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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

#Fibromialgia: Saiba o que é a doença e como é o tratamento!

A fibromialgia é uma doença é silenciosa, não detectável em exames laboratoriais e, às vezes, não causa qualquer transformação externa na pessoa

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) calcula que a doença afeta cerca de 3% da população, sendo que acomete mais as mulheres na faixa etária de 30 a 55 anos, mas existem alguns casos em pessoas mais velhas, crianças e adolescentes.

Assunto em pauta no Brasil nos últimos dias, a Fibromialgia, doença que tirou a Lady Gaga do Rock in Rio 2017, é caracteriza por dores intensas em várias partes do corpo que provocam fadiga, distúrbios do sono e episódios depressivos. A doença é silenciosa, não detectável em exames laboratoriais e, às vezes, não causa qualquer transformação externa na pessoa.

Quais são os sintomas?
Para os pacientes é difícil definir se a dor é nos músculos ou nas articulações e costumam dizer que não há nenhum lugar do corpo que não doa.

Além da dor, surgem sintomas como fadiga (cansaço), sono não reparador (a pessoa acorda cansada, com a sensação de que não dormiu) e outras alterações como problemas de memória e concentração, ansiedade, formigamentos/dormências, depressão, dores de cabeça, tontura e alterações intestinais.

E as causas?
A doença pode aparecer depois de eventos graves na vida de uma pessoa, como um trauma físico, psicológico ou mesmo uma infecção grave. O mais comum é que o quadro comece com uma dor localizada crônica, que depois progride para todo o corpo.

A fibromialgia acomete mais as mulheres na faixa etária de 30 a 55 anos, mas existem alguns casos em pessoas mais velhas, crianças e adolescentes. Por isso, é importante os pais observarem sintomas como dor desproporcional a lesões ou excesso de fadiga em seus filhos, e em casos de dúvidas procurar um profissional de saúde.

Diagnóstico
O diagnóstico é essencialmente clínico. O profissional irá realizar um exame no qual deve se manifestar dor em ao menos 11 dos 18 locais esperados de pontos musculares dolorosos. Antes de dar o diagnóstico de fibromialgia, o médico irá excluir outras condições clínicas, como doenças reumáticas e distúrbios primários do sono.

Doença crônica
A Fibromialgia é uma condição médica crônica, significando que dura por muito tempo, possivelmente por toda a vida. Mas, a Fibromialgia não é uma doença progressiva.

Ela não causa danos às articulações, aos músculos, ou órgãos internos.

Tratamento
Em relação a medicamentos, o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Dor Crônica indica o uso de relaxantes musculares apenas por curtos períodos de tempo. Em geral, a doença é tratada com o uso de antidepressivos. A prática de atividades físicas é outra aliada no tratamento da fibromialgia.

Além disso, com a publicação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, foram institucionalizadas no Sistema Único de Saúde (SUS) a homeopatia, as plantas medicinais e os fitoterápicos, a medicina tradicional chinesa/acupuntura, a medicina antroposófica e o termalismo social-crenoterapia. Essas terapias, associadas aos tratamentos convencionais, ajudam a minimizar os efeitos colaterais, trazendo mais qualidade de vida ao paciente durante o tratamento e ajudando-o a apresentar resultados positivos.

A estratégia para o tratamento ideal da dor crônica é uma abordagem multidisciplinar com a combinação de modalidades de tratamentos não farmacológico e farmacológico. O tratamento deve ser elaborado, em discussão com o paciente, de acordo com a intensidade da sua dor, funcionalidade e suas características, sendo importante também levar em consideração as questões biopsicossociais e culturais.

Quer saber mais?
A Sociedade Brasileira de Reumatologia publicou uma cartilha sobre Fibromialgia, onde você pode esclarecer suas dúvidas com relação à doença (para acessar clique aqui) E não se esqueça! Procure uma Unidade Básica de Saúde sempre que necessário.

Sepse causa mais de 200 mil mortes por ano no Brasil

Hospital Evangélico adota na rotina de atendimentos o protocolo de sepse quando necessário

Febre alta, calafrios, dificuldades para respirar, fraqueza, pressão baixa, taquicardia, diminuição da quantidade de urina, sonolência e até confusão mental são sintomas característicos de várias doenças, inclusive sepse. Mais conhecida como infecção generalizada, a sepse pode ocorrer também em apenas um dos órgãos e despertar graves reações inflamatórias por todo o organismo.

A detecção da doença nas primeiras horas após o início dos sintomas e o atendimento adequado poderiam evitar mais de 200 mil mortes por ano no Brasil. No entanto, a redução nos óbitos esbarra na superlotação dos hospitais, na falta de equipamentos, medicamentos e laboratórios e na escassez de profissionais da saúde para os atendimentos de urgência.

Segundo o Ilas (Instituto Latino-americano de Sepse), 25% dos leitos de UTIs no Brasil são ocupados por pacientes que desenvolveram a doença, considerada a principal responsável pelas mortes identificadas na unidade. A infecção pode atingir crianças, adultos e idosos de forma grave, mas ainda é pouco conhecida entre a população e, às vezes, negligenciada pela equipe médica. Conforme o instituto, a sepse mata mais que infarto do miocárdio.

“Quase ninguém sabe o que é sepse ou já ouviu falar sobre a doença. É importante que a população saiba o que é para reconhecer os sinais e sintomas iniciais e procurar ajuda o mais rápido possível. Às vezes, o paciente chega ao pronto-socorro tardiamente e, por mais que a equipe adote todos os procedimentos, é difícil controlar a infecção”, explica a coordenadora do Ilas, Mariana Barbosa Monteiro. A enfermeira esteve em Londrina para participar de um evento de capacitação promovido pelo HE (Hospital Evangélico).

Estudo publicado pelo instituto mostrou que em média, dos casos de sepse identificados nos hospitais brasileiros, 55% resultam em óbito. Já nos países desenvolvidos, a mortalidade varia de 20% a 25%. Estima-se que mais de 400 mil casos por ano ocorram no Brasil. No entanto, o cálculo é feito de acordo com os números norte-americanos e já que há subnotificação das ocorrências nos hospitais brasileiros. Neste ano, a OMS (Organização Mundial de Saúde) incluiu a sepse como uma das prioridades no setor da saúde.

“Para melhorar esses índices, precisamos de campanhas públicas, de políticas de saúde e da implementação do protocolo de atendimento nos hospitais. É importante que a enfermagem tenha bastante conhecimento para fazer o encaminhamento precoce, que a equipe médica também esteja bem treinada e toda a equipe multidisciplinar, como fisioterapeutas, fonoaudiólogos e psicólogos, esteja ciente das implicações da sepse”, ressalta Monteiro.

O Hospital Evangélico adota na rotina de atendimentos o protocolo de sepse quando necessário. Na campanha de conscientização “Tempo é vida”, a equipe dissemina as informações entre os próprios profissionais. Em linhas gerais, o protocolo prevê a administração de antibiótico e a coleta de exames já na primeira hora de atendimento. Também é necessário identificar o foco da infecção e encaminhar o paciente o mais rápido possível para um leito de UTI, mas nem sempre há vagas disponíveis.

“Nas primeiras seis horas, há uma sequência de medidas a serem adotadas pelos profissionais. De imediato, a coisa mais importante é iniciar o tratamento com antimicrobiano para eliminar a bactéria. É preciso interromper o crescimento logo no começo porque se permitirmos que a bactéria se multiplique a situação foge do controle”, frisou a médica coordenadora da UTI 2 do HE, Cintia Grion.

A chance de sobrevivência do paciente com sepse diminui 8% a cada hora quando não é administrada a medicação adequada. Ao mesmo tempo em que o combate à doença exige rapidez, também é necessário ter cautela na utilização do antibiótico, conforme lembrou a infectologista do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do HE, Fernanda Barros, durante palestra à equipe de profissionais.

“Uma pesquisa americana apontou que cerca de 70% dos antibióticos são usados de forma adequada. Então temos 30% utilizados incorretamente. Nesses 70%, mesmo quando há a indicação para o uso do antibiótico, ainda é preciso corrigir a dose, o intervalo e o tempo de duração do tratamento. Então, temos essa mortalidade que aumenta a cada hora, mas também existe um uso abusivo. É preciso haver equilíbrio para o uso racional”, alertou. O uso excessivo pode contribuir para o aparecimento de bactérias cada vez mais resistentes.

Na pediatria
Na última semana, o Hospital Universitário de Londrina passou a adotar um protocolo de sepse também para os atendimentos na pediatria. A médica da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do HU e professora de infectologia pediátrica da UEL, Jaqueline Capobiango, destacou que o hospital é um dos pioneiros no programa voltado às crianças. “Para a infância, nós não temos ainda como temos para os adultos um programa sistematizado de abordagem rápida. Agora fizemos a abertura do nosso protocolo no Hospital Universitário baseado no Instituto Latino-americano de Sepse para tentar fazer esse diagnóstico e abordagem o mais rápido possível para a pediatria. Toda a equipe do hospital está recebendo treinamento. Há poucas publicações específicas de sepse em crianças. São muitas vidas que podem ser salvas com intervenções simples, mas em tempo adequado”, comenta.

Para reduzir a mortalidade em todas as faixas etárias, a médica defende que são necessários “recursos humanos, logística de trabalho adequada e equipamentos”. “O que adianta estar em um pronto-socorro que não tem oxímetro? Como fechar o diagnóstico? É preciso ter o mínimo para atendimento rápido, além de treinamento e educação continuada. O paciente que já está internado tem um médico responsável e uma enfermeira que está de olho nele. O problema é a porta de entrada. É aquele paciente que está no pronto-socorro, no corredor do hospital porque não tem leito. Aí é que está fazendo a diferença para diminuir essa mortalidade por sepse no País”, lamentou.

Folha de Londrina

Idosos podem se vacinar?

No Dia Mundial do Idoso, especialista tira dúvidas sobre imunização na terceira idade

Rio de Janeiro, 21 de setembro de 2017 - As vacinas são uma forma eficaz de se proteger contra vírus e bactérias, por isso, é uma medida importante para a saúde da população. Mas o cuidado com as doses a serem tomadas não deve ser só para bebês, crianças ou adultos; os idosos também devem se imunizar. Para comemorar o Dia Mundial do Idoso, celebrado em 1º de outubro, o infectologista Jessé Reis, integrante do corpo clínico do laboratório Lâmina, responde às principais dúvidas sobre a vacinação na terceira idade.

Os idosos podem se vacinar?
Sim, os idosos também têm que tomar certos cuidados. Com o passar dos anos, o sistema imunológico reduz a capacidade de responder a algumas infecções. Doenças simples como a gripe podem levar a complicações respiratórias graves e induzir outras infecções bacterianas, como a doença pneumocócica.

Por que é importante a vacinação na terceira idade?
As imunizações da infância vão perdendo sua eficácia, e podem existir novas vacinas criadas depois da época do nascimento do idoso. Algumas vacinas precisam ser mantidas com doses regulares ao longo do tempo para que preservem sua capacidade protetora, como a vacina contra o tétano e a difteria, que deve ser repetida a cada 10 anos. Outras razões que podem obrigar um idoso a tomar mais vacinas são as doenças de base e aquelas que afetam o sistema imunológico, mais fragilizado nessa idade.

Quais os benefícios das vacinas para os idosos?
Além da prevenção, a imunização está ligada diretamente à redução de hospitalizações por doenças cardíacas e cerebrovasculares, que podem ser agravadas pela pneumonia ou influenza (gripe), levando até à morte. Com o calendário de vacinas para os idosos, observa-se a queda das internações por esses motivos.

Que vacinas os idosos podem tomar?
A vacina contra difteria, tétano e coqueluche deve ser lembrada como opção e deve ser feita em intervalos de 10 anos nos indivíduos que tenham o esquema básico da vacina completo. A tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) pode ser importante, especialmente em situações de viagens internacionais, para locais em que essas doenças ainda não estejam controladas. Para eles também são indicadas a vacina anual da gripe e a pneumocócica. A última protege contra infecções graves causadas por essa bactéria e é indicada, principalmente, para idosos cardiopatas, diabéticos, portadores de doenças pulmonares crônicas e/ou outras doenças crônicas. Mesmo sem doenças de base, é uma vacina importante após os 65 anos.

Outro exemplo de imunização focada na terceira idade é a vacina contra o herpes zoster, uma manifestação do vírus da varicela que acomete principalmente os idosos e pode causar grande desconforto por conta do quadro de dor crônica que gera. Já a necessidade da vacina da febre amarela deve ser avaliada por um médico, que precisa levar em consideração o benefício e os riscos de eventos adversos nessa faixa etária e/ou decorrentes de comorbidades, bem como o histórico vacinal. Atualmente, a vacina é recomendada em dose única, não sendo mais necessários reforços, e é indicada apenas para idosos que morem em áreas endêmicas ou que estejam passando por elas.

Paula Borges
paula@saudeempauta.com.br