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domingo, 17 de junho de 2012

Uma única doação de sangue pode salvar até quatro vidas

A falta do estoque de sangue em um hospital pode levar ao cancelamento de cirurgias

De acordo com a OMS, são realizadas um total de 92 milhões de doações de sangue por ano em todo o mundo. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, 1,9% dos brasileiros doa sangue regularmente. Embora, esteja dentro do parâmetro de 1% a 3% definido pela OMS, esse número ainda precisa melhorar.

Além disso, foi publicada no Diário Oficial da União, a Portaria 1.353, que estabelece o novo Regulamento Técnico de Procedimentos Hemoterápicos, com novos critérios para a doação de sangue no Brasil. A nova legislação estabelece diretrizes voltadas ao aumento da segurança para quem doa e recebe sangue no país e amplia a faixa etária para candidatos à doação. Com as medidas, a previsão do Ministério da Saúde é que aproximadamente 14 milhões de brasileiros sejam incentivados a serem doadores em potencial. A faixa etária atinge jovens entre 16 e 17 anos (mediante autorização dos pais ou responsáveis) e ampliação para idosos com até 68 anos - antes a faixa era de 18 a 65 anos.

A biomédica Cinthya Duran explica que em uma única doação é possível salvar até quatro vidas, uma vez que o material é separado em diferentes hemocomponentes: concentrado de hemácias (glóbulos vermelhos), concentrado de plaquetas, plasma e crioprecipitado que podem ser utilizados em diversas situações clínicas."De qualquer modo, é necessária a conscientização de que a doação de sangue precisa ser feita não apenas em épocas de campanhas para o reabastecimento de baixo estoque, mas durante todo o ano. O sangue doado tem sempre utilidade e nunca sobra, pelo contrário, faz falta", completa a especialista.

Não custa nada e vale muito
A falta do estoque de sangue em um hospital pode levar ao cancelamento de cirurgias e de procedimentos. Um exemplo é o paciente que faz quimioterapia, já que, caso não receba o suporte de transfusão, poderá não resistir ao tratamento. "Além disso, pode ser um enorme prejuízo ao paciente o adiamento de cirurgias cardíacas, de transplantes de rim, de fígado, de medula óssea, entre outros procedimentos que necessitam de sangue e de plaquetas", diz a biomédica Cinthya Duran.

Uma pessoa adulta possui em média cinco litros de sangue e em uma doação são coletados no máximo 450 ml. Ou seja, é menos de 10% de todo seu sangue. Quem deseja doar sangue vai passar por uma avaliação prévia em ambulatório que tem o objetivo de detectar alguns impedimentos, como doenças, para a doação. Essa entrevista é particular e os dados são mantidos sob total sigilo.

De acordo com a coordenadora do hemocentro da Unifesp, em São Paulo, Rudneia Alves, é importante desmistificar a crença de que a doação de sangue é útil para saber suas condições de saúde, por conta dos exames que são feitos. "O doador deve estar com um espírito totalmente altruísta", diz ela. "Se a pessoa possui qualquer suspeita de ter algum problema de saúde, não deve tentar resolver isso doando sangue, pois, apesar de cômoda, essa atitude pode representar um risco a quem vai receber a transfusão. Recomendamos que ela consulte um médico e faça os exames necessários".

Conheça os critérios para ser um doador:
- A partir da nova legislação, jovens entre 16 e 17 anos (mediante autorização dos pais ou responsáveis) e idosos com até 68 anos também poderão doar sangue no Brasil;
•Pesar mais de 50 quilos
•Estar descansado
•Não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas quatro horas
•Não ter recebido transfusão de sangue nos últimos 12 meses
•Não estar com febre, gripe ou resfriado
•Se mulher, não estar grávida, amamentando ou ter tido parto normal ou aborto há menos de três meses. Em caso de cesárea, seis meses
•Após aplicar piercing aguardar três dias para doar
•Após fazer uma tatuagem aguardar 12 meses
•Após vacina da gripe ou rubéola aguardar 30 dias
•Após vacina da gripe H1N1 aguardar 48 horas
•Não ter antecedentes de hepatite após 10 anos de idade
•Não ter antecedentes de doença de chagas
•Acupuntura - sendo agulhas do próprio paciente, não há impedimento
•Sobre medicamentos - o esclarecimento deve ser feito pessoalmente ou por telefone antes de doar
•Se esteve em áreas de alta incidência para Febre amarela, malária, doar após seis meses
•Hipertensos podem doar dependendo da situação avaliada em entrevista clínica
•Diabéticos que não façam uso de insulina
•Tratamento dentário
•Tempo variado entre três dias e um mês dependendo do caso
•Alimentação - não deve-se doar em jejum prolongado.

Tendo observado esses critérios, o resto é muito simples:
- Pela manhã: tomar café leve e sem alimentos gordurosos;
- À tarde: doar duas horas após o almoço;
- Não se alimentar de refeições com alto teor de gordura;

•Levar documento com foto/
•Saber o endereço completo com CEP para o envio de carteirinha de doador e resultado de exames
•Homens podem doar a cada 60 dias (respeitando o limite de quatro doações ao ano) e mulheres a cada 90 dias (respeitando o limite de 3 doações ao ano).

Fonte Minha Vida

Vacinação é a melhor maneira de prevenir doenças

Fazer uma consulta prévia com o médico é fundamental para se agendar

A vacinação é o ato que mais reduz doenças e mortes no mundo e, por esse motivo, deve fazer parte do dia a dia das pessoas em geral. O assunto também deve ser discutido nas consultas de rotina ao ginecologista, já que, muitas vezes, ele é o único contato médico da mulher durante o ano.

HPV (Papilomavírus Humano)
O HPV é causador do câncer de colo uterino e mesmo tomando a vacina, a mulher não fica isenta de fazer o exame preventivo de papanicolau todos os anos. Ele é restrito para mulheres entre nove e 26 anos e contraindicado na gestação. Quem está grávida deve esperar o parto para receber a vacinação.
Ela está disponível em dois tipos: quadrivalente, que protege contra quatro tipos do vírus, e a bivalente, que protege contra dois tipos.

Tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola)
Mulheres de até 49 anos devem receber uma ou duas doses da vacina, dependendo de seu histórico vacinal. Para aquelas que estiverem acima dessa idade, basta uma só dose. Ela é contraindicada para mulheres em período de gestação, devendo estas esperar até depois do parto.

Hepatite A, B ou A e B
A vacina contra a hepatite A só deve ser tomada por gestantes em situações de risco avaliadas pelo obstetra. Neste caso serão aplicadas duas doses. A hepatite B é indicada para quaisquer mulheres, inclusive gestantes, e deve ser aplicada em três doses. Já a vacina conta a hepatite A e B é dada em três doses, mas, no caso de gestantes, ela deve ser receitada pelo médico.

Difteria, tétano e coqueluche
Essa vacina deve ser tomada por adolescentes e adultas, mas principalmente por mulheres que pretendem engravidar ou que convivem com bebês, devido ao aumento dos casos de coqueluche em crianças menores de um ano.

Se a mulher tem o esquema de vacinação básico completo receberá uma dose da tríplice (dTpa- tríplice bacteriana acelular do tipo adulto) e uma dose de dT (dupla adulto) a cada 10 anos. Entretanto, se a mulher não está com a vacinação completa, deverá tomar uma dose de dTpa, mais duas de dT, em intervalos de dois meses, passando para seis meses e depois a cada 10 anos. Já no caso de grávidas, mesmo com o esquema antitétano completo, ela receberá uma dose de dT.

Varicela (catapora)
A catapora é uma doença que pode trazer graves complicações durante a gravidez, como o aborto e até a morte do bebê ainda na barriga da mãe. Após os 13 anos, a criança deve receber duas doses com intervalo de dois meses entre cada uma. Ela é contraindicada para gestantes e recomendada para quem teve bebê.

Influenza (gripe)
Ela funciona em dose única anual e é recomendada para todas as mulheres.

Febre amarela
A vacina de febre amarela é dada em uma única dose a cada 10 anos para quem vai viajar ou mora em áreas em que a doença acontece. No caso de gestantes, a vacina deve ser considerada apenas durante o pré-natal e somente quando o risco da doença for maior que o risco da vacina.

Meningocócica C conjugada
O meningococo é o principal causador de meningite no Brasil. Essa doença acomete principalmente crianças, mas pode acontecer em qualquer idade. Sua vacina é feita em dose única e gestantes devem tomá-la se o obstetra considerar seu caso uma situação especial.

Antes de procurar uma clínica de vacinação, agende com sua ginecologista uma consulta e leve sua carteirinha de vacinação. Só o médico poderá esclarecer suas dúvidas e indicar quais vacinas você deve tomar de acordo com seu histórico pessoal.

Fonte Minha Vida

Espanha: Homem prende pênis em cilindro e obriga bombeiros a realizar cirurgia arriscada

Como ele estava "estrangulando" o órgão, corria alto risco de gangrena

O Corpo de Bombeiros da cidade de Granada, na Espanha, atendeu um chamado incomum na madrugada da última terça-feira (12).

Um homem de 52 anos estava com o pênis preso em um cilindro de aço e por estar “estrangulando” o órgão genital, corria sério risco de gangrena — um tipo de necrose causada pela falta de circulação sanguínea. As informações são do site El Mundo.

O homem, por sua vez, já estava internado no Hospital Virgen de las Nieves. A equipe médica que o atendia ligou para os bombeiros pedindo reforço para realizar a cirurgia arriscada, com suas menores ferramentas, informou o sargento do Corpo de Bombeiros, Simón Soriano.

Ao chegarem ao local, perceberam que havia apenas duas opções: remover o tubo ou amputar o pênis do paciente. Fazia certo tempo que ele estava naquela situação, então uma atitude precisava ser tomada rapidamente para não agravar o problema.

Nenhuma das ferramentas levadas para o hospital poderia ser usada para soltar órgão sem que o danificasse. Foi quando o sargento lembrou que tinha em sua casa uma furadeira que poderia ajudar, e então levaram o homem para lá.

Depois de duas horas de trabalho, o homem teve seu pênis salvo.

— Fizemos muitos cortes, muito lentamente, e felizmente ocorreu tudo bem.

A vítima não revelou os motivos que o levaram a colocar seu pênis em tubo de aço, mas desconfia-se que a técnica de asfixia era para proporcionar uma ereção mais longa.

Fonte R7

Mães farão marcha pelo parto domiciliar na hoje Avenida Paulista


Ato é um protesto contra a punição de um obstetra que defendeu o parto domiciliar

Unidas pela internet, mães que defendem o direito de dar à luz em casa programam uma marcha para este domingo, na Avenida Paulista. O movimento, que se espalhou pelas redes sociais e deve contar com atos também em outras cidades, é um protesto contra o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), que nesta semana exigiu do Conselho Regional de Medicina Paulista (Cremesp) a punição de um obstetra que defendeu o parto domiciliar em entrevista à TV Globo.

Professor assistente da Universidade Federal de São Paulo, o médico acusado, Jorge Kuhn, afirma que não realiza partos domiciliares desde 2010, quando o Cremesp emitiu um parecer desaconselhando a prática. "Mas isso não quer dizer que eu não recomende", ressaltou.

Conselheiro do Cremerj, o ginecologista Luís Fernando Moraes acredita que a entrevista de Kuhn foi "um ato irresponsável". Logo após a divulgação da nota de reprovação pelo órgão, mulheres e profissionais da saúde defensores do parto em casa começaram a se mobilizar na internet. "A coisa explodiu. A marcha é uma resposta ao conselho", afirmou a obstetriz Ana Cristina Duarte.

Na capital paulista, os manifestantes se reunirão às 14h, em frente ao Parque Mário Covas, na Avenida Paulista deste domingo (16). De lá, seguirão até a sede do Cremesp, na Rua da Consolação, na região central.

Ainda não há o número de confirmados. O grupo é o mesmo que, em março de 2011, promoveu uma amamentação coletiva no Espaço Itaú Cultural, na Paulista, protesto que ficou conhecido como 'mamaço'. À época, uma mãe havia sido proibida por seguranças do local de amamentar o filho em público.

O grupo defende o direito de decisão da mulher em relação ao parto. Em casa, geralmente ela é acompanhada por parteiras ou doulas. "Cabe à mulher decidir como e onde irá parir. Nós nos mobilizamos porque há uma perseguição velada contra os médicos que defendem o procedimento em casa", disse a bióloga Patricia Hernandez, de 35 anos, mãe de Nicole, de 11 anos, e de Davi, de 1 ano, que nasceu em casa.

Surpreso com o apoio, Kuhn diz que não recebeu nenhuma notificação do Cremesp. "Não imaginava uma reação tão intensa e favorável das mulheres. Sabia, porém, que a entrevista repercutiria. É o que acontece toda vez que se tenta mexer no 'establishment'?, avaliou. O Cremesp afirmou ao JT que, até quarta-feira não havia recebido o comunicado do Rio de Janeiro. O órgão paulista estuda quais medidas serão tomadas.

O parto domiciliar não é proibido no País, mas a prática é desaconselhada pelas sociedades médicas. "Nós contraindicamos, pois entendemos que o médico está colocando a paciente e o feto em risco. Se houver qualquer intercorrência no parto domiciliar, o médico será punido", afirmou a diretora da Câmara Técnica de Parto Normal do Conselho Federal de Medicina (CFM), Vera Fonseca. Os defensores da técnica lembram que o procedimento não é indicado para todas as mães.

Modismo - Ainda que o parto domiciliar seja defendido por muitos médicos que seguem a linha do nascimento humanizado, a maioria dos profissionais reprova o procedimento e diz que tudo não passa de "modismo". O principal problema seria a falta de estrutura adequada fora do ambiente hospitalar para um nascimento seguro.

"Só torço para que isso acabe antes de uma mulher famosa morrer e servir de exemplo para as outras", afirmou a diretora da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Vera Fonseca. Ela classifica o nascimento em casa como um "completo retrocesso".

Na opinião de Vera, as pessoas deveriam "marchar por melhorias na assistência obstétrica, não pelo direito ao parto domiciliar". O posicionamento é reforçado pelo médico ginecologista Krikor Boyaciyan, corregedor do Cremesp. "Não há parto sem risco. Em um parto domiciliar, o médico estará impossibilitado de prestar socorro caso ocorra qualquer evento adverso. Não há estrutura."

Os defensores da técnica citam como benefícios o conforto, a proximidade com a família e com os profissionais envolvidos no nascimento, bem como uma maior autonomia para a mulher. "O parto não é um evento médico. É fisiológico", disse o obstetra Jorge Kuhn. "É seguro porque só é indicado para gestantes que preenchem todas as condições necessárias", completa a obstetriz Ana Cristina Duarte.

Fonte R7

Até búfalos foram usados para levar a anti-pólio aos 143 municípios do Pará

Os animais integraram a frota de 822 carros, 31 barcos, bicicletas, motocicletas e voadeiras, usada para distribuir a vacina

Dois búfalos estão sendo usados pela secretaria de estado da Saúde do Pará na campanha de vacinação contra poliomielite. Os animais integram a frota de 822 carros, 31 barcos, bicicletas, motocicletas e voadeiras, usada para levar a anti-pólio aos 143 municípios do estado. No total, 22.380 pessoas estão envolvidas na campanha que vai distribuir 1 milhãos de doses da vacina.

O Pará espera imunizar 95% do total de 736.683 crianças menores de 5 anos de idade. "Desde o recém-nascido às crianças que têm a carteira de vacinação em dia, aquelas que tomaram a vacina no último ano, todas devem ser vacinadas novamente", reiterou o secretário de Estado de Saúde Pública, Hélio Franco, durante cerimônia que abriu oficialmente a campanha no Pará.

" Com a globalização e com tantas promoções de passagens aéreas, as pessoas se tornam suscetíveis a várias doenças. Por isso é que o Brasil deve estar sempre com altas coberturas, acima de 95% do total das crianças, para não corrermos o risco de novos casos no país, o que não acontece desde 1989", completou o secretário de Saúde.

" Iniciativas como essas reforçam os compromissos da Campanha da Fraternidade de 2012, cujo lema ' Que a saúde se difunda sobre a terra' , abraça a concepção de uma saúde com acesso a todos" , afirmou o padre Bruno Sechi, da paróquia São Domingos de Gusmão, no bairro Terra Firme (Belém), onde foi aberta oficialmente a campanha no estado. Ele destacou que o Brasil é o único país com mais de 100 milhões de habitantes que encarou o desafio de ter um sistema universal público e gratuito como é o Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte isaude.net

No Paraná, hospitais privados vão receber do estado medicamentos para a gripe A

Segundo a secretaria de saúde, até o momento, foram registrados 62 casos de gripe A e duas mortes decorrentes da doença

Os hospitais privados do Paraná receberão do governo do estado o medicamento oseltamivir, indicado para o tratamento da gripe A. A medida foi determinada, nesta semana, pelo secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto. O objetivo é garantir que pacientes com quadro respiratório grave recebam o antiviral, de forma a evitar complicações e mortes. A distribuição do medicamento começa na segunda-feira (18).

O Paraná já registrou este ano 62 casos de gripe A e duas mortes decorrentes da doença: de um morador de Astorga, no norte do estado, em março, e de outro paranaense que adoeceu e morreu no Nordeste do país, em janeiro.

A Secretaria da Saúde está preparando materiais educativos para distribuir à população com explicações sobre como prevenir a gripe e orientações para que as pessoas com os primeiros sintomas procurem atendimento médico imediato.

Segundo informou a secretaria, a sala de situação, instalada no gabinete do secretário estadual da Saúde em Curitiba para monitorar a situação da dengue, passa agora a monitorar também os casos de gripe em todas as regiões do estado.

Na próxima quinta-feira (21), será realizada uma videoconferência com as 22 Regionais de Saúde para que os diretores e técnicos em saúde do estado sejam orientados sobre as estratégias de enfrentamento à doença.

Fonte isaude.net

Mulheres fazem protesto em defesa do parto normal em São José

Elas criticam decisão do Conselho de Medicina de punir obstetra que defendeu parto em casa

Mulheres participaram da Marcha do Parto Domiciliar, na região central de São José dos Campos, interior paulista, na manhã deste sábado (16).

Unidas pela internet, mães que defendem o direito de dar à luz em casa, protestaram contra o Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro). Esta semana o Cremerj exigiu do Cremesp (Conselho Regional de Medicina Paulista) a punição de um obstetra que defendeu o parto domiciliar em entrevista à TV Globo.

Fonte R7

O que é ortodontia?

Problemas ortodônticos mais comuns
O tratamento ortodôntico torna a boca mais saudável e proporciona uma aparência mais agradável.

O que é ortodontia?
Ortodontia é uma especialidade odontológica que corrige a posição dos dentes e dos ossos maxilares posicionados de forma inadequada. Dentes tortos ou dentes que não se encaixam corretamente são difíceis de serem mantidos limpos, podendo ser perdidos precocemente, devido à deterioração e à doença periodontal. Também causam um estresse adicional aos músculos de mastigação que pode levar a dores de cabeça, síndrome da ATM e dores na região do pescoço, dos ombros e das costas. Os dentes tortos ou mal posicionados também prejudicam a sua aparência.

O tratamento ortodôntico torna a boca mais saudável, proporciona uma aparência mais agradável e dentes com possibilidade de durar a vida toda.

O especialista neste campo é chamado de ortodontista. Os ortodontistas precisam fazer um curso de especialização, além dos cinco anos do curso regular.

Como saber se preciso de um ortodontista?
Apenas seu dentista ou ortodontista poderá determinar se você poderá se beneficiar de um tratamento ortodôntico. Com base em alguns instrumentos de diagnóstico que incluem um histórico médico e dentário completo, um exame clínico, moldes de gesso de seus dentes e fotografias e radiografias especiais, o ortodontista ou dentista poderá decidir se a ortodontia é recomendável e desenvolver um plano de tratamento adequado para você. Se você apresenta algum dos problemas abaixo, pode ser um candidato para o tratamento ortodôntico:

- Sobremordida, algumas vezes chamada de "dentes salientes" - este problema é caracterizado por um excesso vertical da região anterior da maxila e/ou uma sobre-erupção dos dentes dessa região. Nos casos de sobremordida, os dentes anteriores superiores recobrem quase 100% dos dentes inferiores, conferindo um sorriso desagradável e problemas mastigatórios. Os dentes inferiores podem, inclusive, estar tocando no palato e na gengiva do arco superior.

- Mordida cruzada anterior - uma aparência de "bulldog", quando a arcada inferior está projetada muito à frente ou a arcada superior se posiciona muito atrás.

- Mordida cruzada - ocorre quando a arcada superior não fica ligeiramente à frente da arcada inferior ao morder normalmente.

- Mordida aberta - espaço entre as superfícies de mordida dos dentes anteriores e/ou laterais quando os dentes posteriores se juntam.

- Desvio de linha mediana - ocorre quando o centro da arcada superior não está alinhado com o centro da arcada inferior.

- Diastema - falhas, ou espaços, entre os dentes como resultado de dentes ausentes ou dentes que não preenchem a boca.

- Apinhamento - ocorre quando existem dentes demais para se acomodarem na arcada dentária pequena.
Como funciona um tratamento ortodôntico eficaz?
Diversos tipos de aparelhos, tanto fixos como móveis, são utilizados para ajudar a movimentar os dentes, retrair os músculos e alterar o crescimento mandibular. Estes aparelhos funcionam colocando uma leve pressão nos dentes e ossos maxilares. A gravidade do seu problema é que irá determinar qual o procedimento ortodôntico mais adequado e mais eficaz.

Aparelhos fixos podem ser:
- Aparelho fixo — este é o tipo mais comum de aparelho; consiste de bandas, fios e/ou braquetes. As bandas são fixadas em volta de vários dentes ou um só dente, e utilizadas como âncoras para o aparelho, enquanto que os braquetes são presos na parte externa do dente. Os fios em forma de arco passam através dos braquetes e são ligados às bandas. Apertando-se o arco, os dentes são tracionados, movendo-se gradualmente em direção à posição correta. Os aparelhos fixos são geralmente apertados a cada mês para se obter os resultados desejados, que podem ocorrer no prazo de alguns meses até alguns anos. Atualmente eles são menores, mais leves e exibem bem menos metal que no passado. Podem apresentar cores vivas para as crianças, bem como estilos mais claros, preferidos por muitos adultos.

- Aparelho fixo especial — utilizados para controlar o hábito de chupar o dedo ou a língua "presa", estes aparelhos são fixados aos dentes através de bandas. Por serem muito desconfortáveis durante as refeições, devem ser utilizados apenas como um último recurso.

- Mantenedor de espaço fixo — se o dente de leite é perdido precocemente, um protetor de espaço é utilizado para manter este espaço aberto até que o dente permanente nasça. Uma banda é cimentada ao dente próximo ao espaço vazio e um fio é estendido até o dente do outro lado do espaço.

Aparelhos móveis incluem:
- Niveladores — uma alternativa para os aparelhos convencionais para adultos, niveladores em série estão sendo utilizados por um número crescente de ortodontistas para mover os dentes da mesma forma que os aparelhos fixos, mas sem os fios de aço e os braquetes. Os niveladores são virtualmente invisíveis e removíveis para que o usuário possa se alimentar, escovar os dentes e passar o fio dental.

- Mantenedores de espaço móveis — estes aparelhos têm a mesma função que os mantenedores fixos. São feitos com uma base acrílica que se encaixa sobre a mandíbula e têm braços de plástico ou arame entre determinados dentes que devem ser mantidos separados.

- Aparelhos reposicionadores de mandíbula — também chamados de talas, estes aparelhos podem ser utilizados no maxilar superior ou mandíbula, e ajudam a "treinar" a mandíbula a fechar em uma posição mais favorável. São utilizados para disfunções da articulação temporomandibular (ATM).

- Amortecedores de lábios e bochechas — são destinados a manter os lábios e bochechas afastadas dos dentes. Os músculos dos lábios e bochechas podem exercer pressão sobre os dentes e os amortecedores ajudam a aliviar esta pressão.

- Expansor palatino — um mecanismo utilizado para alargar o arco da mandíbula superior. Consiste em uma placa de plástico que se encaixa sobre o céu da boca. A pressão externa aplicada sobre a placa por meio de parafusos força as juntas dos ossos do palato a se abrirem para os lados, alargando a área palatina.

- Contentores móveis — utilizados no céu da boca, estes aparelhos de contenção previnem que os dentes voltem à posição anterior. Podem também ser modificados e utilizados para evitar que a criança chupe o dedo.

- Aparelho extrabucal — com este aparelho, uma faixa é colocada em volta da parte de trás da cabeça, e ligada a um elástico na frente, ou um arco facial. Este aparelho retarda o crescimento da maxila e mantém os dentes posteriores onde estão, enquanto os dentes anteriores são empurrados para trás.

Fonte Colgate-Palmolive

Compulsão por gordura funciona como vício em cocaína, diz estudo

Uma pesquisa publicada afirma que os mecanismos do corpo que provocam vício em drogas são os mesmos que geram a compulsão por comer alimentos calóricos. O estudo, feito pelo Scripps Research Institute, no Estado americano da Flórida, afirma que, assim como o vício em drogas, a compulsão por comidas gordurosas - como doces e frituras - é extremamente difícil de ser combatida.

O estudo, realizado com camundongos, mostra que as partes do cérebro que lidam com o prazer deterioram-se gradualmente na medida em que o consumo vai aumentando.

Essas regiões do cérebro vão respondendo cada vez menos aos estímulos, o que fez com que os camundongos comessem cada vez mais, tornando-se obesos.

O mesmo teste foi realizado com heroína e cocaína, e os ratos responderam da mesma forma.

Obesidade
Para o cientista Paul Kenny, que coordenou a pesquisa de três anos, uma dieta com alimentos gordurosos contém elementos que viciam.

"No estudo, os animais perderam completamente o controle sobre seu hábito de alimentação, o primeiro sinal de vício. Eles continuaram comendo demais mesmo quando antecipavam que receberiam choques elétricos, mostrando o quão estimulados eles estavam para consumir a comida."

A experiência foi feita com alimentos que provocam obesidade se consumidos em excesso, como bacon, salsichas e cheesecakes. Os animais começaram a engordar imediatamente.

O cientista relata que, quando a dieta foi trocada por alimentos mais saudáveis, alguns deles se recusaram a comer e preferiram não se alimentar.

Depois de analisar o resultado da pesquisa com camundongos, Kenny e sua equipe estudaram os mecanismos que provocam a compulsão.

Descobriram que o receptor D2 responde à dopamina, um neurotransmissor que está relacionado à percepção de prazer - como o provocado por comida, sexo ou drogas.

Quando há excesso no consumo de drogas como cocaína, por exemplo, o cérebro é "inundado" com dopamina, aumentando a sensação de prazer. Um processo semelhante acontece com dietas gordurosas. Com o tempo, no entanto, o cérebro vai recebendo menos dopamina.

A pesquisa foi publicada no jornal Nature Neuroscience.

Fonte iG

Comida que funciona como droga

439921 prefira os integrais Comer por impulso: como evitarComedores compulsivos têm acionadas as mesmas regiões cerebrais que dependentes de álcool e outras drogas

Uma nova pesquisa americana mostra que quem sofre de compulsão alimentar apresenta atividades semelhantes e nas mesmas regiões cerebrais que os dependentes do álcool e das drogas.

A exposição a algumas “pistas” alimentares – no caso do estudo, fotografias de um milk shake de chocolate – ativaram o sistema cerebral de recompensas.

“Isto confirma que a dependência alimentar está relacionada aos centros de recompensa do cérebro. Trata-se de um processo biológico, não somente de um problema comportamental”, disse Bonnie Levin, professora de neurologia e diretora da divisão de neuropsicologia da Escola de Medicina da Universidade de Miami. Levin não participou do estudo, publicado ontem na edição de agosto do periódico Archives of General Psychiatry.

Esta não é a primeira vez que cientistas observam indicativos de que determinadas pessoas podem sofrer de um vício alimentar semelhante à dependência química, principalmente porque tanto as drogas como os alimentos ativam a liberação da dopamina.

Entretanto, esta é a primeira vez que uma correlação foi observada em pessoas que realmente são qualificadas como “dependentes alimentares” em um teste psicológico que avalia o grau de compulsão alimentar.

Participaram do estudo 40 mulheres jovens e saudáveis, de porte magro a obeso, que foram testadas através da Escala de Compulsão Alimentar de Yale e em seguida monitoradas por meio de exames de ressonância magnética funcional.

Fotos de um milkshake de chocolate e de um copo de água foram mostradas a todas as mulheres. Em seguida, elas foram orientadas a experimentar o milkshake (duas bolas de sorvete de creme com duas colheres de calda de chocolate) ou uma solução de gosto semelhante à saliva natural (a água pura poderia ativar regiões cerebrais relacionadas ao paladar).

O milkshake não foi o alimento escolhido para o estudo somente por causa de seu alto teor de açúcar e gordura (o açúcar já foi relacionado de forma mais consistente à dependência alimentar), mas também devido à sua fácil ingestão durante os testes de ressonância – através de um pequeno canudo levado à boca das participantes. A mastigação de barras de chocolate ou outras guloseimas poderia fazer com que as participantes movimentassem a cabeça durante o exame.

Uma hipótese surgiu quase que imediatamente: as mulheres com níveis mais altos de compulsão alimentar apresentaram maior atividade em regiões cerebrais relacionadas ao vício quando expostas às fotos do delicioso milkshake de chocolate.

Mas, inesperadamente, ao experimentar o alimento verdadeiro, elas apresentarão menor ativação cerebral. “Isso poderia ocorrer porque o cérebro é inundado o tempo todo, o que desativa alguns reatores do sistema de recompensas”, explicou Ashley N. Gearhardt, doutoranda em psicologia clínica da Universidade de Yale e autora do estudo.

“Você fica imaginando que aquele vai ser o melhor sorvete da sua vida, mas ele acaba não superando as expectativas. Talvez por isso essas pessoas acabam comendo ainda mais”, ela complementou.

Observou-se no estudo que atualmente um terço dos americanos adultos são obesos e as doenças relacionadas à obesidade são a segunda principal causa de morte evitável. Os pesquisadores também explicaram que serão necessárias pesquisas complementares para esclarecer os resultados, ressaltando, por exemplo, que a pesquisa não avaliou a fome (fato que poderia impactar nos resultados) e foi realizado apenas com mulheres.

Apesar de algumas limitações, os pesquisadores puderam observar que os padrões nervosos específicos da ativação cerebral sugeriram a presença de vício em algumas participantes. Eles ficaram especialmente preocupados com a constatação de que meras imagens de alimentos pudessem dar início à corrida cerebral.

“O que mais me preocupa é o ambiente alimentar em que vivemos. Se pensarmos que estas “pistas” podem despertar o problema, o ambiente em que vivemos é simplesmente o pior possível. Todos estes pôsteres, outdoors, guloseimas vendidas em máquinas.... Se cada uma destas 'pistas' fosse alusiva ao álcool, a recuperação de um alcoólatra seria praticamente impossível”, disse Gearhardt.

“A publicidade está por toda parte, exercendo uma influência poderosíssima sobre nosso comportamento. Mas, o impacto também pode ser dispositivo, ao ajudar as pessoas a desenvolver estratégias de autocontrole mais eficazes, modulando a vontade de comer e fazendo escolhas mais saudáveis”, disse Levin.

Outra preocupação é que 10% das pessoas que não se qualificaram necessariamente como dependentes alimentares também apresentaram alguma ativação nas mesmas regiões cerebrais.

“Mesmo que um percentual pequeno seja de dependentes alimentares em estágio mais avançado, alguns podem estar demonstrando sintomas sub-clínicos – como a vontade frequente de comer. Isso poderia ter um custo muito abrangente para a saúde pública”, disse Gearhardt.

Ela espera que este estudo estimule a comunidade científica a aceitar a dependência alimentar como uma doença, diminuindo assim o estigma em relação aos obesos e levando a formas mais eficazes de emagrecimento.

Gearhardt concluiu: “Em nossa sociedade, costumamos nos culpar o tempo todo. Quando finalmente decidimos a ver o álcool como uma causa potencial de um processo de dependência, paramos de culpar as pessoas e começamos a ajudá-las”.

Fonte iG

Como romper o ciclo vicioso da obesidade

Especialistas apontam o caminho para quem come mais do que precisa e quer mudar isso

O prazer de comer está ligado à liberação de dopamina no organismo. Estudos já demonstraram que os mecanismos da sensação de satisfação obtida com a comida – principalmente a gordurosa – são bem semelhantes ao caminho da droga no organismo.

Um estudo da Universidade do Texas, publicado no The Journal of Neuroscience, descobriu que os obesos têm menos receptores de prazer do que os demais e, por isso, comem mais para compensar.

Com tantas pesquisas reforçando o caráter vicioso do consumo de comida em excesso, para quem a balança já alcançou índices além do desejado, vencer a batalha contra o peso parece ainda mais difícil.

“Comer ativa o funcionamento do sistema de recompensa. A alimentação inadequada e exagerada vai perpetuando o próprio quadro. Hoje a relação da comida e da dopamina está mais bem estabelecida, apesar dos estudos serem relativamente recentes”, avalia a endocrinologista Maria Edna de Melo, da Associação Brasileira de Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO).

“As coisas que nos causam prazer têm a capacidade de reforçar seu próprio uso, porque são mediadas por vias nervosas viciáveis”, explica o psiquiatra Adriano Segall, também da Abeso.

“A grande diferença entre as drogas e a comida é que você não precisa da primeira, mas a segunda é, sim, uma necessidade”, avalia o médico.

Por isso, corrigir o consumo exagerado se torna bem mais complicado do que encarar a abstinência. “Ninguém pensa em tratar dependente de álcool falando pra ele beber menos, mas com a comida é por esse caminho que temos de seguir”, pondera Segall.

Um dos primeiros passos é estimular a sensação de fome e de saciedade, em geral perdida com a obesidade. Na sequência, retirar da alimentação diária as comidas que causam mais dependência, ou seja, aquelas que contêm mais gorduras.

“Elas dão menos saciedade, mas estimulam a comer mais. Temos de trocá-las”, exemplifica o psiquiatra, reforçando a importância de um tratamento multidisciplinar contra a obesidade.

Um time de especialistas deve acompanhar dieta, horários da alimentação, doenças associadas e possíveis transtornos do humor para verificar os gatilhos comportamentais e sentimentais que geram o comer abusivo.

“É a partir daí que vamos trabalhar, Não existe receita de bolo, as técnicas são bem individualizadas, é preciso testar e avaliar o resultado e, se preciso, ir corrigindo o caminho”, opina o especialista.

Doença grave
Outro ponto importante para começar a vencer a obesidade é encarar a própria condição.

“A obesidade é uma doença, mas no fundo as pessoas ainda a consideração como opção. O primeiro passo é entendê-la como uma doença crônica com consequências graves”, ressalta Maria Edna de Melo.

Enxergá-la apenas como falta de força de vontade de um indivíduo pode ser tão prejudicial quanto incentivá-lo a comer mais.

“Toda doença precisa de tratamento e essa não é diferente. Algumas pessoas precisam tomar medicamentos, outras não, mas todas precisam se tratar e procurar médicos para isso”, afirma Maria Edna.

Também é necessário fazer com que a pessoa perceba o quanto está comendo, para então diminuir o volume. Uma das táticas, explica a endocrinologista, é pedir para o paciente anotar tudo o que tem consumido. Dessa forma, ele vê quantidade e qualidade do que está ingerindo, afirmou.

Já muito preconizado, o exercício físico pode ser uma grande arma na tentativa de comer menos. Pesquisa feita na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que a atividade aumenta sensação de saciedade e diminui consumo calórico em até 30%.

A obesidade praticamente dobrou nos últimos 30 anos e é um dos principais fatores de risco para doenças perigosas como a hipertensão, o diabetes, e doenças cardíacas, além de afetar a qualidade de vida e até a fertilidade.

Fonte iG

Grécia: Biotest é a primeira empresa farmacêutica a deixar o País

Saída da empresa, que vende medicamentos para o ministério da saúde grego, abre precedente para outras companhias abandonarem o país em crise

FRANKFURT/ATENAS - A empresa farmacêutica alemã, Biotest, disse que vai parar de enviar mercadoria para a Grécia em julho, tornando-se a primeira empresa da indústria farmacêutica a anunciar que deixará o mercado do país assolado em dívidas, devido ao não pagamento de suas contas.

Embora seja uma empresa relativamente pequena na Grécia, sua saída abre um precedente indesejado para um país cujo sistema de saúde está desmoronando sob o peso da crise econômica e impasses administrativos.

"Dissemos ao Ministério da Saúde grego em abril que sairíamos do mercado em três meses, se nenhum pagamento fosse feito," disse o diretor financeiro da Biotest, Michael Ramroth ao jornal alemão Boersen-Zeitung, numa entrevista publicada no sábado. "E não acredito que maná vai cair do céu em junho", acrescentou.

A Grécia está no seu quinto ano de uma recessão profunda e enfrenta o suspense de uma eleição dramática no domingo, cujo resultado pode forçar o país a sair da zona do euro.

Algumas empresas farmacêuticas estão trabalhando em planos de emergência para manter o envio de medicamentos para a Grécia, caso ela seja forçada a sair do bloco, apesar do país, que depende fortemente da importação de materiais médicos, ter deixado muitas contas de hospitais públicos em aberto.

Ramroth, da Biotest, disse que a Grécia pagou todas as contas pendentes de 2010 mas ainda tem dívidas com a empresa - que fabrica produtos a partir do plasma do sangue para tratar queimaduras graves, hemofilia ou tétano - de 8,8 milhões de dólares das contas de 2011.

Fonte iG