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sábado, 10 de maio de 2014

É possível manter a vida sexual ativa após perder o pênis, dizem médicos

A amputação total do membro pode ser resolvida com uma neofaloplastia, ou seja, a criação de um novo tubo peniano com pele da região lombar, por exemplo
A amputação total do membro pode ser resolvida com uma neofaloplastia, ou seja,
a criação de um novo tubo peniano com pele da região lombar, por exemplo
Desde que não tenha afetado órgãos vitais ou provocado complicações infecciosas graves, uma amputação peniana não oferece risco de morte e, ao contrário do que o senso comum indica, não inviabiliza uma vida relativamente normal
 
Situações como essas geralmente estão relacionadas com problemas de saúde, como o câncer de pênis. Porém, o problema também pode ser resultado de acidentes e até de atos criminosos. Recentemente, com a prisão da suposta mandante do crime, veio à tona o caso de um homem que teve o pênis decepado em 2002. Contrariada com o rompimento do noivado, a ex-noiva da vítima teria encomendado a mutilação, segundo acusações.

Independentemente do fator causador, uma amputação total do membro pode ser resolvida com uma neofaloplastia, que consiste na criação de um novo tubo peniano, com retalhos de antebraço ou de pele da região lombar, explica o urologista e andrologista Paulo Egydio, especialista em cirurgia reconstrutiva urogenital que atua no hospital Sírio-Libanês.

A uretra também é refeita cirurgicamente e, dependendo do caso, possibilitará até que o paciente continue urinando em pé. Em outros casos, o indivíduo terá de fazer isso sentado.

Quanto à manutenção da vida sexual, o especialista explica que em uma segunda cirurgia é possível inserir uma prótese peniana para possibilitar firmeza e viabilizar uma penetração com o novo pênis.

Dependendo das condições, tanto o prazer sexual como o orgasmo podem ser alcançados com a estimulação erótica da região genital residual, formada pelo escroto, testículo e região perineal. Com técnicas de reprodução assistida, mesmo a geração de filhos não está descartada.
 
Perda parcial
A neofaloplastia é dispensável se o coto residual – em uma amputação parcial – tiver mais de 7,5 cm, informa Egydio. Nessas condições, as funções fisiológicas, bem como a vida sexual, com penetração e orgasmo, podem ser mantidas e até uma gravidez pode ser gerada.

Mesmo nessas situações, contudo, os médicos relatam que a perda parcial ou total do membro geralmente é seguida por um grande estresse emocional. "A ausência do pênis costuma gerar um trauma psicológico que deverá ser acompanhado por profissionais especializados", alerta o urologista Daher Chade, do Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp) e do Hospital Sírio Libanês.

O especialista ainda enfatiza a importância do apoio familiar para o bem-estar do paciente e menciona que, dependendo do quadro, serão necessárias medicações psiquiátricas para auxiliar na recuperação do indivíduo.

Reimplante
Em situações bem específicas, é possível reimplantar o membro decepado. Mas para isso, o tecido peniano não pode ter sido severamente danificado, como enfatiza o urologista André Cavalcanti, chefe do Departamento de Cirurgia Reconstrutiva e Trauma da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). 

A operação também deve ser feita com urgência e o segmento decepado deve ser acondicionado em gelo – como no transporte de outros órgãos para transplante – para se obter melhores resultados, de acordo com Egydio.

Em condições ideais, faz-se uma microcirurgia e reconstrói-se o corpo do pênis, os nervos, artérias e a uretra. O pós-operatório é delicado e depende, entre outros fatores, da qualidade do reimplante, da técnica empregada e do estado do pênis antes da operação.

Nesses casos, a chance de o paciente voltar a ter ereção, sentir prazer e manter relações sexuais varia. Se o membro for preservado e o reimplante bem-sucedido, a vida sexual é retomada naturalmente com o tempo. Porém, segundo Chade, não é incomum que o indivíduo precise usar uma prótese peniana ou recorrer a medicações para ter uma ereção satisfatória.

A respeito das próteses, Cavalcanti explica que elas funcionam com a inserção de tubos de silicone nos corpos cavernosos, a parte interna do pênis responsável pela ereção.

"Basicamente temos dois tipos de próteses: as maleáveis (semirrígidas), que podem ser manipuladas manualmente pelo próprio paciente na hora da penetração; e as infláveis, que funcionam com o auxílio de uma pequena bomba colocada no escroto", descreve. O mecanismo bombeia líquido para dentro dos cilindros e gera a ereção. Quando não está acionado, o membro fica totalmente flácido.

Quanto à micção, na maioria dos casos o paciente volta a urinar normalmente, mas há risco de complicações. Pode haver um estreitamento da uretra, o que dificultará a micção e, dependendo do caso, pode ser necessária a reimplantação da uretra no períneo ou no abdômen, encerra Cavalcanti. 
 
Uol

Suco de "luz do Sol" regula o intestino e melhora a digestão

Foto: Reprodução
Se você nunca provou o suco de luz do Sol, com certeza já ouviu falar nele

Conhecido também como suco verde ou suco vivo, ficou muito popular por auxiliar em tratamentos de emagrecimento.

E não há nada extraordinário nessa ação emagrecedora, afinal a perda e a manutenção do peso são um reflexo de um organismo saudável e nisso o suco de luz do Sol ajuda mesmo.
 
Feito com frutas, legumes, hortaliças, verduras, raízes e sementes, pode ser um importantíssimo aliado para o bom funcionamento do organismo, pois ajuda a regular o intestino, dar saciedade, tirar toxinas do corpo e melhorar a digestão.
 
Este é um suco altamente energético, muito recomendado para quem tem uma vida dinâmica e principalmente se tomado cedo, antes ou depois do treino, da caminhada ou da saída de bicicleta pela manhã.
 
Seus ingredientes são de grande valor biológico, nutritivos, desintoxicantes e antioxidantes, assim como outras bebidas que já ensinamos aqui.
 
A grande concentração de clorofila, que se transforma em hemoglobina em pouco tempo, ajuda a manter nosso sangue mais limpo e, consequentemente, nosso corpo mais saudável.
 
O suco de luz de Sol é recomendado para pessoas de todas as idades.
 
Mas fique atento: para ter um organismo funcionando com saúde e disposição, não basta tomar todos os dias o suco detox luz do Sol se não for combinado com uma dieta saudável sem gordura, frituras e bebidas gasosas.
 
Receita do suco de luz de Sol - 1 pessoa
 
Ingredientes
 
• 1 maçã orgânica com casca, picada e sem semente
 
• 1 pepino médio + meia xícara (chá) de nozes picadas
 
• 3 folhas de couve ou outra hortaliça rica em clorofila
 
• 1 mão de grãos germinados
 
• 3 ramos de hortelã ou capim-limão ou erva-cidreira
 
• 1 tubérculo (batata-doce, inhame ou outro)
 
• 1 raiz (gengibre, cenoura ou outra)
 
Modo de preparo
Com a ajuda de um mixer ou liquidificador, coloque a maçã e o pepino, até formar o primeiro líquido.
 
Coe e volte a mistura para o recipiente.
 
Acrescente os grãos germinados, as folhas verdes, a raiz escolhida e os legumes.
 
Coe num coador de pano e beba logo em seguida.
 
A Cura pela Natureza

É possível manter o prazer na cama após o nascimento do bebê, garantem especialistas

Thinkstock
Para manter o desejo sexual, casal deve dividir tarefas
Aprenda a driblar a diminuição da libido, o cansaço e os possíveis imprevistos da maternidade
 
Será que é possível conciliar maternidade a vida sexual ativa? Os especialistas ouvidos pelo R7 garantem que sim, basta espantar os receios que aparecem após o nascimento do bebê e usar artifícios para que o sexo seja especial, afinal não deixa de ser a primeira vez de novo. De acordo com a psicóloga e psicoterapeuta Iracema Teixeira, presidente SBRASH (Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana), a regra número um é o casal dividir as responsabilidades.
 
— É uma fase que a mãe foca 100% no bebê, mas quando o parceiro é compreensivo e divide as tarefas tudo se torna mais fácil, inclusive o desejo sexual.
 
É inegável que a mãe costuma concentrar as maiores responsabilidades, o que segundo Iracema não é um problema, “desde que o momento a dois não fique em décimo plano”. Segundo a ginecologista Flávia Fairbanks, especializada em sexualidade humana e membro da Sogesp (Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo), é normal a mulher perder o interesse sexual logo após o parto.
 
— Vários fatores contribuem para a diminuição da libido. Em primeiro lugar, o nível de hormônios despenca e desequilibra a mulher em vários sentidos. Além disso, ainda tem o cansaço físico e emocional.
 
A abstinência sexual recomendada pelos especialistas para a cicatrização do útero é de 40 dias (quarentena) e, caso isso não seja respeitado, a mulher pode desenvolver infecção pós-parto. No entanto, quando o prazo acaba, nem todo casal consegue retomar a atividade sexual, explica Flávia.
 
— Em média, a falta de interesse sexual pode durar até seis meses ou enquanto a mulher estiver amamentando e, consequentemente, produzindo prolactina, hormônio que diminui o desejo sexual.
 
Como a chegada do bebê exige atenção constante e também representa um período de adaptação à nova rotina, “é comum a mãe ficar estressada, ansiosa e com medo”, lembra a médica. Mas a psicóloga acrescenta que este estado emocional tem que ter data de validade.
 
— É importante reconhecer até onde é natural e quando passa a ser um problema entre o casal. O filho não pode ser uma desculpa para justificar a falta de interesse pelo parceiro. Se isso acontecer, o especialista deve entrar em cena, pois deve haver outras questões envolvidas.
 
A ginecologista da Sogesp avisa que algumas mulheres também podem apresentar dor, falta de lubrificação e, em caso de parto normal, até um pouco de flacidez na musculatura da vagina, mas tudo isso pode ser solucionado com orientação médica.
 
— A questão da flacidez, por exemplo, é facilmente contornada com fisioterapia do assoalho pélvico.
 
Período de amamentação aumenta risco de gravidez?
Nem toda mulher quer distância do marido durante o período de amamentação, que antigamente era conhecido como “anticoncepcional natural”. Segundo a ginecologista, a função contraceptiva só acontece se o bebê se alimenta exclusivamente de leite materno e a mãe não voltou a menstruar.
 
— A recomendação é que a mulher espere no mínimo seis meses para engravidar de novo, já que uma nova gravidez pode diminuir a quantidade de leite materno. No caso de cesárea, o período deve ser estendido para um ano.
 
A boa notícia é que além da camisinha, a pílula de progesterona e o DIU de progesterona podem ajudar a mulher a escapar desta armadilha. Segundo a médica, os métodos contraceptivos são adequados para o pós-parto e não prejudicam a amamentação.
 
Sexo não tem idade
A menopausa, que geralmente ocorre entre os 48 e 50 anos, é outro período da vida da mulher que o sexo pode (mas, não deve) se tornar um problema. Nesta fase, há uma queda brusca nos níveis de estrogênio — hormônio responsável pela elasticidade e lubrificação da vagina —, o que pode gerar desconforto ou dor durante a penetração. Mesmo assim, a psicóloga da SBRASH avisa que é possível manter o desejo aceso.
 
— Sexo não tem idade e atualmente há vários recursos para contornar a falta de lubrificação e, consequentemente, o desconforto na cama. O mais importante é a paciente conversar com o médico e acreditar que sexo não é sinônimo apenas de reprodução, mas também de diversão e prazer.

R7

Mulheres “sentem o cheiro” de doenças sexualmente transmissíveis nos homens

Foto: Reprodução
Segundo um novo estudo, pode ser possível “cheirar” doenças sexualmente transmissíveis nas pessoas
 
A pesquisa russa mostrou que as mulheres classificaram o cheiro do suor da axila de homens com gonorreia como menos agradável do que o cheiro de suor de homens sem a doença. Elas também foram mais propensas a descrever o cheiro de suor como “podre” se fosse de um indivíduo infectado.
 
Os pesquisadores disseram que o odor dos homens infectados pode ter mudado conforme o sistema imunológico respondeu à gonorreia. A capacidade das mulheres de farejar homens infectados pode ser parte de um mecanismo evolutivo que garante, inconscientemente, que ela não se relacione com um parceiro de risco.
 
No estudo, os cientistas coletaram suor das axilas de 34 homens russos com idades entre 17 e 25 anos. 13 tinham gonorreia, 16 eram saudáveis, e 5 tiveram gonorreia no passado, mas se recuperaram.
 
Os homens usaram camisetas com almofadas de algodão nas axilas por uma hora, e depois as almofadas foram colocadas em frascos de vidro.
 
Os pesquisadores pediram a 18 mulheres saudáveis para cheirar os frascos e classificar a agradabilidade do cheiro em uma escala de 10 pontos (com pontuação mais alta indicando um cheiro mais agradável), e também para escolher uma palavra de uma lista para descrever o odor (incluindo podre, floral, vegetal, mentolado, frutado, etc.).
 
As mulheres classificaram o suor dos homens infectados menos da metade tão agradáveis quanto o suor dos homens saudáveis. Também disseram cerca de 50% dos homens com gonorreia tinham suor que cheirava “podre”, enquanto apenas 32% dos homens saudáveis foram descritos como pútridos.
 
E, enquanto 26% dos homens saudáveis tinham um cheiro “floral”, apenas 10% das pessoas com gonorreia foram descritas dessa forma.
 
Os pesquisadores especularam que os sistemas imunológicos dos homens podem estar envolvidos, porque eles encontraram uma ligação entre a concentração de proteínas que combatem a doença (anticorpos) na saliva dos homens e o quão agradável o seu suor cheirava a mulheres: quanto maior a concentração de anticorpos, menor a pontuação.
 
Estudos anteriores com animais descobriram que infectar os camundongos com parasitas ou vírus reduz a atratividade de seu cheiro para as fêmeas. Essas pesquisas chamam a atenção para o papel crucial do sistema imunológico na modulação da atratividade do odor resultante de uma infecção.
 
No entanto, os pesquisadores afirmam que as pessoas com doenças sexualmente transmissíveis não estão exatamente em desvantagem em termos de atrair um parceiro – eles notaram que esse odor corporal “diferente” pode ser melhorado por desodorantes.
 
Hypescience

As doenças podem agir de forma diferente em homens e mulheres?

Foto: Reprodução
Cromossomos X e Y
Apesar de uma história bem documentada a respeito de uma decadência genética dramática, o cromossomo Y humano conseguiu, ao longo de milhões de anos de evolução, preservar um pequeno conjunto de genes que garantiu não só a sua própria sobrevivência, mas também a sobrevivência dos homens. Além disso, a grande maioria destes genes perseverantes parece ter pouco ou nenhum papel na determinação do sexo ou na produção de esperma.
 
Analisados em conjunto, estes resultados notáveis, publicados há pouco tempo na revista Nature, sugerem que, porque estes genes ligados ao cromossomo Y são ativos em todo o corpo, eles podem realmente estar contribuindo para as diferenças de suscetibilidade e severidade de doenças observadas entre homens e mulheres.
 
“Este estudo nos diz que o cromossomo Y não só veio para ficar, como é preciso o levar a sério, e não apenas na questão reprodutiva”, diz o diretor do Instituto Whitehead, ligado ao MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets) David Page, cujo laboratório conduziu a pesquisa com colaboradores da Universidade de Washington e da Escola de Medicina de Baylor, nos Estados Unidos.
 
“Há cerca de uma dúzia de genes conservados no cromossomo Y que são expressos em células e tipos de tecidos em todo o corpo”, ele continua. “Estes são os genes envolvidos na decodificação e interpretação da totalidade do genoma. Quão penetrantes seus efeitos são é uma questão aberta, que não podemos mais ignorar”.
 
Page acredita que esta pesquisa irá finalmente permitir que seu laboratório possa fazer a transição entre provar que os teóricos que afirmam que o cromossomo Y está definhando estejam errados para, de fato, uma nova era na biologia deste cromossomo. Ao longo da última década, Page, que também é professor de biologia no MIT e investigador do Instituto Médico Howard Hughes, e seu grupo têm desbancado o argumento mal apoiado, mas muito popular que, porque o cromossomo Y tinha perdido centenas de seus genes ao longo de cerca de 300 milhões de anos de evolução, sua extinção final seria inevitável.
 
A perda de conteúdo genético no Y não está em discussão. De fato, um estudo recente do próprio laboratório de Page mostrou que o cromossomo Y humano retém apenas 19 dos mais de 600 genes que já foram compartilhados com o seu parceiro autossômico ancestral, o cromossomo X. No entanto, comparando a sequência do cromossomo Y humano com o do chimpanzé e do macaco rhesus, o laboratório descobriu que o Y humano perdeu um único gene ancestral durante os últimos 25 milhões de anos. Desde então, o Y tem se segurado.
 
Tendo mostrado que os cromossomos Y humano, do chimpanzé e do macaco rhesus compartilham um conteúdo com gene ancestral quase idêntico, o laboratório estabeleceu neste último trabalho um mapeamento da evolução dos cromossomos Y de cinco mamíferos mais distantes: o sagui, o camundongo, o rato, o touro e o gambá. Uma comparação das porções ancestrais destes cromossomos Y revelou um conjunto de genes largamente expressos em todas as oito espécies. Tal estabilidade genética e conservação não é por acaso.
 
“Esta não é apenas uma amostragem aleatória de repertório ancestral do Y”, diz Page, observando que cada um dos genes conservados descobertos têm uma contrapartida no cromossomo X. “Este é um grupo de elite dos genes”.
 
“A evolução está nos dizendo que esses genes são realmente importantes para a sobrevivência”, acrescenta Winston Bellott, um pesquisador científico do laboratório de Page e principal autor do artigo da Nature. “Eles foram selecionados e purificados ao longo do tempo”.
 
Bellott e Page dizem que a próxima fase de sua pesquisa é determinar o que este conjunto de genes Y está realmente fazendo, o que eles admitem que simplesmente ainda não está claro o suficiente. O que está claro, eles argumentam, é que as células de fêmeas (que, com dois cromossomos X, são chamadas de células XX) são sutilmente, mas fundamentalmente, diferentes das células que são XY nos machos. E são diferentes em todo o corpo, em tecidos e órgãos que não apresentam diferenciação anatômica óbvia.
 
“Elas são semelhantes, mas biologicamente diferentes”, diz Bellott. “No entanto, temos biólogos e bioquímicos que estudam ativamente células sem qualquer ideia se são XX ou XY. Isto é fundamental para a biologia e a biomedicina, e ainda assim ninguém realmente prestou muita atenção nisso”.
 
Page e Bellott dizem que é necessário um catálogo bioquímico das diferenças entre células XX e XY, incluindo a variabilidade em processos como a expressão dos genes e produção de proteínas. Page acredita que essa busca pode ter enormes implicações para a saúde humana.
 
“Há uma clara necessidade de ir além de um modelo unissex de pesquisa biomédica”, Page diz. “O que significa que precisamos ir além de um modelo unissex da nossa compreensão e tratamento das doenças”.

Hypescience

Deputados aprovam multa de R$ 200 para fumantes

Reprodução
Pela lei atual, somente os estabelecimentos onde a norma é descumprida são penalizados; projeto será avaliado por Alckmin
 
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou projeto de lei que prevê multa de R$ 201,40 para fumantes que desrespeitarem a Lei Antifumo e consumirem cigarro em locais públicos fechados. Pela legislação atual, vigente desde agosto de 2009, a penalidade é aplicada somente sobre os donos dos estabelecimentos onde o descumprimento da norma é flagrado. Nesse caso, o valor inicial da multa é de R$ 1.007.
 
Autor do projeto, o deputado estadual Alex Manente (PPS) diz que elaborou a proposta após receber inúmeras reclamações de comerciantes sobre a dificuldade de fazer com que todos cumpram a lei. "As maiores reclamações eram de donos de casas noturnas, onde é mais difícil garantir o cumprimento porque as pessoas se movimentam mais, não é possível ter controle", afirmou ele.
 
O deputado diz ainda acreditar que a maioria das pessoas já esteja habituada à legislação. "Quando a primeira lei foi aprovada, era algo inovador, as pessoas ainda não estavam habituadas. Agora, esse hábito já foi incorporado na vida de todos, portanto, nada mais justo do que uma responsabilidade solidária, ou seja, tanto o estabelecimento quanto o comerciante devem ser penalizados em caso de descumprimento", diz.
 
O projeto foi aprovado na última quarta-feira, 30, e, nos próximos dias, deverá seguir para a avaliação do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tem prazo de 15 dias úteis a partir do recebimento para sancionar ou vetar a proposta.
 
Procuradas, as Secretarias da Saúde e da Casa Civil disseram que não comentariam o projeto porque ainda não receberam o texto na íntegra.
 
Desde agosto de 2009, 2.736 estabelecimentos comerciais foram multados por desrespeitar a regra, de acordo com a Secretaria da Saúde. No mesmo período, mais de 1,1 milhão de comércios receberam visita dos fiscais estaduais.
 
Estadão

Eli Lilly terá de pagar R$ 1 bi por contaminação de ex-trabalhadores

Getty Images
A Eli Lilly deverá pagar multa de R$ 100 mil por dia no caso de
 descumprimento das regras
Análises mostram que foram enterrados no terreno 3 mil metros cúbicos de lixo tóxico; multinacional fez ‘autodenúncia’ há 10 anos
 
A fabricante americana de medicamentos Eli Lilly foi condenada a pagar uma indenização de R$ 1 bilhão por danos morais coletivos pela contaminação de ex-trabalhadores que foram expostos a substâncias tóxicas na fábrica do grupo, em Cosmópolis, no interior de São Paulo. A empresa informou, por meio de nota, que vai recorrer da decisão.
 
Todos os ex-trabalhadores que passaram pela unidade durante o período de contaminação - 26 anos, segundo a ação, de 1977 a 2003 - terão direito a seguro saúde, para eles e para seus filhos nascidos posteriormente ao serviço, pelo resto da vida. Além da Eli Lilly do Brasil, foi condenada também a ABL (Antibiótico do Brasil Ltda), que atualmente opera a planta industrial de Cosmópolis.
 
As duas terão de custear a criação de uma fundação de pesquisa para analisar a saúde dos ex-funcionários e de seus filhos e também a contaminação ambiental provocada no solo, na água, na fauna e na flora. Cerca de R$ 150 milhões do valor da multa serão destinados a essa fundação, que deverá entrar em funcionamento em um ano.
 
Segundo o ex-funcionário da empresa Elias Soares Vieira, cerca de 500 a 700 pessoas trabalharam na fábrica durante o período de contaminação da planta industrial. Nessa época, a empresa manipulou no local produtos químicos usados para fazer agrotóxicos, produtos veterinários e medicamentos, enterrou ilegalmente os resíduos em valas e poços abertos no próprio terreno e omitiu a contaminação, permitindo o seu alastramento.
 
Análises
A Eli Lilly fez uma autodenúncia, no fim de 2004, para a Companhia de Tecnologia em Saneamento Ambiental (Cetesb), dois anos após ter passado a fábrica para a ABL. Nela, a empresa admitia ter contaminado o solo e o lençol freático. As análises mostram que foram enterrados de forma irregular no terreno da empresa 3 mil metros cúbicos de lixo tóxico.
 
Perícia anexada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) identificou no local 150 substâncias de diferentes funções - algumas com efeito carcinogênico, como alaclor, benzeno, orizalina, tebuthiuron e trifluralina. "Essas substâncias são agressivas e podem causar males irreversíveis à saúde", informa o documento.
 
O benzeno, segundo conclusão dos peritos, é a substância que mais ofereceu risco à saúde dos ex-trabalhadores. Em alguns poços de monitoramento, ele foi encontrado em uma concentração de 9,9 mil microgramas por litro, quando o padrão máximo de referência é de 5 microgramas por litro.
 
Documento da Cetesb mostra que, entre as substâncias encontradas no local, estavam fora dos padrões oficiais o tetracloreto de carbono, tolueno, benzeno, diclorometano, 1,2 diclorometano e estireno.
 
A condenação bilionária foi dada pela juíza da 2.ª Vara do Trabalho de Paulínia, Antonia Rita Bonardo. A magistrada acolheu em parte os pedidos do MPT, em ação movida em 2008. As empresas terão até o dia 19 para recorrer.
 
O promotor Guilherme Duarte sustenta que os trabalhadores da fábrica foram contaminados por exposição a metais pesados e também no descarte inadequado que era feito no local.
 
Os vapores inalados por eles foram fonte de contaminação e doenças graves. Na ação, o MPT diz que a contaminação e as doenças provocadas nos trabalhadores deram origem a danos coletivos ao Sistema Único de Saúde (SUS). Do valor da condenação, R$ 300 milhões são para reparo dos danos coletivos.
 
Interdição
Na decisão, a magistrada também proibiu a empresa ABL de usar a área onde foi comprovada a contaminação do solo e lençol freático, sob pena de multa diária de R$ 100 mil por descumprimento.
 
Na sentença de primeira instância, de 130 páginas, ficou definido que o dinheiro será destinado para entidades como o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e também para o Hospital das Clínicas da Unicamp, Hospital Celso Pierro e Centro Boldrini, que faz tratamento de crianças com câncer, todos localizados em Campinas.
 
Outro lado
A Eli Lilly informa, em nota, que "sempre fez o monitoramento da área da fábrica" e, "diante da identificação do aumento na concentração de subprodutos do processo produtivo, fez a comunicação voluntária à Cetesb, juntamente com a apresentação de um estudo sobre os impactos e de um Plano de Remediação, em fase de conclusão".
 
De acordo com o comunicado do laboratório, "não foram identificados na área indícios de metais pesados nem pela empresa nem pelas consultorias especializadas nem pela Cetesb, órgão regulador". O que, segundo a multinacional, "torna inconsistente a alegação de que ex-funcionários teriam sido contaminados". O laboratório afirma que há "laudos atestando não haver nenhuma base científica que comprove que as substâncias encontradas causem as doenças alegadas".
 
Estadão

Vitamina C melhora a imunidade diminui o estresse

Reprodução
A vitamina C é essencial para a imunidade
Nutriente também faz com que a pele fique mais bonita, previne problemas de visão e derrame e contribui para a queima de gordura
 
A vitamina C, cujo nome técnico é ácido ascórbico, é uma vitamina hidrossolúvel, ou seja, é solúvel em água. A substância foi descoberta em 1932 pelo cientista e bioquímico húngaro Albert Szent-Gyöygyi. Ela não pode ser sintetizada pelos seres humanos, sendo assim, a única maneira de obtê-la é pela alimentação. 
 
Após ser ingerida, a vitamina C participa de diversas ações bioquímicas vitais para o organismo. Ela melhora o sistema imunológico, a pele, o humor e evita problemas oftalmológicos e derrames. O nutriente também conta com forte ação antioxidante, combatendo os radicais livres. 
 
Este nutriente pode ser obtido especialmente em algumas frutas, como a laranja, goji berry, acerola, kiwi e goiaba, e verduras, como a couve e o brócolis. 
 
Benefícios comprovados da vitamina C
 
Melhora a imunidade: A vitamina C aumenta a produção de glóbulos brancos, células que fazem parte do sistema imunológico e que tem a função de combater microorganismo e estruturas estranhas ao corpo. O nutriente também aumenta os níveis de anticorpos no organismo. Assim, o nutriente ajuda a fortalecer o sistema imunológico, deixando nosso corpo menos suscetível a doenças.
 
Um estudo publicado no Annals of Nutrition & Metabolism observou que a vitamina C de fato melhora o sistema imunológico. Outras pesquisas também observaram os mesmos resultados.
  
Evita o envelhecimento da pele: A vitamina C evita o envelhecimento da pele por ser essencial para a produção natural de colágeno pelo organismo. O colágeno é uma proteína que proporciona sustentação e firmeza para a pele. Além disso, a vitamina C tem ação antioxidante, ou seja, neutraliza os radicais livres, protegendo a pele contra a degradação de colágeno. 
 
Uma pesquisa publicada no Archives of Otolaryngology - Head com 19 voluntários observou que o uso tópico de vitamina C diminui os danos na pele causados pelo sol. 
 
Proporciona resistência aos ossos: Isto ocorre porque a vitamina C é necessária para a produção de colágeno. Esta proteína além de ser benéfica para a pele, também proporciona resistência aos ossos, dentes, tendões e paredes dos vasos sanguíneos. 
 
Melhora a absorção de ferro: A vitamina C aumenta a biodisponibilidade de ferro não-heme, aquele de origem vegetal, no organismo. O ferro é importante para prevenir a anemia ferropriva que causa um estado de desânimo, lentidão de raciocínio, falta de foco e sonolência acentuada. Em crianças a ausência do nutriente pode causar o retardo do desenvolvimento cognitivo.  
 
Evita problemas de visão: A vitamina C contribui para prevenir problemas de visão em decorrência do envelhecimento. Isto porque o nutriente é um dos fatores para a prevenção da degeneração da mácula, parte da retina responsável pela percepção de detalhes. Outros nutrientes que evitam o problema são betacarotenos, vitamina E, zinco e cobre. 
 
Uma pesquisa publicada no The American Journal of Clinical Nutrition feita com 3654 pessoas observou que consumir boas quantidades de vitamina C ajuda a prevenir o desenvolvimento da catarata. 
 
Previne derrames: A vitamina C mantém as concentrações de colágeno e elastina, que em boas quantidades evitam a ruptura de coágulos e a formação de placas nas artérias. A ação antioxidante do nutriente também ajuda indiretamente, pois mantém a ação de óxido nítrico, substância que faz com que as artérias e veias fiquem relaxadas. 
 
Ação antioxidante: A vitamina C é um poderoso antioxidante que combate os radicais e assim diminui os riscos de diversas doenças, entre elas o câncer e processos degenerativos associados com a idade. 
 
Previne e melhora gripes e resfriados: Alguns estudos já apontaram que a suplementação constante de vitamina C provoca redução na duração dos sintomas do resfriado. Afinal, quando o sistema imunológico está debilitado, como em situações de gripes ou resfriados, a quantidade de vitamina C está menor e é importante fazer a reposição do nutriente. 
 
O ideal é que a pessoa tenha sempre níveis de vitamina C adequados, assim o sistema imunológico fica fortalecido e os riscos de contrair doenças, como a gripe e o resfriado diminuem.  
 
Um estudo da Universidade de Helsinki na Finlândia revidou outras 23 pesquisas sobre a vitamina C que envolveram mais de 6.000 pessoas no total. O levantamento concluiu que boas quantidades do nutriente no organismo fazem com que a pessoa fique resfriada por menos tempo e com os sintomas atenuados. 
 
Benefícios em estudo da vitamina C
 
Diminui o estresse: A vitamina C ajuda a diminuir os quadros de estresse. Isto porque o nutriente é essencial para a produção de hormônios de resposta ao estresse como o cortisol, histamina e norepinefrina.
 

A laranja é uma boa fonte de vitamina C
Um estudo publicado no International Journal of Sports Medicine feito com 45 maratonistas observou que a suplementação com vitamina C ajudou a reduzir os níveis de cortisol no organismo dos atletas. Já pesquisadores da Universidade do Alabama realizaram estudos com animais e observaram que nestes casos a vitamina C contribuiu para a diminuição do estresse. 
 
Melhora o humor: A vitamina C contribui para a melhora do humor. O benefício ocorre porque este nutriente é essencial para a produção de neurotransmissores como a serotonina, adrenalina, noradrenalina e dopamina, todos eles regulam o nosso humor. 
 
Contribui para a queima de gorduras: A vitamina C é importante para a produção de carnitina, substância responsável pelo transporte de gorduras para serem queimadas e transformadas em energia.  
 
Deficiência de vitamina C
Um dos problemas de saúde ocasionados pela falta de vitamina D é o sistema imunológico enfraquecido, que é caracterizado por gripes e resfriados frequentes. Outra complicação é o escorbuto, doença que provoca problemas nas articulações, inchaço, inflamações nas gengivas, perdas dos dentes, hemorragias, feriadas que não cicatrizam e sistema imunológico deteriorado, podendo em casos extremos levar até a morte. 
 
Interações
Quando consumida nas quantidades orientadas a vitamina C não interage com outras substâncias. 
 
Efeitos colaterais
Ao ser ingerida nas quantidades recomendadas a vitamina C não tem efeitos colaterais. 
 
Combinações da vitamina C
 
Vitamina C + ferro: A presença da vitamina C melhora a absorção de ferro no organismo. Isto porque o nutriente leva à mudança do estado de oxidação do ferro, de íon férrico para íon ferroso, tornando a absorção dele mais fácil. Além disso, a vitamina C influencia no transporte e no armazenamento do ferro no organismo. 
 
O goji berry é a maior fonte conhecida de vitamina C
Fonte de vitamina C
As frutas e vegetais são as melhores fontes de vitamina C. Sendo que as mais ricas no nutriente são a camu-camu (fruta da Amazônia) e acerola. Além disso, o nutriente também está presente na goiaba, kiwi, morango, laranja, goji berry, cranberry e caju e em vegetais como o pimentão, o brócolis e a couve de Bruxelas. 
 
Confira o quanto consumir de cada um desses alimentos para obter as quantidades necessárias do nutriente, 90 mg de acordo com o Recommended Dietary Allowances do Governo dos Estados Unidos:

- Laranja: 1 unidade e meia

- Goiaba: meia unidade

- Acerola: uma unidade

- Pimentão vermelho: 1 unidade pequena ou 1 terço de xícara picada

- Kiwi: 1 unidade e meia

- Brócolis cozido: 1 xícara

- Morango: 15 unidades médias

- Tangerina: 2 unidades

- Goji berry: 45 gramas
 
Fonte: Tabela do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. 
 
Os alimentos ricos em vitamina C devem ser consumidos preferencialmente crus, frescos e caso vá cortá-los faça isto na hora. Isto porque o nutriente oxida com facilidade quando entra em contato com o ar. Porém, após serem cozidos os vegetais ainda contém a vitamina C, apesar de em quantidade menores. A melhor maneira de cozinha-lo é no vapor, pois quando ele é cozido na água a perda do nutriente é maior. 
 
Quantidade recomendada de vitamina C
 
De acordo com o Institute of Medicine a orientação do consumo de vitamina C por faixa etária e gênero é:

-7 a 12 meses: 50 mg

-1 a 3 anos: 15 mg

-4 a 8 anos: 25 mg

-9 a 13 anos: 45 mg

-Mulheres de 14 a 18 anos: 65 mg

-Homens de 14 a 18 anos: 75 mg

-Mulheres a partir de 19 anos: 75 mg

-Homens a partir de 19 anos: 90 mg

-Grávidas menores de 18 anos: 80 mg

-Grávidas maiores de 18 anos: 85 mg

-Lactantes menores de 18 anos: 115 mg

-Lactantes maiores de 18 anos: 120 mg
 
O uso do suplemento de vitamina C
A suplementação de vitamina C é recomendada quando a deficiência do nutriente é identificada e não é possível supri-la com a alimentação. Esta suplementação deve ser recomendada após a avaliação de um nutricionista ou médico e precisa ser acompanhada por este profissional. 
 
A vitamina C é encontrada principalmente em frutas, verduras e legumes. Caso a pessoa não ingira esses alimentos é importante que ela busque a orientação de um médico ou nutricionista, pois é possível que ela necessite de suplementação. 
 
Riscos do consumo em excesso de vitamina C
Para que ocorram problemas com a vitamina C é preciso ingerir quantidades superiores a 1 grama por dia por um longo período. Chegar a esses valores por meio da alimentação é muito difícil, portanto o principal problema dos excessos são os suplementos.
 
Alguns especialistas da saúde defendem que o excesso da vitamina C pode sobrecarregar os rins e assim aumentar as chances da pessoa desenvolver cálculos renais. Outros profissionais acreditam que este problema não ocorre. 
 
Fontes consultadas:
Nutróloga Marcella Garcez Duarte, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia.
Nutricionista Carolina Arbache da Natue.
Nutricionista Laís Coelho da Natue.  
 
Minha Vida

Crianças que comem muito fast food desenvolvem QI menor, diz estudo

Fast food (Foto: Arquivo AFP)
Foto: Arquivo AFP
Fast food na infância pode prejudicar o desenvolvimento do
QI e o crescimento da criança
Pesquisa avaliou refeições de 4 mil crianças escocesas entre 3 e 5 anos. Nível sócio-econômico dos pais influencia qualidade dos alimentos servidos
 
Crianças que comem muito fast food têm mais risco de desenvolver um QI (quoeficiente de inteligência) menor até a vida adulta do que aquelas que consomem alimentos frescos, aponta um novo estudo feito pelo Goldsmiths College, da Universidade de Londres.
 
A pesquisa avaliou a principal refeição diária de 4 mil crianças escocesas entre 3 e 5 anos de idade, e o impacto do tipo de comida na capacidade cognitiva do cérebro – que envolve funções como raciocínio, memória, atenção e imaginação – e no crescimento desses participantes.
 
"É senso comum que o tipo de alimento que ingerimos afeta o desenvolvimento do cérebro, mas pesquisas anteriores só olharam para os efeitos de grupos alimentares específicos sobre o QI das crianças, em vez de tipos genéricos de refeições", diz a autora Sophie von Stumm, do Departamento de Psicologia do Goldsmiths.
 
A cientista destaca que a nutrição na infância tem efeitos permanentes sobre o QI. E o nível socioeconômico dos voluntários também influencia nisso: pais com um nível de vida melhor disseram preparar refeições saudáveis para os filhos com maior frequência.
 
"Os resultados destacam que as diferenças nas refeições das crianças também são um problema social. Mães e pais de origem menos privilegiada geralmente têm menos tempo de preparar para os filhos uma refeição cozida a partir do zero. Essas crianças acabam apresentando um desempenho pior em testes de inteligência e frequentemente sofrem na escola", afirma Sophie.
 
Na opinião da autora, colégios que ficam em áreas menos privilegiadas deveriam se esforçar ainda mais para equilibrar a dieta dos alunos, para que eles possam alcançar seu potencial de desenvolvimento cerebral. Isso porque, como Sophie destaca, o frescor e a qualidade dos alimentos importam muito mais do que simplesmente estar de barriga cheia.
 
G1

Remédios antigos: Claudemor supositório

Estudo analisa formação de memória de curto, médio e longo prazos

Autores avaliaram neurônios de lesma que vive no mar da Califórnia. Duas principais moléculas estão envolvidas nesse processo cerebral
 
Neurocientistas americanos afirmam em estudo que identificaram os processos cerebrais responsáveis por "quando" e "onde" se formam as memórias de curto, médio e longo prazos. Os resultados da pesquisa das universidades de Nova York e da Califórnia no campus de Irvine estão publicados na  revista "Proceedings", da Academia Nacional de Ciências dos EUA.
 
Os autores analisaram os neurônios da espécie de lesma Aplysia californica, que vive no mar da Califória. O animal é um bom modelo para esse tipo de estudo porque suas células neurais são bem grandes – de 10 a 15 vezes maiores que as de organismos superiores, como os vertebrados – e se parecem com as dos mamíferos. Além disso, a lesma tem uma rede de neurônios relativamente pequena, o que permite um exame rápido de sinalização das moléculas envolvidas na criação da memória.
 
Arte Memória Bem Estar (Foto: Arte/G1)
 
Foram analisadas duas moléculas principais, chamadas MAPK e PKA. Em pesquisas anteriores, cientistas já haviam descoberto diferentes aspectos de sinalização molecular para a criação da memória, e essas moléculas se mostraram envolvidas em várias formas de lembranças e plasticidade sináptica, que é a capacidade de rearranjo dos neurônios após uma lesão, por exemplo. Apesar disso, pouco se sabia sobre como e onde essas moléculas interagiam e quando exatamente eram ativadas durante esse processo.
 
Em memórias de médio (referente a horas) e longo prazos (associada a dias), tanto a MAPK quanto a PKA são ativadas. Já em lembranças de curta duração, ou seja, de menos de 30 minutos, apenas a PKA é acionada.
 
Segundo o principal autor do trabalho, Thomas Carew, professor do Centro de Ciência Neural e reitor da Faculdade de Artes e Ciências da Universidade de Nova York, a formação da memória não é simplesmente uma questão de ligar e desligar moléculas. Pelo contrário, ela resulta de uma complexa relação temporal e espacial entre a MAPK e a PKA.
 
A descoberta, segundo a equipe, oferece uma nova compreensão sobre a arquitetura molecular envolvida na construção da memória e, consequentemente, um melhor "roteiro" para o desenvolvimento de terapias contra doenças degenerativas que atingem essa região, como o mal de Alzheimer.

G1

Acidente de moto faz coração de homem girar para o lado direito

Paciente chegou ao hospital com órgão rotacionado em 90 graus. Drenagem de ar do peito fez com que ele voltasse ao normal
 
Imagens do tórax do paciente de 48 anos mostram o deslocamento do coração causado pelo acidente. Nas imagens de cima, as setas mostram a silhueta do coração, antes e depois da intervenção dos médicos. Nas imagens de baixo, elas indicam os grandes vasos do coração. (Foto: Andrea Colli / Enrico Petranzan / The New England Journal of Medicine)
Foto: Andrea Colli / Enrico Petranzan / The New England Journal of Medicine
Imagens do tórax do paciente de 48 anos mostram o deslocamento do coração causado pelo acidente. Nas imagens de cima, as setas mostram a silhueta do coração, antes e depois da intervenção dos médicos. Nas imagens de baixo, elas indicam os grandes vasos do coração
 
Os médicos Andrea Colli e Enrico Petranzan, da Universidade de Pádua, na Itália, enviaram ao "New England Journal of Medicine" o caso de um homem de 48 anos que chegou ao setor de emergência com trauma no tórax após um acidente de moto.
 
Ao avaliarem o caso, os médicos verificaram que ele possivelmente tivesse dextrocardia, problema congênito em que o coração está "invertido" para a direita.
 
Radiografia e tomografia computadorizada mostraram uma rotação para a direita de 90 graus da silhueta cardíaca e dos grandes vasos sanguíneos que chegam ao coração. Identificaram também que o paciente tinha pneumotórax (quando ar entra entre o pulmão e a pele que o envolve, a pleura) e múltiplas fraturas nas costelas, além de ruptura do baço.
 
Os médicos então concluíram que a pressão do ar na pleura era o que estava mantendo o coração na posição errada. Eles retiraram o baço e drenaram a pleura.
 
Após 24 horas, novos exames mostraram que o coração estava de volta à posição normal e já não havia sequelas.
 
G1

Funcionários da Santa Casa do Rio completam cinco meses sem salários

Reprodução
Santa Casa de Misericórdia RJ
A situação da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro continua crítica
 
Os servidores dos hospitais e cemitérios da instituição estão há cinco meses sem receber salários. Eles também reclamam das condições de trabalho e do não recolhimento de encargos trabalhistas, como Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e INSS. Na próxima segunda-feira (12), os profissionais administrativos farão uma paralisação, durante a manhã, e um novo protesto em frente à sede da entidade, no centro da capital fluminense.
 
O diretor do Sindicato dos Empregados em Instituições Beneficentes, Religiosas, Filantrópicas e Organizações não Governamentais do Estado do Rio de Janeiro (Sindfilantrópicas), Marcos Flávio de Mendonça, disse que a gestão da Santa Casa alega não ter dinheiro para fazer os pagamentos e melhorias nas unidades que administra.
 
“Cerca de 200 pessoas já foram demitidas e a única coisa que eles [gestores] mandam é procurar os direitos trabalhistas na Justiça. Virou uma barbárie. O hospital só vai reabrir quando a Vigilância Sanitária der o parecer positivo. A administração do atual provedor Luiz Fernando Mendes faz o que quer. O Dahas Chade Zarur [ex-provedor] foi afastado, mas toda a diretoria ficou”, disse Mendonça.
 
A instituição vem passando por dificuldades financeiras há alguns anos. Em julho de 2013, a Santa Casa enfrentou denúncias de fraude. O provedor Dahas Chade Zarur foi afastado em agosto do mesmo ano pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. O escândalo contribuiu para a piora na crise da entidade. 
 
Além de administrar o centenário Hospital da Santa Casa da Misericórdia, no centro do Rio, a Santa Casa é responsável pelo Hospital Nossa Senhora do Socorro, no bairro do Caju, zona portuária, pelo Hospital Nossa Senhora das Dores, em Cascadura, e por 13 cemitérios da cidade. Atualmente, a unidade vive de doações.
 
Procurada pela Agência Brasil, a Santa Casa da Misericórdia reconheceu que passa por dificuldades financeiras e afirmou que se movimenta para pagar parte das dívidas com os funcionários, até o final da próxima semana. Segundo a instituição, o hospital está sendo reorganizado “na medida do possível”.
 
A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro informou, em nota, que a Santa Casa ainda está proibida de fazer internações. De acordo com a secretaria, alguns atendimentos ambulatoriais foram liberados, como oftalmologia, cardiologia, ginecologia, dermatologia, psiquiatria, além do setor de radiologia.
 
Segundo o diretor do sindicato dos empregados, muitos funcionários estão enfrentando dificuldades financeiras, mas continuam indo trabalhar em consideração às pessoas que precisam de atendimento, como no caso do Educandário Romão Duarte, que abriga crianças órfãs e abandonadas.
 
"Quem lida com essas crianças e esses idosos das unidades da instituição que precisam de uma atenção especial tem um carinho imenso e vai trabalhar mesmo devendo aluguel de suas casas e outras contas”, disse.
 
Agência Brasil

Dieta pobre em carboidratos pode reduzir inflamação em diabéticos

Dieta pobre em carboidratos pode reduzir inflamação em diabéticos reprodução/Casa do nutriente
Foto: Reprodução /  Casa do Nutriente
Pesquisa também observou diminuição nos níveis de glicose dos pacientes que modificaram a alimentação
 
Uma pesquisa da Universidade de Linköping, na Suécia, aponta que manter uma dieta com poucos carboidratos pode auxiliar a reduzir a inflamação em pessoas com diabetes tipo 2. Sabe-se que os pacientes com a doença apresentam níveis mais elevados de inflamação, e acredita-se que esse quadro pode contribuir para o desenvolvimento de problemas cardiovasculares e outras complicações.
 
No estudo, uma alimentação pobre em carboidratos foi comparada a uma dieta tradicional, com baixo teor de gordura, em 61 pessoas com diabetes tipo 2. Somente os pacientes que consumiram poucos carboidratos apresentaram níveis reduzidos de marcadores inflamatórios no sangue. Apesar disso, a perda de peso foi similar em ambos os grupos.
 
O teste foi realizado durante dois anos pelos cientistas Hans Guldbrand e Fredrik H Nyström. Os voluntários foram aleatoriamente designados para os grupos e foram dadas sugestões de menu e conselhos de um nutricionista durante três ocasiões no primeiro ano da investigação. Os efeitos sobre a glicemia, perfil lipídico e peso foram recentemente publicados na revista Diabetologia 2012.
 
Em comparação com indivíduos saudáveis e sem diabetes, os participantes apresentaram níveis significativamente mais elevados de marcadores inflamatórios no início do estudo. Novas análises foram feitas depois de seis meses, ou seja, quando a adesão às duas dietas era maior e a perda de peso média tinha atingido o máximo. A redução de peso em ambos os grupos foi semelhante (em torno de 4 kg), enquanto os níveis de glicose diminuíram mais no grupo com a dieta pobre em carboidratos.
 
Depois de seis meses, a inflamação foi significativamente reduzida nessas pessoas, enquanto não foram observadas alterações nos pacientes que mantiveram uma alimentação normal com baixo teor de gordura.
 
Zero Hora

Mães estão entre as principais vítimas da tendinite


Mães estão entre as principais vítimas da tendinite Stock Images/Stock Images
Foto: Stock Images
Mães estão entre as principais vítimas da tendinite
Pós-parto e sobrecarga de atividades físicas podem favorecer o aparecimento da inflamação
 
Ninguém está livre dela, mas alguns grupos correm mais riscos de desenvolver o problema. A tendinite - uma doença essencialmente ocupacional - tem duas vítimas quase certeiras: os atletas e as mães. Os primeiros são até previsíveis, mas como explicar que o exercício da maternidade seja tão suscetível à doença?
 
Depois do nascimento dos filhos, mesmo durante a gestação, a preocupação delas vai toda para eles. O cuidado em amamentar na hora certa, verificar o porquê do choro, se o bebê está com frio ou calor, se está usando a roupinha certa e etc.
 
— A alteração hormonal durante a gravidez propicia uma alteração entre os tendões e a bainha, aumentando o seu volume, inflamando e levando a um quadro doloroso, principalmente no que diz respeito aos movimentos— explica o ortopedista Jorge Bitun.
 
Durante a gestação, a mulher produz um hormônio chamado relaxina, que ajuda no trabalho de parto na medida em que amolece as cartilagens e relaxa as articulações. Esse processo, associado aos hábitos novos (e intensos) de segurar o bebê, pode favorecer o aparecimento da tendinite. Uma vez instalada a inflamação, o resultado é um só: dor.
 
— A mãe fica com dificuldade para segurar o bebê, de dar banho e trocá-lo. Isso causa uma frustração por não poder participar com o seu filho de tarefas pertinentes à maternidade— observa o médico.
 
No caso dos esportistas, não há nenhuma alteração hormonal envolvida. A sobrecarga de atividades e a repetição de movimentos sem o devido alongamento podem causar uma inflamação nos tendões, estrutura que une o músculo ao osso.
 
— As tendinites em esportistas seguem um padrão específico de acordo com a modalidade do esporte. Tenistas podem ter tendinite de D' Quervain, assim como as mamães, por causa do esforço repetitivo de manusear a raquete. Podem também sofrer com epicondilites laterais ou "cotovelo de tenista" que, como o próprio nome diz, é uma inflamação localizada no cotovelo— esclarece o especialista.
 
Já os corredores podem apresentar tendinite no tendão de Aquiles (calcanhar), no joelho ou no quadril. Os boxeadores podem desenvolver o mesmo problema na mão ou no punho. . Nadadores podem apresentar uma inflamação denominada "ombro de nadador".
 
O tratamento é realizado com repouso, anti-inflamatórios e fisioterapia. Se não surtir efeito, é necessária uma intervenção cirúrgica.
 
— Há casos crônicos que o médico não consegue resolver com nada, em que o paciente prejudica a qualidade de vida. Por isso, é recomendável tomar alguns cuidados preventivos para evitar que a doença se instale— alerta Bitun.
 
As mães devem procurar fortalecer os músculos ainda durante a gestação. Ao amamentar, é essencial manter sempre a postura correta e alternar o braço que segura a criança para evitar sobrecarga.
 
Os atletas precisam fazer alongamentos antes e depois das atividades físicas, verificar se a intensidade do exercício está respeitando as características estruturais do praticante e utilizar equipamentos corretos e locais adequados para a prática. Caso verifique dor local continuada, a dica é sempre procurar um especialista.
 
Zero Hora

68% das mulheres e 50% dos homens têm excesso de gordura no corpo

Reprodução
Altos níveis de gordura aumentam risco de diabetes, AVC, infarto, doenças respiratórias e câncer, entre outras doenças
 
Quantidades muito altas de gordura no organismo atingem 68% das mulheres e 50% dos homens na capital paulista. É o que revela estudo realizado em abril pelo programa Meu Prato Saudável, parceria do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas com a LatinMed Editora em Saúde.
 
Foram avaliados 171 adultos entre 18 e 59 anos. Todos passaram pelo exame de bioimpedância, que determina a proporção de massa gorda e magra, além de mostrar quanto é água, quanto é músculo e quanto é gordura. O exame leva cerca de 3 minutos.
 
Entre todos os participantes, 35% tiveram seus níveis de gordura avaliados como alto, e 57%, como muito alto, com maior prevalência entre as mulheres. Somando os índices “alto” e “muito alto” os resultados - fora do considerado adequado - chegam a 92% para ambos os sexos.
 
Para ser considerada adequada, a taxa de gordura deve estar entre 10% e 20% para os homens e nas mulheres entre 15% e 25%. Acima de 30% de massa gorda, no caso dos homens, e de 35%, para mulheres, o índice é considerado muito alto.
 
Esses altos níveis de gordura representam risco aumentado para doenças, como diabetes mellitus, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, doenças respiratórias, pancreatite, doença hepática gordurosa não alcoólica e câncer, entre outras.
 
O método mais comumente utilizado para verificar peso, sobrepeso e obesidade é o Índice de Massa Corporal (IMC). “Porém, ele pode subestimar a gordura corporal por não diferenciá-la da massa muscular”, observa a médica Elisabete Almeida, diretora-executiva do programa Meu Prato Saudável.
 
O programa “Meu Prato Saudável” tem por objetivo mudar os hábitos alimentares da população por meio de metodologia facilitada, mostrando o que e o quanto colocar no prato das refeições, seja café da manhã, almoço ou jantar e os lanches intermediários. Com isto, a população pode manter um peso saudável ou até mesmo reduzi-lo, evitando doenças relacionadas à obesidade.
 
A metodologia do "Meu Prato saudável" ensina: preencha metade do prato com verduras e legumes (crus e cozidos) e a outra metade, divida em carboidratos (arroz, massas, batata, mandioca ou farinhas) e proteínas (animal e vegetal).
 
iG

Reforma de prédio atrasa e pacientes ainda sofrem no Hospital do Servidor de SP

 Foto: iG São Paulo
Pacientes aguardam atendimento no setor de ortopedia
Reportagem esteve na ortopedia nesta quinta-feira (8) e viu corredores lotados e muita espera para consultas e exames
 
Apesar de promessas de aumentos no número de atendimentos, os problemas e a lotação ainda continuam no Hospital do Servidor Público, na região do Ibirapuera, zona sul de São Paulo.
 
Na área da ortopedia, os pacientes, na maioria idosos, esperam horas para realizarem exames simples, como raio-x, mesmo com consultas agendadas. O hospital passa por reformas, que deveriam ter sido entreguem no mês passado.
 
A reportagem esteve no hospital na manhã desta quinta-feira (8) e encontrou a sala de espera do setor lotada de pacientes, parte deles em cadeiras de rodas e usando bengalas.
 
Moradora do Jardim Miriam, também na zona sul, a oficial de RH Heloísa de Paula Vitor, 49 anos, estava acompanhando o pai, Francisco de Paulo Vitor, 79 anos, para uma consulta. Heloísa diz que o pai sente muitas dores na região lombar e que só conseguiu a consulta porque outro paciente desistiu. “Não estava conseguindo marcar a consulta pelo site e nem ´pelo telefone. Tem vezes que a espera é de 30 a 60 dias. Como ele precisa de um especialista no quadril, a coisa complica. Consegui um encaixe de uma desistência depois de tentar por mais de 40 dias, ligando diariamente”, diz.
 
Ela diz que chegou ao hospital por volta das 6h e às 9h, o pai dela ainda não tinha sido atendido.
 
Situação parecida vivenciou a auxiliar de saúde Maria do Carmo Bernardo Belarmino, 65 anos, que estava esperando atendimento para a mãe, a aposentada Eurídice Bernardo da Silva, 81 anos, que tem problema na coluna e no fêmur, e precisa de uma bengala para se locomover.
 
“Ficamos 40 minutos na fila em pé para fazer a ficha para fazer um raio-x”, diz. Segundo Maria do Carmo, antes de passar com o médico, todos pacientes têm que realizar o exame de raio-x. “Já passou a hora da consulta e ainda nem fizemos a chapa”, diz. A consulta estava marcada para as 8h40, segundo ela. A reportagem conversou com a dupla às 9h10. Maria do Carmo diz que como a mãe não consegue andar, gastou R$ 250 de táxi entre a casa dela, em Arthur Alvim, zona leste, e o hospital.
 
Farmácia
O setor da farmácia também é alvo de reclamações de pacientes. Por volta das 7h, pouco antes do espaço abrir, cerca de 80 pessoas aguardavam na fila. Primeiro a ser atendido, o aposentado Antonio Carlos de Araújo, 72 anos, chegou às 5h da manhã no hospital.
 
“Se não chegar cedo, saio muito tarde daqui”, disse ele, que sai de Marilia, interior de São Paulo, pelo menos uma vez a cada três meses para pegar remédios contra o câncer. Após a abertura da farmácia, no entanto, ele diz ter sido atendido rápido e ter conseguido pegar a medicação.
 
Terceira na fila da farmácia, a professora Ilana Marin, 41 anos, não teve a mesma sorte e não conseguiu a medicação para a filha, de oito anos, que um problema hormonal. Ela disse que, por causa da falta do remédio, terá que marcar uma nova consulta com o médico para que ele possa receitar outro medicamento. “Ela tomava uma injeção, que começou a dar uma reação alérgica nela.
 
O médico trocou, mas não tem. Eles me deram vários números de outras farmácias para ligar, mas não atendem em nenhuma delas. Vou ter que voltar com o médico para fazer outra receita com a medicação antiga”, lamentou.
 
Resposta
O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), responsável pela administração do hospital do Servidor Público, informou que “lamenta os inconvenites causados pelo atraso [da reforma e ampliação dos prédios].
 
“Obviamente que a obra também interfere diretamente na limitação do espaço físico para atendimento aos pacientes. Mas é importante ressaltar que ninguém, absolutamente ninguém, fica sem assistência”.
 
O instituto informou que as obras do Pronto Socorro já foram concluídas e que o espaço está em fase de montagem de equipamentos. Segundo nota enviada a reportagem, foram investidos R$ 147 milhões na reforma. A autarquia não informou a data de entrega do hospital.
 
Sobre o setor de ortopedia, o instituto informou que atende em média 4.500 consultas ambulatoriais por mês. “São ofertadas além de consultas gerais, atendimento em grupos específicos e casos oncológicos. Muitas vezes, devido à complexidade dos casos, as consultas demandam maior tempo de atendimento”.
 
iG

Mal da vaca louca: teste indica que caso brasileiro é menos perigoso

Agência Brasil
Caso é considerado isolado pelo governo
Resultado não é conclusivo, mas foi comemorado pelo governo
 
Resultados de um teste internacional divulgados nesta sexta-feira (9) indicam que caso  o caso de mal da vaca louca ocorrido em Mato Grosso é atípico – no qual a doença não é causada por ingestão de alimentos contaminados que escaparam à fiscalização.
 
O dado, embora não seja conclusivo, foi comemorado pelo ministério da Agricultura. Em nota, a pasta afirma que casos atípicos podem ser detectados em "em qualquer país do mundo que tenha um sistema de vigilância robusto e transparente como o do Brasil". 
 
O teste foi feito pelo laboratório de referência da Organização Internacional da Saúde Animal (OIE), órgão ligado à Organização Mundial do Comércio e cujas recomendações balizam o comércio internacional de produtos animais.
 
Segundo a responsável técnica pelo Laboratório de Viroses de Bovídeos do Instituto Biológico de São Paulo, Maristela Pituco, o mal da vaca louca atípico decorre de uma mutação do príon celular, um agente que é comum em qualquer mamífero, em um príon infeccioso. 
 
Nos casos clássicos – nunca identificados no Brasil –, o animal fica doente por ser alimentado com rações infectadas com o agente do mal da vaca louca.
 
"Os fatores que contribuem para que o Brasil só tenha registrado casos atípicos são devido ao tipo de criação em sistema extensivo, alimentados com pastagem, às medidas de mitigação de risco adotadas desde surgimento da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) na Inglaterra", disse Maristela, que acredita ter sido esse o caso de Mato Grosso.
 
Em nota, o ministro da Agricultura, Neri Gheller, lembrou que nenhum dos 49 bovinos que nasceram à época do animal doente apresentaram sinais de infecção. 
 
"Isso demonstra a capacidade de resposta rápida do serviço veterinário oficial brasileiro, corroborando os elogios internacionais que o país vem recebendo em relação ao tratamento do caso e demonstrando o compromisso brasileiro ao consumidor nacional e internacional”, afirmou o titular da pasta.
 
A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) também comemorou o resultado do exame do laboratório, e informou que o dono dos animais sacrificados será indenizado pelo Fundo Emergencial de Saúde Animal (Fesa).

Esse é o segundo caso de mal da vaca louca identificado no Brasil. O primeiro ocorreu no Paraná, em 2012.
 
Egito e Peru anunciaram embargos à carne brasileira
O caso de Mato Grosso foi identificado em março, numa vaca adquirida pela JBS-Friboi. O animal foi sacrificado e, no início deste mês, o laboratório de referência da OIE confirmou que ele sofria da doença. 
 
A confirmação prejudicou as exportações brasileiras. O Egito, quinto maior importador da carne bovina brasileira, impôs um embargo ao produto com origem em Mato Grosso. O Peru, um cliente bem menor, suspendeu as compras de qualquer Estado do País.
 
Exportadores brasileiros também têm relatado dificuldades no Irã, sétimo maior mercado.
 
iG