Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Condromalácia patelar: seis dicas para acabar com as dores no joelho

Mulheres são as mais atingidas pela condição que pode causar dores constantes ou crises agudas
 
Condromalácia patelar é um desgaste na cartilagem do joelho, numa região chamada condilo femoral, que acaba ocasionando dor e inflamação no local. Ela é mais comum em mulheres e é dividida basicamente em quatro níveis, de acordo com a gravidade do comprometimento da patela. Quem sofre com algum grau de condromalácia patelar pode experimentar muita ou nenhuma dor, independente do grau indicado no diagnóstico. Além disso, por causar uma inflamação, pessoas com condromalácia patelar podem ter crises agudas de dor que, nestes casos, necessitam de medicação.

Não há consenso sobre as possíveis causas da condromalácia patelar, mas os médicos acreditam que certas atitudes, como estresse repetitivo das articulações do joelho (quando se pratica esportes de corrida ou saltos, por exemplo), podem favorecer o seu aparecimento. Também pode estar relacionado a uma condição muscular fraca na região do joelho e quadril, ou a um trauma no local, como uma fratura ou deslocação.
 
Outros fatores incluem falta de alongamento, exercícios feitos de forma inadequada, sobrepeso ou obesidade, hiperpressão patelar, artrose e uso constante de saltos. Independentemente da causa ou o grau da condromalácia patelar, gênero ou idade, o paciente pode sentir dores constantes, ao fazer alguns movimentos, ou apenas ter crises agudas de muita dor.
 
Algumas dicas ajudam a passar por todos esses momentos com mais conforto:
 
Manter um peso saudável
Qualquer tipo de sobrecarga da articulação do joelho pode favorecer o aparecimento da dor. Apesar do excesso de peso não ser o único fator que gera sobrecarga, ele pode favorecer a dor relacionada à condromalácia patelar. "O aumento da pressão é responsável pelo aumento da dor, independentemente do grau da doença. Se a pessoa tem grau um (mais leve) de condromalácia patelar e não se cuida, está sedentária, com sobrepeso e outros fatores ela pode ter dor, enquanto alguém com grau quatro (mais grave) que faz o oposto pode não ter dores", diz Sandra Umeda Sasaki, ortopedista do Hospital Sírio-Libanês.
 
Compressas geladas
Para aliviar a dor decorrente da condromalácia patelar, principalmente nos casos agudos, uma compressa de gelo pode ser de grande ajuda, mas é preciso critério. "Numa situação de dor aguda, bem comum em corredores, que tem dor no mesmo dia ou no dia seguinte às provas ou treinos, é indicado o uso de compressas de gelo. Da mesma forma no caso de traumas, uma batida, por exemplo", aconselha Sandra. Nestes casos, "se deve fazer a compressa com gelo por 20 minutos três vezes ao dia, mas é preciso atentar para que o gelo fique em cima da patela e não dos lados do joelho, pois há nervos no local e isso pode gerar dormência", diz Vinícius de Mathias Martins, ortopedista do Hospital São Luiz Morumbi.
 
Sentar com as pernas mais esticadas
A forma que você senta e cruza as pernas pode acarretar em dores no joelho. Elas não podem ficar flexionadas demais ou paradas muito tempo na mesma posição. No trabalho, inclusive, é importante atentar para que se tenha espaço para movimentá-las. "Você deve se sentar com as pernas na mesma altura do quadril, mas de forma que elas fiquem posicionadas um pouco mais esticadas para diminuir a pressão na patela, uma vez que quanto mais esticada menor a pressão exercida", afirma Martins. Não sentar por cima das pernas, com "pernas de índio", não ficar com a perna cruzada por muito tempo e não se deitar em cima da patela também são dicas de como evitar a dor.
 
Praticar exercícios
"Após a avaliação do fisioterapeuta devem ser prescritos exercícios específicos incluindo os isométricos. Estes são aplicados principalmente no início do tratamento pois não forçam e/ou sobrecarregam a articulação do joelho por não promoverem movimento articular", afirma Rodrigo Peres, fisioterapeuta diretor da Central da Fisioterapia. Segundo a ortopedista Sandra, exercícios de impacto, como os que envolvem saltar e os agachamentos, devem ser evitados quando há dor. "Quando for usar a bicicleta na academia deixe o banco mais alto que o normal para evitar a flexão do joelho, pode subir o banco até cinco dedos fechados acima do que você usa normalmente", orienta a especialista. O fortalecimento dos músculos da região, de forma correta, ajuda a prevenir dores relacionadas à condromalácia patelar.
 
Evitar escadas
A flexão do joelho pode causar ou piorar as dores de quem tem condromalácia patelar. "A orientação é diminuir atividades com sobrecarga e que envolvam muito esforço, como subir escadas, pois isso acaba sobrecarregando muito a articulação do joelho" recomenda o fisioterapeuta Peres. Contudo, como algumas pessoas usam as escadas como exercício, o ortopedista Martins indica que elas façam alongamento antes e depois de subir e descer escadas, e que não façam isso como exercício físico antes de tratar ou durante o tratamento da condromalácia para não haver piora na dor.
 
Escolher bem os sapatos
O sapato deve sempre ser confortável para os pés, mas quem tem condromalácia patelar precisa prestar ainda mais atenção neste momento. Usar os calçados certos para fazer exercícios, que contemplem não só no quesito conforto e amortecimento, mas também a sua pisada, é importante para não piorar a dor ou gerar novos problemas. "O salto alto funciona como um vilão nesta história, uma vez que ele retrai a musculatura posterior, que precisa estar alongada em caso de condromalácia patelar", explica Mario Ferreti, ortopedista do Hospital Albert Einstein. A recomendação do especialista é que caso a pessoa goste muito de salto, use os modelos mais baixos e com maior apoio para o calcanhar e depois compense com um bom alongamento para evitar a dor.
 
Minha Vida

O que aumenta a adesão medicamentosa?

Por Mayara Rodrigues*
 
A adesão correta ao tratamento médico é um dos grandes desafios que o setor de saúde tem que enfrentar. Esse foi um dos temas discutido no painel “Saúde populacional, adesão medicamentosa e gamificação” no segundo dia do evento Hospital Innovation Show, no qual também foram debatidas ações para melhoria da saúde populacional.
 
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que menos de 60% dos pacientes com diabetes e menos de 40% dos pacientes hipertensos seguem as prescrições médicas.
 
Na visão de Walker Lahmann, diretor executivo da Eurofarma, iniciativas isoladas não funcionam para aumentar essa adesão, é necessário um conjunto de ações por parte do setor. Um dos complicadores dessa situação é a quantidade de medicamentos que a pessoa precisa ingerir, segundo Lahmann, isso poderia ser minimizado se houvesse maior integração entre as especialidades médicas.
 
O modo de se comunicar e se relacionar está mudando em todo o mundo, e entre o profissional de saúde e o paciente não é diferente. Os conselhos das categorias precisam acompanhar esse movimento e atualizar as normas que regem a atuação dos profissionais de saúde, para aproveitar todas as oportunidades que a tecnologia está trazendo.
 
Para Severino Benner, presidente da Benner, tem que ocorrer uma transformação na saúde. Existe um conjunto de informações desestruturadas na mão de diferentes instituições que quando organizadas e compartilhadas podem trazer avanços para a saúde coletiva. Além disso, para Benner cada pessoa deve fazer a gestão de sua saúde, se utilizar cada vez mais da tecnologia para isso.

Massanori Shibata Jr., diretor executivo hospitalar da Notredame, acrescenta que o sistema de saúde precisa sofrer uma modificação na sua estrutura para que outras especialidades participem mais ativamente do cuidado do paciente. O cuidado multidisciplinar ajuda a manter o foco no paciente e não apenas na doença.
 
Um novo conceito que está se inserindo na área da saúde são as redes sociais, elas podem ser uma ferramenta para aumentar a adesão ao tratamento. Istvam Camargo, fundador e CEO da Rede Social Cidadão Saúde, diz que as maiores preocupações das instituições quanto a redes sociais para os pacientes são a segurança dos dados e a privacidade dos participantes. Por isso, Istvam recomenda o uso de redes fechadas, no qual as empresas podem se comunicar com os pacientes e gerar engajamento dos grupos.
 
Portanto, faz-se necessário olhar o desenvolvimento tecnológico como aliado a evolução da área da saúde. O mundo e a população estão em constante mudança e o setor precisa acompanhar esse movimento, senão continuará deixando muitas pessoas a margem do sistema.
 
Autor: Mayara Rodrigues, especial da Avelã para o Saúde Business

Logística reversa: o que todos temos a ver com isso?

 
Segundo estimativa da ANVISA, apresentada no Relatório “Logística Reversa, aplicada ao setor de medicamentos” em 2013, o recolhimento de medicamentos não administrados pode chegar a mais de 13 mil toneladas por ano. Da mesma forma, os Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) somaram mais de 264 toneladas em 2014, dos quais, 31,1% sem destinação adequada, de acordo com a ABRELPE (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais). Os dados são alarmantes, revelam muito a se fazer, mas já foi pior.
 
A discussão do descarte de medicamento não é recente e o marco legal mais importante para a logística reversa ocorreu com a aprovação da Lei 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), em agosto do ano passado. Além disso, alguns programas de operacionalização, coleta e transporte de resíduos sólidos e, sobretudo, de orientação à população para o descarte correto de medicamentos têm sido adotados no Brasil, alguns há muitos anos.
 
A logística reversa tem dois eixos essenciais: de um lado, o consumidor final, responsável pelo descarte de medicamentos vencidos em pontos de coleta autorizados, e de outro, os gestores hospitalares, que devem observar e aplicar recursos que permitam remanejar os medicamentos por unidades, controlar rigorosamente os prazos de validades, entre outros tantos benefícios que somam também em segurança e economicidade.
 
Nos últimos anos, secretarias de saúde e instituições públicas e privadas do setor têm investido em programas educativos e na implantação de logística de medicamentos, ancorados em tecnologias exclusivas que provisionam as demandas de cada medicamento por departamento, unidade de serviço, região, e assim por diante, com controle total de todos os materiais, conforme o produto e a validade. Devidamente rastreado, cada unidade de medicamento ou de insumo médico pode ser remanejado, realocado e resgatado em caso de recall, reduzindo a obsolescência e aumentando a segurança.
 
Como vemos diariamente, o homem tem avançado de forma importante com o desenvolvimento de novas tecnologias, mas as tecnologias necessitam essencialmente da vontade e do compromisso do homem para que sejam efetivas. Em se tratando de logística reversa de medicamento, esta é uma necessidade premente, que muito ajuda na segurança de pacientes e gestores de saúde, na economia das instituições e governo, bem como na preservação do planeta.
 
*Domingos Fonseca, Presidente da UniHealth Logística Hospitalar
 
Saúde Business

Acreditação hospitalar x engajamento do corpo clínico

Um produto ou serviço ganha muito mais valor e credibilidade quando é avaliado por autoridades isentas
 
Para conquistar o reconhecimento que eleva seus diferenciais competitivos, instituições de saúde como hospitais e laboratórios têm considerado adotar boas práticas internacionais com vistas à obtenção da acreditação. No Brasil, problemas relacionados à gestão e engajamento do corpo clínico ainda precisam ser superados para que isto se torne realidade.
 
Considerada como o processo mais completo a ser adotado pelas instituições de saúde que desejam ter seus processos de qualidade e de segurança atestados, a acreditação é uma tendência internacional que contribui positivamente com a imagem e reputação da instituição acreditada. Além disto, graças à adoção das melhores práticas para obtenção do reconhecimento, as instituições ampliam a melhoria de seus processos de qualidade, com benefícios à segurança do paciente, como a redução da infecção hospitalar e distribuição segura de medicamentos.
 
Para André Medici, Economista-Sênior para Saúde do Banco Mundial, a acreditação está intimamente ligada a processos de gestão. “É a melhoria da gestão que vai garantir que a melhoria da qualidade, a segurança dos pacientes e a gestão de riscos possam ser efetivamente compatibilizadas”, defende Medici.
 
Base do processo de acreditação, a gestão das instituições de saúde no Brasil ainda se depara com o desafio do engajamento do corpo clínico para a execução das melhores práticas. Segundo Maria Manuela dos Santos, Superintendente do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), este quadro é retrato de uma mudança ainda em curso experimentada pelos profissionais da saúde. “O hospital teve uma grande mudança nos últimos 10 anos. Ele deixou de ser uma ‘casa de aluguel’ para ser uma instituição que discute e que define o que o médico deve fazer. A partir daí, os médicos tiveram que se adaptar ao que acontece dentro das instituições e não mais atuarem livremente”, explica Manuela.
 
De acordo com Maria Carolina Moreno, Superintendente da ONA (Organização Nacional de Acreditação), 99% das instituições de saúde atendidas pela Organização enfrentam dificuldade para o engajamento do corpo clínico. “Se o grupo médico não se envolver, não existe mudança cultural. É preciso definir estrategias para que o corpo clínico participe do processo desde o começo”, explica Carolina. Para ela, fazer com que o profissional enxergue valor no processo apresentado pela gestão está entre os pontos centrais do processo.
 
Mara Márcia Machado, Diretora Executiva do IQG – Health Services Accreditation, corrobora a questão da gestão como ponto central das discussões para a conquista da acreditação. “Um novo modelo de gestão é condição necessária para que a transformação de um setor ocorra”, conclui Márcia.
 
*Elaine Martins, especial para Saúde Business

Precisamos de um Outubro Rosa ?

 
Dentre as várias datas e  eventos  “importados” dos Estados Unidos (como Halloween, Black Friday, dentre outros), há alguns anos tem sido muito disseminada a celebração do Outubro Rosa no Brasil
 
Uma breve pesquisa na Wikipedia nos possibilita saber que o uso do laço rosa foi lançado na década de 90, nos Estados Unidos, e instituído o mês nacional de conscientização sobre o câncer de mamas. 
 
A celebração visa, além de informar as mulheres, arrecadar recursos para as iniciativas para a detecção precoce e o tratamento do câncer de mamas. No Brasil, nos últimos anos, tem havido uma grande repercussão, com prédios iluminados, corridas e eventos. Ainda falta uma pesquisa de marketing social sobre o impacto destas ações para o controle desta doença.
 
De acordo com os dados mais recentes do INCA, a estimativa é que haja uma prevalência (em 2014) de 56 casos de câncer de mama para cada 100.000 mulheres, sendo de longe o mais comum (três vezes mais que o segundo colocado, o câncer colorretal). O câncer de mama é a maior causa de morte por câncer nas mulheres em todo o mundo, com cerca de 520 mil mortes estimadas para o ano de 2012. É a  segunda causa de morte por câncer nos países desenvolvidos, atrás somente do câncer de pulmão,  e  a  maior  causa  de  morte  por  câncer  nos  países  em desenvolvimento.
 
A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) divulgada em 2015 mostrou que cerca de 40% das mulheres elegíveis (50 a 69 anos) não realizou a mamografia nos últimos 2 anos.  Este número variou de 61,3% na Região Norte a 32,1% na Região Sudeste. A importância do componente socioeconômico é confirmado pelo fato de que metade das mulheres sem instrução (ou com fundamental incompleto) não fez mamografia nos últimos 2 anos e apenas 20% das mulheres com ensino superior completo estão neste grupo.  O parâmetro proposto pela Organização Mundial da Saúde é de 80% de cobertura de mamografia neste grupo (50-69 anos).
 
Assim, confirma-se que um percentual significativo das mulheres não realiza o rastreamento-padrão para câncer de mamas. Surge a dúvida se esta baixa cobertura ocorre pela baixa sensibilização das mulheres sobre a importância da realização da mamografia, ou por dificuldade de acesso aos recursos diagnósticos. Além disso, sabemos que não basta somente o rastreamento. Estas mulheres precisam ser incluídas em uma linha de cuidados, baseada em evidências que propicie o tratamento precoce, realizado de maneira adequada pelo sistema de saúde (público ou privado). Esta premissa é confirmada por publicação recente da revista Lancet que demonstra a menor sobrevida das mulheres portadoras de câncer de mamas na America Latina em comparação com a Europa, Japão e Estados Unidos.
 
Deste modo, sempre é bom lembrar que as campanhas de sensibilização são importantes para a mobilização da população, mas ela deve vir acompanhada de uma correta preparação do sistema de saúde para o tratamento adequado destas pacientes. Além disso, a prevenção primária do câncer de mamas ocorre com a mudança do estilo de vida, com redução da obesidade, alimentação pobre em frutas e vegetais, uso excessivo do álcool e sedentarismo.
 
Saúde Business

Arquitetura hospitalar: fator determinante para a hospitalidade

Até que ponto a especialização em arquitetura é relevante? Há vários aspectos nesta questão que precisam ser considerados. Mas, sem dúvida, esta é uma tendência que tem crescido e estimulado muitos arquitetos e gestores da área a repensar seu foco de trabalho. Pois, cada vez mais se exigem qualificações direcionadas para nichos de mercado que antes eram explorados por todos.
 
Por Antonio Carlos Rodrigues*
 
Se analisarmos o setor de saúde podemos ter um bom exemplo desta mobilização. Nos últimos anos se tem absorvido a alta tecnologia, disponível em diagnósticos e tratamentos. E, na vertente contrária ao emprego de tecnologia, corre-se o risco de deixar para um segundo plano e tornar frio e calculista, o relacionamento profissional-paciente ou instituição-paciente. O que é um equívoco. Afinal, a gestão da arquitetura em saúde deve oferecer aos clientes, pacientes e acompanhantes, serviços que agregam valor a um momento gerador de tensão, estresse e até desconforto. Por isso, o projeto arquitetônico pode e deve interferir para tornar esse ambiente mais acolhedor. O desafio é otimizar custos, em espaços práticos e aconchegantes para o cliente, e funcionais para a equipe de trabalho, sem abrir mão da qualidade e dos conceitos sustentáveis.
 
Apesar do conceito de hospitalidade agregar aspectos intangíveis ao atendimento que o cliente não percebe, mas que criam uma maior sensação de bem-estar, a hotelaria em saúde se reflete também em aspectos bem tangíveis como a valorização do design de interiores, do conforto visual e acústico, a boa iluminação e o uso de alta tecnologia, que passa pelo conforto, praticidade e qualidade. Daí a hospitalidade só será completa quando se unir estas duas percepções e o investimento em espaços humanizados e hospitalidade, além de uma tendência, passa a ser um diferencial e pode representar a redução do desperdício, aumento da qualidade de serviços e consequente fidelização do cliente. Um centro diagnóstico ou hospital tem que ser bom e parecer bom para transmitir a sensação de segurança e bem-estar.
 
E aí voltamos para a questão inicial: a especialização dos profissionais se torna crucial na arquitetura em saúde. Por quê? É simples responder. Os erros mais comuns nesta área são a falta de conhecimento do setor. É preciso entender muito bem a atividade e as normas que regulamentam o segmento, que são bastante complexas.
 
Se considerarmos que edifícios de assistência à saúde são empreendimentos que exigem grandes investimentos na construção, na compra de equipamentos e, principalmente, na manutenção dos custos operacionais, esses valores crescem proporcionalmente às transformações construtivas executadas sem planejamento. Problemas iniciais de projeto, decorrentes de soluções arquitetônicas inadequadas são agravadas ainda mais com as ampliações em função do aumento da demanda e o acompanhamento de novas tecnologias e equipamentos. Além disso, o aparato tecnológico se confronta com o desafio de orçamentos cada vez mais enxutos. Porém, é possível desenvolver projetos que aliem simplicidade, inteligência e baixa manutenção com custos razoáveis.
 
Enfim, o arquiteto, quando especializado, compreende melhor a demanda e debate o programa em paridade de conhecimento com seu cliente, ganhando tempo e somando experiências. O setor de saúde é complexo e altamente regulamentado, portanto, o arquiteto deve conhecer e aplicar as diversas legislações pertinentes, que incluem as exigências da Vigilância Sanitária, Prefeitura Municipal, Bombeiros, certificações, assim como a própria operação do negócio medicina. E ainda, dependendo da complexidade e da expectativa do cliente, será necessário ou não formar uma equipe de profissionais de múltiplas disciplinas que farão os projetos complementares. A arquitetura é o ponto de partida e de chegada para todos os projetos e, no setor de saúde, é determinante para a humanização, melhorando as condições dos usuários e contribuindo com o próprio tratamento do paciente.
 
*Antonio Carlos Rodrigues – arquiteto, sócio-diretor da ACR Arquitetura e Planejamento. ac.rodrigues@acr.arq.br
 
Saúde Business

Itália proibirá fumo em veículos com menores ou mulheres grávidas

Com essa iniciativa, a Itália adota uma postura europeia iniciada desde o ano passado, que visa combater o tabagismo e desincentivar seu consumo
 
O Conselho de Ministros da Itália aprovou nesta segunda-feira (12) um decreto legislativo com o qual proibirá fumar em veículos que tiverem menores de idade ou mulheres grávidas a bordo, além de outras medidas destinadas a reduzir e desincentivar o consumo de tabaco.
 
Para se tornar lei, o decreto, divulgado em comunicado, ainda precisará ser revisado pelas comissões competentes, pela Conferência Estado-Regiões e deverá ser publicado no diário oficial. A ministra daSaúde, Beatrice Lorenzin, afirmou em mensagem em seu perfil no Twitter que isso ocorrerá “antes do Natal”.
 
Entre as medidas englobadas está a proibição de fumar em veículos com menores e mulheres grávidas a bordo. Também acabará a venda de maços de dez cigarros, mais acessíveis para os jovens que os tradicionais, compostos por 20 e, portanto, mais baratos.
 
Agora os pacotes de tabaco virão acompanhados de imagens explícitas sobre as consequências de fumar, que deverão cobrir 65% da embalagem.
 
Será sancionado o uso de aditivos e aromatizantes que tornem o consumo do tabaco mais atrativo, assim como a venda de cigarros eletrônicos a menores de idade. Também está prevista a proibição de fumar nos arredores de centros de saúde.
 
O Ministério da Saúde italiano assinala que entre 70 mil e 83 mil mortes ao ano no país são atribuídas ao tabaco. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabaco mata quase seis milhões de pessoas a cada ano, das quais mais de cinco milhões são consumidoras do produto e mais de 600 mil são fumantes passivos.
 
EFE Saúde

Pesquisa mostra que 93% estão insatisfeitos com a Saúde

Andressa Anholete/ Frame/ Estadão Conteúdo
Levantamento foi feito com mais de duas mil pessoas em todo o Brasil
 
Uma pesquisa do Datafolha mostra que 93% dos entrevistados estão insatisfeitos com a Saúde no Brasil. E que 87% avaliam entre péssimo e regular o serviço prestado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para 18%, o SUS merece nota zero.

Encomendado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), o levantamento indica que a Saúde deve ser a prioridade número 1 do governo, segundo 43% das pessoas ouvidas. Em segundo lugar aparece a Educação, apontada por 27% dos entrevistados, seguida do combate à corrupção, na opinião de 10% dos participantes.
 
A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 12 de agosto, com pessoas com mais de 16 anos de todas as classes econômicas. A amostra é representativa da população, com 2.069 entrevistados em 135 municípios nas 27 unidades da federação. Desse total, 83% são usuários do SUS — ou seja, procuraram o serviço nos últimos dois anos para obter atendimento ou medicamento pelo menos uma vez.
 
Entre os usuários do SUS, 54% deram nota de 0 a 6 e 46%, de 7 a 10. No primeiro grupo, 36% apontaram o tempo de espera como o maior problema, seguido da pouca quantidade de médicos disponíveis (19%) e da falta de estrutura dos locais de atendimento (15%).
 
Do total de entrevistados, 29% relataram que estão aguardando a marcação ou a realização de consulta, exame, procedimento ou cirurgia. A demora chega a até seis meses para 58% das pessoas que estão na fila de espera. E passa de um ano para 25% dessa população. A lentidão aumentou em relação a 2014, quando o tempo na fila ultrapassava um ano em 16% dos casos.
 
— O problema maior é o tempo de espera: 80% dos que aguardam atendimento estão na fila há mais de um mês, o que significa, em muitos casos, a piora da condição de saúde ou a morte — afirma Mário Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
 
Espera por diagnóstico
O ajudante de caminhão André Luiz de Souza, de 32 anos, está há cerca de três meses à espera de um diagnóstico. Sem aguentar as dores, ele pagou pelos exames, mas há quatro dias, quando voltou a ter crises na lombar e na virilha, teve de voltar ao hospital.
 
— Estava me tratando como se tivesse pedras nos rins, mas desde sexta-feira estou sem saber o que tenho. Varei a noite de sexta para sábado esperando um urologista, porque não havia nenhum de plantão no hospital. E tive de trazer comigo minha esposa e meu filho de seis meses — contou André.

O presidente do CFM, Carlos Vital, atribui a demora no atendimento à falta de profissionais: — As condições de trabalho geram atendimento mais lento e, consequentemente, a maior espera do paciente.
 
Quanto mais sofisticado o procedimento requerido, maior a espera. A demora aumenta em cirurgias e tratamentos específicos, que exigem aparelhos caros — como hemodiálise, quimioterapia e radioterapia. Entre os que aguardam algum atendimento há mais de um ano, 44% precisam de cirurgia. Para a doutora em saúde pública e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Lígia Bahia, o levantamento confirma uma tendência:
 
— Outras pesquisas já vinham mostrando que a população aprova programas de distribuição de medicamentos, por exemplo, mas avalia negativamente os procedimentos mais complexos. Na avaliação da especialista, o momento atual da Saúde, com a dificuldade orçamentária e as negociações políticas, sugere que a insatisfação pode se agravar.
 
— Os resultados mostram que os problemas não foram resolvidos. E, de certa forma, estão até mais agravados, com a dificuldade de financiamento e o cenário político, de barganha do ministério pela falta de um plano nacional de saúde — afirma Lígia.
 
Profissionais bem avaliados
O presidente do CFM afirmou que nos últimos 12 anos o Ministério da Saúde deixou de utilizar R$ 171 bilhões do orçamento, que já estavam autorizados e disponíveis. E criticou a justificativa usada pela pasta, de que estados e municípios não apresentam projetos:
 
— A capacitação também cabe à União fazer. Se há dificuldade na elaboração do projeto, é necessário trabalhar junto, fazer uma capacitação dos agentes públicos, para que os projetos apareçam e o dinheiro seja utilizado.
 
Os profissionais de saúde do SUS foram relativamente bem avaliados. Entre os entrevistados, 61% confiam nos médicos que atendem pelo sistema, 93% dizem que os médicos precisam de estrutura de trabalho para oferecer atendimento e 86% afirmam que os médicos do SUS merecem ser valorizados, com salário e estímulos de carreira.
 
Embora a Saúde ainda seja considerada a prioridade para a maior parte dos entrevistados, o percentual de quem faz essa avaliação caiu de 57%, em pesquisa de 2014, para 43%. Por outro lado, aumentou a preocupação com a educação e a corrupção.
 
O Ministério da Saúde informou, por meio de nota, que não teve acesso à pesquisa, mas destacou que tem investido em toda a rede, principalmente na Atenção Básica. O investimento na área, segundo a pasta, passou de R$ 9,7 bilhões em 2010 para R$ 20 bilhões em 2014. Na rede, são 40.749 Unidades Básicas de Saúde (UBS) — “estruturas capazes de resolver em até 80% os problemas de saúde da população, ajudando a desafogar os hospitais gerais”.
 
A pasta também destacou investimentos em 412 Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h) e 39.227 equipes de Saúde da Família, além de programas como “Farmácia Popular do Brasil” e “Aqui Tem Farmácia Popular”, além dos sistemas de média e alta complexidade.
 
O Globo

Medicamentos: Novas orientações para beneficiar gestantes

É inegável que gestantes e lactantes se preocupam cada vez mais com suas necessidades bucais, por isso em Junho a FDA, órgão americano comparado à ANVISA no Brasil, vai lançar um novo sistema de rotulagem de medicamentos, em que seus efeitos para essas mulheres vai ficar mais claro
 
A informação no rótulo sobre a interação sistêmica de alguns medicamentos em lactantes e gestantes tem como objetivo ajudar profissionais de saúde a prescrever medicamentos seguros e adequados para mulheres durante a gravidez.
 
“O objetivo da FDA é ajudar os dentistas e profissionais da saúde a prescrever medicamentos seguros para mulheres gestantes e lactantes” disse Sandra Kweder, diretora associada da seção de novos medicamentos da FDA em um comunicado sobre a nova rotulagem.
 
Essas informações são importantes porque, entre vários outros motivos, as mulheres passam por várias modificações sistêmicas durante a gravidez, o que pode exigir a alteração da dose de alguns medicamentos que ela toma. 
 
A rotulagem também deve incluir informações para lactantes e se as substâncias farmacológicas presentes neles podem ser passadas ou não para o bebê.
 
Terra

Santa Casa de São Paulo demite 1,4 mil funcionários

A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo demitiu 1.397 funcionários, entre médicos, profissionais de saúde, técnicos de segurança e psicólogos
 
Os desligamentos, efetivados ontem (13), tinham sido anunciados na semana passada. O corte significa uma redução de 12% no quadro de empregados da instituição.
 
A decisão foi tomada após reunião com representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT) e de 13 sindicatos, entre os quais o Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp). O valor total das rescisões está em torno de R$ 60 milhões.
 
Em nota, a Santa Casa diz que a medida foi necessária para garantir a sustentabilidade da instituição. “Antes de chegar ao estudo para essa redução de quadro, a instituição priorizou ações de gestão, produtividade e controle, bem como de renegociações com fornecedores”, destaca a nota. O hospital filantrópico garante que vai manter as metas contratuais e os atendimentos prestados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
 
A instituição vem enfrentando dificuldades financeiras ao menos desde 2014, quando uma auditoria feita pelas Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Ministério da Saúde, Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo e Conselho Estadual de Saúde revelou que a dívida da Santa Casa alcançava R$ 433,5 milhões. Uma apuração externa, porém, mostrou que o montante devido pela instituição somava mais de R$ 773 milhões.
 
Agência Brasil

Medicamentos: Os cuidados com a via de administração

Alguns tipos de medicamentos requerem atenção redobrada no momento de orientar a via de administração correta. Saiba quais e veja como informar adequadamente o consumidor
 
Colírios: é preciso ter muita atenção com a higiene, tanto no manuseio do medicamento para evitar a contaminação dos frascos, como o contato com as mãos nos olhos. O cumprimento dos horários prescritos (considerando que, em grande parte das vezes, há uma periodicidade maior comparativamente a outros medicamentos) e atenção para a validade do medicamento após a abertura do mesmo também são de suma importância.
 
Aerossóis nasais e dispositivos de inalação: cada medicamento tem orientações próprias discriminadas pelo fabricante em função dos modelos disponíveis. Existem situações específicas como, por exemplo, a orientação de enxaguar a boca logo após a inalação de corticoides para se evitar a proliferação de fungos.
 
Supositórios, óvulos e cremes vaginais: são formas farmacêuticas com que, normalmente, os pacientes não têm familiaridade, daí a necessidade de explicar os cuidados com a administração, posição correta, duração do tratamento, cuidados com os medicamentos que utilizam aplicador, etc.
 
Suspensões: é uma forma que requer muita atenção no momento da explicação ao paciente, particularmente, daquelas que exigem o preparo no momento do uso, além da necessidade de esclarecimento a respeito do prazo de validade de preparações extemporâneas. Quando a suspensão for preparada, é importante salientar que a água deve ter sido fervida e não colocar a água fervente na preparação, como ocorre muito frequentemente. A questão da agitação antes do uso deve, também, ser colocada e avaliada se o paciente entendeu que deverá fazê-lo antes de todas as administrações e não somente uma única vez.
 
Adesivos transdérmicos: orientação sobre não utilizar, por exemplo, quando o paciente se submeter à sauna e os locais corretos de colocação do adesivo.
 
Esquemas multidrogas: atuação de importância do farmacêutico particularmente em verificar se o paciente entendeu todas as orientações fornecidas sobre prescrições contendo esquemas tríplices para tratamento de gastrites ou úlceras decorrentes de H. pilori.
 
Cápsulas: alertar para que não sejam abertas e seu conteúdo misturado com alimentos ou bebidas. Muitas pessoas apresentam dificuldade na deglutição e não mencionam aos profissionais da saúde. Em meio doméstico, elas resolvem a situação abrindo as cápsulas e misturando o conteúdo em diversos alimentos ou bebidas.
 
Comprimidos: assim como as cápsulas, nem todos têm facilidade na deglutição de comprimidos e, muitas vezes, partem os comprimidos para facilitar. A informação sobre a não possibilidade de cortar os comprimidos quando for o caso, bem como, o que é um comprimido revestido, de ação modificada e outras estratégias de liberação do fármaco devem ser cuidadosamente colocadas para que o paciente não comprometa a integridade da forma farmacêutica e que, desta maneira, a segurança não fique comprometida. É fundamental que o paciente entenda a razão do procedimento para não praticá-lo.
 
Fonte: professora titular e farmacêutica responsável pela Farmácia-Escola da Universidade de São Paulo (FCF-USP) e professora titular do curso de Farmácia da Universidade de Guarulhos (UnG), Maria Aparecida Nicoletti
 
Guia da Pharmacia