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sábado, 15 de março de 2014

Material de hemodiálise deverá ser descartável para quem tem hepatite

Centro de Nefrologia Bom Despacho MG hemodiálise (Foto: Reprodução/TV Integração)
Foto: Reprodução/TV Integração
Equipamentos de hemodiálise: resolução define novas regras
Antes, troca de filtro que só ocorria em pacientes com HIV. Saúde também lança portaria para tratar doenças renais mais cedo
 
Uma resolução da Anvisa publicada nesta sexta-feira (14) proíbe o reuso de um material que faz parte do procedimento de hemodiálise em pacientes com hepatite B e C. Antes da nova regra, isso só era feito no caso de pacientes com HIV. A medida tem o objetivo de tornar o procedimento mais seguro.
 
A hemodiálise é o tratamento indicado para pessoas que perderam a função dos rins que permite a filtragem do sangue, como em um rim artificial. O material que passará a ser descartado depois de cada uso entre os pacientes com hepatite é o dialisador, filtro que livra o sangue das impurezas. As clínicas terão um ano para se adequar às novas normas.
 
O médico Daniel Rinaldi dos Santos, presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) explica que, durante a hemodiálise, o sangue sai do paciente e, por meio de um tubo – chamado de linha de sangue – chega ao dialisador. Lá, o sangue recebe uma solução líquida para tirar suas impurezas e é filtrado. Em seguida, o sangue já purificado retorna para o paciente por meio de outra linha de sangue.
 
Outra mudança determinada pela Anvisa é que as linhas de sangue passarão a ser descartáveis para todos os pacientes. A adequação a essa norma poderá ser feita em até três anos.
 
Hoje em dia, o material utilizado na hemodiálise de um paciente é, depois do procedimento, lavado, processado, esterilizado e guardado para uso posterior do próprio paciente. “É muito pouco provável que haja contaminação, pois esse material é processado de forma separada nas clínicas. Mas as mudanças são um grande avanço porque realmente vai tornar o procedimento muito mais seguro não só para o paciente, mas também para o funcionário”, diz Santos.
 
Ampliação de atendimento
Também nesta sexta-feira (14), o Ministério da Saúde anunciou, por meio de uma nova portaria, a criação de uma linha de cuidado para pessoas com doença renal crônica.
 
Segundo Santos, a portaria determina que o médico da atenção básica receba uma orientação sobre como diagnosticar precocemente problemas renais em diabéticos, hipertensos e idosos. “Esse paciente vai ser diagnosticado na unidade básica de saúde, acompanhado, tratado e, se tiver piora significativa na função dos rins, vai ser referendado para uma rede de especialistas como nefrologista, psicólogo e enfermeira.” Só em fases mais avançadas o paciente será encaminhado para clínicas de hemodiálise.
 
Santos observa que, hoje, não existe uma rede organizada de atendimento a esse paciente e a consequência é que o diagnóstico só acontece quando o paciente já perdeu grande parte da função dos rins. É comum que ele tenha que partir direto para um tratamento de hemodiálise. Um tratamento precoce abre a possibilidade de preservar a função dos rins e evitar a necessidade da hemodiálise ou do transplante.
 
Atualmente, cerca de 100 mil brasileiros fazem hemodiálise, de acordo com a SBN. Segundo Santos, 70% perdem a função dos rins por pressão alta e por diabetes.

G1

Cientistas italianos criam roupa que monitora funções vitais de recém-nascidos

O monitoramento de sinais vitais por roupas inteligentes reduz o estresse de bebês prematuros e seus pais (Foto: BBC)
Foto: BBC
O monitoramento de sinais vitais por roupas inteligentes
reduz o estresse de bebês prematuros e seus pais
O uso de fios inteligentes incorporados à malha do tecido permite um tratamento menos estressante para bebês e seus pais
 
A luta pela vida de um bebê prematuro numa incubadora e coberto por eletrodos é uma experiência difícil para seus pais.
 
Normalmente, eles têm poucos minutos por dia para estar ao lado da criança e vivem uma rotina desgastante, de grande preocupação com a saúde do recém-nascido.
 
Amenizar este sofrimento foi o objetivo de três italianos - um engenheiro, um médico e uma empresária do ramo têxtil - ao criar uma roupa com tecido especial capaz de monitorar dados cardíacos, respiratórios e de movimentos de bebês.
 
"Isso possibilita uma terapia fundamental: a do contato da pele da mãe com a do filho", diz Rinaldo Zanini, diretor da maternidade e coordenador médico da unidade de terapia intensiva neonatal do hospital da Província de Lecco, no norte da Itália, em entrevista à "BBC Brasil".
 
"Ainda temos controle e segurança, mas sem criar uma barreira entre os dois."
 
Fios inteligentes
Na verdade, os cabos e sensores ainda estão lá, mas integrados ao tecido. É como se os recém-nascidos "vestissem" os eletrodos.
 
Os dados captados pela roupa são analisados em tablets, computadores ou celulares (Foto: BBC)
Foto: BBC
Os dados captados pela roupa são analisados em tablets,
computadores ou celulares
Feitos de prata, os fios inteligentes são bons condutores de eletricidade. "Isso garante boa qualidade do sinal para o monitoramento", afirma pesquisador Giuseppe Andreoni, da Universidade Politécnica de Milão.
 
Ao mesmo tempo, os fios têm uma textura semelhante à da malha de algodão e propriedades antibacterianas, evitando alergias no bebê.
 
No protótipo final, os fios inteligentes foram incorporados à costura das mangas. "Assim, temos certeza de que sempre estão em contato com a pele", explica a empresária Alessia Moltani à "BBC Brasil".
 
Um modem preso à roupa transmite por rede sem fio os dados captados por sensores. As informações podem ser, então, analisadas por computador, tablet ou celular.
 
Cura e cuidado
Assim, tenta-se conciliar a cura com o cuidado. O uso do tecido inteligente diminui o impacto psicológico na mãe, que já está sensível pela gravidez encerrada antes da hora.
 
Também evita uma terapia incômoda, em que os eletrodos presos à pele do bebê devem ser trocados diariamente.
 
Pesquisas mostram que o contato da mãe com o bebê prematuro ajuda na recuperação (Foto: BBC)
Foto: BBC
Pesquisas mostram que o contato da mãe com o bebê
prematuro ajuda na recuperação
Nos testes, os bebês eram duplamente monitorados, pelo método tradicional e pela roupa.
 
"Cientificamente, chegamos aos mesmos resultados", diz Zanini. "Mas o novo tratamento é menos estressante e favorece a descida do leite materno", afirma Zanini.
 
Marina Padovan foi uma das mães que aceitou fazer parte da pesquisa. Ela chegou à maternidade para um parto prematuro com 32 semanas de gravidez. Seu filho nasceu com 1,340 quilos e ficou um mês e meio no hospital.
 
"Era difícil ver meu filho com todos aqueles tubos e fios. Pedia ajuda à enfermeira a cada amamentação", diz ela, que, por isso, decidiu testar o protótipo da roupa inteligente. "Era melhor ter ele monitorado, mas no meu colo, sem precisar da ajuda de ninguém."
 
'Start-up'
Há dez anos, a ciência estuda diferentes aplicações desses tecidos eletrônicos. Seu uso em roupas de bebês é o mais novo passo deste tipo de tecnologia, que poderá ser usada também para monitorar idosos no futuro.
 
O projeto nasceu há cerca de quatro anos, como uma pequena empresa, ou "start up", na Universidade de Milão. A Comftech hoje faz parte de um grupo seleto de oito empresas da União Europeia que integram o programa do Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia, dedicado à saúde e prevenção de doenças.
 
Segundos dados oficiais, nascem cerca de 40 mil bebês prematuros a cada ano na Itália, o que representa cerca de 7% do total de partos. Nestes casos, a roupa oferece um tratamento mais humanizado.
 
No entanto, seu uso caseiro requer atenção. "Não é um instrumento genérico para dar uma falsa sensação de segurança aos pais", alerta Zanini. "A roupa revela situações de crise e perigo, mas é necessário também ensinar a eles a como reagir numa emergência assim."

G1

Injeção de óleo ou silicone industrial no braço pode matar, diz médico

Foto distribuída pela agência Barcroft mostra Arlindo de Souza, de 43 anos, que injeta uma mistura de óleo mineral e álcool para aumentar o volume nos braços (Foto: Maria Andrade/Barcroft Media/Other Images)
Foto: Maria Andrade/Barcroft Media/Other Images
Foto distribuída pela agência Barcroft mostra Arlindo de
 Souza, de 43 anos, que injeta uma mistura de óleo mineral e
 álcool para aumentar o volume nos braços
Goiano morreu após uso de silicone; pedreiro de PE injetou óleo nos braços. Substâncias podem mudar de lugar e entrar na corrente sanguínea
 
O uso de injeções de óleo mineral e álcool ou a aplicação de silicone industrial para aumentar o tamanho de partes do corpo, como os braços, são técnicas caseiras condenadas por médicos, que classificam os métodos como perigosos por oferecer risco à saúde. O uso desses métodos pode até matar, segundo os especialistas.
 
Dois casos de pessoas que recorreram aos procedimentos estéticos caseiros foram registrados neste mês no Brasil.
 
Em Goiânia (GO), o analista de laboratório Marcos Paulo Batista dos Santos morreu aos 34 anos após injetar silicone industrial nos braços. Santos ficou internado 12 dias em um hospital após ele mesmo aplicar um produto no corpo que, segundo a Polícia Civil, é normalmente usado na limpeza de carros e na impermeabilização de azulejos.
 
Em Olinda (PE), o pedreiro Arlindo de Souza, 43 anos, teve sua história contada pelo site “Huffington Post” e foi apelidado de “Popeye da vida real” pelo jornal on-line britânico "Daily Mail" após mostrar seus bíceps de 73 centímetros “moldados” com a ajuda de injeções de óleo mineral e álcool.
 
Segundo o médico infectologista Paulo Olzon, presidente da associação dos médicos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ambos os métodos podem causar consequências graves aos usuários.
Ele explica que as substâncias podem invadir a corrente sanguínea e provocar embolia pulmonar, quando há obstrução de artérias ou veias do pulmão.
 
Além disso, é alto o risco de infecção, com chances de o membro sofrer algum tipo de trombose – o que pode causar até uma amputação.
 

Detalhe da imagem mostra bíceps de Arlindo "Montanha", que injetou óleo mineral misturado a álcool e anestésico para aumentar o tamanho do seu braço (Foto: Maria Andrade/Barcroft Media/Other Images)
Foto: Maria Andrade/Barcroft Media/Other Images
Detalhe da imagem mostra bíceps de Arlindo "Montanha",
que injetou óleo mineral misturado a álcool e anestésico para
 aumentar o tamanho do seu braço
Efeito da gravidade
No caso das injeções de óleo mineral nos braços, as substâncias procuram espaços existentes entre os músculos e a pele, permanecendo nesses locais. “A tendência futura é que o líquido vá para partes mais baixas do corpo por efeito da gravidade”, explicou Olzon.
 
Desta forma, com o passar do tempo (meses ou até anos), o líquido pode descer para a mão, por exemplo, e formar um volume que dificilmente poderá ser diminuído com ajuda médica. “O líquido fica espalhado e há dificuldade para drená-lo”, explica Olzon.
 
De acordo com o médico João Morais Prado Neto, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, pessoas que buscam esse tipo de método precisam de ajuda psicológica. Segundo ele, eles podem estar sofrendo de dismorfismo corporal, transtorno caracterizado por uma preocupação obsessiva com algum defeito inexistente na aparência.

'Popeye pernambucano'
O pedreiro Arlindo de Souza, popularmente conhecido com Arlindo Montanha, se orgulha de manter braços com 73 centímetros, moldados com a ajuda de musculação e injeções de óleo mineral e álcool, que lembram os braços do personagem marinheiro Popeye.
 
Em entrevista ao "Huffington Post", publicada nesta terça-feira (11), as injeções foram aplicadas pelo próprio "Montanha". Ele afirmou no vídeo distribuído pela agência Barcroft que sabe que a estratégia é perigosa, citando inclusive a perda de um amigo após sofrer com problemas pelo excesso de aplicações das substâncias. Na cidade, o pernambucano virou atração turística, mas sua família teme pela sua saúde.
 
Procurado pelo G1, Arlindo não quis dar entrevista.
 
José Carlos de Oliveira, amigo do "Popeye pernambucano", responsável por gravar e publicar na internet um vídeo que mostra os músculos artificiais do brasileiro. Ele conta que conheceu Arlindo quando ele tinha um corpo normal. "Era bem malhado, mas depois começou a fazer isso", disse.
 
Segundo Oliveira, Montanha chegou a misturar o óleo com anabolizantes. "Ele é gente boa, mas por não ter conhecimento acaba fazendo uma coisa que não deveria", explica. "Somos amigos até hoje, mesmo sendo muito diferentes. Vou na casa dele, ele vem na minha”, diz Oliveira.

A intenção de Arlindo, segundo Oliveira, é ser mais forte do que todo mundo. Mas o amigo enxerga o risco: "Aquilo não é músculo. Tenho um amigo que morreu por injetar assim. Aqui é muito comum malhar, algumas pessoas usam esse tipo de anabolizante, mas é errado", diz o vigilante.
 
G1

Anabolizantes fazem crescer os músculos sob risco de câncer e infarto

Imagem ilustrativa retirada da internet
Esteroides alteram metabolismo, provocam impotência sexual e não aumentam força
 
Músculos volumosos, que chamam a atenção, são o sonho de quem pega pesado na academia. Mas nem todo mundo tem paciência para seguir o treino sem falhas e esperar os resultados aparecerem - na dúvida entre desistir dos exercícios e alcançar músculos fortes, tem quem acabe buscando os esteroides anabolizantes como alternativa para conseguir resultados mais rápidos.
 
"Essas drogas, apesar de serem ilegais, são facilmente encontradas", afirma a cardiologista Luciana Janot, do programa de cardiologia do Hospital Albert Einstein. Em geral, as fórmulas são derivadas da testosterona, o hormônio sexual masculino, e causam a retenção de líquidos - daí o inchaço da musculatura. Os hormônios do crescimento (HGH), naturalmente produzidos pela hipófise, também têm sido usados como anabolizantes.

"Devido à dose extra de hormônios, o metabolismo celular aumenta, surge o inchaço e os exercícios intensos provocam hipertrofia muscular", afirma a cardiologista. Nem mais fortes os músculos ficam, já que o aumento das fibras não é resultado de esforço, mas do acúmulo de líquidos - a ilusão até pode gerar lesões se a carga de peso for aumentada sem cuidado.
 
Os riscos para a saúde, incluindo o perigo de morte, são muitos. Se você ainda tem alguma dúvida relacionada aos perigos dos anabolizantes, veja os alertas dos especialistas e abandone imediatamente essa ideia. 
 
Coração - Getty ImagesRiscos cardiovasculares
Uma consequência grave sofrida por quem abusa dos anabolizantes são os problemas cardiovasculares. Com a dosagem extra de hormônio circulando na corrente sanguínea, o músculo cardíaco pode ser vítima de fibroses (desenvolvimento exagerado de tecido muscular), devido ao aceleramento do metabolismo. Essas fibroses podem obstruir as veias, impedindo a passagem do sangue e causando ataques cardíacos. 
 
Fígado - Getty ImagesCâncer hepático
O fígado, por ser responsável pela metabolização de todos os medicamentos, acaba sendo sobrecarregado com a alta dosagem de hormônio no corpo e pode falhar - nem sempre as enzimas são suficientes.
 
Em casos mais graves, a sobrecarga causa nódulos nas células, que provocam câncer. 
 
Colesterol - Getty ImagesColesterol
O endocrinologista Tércio Rocha, da Academia Brasileira, explica que essa sobrecarga no fígado também pode causar um aumento na produção de enzimas, o que faz o órgão produz mais colesterol ruim (o LDL) do que o bom (HDL). A gordura se acumula nas paredes das artérias do coração e do cérebro - por isso as veias entupidas podem causar derrame e acidente vascular (AVC). Em média, 75% do colesterol do corpo é produzido pelo fígado para as ações reguladoras do metabolismo. Quando há excesso de hormônio para ser metabolizado no fígado,há queda na produção do chamado colesterol bom (HDL) e aumento a produção do chamado colesterol ruim (LDL). 
 
Infertilidade - Getty ImagesProblemas de fertilidade no homem
Nos homens, há alto risco de atrofia dos testículos e infertilidade, de acordo com o endocrinologista Filippo Pedrinola, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). "Com altas doses de hormônio, os testículos perdem a capacidade de produzir testosterona, efeito que pode ser temporário ou permanente, dependendo de cada caso". Inibição da testosterona também pode levar à impotência. "Os anabolizantes provocam bloqueios numa glândula chamada hipófise, que é a glândula que controla a fabricação de testosterona. Com isso, o homem pode entrar em um estado chamado de hipogonadismo, ou seja, a falta do hormônio masculino". Nesta situação, há perda ou diminuição do desejo sexual, além de prejuízo na qualidade e na capacidade de ereção (disfunção erétil). 
 
Hormônios - Getty Images Desequilíbrio hormonal
O excesso de testosterona no organismo desequilibra o sistema hormonal dos homens e das mulheres. No caso delas, há aumento de pelos, engrossamento da voz, aparecimento do pomo de adão e hipertrofia do clitóris, o que atrapalha o prazer sexual. Os homens sofrem com a perda da libido e observam o aparecimento de mamas. "O homem pode ter um aumento do tecido mamário, problema conhecido por ginecomastia. "Parte da testosterona é convertida em estradiol, um hormônio feminino, estimulando o desenvolvimento de mamas, às vezes só uma cirurgia é capaz de reverter esse quadro", afirma Jomar Souza, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE). 
 
Acne - Getty Images Pele com acne
O abuso de anabolizantes pode vir acompanhado de problemas cutâneos. O endocrinologista Tércio Rocha explica que a ação anabólica causa hipertrofia também nas glândulas sebáceas, responsáveis pela oleosidade natural da pele.
 
"Quanto maior for o uso de esteroides, maior será a oleosidade da pele e há o surgimento de acne", afirma o especialista. 
 
Anabolizantes - Getty Images Hepatite e HIV
O endocrinologista Filippo Pedrinolla reforça um risco associado ao consumo de anabolizantes: muitas versões podem ser consumidas de forma injetável.
 
As seringas e as agulhas, se não forem novas e esterilizadas, aumentam o risco de contágio de AIDS e hepatite.
 
Crescimento - Getty Images Atrapalha o crescimento 
Quando a droga é usada por jovens menores de 21 anos, os danos podem ser maiores ainda.
 
"Em adolescentes, o excesso de testosterona atrapalha o crescimento e acelera puberdade, piorando o desenvolvimento", afirma o endocrinologista Filippo Pedrinolla. 
 
Agressividade - Getty Images Aumento da agressividade
O endocrinologista Tercio Rocha explica que a testosterona é conhecida como o fator de maior contribuição no nível de agressividade do homem.
 
Pessoas que tomam esteroides anabolizantes apresentam-se mais agressivos e violentos que o normal. 
 
Minha Vida

Deixar de comer açúcar é a única maneira de prevenir o diabetes tipo 2?

Pessoas que estão com o colesterol alto, hipertensão arterial,
histórico familiar e acima do peso, principalmente se forem
obeso, correm mais riscos de desenvolver o diabetes tipo 2
Outros hábitos alimentares e mudanças no estilo de vida também ajudam a evitar e controlar a doença

Por Dr. Roberto Navarro

Recentemente foi publicado uma pesquisa, efetuada pela Sociedade Brasileira de Diabetes, que concluiu que o brasileiro não relaciona atividade física, cuidados com a alimentação, o sedentarismo e cuidados gerais com a saúde como formas de prevenir o desenvolvimento do diabetes do tipo 2. Isto é bem alarmante, visto que a palavra-chave para não desenvolver a diabetes do tipo 2 é a prevenção.
 
Em geral corrigir a dieta, controlar o peso e se tornar mais ativo contribui para prevenir ou adiar o aparecimento do diabetes tipo 2 em quase 60% dos casos, o que comprova que é de extrema importância os cuidados com hábitos e estilo de vida. 
 
Alimentar-se bem é essencial para controlar e prevenir a doença. Montar um bom plano alimentar, orientado por um profissional da saúde, é parte fundamental da prevenção e do tratamento, visto que muitos acreditam que somente contendo os doces e o açúcar conseguirão controlar ou prevenir o diabetes. 
 
A dieta recomendada para pacientes com diabetes deve ser rica em nutrientes, adequada em fibras, pobre em gorduras saturadas e hidrogenadas e moderada em calorias. Estas orientações também são parâmetro para a dieta de qualquer pessoa que queira se manter saudável. 
 
Alimentos que aumentam o risco de diabetes tipo 2
Alimentos com alta carga e índice glicêmico fazem com que os níveis circulantes de glicose fiquem altos, sobrecarregando o pâncreas que precisa produzir mais insulina. 
 
Alguns alimentos fazem disparar as taxas de açúcar no sangue, pois a glicose disponível neles é rapidamente digerida e entra na circulação. O açúcar é um alimento que representa o maior exemplo de carboidrato de alto índice glicêmico e alta carga glicêmica, mas não é o único. Existem muitos representantes que escondem seus perigos, o que é o caso, por exemplo, dos produtos feitos com a farinha branca refinada, como pães, biscoitos e bolos, arroz branco, batata inglesa cozida, entre outros. 
 
Observar o índice glicêmico e a carga glicêmica dos alimentos que fazem parte do seu cotidiano é uma estratégia fundamental para quem quer prevenir o desenvolvimento do diabetes tipo 2 e não apenas evitar o consumo de açúcar e doces. 
 
Veja alguns exemplos que vale manter a distância:      
      
- Refrigerantes comuns
 
- Molhos prontos (catchup ,molhos para saladas, etc)
 
- Sucos industrializados
 
- Frituras em geral
 
- Embutidos
 
- Salgadinhos industrializados
 
- Alimentos confeccionados com farinha branca refinada (pães,bolos,biscoitos e bolachas)
 
- Cortes gordurosos de carnes
 
O sedentarimo e o diabetes
Pessoas que estão com o colesterol alto, hipertensão arterial, histórico familiar e acima do peso, principalmente se forem obeso, correm mais riscos de desenvolver o diabetes tipo 2. 
 
O sedentarismo também é um grande fator de risco, se o indivíduo apresentar histórico familiar, mas conservar um peso saudável e for uma pessoa ativa, as chances de desenvolvimento do diabetes tipo 2 diminuem. Caso contrário, se for obesa e sedentária as chances de desenvolvimento da doença são bem maiores. 
 
Desmistificando
A desinformação contribui para o aumento do risco do desencadeamento do diabetes tipo 2. Leia, informe-se e pesquise, mas principalmente, mantenha em mente que a adoção de um estilo de vida saudável, peso adequado, prática constante da atividade física e uma alimentação equilibrada sempre serão indicadas. Estes hábitos são considerados pela ciência os maiores protetores da nossa saúde. 
 
Minha Vida

Açúcar afeta estruturas cerebrais e pode viciar

Açúcar afeta estruturas cerebrais e pode viciar
Exercícios ajudam a combater a compulsão, confira dez curiosidades sobre o alimento
 
Por Dr. Filippo Pedrinola
 
1.Açúcar vicia? De certa forma sim, porque ele afeta os mensageiros químicos cerebrais serotonina (que dá sensação de bem-estar) e dopamina (recompensa). O efeito não é o mesmo causado pelas drogas, mas pode, sim, "bagunçar" cérebro e corpo e "viciar", podendo levar a compulsão alimentar. 
 
2. Perder o controle da quantidade ingerida ou ficar mal-humorado quando não come um docinho são alguns dos sintomas do excesso ou falta do açúcar, reflexo do desequilíbrio da química cerebral. 
 
3. Comer chocolate proporciona bem-estar porque o açúcar sobe rapidamente no sangue e aumenta os níveis de serotonina, porém pode haver uma queda rebote estimulando a vontade do açúcar novamente estimulando. O açúcar que também esta em frutas, vegetais e laticínios, mas as fibras e proteínas desses alimentos retardam o pico da glicose evitando a hipoglicemia reacional. 
 
4. Se você costuma beliscar batatas fritas, salgadinhos e pão branco saiba que o amido desses alimentos pode se transformar rapidamente em açúcar no sangue levando ao mesmo desequilíbrio já citado. 
 
5. Uma boa dica para lidar com a compulsão: evite ter doces em casa. Se a vontade for incontrolável, vá até uma doceria, coma um chocolate e volte para casa. Sem levar nada para viagem. Dessa forma evitam-se situações de risco já que a tentação é grande. 
 
6. Boas opções são alimentos ricos em proteínas magras, como carne, frango, peixe, iogurte, ovos ou shakes, tem alto poder de saciedade porque são digeridos lentamente. Além disso, não causam picos de glicose no sangue e ainda fornecem matéria prima para a construção de massa magra. Invista neles.  
 
7. Fibras promovem saciedade e assim ajudam a emagrecer, não deixam a glicose subir rapidamente e nem causam o rebote da hipoglicemia. Sem contar que seu intestino vai funcionar melhor. Boa alternativa também.
 
8. Exercícios podem "curar" o vício do açúcar, já que melhoram a química do cérebro elevando os níveis de serotonina, dopamina e endorfina. Pessoas que malham começam a se sentir melhor e podem passar a desejar alimentos mais saudáveis. 
 
9. Mesmo que você não leia a palavra açúcar no rótulo, ele pode estar lá escondido como néctar de agave, xarope de arroz marrom ou de frutose, dextrose ou suco de cana evaporado. Atenção! 
 
10. O consumo de açúcar por si só não causa diabetes. Mas o excesso pode levar ao ganho de peso e uma alta produção de insulina. Se esse processo continuar, o corpo pode desenvolver resistência a tal hormônio, o que aumenta os riscos de desenvolver a doença. devido ao acúmulo de gordura abdominal. 
 
Minha Vida

Alimentos que o bebê não pode comer até um ano de vida

Bebê: o que ele não pode comer até um anoIndustrializados, açúcar refinado, refrigerantes e leite comum são algumas das comidas e bebidas que o pequeno não pode consumir
 
Por Isabel Jereissati
 
A partir dos 6 meses de vida, o leite materno ou a fórmula infantil, não atendem todas as necessidades nutricionais do bebê e novos alimentos como verduras, frutas, leguminosas e cereais, devem ser introduzidos gradativamente na alimentação. Mas é muito comum a dúvida de quais alimentos que são proibidos até o primeiro ano de vida. 
 
A verdade é que não existe consenso em relação aos alimentos contraindicados. Em 2010 a Sociedade Brasileira de Pediatria revisou algumas recomendações, liberando alimentos potencialmente alergênicos, como ovos e peixes, por possuírem alto valor nutricional. 
 
Devem ser evitados nos primeiros meses de alimentação complementar alimentos que podem provocar mais alergias ou que apresentam maior risco de contaminação por toxinas e microrganismos ou ainda aqueles com baixo valor nutricional e que apresentam aditivos químicos. Abaixo seguem alguns alimentos que merecem atenção especial até o primeiro ano de vida. 
 
Mel
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) recomenda que crianças de até 12 meses de vida não consumam mel. Este alimento pode estar contaminado com esporos da bactéria Clostridium botulinum responsável pela transmissão do botulismo intestinal. Em um estudo verificou-se que 7% das amostras colhidas em 6 estados brasileiros apresentavam colônias de Clostridium botulinum que produzem toxinas ativas. No primeiro ano de vida, a flora intestinal ainda está em desenvolvimento e não consegue barrar a ação dessa bactéria. 
 
Açúcar refinado
O açúcar refinado ou mascavo são alimentos altamente calóricos, pobres em nutrientes e o consumo em excesso pode gerar uma série de doenças. A ingestão excessiva de açúcar, além de aumentar a concentração de insulina no sangue, também eleva a quantidade de adrenalina, causando irritação, ansiedade, excitação e dificuldade de concentração. 
 
Importante ressaltar que o açúcar está presente não apenas em doces e balas, mas também em achocolatados, alguns tipos de iogurte, sucos e refrigerantes. Além disso, doenças bastante conhecidas da população causadas pela ingestão habitual de balas e doces são a cárie dentária e a inflamação nas gengivas. 
 
Refrigerantes
Um estudo avaliou o comportamento das ondas cerebrais de crianças logo após terem ingerido doces e refrigerantes, e observou que na grande maioria dos casos ocorria mudança na capacidade de concentração. Adultos, submetidos a dieta semelhante, não apresentam os mesmos sintomas. Refrigerantes do tipo cola contém cafeína, um excitante que pode afetar a concentração e aumentar a inquietude. Além disso, o refrigerante é rico em açúcar, corantes, conservantes, sódio e outros químicos. 
 
Café
A cafeína é um excitante do sistema nervoso central, e quando em excesso desencadeia reações de estresse, com liberação de adrenalina e outros hormônios da supra-renais. O café também apresenta concentrações de taninos, substâncias que podem inibir a absorção dos outros nutrientes ingeridos na alimentação, principalmente de ferro, mineral com demanda 40 vezes maior em bebês de 6 a 12 meses comparada aos primeiros 6 meses de vida. Chocolate, mate, chá verde, chá preto e refrigerantes tipo cola, também contem cafeína e podem desencadear excitação, prejudicar o sono e causar nervosismo em crianças. 
 
Leite comum
O leite comum contém quantidades excessivas de proteína além de proteínas complexas de difícil digestão que tendem a agredir a mucosa intestinal do bebê, podendo provocar alergia ao leite de vaca, perda sanguínea visível ou mesmo imperceptível nas fezes e anemia. O bebê de 6 a 12 meses de vida tem alta necessidade de ferro e o leite comum contém baixa concentração deste mineral. Além disso, a quantidade de sódio no leite comum é superior à recomendada, podendo sobrecarregar os rins do bebê. 
 
Industrializados em geral
Os produtos industrializados representam uma parcela cada vez maior da indústria alimentícia. São "alimentos" práticos, pois já vêm prontos ou semi prontos para o consumo. O único trabalho é abrir a embalagem e ela está cada vez mais fácil de abrir. 
 
Tanta praticidade acompanha maior tempo de prateleira, muito sabor e aroma. Para conferir todas essas características atrativas, a indústria utiliza aditivos químicos, como corantes, conservantes, aromatizantes e estabilizantes. Essas substâncias podem causar problemas para a saúde do bebê, principalmente alergias. A quantidade de gordura, açúcar e sal nestes alimentos também é bastante elevada. 
 
Até os 12 meses, os bebês precisam de menos de 1 g de sal diariamente (370mg de sódio) o que equivale a menos de meia colher de café por dia. O ideal é que a alimentação do bebê seja composta de alimentos naturais e a praticidade dos alimentos artificiais e/ou industrializados ocupe um pequeno espaço na alimentação de criança em idades mais avançadas. 
 
Frutos do mar
Frutos do mar, ostras e mariscos não devem ser oferecidos a crianças até os dois primeiros anos de vida. São alimentos que podem disparar reações alérgicas e oferecem maior risco de contaminação por poluentes ambientais, microrganismos e suas toxinas, como, por exemplo, o vírus da hepatite A. 
 
Oleaginosas
Nozes, castanha, amêndoa, avelã, amendoim e pistache fazem parte do grupo das oleaginosas. Tradicionalmente são alimentos com maior risco de provocar alergias. Para se ter uma ideia, a alergia ao amendoim nos Estados Unidos triplicou nos últimos 11 anos em crianças. A probabilidade de um alimento potencialmente alergênico causar reações alérgicas eleva-se com a presença de pais alérgicos e com a introdução precoce ou tardia de um novo alimento. 
 
Também importante é a quantidade e a frequência com que o alimento será ofertado para a criança. Alimentos novos devem ser introduzidos em quantidade pequena, cerca de 1 colher de café, e observar as 48 horas seguintes a ocorrência de reações alérgicas. É indicado não introduzir mais de um novo alimento por vez, pois caso ocorra alguma reação alérgica, ficará difícil de identificar o provável causador. 
 
Alimentos com risco de engasgo
Evite comidas em pedaços grandes. Corte em pequenas porções carnes, verduras e frutas. Uvas e tomates-cereja, por exemplo, devem ser cortados em quatro pedaços ou menos. Não ofereça ao bebê alimentos muito pequenos e duros como balas, oleaginosas e uva passa. 
 
Evite alimentos moles e grudentos como doce de leite, chicletes, balas moles e brigadeiro, que podem ficar presos na garganta e são difíceis de serem retirados. O risco de engasgo aumenta caso a criança corra, pule ou brinque enquanto estiver comendo. 
 
Não deixe seu bebê se alimentar dentro do carro, pois será mais difícil tomar conta dele e o movimento inconstante do carro pode causar um engasgo. Para evitar sustos, o ideal é que o bebê coma num ambiente tranquilo e sempre sob a supervisão de um adulto. 
 
Minha Vida

Conheça a melhor fruta para emagrecer, reduzir o colesterol e a pressão alta

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Veja as melhores aliadas para tratar o diabetes, prevenir a azia, entre outros problemas
 
O consumo de frutas é muito importante para uma alimentação equilibrada. Quanto maior a variedade delas, melhor para a nossa saúde, já que suas diferentes cores garantem uma quantidade maior e mais variada de fitoquímicos, elementos que fazem bem para a nossa saúde.
 
"As frutas possuem cores diferentes, pois tem vitaminas e minerais em diferentes quantidades", explica o nutricionista Israel Adolfo. Porém, essas propriedades variadas garantem efeitos específicos em alguns casos, o que faz com que algumas frutas sejam muito importantes para o dia a dia.
 
O ideal é consumir de três a cinco porções diárias para obter a quantidade de vitaminas, nutrientes e fibras que o organismo necessita para funcionar. Mas já que a ideia é otimizar os benefícios dessa turma para a sua saúde e para a dieta, está na hora de fazer as escolhas certas.
 
Veja que frutas você não pode deixar de incluir no cardápio, de acordo com a necessidade:
 
Maçã para dar saciedade e reduzir o inchaço
A chave para o emagrecimento está em reduzir as calorias ingeridas e aumentar as gastas. Para ter sucesso na primeira empreitada, aumentar a saciedade é essencial, e as frutas em sua maioria oferecem essa característica. "Todas são muitos importantes no processo de diminuição da gordura corporal, pois são ricas em fibras e proporcional uma grande oportunidade de mastigar. Para isso, índico frutas mais duras, como a maçã", classifica o nutricionista Israel Adolfo.

Para completar o combo, a mação oferece outras vantagens, como a presença de pectina. "Esse é um tipo de fibra solúvel que se transforma em gel no estômago e arrasta a gordura para fora do organismo", ensina a nutricionista e clínica Daniela Jobst, membro do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional no Brasil. Suas fibras insolúveis da casca ficam no estômago por mais tempo, retardando mais ainda a fome. E fechando o currículo da fruta, ela ainda tem uma boa quantidade de potássio, nutriente que elimina o sódio extra do corpo, reduzindo a retenção de líquidos e, com ele, parte do inchaço.
 
Abacate - Foto: Getty ImagesAbacate para reduzir o colesterol
Essa fruta é rica em gordura monoinsaturada, aquela considerada amiga do nosso organismo. "O ácido oleico, a mesma gordura do azeite de oliva, protege os vasos sanguíneos e o coração contra infartos, tromboses, entupimento das veias, doenças cardíacas e bloqueia a ação do LDL, chamado de colesterol ruim", explica a nutricionista Daniela. Por isso, o consumo regular do abacate reduz os níveis de colesterol total e eleva os de HDL, o chamado colesterol bom. Mas vale um alerta, já que a fruta tem muitas calorias. "Para apresentar apenas os benefícios, deve ser consumida na quantidade de uma colher de sopa ao dia", ressalta Israel Adolfo. E nada de consumi-lo com açúcar, prefira o cacau em pó se há necessidade de incrementar o gosto, como sugere a nutricionista clínica Nicole Trevisan. 
 
Banana - Foto: Getty ImagesBanana para diminuir a queimação
A banana, principalmente quando está verde, tem substâncias que protegem as paredes estomacais, favorecendo quem sofre com gastrite e azia. "Um estudo preliminar cita que a fruta possui um flavonoide conhecido como leucocianidina, que previne contra o desenvolvimento de úlceras estomacais", explica o nutricionista Israel Adolfo. Além disso, antes de amadurecer ela tem mais amido, que é digerido primeiramente na boca, o que faz com que o estômago produza menos ácido para efetuar a digestão e irrite menos as paredes estomacais, como ressalta Daniela Jobst. Com o processo de maturação, esse amido vai se convertendo em frutose. Mas é preciso cuidado com um tipo em específico. "A banana nanica é ácida, não sendo indicada para quem tem gastrite", alerta a nutricionista Nicole Trevisan.
 
Limão - Foto: Getty ImagesLimão para quem tem diabetes
A maior parte dos benefícios da fruta é voltada para a saúde do coração, que não deixa de ser prejudicada quando a pessoa tem diabetes, já que a alta da glicose no sangue desgasta e prejudica as artérias e veias. "A alta concentração de ácido nicotínico no limão protege as artérias, prevenindo problemas cardiovasculares, uma tendência para quem tem a doença. O alimento também diminui a viscosidade do sangue, o que é essencial, uma vez que, junto com o diabetes, existem alterações que predispõe a um maior risco de trombose", ensina a nutricionista Daniela Jobst.

Ele também evita hemorragias, devido à presença de ácido cítrico e ácido ascórbico, o que é vantajoso ao paciente com diabetes devido a sua dificuldade de cicatrização. Por fim, a parte branca do limão e a casca também contém pectina, "quando ela é dissolvida em água, produz uma massa viscosa que auxilia no trânsito intestinal e na saciedade, retardando a absorção dos açúcares", desvenda Nicole Trevisan. Isso evita picos glicêmicos, inimigos de quem tem diabetes. 
 
Uva - Foto: Getty ImagesUva para proteger o envelhecimento celular
Frutas de cores avermelhadas são ricas em antioxidantes. "Eles são compostos necessários para neutralizar os radicais livres, evitando assim que reajam com alguma célula e as destruam. Eles são naturalmente formados em nosso organismo nas reações metabólicas habituais e em situações como estresse, consumo de álcool, tabagismo, entre outros", define Israel Adolfo. Normalmente, os radicais livres são causadores de lesões nas células e tecidos, o que pode provocar diversas doenças à longo prazo. A uva é uma fruta rica em antioxidantes, principalmente na casca e na semente. "As pró-antocianidinas, presente nas cascas e sementes da fruta, são considerados super antioxidante, 20 vezes mais potente que a vitamina C e 50 vezes mais que a vitamina E", explica a nutricionista Daniela Jobst. 
 
AcerolaAcerola para aumentar a imunidade
A laranja que nos perdoe, mas não há fruta com mais vitamina C do que a acerola. De acordo com a Tabela Brasileira de Composição dos Alimentos (TACO) da Unicamp, uma laranja tem cerca de 57 mg de vitamina C, contra 104 mg, aproximadamente, de uma única acerola. E o nutriente é muito importante para o sistema imunológico, pois participa da produção das células de defesa do organismo além de modular o funcionamento da nossa proteção natural. "Encontramos vários artigos que ressaltam a importância desta vitamina no aumento e manutenção da atividade de células do sistema imunológico, como, por exemplo, os mastócitos e macrófagos", considera o nutricionista Israel Adolfo. 
 
Morango - Foto: Getty ImagesMorango para blindar o coração
Um estudo conduzido pela Harvard School of Public Health em Boston (Estados Unidos) em 2013 demonstrou que mulheres que consumiam morangos e mirtilos tinham menos chances de infartos do miocárdio. A grande responsável pelo benefício é uma substância chamada antocianina, presente em frutas de coloração vermelha e azul. "Ele também ajuda a reduzir a pressão graças à procianidina", acrescenta Daniela Jobst, nutricionista funcional a clínica. 
 
Minha Vida

Substância presente em peixes e algas pode deixar seu filho mais inteligente

Quem não quiser comer em natura, existem cápsulas de óleo
 de alga disponíveis no mercado
Segundo estudo da Universidade de Oxford, o DHA, um ácido graxo ômega-3, melhorou significativamente o desempenho escolar de crianças britânicas
 
Por mais que as mães se empenhem, algumas crianças não querem comer nada que venha do mar. Em muitos casos, nem o famoso “aviãozinho” resolve. Mas um estudo da Universidade de Oxford, divulgado no mês passado, dá motivos para que elas insistam um pouco mais com os pequenos.
 
Segundo a pesquisa britânica, o aumento no consumo do DHA, um ácido graxo ômega-3 presente em algumas espécies de peixes de água fria, como o salmão e o atum, e também nas algas, pode melhorar significativamente o desempenho escolar das crianças.
 
- O DHA está presente em algumas espécies de peixes de água fria, como o salmão
 
- O atum também contém a substância
 
- Alguns tipos de suco são enriquecidos com ácido graxo ômega-3 DHA
 
- A sardinha é outro peixe que contém substância capaz de melhorar desempenho escolar
 
- Linhaça também é fonte de substância que pode deixar seu filho mais inteligente
 
- Outra semente que contém os benefícios do ômega-3 é a chia
 
- Cavala é outro tipo de peixe que contém a substância DHA
 
- Alguns tipos de leite em pó são enriquecidos com a substância
 
- Quem não quiser comer em natura, existem cápsulas de óleo de alga disponíveis no mercado
 
- Truta também contém a substância DHA
 
O estudo foi feito com 362 britânicos saudáveis, com idades entre sete e nove anos, que apresentavam baixo desempenho escolar. Durante 16 semanas, as crianças receberam doses diárias de óleo de algas marinhas em cápsulas. Neste período, os estudantes melhoraram seu desempenho em leitura e também no comportamento em sala de aula.
 
“A falta de habilidade de leitura em uma criança afeta todo seu aprendizado e pode levar a vários problemas na vida adulta”, explica Alex Richardson, pesquisadora sênior da Universidade de Oxford e uma das autoras do estudo. Ela conta ainda que os estudantes que receberam a suplementação conseguiram alcançar o nível dos colegas com melhor desempenho.
 
Não é milagre
Adolfo Leyva Rendón, médico do Instituto Nacional de Neurologia e Neurocirurgia do México, diz que o estudo junta-se a outros que já demonstraram a importância do ácido graxo na nutrição infantil. “Já era conhecido o benefício do DHA para o desenvolvimento mental dos bebês antes de seu nascimento e de crianças até a fase pré-escolar”, afirmou Adolfo durante workshop sobre o tema, realizado no início de outubro em Buenos Aires, na Argentina.
 
No entanto, Adolfo alerta que a ingestão do ácido graxo não faz nenhum milagre. “Não significa que você vai tomá-lo e de repente vai ficar mais inteligente. O que podemos dizer é que ele vai funcionar como aliado no desenvolvimento cerebral”, esclarece o neurologista.
 
O DHA é encontrado em certas áreas cérebro, mas também na retina, sendo igualmente importante para a saúde dos olhos. “Ele ajuda as sinapses a ficarem mais eficientes”, aponta a nutricionista Elaine de Pádua, referindo-se a comunicação feita entre as células cerebrais, os neurônios. “Melhora ainda a cognição, que é a nossa capacidade de adquirir conhecimento”, completa a especialista.
 
Águas geladas e profundas
Para grávidas e crianças, a nutricionista Fernanda Faria recomenda o consumo de duas porções por semana de salmão, cavala, sardinha ou atum. Contudo, ela faz uma ressalva. “Os peixes que estamos acostumados a comprar no supermercado são criados em cativeiros e alimentados com ração. Mas para serem ricos em ômega-3, eles precisam viver em águas geladas e profundas. É lá que esses animais se alimentam das algas, estas sim ricas em ácido graxo”, pondera Fernanda.
 
Quem não é muito fã de consumir peixe pode recorrer à suplementação de DHA em cápsulas de óleos de peixe ou alga. De acordo com Fernanda, está última opção é a recomendação dos especialistas para os vegetarianos. Também existem diferentes tipos de suco e leite em pó infantil enriquecidos com o ácido graxo disponíveis no mercado.
 
No Brasil, a venda de cápsulas, suplementos e produtos relacionados ao DHA tem crescido, de acordo com Renata Rezuk, gerente de segmento da DSM, multinacional fabricante destes produtos. “Atualmente, o consumo em maior escala acontece principalmente nos Estados Unidos, México, Ásia e Europa. Mas a procura tem aumentado bastante na América Latina”, afirma Renata.
 
Elaine diz que as cápsulas e os suplementos de DHA não têm nenhum efeito colateral, mas que as mães e as grávidas devem procurar um obstetra ou um nutricionista antes de ingeri-los ou dá-los aos seus filhos. “Além de recomendar a quantidade necessária para cada pessoa, o profissional especializado também vai indicar os produtos mais confiáveis existentes no mercado”, considera a especialista. Em relação aos sucos e leites, ela diz que não há nenhuma restrição de consumo.

Delas

Vacina contra HPV causa reação

Marina Jorda / Secretaria Municipal
Alerta. Secretária de Saúde da cidade ressaltou que caso foi isolado
 e não deve servir para que famílias deixem de vacinar as meninas
Em Lajinha, adolescentes se sentiram mal e tiveram que ser atendidas no pronto-socorro
 
O terceiro dia da campanha de vacinação contra o HPV – Papiloma Vírus Humano – foi marcado por apreensão na cidade de Lajinha, na Zona da Mata. Na tarde de anteontem, 15 meninas deram entrada no pronto-socorro local após terem recebido na Escola Municipal Paulo Hastenreiter Portes a primeira dose do medicamento Gardasil, oferecido gratuitamente pelo Ministério da Saúde. Elas foram liberadas no mesmo dia.
 
A informação foi divulgada na noite de anteontem pelo vereador e médico Saulo Sanches (DEM), em entrevista à rádio Manhumirim. Segundo ele, três das vacinadas tiveram atendimento prioritário após chegarem desmaiadas à unidade, e a Secretaria Regional de Saúde de Manhumirim, cidade vizinha, teria recolhido o lote da medicação.
 
A secretária municipal de Saúde de Lajinha, Nilsilaine Hubner, disse que as reações já eram esperadas. “Duas das jovens vacinadas realmente tiveram reações adversas já esperadas, que são dor no local da aplicação e cefaleia, e foram atendidas”, explicou. Ainda conforme ela, as duas sentiram tontura durante o atendimento, mas não chegaram a desmaiar.
 
Saiba mais Público
A campanha nacional de vacinação contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) tem como público-alvo garotas com idades entre 11 e 13 anos. Em Minas, 509 mil jovens devem ser imunizadas nas escolas,57,5 mil das quais na capital.
 
Locais
A imunização é gratuita e será oferecida até 31 de março. Após essa data, as garotas que não forem vacinadas serão contatadas pelas secretarias municipais de Saúde e encaminhadas a um centro referenciado da cidade.
 
Obrigatoriedade
As garotas que não querem se vacinar têm que apresentar à escola um termo, assinado pelos pais. O documento está disponível nas instituições de ensino.
 
Etapas
A aplicação da segunda dose da vacina está prevista para o período de 2 a 13 de setembro deste ano. Já a terceira será ministrada dentro de cinco meses.
 
Recursos
A campanha foi lançada pela presidente Dilma Rousseff na última segunda-feira, em São Paulo (SP). Segundo o governo federal, foram investidos R$ 465 milhões na compra de 15 milhões de doses de vacina.
 
Fornecedor
A iniciativa é uma parceria com um laboratório norte-americano, mas a previsão é que o Instituto Butantan colabore para que o Brasil fique independente em relação à produção do medicamento. 
 
O Tempo

São Paulo e Paraná receberam 300 mil litros de leite adulterado, diz MP

Foto: Divulgação
Policiais e a agentes do Ministério Público do RS cumpriram
 mandados de busca e apreensão
Produto contaminado com formol, enviado por fábrica gaúcha, recebeu embalagens das marcas Líder e Parmalat
 
Cerca de 300 mil litros de leite contaminado com formol foram enviados de uma fábrica do interior do Rio Grande do Sul para São Paulo e Paraná, de acordo com o Ministério Público gaúcho (MP-RS), que deflagrou na manhã desta sexta-feira (14) a Operação Leite Compen$ado. O dono da indústria de laticínios o Rei do Sul, Odir Pedro Zamadei, foi preso sob suspeita de adulteração do produto. Mandados de busca e apreensão estão sendo executados em oito municípios.
 
A operação foi deflagrada após o envio ao MP-RS de documentação do Ministério da Agricultura que apontava a presença de formol em 12 amostras de leite cru, coletadas no posto de resfriamento do O Rei do Sul, na cidade gaúcha de Condor.

Segundo o ministério, 100 mil litros do leite impróprio foi enviado para unidades da empresa em Guaratinguetá, em São Paulo, embalado com a marca Parmalat e 199 mil litros para Lobato, no Paraná, com embalagem da Líder. Ambas as marcas pertencem ao grupo LBR, que deve se pronunciar sobre o assunto ainda nesta sexta-feira. 
 
Foto: Divulgação
Material apreendido pela operação do MP, na manhã
desta sexta-feira (14)
O subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, Ivory Coelho Neto, acompanha os trabalhos. "Se os criminosos enfrentam o MP e continuam fraudando o produto alimentício, aceitamos esse desafio e agiremos rigorosamente para que essa prática seja banida", afirmou.
 
O promotor Mauro Rockenbach considerou "inacreditável que depois de tantas apurações do Ministério Público para responsabilizar os fraudadores de leite, essa prática criminosa continue". Ele suspeita que o produto tenha sido enviado para mercados de outros Estados para escapar da fiscalização do MP.
 
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos seguintes locais:
 
• Sede da empresa Indústria e Comércio de Laticínios Rei do Sul Ltda. (Condor/RS)

• Sede da Cooperativa Regional dos Assentados das Missões Ltda. (Bossoroca/RS)

• Residência de Evio Fernandes da Rosa (Vitória das Missões/RS)

• Sede da Cooperativa Regional da Reforma Agrária Mãe Terra Ltda. COOPERTERRA (Tupanciretã/RS)

• Sede da empresa Geovani Zamberlan e Cia. Ltda. PROLATI (Panambi/RS)

• Residência de Alessandro Schindler (Santo Augusto/RS);

• Sede da empresa Transportes Schindler Ltda. (Santo Augusto/RS)

• Sede da empresa Rui Rosa da Luz ME (Capão do Cipó/RS)

• Sede da empresa Jocemar Lúcio Rossi ME (Ijuí/RS)

iG

Ortopedia do Hospital do Servidor entra em crise e idosos esperam nos corredores

Wanderley Preite Sobrinho/iG
Idosa de 70 anos, que preferiu guardar sigilo sobre seu nome,
sofreu rejeição na prótese que colocou no joelho. "Eu avisei
 que estava inflamado e ninguém me ouviu".
Pacientes reclamam de superlotação, demora no atendimento e descaso: “querem se livrar de mim”, diz mulher de 70 anos
 
Conhecido pela superlotação de seu pronto-socorro, o Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (Iamspe) agora é alvo de reclamações em uma de suas especialidades, a ortopedia.
 
Reportagem do iG flagrou bate-boca entre pacientes e funcionários, que tentam administrar o atendimento de centenas de servidores públicos – a maioria idosa – que se espremem pelo corredor destinado a quem precisa cuidar de ossos e articulações.
 
Uma delas é a aposentada C.P.E (70), com artrose nos dois joelhos. “Parece que eles querem se livrar de mim. Quando eu reclamei de dores depois que colocaram a prótese, eles me ignoraram, agora minha perna está inchada e corro o risco de precisar passar por outra cirurgia para retirar a prótese. Estou com medo.”
 
Problema semelhante enfrenta a servidora Angélica Rogai, que preferiu esperar no corredor ao lado, onde havia lugar para sentar. “Eles demoram de três a quatro meses para atender. Como ainda não tenho 60 anos, não posso colocar prótese pelo SUS [Sistema Único de Saúde] ou pelo Estado, mas eu já não tenho firmeza nos joelhos. Essa semana mesmo eu cai.”
 
Aguardando desde as 8h30, Célia Aires Manfre (37) reclamava em voz alta a espera de quatro horas para que a filha, adolescente, passasse por um exame. “Estamos desde maio do ano passado aguardando resposta para saber se ela precisa operar a coluna”, lamenta. "Se não descontassem da gente todo mês, eu aguentaria calada”.
 
Professora, ela explica que o Iampse – autarquia que administra o hospital – desconta mensalmente 2% dos salários de servidores estaduais. “Descontam quase R$ 200 por mês do meu salário. Uma diretora de escola paga de R$ 300 a R$ 400."
 
Questionada pela reportagem sobre as providências para o setor, a assessoria do Iamspe se recusou a responder.

iG