC do Paraná, com grupos de pacientes com vitiligo e sem a doença. Na comparação, os pacientes com vitiligo apresentavam alterações nos genes DDR1 e no de pessoas saudáveis não foi verificado a mudança.
 
Para o dermatologista e doutorando da PUC, o médico Caio César de Castro, apesar de vários genes envolvidos na doença terem sido descritos em outros trabalhos, o número exato e a identidade dos genes e suas variantes genéticas ainda não foram totalmente desvendadas pela ciência.
 
A doença, atinge aproximadamente 1% da população, pode surgir em diversas idades, mas é mais comum seu aparecimento entre os 10 e 15 anos e dos 20 aos 40 anos. A despigmentação na pele faz com que apareçam as manchas brancas de diversos tamanhos e podem ocorrer, além da pele, na retina, nos olhos. Os locais mais comuns são a face, mãos e nas genitais. O local atingido fica bastante sensível ao sol, podendo ocorrer queimaduras se houver exposição sem protetor solar no local e, se for contínua, pode haver risco para o desenvolvimento de câncer de pele.
 
O caso mais comum de portador da doença é o do cantor, recentemente morto, Michael Jackson, que usou a técnica de claramento da pele para igualá-la e disfaraçar as manchas.
 
Fonte Corposaun

Gene, evolução e obesidade

A obesidade caracteriza-se por acúmulo de gordura, quando há uma ingestão de calorias além do necessário e maior que o gasto energético. Tornou-se problema de saúde pública, pela quantidade e gravidade das doenças que provoca, influindo na expectativa e na qualidade de vida. Isto significa que a obesidade é responsável pelo desenvolvimento de vários tipos de câncer, doenças cardiovasculares, hipertensão, colesterol e diabetes, entre outras enfermidades.
 
O ganho de peso pode ser causado por predisposição genética (já foram identificados mais de 250 genes que favorecem o acúmulo de gordura, mantêm o metabolismo lento ou aumentam o apetite) e por problemas endócrinos (doenças da tireóide, do pâncreas e da suprarrenal). Há também o aspecto evolutivo: quando a comida era escassa ou difícil de ser encontrada, nossos antepassados ingeriam as quantidades que podiam e deslocavam-se continuamente em busca de alimento. Mesmos genes, necessidades diferentes.
 
A humanidade foi evoluindo e mudando hábitos, exigindo cada vez mais praticidade e rapidez pela falta de um tempo roubado pelas responsabilidades familiares, profissionais e sociais. A oferta de produtos calóricos e pobres em nutrientes aumenta a cada dia, os fast foods se multiplicam e atraem principalmente as crianças, os lanches feitos em pé substituem as refeições. As pessoas saem da mesa com o arroz, o feijão, a carne, legumes, verduras e frutas e vão para o balcão da lanchonete com sanduíches, salgadinhos, doces e refrigerantes.
 
O sedentarismo também contribui para o aumento de peso. O carro e o elevador substituíram pequenos deslocamentos e a escada. Na cozinha, quem não deseja multiprocessador, batedeira? Na sala e no quarto, controle remoto para todos os aparelhos, nada mais de senta-levanta para mudar de canal, ligar e desligar o aparelho. Para se manter atualizado, próximo de amigos e parentes, e fazer compras, basta se conectar: a internet é o mundo dentro de casa. Para crianças e jovens, o computador fornece diversão e jogos, substituindo as brincadeiras.
 
As mudanças socioculturais atingem a todos, sem distinção de sexo, idade, classe social etc. Mas se todos sofrem as mesmas pressões e estão submetidos aos mesmos estímulos, por que alguns engordam e outros não? A orientação dos pais, desde as escolhas de cardápio à forma como encaram o aspecto estético, e como eles lidam tanto com as pressões sociais quanto com as dúvidas e inseguranças normais de crianças e adolescentes em relação à autoimagem, que surgem cada vez mais cedo, podem interferir no crescimento mais adaptado.
 
Pais excessivamente preocupados com magreza, exercícios físicos, envolvidos em dietas ou hábitos restritivos, ou, no outro extremo, que não se preocupam com alimentação, horários, disciplina podem criar futuros adultos obesos, anoréxicos, bulímicos. O ambiente familiar é importante para a aquisição de hábitos alimentares saudáveis e o desenvolvimento de autoestima.

Fonte Corposaun

As perspectivas das células-tronco na odontologia

Com os avanços nas pesquisas com células-tronco, a moderna odontologia antevê a terceira dentição como possibilidade futura. Experiências bem-sucedidas na Inglaterra e nos Estados Unidos dão conta de que cientistas já produziram tecidos de suporte e estruturas dentais em animais. “Os estudos caminham agora rumo aos tecidos bucais em humanos”, descreve Dr. Wells Trigueiro, da Orthos Odontologia.

A expectativa é de que ocorra uma mudança na atividade odontológica. Procedimentos realizados hoje em ampla escala, como os implantes, deverão experimentar redução. “Nossa atividade estará definitivamente ligada a outros campos científicos, como medicina, engenharia de tecidos, bioquímica e outros.
 
Mais que reparar, atuaremos na regeneração das estruturas dentárias”, comenta Dr. Wells. Há diferentes tipos de células-tronco. As embrionárias são capazes de se multiplicar e dar origem a qualquer tipo de célula e tecidos no corpo humano. Já as adultas são limitadas e usualmente produzem tecido idêntico ao local de sua origem.
 
“No caso da odontologia, já foram isoladas células-tronco a partir da polpa de dentes de leite humanos”, conclui Dr. Wells. O desafio agora é induzir o desenvolvimento de gengiva e dente em seus devidos lugares.

Sobre as células-tronco:
As células-tronco, células-mães ou células estaminais são células que possuem a melhor capacidade de se dividir dando origem a duas células semelhantes às progenitoras.

As células-tronco de embriões têm ainda a capacidade de se transformar, num processo também conhecido por diferenciação celular, em outrostecidos do corpo, como ossos, nervos, músculos e sangue. Devido a essa característica, as células-tronco são importantes, principalmente na aplicação terapêutica, sendo potencialmente úteis em terapias de combate a doenças cardiovasculares, neurodegenerativas, Diabetes mellitus tipo 1,acidentes vasculares cerebrais, doenças hematológicas, traumas na medula espinhal e nefropatias.

São encontradas em células embrionárias e em vários locais do corpo, como no cordão umbilical, na medula óssea, no sangue, no fígado, na placentae no líquido amniótico, conforme descoberta de pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Wake Forest, no estado norte-americano da Carolina do Norte, noticiada pela imprensa mundial nos primeiros dias de 2007.

Fonte Corposaun

Esponja permite entrega de medicamentos e células-tronco de forma direta no organismo

consistencia attaque gel Esponja permite entrega de medicamentos e células tronco de forma direta no organismoBioengenheiros da Harvard University, EUA, criaram esponja à base de um gel que permite a entrega de medicamentos e células-tronco de forma direta no organismo. Tal procedimento agiria de forma forma segura.
 
A esponja pode ser moldada em qualquer forma, preenchida com medicamentos ou células-tronco, comprimida a uma fracção do seu tamanho e entregue por meio de uma injeção. Dentro do corpo, ela volta à sua forma original e libera gradualmente a carga diretamente no alvo.
 
A tecnologia biocompatível consiste em um ‘ kit de cura’ que pode ter aplicações terapêuticas minimamente invasivas.

“O que criamos é uma estrutura tridimensional que pode ser utilizada para influenciar as células no tecido circundante e, talvez, promova a formação de tecido”, aponta o investigador participante na pesquisa David J. Mooney.
 
Segundo os estudiosos a aplicação mais simples é quando você quer promover uma regeneração de um tecido. “Se você quer introduzir algum material no corpo para substituir o tecido que foi perdido, essa técnica seria a ideal. Em outras situações, podemos usá-la para o transplante de células-tronco, caso estejamos tentando promover a regeneração do tecido, ou transplantar células do sistema imunológico, se estamos olhando para a imunoterapia”, descreve e explica Mooney.
 
A esponja é composta principalmente por alginato, geleia de algas de base, a esponja injetável contém redes de grandes poros, que permitem que os líquidos e as moléculas grandes facilmente fluam através dela.
 
Por meio dessa pesquisa foi demonstrado que as células vivas podem se unir às paredes desta rede e serem entregues intactas, juntamente com a esponja, por meio de uma injeção, sendo que a esponja pode conter proteínas grandes e pequenas e medicamentos, os quais são gradualmente liberados conforma a matriz biocompatível começa a se quebrar no interior do corpo.
 
“Nossas esponjas podem ser projetadas em qualquer tamanho e forma, e injetadas no local como um dispositivo de entrega segura”, afirma o autor Sidi Bencherif. “Estes géis injetáveis serão especialmente úteis para uma série de aplicações clínicas, incluindo terapia celular, engenharia de tecidos, preenchimento dérmico em cosméticos, entrega de medicamentos e imunoterapia”, conclui o pesquisador.
 
Fonte Corposaun

Arábia Saudita e Catar têm mortes por vírus parecido com o da Sars

ONU monitora nova doença desde setembro e registra novos casos da doença
 
Um novo vírus da mesma família da Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave, na sigla em inglês) que foi descoberto e gerou um alerta global em setembro agora matou duas pessoas na Arábia Saudita e no Catar e o número total de casos subiu para seis, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) na sexta-feira.
 
A agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu um alerta global no fim de setembro afirmando que um vírus até então desconhecido em humanos havia infectado um catariano de 49 anos que viajara recentemente para a Arábia Saudita, onde outro homem com o mesmo vírus havia morrido.
 
Na sexta-feira, a agência informou na atualização sobre o surto que registrou outros quatro casos e que um dos novos pacientes morrera.
 
"Os casos adicionais foram identificados como parte da vigilância aumentada na Arábia Saudita (três casos, incluindo uma morte) e no Catar (um caso)", informou a OMS.
 
O novo vírus é conhecido como um coronavirus e tem alguns dos mesmos sintomas da Sars (a síndrome respiratória aguda grave), que surgiu na China em 2002 e matou cerca de um décimo das 8 mil pessoas infectadas por ela no mundo.
 
Entre os sintomas verificados nos casos confirmados estão febre, tosse e dificuldades respiratórias.
 
Fonte iG

Conheça os efeitos terapêuticos das cores dos alimentos

Viva o prato colorido!Vermelho, verde, roxo, amarelo e marrom agem de forma diferente para proteger a saúde. Conheça 33 alimentos e seus benefícios à saúde

A cor dos alimentos é definida também pelos nutrientes contidos neles. Por isso, os nutricionistas defendem que quanto mais colorido é o prato, mais nutritivo é ele.
 
Veja na galeria o significado terapêutico das cores:
 
Alimentos vermelhos, como a maçã, são ricos em licopeno, que combate o envelhecimento das células, melhora a circulação e protege o coração.
 
Morango é grupo dos vermelhos, assim como....
 
Caqui (apesar da cor, também é do grupo dos vermelhos)
 
Cereja
 
Framboesa
 
Goiaba vermelha
 
Melancia
 
Tomate
 
Nos alimentos amarelos, como a laranja, o destaque é para o betacaroteno. Eles também são riscos vitamina A, C e B-3 e melhoram o sistema imunológico.
 
Damasco é do grupo dos amarelos, assim como....
 
Abóbora
 
Cenoura
 
Mamão
 
Manga
 
Pêssego
 
Alimentos verdes, como a alface, têm clorofila, substância com grande potencial antioxidante. Também são ricos em cálcio e ácido fólico.
 
Espinafre é do grupo dos verdes, assim como....
 
Agrião
 
Brócolis
 
Couve
 
Ervilha
 
Kiwi
 
Pepino
 
Salsa
 
Vagem
 
Os alimentos marrons, como as nozes, são fontes de fibras e selênio, além de serem ricos em ômega 3.
 
Castanha-do-pará é do grupo dos marrons, assim como....
 
Cereais integrais
 
Os alimentos roxos, como a beterraba, têm vitamina B1 e ácido elágico, substância com propriedades antioxidantes.
 
Uva é do grupo dos alimentos roxos, assim como....
 
Alcachofra
 
Ameixa
 
Jabuticaba
 
Fonte iG