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segunda-feira, 13 de março de 2017

Etesb (DF) abre nova turma de Administração de Medicamentos

c2aa558e3f0641956442e89048e9b046 MA Escola Técnica de Saúde de Brasília (Etesb), mantida pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), promove mais uma turma do Curso (gratuito) de Administração de Medicamentos para auxiliares e técnicos em enfermagem da comunidade

As inscrições (sem taxa) vão até o dia 15 de março na Secretaria de Cursos da Etesb.

O objetivo do curso é atualizar profissionais de enfermagem em administração de medicamentos. De acordo com a coordenação, os participantes terão acesso a novos conhecimentos na área, desenvolverão habilidades e atitudes para o exercício de práticas na assistência à saúde.

As atividades educativas serão desenvolvidas no turno matutino (das 8h às 12h), as segundas, terças e quintas-feiras na Etesb. A turma com 40 vagas, que serão preenchidas por ordem de inscrição e enquanto houver disponibilidade, será realizada de 10 de abril a 27 de abril de 2017.

Serviço
Inscrições: 08/03 a 15/03/2017
Horário: 8h30 às 11h30 e 14h30 às 17h.
Local das Inscrições: Secretaria de Cursos da ETESB/FEPECS.
Endereço: SMHN conjunto A – Bloco 1, Brasília-DF
Início das Aulas: 10/04/2017
Documentos necessários para inscrição/matrícula: RG, CPF, comprovante de residência atualizado, uma foto 3x4, certificado de conclusão do curso de auxiliar ou técnico em enfermagem, título eleitoral e quitação eleitoral (trazer original e cópia)

OBS: No ato da inscrição, o candidato receberá a lista para adquirir o kit a ser utilizado nas aulas práticas em laboratório. Informações: 61.3325-4967

Fonte: Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal

Centro de Valorização da Vida: Uma luz do outro lado da linha

Atendimentos telefônicos feitos pelo Centro de Valorização da Vida (CVV) passarão a ser gratuitos pelo telefone 188

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Voluntários do CVV com o Ministro da Saúde Ricardo Barros. - Foto: Rodrigo Nunes/MS

Quem disca o número 141 (atual telefone da linha do Centro de Valorização da Vida) sempre encontra do outro lado da linha alguém para escutar as angústias que precisam ser superadas. Os voluntários do CVV , espalhados por todo o país, estão à disposição sempre, não só para dar suporte nos momentos difíceis, mas também para compartilhar alegrias. Agora, graças a um Termo de Cooperação Técnica com o Ministério da Saúde, as ligações para o CVV vão passar a ser gratuitas pelo novo número, 188.

Adriana Rizzo é uma das voluntárias que atendem a população pelo serviço telefônico, e já atua há 16 anos como voluntária. Para ela o trabalho é fundamental, pois hoje em dia muita gente só se sente segura em procurar um profissional da saúde porque teve ajuda do CVV. Além disso, ela defende que o trabalho é fundamental. “Muita gente não tem com quem conversar, e isso pode levar a pessoa a pensar em tirar a própria vida. Poder dar atenção às pessoas me estimula a continuar sendo voluntaria”.

Mais de 160 países foram analisados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Brasil está entre os 28 que possui estratégia de prevenção ao suicídio. A taxa de casos registrados é de 10.653 suicídios em 2014, uma taxa média de 5,2 por 100 mil habitantes. A média mundial é de 11,4 por 100 mil habitantes. A rede pública oferece acompanhamento psicológico e psicoterápico, incluindo terapia ocupacional e assistência hospitalar.

Para Adriana, um ponto importante é a mudança que ocorre com quem está do outro lado. “Tem coisas que pra gente não tem muito valor, mas pra elas tem, e a gente vai apoiando, tentando entender e compreender o que ela está sentindo. Ouve, conversa, e nisso surge a oportunidade de aliviar o peso que muitas vezes ela carrega”. Outra mudança também é a que ocorre com o próprio voluntário “Me faz ser uma pessoa mais humilde e mais compreensível. Você ouve tantas historias e situações diferentes, que muitas vezes não tem nada a ver comigo, mas me fazem ver a vida diferente”.

Mas nem sempre as histórias são de pessoas buscando por ajuda. Nilsa Madsen, voluntária do CVV em Porto Alegre (RS) há 12 anos, lembra que em alguns casos apenas um bom dia já faz a diferença na vida de quem procura o serviço. “Tem pessoas que ligam para falar das coisas do dia a dia, desabafar do cotidiano, ou contar alguma coisa boa que aconteceu, simplesmente porque não tem para quem contar”.

E a história de Nilsa com o voluntariado começou a partir do mesmo sentimento que faz com que algumas pessoas procurem o serviço. “Meu marido faleceu, meus filhos saíram de casa, saí do interior e fui para Porto Alegre. Me senti muito sozinha. Um sábado à tarde ouvi no rádio que o CVV estava ofertando curso para voluntários. Como queria continuar trabalhando com pessoas porque fui professora, pensei que seria uma oportunidade. Fiz o curso de três meses e fiquei até hoje”, lembra.

Em todos os casos, o tipo de acolhimento feito pelo Centro de Valorização da Vida é o mesmo: se colocar no lugar do outro, tentar compreender o problema pelo qual a pessoa está passando e respeitar acima de tudo o sofrimento do indivíduo. “Quem sou eu para dizer o que a pessoa tem que fazer? O que eu mostro é que mesmo distante eu estou próxima, e me doando por ela”. O atendimento através do CVV é sigiloso. Não é necessário se identificar.

O Rio Grande do Sul foi pioneiro no serviço de atendimento gratuito. Há um ano e meio a população já pode contar com o apoio através do telefone 188, e Nilsa garante que o aumento na procura foi muito significativo. “O nosso fluxo de atendimento aumentou mais de quatro vezes. Além disso, a mudança possibilitou a procura de pessoas que antes não tinham acesso. Aconteceram situações onde estávamos falando com a pessoa e a ligação caía porque os créditos acabavam. Era muito desagradável”.

Até abril de 2020 espera-se que o serviço feito pelo Centro de Valorização da Vida (CVV) seja expandido para todos os estados brasileiros, já com a ligação gratuita através do número 188.

Aline Czezacki, para o Blog da Saúde

Campanha associa obesidade a risco de contrair doenças renais crônicas

Pessoas obesas têm grandes chances de desenvolver doenças renais crônicas no longo praz


Preocupadas com esse risco, as sociedades Internacional e Brasileira de Nefrologia (ISN, do nome em inglês, e SBN) lançaram campanha para comemorar no último dia 9, o Dia Mundial do Rim. O tema central é 

De acordo com a SBN, 10 milhões de brasileiros sofrem com algum tipo de disfunção renal.

Segundo o Ministério da Saúde, 52,5% da população adulta está acima do peso e, dessa parcela, 17,9% estão obesos. Dados de 2014 indicam que há 600 milhões de obesos no mundo. Segundo o médico nefrologista Rubens Lodi, membro do Departamento de Diálise da SBN, o rim de uma pessoa que se torna obesa não cresce proporcionalmente ao ganho de gordura ou ao tamanho do corpo. “Ele fica do mesmo tamanho e, então, vai ter que trabalhar muito mais”, explica.

Em uma pessoa que pesa 150 quilos, por exemplo, o rim trabalha duas vezes mais do que é capaz. “O trabalho forçado desse rim vai acabar lesionando o órgão.”

Lodi lembra que todas as doenças ligadas ao ganho de peso, como diabetes, hipertensão e colesterol alto, também “machucam o rim”, que é um órgão cheio de veias e artérias. “Tudo o que afeta as veias e artérias afeta o rim.”

De acordo com o médico, de modo geral, os obesos desconhecem esse fato, o que mostra a importância da campanha deste ano. “O obeso sabe que tem que cuidar do diabetes, da pressão alta. Mas a população obesa não tem informação de que, além disso, seu rim está sendo machucado.”

Diferentemente de outros órgãos, o rim não apresenta sintomas de falência até perder 70% da sua função. Segundo Rubens Lodi, pesquisa internacional recente revela que 17% dos cânceres renais estão ligados à obesidade.

Vida saudável
O médico ressalta que os obesos podem evitar doenças renais crônicas com mudanças de comportamento. Se a pessoa emagrecer, por exemplo, o rim vai voltar a funcionar em seu valor normal. É preciso também procurar um especialista que indique a medicação correta para a perda de proteína aumentada na urina causada pela obesidade. “Como qualquer doença, em estágios precoces, tem como controlar”. Nos estágios tardios, a progressão para a diálise vai ser obrigatória, alerta Lodi.

Como a obesidade é um fator de risco modificável para doenças renais, é importante não desidratar, reduzir o consumo de sal, não tomar remédios sem controle médico, principalmente anti-inflamatórios, praticar exercícios físicos e ter uma dieta nutricional balanceada. “O rim vai colocar para fora o que a boca colocou para dentro. Se o rim está sobrecarregado, a nutrição vai ser essencial nesse processo.”

Hemodiálise
Quem faz hemodiálise é quem perdeu mais de 90% da função renal. Até perder 70% ou 80%, Rubens Lodi reiterou que a pessoa não sente nenhum sintoma específico. Uma náusea, por exemplo, costuma ser associada a um problema de fígado, e as pessoas acabam não fazendo esse vínculo com o rim. “Quando ele percebe, já está na diálise.”

O problema não ocorre somente no Brasil. Nos Estados Unidos, só 50% dos pacientes que entraram em diálise e estavam com insuficiência renal avançada sabiam que tinham a doença. Apenas 10% que tinham insuficiência em algum grau leve ou moderado sabiam que tinham a doença.

Segundo o especialista, isso decorre da falta de cuidados e de monitoramento do rim por meio de exames.

Cerca de 110 mil pacientes fazem hemodiálise no Brasil atualmente. Desse total, 84% são atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e 16% são financiados pelo sistema complementar de saúde.

Em uma análise regional, o Nordeste, por exemplo, tem 100% das diálises bancadas pelo SUS. Lodi destacou que poucos países no mundo têm esse número de pacientes financiados pelo governo.

As estatísticas revelam que 36 mil pacientes entram em diálise por ano no Brasil e que 20 mil morrem por ano.

Rubens Lodi afirma que há carência de vagas para diálise no país que, atualmente, estão concentradas no Sudeste. Nos pronto-socorros e hospitais de menor porte ainda morrem pacientes por falta de vagas para diálise.

Agência Brasil

Interfarma estima reajuste médio de preços para medicamentos em 4,76%

Com base na inflação de fevereiro, a INTERFARMA (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) estima em 4,76% o índice máximo de reajuste para medicamentos

Outras duas faixas inferiores também estão previstas e foram estimadas em 3,06% e 1,36%. A média dos reajustes está novamente abaixo da inflação, fato que se repetiu quase todos os anos desde 2005.

“O reajuste não é totalmente aplicado, na prática, porque a concorrência de mercado resulta em descontos expressivos nas vendas em farmácias. E existem descontos obrigatórios para o governo, além de abatimentos negociados”, ressalta Antônio Britto, presidente-executivo da INTERFARMA.

Os índices de reajuste são calculados com base no IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo), divulgado hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Também entram na equação fatores de produtividade e de concorrência, apontados pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).

Ano passado, o índice acabou sendo mais alto, de 12,50%, porque o País passava por um período de alta na inflação. A indústria farmacêutica também havia sido impactada pelas variações do câmbio e pela alta da energia elétrica – todos fatores previstos no cálculo oficial para o índice de reajuste.

Entre 2005 e 2016, a indústria farmacêutica teve permissão para reajustar em até 77% o preço dos medicamentos. Contudo, o IPCA do período foi de 103% — diferença de 26 pontos percentuais. Os planos de saúde, por exemplo, registraram aumento médio de 177% nesses anos, índice acima da inflação e bem acima do índice concedido ao setor farmacêutico.

“É importante para o setor haver segurança jurídica e estabilidade nas regras do jogo, ou seja, ter uma fórmula conhecida e seu calendário respeitado”, afirma Britto.

O governo deve anunciar os índices oficiais de reajuste permitido, a partir de abril, posteriormente à divulgação do IPCA pelo IBGE.

Interfarma