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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Excesso de Viagra como de Maradona pode provocar queda de pressão e até morte

Viagra é utilizado, principalmente, para tratar impotência sexual
Medicamento funciona como vasodilatador e pode agravar problemas cardíacos
 
O ex-jogador de futebol Diego Maradona teve seu nome envolvido em mais uma polêmica nesta semana. De acordo com a emissora de TV El Trece, da Argentina, o atleta estaria tomando quatro comprimidos do remédio Viagra por dia. De acordo com o canal de TV, o consumo por Maradona estaria causando preocupação em sua família, já que a alta dose do medicamento pode causar graves consequências à saúde. Segundo especialistas ouvidos pelo R7, a utilização de quatro doses diárias do medicamento pode resultar em problemas cardíacos e até levar à morte.
 
O urologista do Hospital A.C Camargo e diretor de comunicação da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), Carlos Sacomani, explica que o Viagra age como “vasodilatador, por isso, se for consumido em quantidade superior pode provocar diversas consequências ao organismo".
 
— Se consumido em altas doses, o sildenafil [nome técnico do Viagra] pode causar dores de cabeça intensas, vermelhidão pelo corpo, quedas de pressão e até mesmo levar à morte.
 
O urologista membro do departamento de andrologia da SBU Eduardo Bertero ainda complementa que pessoas com doenças cardiovasculares são mais suscetíveis a sofrer complicações, como o infarto, pois os efeitos do medicamento podem sobrecarregar o coração.
 
De acordo com médico, a quantidade supostamente utilizada pelo ex-jogador "é quatro vezes maior que o padrão".
 
― O padrão é uma receita de um comprimido de 50 mg antes da relação sexual. Dosagens de 100 mg ou 200 mg são muito raras e devem ser analisadas individualmente. Geralmente, a dosagem máxima que os médicos procuram receitar é de 100 mg. O valor ideal para o paciente tomar será estipulado pelo médico.
 
O que é o Viagra e para que serve?
O Viagra é um medicamento utilizado principalmente para tratamento de impotência sexual. Segundo Sacomani,o remédio “é vendido livremente em farmácias sem a necessidade de prescrição médica”.
 
― A principal contraindicação do Viagra é para pessoas doentes que utilizam nitrato para tratar problemas do coração. Em casos como esse, o remédio não pode ser prescrito.
 
De acordo com Bertero, o medicamento pode ser prescrito para qualquer pessoa, desde que haja a necessidade, e a pessoa não sofra de problemas em que o uso é contraindicado.
 
― Temos que ter cuidado para que os jovens não comecem a tomar o medicamento porque “falharam” uma vez. O Viagra não serve para tratar problemas esporádicos, mas sim aqueles que são recorrentes.
 
Apesar de ser conhecido por tratar a impotência sexual, Bertero conta que o Viagra também é utilizado no tratamento de hipertensão pulmonar, problema mais recorrente em crianças.
 
― Por ser um vasodilatador, o Viagra é utilizado em doses menores para tratar esse problema, mas geralmente só é utilizado em hospitais.
 
R7

Estudo prevê redução de reações alérgicas a partir do bloqueio de proteína

Um estudo divulgado pela revista "Nature" nesta quarta-feira mostra que o bloqueio da proteína Mrgprx2, encontrada nos mastócitos - tipo de célula do tecido conjuntivo -, pode ser uma estratégia terapêutica eficaz para reduzir reações alérgicas causadas por remédios
 
O experimento, realizado pela Universidade John Hopkins em Baltimore (EUA) e liderado pelo pesquisador Xinzhong Dong, conclui que a proteína Mrgprx2 é responsável por diversas reações alérgicas como erupções cutâneas, anafilaxia e alterações na frequência cardíaca.
 
"Em nossa pesquisa analisamos em ratos mutantes transgênicos como os mastócitos liberam histamina e outras substâncias em resposta a medicamentos utilizados clinicamente", disse à Agência Efe Xinzhong Dong.
 
"Observamos que os mastócitos que não tinham esta proteína receptora não respondiam com uma reação alérgica aos remédios, ou seja, os ratos sem esta proteína não desenvolviam nenhuma alergia", disse Dong.
 
Os mastócitos são células do tecido conjuntivo, provenientes das células-tronco, da medula óssea, que participam dos processos inflamatórios e alérgicos. Além disso, estas células se encontram na maioria dos tecidos do corpo e sintetizam e armazenam histamina, uma substância importante nas respostas alérgicas, assim como heparina, um anticoagulante.
 
O grupo de cientistas demonstrou que o receptor Mrgprb2, que se encontra nos mastócitos do rato (equivalente ao Mrgprx2, nos seres humanos), é a única proteína implicada em certas reações alérgicas. O estudo aponta a possibilidade da redução das reações alérgicas causadas por remédios a partir do bloqueio deste receptor.
 
"Ambas as versões, tanto em ratos como em humanos, são proteínas presentes unicamente nos mastócitos, que, ao serem ativadas pelos remédios, enviam sinais às células para que liberem histamina e outros reativos", explicou Dong.
 
Os resultados do experimento mostram que os ratos que não tinham a proteína Mrgprb2 em seus mastócitos não apresentavam reações alérgicas como erupções cutâneas, anafilaxia ou alterações em da frequência cardíaca.
 
Os especialistas concluem que tratamentos para bloquear a proteína receptora Mrgprx2 nos seres humanos poderiam aliviar as reações alérgicas relacionadas a remédios.
 
Terra

Caminho para serialização e rastreabilidade de medicamentos ainda é nebuloso

Caminho para serialização e rastreabilidade ainda é nebulosoImpactos à implementação da rastreabilidade no Brasil foram comentados durante evento organizado pelo Grupo ASSA

A indústria farmacêutica busca se adequar às novas exigências da Anvisa, que estabeleceu o prazo de dezembro de 2015 para que os três primeiros lotes de medicamentos distribuídos no Brasil passem a sair da fábrica com um código de barras bidimensional e sejam controlados ao longo da cadeia de distribuição, com o objetivo principal de combater a falsificação de medicamentos.

Evento organizado pela consultoria líder Grupo ASSA, em parceria com a SPI, reuniu representantes do mercado laboratorial brasileiro e internacional, em São Paulo, deixando claro que o mercado ainda tem muitas dúvidas sobre a serialização e rastreabilidade de medicamentos.

A indústria tem priorizado neste momento a implementação do projeto piloto para cumprir a obrigatoriedade de colocar em circulação três lotes de remédios com os novos códigos. Após os ajustes previstos, os fabricantes devem passar para a segunda fase, em que todos os medicamentos vendidos no Brasil terão que cumprir as exigências da Anvisa, a partir de dezembro de 2016.

A mudança promete reduzir o alto índice de falsificação de medicamentos no País.
Estima-se que o total do mercado de medicamentos adulterados em circulação supere USD 75 bilhões por ano no mundo, de acordo com a OMS. Isso significa que 15% dos medicamentos que são comprados globalmente podem ser falsificados, e esse fenômeno cresceu 90% nos últimos cinco anos.

Pata Maurício Molnar, diretor do Grupo ASSA, esse cenário representa um grande risco para a saúde dos pacientes, assim como para a marca e a imagem das empresas do setor. Molnar observou ainda que a rentabilidade das companhias farmacêuticas está sendo afetada devido à expiração de patentes, novas regulamentações que incentivam a prescrição de medicamentos genéricos e maior regulamentação governamental que gera um aumento de pressão nos custos operacionais.
 
De acordo com ele, a grande mudança procurada é poder ter um controle sobre a menor unidade de produção, em vez do nível dos lotes, que contêm um grande número de unidades que são geralmente divididas para a sua distribuição, o que torna difícil o controle da rastreabilidade e o custo ante um possível recall. A iniciativa da Anvisa é uma dessas regulamentações.
 
Nos Estados Unidos também começa a ser implementado o Drug Act. A Federação Europeia de Associações e Indústrias Farmacêuticas (EFPIA) estabeleceu o conceito de “Point-of-Dispense (PoD) Verification” (Verificação no Ponto de Distribuição), que estabelece um cenário de verificação de cada lote de medicamentos nos pontos de venda ou de dispensação. 

Globalmente, a International Medical Products Anti-Counterfeiting Taskforce-(IMPACT), criada em 2006, visa a aumentar a conscientização sobre medicamentos falsificados e promover a cooperação entre aqueles que lideram as iniciativas legislativas para combater este problema.

Alguns impactos à implementação da rastreabilidade no Brasil comentados durante o evento foram:
 
- Adequação dos processos afetados pela rastreabilidade, tanto na produção como no recebimento, armazenagem e expedição, o que pode representar um aumento de custos na implementação
 
- Definição de modelo de compartilhamento de informações preservando o que é estratégico para cada elo da cadeia e resolvendo os temas jurídicos / contratuais entre as partes
 
- Convivência de vários modelos de rastreabilidade com tecnologias e modelos de integração diferentes. 
 
- Desafio representado pelos prazos de implementação tanto na primeira fase (piloto) como na segunda fase, em função de algumas definições pendentes do funcionamento do modelo de rastreabilidade.
 
* O evento contoucom a moderação de Eduardo Mario Dias, professor titular da Universidade de São Paulo, membro do Comitê Gestor de Implantação do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos, designado pela ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária e da SPI, parceira do gA na implementação de projetos de serialização e rastreabilidade de medicamentos
 
Saúde Web

Expectativa de vida aumenta no mundo e mortes por doenças graves caem

As pessoas estão vivendo mais em todo o mundo quando comparado há duas décadas, graças, em parte, à queda do número de mortes provocadas por doenças cardiovasculares em países de alta renda e à redução da mortalidade infantil em países de baixa renda
 
Estudo publicado hoje (18) pelo periódico The Lancet, feito em 188 países – inclusive no Brasil -, mostra que a expectativa de vida global para ambos os sexos passou de 65,3 anos em 1990 para 71,5 anos em 2013. As mulheres alcançaram resultados ligeiramente melhores que os homens – a expectativa de vida entre elas aumentou 6,6 anos e, entre eles, 5,8 anos. A previsão do documento é que, se as tendências registradas nos últimos 23 anos se mantiverem, até 2030 a expectativa de vida das mulheres será 85,3 anos e a dos homens, 78,1 anos.
 
O estudo revela ainda que as principais causas de morte variam de país para país mas, em nível global, transtornos relacionados ao uso de drogas e doenças crônicas dos rins respondem por parte considerável do aumento de óbitos prematuros registrado desde 1990. As mortes provocadas por alguns tipos de câncer, como pâncreas e rins, também aumentaram.
 
Ao mesmo tempo, segundo o relatório, foram identificados grandes avanços na redução da mortalidade decorrente de doenças como sarampo e diarreia, com quedas de 83% e 51%, respectivamente, entre 1990 e 2013.
 
Ainda de acordo com o levantamento, três condições respondem por quase 32% do total de mortes registradas no ano passado em todo o mundo: doença isquêmica do coração, derrame e doença pulmonar obstrutiva crônica.
 
A pesquisa identificou também que, mesmo diante de melhorias na longevidade de países de baixa renda, os desafios na saúde enfrentados por nações como a Bolívia, o Nepal e a Nigéria são bem diferentes dos registrados no Japão, na Espanha e nos Estados Unidos. Os desafios de diversos países de renda média, como a China e o Brasil, se aproximam mais dos de países ricos.
 
A idade média com que as pessoas morrem aumentou de 46,7 em 1990 para 59,3 em 2013. O estudo indica que, devido ao crescimento da população global, entre outros fatores, o número de mortes em ambos os sexos e em todas as faixas etárias combinadas aumentou de 47,5 milhões para 54,9 milhões no mesmo período.
 
O número de pessoas que morreram em razão de condições como doença do coração aumentou conforme a população foi crescendo, mas caiu entre faixas etárias específicas propensas a essas condições, um sinal, segundo o relatório, de progresso. Os índices de morte por câncer, incluindo câncer de mama, cervical e de cólon, caíram, enquanto o câncer de pâncreas, o de rim e o linfoma de não-Hodgkin registraram aumento de óbitos.
 
O documento destaca como “tendência encorajadora” o fato de as pessoas viverem mais atualmente, mas ressalta que é preciso garantir políticas públicas capazes de preparar para os desafios da saúde e os custos associados que estão por vir.
 
Confira as principais causas de morte em todo o mundo (acompanhadas do número de óbitos):
 
2013
 
1. Doença isquêmica do coração (8.139.900)
 
2. Derrame (6.446.900)
 
3. Doença pulmonar obstrutiva crônica (2.931.200)
 
4. Pneumonia (2.652.600)
 
5. Mal de Alzheimer (1.655.100)
 
6. Câncer de pulmão (1.639.600)
 
7. Ferimentos em acidentes de trânsito (1.395.800)
 
8. HIV/aids (1.341.000)
 
9. Diabetes (1.299.400)
 
10. Tuberculose (1.290.300)

1990
 
1. Doença isquêmica do coração (5.737.500)
 
2. Derrame (4.584.800)
 
3. Pneumonia (3.420.700)

4. Doenças diarreicas (2.578.700)

5. Doença pulmonar obstrutiva crônica (2.421.300)

6. Tuberculose (1.786.100)

7. Complicações neonatais decorrentes de parto prematuro (1.570.500)

8. Ferimentos em acidentes de trânsito (1.058.400)

9. Câncer de pulmão (1.050.000)

10. Malária (888.100)

Agência Brasil

Droga produz resultado similar ao obtido com a cirurgia bariátrica

Uma colaboração internacional de cientistas desenvolveu um medicamento capaz de reduzir a obesidade em escala comparável à obtida com a cirurgia bariátrica, popularmente conhecida como cirurgia de “redução de estômago”, eliminando o excesso de peso corporal em um terço
 
Em estudo com roedores, que figura no periódico Nature Medicine , os pesquisadores descrevem como o medicamento — uma combinação de três hormônios digestivos — age sobre o metabolismo.
 
Os anos de sobrepeso podem provocar alterações genéticas nas células, piorando significativamente as taxas de metabolização de gordura e açúcar e tornando mais difícil o processo de emagrecimento, mesmo após uma total mudança de hábitos alimentares.
 
Também conhecida como gastroplastia, a cirurgia bariátrica pode envolver a redução do volume do estômago de pacientes de obesos, bem como o desvio do trânsito intestinal, limitando tanto a quantidade de alimento ingerida quanto a quantidade efetivamente absorvida pelo organismo.
 
Esse tipo de intervenção cirúrgica ainda produz outro efeito sobre o organismo do paciente: ele altera os padrões de liberação de hormônios ligados à digestão, fazendo com que o corpo produza mais hormônios que auxiliam na redução dos níveis de açúcar, na queima da gordura e na redução do apetite.

Os hormônios peptídeo-1 semelhante ao glucagon (GLP-1), peptídeo inibidor gástrico (GIP) e glucagon fazem parte do rol de substâncias reguladoras do metabolismo, sendo o GLP-1 e o GIP liberados por células intestinais para manter os níveis de açúcar no sangue sob controle logo após uma refeição.

O GLP-1 ainda produz a sensação de saciedade, informando o cérebro que a pessoa está “cheia”. Pessoas portadoras de diabetes tipo 2 não respondem a esses dois hormônios, o que leva ao quadro de hiperglicemia, aumento excessivo do nível de açúcar no sangue e, posteriormente, a complicações renais e cardiovasculares, por exemplo.
 
Por sua vez, o glucagon eleva os níveis de açúcar na corrente sanguínea, dando ao fígado a ordem para converter gordura em açúcar. Em uma pessoa com hiperglicemia, o corpo interrompe o fornecimento de glucagon, objetivando parar a produção de açúcar — o resultado é a queda abrupta da queima de gordura. Já em pessoas que não são afetadas pela diabetes, uma cirurgia bariátrica, ao incentivar a produção de glucagon, colabora para a perda de peso.
 
Para atacar a obesidade e a diabetes, os pesquisadores descobriram que não bastava ampliar individualmente a produção desses três hormônios, pois que isto levou a pouca perda de peso (apenas 2,7 kg em testes com humanos, aproximadamente) e a alguns efeitos colaterais adversos. Assim, buscou-se sintetizar uma única proteína composta pelas estruturas de glucagon, GLP-1 e GIP e, após anos de experimentos em células e roedores, o grupo chegou a uma droga híbrida capaz de ativar a produção do trio de hormônios, sem afetar outros sistemas hormonais.
 
Do estudo realizado com o medicamento desenvolvido concluiu-se que, em roedores obesos e diabéticos, a droga híbrida provoca perda de peso (através da queima de gordura) e redução do nível de glicose no sangue. Em média, os animais perderam um terço da massa corporal em até 3 semanas de tratamento, índice semelhante ao obtido por meio de intervenção bariátrica cirúrgica.
 
Adicionalmente, o nível de glicose no sangue dos roedores foi cortado pela metade, e a massa corporal magra (massa total do corpo subtraída da massa de gordura) se manteve intacta, segundo os autores.
 
A esperança dos pesquisadores é a de que a nova droga proporcione um meio não invasivo de reversão da obesidade, ou seja, um que não requeira cirurgia e que, assim, não proporcione ofereça ao paciente os riscos envolvidos nas operações. Resta agora comprovar os efeitos da droga em humanos.
 
 

Sandoz lança no Brasil genérico do Cialis antes do fim da patente

A Sandoz, divisão de medicamentos genéricos do grupo Novartis, firmou um acordo comercial com a Eli Lilly do Brasil que permitiu à empresa colocar no mercado brasileiro, antes mesmo do fim da vigência da patente, uma versão genérica do Cialis, a Tadalafila
 
O Cialis é indicado para o tratamento de disfunção erétil e concorre com o Viagra (da Pfizer) e seu genérico, o Citrato de Sildenafila, num mercado que, no país, gira em torno de 53 milhões de unidades por ano ou R$ 500 milhões.
 
Os primeiros lotes do genérico do Cialis já chegaram às farmácias e a expectativa da Sandoz é a de que o mercado, considerando-se somente números do medicamento de referência, dobre de tamanho no primeiro ano de venda do genérico, para 5 milhões de unidades.
 
O acordo, inédito para a Sandoz no que se refere ao lançamento antes do fim da patente e exclusivo até que isso ocorra, na segunda metade de março de 2015, prevê que a produção e a embalagem da Tadalafila caberão à Eli Lilly no Brasil, enquanto a promoção e a comercialização do medicamento em todo o país ficarão com a Sandoz.
 
“Todo o estoque inicial foi vendido, atendendo às expectativas. O mercado do Cialis deve crescer em volume e em valor à medida que chegarem as versões genéricas”, disse ao Valor o diretor de Marketing e Desenvolvimento de Negócios da Sandoz, Diego Santoro.
 
A título de comparação, lembrou o executivo, depois que a patente do Viagra expirou e versões genéricas foram lançadas, o mercado do medicamento cresceu 500% – hoje são onze fornecedores e os genéricos respondem por mais de 90% do mercado para disfunção erétil em volume.
 
Inicialmente, a Tadalafila será 35% mais barata que o Cialis. Após o fim da patente, porém, a expectativa é a de alguma erosão nos preços, em razão da chegada de novos genéricos ao mercado.
 
O acordo comercial, afirmou Santoro, foi aprovado sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 30 de outubro e, em 15 de novembro, foi iniciada a venda da Tadalafila, com foco nas grandes redes de farmácia e distribuidoras.
 
A suíça Novartis registrou vendas de US$ 14,7 bilhões no terceiro trimestre, alta de 4% na comparação anual, enquanto as vendas líquidas da Sandoz, no mesmo intervalo, subiram 6%, para US$ 2,4 bilhões – o crescimento de 14% do volume comercializado mais que compensou a erosão de preços de sete pontos percentuais.
 
Valor Econômico

Menstruação precoce pode elevar risco de doença cardiovascular

Em estudo, meninas que menstruaram antes dos 10 anos, e também depois dos 17, tiveram 27% mais probabilidade de sofrerem de doenças do coração do que as que passaram pela menarca aos 13 anos
 
Menstruar pela primeira vez antes dos 10 anos ou depois dos 17 anos aumenta o risco da mulher desenvolver hipertensão e doenças cardiovasculares. Esse foi o resultado de um amplo estudo feito por pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, publicado na segunda-feira no periódico Circulation.
 
Os pesquisadores compararam, entre 1,3 milhão de mulheres de 50 e 64 anos, aquelas que menstruaram pela primeira vez aos 13 anos com as que tiveram seu primeiro ciclo antes do 10 anos ou depois dos 17 anos — equivalentes a 4% do total. Eles constataram que o grupo que passou pela menarca antes dos 10 ou depois dos 17 teve 27% mais hospitalizações ou mortes ocasionadas por doenças do coração, 16% mais por derrame e 20% mais por pressão alta, do que o grupo que menstruou aos 13 anos.
 
De acordo com os autores, a obesidade infantil é o principal fator para a idade anormal para o primeiro ciclo menstrual. “Estratégias de saúde pública para combater a obesidade infantil podem, eventualmente, impedir a redução da idade média do primeiro ciclo menstrual, o que por sua vez pode diminuir o risco de doença cardíaca em desenvolvimento a longo prazo”, explica Dexter Canoy, coautor do estudo e professor da Universidade de Oxford, na Inglaterra.
 
 
Onde foi divulgada: periódico Circulation
 
Quem fez: Dexter Canoy, Valerie Beral, Angela Balkwill, F. Lucy Wright, Mary E. Kroll, Gillian K. Reeves, Jane Green e Benjamin J. Cairns.
 
Instituição: Universidade de Oxford, na Inglaterra.
 
Resultado: Mulheres que menstruam pela primeira vez antes dos 10 anos ou depois dos 17 anos têm mais riscos de desenvolver doenças cardiovasculares.
 
Veja

Instituto ambiental alerta para superbactéria nas praias do Flamengo e Botafogo

Superbactéria é resistente aos principais antibióticos e pode atacar quem está com sistema imunológico debilitado
 
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) recomenda aos cariocas que não frequentem as praias consideradas impróprias pelos testes de balneabilidade do instituto, incluindo as do Flamengo e de Botafogo, na zona sul do Rio. Estudos mostraram esta semana nessas praias a presença de uma superbactéria, resistente aos principais antibióticos. As praias do Flamengo e de Botafogo ficam próximas à região da Marina da Glória, que receberá provas de vela durante os Jogos Olímpicos de 2016.
 
Realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), um dos estudos identificou as superbactérias em amostras de água coletadas no Largo do Boticário (Cosme Velho), Aterro do Flamengo (antes da Estação de Tratamento do Rio) e na foz do Rio Carioca, no ponto em que ele desagua na Praia do Flamengo. Um segundo estudo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com o Inea, mostra que a bactéria também está presente nas águas da Praia de Botafogo.
 
Presidente do Inea, Isaura Fraga pede aos banhistas que acompanhem os testes de balneabilidade divulgados rotineiramente nosite do instituto. “Fizemos uma correlação entre nossos estudos e os da UFRJ. Comprovamos que, quando a praia está imprópria, a bactéria pode aparecer. Quando a praia está própria, ela não aparece. Dessa forma, o teste de rotina feito pelo Inea é um indicador da existência ou não da bactéria”, explicou.
 
Isaura ressaltou que, em razão da salinidade do ambiente, a bactéria perde agressividade quando presente no mar. Ela informou que, apesar disso, o Inea e a prefeitura do Rio acompanham hospitais da região para saber se algum deles despejou esgoto fora da rede, já que a bactéria encontrada nas praias é de ambiente hospitalar. “Também investigamos a existência de infectados em banhos de praia e não encontramos”, acrescentou.
 
De acordo com Renata Picão, microbiologista da UFRJ responsável pelo estudo, dificilmente ocorre infecção pela bactéria em pessoas com boa saúde. “A bactéria produz uma enzima chamada KPC, que a torna resistente aos principais antibióticos. Ela é problemática nos hospitais, pois os pacientes geralmente estão com o sistema imunológico debilitado. É importante frisar que ela não é agressiva. Não é o primeiro contato que vai desenvolver uma infecção”, assegurou.
 
Em nota, o comitê organizador dos Jogos Olímpicos de 2016 informou que o local das competições de vela não será alterado. “Conversamos com especialistas do governo e da Fiocruz e, desde então, monitoramos o tema [da bactéria]. O Comitê Rio 2016 criou uma força-tarefa para cuidar do assunto, e o grupo seguirá acompanhando muito de perto sua evolução."
 
A nota explica que grande parte do trabalho é discutir com o governo e com especialistas soluções para evitar a contaminação da água e continuar garantindo a segurança dos atletas. "A questão não impõe nenhuma mudança no planejamento de eventos-testes e competições”, conclui.
 
Agência Brasil

5 razões para tomar banho frio

Além de economizar muita energia, tomar banho com água fria pode representar vários benefícios à saúde
 
O site norte-americano TreeHugger elaborou uma lista com cinco motivos para deixar a água quente de lado.
 
Veja quais são eles:

1. Melhora a circulação sanguínea
A água fria aumenta a taxa de fluxo sanguíneo pelo corpo, bombeando mais sangue para todos os órgãos. Isso beneficia o sistema cardiovascular e pode ajudar a regular a pressão arterial e o fortalecimento das artérias e veias varicosas. O aumento do fluxo do sangue no cérebro também ajuda a deixar o corpo alerta por mais tempo.

2. É antidepressivo
A adrenalina liberada após um mergulho na água fria ajuda a liberar uma quantidade enorme de impulsos elétricos, enviados a partir das terminações nervosas periféricas para o cérebro. Essa reação tem um efeito antidepressivo. Existe até a hidroterapia, que aproveita os benefícios da água para aliviar os sintomas da depressão.

3. Faz bem para a pele e cabelo
A água quente tende a deixar os cabelos mais secos e danificados, enquanto a água fria deixa os fios mais fortes e resistentes. Além disso, sem o calor do chuveiro, o cabelo tende a ter menos frizz e muito mais brilho. Uma dica para tonificar o resultado é utilizar suco de limão fresco durante a lavagem.

4. Melhora o desempenho atlético
É muito comum os atletas utilizarem banheiras de gelo após o treino. Isso ajuda os musculosa se recuperarem para a carga seguinte de treinamentos. Quando mais rápido após o esforço o atleta for para a água fria, melhores são os resultados. A banheira de gelo pode ser substituída por uma ducha tradicional.

5. Aumenta a força mental
Começar a usar o chuveiro frio exige coragem e preparação mental. Quanto mais o corpo for submetido a essas situações de estresse, mais preparado ele estará para suportar situações ainda mais difíceis."

Blogs e Blogs

Bebê cai de incubadora durante transporte no interior do Paraná

Reprodução/ Rede Record: A menina sofreu arranhões
 nas mãos e na cabeça após queda
Menina sofreu ferimentos leves nas mãos e na cabeça; hospital investiga caso
 
Uma menina de dois meses caiu de uma incubadora enquanto era transportada para dentro de um hospital em Ponta Grossa, no interior do Paraná, no último domingo (14). A criança sofreu ferimentos leves.
 
A criança tinha acabado de sair do helicóptero que fez a transferência médica e seguia dentro da incubadora em cima da maca para a UTI na entrada do hospital. O equipamento abriu e a criança caiu de uma altura de um metro. Rapidamente, um enfermeiro recolheu a bebê do chão e a recolocou na incubadora.
 
A menina estava sendo transferida por causa de uma infecção respiratória. Na queda, ela teve arranhões nas mãos e na cabeça, mas, segundo os médicos, nenhum dos machucados é considerado grave.
 
A bebê continua internada para dar sequência no tratamento dos pulmões. O hospital está fazendo uma investigação interna. Há indícios de que a incubadora usada não era apropriada para fazer o transporte da criança. O caso vai ser levado para a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para saber se houve negligência.

Assista ao vídeo:


 
R7