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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

O Brasil é quinto em mortes por álcool entre países da América

O Brasil é quinto em mortes por álcool entre países da América  Diego Vara/Agencia RBS
Foto: Diego Vara/Agência RBS
Pesquisa realizada pela Organização Pan-americana da Saúde mostra que país tem 17,8 casos para cada 100 mil mortes 

O álcool provoca, em média, 80 mil mortes anuais nas Américas, um problema que coloca o Brasil na quinta posição dos países com maior número de casos por 100 mil mortes, informou nesta terça-feira a Organização Pan-americana da Saúde (OPS). 

O estudo "Mortalidade nas Américas por doenças, condições e lesões em que o álcool é causa necessária, 2007-2009", desenvolvido pelas pesquisadoras brasileiras Maristela Monteiro e Vilma Gawryszewski, observou que o álcool é uma causa "determinante" de morte em uma média de 79.456 casos ao ano, segundo comunicado da OPS, representação regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), com sede em Washington. 

Na maioria dos países, as mortes foram consequências de uma hepatopatia alcoólica ou doença do fígado, seguida de distúrbios mentais provocados pela ingestão de bebidas alcoólicas. 

As cientistas Vilma Gawryszewski, assessora da OPS em informação e análise sobre saúde, e Maristela Monteiro, especialista em abuso de substâncias, estudaram padrões de mortes entre as quais o álcool era mencionado especificamente — como hepatopatia alcoólica — em 16 países da região entre 2007 e 2009. As autoras asseguraram que estas mortes representam apenas "a ponta do iceberg de um problema mais amplo" porque o álcool está relacionado a outras doenças como insuficiências cardíacas ou inclusive câncer, além de casos de acidentes de trânsito e armas de fogo. 

"É provável que o número de mortes que fazem do consumo do álcool um fator significativo seja muito maior", escreveram as pesquisadoras, segundo o comunicado. 

Alguns países se destacam com os maiores índices relativos de mortes por álcool. O mais alto é El Salvador, com 27,4 casos por 100 mil mortes, seguido da Guatemala, com 22,3, Nicarágua, 21,3, México, 17,8 e Brasil, com 12,2. O problema é menos agudo em Colômbia (1,8), Argentina (4,0) e Venezuela (5,5). 

Em todos os países, no entanto, o problema é predominantemente masculino, pois 84% dos mortos por consumir álcool eram homens, segundo a OPS. 

AFP

Saiba as vantagens de consumir frutas e verduras no verão

Saiba as vantagens de consumir frutas e verduras no verão Ricardo Duarte/Agencia RBS
Foto: Ricardo Duarte/ Agência RBS
Alimentos da estação são mais baratos e tem maior valor nutricional 

O verão é a estação com maiores temperaturas. Com o calor, é necessária maior ingestão de líquidos e as refeições costumam ficar mais leves tornando as frutas e hortaliças mais atrativas. 

Coincidência ou não, o verão é o período de safra de uma variedade de frutas e vegetais. Claro que, com a tecnologia de cultivos que dispomos atualmente, quase todos hortifruti são produzidos o ano interno, mas comprar no período de maior produção possui algumas vantagens. 

- A primeira vantagem está no preço, com a maior disponibilidade os preços caem. Além disso, esses alimentos têm maior qualidade não tendo necessidade de, por exemplo, passar por processos de maturação artificiais. Isso se torna vantagioso porque, além de menos saborosas, as frutas e hortaliças que passam pelo amadurecimento artificial tem uma diminuição do valor vitamínico, especialmente da vitamina C - explica a nutricionista Isadora Borne Ferreira .

Veja abaixo lista das hortaliças e frutas que estão em período de safra 

Hortaliças: abóbora, abobrinha brasileira, agrião, alface, aipim, berinjela, beterraba, cebola, espinafre, milho verde, pepino, pimenta, pimentão, quiabo, rúcula, salsa, tomate. 

Frutas: Abacate, abacaxi, banana, carambola, figo, laranja pera, limão Taiti, maça gala, mamão formosa, manga, melancia, melão, pera, uva. 

Consumir esses alimentos é nutritivo e saudável, porém as frutas e hortaliças exigem um cuidado especial desde o momento da compra até o seu pré-preparo, uma vez que muitas delas são consumidas cruas. 

- Na hora de escolhê-las, selecione as mais frescas, que não estejam perfuradas ou com cortes ou, ainda, com características que afetem sua aparência como ressecamentos, queimaduras ou partes escurecidas. Uma vez compradas, os hortifruti devem ser armazenados sob refrigeração e para facilitar o consumo eles podem ser higienizados antes de irem para geladeira - afirma a especialista. 

Higienizar hortaliças e frutas não é simplesmente passa-las pela água corrente. O processo requer atenção e alguns cuidados, isso porque esses alimentos crescem junto a terra, são contaminados pelos microrganismos do solo e, muitas vezes, são pulverizados por inseticidas. Além disso, eles passam por muita manipulação antes de chegarem a sua casa. Todos esses fatores podem culminar na contaminação dos alimentos por microrganismos patógenos. 

- Para a correta higiene, as frutas e hortaliças devem ser lavadas em água potável para uma limpeza inicial e após serem imersas em uma solução sanitizante. Atualmente, existem alguns produtos específicos para higienização de hortifruti, mas um bom sanitizante é o cloro encontrado na água sanitária - pontua Isadora Borne. 

A água sanitária possui hipoclorito de sódio em pequena quantidade, esse composto promove a morte do microrganismo caso ele esteja presente, porém ao comprar esse produto leia com atenção a sua composição, ele deve ser isento de hidróxido de sódio. Utilize uma colher de sopa para cada litro de água e deixe as frutas e vegetais de molho por 30 minutos. Após, ainda é necessário passar os hortifruti novamente na água corrente e, então, estarão prontos para o consumo. 

Abaixo uma sugestão de salada que inclui frutas e verduras: 

Salada de figo e presunto Parma 

Ingredientes: ½ pé de alface americana ½ molho de rúcula 3 figos maduros, porém firmes 150 gramas de queijo parmesão em lascas 200 gramas de presunto Parma 

Preparo: Retire o talo e corte o figo em 4 partes, reserve. Em uma saladeira acomode as folhas de alface e rúcula, adicione os figos cortados, o presunto e as lascas de queijo parmesão. Sirva em seguida. 

Dica: A combinação do sabor adocicado do figo com sabor forte do queijo parmesão fica ainda melhor se, além de azeite de oliva e pimenta do reino, você utilizar o mel para temperar a salada. O mel pode ser marinado com tomilho por 48 horas acrescentando sabor ainda mais especial a esta receita. 

Zero Hora

Pesquisa mostra os três principais fatores de risco para a obesidade infantil

Pesquisa mostra os três principais fatores de risco para a obesidade infantil Kylie Walls/Deposit Photos
Manter uma oferta constante de alimentos saudáveis ajuda
a evitar a obesidade. segundo o pesquisador
Especialistas da Universidade de Illinois dão dicas de como evitar o problema 

Um estudo da Univerisdade de Illinois identificou os três fatores de risco mais importantes para o desenvolvimento de obesidade infantil: sono inadequado, mãe e/ou pai com sobrepeso ou obesos e restrição a certos alimentos, com a intensão de controlar o peso. 

— Esses são os fatores de risco mais importantes que precisamos resolver e eles fornecem um roteiro para o desenvolvimento de intervenções que podem levar a uma possível redução no status de peso das crianças. Devemos nos concentrar em convencer os pais para melhorar o seu próprio estado de saúde, disponibilizar sempre alimentos saudáveis e incentivar que as crianças durmam mais cedo — disse Brent McBride, professor da universidade. 

Os pesquisadores chegaram a essas conclusões depois de compilar os resultados de uma extensa pesquisa realizada em 329 famílias. Com o resultado dessa análise, os especialistas devem oferecer algumas recomendações para as famílias. 

Segundo eles, os pais devem reconhecer que as suas preferências alimentares estão sendo repassados para seus filhos e que esses gostos são estabelecidos nos anos pré-escolares. 

— Se você viver rodeado de alimentos que lhe permitem manter um peso elevado, lembre-se que seu filho vive nesse ambiente também. Da mesma forma, se você é um adulto sedentário, você pode estar passando para ele a ideia de que é melhor assistir a televisão a brincar no parque — acrescentou o pesquisador. 

Os pesquisadores também afirmam que restringir o acesso a certos alimentos só faz as crianças desejarem aquilo ainda mais. 

— Se as crianças nunca tiveram a chance de comer batatas fritas regularmente, elas podem comer demais quando ela aparecer no piquenique de um amigo — disse McBride . 

A dica dos pesquisadores é trabalhar para mudar a oferta de alimentos em casa, sempre com ampla variedade de opções saudáveis e deixando os alimentos insalubres mais longe. 

— É preciso um certo número de exposições a um alimento antes de uma criança experimentá-lo, é preciso oferecer a eles a mesma comida em diversas oportunidades. E é fundamental que os filhos vejam os pais comendo esses alimentos com frequência — observou McBride. 

Não usar a comida para confortar os filhos e incentivar que as crianças pensem sobre o que estão comendo são outras atitudes importantes indicadas pelos pesquisadores. 

Zero Hora

Consumo de peixes ricos em ômega-3 ajuda a prevenir o diabetes

Consumo de peixes ricos em ômega-3 ajuda a prevenir o diabetes Charles Taylor/Deposit Photos
Pesquisa da Finlândia acompanhou mais de dois mil homens durante 19 anos 

Altas concentrações de ácidos graxos ômega-3 podem ajudar a reduzir o risco de desenvolver diabetes tipo 2, de acordo com um estudo da Universidade da Finlândia. As principais fontes desses ácidos graxos são os peixes e os óleos de peixe. 

A incidência de diabetes tipo 2 está crescendo em todo mundo. O excesso de peso é o fator de risco mais perigoso, o que significa que uma alimentação adequada e um estilo de vida saudável desempenham papéis importantes na prevenção da doença. Pesquisas anteriores já comprovaram que o controle do peso, exercícios físicos regulares e altas concentrações de ácido linoléico, o ácido graxo ômega-6, estão associados a uma redução do risco de diabetes. 

Entretanto, as conclusões sobre como o consumo de peixes pode evitar a doença têm sido até contraditórias. Já se observou uma ligação protetora entre esse consumo e a doença em pessoas asiáticas, mas essa ligação não se repetiu europeus ou norte-americanos. Alguns estudos chegaram a relacionar o alto consumo de peixe com o aumento no risco de diabetes. 

A pesquisa finlandesa acompanhou mais de dois mil homens por mais de 19 anos, medindo os níveis de ácido graxo no seus organismos. A pesquisa concluiu que o risco de desenvolver diabetes tipo 2 foi 33% menor nos períodos em que a concentração de ácido graxo estava mais alta. 

O estudo lança novas propostas sobre a relação entre o consumo de peixe e o risco de desenvolver a doença. Uma dieta balanceada deve incluir o peixe em pelo menos duas refeições por semana, de preferência peixes com gordura. O ômega-3 é mais facilmente encontrado no salmão, truta, dourado, arenque, anchova e sardinha. O controle de peso, a prática de exercício e uma dieta bem equilibrada, construída em torno de recomendações dietéticas, constituem os pilares da prevenção da diabetes, segundo a pesquisa. 

Zero Hora

Bancos de leite humano têm 40% de queda no país

Bancos de leite humano têm 40% de queda no país Felipe Carneiro/Agencia RBS
Foto Felipe Cameiro/Agência RBS
Redução da quantidade de leite materno e de doadores
é comum nesta época do ano
Redução equivale a 1,1 mil aleitamentos a menos a cada mês para bebês prematuros 

Os bancos de leite humano de todo o Brasil registraram queda de 40% de seus estoques, desde dezembro. O porcentual equivale a aproximadamente 1,1 mil aleitamentos a menos a cada mês para bebês prematuros ou de baixo peso internados em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) Neonatais. 

A redução da quantidade de leite materno e de doadoras é comum entre os meses de dezembro e fevereiro por causa das festas de fim de ano e das férias, de acordo com o Centro de Referência Nacional e Ibero-americano para Bancos de Leite Humano, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). 

O país possui 214 bancos de leite e 125 postos de coleta de leite humano, espalhados por todos os estados brasileiros. A lista completa dos locais de doações está no portal da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH). www.redeblh.fiocruz.br. 

Estadão

Fiocruz alerta para cuidados contra a mosquito transmissor da dengue

Rio de Janeiro – As chuvas de verão aumentam o risco de proliferação do mosquito transmissor da dengue, doença infecciosa que pode levar à morte. Para chamar a atenção sobre o problema, especialistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgam a iniciativa 10 Minutos Contra a Dengue, criada em 2011, para que as pessoas combatam o foco do Aedes aegypt dentro de casa. 

A pesquisadora Rafaela Vieira Bruno informa que em 80% dos casos o Aedes aegypt vive e se reproduz dentro e no entorno das residências, e, se cada um evitar água parada em suas casas, será possível impedir o nascimento da grande maioria dos mosquitos nas cidades. 

“Qualquer local que possa armazenar um pouquinho de água é suscetível para a fêmea colocar os ovos. E não apenas água limpa; ela consegue colocar em áreas com um pouquinho de matéria orgânica também”, comenta ela, ao mencionar que mesmo piscinas e fontes com chafariz podem servir de criadouro. “O ideal é fazer a limpeza periodicamente ou cobrir os locais. Cloro e água sanitária contribuem para eliminar o ovo [do mosquito]”, informa. 

Rafaela explica que os ovos deixados pelo mosquito aguentam até um ano sem água e que basta um único contato com a água, em até dez dias, para eles se transformem em mosquitos aptos a transmitir a doença. A bióloga alerta, no entanto, que não é suficiente vistoriar o próprio quintal, se o vizinho não fizer a sua parte. 

“O mosquito tem uma capacidade de voar até 800 metros. Se você não cuida, mas o seu vizinho cuida, ele pode ser picado por um mosquito que nasceu até 800 metros de distância da casa dele”, disse a pesquisadora. “Por isso, é tão importante que haja um esforço da comunidade em geral, de todo mundo”, completa. 

As vistorias devem ser feitas em caixas d’água, para verificar que estão vedadas, calhas de chuva, ralos externos, vasilhas de animais, bandejas de ar-condicionado e de geladeiras, além de vasos sanitários desativados ou pouco utilizados e todos os outros locais que possam acumular água. 

Agência Brasil

Remédio para convulsões é usado para emagrecer e causa efeitos colaterais

Pessoas que usam o remédio topiramato, descoberto nos EUA em 1979 para combater convulsões, como emagrecedor relatam efeitos colaterais como adormecimento e formigamento em várias partes do corpo, náuseas, problemas de memória e muitas dificuldades com o reflexo motor, além de sonolência e dificuldade de concentração. 

O uso com essa finalidade se tornou mais comum há dois anos, quando a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a venda de emagrecedores à base de anfetaminas e restringiu a venda de sibutramina. 

A proibição foi derrubada recentemente pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, mas essas substâncias ainda não voltaram às farmácias. 

Enquanto isso, muitas pessoas com problemas de excesso de peso têm resolvido procurar o topiramato (Topamax). O remédio já tem sites criados por fãs e grupos de discussão. 

Os efeitos colaterais relatados por usuários do remédio indicam risco para quem dirige automóveis ou máquinas ou que esteja envolvido em atividades que exijam alto grau de concentração. 

Médicos afirmam que, como acontece com todo medicamento, o uso de topiramato requer atenção e cuidados por parte do profissional que o indica, mas também apontam que a droga pode de fato trazer benefícios a pessoas com excesso de peso. 

Editora de Arte/Folhapress

Depressão e peso 
A jornalista e especialista em comunicação Adriana Santos, 41, coordenadora do canal Minas Saúde, afirma ter começado a tomar topiramato por indicação de um psiquiatra. Ela diz ter sido sempre uma mulher magra, mas teve um aumento de peso durante um período de depressão. A doença, somada a medicamentos para combatê-la, fez com que Adriana engordasse quase 10 quilos. 

"Tive formigamento nos pés e nas mãos e alterações de memória já nas primeiras semanas de uso. Mas, em compensação, o topiramato me ajudou no sono", afirma a jornalista, que perdeu rapidamente seis quilos e abandonou o medicamento após um ano. "Embora tenha me ajudado em uma fase da minha vida, eu acho que não tomaria o remédio novamente", diz. 

Jaqueline da Silva afirma que está tomando o medicamento de 12 em 12 horas por prescrição de um endocrinologista. Ela relatou em um grupo de discussão os benefícios e efeitos colaterais que o medicamento vem causando. 

"Tomo o remédio há cerca de um mês e já perdi 3,2 quilos. Mas, com os quilos, também se foi a paciência. Mas esse remédio realmente tira a fome", postou. 

Já Fernanda Costa, 30, relatou sua infelicidade em ter de deixar o medicamento após perceber que ele a estava prejudicando ao ponto de impedir que tirasse o carro da garagem. Ela afirma que chegou a bater no carro do marido, durante uma manobra, e atribuiu o acidente ao uso do medicamento. 

"Infelizmente tenho de usar os carros todos os dias para ir à faculdade", conta. 

Ação da droga 
O anticonvulsivante agiria numa área do cérebro que controla a saciedade, mas a substância também tem sido usada como coadjuvante no tratamento de transtornos de humor e até no combate à dependência de álcool e outras drogas.

Na história da medicina, vale dizer que não são incomuns medicamentos descobertos com uma finalidade que passam a ter uso completamente diverso. 

Para o médico Henri Bischoff, especialista em controle do metabolismo, a proibição de anfetaminas pela Anvisa deixou os médicos "à mercê de medicamentos que não têm como objetivo o emagrecimento, mas como um de seus efeitos colaterais". 

"As anfetaminas, bem ou mal, cumpriam seu papel de controle da compulsão alimentar", afirma Bischoff. "O topiramato tem como principal efeito [colateral] a retirada da fome à noite. Ele deve ser sempre iniciado em dose baixa para minimizar os efeitos [ruins]", declara. 

O médico afirma que só indicaria o topiramato para emagrecer se o paciente tivesse índice de massa corporal maior que 30 (o que indica obesidade) e fosse refratário a outros medicamentos. 

Segundo Danilo Antônio Baltieri, professor da Escola de Medicina Fundação ABC e integrante do Grupo Interdisciplinar de Estudos sobre o Álcool e Drogas do Instituto de Psiquiatria do HC, estudos apontam que usuários do topiramato têm redução de peso que vai de 6% a 16% nos primeiros quatro meses de uso. 

Para o médico e psiquiatra, a atenção que o topiramato vem recebendo como emagrecedor é justificável, mas faltam registros científicos sobre o abuso dessa medicação. 

Baltieri afirma ainda que o mecanismo neurobiológico pelo qual o medicamento leva à perda de peso não é totalmente conhecido.

Folhaonline

EUA fecham o cerco a medicamentos com paracetamol

Conheça os riscos do paracetamol para a saúdeA FDA (agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos) publicou uma norma em que recomenda a médicos que parem de prescrever drogas vendidas com receita que tenham doses superiores a 325 mg de paracetamol associadas a outra substância–como o Vicodin, que não é vendido no Brasil. 

O paracetamol é um analgésico comum presente em medicamentos vendidos com prescrição médica e em remédios disponíveis nas gôndolas das farmácias, como o Tylenol. 

A resolução da agência vem na esteira de uma série de regulações prévias sobre a substância e de estudos clínicos que relacionam o composto a graves danos ao fígado. 

O problema que a regra tenta resolver é o de pessoas que usam pílulas que combinam algum medicamento ao paracetamol sem saber da presença do analgésico na fórmula e acabam tomando outro remédio que também tenha o paracetamol ao mesmo tempo. 

Casos graves de danos ao fígado ocorreram em pacientes que tomaram mais de um remédio com paracetamol ou uma dose maior do que a recomendada em 24 horas (3 g) e ingeriram álcool com o remédio, segundo a agência.

Folhaonline

Diabetes descontrolada é responsável por 80% das doenças da retina

Consulta regular com oftalmologista é importante
para identificar problemas na retin
a
Retinopatia diabética é a maior causa de cegueira no mundo; doença chega sem causar dor e pode ser evitada com controle dos níveis de glicemia e adoção de hábitos saudáveis 

Um levantamento realizado pelo Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo, na capital paulista, mostrou que cerca de 80% dos tratamentos para doenças da retina tratados na unidade são originados pelo diabetes não controlado. 

A retinopatia diabética é uma das principais causas de cegueira no mundo, assim como o glaucoma, entre outras doenças degenerativas da visão. Os especialistas do hospital enfatizam que, mesmo após cirurgias e tratamentos, a doença pode voltar mais agressiva, caso o diabético não adote hábitos saudáveis de vida e não controle seu níveis glicêmicos. 

“A doença é silenciosa e o paciente não sente dor. Só consegue perceber quando está com dificuldades para enxergar e, em alguns casos, chega ao especialista quase cego.”, ressalta o oftalmologista André Rodrigues de Castro, do Hospital de Transplantes. 

A retina é um tecido do olho responsável pela formação das imagens e objetos visualizados. O diabetes mal controlado pode causar alterações na retina com complicações que levam à cegueira temporária ou permanente. Quando o diabetes está descompensado, acontecem os edemas maculares, popularmente conhecidos como inchaço da retina. 

O edema muitas vezes pode ser curado com o rígido controle do diabetes associado aos novos tratamentos à base de injeções intraoculares. O diabético precisa manter sua medicação em dia, além de uma rotina de exercícios físicos diários, horários regulares para alimentação (com orientação de nutricionista), eliminar excesso de doces, refrigerantes, frituras e gorduras de origem animal. É necessário também diminuir o sal, utilizar alimentos diet, controlar o peso e evitar cigarros e bebidas alcoólicas sempre. 

O diagnóstico para a retinopatia diabética é realizado com exames oftalmológicos de fundo de olho chamado mapeamento da retina. Além disso, podem ser solicitados exames como tomografia de coerência ótica, além do exame angiofluoresceinografia da retina. 

O tratamento consiste em injeções intraoculares de medicamentos, como anti-inflamatórios, agentes anti-VEGF (que agem atenuando o edema da retina), aplicações de laser e, nos casos mais graves, cirurgias (vitrectomia) podem ser necessárias. Os casos mais leves podem ser vistos uma vez por ano e os casos mais avançados precisam ser avaliados entre dois e três meses. Leia também: Olhos refletem o melhor e o pior do SUS.

“O ideal é que o paciente já realize os exames de fundo de olho logo após o diagnóstico de diabetes e que mantenha essa rotina anual de consultas ao oftalmologista, além de manter controlados seus níveis de glicemia para prevenir o aparecimento da doença”, explica Castro. 

 iG

Como enfrentar os efeitos do tratamento contra o câncer na vida sexual

Arquivo Pessoal
Maria José Silva, 49 anos, teve câncer de mama em 2012
Além das questões emocionais, tratamento também tem consequências fisiológicas; retomada do prazer sexual é importante para qualidade de vida do paciente 

Logo no começo do tratamento era um misto de todos os medos. Medo de morrer, de retirar o seio, do tumor de oito centímetros. Medo de não suportar. Também existia o medo do tratamento, de ficar feia e que o casamento de 27 anos fosse ralo abaixo. A urgência era garantir a vida que escorria pelo lado direito do corpo. O coração, mais para o lado esquerdo, precisava de acalanto e o sexo precisava esperar. 

“Durante o tratamento, a minha vida sexual ficou espaçada. O corpo não colabora. A cabeça até está boa. Há libido, mas com a quimioterapia não há o que resista. Quem vai querer transar com todo aquele enjoo?", questiona a enfermeira Maria José Silva, de 49 anos. Ela iniciou a quimioterapia em novembro de 2012 e em maio de 2013 retirou a mama direita. "Sentia dor no seio, vergonha do meu corpo. Como poderia cobrar que o meu marido tivesse desejo por mim, se nem eu queria me olhar? Fui mutilada e a mama é o carro chefe do sexo, não é?” 

O relato de Maria José não é exceção e nem resultado de qualquer negligência médica ou coisa similar. Além das questões emocionais que impactam na retomada da vida sexual, o tratamento contra o câncer também tem consequências fisiológicas. Principalmente quando os tumores estavam localizados na mama, ovários e útero e, no caso dos homens, na próstata. 

“A quimioterapia traz alterações hormonais, muitas vezes ocorre a secura vaginal", explica a psicóloga Daniela Barsotti Santos, da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da USP de Ribeirão Preto. 

O oncologista clínico José Fernando do Prado Moura do IMIP, no Recife, explica que cerca de 5% dos pacientes curados do câncer de próstata apresentam problemas de ereção. “Há a libido, mas a radioterapia pode ocasionar alterações no nervo que não transmitem a libido para o pênis", explica. 

Moura também foi um dos pesquisadores de um estudo sobre a vida sexual de pacientes que tiveram câncer de colo de útero. “Este câncer tem uma particularidade, pois ocorre na parte final da vagina. A paciente percebe que algo está errado por causa de sangramentos e de dor no ato sexual. Outra coisa é que ele causado pelo vírus HPV que se transmite sexualmente”, diz. O câncer de colo de útero tem curabilidade de 60 a 70%. 

O oncologista explica que quando a radioterapia é irradiada na pelve da mulher, atinge também a parte saudável da vagina. ”Ocorre o ressecamento e o estreitamento do órgão, o que causa dor no ato sexual. Além disso, o ovário diminui as funções do estrógeno e da progesterona, antecipando, em muitos casos, a menopausa”, disse. 

Ele explica que tratamento de reposição hormonal recupera a atividade dos ovários. Métodos de dilatação ou o ato sexual durante o período de tratamento de radioterapia são indicados para evitar o estreitamento da vagina. 

O bom pode voltar a ser ótimo 
Apesar das consequências fisiológicas do tratamento, boa parte dos pacientes conseguem reaver o prazer da vida sexual. Uma retomada que depende muito do estímulo do parceiro. 

O marido de Maria José é um bom exemplo. Durante o tratamento - tempo em que ela sentia muita dor - ele fazia os curativos, além de cuidar da casa e da filha de nove anos. "A estrutura familiar e o amor que ele me deu foi o que mais me ajudou a superar esta fase. Minha vida sexual está voltando. Antes era dia sim e dia também. Hoje está 70% do que era”, disse. Atualmente Maria José fez a primeira parte da cirurgia de reconstituição, mas ainda falta o mamilo e a auréola. 

O projeto Sexualidade e Cancêr de Mama entrevistou 139 mulheres afetadas pelo câncer de mama e mostrou que, pelo menos um ano após o diagnóstico, quase metade mantinha vida sexual ativa. “Muitas mulheres relataram que a vida sexual tinha acabado após o câncer, mas outras disseram que tinha até melhorado. O medo de ser abandonada pelo parceiro era algo presente, mesmo que por apenas um período, em quase todas elas”, diz a psicóloga Daniela Barsotti Santos, que fez parte da equipe pesquisadora. 

De acordo com Daniela, foi possível notar a prevalência de duas características entre as mulheres que reconquistaram a vida sexual. “Tem a questão do amparo afetivo e também de como a mulher vê o próprio corpo. É uma fase de autoconhecimento e reflexão", disse. 

E, apesar de algumas pessoas acreditarem que sobreviver ao câncer já é sorte suficiente - não se importam de não ter mais prazer sexual -, os médicos discordam. O sucesso do tratamento depende da qualidade de vida pós câncer, e a satisfação sexual é um dos fatores que a compõem. 

 iG

Aplicativo infantil sobre cirurgias plásticas é tirado do ar

Reprodução
Aplicativo estimula crianças a fazerem transformações
 estéticas na personagem
Em nota, o ex-presidente da Associação Britânica de Cirurgia Plástica Estética descreveu o app Plastic Surgery for Barbie como "sexista e perturbador" 

O Google e a Apple tiraram de suas lojas online um aplicativo no qual os jogadores realizam cirurgias plásticas nos personagens. 

Plastic Surgery for Barbie (Cirurgia Plástica para Barbie) é um jogo gratuito que consiste em incisões com um bisturi e até uma lipoaspiração em uma personagem que está acima do peso. 

Na descrição do game no Google Play, ela é descrita como "feia". 

Após vários procedimentos, a personagem aparece em uma versão muito mais magra e, então, os usuários podem comparar o seu corpo atual com o que ela tinha antes da plástica. 

O game era indicado para crianças acima de 9 anos. 

Apesar de o Plastic Surgery For Barbie ter sido removido da App Store (loja onlinte da Apple), ainda era possível acessar um outro semelhante, chamado apenas Plastic Surgery for Barbara. 

Os gráficos e objetivos era praticamente idênticos, mas o Plastic Surgery for Barbara é listado como apropriado para crianças de 12 anos ou mais. 

Em nota, o ex-presidente da Associação Britânica de Cirurgia Plástica Estética (Baaps, na sigla em inglês), Nigel Mercer, descreveu o aplicativo como "sexista e perturbador". 

"Esse app usa, sem nenhum escrúpulo, marcas ligadas a crianças (como a Barbie) para fisgar um público jovem e vulnerável, para então expor essas crianças a uma retórica sexista e perturbadora, visto que o ‘jogo’ critica o corpo de uma personagem que segue padrões irreais de beleza", disse. 

"Ainda mais chocante é o fato de o aplicativo estimular crianças a usar a cirurgia – chegando ao ponto de incluir imagens como seringas, bisturis e cânulas de lipossucção para 'consertar' a paciente, que é descrita como 'menina infeliz'." 

A marca Mattel, que produz as bonecas Barbies, deixou claro que não tem nenhuma relação com o app. 

Delas

Como estabelecer uma rotina saudável para o seu bebê

O sono é a chave para introduzir a rotina ao bebê
Ter horários para os principais acontecimentos do dia só traz benefícios: entenda como os hábitos da criança estão interligados e aprenda a adotá-los 

Que mãe não sonha proporcionar ao filho autoconfiança, segurança e tranquilidade em todos os minutos de sua vida? O passo inicial para uma tarefa tão nobre é simples: criar uma rotina para as principais atividades do dia do bebê. 

“Através da rotina a criança se organiza em sua estrutura física e psíquica e se adapta às tarefas diárias. Ela se sente mais segura, pois saber o que vem a seguir diminui muito a ansiedade”, afirma a pediatra Desirée de Freitas Valle Volkmer, chefe do serviço de neonatologia do Hospital Moinhos de Vento. “A rotina permite à criança se desenvolver em seu melhor”. 

Marianne Paiva Carneiro, pediatra da Vaccini – Clínica de Vacinação e membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), acrescenta que a rotina é benéfica e necessária por causa da relação entre os “compromissos” do bebê. “Na primeira fase da vida, tudo está interligado. Quando ele não dorme bem, não come nem brinca bem”, exemplifica. 

Desde os primeiros dias 
Por menor que seja seu filho, pode ter certeza: ele entende a padronização de hábitos. De acordo com as pediatras, as rotinas a serem trabalhadas com as crianças desde o início da vida são os horários de dormir e de acordar, de tomar sol e de tomar banho. A alimentação só entra na agenda a partir do sétimo mês, quando acaba a fase de aleitamento exclusivo – que elas recomendam ser dado por livre demanda, ou seja, sempre que houver fome, impossibilitando o estabelecimento de uma rotina de imediato. 

“Bebês acordam cedo, entre 6h e 7h, independentemente do horário em que tiverem ido dormir”, explica Marianne. “Esse é um hábito ao qual os pais precisarão se adaptar. Não adianta colocar o filho no berço à meia-noite, achando que assim ele acordará mais tarde no dia seguinte, porque não vai dar certo. Ele despertará cedinho e terá um dia menos produtivo, em que não comerá direito, não conseguirá ser feliz”, adverte. 

A médica sugere que o deitar seja entre 19h e 20h. No grande período em que a criança estiver acordada, deve tomar sol por pelo menos meia hora até as 9h (para evitar a exposição aos raios nocivos do sol) e banho logo depois disso. Quando começar a alimentação pastosa, as refeições principais devem ser ao acordar (café da manhã), ao meio-dia (almoço) e às 18h (jantar). Os lanches serão às 9h, às 15h e pouco antes de dormir (este último é normalmente uma mamadeira). Os intervalos abrigarão sonecas e os momentos de brincadeiras dentro de casa, de acordo com a disposição do bebê. 

Esses horários podem ser minimamente alterados para serem ajustados ao cotidiano dos pais, mas as crianças não devem, de maneira alguma, ser submetidas integralmente à rotina dos adultos. “É muito estressante no início da vida”, opina Desirée. Marianne detalha: “Elas acabam se tornando agitadas, nervosas, irritadas”. 

Estratégias simples e eficazes 
É fácil ajudar o bebê a reconhecer a rotina. Uma boa estratégia, indicada por Marianne, é determinar um hábito que anteceda a rotina em si. Por exemplo: cantar sempre a mesma música para acordá-lo, tirar a roupinha dele antes do banho na mesma ordem todas as vezes, eleger uma cantiga de ninar para repetir diariamente. 

“A criança pequena entende e aceita a rotina, pois sabe que precisa dela para viver bem”, afirma a pediatra. “Ela própria relaciona os hábitos repetitivos aos momentos felizes por que passa: dormir bem, ter bom humor, ser calma”. 

Correndo atrás do tempo perdido 
Os pais que não estabeleceram uma rotina desde o início da vida do filho e agora veem toda a família com horários descontrolados podem perfeitamente recuperar o prejuízo e colocar a casa nos eixos. O primeiro hábito a ser regulado deve ser a hora de dormir. Marianne justifica: “A partir dele, todos os outros vão se encaixando naturalmente, como em uma engrenagem”. 

No começo, a criança pequena relutará, brigará com o sono, não quererá ficar no berço mais cedo de jeito nenhum. Manter a calma é muito importante nessa fase. “Os pais precisam entender que a disciplina faz parte da educação dos filhos. Muitas vezes é necessária uma reorganização de toda a família”, diz Desirée. 

Quando o sono do pequeno estiver em dia, ele terá mais disposição e será simples dar-lhe refeições e banhos nos horários planejados. Com disciplina mútua, ele ficará mais feliz e toda a família viverá melhor. 

Sem estresse e com bom senso ]
A recomendação de colocar a criança no berço até as 20h não quer dizer que os pais precisem suspender todo e qualquer programa cujo horário extrapole esse limite. Quebrar a rotina de vez em quando está liberado. “Desde que o conforto do bebê esteja garantido, não tem por que sair correndo de um restaurante ou de uma festa porque já se aproxima o horário do sono”, diz Marianne. “Se forem rígidos demais, todos correrão o risco de perder experiências incríveis”.

O que não pode acontecer é essa quebra se tornar um hábito. “A rotina diária e seu cumprimento exigem bom senso para que a família possa garantir o bem estar das crianças. Elas precisam de tranquilidade para um bom desenvolvimento”, finaliza Desirée. 

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