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terça-feira, 12 de julho de 2011

Novo teste produzido na Fiocruz confirma o HIV em 20 minutos

Teste confirmatório será distribuído pelo Ministério da Saúde na rede pública a partir do segundo semestre

(Stock.Xchng, divulgação)O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz), responsável pela produção de vacinas, reativos e biofármacos, desenvolveu um exame que comprova o diagnóstico do HIV em cerca de 20 minutos. Atualmente, a espera pela confirmação pode chegar a um mês.

O teste confirmatório imunoblot rápido DPP® HIV 1/2 será distribuído pelo Ministério da Saúde na rede pública a partir do segundo semestre de 2011. Com margem mínima de erro, o kit garante vários benefícios aos portadores da doença, que vão da agilidade no diagnóstico ao desempenho em termos de sensibilidade e especificidade.

Fonte zero Hora

Doenças podem levar à perda da visão na idade adulta

Psicóloga diz que quando a pessoa fica cega depois de haver enxergado por anos, é necessário dar um novo sentido à vida

As luzes se apagam, o mundo fica sem cor. De repente, a escuridão toma conta de sua vida e o diagnóstico médico informa: você não poderá mais enxergar. Desespero, angústia, revolta, vontade de não viver mais. Após ter desfrutado da visão durante anos, por alguma doença ou acidente você se vê forçado a experimentar a difícil perda de um dos sentidos mais importantes da vida.

Assim aconteceu com a estudante Fabiane da Silva Alves, 31 anos, que herdou a miopia do pai. Ela conta que sofre com a doença desde criança. Tudo se agravou depois de sofrer um acidente doméstico e ter deslocamento de retina. Fabiane lembra que, a partir daí, a mãe passou a lhe ajudar a cuidar dos seus três filhos. Quando ficou totalmente cega, o mais novo tinha apenas dois anos.

— Minha maior preocupação é que os meus dois filhos mais velhos já têm a doença — conta.

Para o oftalmologista especialista em visão subnormal e estrabismo Fausto Stangler, a visão é muito mais do que a impressão geral de enxergar letras pequenas no consultório. Ela é o sentido mais complexo do organismo.

— O sistema visual pode ser comparado a uma máquina, resumido em três componentes principais, análogos a um sistema de filmadora (o olho) ligada por um cabo (o nervo óptico) ao monitor (o cérebro). Uma falha em qualquer um dos componentes pode comprometer o resultado final — explica Stangler, médico do Centro de Reabilitação Visual do Hospital Banco de Olhos de Porto Alegre.

Conforme a assistente social do Instituto da Audiovisão (Inav) Katia Pasquali Dosso, quanto mais cedo a família procurar atendimento em uma entidade especializada, melhor. Os institutos oferecem oportunidades de educação, habilitação e reabilitação visando à inclusão de pessoas surdocegas, cegas ou com baixa visão, associadas ou não a outras deficiências, sem limite de idade.

— Os adolescentes e adultos participam de um grupo de apoio no qual trocam experiências. Isso ajuda no processo de convivência com a deficiência — complementa Katia.

Há quase dois anos como instrutor de informática, Édson Dávila de Miranda, 18, já foi aluno do Inav e hoje ensina o que aprendeu a outros deficientes visuais. Ele conta que já nasceu com glaucoma congênito no olho esquerdo, mas com 12 anos perdeu totalmente a visão nos dois olhos.

— O importante é não se deixar abater. Tenho uma vida normal, viajo, estudo, trabalho e vou a festas — conta.

"Hoje enxergo com o coração"
Josué João Machado, 58 anos, casado há 34 com Aurea e pai de três filhos, sempre teve problemas com miopia. Mas a falta de visão se agravou em 2003, quando viajava com a família para a praia. Ele estava dirigindo, tentou ultrapassar um carro e teve que desistir porque sentiu que algo estava diferente.

— Conforme os médicos me explicaram, além das complicações com alto grau de miopia, também tenho uma degeneração de retina com a visão periférica — diz.

Machado conta que continuou trabalhando com processamento de dados e dirigindo até 2005, depois não foi mais possível. Mesmo procurando dirigir somente durante o dia, a perda da visão se agravou.

— Depois de 33 anos de trabalho, em 2007 me aposentei por invalidez. Mas a gente vai se adaptando e busquei vários especialistas. No Banco de Olhos de Porto Alegre, me indicaram um recurso monocular, que é uma espécie de telescópio adaptado a um óculos, para que eu possa pelo menos ver TV, além de uma lupa que uso para leitura. Mas num jogo de futebol na televisão, não enxergo a bola — explica.

Recentemente, Machado foi a São Paulo e se ofereceu para participar de uma experiência com células-tronco que seria o tratamento definitivo para o seu problema.

— O que tiro de bom em função da minha perda é que estou tendo tempo de fazer coisas que não fazia antes. Fui em busca de meditação espiritual e estou me dedicando ao violão, que não tocava desde os 15 anos — afirma.

Machado diz que hoje enxerga com o coração e dá valor à família, que sempre lhe apoiou, e aos seus cães.

— Antes achava ridículo ver aquelas pessoas passeando com os seus cachorros e hoje tenho a companhia deles para ir até a rua — comenta.

Orientação

A psicóloga Joselaine de Barros trabalha há dois anos com cegos na Associação dos Pais e Amigos dos Deficientes Visuais (Apadev). Ela acredita que quando a cegueira acontece na fase adulta, a pessoa tem que dar um novo significado à vida.

— Depende de cada caso, pois tem familiares que entendem, outros acham que o deficiente visual se torna um peso em sua vida. Outros ainda pensam que ao irem a uma instituição, terão um tratamento mágico e que a doença pode ser revertida. A gente sabe que não é bem assim e tenta orientar o cego e a família para aceitarem e terem independência para fazer as suas coisas — analisa.

Prevenção

Oftalmologista há 18 anos, Marcelo Paglioli explica as causas mais comuns que podem levar à deficiência visual.

:: Quais são as principais causas de cegueira?
Marcelo Paglioli: No adulto, a catarata, considerada a maior causa de cegueira no mundo, o glaucoma, que pode destruir o nervo óptico, o diabetes, que afeta os vasos sanguíneos do olho, e a degeneração macular relacionada à idade. Outras incluem traumatismos, descolamento de retina, infecções, tumores e hipertensão arterial. Já nas crianças, a deficiência visual é causada por anomalias do desenvolvimento, infecções transplacentárias e neonatais, como por exemplo a toxoplasmose, a rubéola e a sífilis.

:: A perda da visão é mais comum em homens ou mulheres? Tem alguma faixa etária específica?
Paglioli: A perda da visão na degeneração macular, área central da retina na qual a pessoa enxerga melhor, é mais comum nas mulheres com prevalência na terceira idade. Dentre os fatores de risco, a idade após os 40 anos é mais frequente e aumenta em até seis vezes se você tiver mais de 60 anos. A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é a causa mais comum de cegueira irreversível no Ocidente. Cerca de 10% das pessoas entre 65 e 74 anos e aproximadamente 30% dos maiores de 75 anos são afetados em alguma extensão pela DMRI. Essa doença afeta a retina na região com maior capacidade visual.

:: A cegueira pode ser hereditária?
Paglioli: A mãe pode transmitir ao feto através da toxoplasmose, que pode levar à cegueira. Outras doenças genéticas, como a retinose pigmentar, também podem levar à perda da visão na vida adulta.

:: Uma pessoa que está perdendo a visão pode recuperá-la?
Paglioli: Essa pessoa deve procurar imediatamente seu médico para tratar as doenças que são passíveis de tratamento, como o glaucoma, a diabete e a catarata. A prevenção é sempre o melhor caminho, através de consultas periódicas. Quando não há mais tratamento, como no caso de lesões do nervo óptico pelo glaucoma ou retinopatia diabética não tratada, as pessoas devem ser encaminhadas a centros especializados no auxílio à readaptação do dia a dia sem visão.

Fonte Zero Hora

Apoio às famílias aumenta índice de cura de leucemia em crianças

Em menos de 30 anos, hospital especializado em câncer pediátrico no Recife quase triplicou sua taxa de sucesso

O Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip), no Recife, aumentou o índice de cura de crianças com leucemia de 29%, na década de 1980, para 80%, na primeira metade da década de 2000. A melhora ocorreu após a criação de um programa que garante a permanência da família no Recife, aumentando a adesão ao tratamento. Outra frente combate o diagnóstico tardio - a primeira causa de morte por doenças na faixa de 5 a 19 anos.

Leo Caldas/AE
Leo Caldas/AE
Em tempo. Josefa Barbosa e o filho Ryan, diagnosticado cedo
 
A experiência foi apresentada no Rio pelo médico Francisco Pedrosa, diretor do Serviço de Oncologia Pediátrica do Imip, no 1.º Fórum de Oncologia Pediátrica, realizado pelo Instituto Desiderata. Nos anos 80, Pedrosa estranhava a diferença entre o índice de cura do St. Jude Children"s Research Hospital, nos Estados Unidos, de cerca de 70%, e a do Imip. A "tremenda pobreza" era a causa principal, diz.

"A mãe vinha acompanhar o filho doente e o pai ficava no agreste, para cuidar dos outros filhos. Às vezes tinha de parar de trabalhar. Com dois dias de tratamento, ele batia no hospital para levar a mulher de volta." O índice de abandono era de 20%.

Em 1985, foi fundada a ONG Núcleo de Atenção à Criança com Câncer (Nacc), para dar apoio às famílias dos pacientes. Além de fornecer cesta básica mensal, garante a estadia no Recife durante o tratamento.

Hoje, a organização tem um edifício de dez andares, no bairro Aflitos, onde 120 crianças se hospedam com seus acompanhantes. Artigo publicado no Journal of the American Medical Association (Jama) mostrou que a atuação do Nacc reduziu o índice de abandono para 0,2%, entre 2000 e 2005. O serviço se mantém, principalmente, com doações dos usuários.

Pedrosa também viajou até o Tennessee para conhecer de perto a experiência do St. Jude. Voltou com um convênio para treinar médicos, enfermeiros e psicólogos nos EUA, além de um sistema de telemedicina que permite a discussão de casos em tempo real. O Imip foi reformulado e as enfermarias passaram a ter dois leitos. "O que mata mais o paciente oncológico pediátrico não é o câncer, mas a infecção hospitalar", explica Pedrosa. As mortes por infecção caíram de 30%, nos anos 80, para 7%, entre 2000 e 2005.

Na década de1980, o Imip recebeu 101 pacientes com leucemia e 29 sobreviveram. Na primeira metade dos anos 2000, 226 crianças com a doença foram tratadas ali e a sobrevida foi de 80%. A mortalidade pelas demais formas de câncer ainda não havia diminuído - estava em 60%. "Os pacientes chegam em estágio extremamente avançado, com metástase em vários órgãos. Ele responderá mal ao tratamento no Recife, nos Estados Unidos ou na China", afirma Pedrosa.

Diagnóstico. Aos 2 anos, Ryan Barbosa, morador de Orobó, no agreste pernambucano, sentia uma leve dor no pé e tinha manchas roxas nas pernas. A mãe, a dona de casa Josefa Barbosa, então com 26 anos, achou que não era grave. No posto de saúde, ouviu que podia ser virose. O menino, sempre levado, ficou abatido por uma febre que não passava.

Uma agente de saúde do Posto de Saúde da Família, em visita de rotina, estranhou o estado de Ryan. Ele foi atendido em Limoeiro, a 36 quilômetros de casa. Feito o diagnóstico de leucemia, Ryan passou a ser atendido no Imip, há 1 ano e 10 meses. Hoje, ele passa por quimioterapia oral em casa. "O médico disse que a chance de cura é alta, porque descobriram cedo", diz Josefa.

 
Fonte Estadão

Nova lei regula prazo de rémedio

A partir de setembro, o governo terá um prazo de 180 dias para decidir se vai atender ou não as solicitações de sociedades médicas do País relacionadas à inclusão de novos remédios na lista de medicamentos do Ministério da Saúde. A medida já foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff. A lei anterior, de 1990, não determinava prazo para a liberação das drogas de alto custo – preço de até R$ 100 mil por semana. Alguns pacientes chegaram a esperar até dois anos para conseguir o medicamento, atraso que resultou em vários processos judiciais.

As sociedades médicas ouvidas pela reportagem criticam a demora na liberação de novas drogas pelo Ministério e dizem que os profissionais vivem um dilema: muitas vezes, sabem que o remédio pode beneficiar o paciente, mas são punidos se receitá-lo no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) sem que ele conste na listagem do governo.

Paralelamente, a Justiça também é acionada por conta de interrupções no fornecimento de remédios já previstos pelo SUS: desde março, o JT tem publicado cerca de um caso por mês de falhas desse tipo.

Na semana passada, uma garota de 10 anos, portadora de uma doença genética chamada mucopolissacaridose (MPS), morreu após passar três semanas sem o remédio. Entre março e abril, a reportagem divulgou histórias de pacientes com linfoma, aids e esquizofrenia que tiveram seus tratamentos interrompidos pela falta dos remédios. Após esses episódios, no fim de abril, a presidente Dilma sancionou a nova lei, de número 12.401.

“A lei anterior (de 1990) não tinha nenhuma disposição tratando de como deveriam ser incorporadas as novas tecnologias nos protocolos de saúde”, diz o advogado Julius Conforti, especializado em saúde. Só no ano passado, o Ministério da Saúde gastou R$132,58 milhões em drogas de alto custo obtidas judicialmente – valor 5.000% maior em relação a 2005. “Há maior conscientização sobre o direito à saúde e a própria comunidade médica tem dado o caminho das pedras para o paciente ter acesso aos remédios.”

O bancário Wanderley Leocádio Almeida é um dos pacientes que buscam na Justiça a esperança de continuar a se tratar. Ele sofre de câncer no sistema linfático (linfoma) desde 2007 e luta para voltar a receber o remédio Rituximabe, suspenso desde setembro de 2010 – quando o subtipo da doença que ele apresenta deixou de ser contemplado pelo SUS. “Continuo lutando pelo meu direito e por mais alguns anos de vida”, lamenta.

A judicialização da saúde foi discutida pelo ministro Alexandre Padilha (Saúde), na semana passada em um evento inteiramente dedicado ao assunto: o Seminário Nacional sobre Judicialização da Saúde, em Brasília. Segundo Padilha, “a incorporação tecnológica, se feita por pressão da demanda judicial, significa necessariamente desorganização do processo de planejamento dos orçamentos das gestões estaduais e municipais”.

Enquanto determinadas drogas não são incorporadas, médicos dizem viver um drama de consciência. “Se prescrevermos um remédio que não está no protocolo do SUS, o paciente vai à Secretaria de Estado da Saúde ou entra com uma ação e acaba recebendo, mas quem prescreveu leva um puxão de orelha”, diz Márcio Passini, presidente do Comitê de Doenças Osteometabólicas da Sociedade Brasileira de Ortopedia. Segundo ele, na rede pública faltam bons produtos contra a osteoporose. “A eficácia dos que existem não é confiável.”

O médico Cármino de Souza, presidente da Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, também faz críticas. “O Brasil não tem uma política de assistência farmacêutica ágil. A medicina tem evoluído muito, mas a incorporação de novas tecnologias de remédios é lenta, traumática e polêmica”, diz. O Ministério da Saúde argumenta que os protocolos clínicos do SUS são atuais e devem ser seguidos (leia mais abaixo).

Fonte Estadão

Cirurgião espanhol realiza 1º transplante no mundo de 2 pernas

Valência (Espanha) - O cirurgião espanhol Pedro Cavadas concluiu nesta segunda-feira no Hospital La Fe de Valência o primeiro transplante bilateral de pernas realizado no mundo, segundo informaram fontes do centro médico.

A intervenção realizada por Cavadas, com apoio da equipe de profissionais do hospital público La Fe, começou na noite de domingo e terminou na manhã desta segunda-feira.

Trata-se da primeira vez no mundo que se realiza um transplante destas características e para realizá-lo foi fundamental a coordenação entre a Organização Nacional de Transplantes (ONT) e as equipes de profissionais da Fundação Pedro Cavadas e de médicos da rede pública valenciana.

Para realizar a intervenção, de "alta complexidade", não havia antecedentes nem experiências prévias, segundo as fontes, que não divulgaram dados sobre o paciente operado.

Segundo as fontes, Cavadas avalia ser necessário esperar pelo menos 48 horas para poder divulgar mais informações e apelaram à confidencialidade da doadora e do paciente.

O Diário Oficial da Comunidade Valenciana publicou em 4 de maio de 2010 a autorização concedida ao Hospital La Fe de Valência pela Secretaria de Saúde para o transplante de membros inferiores por um período de quatro anos.

Em 18 de agosto de 2009, o cirurgião Pedro Cavadas já havia realizado o primeiro transplante do mundo de rosto que incluiu mandíbula e língua, em um homem de 43 anos que recebeu alta cerca de um mês depois da intervenção.

O cirurgião é também o autor do primeiro transplante bilateral de antebraços e mãos em uma mulher colombiana, Alba Lucía, que foi operada em novembro de 2006 e que recebeu alta um ano e meio depois.

Além disso, em novembro de 2008, o médico conseguiu reimplantar a perna direita em um jovem de 20 anos que havia sido amputada em um acidente de trabalho.

Fonte Estadão

Anvisa quer novas regras para laparoscopia

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pôs em consulta pública um conjunto de novas regras para melhorar a segurança das clínicas de laparoscopia. O texto, discutido por um ano com representantes de várias especialidades médicas, define, por exemplo, como deve ser feito o procedimento de limpeza dos instrumentos usados. Quando a desinfecção não é feita da forma adequada, o paciente fica exposto a uma série de infecções, como hepatites B e C.

Robson Fernandjes/AE - 18/9/2003
Robson Fernandjes/AE - 18/9/2003
Técnica. Limpeza do aparelho deve ser regulamentada
 
"Ha muitas clínicas ruins, que não observam regras básicas de segurança com o material", avisa o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, o gastroenterologista Flavio Egima.

Fabiana Sousa, especialista em vigilância sanitária da Anvisa, dá um exemplo da falta de cuidado nessa área: "Um profissional trabalhando em esquema de mutirão realizou em um único dia mais de 30 exames de colonoscopia com apenas um aparelho." Se as técnicas de desinfecção tivessem sido adotadas, ele teria levado pelo menos 40 minutos entre um procedimento e outro. A colonoscopia é o exame feito por endoscopia para identificar problemas no reto e no intestino grosso.

Egima diz que nem todas as clínicas que fazem o exame seguem as medidas de limpeza, que vão da lavagem cuidadosa do endoscópio ao uso de um produto saneante, encarregado de eliminar os micro-organismos.

Comprovação difícil. No Brasil, não há estudos sobre infecções contraídas durante laparoscopia. Dados internacionais estimam que o risco é de 1 caso a cada 1 milhão de exames. "Mas essa estatística deve ser analisada com cuidado, porque é difícil comprovar a relação entre infecção e exame", adverte Fabiana.

Muitas vezes, o paciente descobre a infecção tempos depois da realização do exame. Por isso, esquece de fazer uma relação entre causa e efeito.

A resolução traz normas específicas sobre a infraestrutura dos serviços. As regras variam de acordo com a complexidade do procedimento. Nas clínicas em que o paciente não precisa ser sedado, a infraestrutura é mais simples. Naquelas em que o paciente tem de receber anestesia, as exigências são maiores.

"A resolução traz, num só documento, regras que estavam esparsas", avalia Egima. Ele diz que não era raro encontrar clínicas que alegavam desconhecimento das exigências.

Entre as especialidades médicas que participaram do preparo do texto estão gastroenterologia, otorrinolaringologia e ginecologia. As regras propostas pela resolução ficarão em consulta pública durante 60 dias.

 
Fonte Estadão

Gordura com célula-tronco é usada para aumentar seio

Parece o sonho de toda mulher insatisfeita com o próprio corpo: tirar um pouco da gordura onde ela for indesejada e aplicá-la nos seios para equilibrar a silhueta.

Uma técnica desse tipo foi divulgada pelo cirurgião austríaco Karl-Georg Heinrich, especialista em tratamento regenerativo e estético com células-tronco, na Conferência ICAS (International Cell Assisted Surgery) que aconteceu em maio deste ano, em Istambul, na Turquia.

Ao invés de próteses de silicone, o cirurgião utiliza depósitos de gordura da própria paciente, enriquecida com células-tronco.

O método foi desenvolvido no Japão em 2003, como alternativa à reconstrução da mama após o câncer com implantes de silicone.

A gordura é lipoaspirada de depósitos do corpo, geralmente a partir do bumbum, quadris e coxas. As células-tronco são extraídas do tecido adiposo, se desenvolvem em gordura corporal processada e são injetadas sob a glândula mamária e a pele.

A silhueta dos novos seios é moldada manualmente pelo cirurgião.

Em entrevista à Folha, Heinrich diz que a cirurgia é menos invasiva do que a que usa próteses de silicone.

"O aumento da mama pode ser realizado com anestesia local e não deixa cicatrizes visíveis depois de alguns meses. Após o procedimento, os pontos se fecham sozinhos e se curam como a incisão de uma injeção."

De acordo com o médico, a operação pode durar um dia inteiro, por conta de todas as etapas, mas a paciente volta para casa no mesmo dia.

Na clínica que leva o nome de Heinrich, localizada em Viena, o procedimento custa cerca de 7.500 euros.

RESSALVAS

Omar Lupi, especialista em biologia molecular e consultor da clínica do banco de células-tronco Cryopraxis, faz algumas ressalvas.

"Na utilização médica, a técnica ainda não é completamente dominada. A célula-tronco é colocada numa placa de gordura com determinadas substâncias e moléculas, e começa a produzir células adiposas ou musculares. Mas o processo demanda uma retirada de volume muito grande", afirma.
Segundo Lupi, a quantidade de células-tronco que pode ser aproveitada é muito pequena -cerca de 0,5%. O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Sebastião Nelson Edy Guerra, também faz críticas à novidade.

"Tem muito mastologista que condena a técnica, pois algumas gorduras podem apresentar calcificações, que podem ser confundidas com calcificações patológicas", afirma. Para ele, mais estudos são necessários.

"Ainda não temos um acompanhamento a longo prazo. As células-tronco são muito mais usadas nas regenerações do que na cirurgia plástica. É um embrião em franca evolução."

Editoria de Arte/Folhapress


Fonte Folhaonline

Cérebro pode ser treinado para apagar lembranças ruins


Cientistas suecos afirmam que reprimir lembranças --entre elas, as ruins-- por muito tempo pode fazer com que as esqueçamos completamente. Mais: o cérebro é capaz de ser treinado para realizar tal feito.

Essa é a conclusão da pesquisa realizada por uma equipe da Universidade Lund, na Suécia. Segundo ela, o domínio da "técnica do esquecimento" seria útil às pessoas que sofrem de depressão ou de estresse pós-traumático.

Os pesquisadores recorreram a scanners para monitorar as partes do cérebro que se tornaram ativas quando voluntários tentaram esquecer uma lembrança. Eles também identificaram o exato momento em que a memória é "apagada".

Essas descobertas ajudam a entender mais sobre o processo de arquivar --ou, no caso, extinguir-- acontecimentos do passado.

O autor do estudo, Gerd Thomas Waldhauser, explica: "Quanto mais informação é suprimida, maior é a dificuldade para recuperá-la. Se as memórias forem suprimidas por um período de tempo mais longo, será extremamente difícil recuperá-las."

Waldhauser acrescenta que o estudo confirma que podemos esquecer fatos de forma deliberada.

Fonte Folhaonline

Apneia causa problemas de pressão alta, mostra estudo

Pela primeira vez, um estudo mostra que pessoas com apneia tem alterações na função dos vasos sanguíneos da mesma forma que aqueles que têm pressão alta.

O problema de reatividade dos vasos, que faz com que eles se fechem mais, aumenta o risco de hipertensão e de problemas cardíacos. A conclusão é de uma pesquisa da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, publicada no periódico "Hypertension", da Associação Americana do Coração.

A apneia é o fechamento das vias aéreas superiores que leva a pausas na respiração durante o sono. Estima-se que um terço da população da cidade de São Paulo tenha o problema.

Segundo o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão, Decio Mion, já se sabia da relação entre hipertensão e apneia ""é comum que hipertensos tenham o problema relacionado ao sono, e vice-versa. Mas essa é a primeira vez que um estudo mostra que pessoas com apneia têm as mesmas alterações da reatividade dos vasos presentes em quem é hipertenso.

SAUDÁVEIS

O estudo procurou por mudanças na função dos vasos sanguíneos em 108 pessoas saudáveis. Aqueles com apneia severa ou moderada e sem pressão alta foram comparados com pacientes hipertensos, mas sem apneia, e com pessoas sem nenhum dos dois problemas. Os pesquisadores analisaram a função dos vasos sanguíneos com exames como o ecocardiograma de contraste (para o coração) e com a injeção de nitroprussiato de sódio, um vasodilatador.

O resultado é que as pessoas com apneia e as que tinham hipertensão (mas sem apneia) mostraram bombeamento de sangue do coração anormal e reatividade alterada da artéria braquial (que passa pelo braço). Ou seja, sob o mesmo estímulo, os vasos dos participantes com apneia e hipertensão reagem diferentemente dos vasos das pessoas saudáveis, fechando-se mais.

Tanto os pacientes hipertensos como os que tinham apneia do sono tiveram melhora na função do miocárdio e da artéria braquial depois de 26 semanas de tratamento com o CPAP (máscara de ar usada durante o sono para tratar a apneia). Mion acredita que os achados do estudo podem ter consequências na terapia para a apneia do sono, mas ainda é cedo para dizer se pacientes com apneia terão de usar os mesmos remédios de pacientes hipertensos.

O nefrologista diz que ainda não dá para saber como essas alterações dos pacientes com apneia se comportarão no futuro, mas é possível que, com o passar do tempo, os vasos fiquem mais endurecidos, aumentando o risco de problemas cardíacos. "Às vezes os pacientes com apneia negligenciam o problema, mas é importante que saibam que eles podem ter os mesmos problemas da pressão alta", afirma ele.

Fonte Folhaonline

Islândia pode exigir receita médica para venda de cigarro

Um novo projeto de lei na Islândia prevê a proibição da venda de cigarros sem receita médica e a menores de 20 anos.


Apresentada pela ex-ministra da Saúde Siv Fridleifsdottir, a lei também permitiria a venda de cigarros pelas farmácias do país.

Projeto de lei apresentada por ex-ministra da Saúde também veta venda de cigarros a menores de 20 anos
Projeto de lei apresentada por ex-ministra da Saúde também veta venda de cigarros a menores de 20 anos

Atualmente, islandeses podem comprar seus maços em lojas e supermercados, mas é proibido aos estabelecimentos comerciais exibir as embalagens.

O projeto será votado depois do recesso de verão no Parlamento islandês.

O governo espera que, se a lei for aprovada, os fumantes passem a ter que procurar por aconselhamento médico para largar o hábito e somente aqueles que não conseguirem superar o vício receberão as receitas autorizando a compra de cigarros.

Fonte Folhaonline

Estado vai repassar conta de hospitais a planos de saúde

Hospitais estaduais de São Paulo gerenciados por OSs (Organizações Sociais) vão passar a cobrar dos planos de saúde pelo atendimento prestado aos conveniados, informa a reportagem de Cláudia Collucci e Talita Bedinelli, publicada na edição desta terça-feira da Folha.

A lei entrará em vigor em 30 dias. O decreto do governador Geraldo Alckmin, publicado no "Diário Oficial", diz, porém, que os hospitais não poderão reservar leitos ou dar tratamento distinto a pacientes particulares.

Segundo o governo, 20% dos atendidos em hospitais estaduais na capital paulista têm convênio, e o SUS banca esse custo, avaliado em R$ 468 milhões por ano.
Editoria de Arte/Folhapress



Fonte Folhaonline

Agrotóxicos biológicos não precisam mais apresentar o símbolo da caveira nas embalagens


Brasília - Os agrotóxicos biológicos de controle de pragas, menos agressivos à saúde humana que os defensivos químicos tradicionais, não são mais obrigados a apresentar, em embalagens e bulas, o símbolo da caveira (desenho de um crânio humano sobre dois ossos em X). A liberação foi autorizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A decisão faz parte de um programa governamental de incentivo ao registro de produtos biológicos, que busca ampliar o uso de defensivos desse tipo, conhecidos tecnicamente como produtos biológicos de controle, e reduzir o prazo para avaliação dos pedidos de certificação.

A decisão, publicado no Diário Oficial da União, considerou as conclusões do Comitê Técnico para Assessoramento para Agrotóxicos (CTA), que reúne integrantes do Mapa, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O governo espera que, até 2015, de 7% a 10% dos agrotóxicos autorizados para venda no Brasil sejam biológicos. Hoje, eles representam apenas 3% do segmento. Das 1.430 marcas comerciais permitidas, apenas 41 são biológicas ou semelhantes.

A lista dos agrotóxicos que tem venda autorizada no Brasil está disponível no endereço eletrônico do Mapa  na internet.

Fonte Agência Brasil

Um terço das crianças paulistas não recebeu a segunda dose da vacina contra gripe

São Paulo – No estado de São Paulo, 266 mil crianças ainda não receberam a segunda dose da vacina contra a gripe. O número corresponde a 34,7% do total de crianças na faixa etária entre 6 meses e 23 meses. A Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo alerta que, sem a segunda dose, as crianças não estão protegidas contra a gripe.

Pela primeira vez, as crianças foram incluídas na campanha anual de vacinação contra gripe, que atinge também idosos, gestantes, índios e profissionais de saúde. Para esses grupos, no entanto, basta apenas uma dose da vacina para a imunização.

A vacina, produzida pelo Instituto Butantan, também imuniza para a variedade pandêmica, a influenza A (H1N1) - gripe suína.

Fonte Agência Brasil

Umidade relativa do ar fica abaixo de 30% no noroeste de SP

São Paulo – A umidade relativa do ar ficou abaixo dos 50% na tarde de ontem(11) em quatro regiões do estado de São Paulo. Dos 13 pontos de medição do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o índice mais baixo foi registrado na região de Votuporanga (noroeste do estado): 29%. Na região de Presidente Prudente (oeste), os medidores marcaram 30%. O ar seco também foi sentido na capital (40%) e em Avaré, no sul do estado (42%).

Segundo os padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS), índices de umidade relativa do ar entre 20% e 30% devem ser considerados estado de atenção; entre 12% e 20%, estado de alerta; e inferior a 12%, alerta máximo.

De acordo com a meteorologista do Inmet Helena Balbino, a umidade do ar mais alta na capital é efeito da proximidade com o oceano, onde a umidade medida ficou em 74%. A baixa umidade em outras regiões do estado, por sua vez, é causada por um sistema de alta pressão comum nesta época do ano. “O ar desce da alta atmosfera e é mais frio e seco. De noite melhora, porque esfria e não há tantas nuvens”.

A baixa umidade aliada ao inverno mais intenso deste ano é responsável pelo aumento do atendimento nos prontos-socorros. No Hospital Infantil Menino Jesus, por exemplo, o número de atendimentos de crianças com doenças respiratórias cresce pelo menos 30% no inverno. o diretor do hospital, Antônio Carlos Madeira, explica que a secura do ar é só um dos fatores que explicam o alto número de atendimentos. “Há outras causas, como a circulação dos vírus da gripe e de resfriados, a tendência das pessoas se manterem mais juntas”.

O otorrinolaringologista do Hospital das Clínicas João Melo, disse que “alguns tipos de rinite e asma acabam ficando mais graves nessa época do ano”. Para evitar ou amenizar os problemas, Melo alerta para a necessidade de ingerir bastante água (para manter as mucosas umedecidas), lavar as roupas de inverno que estavam guardadas antes de usá-las e evitar permanecer em ambientes fechados (ou permitir a circulação de ar). “Além da ingestão de água, vale a pena usar soro fisiológico no nariz, para que ele consiga maior eficiência na limpeza do ar que estamos respirando”, completou. Ele recomendou ainda que as pessoas evitem fazer exercícios físicos em dias nos quais a umidade relativa do ar está muita baixa.

Fonte Agência Brasil

Retinopatia diabética atinge 4,5 milhões

A doença silenciosa pode levar à cegueira

Consulta ao oftalmologista é obrigatória para quem tem diabetes / Andrew Bassett / ShutterstockDados da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo apontam que 4,5 milhões de brasileiros têm retinopatia diabética, doença que atinge portadores de diabetes mellitus e que pode levar à cegueira. Em boa parte dos casos, os portadores não sabem que têm a doença e só são diagnosticados quando já é muito tarde para o tratamento.

Segundo o médico oftalmologista Cristiano Toesca Espinhosa, é fundamental que todos os portadores de diabetes mellitus consultem um oftalmologista mesmo que não apresentem qualquer sintoma. “A retinopatia diabética atinge 50% dos portadores do diabetes mellitus”, diz o especialista.

O problema se agrava com o passar do tempo. “Entre os que têm diabetes por 20 anos, 80% apresentam a retinopatia”, explica.

Os sintomas só aparecem quando o estágio da doença está muito avançado. Outro ponto importante, segundo o médico, é que portador da retinopatia mantenha seu diabetes sob controle no tratamento.

Fonte Band

Tire suas dúvidas sobre Diabetes Gestacional

Sintomas do diabetes gestacional se confundem com sinais característicos da gravidez, como aumento de apetite, fraqueza, vômitos frequentes, náuseas, infecções por fungos, visão turva e maior quantidade de urina

No Brasil, o problema atinge aproximadamente 7% das gestantes / Foto: Simona Balint/stock O período da gravidez é extremamente impactante na vida da mulher e a mudança pode ser ainda maior quando se descobre algo como a diabetes gestacional. No Brasil, o problema atinge aproximadamente 7% das gestantes, segundo dados do Ministério da Saúde.

O ginecologista e obstetra, Dr. José Bento, esclarece as principais dúvidas das mulheres em oito perguntas sobre essa doença.

1. É comum mulheres grávidas apresentarem diabetes durante a gestação?Casos de diabetes durante a gravidez não são comuns, mas é imprescindível que o médico e a gestante fiquem atentos com relação aos sintomas, que são silenciosos e fáceis de ser confundidos com os sintomas da própria gravidez.

2. Quais são os sintomas da diabetes gestacional?Os sintomas do diabetes gestacional se confundem com sinais característicos da gravidez, como aumento de apetite, fraqueza, vômitos frequentes, náuseas, infecções por fungos, visão turva e maior quantidade de urina, o que dificulta a percepção das mulheres e do próprio médico de que algo não está bem. Outro fator preocupante é a perda de peso mesmo quando a mulher se alimenta de forma errada e excessiva. Por isso, é preciso ficar atenta e fazer o exame de glicemia de jejum, que deve ser realizado no início da gravidez. Se o resultado desse exame for maior do que 86, é preciso acompanhar o aspecto glicêmico mais de perto durante a gestação.

3. Como o diabetes se desenvolve no organismo da gestante?Durante a gravidez, o organismo feminino se depara com uma condição especial: a placenta produz uma substância que interfere na ação da insulina, o hormônio responsável pela colocação da glicose dentro das células de nosso organismo. Em condições normais, o organismo da gestante passa a produzir mais insulina para dar conta do excesso de açúcar que vai acumulando no sangue. No caso das mulheres que apresentam diabetes gestacional, a quantidade de glicose no sangue é maior que o normal e atravessa a placenta.

4. Como prevenir o diabetes gestacional?
Para a prevenção do diabetes durante a gravidez, é importante que atividades físicas sejam incluídas na rotina da gestante, sempre sob a supervisão do médico. A prática de exercícios físicos é importante, pois colabora para a redução dos níveis de glicemia no sangue e melhora a ação da insulina. Além disso, a diminuição da ingestão de doces e carboidratos ajuda na prevenção da doença.

5. Após o diagnóstico positivo da doença, quais os cuidados que a mãe deve tomar para manter a doença sob controle?O primeiro passo para o controle da doença é aderir a uma dieta restritiva, ou seja, sem nenhum tipo de doce, açúcar e diminuição de carboidratos, sem esquecer de manter sempre uma vida ativa. O segundo passo, para auxiliar a mulher a controlar o diabetes gestacional com segurança e precisão, é essencial: a monitorização da glicose no sangue. Nesse contexto, fazer o monitoramento corretamente é fundamental para manter o equilíbrio dos níveis de açúcar no sangue e para garantir a saúde da mãe e do bebê. Em último caso, se a taxa de glicose não diminuir, é preciso fazer aplicações de insulina durante a gestação.

6. Existem consequências para o bebê? Ele corre o risco de nascer diabético?No caso de gestantes que são diagnosticadas com diabetes, os bebês acabam apresentando um peso maior que o comum e MESMO ASSIM são mais fracos que os demais. Consequentemente, na hora do parto, a criança tem dificuldade de sair do útero da mãe, por ser maior do que normal. Além disso, normalmente eles têm problemas respiratórios, apresentam excesso de insulina e hipoglicemia. Por esses motivos, são mais propensos a serem diagnosticados com diabetes tipo 2 no futuro.

7. Há algum fator que aumente o risco de a mulher desenvolver o diabetes gestacional?
Os principais fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes gestacional são: obesidade, casos da doença em família, partos anteriores de bebês com mais de 4 quilos e histórico de abortos espontâneos ou morte fetal sem explicação.

8. É possível a mulher deixar de ser portadora do diabetes após a gestação?
Normalmente, o diabetes gestacional desaparece logo depois do parto, mas até 40% das mulheres que passaram pelo problema desenvolverão diabetes tipo 2 num prazo de 10 anos. Caso fique grávida novamente, é muito provável que ela apresente o diagnóstico de diabetes novamente.

Fonte BAnd

Mutirão mostra os cuidados com o pé diabético

O projeto Do Olho ao Pé já passou por sete estados brasileiros

A iniciativa espera reduzir o número de pés amputados por diabetes / Stefan Fierros / Shutterstock
A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) reuniu profissionais de saúde para medir a glicemia (quantidade de açúcar no sangue), aferir a pressão arterial e fazer exames do fundo de olho e dos pés de quem passou pelo Parque da Cidade, em Brasília.

A ideia é alertar a população para o risco de amputação de pernas, pés ou dedos por causa da falta de cuidados com o diabetes. Em 2009, foram feitas 40 mil cirurgias de amputação de membros inferiores no Brasil, sendo que 90% delas em decorrência de complicações da doença, segundo o presidente da SBACV, Guilherme Pitta.

Para Pitta, o alto número de cirurgias é resultado da falta de uma política nacional para cuidados do pé diabético. “Não tem programa de atenção ao pé diabético. O paciente não recebe o cuidado na atenção básica e acaba indo direto para a amputação”, disse o presidente, que pretende apresentar projetos sobre o tema ao Ministério da Saúde e aos governos estaduais.

Os principais sintomas do pé diabético são dores nas pernas, feridas que não cicatrizam, insensibilidade, dormência e os pés ficam inchados, ressecados e azulados.

O presidente da entidade no Distrito Federal, Samuel Mathias, lembra que grande parte das pessoas não sabe que tem diabetes e só descobre quando a doença já está avançada. Segundo ele, o diagnóstico precoce e o tratamento reduzem em até 35% as chances de o paciente ter de amputar o pé ou um dedo. “Quando chega ao hospital, a pessoa já tem tem um problema renal ou feridas nos pés”, explicou.

Pela primeira vez, a estudante Cleiamar Pereira fez o exame de glicemia. “Vou tentar fazer os outros exames oferecidos”, disse ao vistar uma das tendas montadas pelo mutirão. Já a aposentada Mere Castro, que tem diabetes há 15 anos, contou que não descuida do controle da doença. “Tomo todos os cuidados.”

Para quem tem pé diabético, os médicos recomendam evitar colocá-los de molho para não rachar ou ressecar, não andar descalço ou remover calos ou verrugas sem supervisão de um médico.

O mutirão Do Olho ao Pé, promovido pela sociedade médica, já passou por sete estados, entre eles, Rio de Janeiro, Amapá e Alagoas.

Fonte Band

Telespectadores contam experiências pós-morte



Após a série de reportagens apresentada pelo Jornal da Band de experiências pós-morte, telespectadores relataram situações parecidas. As histórias são tão surpreendentes que muitas pessoas preferem não contar.

Enquanto os relatos desafiam a lógica e a ciência, algumas pessoas veem a experiência com os olhos da fé.

Fonte Band

Doença que dificulta aprendizado de matemática é alvo de especialistas

Cerca de 6% da população mundial sofre de discalculia do desenvolvimento, transtorno neurológico que dificulta o aprendizado da matemática

A incidência é praticamente a mesma da dislexia, problema análogo - bem mais famoso - relacionado à leitura e à escrita. Pesquisadores brasileiros e estrangeiros querem trazer a discalculia do desenvolvimento para a ordem do dia.

Há poucas semanas, uma das principais revistas científicas do mundo - a Science - publicou um artigo sobre a doença. O texto recordava perdas sociais e econômicas para comprovar a gravidade do problema.

Na Grã-Bretanha, por exemplo, estimou-se em R$ 6 bilhões os custos anuais do mau desempenho matemático entre os ingleses. O trabalho também apontava o caráter de transtorno negligenciado da discalculia. Desde 2000, a doença mereceu R$ 3,6 milhões em pesquisas do governo americano. No mesmo período, a dislexia recebeu quase R$ 170 milhões.

“E há trabalhos que mostram que o impacto da discalculia é, pelo menos, tão grande quanto o da dislexia”, diz Vitor Haase, do Laboratório de Neuropsicologia do Desenvolvimento da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Mas há uma questão cultural: as pessoas não valorizam tanto a importância da matemática quanto a de ler e escrever.”


Para que uma criança seja diagnosticada com discalculia do desenvolvimento, é necessário comprovar que sua dificuldade no aprendizado da matemática não nasce de uma deficiência intelectual - que comprometeria outras áreas do conhecimento - ou de problemas afetivos. Também deve ser descartada a hipótese de que condições sociais concretas - como um ambiente de vulnerabilidade em casa ou na escola - bastariam para explicar o transtorno.

José Alexandre Bastos, chefe do serviço de Neurologia Infantil da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), sublinha que os diagnósticos da discalculia do desenvolvimento são sempre feitos por uma equipe multidisplicinar que costuma incluir um neurologista, um neuropsicólogo, um pedagogo e um fonoaudiólogo.

“Vale a pena lembrar o impacto do transtorno em reprovações, abandono escolar, bullying, além de prejuízos à autoestima da criança”, afirma a coordenadora do Laboratório de Neuropsicologia da Unesp de Assis, Flavia Heloisa dos Santos. Há vários anos pesquisando o tema, Flavia descobriu que a música pode ser uma poderosa ferramenta para a reabilitação neuropsicológica de crianças com o problema.

Fonte IG

Pesquisadores encontram variante de gonorreia resistente a antibióticos

Cientistas suecos temem que microorganismo possa transformar-se em uma ameaça à saúde pública global

Pesquisadores suecos descobriram uma nova variante da bactéria causadora da gonorreia que é resistente a antibióticos.

Os cientistas do Laboratório de Referência Sueco afirmaram que análises descobriram uma variante da bactéria muito bem sucedida em suas mutações e que pode, segundo os especialistas, transformar-se em uma ameaça à saúde pública global.


A primeira infecção com a nova variante da Neisseria gonohhoeae, chamada H041, foi registrada no Japão.

Ao analisar a bactéria, os pesquisadores identificaram as mutações genéticas responsáveis por sua resistência a todos os antibióticos especializados para o tratamento da gonorreia .

Apesar de ser uma descoberta alarmante, esta nova variante foi uma descoberta previsível, segundo Magnus Unemo, do Laboratório Sueco de Pesquisa para a Neisseria Patogênica.




"Desde que os antibióticos se transformaram no tratamento padrão para a gonorreia nos anos 1940, esta bactéria mostrou uma marcante capacidade para desenvolver mecanismos de resistência a todos os medicamentos introduzidos para seu controle", afirmou.

"Enquanto ainda é muito cedo para avaliar se esta nova variante se espalhou, a história de nova resistência na bactéria sugere que poderá se espalhar rapidamente, a não ser que novos medicamentos e tratamentos eficazes sejam desenvolvidos", disse.

A pesquisa será apresentada na conferência da Sociedade Internacional para Pesquisa de Doenças Sexualmente Transmissíveis, no Canadá.

Prevenção

A gonorreia é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns em todo o mundo e, se não for tratada, pode levar a problemas graves de saúde entre homens e mulheres.

Rebecca Findlay, da associação britânica Family Planning Association, afirmou que a descoberta desta nova variante é preocupante.

"A prevenção fica ainda mais importante, pois sabemos que os antibióticos nem sempre vão funcionar. A gonorreia pode afetar pessoas de todas as idades e todos agora devem se concentrar em cuidar da própria saúde sexual", disse.

David Livermore, diretor do laboratório que monitora a resistência a antibióticos para a Agência de Proteção à Saúde do governo britânico, disse que os antibióticos usados usados na Grã-Bretanha, as cefalosporinas, são eficazes, mas, ainda assim, é preciso tomar cuidado.

"Nossos testes de laboratório mostram que a bactéria está ficando menos sensível a estas cefalosporinas, com relatos de alguns fracassos em tratamentos. Isto significa que temos que mudar o tipo de cefalosporinas usada e aumentar a dosagem."

"A prevenção é melhor que a cura, especialmente quando a cura fica mais difícil. E a forma mais confiável de se proteger contra doenças sexualmente transmissíveis, incluindo a forma resistente da gonorreia, é usar preservativos", afirmou.

Fonte IG

Tempo seco traz problemas para saúde: veja o que fazer

Medidas simples, como colocar uma bacia cheia de água no ambiente, ajudam a melhorar a qualidade do ar que chega a seus pulmões


Está difícil respirar? Nariz e garganta estão irritados? Os olhos ardem? A culpa pode ser do tempo seco e da poluição que atingem especialmente algumas regiões brasileiras.

A baixa umidade relativa do ar inferior a 30% é considerada preocupante pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em dobradinha com a poluição, só agrava os problemas de saúde - que podem ir de rinite a infarto.


Hidratar-se adequadamente e manter uma bacia cheia de água no ambiente são algumas das medidas simples que podem ajudar a aliviar os sintomas provocados pelo clima seco e pela poluição.

Fonte IG

Quadro da saúde pública no DF é alarmante, segundo CRM

A situação das unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) no Distrito Federal é alarmante e tem gerado prejuízos graves para a população local e dos municípios do seu entorno. No intuito de reverter essa desordem nas unidades públicas, o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) tem realizado constantes vistorias nos hospitais regionais e centros de saúde.

No período de janeiro de 2010 a abril de 2011, ocorreu uma média de 1.333 fiscalizações. O objetivo de tantas ações é identificar e registrar as deficiências de cada unidade para alertar, por meio de relatórios, os governantes e o Ministério Público sobre as condições precárias de atendimento e os fatores de riscos que os pacientes e os médicos estão submetidos.

Déficit de médicos - Algumas irregularidades são constantemente identificadas nas unidades de saúde do Distrito Federal, como, por exemplo, o problema de escala ocasionado pelo déficit de médicos em toda a rede pública. Os plantões funcionam, muitas vezes, com apenas um médico e muitos pacientes não são atendidos devido à falta de especialistas na escala. Entre outras consequências, essa situação tem gerado sobrecarga de trabalho para os profissionais que ainda restam no quadro.

Os fiscais do CRM-DF observaram ainda que as precárias condições de trabalho aliadas aos salários defasados afastam os médicos do Sistema Único de Saúde. Verificou-se, inclusive, que diversos médicos empossados por meio de concursos públicos já pediram exoneração do cargo, insatisfeitos com o quadro imposto aos profissionais.

Estrutura inadequada - Outra deficiência que prejudica os atendimentos nos hospitais da capital federal é a falta de medicamentos, insumos básicos e de manutenção nos equipamentos para exames, como tomógrafos e aparelhos de RX. O Departamento de Fiscalização do Conselho (Defis), inclusive, já localizou situações nas quais equipamentos novos permanecem encaixotados nos corredores das unidades.

Essa subutilização decorre da falta de verba e de condições estruturais necessárias para a instalação das máquinas. A constante presença de elevadores danificados, que prejudicam o transporte dos pacientes, também tem sido observada pelos fiscais, que assistem ao fluxo de usuários e profissionais pelas escadas. Não são raras as situações onde usuários e médicos são obrigados a dividir espaço com alimentos e lixo hospitalar.

Sem leitos – O atendimento público no Distrito Federal também pena com o inúmero insuficiente de leitos de internação. A situação se agrava diante de um fenômeno local: o grande fluxo de pacientes de pacientes de outros Estados que buscam assistência na capital federal. Um dos hospitais que mais recebem pessoas nessas situação é o Regional de Planaltina (HRP).

Atualmente, o HRP passa por uma reforma, cujos trabalhos levaram à redução do espaço físico destinado aos atendimentos. Essa situação poderia ter sido evitada caso a Secretaria Distrital de Saúde tivesse instalado na área um hospital de campanha para dar retaguarda à unidade durante as obras. A sugestão chegou a ser encaminhada aos gestores locais do SUS pelo presidente do CRMDF, Iran Augusto Cardoso. Sem as providencias corretas, assiste-se a transferência diária de pacientes do HRP para o Hospital de Sobradinho, comprometendo o quadro dessa outra unidade.

Agressões aos médicos – Mas os problemas não se limitam a Planaltina e Sobradinho. O Hospital Regional de Ceilândia, detentor de um dos maiores índices de atendimento do Distrito Federal (média de 1050 pacientes por dia nas emergências), registra inúmeros casos de insatisfação gerada pela superlotação. Essa sobrecarga tem causado até tumultos, que confirmam a falta de segurança e os constantes casos de agressão contra médicos e outros profissionais de saúde.

Já no Hospital de Base, maior unidade de saúde da capital federal, o setor de neurocirurgia, por exemplo, funciona sem insumos básicos, como fio de sutura cirúrgica, luvas e escovas para a realização da assepsia pré-cirúrgico. No momento da fiscalização, realizada em junho, a enfermaria do pronto-socorro dessa especialidade estava cheia. Não havia sequer espaço para realizar os procedimentos normais para os que já estavam internados. Havia até acompanhantes dormindo embaixo das macas por falta de lugar.

Apesar de recém-inaugurada, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia também apresenta problemas. Os membros do Conselho de Medicina alertaram o próprio Secretário de Saúde, Rafael Barbosa, sobre a necessidade de manter um número adequado de médicos e de oferecer uma estrutura apropriada, com equipamentos e salas suficientes, para o funcionamento da nova unidade. A intenção dos conselheiros é eliminar a sobrecarga desumana de trabalho dos médicos e a precariedade nas condições de atendimento, já existentes no local.

Busca de soluções - A fim de reverter a precariedade do Sistema Único de Saúde, o CRM-DF vem realizando constantes reuniões com a Secretaria de Saúde e o Ministério Público para conscientizá-los da situação de cada unidade e, ao mesmo tempo, cobrar dos mesmos medidas que solucionem cada caso. “A nossa intenção é retratar as irregularidades encontradas do Sistema Público de Saúde desta cidade. Desejamos que todos os problemas relatados sejam solucionados com celeridade, pois desta forma o médico poderá desempenhar seu ofício com mais segurança e a população ficará melhor assistida”, defende Iran Augusto Cardoso, presidente do Conselho.

Outra medida do Conselho contra a má gestão do SUS foi o ato de interdição ética profissional realizada na Clínica Médica e Pediatria do Hospital Regional de Samambaia. O intuito da ação era exigir soluções imediatas que sanassem a precariedade daquela unidade. Na época, a medida trouxe melhorias consideráveis para o hospital. O trabalho desenvolvido pelo CRM-DF resultou também em outros benefícios, após os encontros com o secretário de Saúde e as exposições dos relatórios de fiscalizações para as autoridades competentes, muitos aparelhos de exame foram instalados ou passaram por reparos, os elevadores de determinadas unidades de saúde também foram concertados. Vale acrescentar ainda que algumas obras foram iniciadas nos hospitais neste período.

Fonte SaudeWeb

Câmara analisa projeto de punição mais rígida para médico que realizar aborto


Câmara está analisando o Projeto de Lei 1545/11, do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que prevê pena de 6 a 20 anos para médico que realiza aborto, além da cassação do registro profissional. A proposta altera o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40).

De acordo com a publicação, a lei permite o aborto apenas em dois casos: quando não há outro meio de salvar a vida da gestante e quando a gravidez for resultado de estupro. Pelo projeto, em qualquer situação fora dessas hipóteses, a pena será a mesma: 6 a 20 anos.

Atualmente, o Código Penal pune o médico com um a quatro anos de prisão caso o aborto seja feito com o consentimento da gestante, e com 3 a 10 anos se não houver consentimento. Se a gestante sofrer lesão corporal grave durante o procedimento, a pena pode chegar a 13 anos e 4 meses. Só em caso de morte da mãe, a prisão máxima é de 20 anos.

Segundo o autor da proposta, as penas para o aborto são “extremamente brandas”. “Ao aborto praticado por médico deve ser atribuída penalidade mais grave do que quando o crime é praticado por terceiro, pelo compromisso profissional de preservar a vida”, disse.

Tramitação
A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e, depois, pelo Plenário.

Fonte SaudeWeb

Estados e municípios elogiam gestão da saúde no primeiro semestre

A condução das políticas públicas de saúde durante este primeiro semestre foi elogiada pelos gestores municipais e estaduais do Sistema Único de Saúde (SUS) que, no sábado (09), participaram da abertura oficial do 27º Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), em Brasília (DF). Durante a solenidade, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pontuou as principais políticas e ações desenvolvidas ao longo dois seis primeiros meses e atribuiu as conquistas ao apoio dos Estados e Municípios. “Não teria sido possível se reduzir em 45% o número de mortes por dengue não fossem os secretários de saúde. Não teríamos reduzido em 30% os casos de malária, aumentado em quatro vezes o acesso dos hipertensos aos medicamentos por meio do Programa Farmácia Popular ou regulamentado o Decreto 7.508/11 (que regulamentou a Lei 8.080/90, conhecida como Lei Orgânica da Saúde) se não fosse o apoio decisivo dos secretários de saúde”, afirmou o ministro, ovacionado pelos participantes do encontro.

Para Antônio Nardi, presidente do Conasems e anfitrião do congresso – que vai até a próxima terça-feira (12), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães – esta edição do encontro não poderia acontecer em um momento melhor. “Estamos extremamente otimistas com este governo, que nos recebeu tão prontamente desde o primeiro dia de gestão”, disse Nardi. Quem também avaliou como positivas as iniciativas coordenadas pelo Ministério da Saúde foi o representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no Brasil, Diego Victória.

Ele ressaltou, por exemplo, a importância do processo de regionalização da saúde, que teve início com a regulamentação da Lei Orgânica da Saúde pelo Decreto Presidencial 7.508/11, publicado no último dia 29. “Consolidar a qualidade do Sistema Único de Saúde do Brasil é também aperfeiçoar a saúde das Américas”, ressaltou Victória.

PORTARIAS – Durante a solenidade de abertura do congresso, o ministro Alexandre Padilha assinou portaria que cria metas e pontuação para adequar a distribuição de recursos da Atenção Básica, o que garantirá aos municípios mais carentes um financiamento diferenciado. O ministro também lançou o Programa de Melhoria do Acesso e Qualidade da Atenção Básica, com contratualização, certificação e remuneração pelo bom desempenho e qualidade das equipes de profissionais que atuam na assistência básica à saúde da população.

MULHERES – A abertura oficial do encontro promovido pelo Conasems também foi palco para o 8º Congresso Brasileiro de Saúde, Cultura de Paz e Não-Violência, que nesta edição homenageou a biofarmacêutica Maria da Penha. Ela ficou conhecida por transformar sua tragédia pessoal numa luta pelos direitos da mulher brasileira e, nesta sábado, recebeu a Medalha de Direitos Humanos Dom Helder Câmara.

“Que os participantes aqui presentes consigam levar as discussões deste congresso aos postos de saúde e aos hospitais. É preciso fiscalizar e monitorar as unidades de saúde para garantir a concretização dos debates que daqui sairão”, defendeu Maria da Penha.

CONGRESSO – Considerado um dos maiores eventos sobre saúde pública da América Latina, a 27º edição do Congresso do Conasems conta com mais de 140 atividades, entre oficinas, seminários, cursos, lançamentos de publicações, painéis e mesas redondas que abordam diferentes temas ligados às políticas de saúde, ao SUS e principalmente, à gestão municipal de saúde.

O congresso – cujo tema da edição deste ano é “Saúde no Centro da Agenda de Desenvolvimento do Brasil e a Ampliação e Qualificação do Acesso do Cidadão ao SUS” – conta, ainda, com a “Feira Aqui Tem SUS”. Estandes foram montados para a exposição, por diferentes instituições do Sistema Único de Saúde, de experiências e de mecanismos de interação com a rede pública.

Fonte SaudeWeb

Ministros da Saúde dos BRICs discutem ampliação do acesso a medicamentos


Pela primeira vez os ministros da Saúde do Brasil, China, Índia, Rússia e África do Sul (os “BRICS”) reunniram-se para discutir como ampliar o acesso a medicamentos, nesta segunda-feira (11). O encontro ocorre no Ministério da Saúde da China, em Pequim. Na bagagem, o ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, leva a proposta de criação da Rede de Cooperação Tecnológica, que incentiva maior intercâmbio de informação e tecnologia entre esses países. É interesse do Ministério da Saúde que mais indústrias sejam atraídas a produzir no Brasil.

O documento engloba a implantação de um Banco de Preços e Patentes de Medicamentos, o que pode auxiliar o Brasil a aumentar o acesso a medicamentos por conseguir reduzir o preço das compras. No semestre de 2011, o país economizou R$ 650 milhões ao adotar um novo modelo nesta gestão, com a comparação de preços internacionais nas compras governamentais do ministério.

A proposta brasileira vinha sendo discutida pelas equipes técnicas dos cinco ministérios. O Banco de Preços e Patentes de Medicamentos, que prevê alianças estratégicas entre os BRICS especialmente para o intercâmbio e compartilhamento de dados, é apenas uma das inovações postas à mesa.

O Ministério da Saúde pretende reverter a lógica de dependência do produto final estrangeiro e fazer com que o Brasil incorpore cada vez mais tecnologia. O objetivo é aumentar a capacidade nacional de fabricação de medicamentos e de outros itens que pesam desfavoravelmente na balança comercial. A incorporação tecnológica na produção nacional contribui para a ampliação do acesso e redução de vulnerabilidades quanto a oscilações no comércio internacional.

O acesso universal a tratamentos para a aids, tuberculose, malária e hepatites virais, entre outras doenças infecciosas – e também para as doenças não transmissíveis – , é um dos desafios que motiva a proposta brasileira. A aposta do Brasil no complexo industrial da saúde já desencadeou 28 acordos para a produção nacional de tratamentos para portadores de HIV, artrite reumatóide e Parkinson, por exemplo.

Com essas parcerias, 29 produtos passam a ser fabricados no Brasil, o que deve por si só gerar uma economia de R$ 400 milhões por ano. A produção de três desses produtos já começou: Tenofovir, Closapina e Quetiapina. As parcerias representam a perspectiva concreta de ampliar o acesso da população a medicamentos e, ao mesmo tempo, reforçam o compromisso de enfrentar cada passo para o desenvolvimento tecnológico do país. O Brasil começa a mudar o seu posicionamento do mercado, passando a apostar em produtos mais competitivos tecnologicamente.

Em Pequim, outros temas serão abordados pelos cinco ministros da Saúde, como o modelo de sistema de universal de saúde, a reforma da Organização Mundial de Saúde (OMS), o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis e a avaliação de novas tecnologias.

Fonte SaudeWeb