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sexta-feira, 11 de julho de 2014

HIV reaparece em menina 'curada' nos EUA

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Thinkstock - HIV reapareceu em criança no Mississipi
Bebê recebeu tratamento até os 18 meses, mas médicos perderam contato com a família

Um bebê que nasceu nos Estados Unidos com HIV e que se acreditava ter sido curado após tratamento voltou a apresentar sinais de que ainda abriga o vírus.

A criança de quatro anos, que é do Estado de Mississipi, passou por testes na semana passada que indicaram que o vírus ressurgiu, dizem médicos.

Em março ela parecia estar livre do vírus, depois de ficar quase dois anos sem receber tratamento.

A notícia reduz as esperanças de que o tratamento precoce possa reverter a infecção permanentemente.

Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, disse à mídia americana que os novos resultados foram "obviamente decepcionantes" e teria possíveis implicações em um iminente estudo nacional sobre o HIV.

— Nós vamos dar uma boa olhada no estudo e verificar se ele precisa de alguma mudança —disse.

A criança, apelidada de "bebê Mississippi", não recebeu nenhum cuidado pré-natal anti-HIV antes do nascimento.

Ela passou a receber um intenso tratamento contra o vírus poucas horas após o parto.

O bebê continuou a receber o tratamento até os 18 meses de idade, mas foi interrompido quando os médicos perderam contato com a família.

Quando retornou, 10 meses depois, nenhum sinal de infecção pelo HIV foi encontrado e sua mãe disse que não havia fornecido nenhuma medicação contra o vírus para a filha no período.

Repetidos testes não tinham detectado indícios do vírus HIV na menina até a semana passada. Os médicos ainda não sabem por que o vírus ressurgiu.

Outra criança
Uma segunda criança recebeu tratamento anti-HIV precoce, poucas horas após o nascimento, em Los Angeles, em abril de 2013.
Testes indicam que ela não possui sinais do vírus, mas seu tratamento não foi interrompido, como ocorreu com o "bebê Mississipi".

Atualmente, acredita-se que apenas um adulto tenha sido curado do HIV.

Em 2007, Timothy Ray Brown recebeu um transplante de medula óssea de um doador com uma mutação genética rara que é resistente ao vírus. Ele não tem mostrado sinais de infecção há mais de cinco anos.

R7

Músicos tocam, mudam rotina e humanizam hospitais

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Arquivo Pessoal - Músico Diego Angeline alegra paciente em hospital
Projeto Músicos do Elo ajuda a resgatar memórias e melhorar vida de pacientes em SP

Quando a canção soa, o ambiente hospitalar se transforma: os pacientes riem, choram, lembram-se da infância, e até mesmo os enfermeiros, médicos e funcionários do local entram no ritmo. A voz, o violão e as canções de apresentação do músico Diego Angelini, 27 anos, ao lado da parceira Deise Batistella Marques, quebram a rotina do hospital Santa Lucinda, em Sorocaba, interior de São Paulo. Eles fazem parte do projeto Músicos do Elo, que tem como objetivo a humanização de ambientes hospitalares.

Duas vezes por semana, os músicos saem de suas casas em Indaiatuba, interior de São Paulo, para tocar e cantar para pacientes do hospital e também da casa de repouso Aldeia de Emaús. Estudante de música, Diego conta que, ao participar do projeto, “se encontrou como músico”.

— É uma nova maneira de fazer música, muito mais humana e interacionista. É algo muito enriquecedor como ser humano. Tocar e cantar em ambiente hospitalar faz você aprender a ouvir diversas sonoridades também. Nós fazemos, por exemplo, um estudo sonoro do ambiente e como os barulhos podem ser amenizados, como o barulho da porta e da lixeira batendo.

Para conseguir participar deste projeto, há pouco mais de um ano, ele faz um curso aos fins de semana em que é preparado para se apresentar. Afinal, ambientes hospitalates exigem um preparo diferenciado, pois “não é um show”, mas um trabalho de humanização em que se lida com diversas emoções humanas, explica o músico.

— Nós somos preparados desde saber limpar adequadamente os nossos instrumentos até como observar para despertarmos as emoções humanas. Apesar de irmos lá e tocarmos a música para melhorar aquele ambiente, o mais difícil para mim é manter a estabilidade emocional. No hospital e no lar de idosos, as pessoas falecem. Você convive com uma pessoa e na semana seguinte quando você volta, ela não está mais. Também é difícil você fazer seu som e ver uma senhora se emocionar e não se sentir mexido. Ao mesmo tempo que é difícil, é prazeroso.

O projeto Músicos do Elo foi desenvolvido pelo músico brasileiro Victor Flusser há 15 anos, na Universidade de Strasbourg, na França, e se difundiu por outros países da Europa, como Portugal, Alemanha, Itália e Espanha. Para Flusser, a música transmite muito mais do que alegria.

— É um projeto para levar qualidade de vida não só aos pacientes como também aos familiares e profissionais de saúde. O hospital deve ser um espaço de vida e o projeto é uma forma de incentivar a promoção à saúde.

Depois de conhecer do trabalho de Flusser na Europa, o médico Fernando de Almeida resolveu implantar o projeto no País. Para desenvolver este trabalho aqui, o pesquisador conseguiu apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado).

— O trabalho começou com pacientes que fazem diálise no Hospital Santa Lucinda. Estes pacientes são muito sofridos, pois dependem de uma máquina, a qualidade de vida deles é comprometida e falta esperança no futuro. Então, a intervenção musical é um alento para eles, além de melhorar muito o relacionamento familiar, a disposição para trabalhar e tudo mais.

Benefícios reais para saúde
Em sua pesquisa de mestrado, o psicólogo Thiago Reis Hoffmann estudou durante mais de um ano pacientes do setor de hemodiálise do Santa Lucinda que receberam a visita dos músicos. Ele analisou um grupo de 50 pessoas que tiveram intervenção musical e outro grupo de 50 que não passaram por esta experiência.

— Os que foram submetidos a intervenção tiveram melhora na qualidade de vida, socialização, disposição no trabalho, melhor percepção da dor, menos câimbras e melhora nos marcadores de depressão. Os momentos negativos foram substituídos por resgates emocionais que a música causa. A melhora foi significativa.

De acordo com psicólogo, a música tem uma grande importância na vida de todos.

—Nós nascemos embalados pela música. As canções muitas vezes nos alenta, nos traz sensações boas.

Além dos serviços de pediatria e UTI Neonatal do Hospital Santa Lucinda de Sorocaba, o projeto atende também o Hospital São Camilo, em Itu, e o Instituto da Criança, do Hospital das Clínicas, de São Paulo.

R7

Entenda como a ocitocina sintética é usada no parto normal

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Foto: Reprodução
O hormônio produzido em laboratório é usado em situações específicas para melhorar o trabalho de parto 

Por Dra. Barbara Murayama 

A ocitocina é um hormônio naturalmente produzido pelo nosso organismo para gerar as contrações do útero durante o trabalho de parto e a liberação do leite durante a amamentação. Ele foi sintetizado em laboratório e assim se tornou uma medicação muito útil, que pode ajudar a salvar vidas, se corretamente indicado. 

Esse hormônico também pode ser usado para iniciar o trabalho quando ele não ocorre naturalmente, podendo regularizar as suas contrações quando elas não estiverem efetivas e for diagnosticado que o trabalho de parto não está evoluindo de maneira adequada.

Além disso, também pode ser usado para contrair o útero após o parto ou aborto, quando o sangramento está muito abundante, prevenindo hemorragias que poderiam levar a perda do útero e até a morte se não controladas adequadamente. É normal ocorrer sangramento após o parto, mas essa perda de sangue não pode ser muito forte, pois o risco de haver uma hemorragia nessa fase aumenta a cada parto que a mulher tenha, podendo ser maior em gestações gemelares, independente se for parto normal ou cesárea, por exemplo.

Desvantagens do hormônio sintético
Como todo medicamento, há efeitos colaterais. Pode haver, por exemplo, rotura do útero quando usado durante o trabalho de parto. Por isso é uma medicação que só deve ser utilizada em ambiente hospitalar para gestão do trabalho de parto, sob prescrição e supervisão médica para que a dose e a infusão sejam feitas adequadamente. 

As contrações causadas pela ocitocina artificial podem ser mais doloridas, mas quando se utiliza, é porque foi feito um diagnóstico de algum problema no andamento do trabalho de parto. E se a mãe optou pelo parto sem analgesia, pode conversar com seu médico, para avaliar a possibilidade da analgesia ou lançar mão de outras técnicas como banho, massagens, que aliviam parcialmente a dor. 

É preciso entender que a ocitocina é utilizada como um medicamento, e portanto deve ser utilizado apenas quando há necessidade. Existem também situações que contraindicam o seu uso, como a alergia a algum componente da medicação.

Conversar com o médico é fundamental
É importante que a mulher escolha seu obstetra após conversar muito sobre esse assunto e todos os outros relacionados ao momento do parto. Hoje existem mulheres que não desejam receber nenhum tipo de intervenção durante o trabalho de parto, mas é preciso entender que o obstetra, tanto quanto os pais, só quer o melhor para o a mãe o bebê e fará o que estiver ao seu alcance para entregar à família o binômio mãe e bebê saudáveis.

Mas é claro, que como tudo na medicina, há variações e linhas de pensamento diversas entre os médicos, baseado na literatura médica, já que o estudo do ser humano não é uma ciência exata. Então, além de entender e esclarecer dúvidas é importante que se encontre um profissional obstetra que se encaixe nas suas expectativas. Nem sempre seu ginecologista de toda vida será seu obstetra e não há que se ter vergonha de perguntar, conhecer outros profissionais. 

Quando explicamos desde o início todo o processo, o que pode acontecer e o que será necessário fazer em cada situação, o casal se sente seguro e na hora do parto deixa que a médica e sua equipe trabalhem, se preocupando apenas em aproveitar o momento e curtir. 

Minha Vida

Instituições vão usar sistema de notificação da Fiocruz

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Foto sxc.hu
Usuários estão sendo treinados para uso do BioForm, que relata incidentes em pesquisas clínicas, necessárias para introduzir novos produtos no mercado, como vacinas e remédios

Funcionários de instituições públicas de saúde e pesquisa estão passando por treinamento no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz) para usar o sistema BioForm de relato de caso on-line (e-CRF) em pesquisas clínicas, necessárias para introduzir novos produtos no mercado, como vacinas e remédios.

A ferramenta, desenvolvida pelo Bio-Manguinhos em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), informatiza os processos e é disponibilizada gratuitamente para as instituições interessadas.

De acordo com a coordenadora da Assessoria Clínica de Bio-Manguinhos, Maria de Lourdes Sousa Maia, o sistema “democratiza e traz segurança institucional para o pleno desenvolvimento da pesquisa clínica feita pelo setor público no Brasil”, além de ser exemplo de cooperação interinstitucional entre os parceiros públicos envolvidos. O projeto foi apresentado ao Ministério da Saúde em dezembro de 2013 e os treinamentos começaram em janeiro.

“Até então, este tipo de ferramenta esteve vinculado a empresas prestadoras de serviços de pesquisa clínica e patrocinadores privados, de forma que a disponibilização desta ferramenta poderá viabilizar a integração de unidades de pesquisa do país com as características territoriais como as nossas”.

Já passaram pela capacitação profissionais do Grupo Brasileiro de Estudos com Câncer de Mama, da coordenação da Rede Fiocruz de Pesquisa Clínica e do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas. No próximo treinamento, deverão participar o Centro de Pesquisa Clínica da Universidade Federal de Minas Gerais, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre e a Faculdade de Medicina de Botucatu.
 
Saúde Web

Detectando surtos: ONU quer descobrir tendências com redes sociais

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Foto: Reprodução - ONU quer descobrir tendências de surtos com redes sociais
Ao analisar opiniões mundiais sobre vacinações, pobreza e outros tópicos, ferramenta ajuda no desenvolvimento sustentável e humanitário 

As Nações Unidas anunciou na última quinta-feira (3) que cientistas estão trabalhando com agregação de dados e ferramentas de filtragem da DataSift para estudar as diversas opiniões e atitudes das pessoas ao redor do planeta sobre questões referentes à pobreza, miséria, saúde e outros tópicos humanitários. A está acontecendo em Nova York, nos Estados Unidos; em Jacarta, na Indonésia; e Kampala, na Uganda. 

O vice-presidente de marketing da DataSift, Jason Rose, afirmou que pesquisadores do Global Pulse, laboratório de inovações das Nações Unidas que utiliza big data para auxiliar desenvolvimentos sustentáveis e esforços humanitários, irão utilizar a plataforma DataSift para analisar dados sociais por meio de uma variedade de projetos.

“As pessoas frequentemente pensam na análise de dados sociais como uma ferramenta essencialmente funcional para monitorar opiniões referentes a uma determinada marca, pensando em serviços a clientes”, afirmou Rose durante entrevista à InformationWeek norte-americana.

A DataSift espera que a parceria com o Global Pulse irá mudar essa percepção. A companhia processa dois bilhões de interações sociais por dia através de uma série de plataformas, incluindo Twitter, Tumbler e WordPress.

“Nossa ferramenta é projetada para capturar e filtrar as milhares de interações, ou para qualquer número que seja relevante para determinado tópico ou organização”, explicou Rose.

O Global Pulse utilizará o DataSift de diversas maneiras. Um projeto irá examinar atitudes voltadas para imunização, visando melhorar o sucesso de campanhas de vacinação e prevenir a propagação de doenças, por exemplo. Outro irá explorar como famílias lidam com situações difíceis quando estão frente a altas inesperadas no preço dos alimentos.

A ferramenta de streaming-data ajuda os cientistas das Nações Unidas a descobrir e analisar rapidamente tendências emergentes.

“Isso nos permitiu criar novas técnicas e métodos que irão dar aos desenvolvedores os insights importantes que são necessários para melhorar o bem-estar das comunidades em todo o planeta”, relatou Robert Kirkpatrick, diretor do Global Pulse.

Segundo Rose, um uso potencial da ferramenta é a detecção prévia de surtos de doenças, assim como questões de identificação e atitudes relativas à imunização.

Desafios 
Entretanto, usar dados online para mensurar os problemas do mundo real pode ser complicado. Quando o Google lançou o website Flu Trends, em 2008, a companhia alegou que o serviço – que analisa consultas de buscas agregadas -, poderia detectar o surgimento de doenças mais rápido do que agências globais de saúde. Mas, durante os anos de 2012 e 2013, o Google Flu Trends superestimou a incidência do Influenza H1N1 nos Estados Unidos – resultado dos seus algoritmos não terem sido ajustado para considerar em relação a “cobertura de mídia intensificada” de surtos da gripe, justificou o Google.

“Este não é o trabalho que a DataSift está fazendo”, contrapõe Rose. Segundo ele, o software da empresa permite que os cientistas do Global Pulse apliquem seus próprios algoritmos.

“Eles estão mantendo, atualizando, ajustando e testando seus algoritmos baseados na informação que nós estamos enviando para eles. Nós também temos um armazenamento de dados de histórico. Para muitas das nossas fontes de dados, você pode voltar três ou quatro anos e testar novamente todos os seus algoritmos contra surtos já conhecidos e eventos que aconteceram no passado, e então calibrar seus algoritmos daquele jeito também”, acrescentou Rose.

O executivo também ressaltou que o Twitter não é a única fonte da reserva de dados sociais do DataSift. “O WordPress é outra fonte-chave. 22% dos websites mundiais estão operando na plataforma”, apontou.

Rose ainda acrescentou que os esforços das Nações Unidas com relação à análise de dados sociais mostram o potencial do projeto.

“Nós estamos arranhando a superfície da aplicabilidade de dados sociais, e eu aplaudo iniciativas sem fins lucrativos como a que o Global Pulse está fazendo, indo lá e aplicando isto em novos e inovadores meios que estão fazendo bem ao planeta”, concluiu Rose.

*Fonte: Information Week EUA; replicada pelo portal IT Forum 365

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Gasto médio em saúde por habitante no Brasil é insuficiente, diz CFM

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Foto: Reprodução - R$ 3,05/dia, este é o valor aplicado na saúde em 2013
Levantamento do Conselho Federal de Medicina avalia investimento público per capita e coloca Brasil entre os que menos gastam com saúde no mundo

Três reais e cinco centavos (R$ 3,05) por dia: este é o valor que os governos federal, estaduais e municipais aplicaram em saúde no ano de 2013 para cada um dos 200 milhões de brasileiros cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo, o gasto per capita foi de R$ 1.098,75 no ano, segundo uma análise revelada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgado esta semana, valor considerado abaixo dos parâmetros internacionais e metade do que gastaram os beneficiários de planos de saúde no mesmo período.

Foram consideradas as despesas apresentadas pelos gestores à Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda, por meio de relatórios resumidos de execução orçamentária. Em 2013, as despesas nos três níveis de gestão atingiram a cifra de R$ 220,9 bilhões. O montante inclui todas as despesas na chamada “função saúde”, destinada à cobertura das ações de aperfeiçoamento do sistema público de saúde. Boa parte desse dinheiro é usada também para o pagamento de funcionários, dentre outras despesas de custeio da máquina pública.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), apesar de diferenças metodológicas, revelam que o governo brasileiro tem uma participação aquém das necessidades e possibilidades no financiamento. Enquanto no Brasil o gasto público em saúde alcançava US$ 512 por pessoa, na Inglaterra, por exemplo, o investimento era cinco vezes maior: US$ 3.031.

França (US$ 3.813), Alemanha (US$ 3.819), Canadá (US$ 3.982), Espanha (US$ 2.175), Austrália (US$ 4.052) e Argentina (US$ 576) também aplicam mais que o Brasil.

Rankings regionais
O levantamento do CFM considerou ainda dados declarados pelos maiores municípios dos dez estados mais populosos do País. Embora alguns tenham aplicações maiores que outros, em geral os valores foram considerados insuficientes pela entidade para melhorar indicadores locais de saúde. As despesas em saúde foram cruzadas com Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), oferta de leitos para cada grupo de 800 habitantes, taxas de incidência de tuberculose e dengue, além da cobertura populacional de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Equipes de Saúde da Família (ESF).

O Distrito Federal, líder do ranking estadual do gasto em saúde, com R$ 1.042,40 por pessoa ao ano, apresenta o pior desempenho de cobertura populacional de ACS (19%) e de ESF (20%). Por dia, são gastos R$ 2,90 na saúde da população do DF, com a pior taxa de leitos por habitantes do País: 0,7 leito para cada 800 habitantes.

Em último lugar no ranking, aparece Alagoas, onde foram gastos apenas R$ 204,89, em 2013, na saúde de cada habitante, o equivalente a R$ 0,57 ao dia. Apesar das taxas de incidência de doenças e demais indicadores de saúde local não estarem entre os piores, Alagoas tem o pior IDH do país, segundo pesquisa divulgada pelo Programa das Nações Unidas (PNUD) no ano passado e que mede o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida oferecida pela população.

Entre as capitais, a média do gasto em saúde por pessoa é de R$ 542,80. Onze cidades figuram abaixo desse valor. Belo Horizonte (MG) tem o melhor desempenho relativo, com R$ 933,86 ao ano, seguido pelas cidades de Campo Grande (MS), com R$ 919,30, e Teresina (PI), com R$ 874,82.

Na outra ponta, Rio Branco (AC), com R$ 240,53, Boa Vista (RR), com R$ 271,19 e Belém (PA) com R$ 284,77 aparecem com os piores desempenhos. Em Macapá, capital do Amapá, os gastos em saúde não foram encontrados, nem nos relatórios resumidos de execução orçamentária, nem no portal da transparência da prefeitura, motivo que pelo qual a cidade não foi incluída no levantamento.

Clique aqui para conferir o ranking dos estados e aqui para o das capitais.

CFM / Saúde Web

Após um ano, Mais Médicos ainda divide opiniões

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Foto: Reprodução
Para governo, objetivos foram atingidos. Para entidades da classe médica, programa não resolve o problema

Lançado no dia 8 de julho de 2013 por meio da Medida Provisória nº 621, o Programa Mais Médicos completou um ano esta semana. A ideia era ampliar o atendimento a usuários do Sistema Único de Saúde por meio do aumento do número de profissionais. Polêmico, o programa coleciona elogios por parte do governo e críticas, sobretudo, por parte de entidades médicas.

Para o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Eider Pinto, o Mais Médicos atendeu à necessidade dos gestores estaduais e municipais de mais médicos na rede pública de saúde.

Os números do ministério indicam que o programa contratou 14,4 mil profissionais (11,4 mil deles cubanos) distribuídos em 3,7 mil municípios e em 34 distritos indígenas. Cerca de 75% dos médicos estão em regiões de grande vulnerabilidade social, como o semiárido nordestino, a periferia de grandes centros e regiões com população quilombola.

Segundo o secretário, o programa aumentou em 35% o número geral de consultas na atenção básica – foram 5.972.908 em janeiro de 2014 ante 4.428.112 em janeiro de 2013. O atendimento a pessoas com diabetes aumentou 45%, passando de 587.535 em janeiro de 2013 para 849.751 em janeiro de 2014. No mesmo período, os atendimentos de pacientes com hipertensão arterial aumentaram 5% e as consultas de pré-natal, 11%. O encaminhamento de pacientes para hospitais diminuiu 20%, passando de 20.170 para 15.969.

“O paciente passou a ter a percepção de que agora há médico perto da casa dele e ele pode ir para lá”, disse. “Outro dado relevante é a redução de encaminhamentos que as unidades básicas fizeram para os hospitais. Isso tem um impacto social grande. O paciente deixava de trabalhar, ia para um hospital longe de casa ou em outro município, alguém da família era deslocado para cuidar dele”, completou.

Sobre o que precisa avançar, o secretário destacou a necessidade de provocar os gestores estaduais e municipais a definir regras que qualifiquem o atendimento na saúde pública. “Não basta ter o médico e deixá-lo de lado. Essa é a oportunidade para qualificar a atenção básica, reduzir o tempo de espera e alcançar melhorias na saúde”, explicou. Eider lembrou que o programa prevê a criação de 11,5 mil vagas de graduação em medicina e de 12,4 mil vagas de residência médica.

“O lugar de atuação desses médicos é no SUS. A expectativa é que a gente tenha 18 mil vagas de residência em 2018 – número de estudantes que deve se formar em medicina neste ano”, disse. “É uma tarefa grande para a saúde e a educação. Temos que preparar as urgências, as unidades básicas, os centros de atenção psicossocial e de atenção domiciliar para receber esses médicos.”

Críticas
O primeiro-secretário do Conselho Federal de Medicina (CFM), Desiré Callegari, garante que a categoria vê o programa com muitas críticas. Segundo ele, o Mais Médicos não resolve o problema da saúde pública uma vez que tem prazo para começar e para terminar. Outra crítica da entidade é que não há monitores ou responsáveis por avaliar a atuação dos profissionais no Brasil. “A gente continua achando que um plano de cargos e salários seria muito mais bem aplicado do que o dinheiro que se evade do país de uma forma que não consideramos correta”, avaliou.

Callegari se referiu ao programa como uma espécie de “importação de médicos” e lembrou os inúmeros casos de profissionais que abandonaram a iniciativa. Outro problema, de acordo com o secretário, é que, com a criação do Mais Médicos, muitas prefeituras optaram por dispensar profissionais contratados e solicitar outros pelo programa, numa tentativa de economizar verba com a saúde.

“O CFM continua achando que o programa não é a melhor resposta para a saúde no Brasil via SUS. Ele promove um atendimento primário, mas a gente continua com o atendimento secundário e terciário ruins. Os pacientes se acumulam em corredores, no chão, em macas, sem o tratamento devido”, disse.

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Stefanini investe em rastreabilidade de medicamentos

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Sinergias entre TI da Stefanini e automação industrial da Pollux vão compor solução de rastreabilidade completa para a indústria farmacêutica 

Com o prazo correndo para atendimento das normas de rastreamento de medicamentos, determinada pela Anvisa (RDC 54/2013), a Stefanini - provedora global de soluções de negócios baseadas em tecnologia -, anuncia parceria com a Pollux Automation para justamente desenvolver uma solução de rastreabilidade para medicamentos. De acordo com comunicado da empresa, a aliança faz parte da estratégia de investir em nichos específicos nos quais a empresa vê grande potencial, sendo o mercado de saúde um dos destaques.

Há sete anos a Stefanini – que faturou US$ 1,3 bilhão no ano passado e tem planos de dobrar este número até 2016 - criou uma vertical específica para gerenciar o desenvolvimento de tecnologia para o setor de saúde. “Este mercado ainda é muito carente em termos de tecnologia”, estima o gerente executivo da vertical de saúde, José Roberto de Oliveira.

O objetivo da parceria é reunir know-how de TI da organização e o de automação industrial da Pollux para compor uma solução de rastreabilidade completa para a indústria farmacêutica – desde a marcação do código Data Matrix nas embalagens até a dispensação do medicamento nas farmácias e hospitais.

O negócio surgiu a partir da percepção de ambas as empresas de que havia uma grande preocupação do setor para garantir que a solução completa de rastreabilidade cobrisse toda a cadeia de valor da indústria.

“Acreditamos que o maior desafio esteja ligado aos prazos estabelecidos pela Anvisa [de três anos a partir da RDC]”.

Dada a pressa gerada pela regulamentação, o foco inicial são as empresas, nacionais ou multinacionais, presentes no País. “Como as duas empresas já atendem este segmento com intensidade, o endosso mútuo em clientes das duas bases será determinante para o sucesso da parceria”, explica o diretor presidente da Pollux, José Rizzo Hahn Filho.

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O que você come pode afetar seu relógio biológico

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Foto: Alexander Shalamov / Deposit Photos
Ingestão de alimentos específicos podem influenciar os processos biológicos do organismo 

Os alimentos não só nutrem o corpo, mas também afetam o seu relógio biológico, que regula o ritmo diário de muitos aspectos do comportamento humano. Pesquisadores relataram, no Cell Press Journal, como ajustar esse mecanismo por meio da manipulação da dieta, o que pode ajudar pacientes com várias condições, e mostraram que a insulina pode estar envolvida no "acerto" desse relógio.

O relógio biológico ou circadiano desempenha um papel importante nos momentos de sono e alerta máximo, e também no calendário de certos processos fisiológicos. Ele permite a expressão máxima de genes em momentos apropriados do dia, fazendo que os organismos possam se adaptar à rotação da terra.

— A assincronia crônica entre os ritmos fisiológico e ambiental não só diminui o desempenho fisiológico, mas também carrega um risco significativo de diversas doenças, como diabetes, doenças cardiovasculares, distúrbios do sono e câncer — explica Makoto Akashi, da Universidade de Yamaguchi, no Japão.

O relógio circadiano envolve duas vias principais. A primeira, que responde à luz, tem sido bem caracterizada. A segunda, que responde à comida, é menos compreendida. Através de experiências em células e ratos, Akashi e sua equipe descobriram que a insulina pode estar envolvida na reinicialização desse mecanismo.

— O ajuste de fase mediada pela insulina do relógio nos tecidos alimentares pode permitir a sincronização entre o horário das refeições e a função dos tecidos, levando à digestão e à absorção eficaz. Em suma, o hormônio pode ajudar o relógio do estômago a sincronizar com o horário das refeições — exemplifica o autor.

As descobertas dos pesquisadores fornecem informações valiosas sobre com o ajustar o relógio circadiano através da manipulação da dieta.

Para o jet lag — a descompensação do fuso horário —, por exemplo, o jantar deve ser enriquecido com ingredientes que promovam a secreção de insulina, forçando um avanço de fase do relógio circadiano. O almoço, no entanto, deve ser o oposto, recomenda Akashi.

Os resultados também sugerem que os ajustes do relógio através da alimentação podem não funcionar bem em indivíduos com resistência à insulina, uma característica de pacientes com diabetes tipo 2. Além disso, pode haver efeitos secundários relacionados com o mecanismo quando do tratamento de pacientes com o hormônio.

Zero Hora

Conheça os benefícios do chá verde

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Foto: Carlos Edler / Agencia RBS - Chá verde
Com função termogênica, bebida ajuda na quebra de gordura e dá sensação de saciedade

O chá verde pode ser um importante aliado da dieta saudável. Com características termogênicas, a bebida é rica em substâncias como flavonoides, catequinas e cafeína. A epigalocatequina, também presente no chá, desempenha uma função importante no controle do estoque de gordura no organismo.

— Essa substância ativa um receptor responsável pela quebra de gordura, sendo importante na reeducação alimentar de quem luta contra os ponteiros da balança, prevenindo ainda o entupimento das artérias e as doenças cardiovasculares — afirma a nutricionista Paula Castilho. 

Como possui alto poder antioxidante, o chá verde desacelera a degeneração celular, podendo auxiliar na prevenção de vários tipos de câncer e do envelhecimento. Outro benefício terapêutico é a possibilidade de redução do colesterol ruim, o LDL, segundo estudo publicado no The American Journal of Nutrition. 

— Mais uma vez, as catequinas presentes reduzem a absorção das gorduras no intestino. Outras pesquisas a associam ao aumento da saciedade — esclarece a especialista. 

A teanina, aminoácido também presente na bebida, está relacionada com a produção da serotonina, neurotransmissor que dá sensação de felicidade. O chá verde conserva, ainda, propriedades antibacterianas, preservando a saúde do fígado e do trato gastrointestinal.

Consumo deve ser moderado
Um adulto deve consumir não mais do que duas xícaras ou 300 ml da bebida por dia. Apesar das inúmeras vantagens, não é indicado para crianças, gestantes, pacientes com hipertensão, glaucoma e irritações gástricas, pois contém altas quantidades de cafeína (potente neuroestimulante) e é diurético. Em altas quantidades, pode levar à taquicardia, insônia e até alergia. Como reduz a absorção de ferro, cálcio e cobre, não recomenda-se consumi-lo durante as refeições.

Apesar dos benefícios, o gosto amargo do chá verde dificulta o seu consumo. Para contornar, a nutricionista indica consumi-lo com suco de frutas.

— É possível usar a bebida com suco de abacaxi, melancia, limão, melão e até maçã. É uma forma de atenuar o seu sabor acentuado da bebida — destaca Paula. 

Segundo a especialista, para se beneficiar de todas as propriedades da bebida, o ideal é consumi-la por meio de folhas, fazendo uma infusão. 

Dicas de preparo:
— Um litro de água com duas colheres de sopa cheias de chá verde seco. Quando a água começar a ferver, inclua o chá verde. Desligue antes de ferver, tampe e deixe descansar por 5 minutos. Em seguida, coe e está pronto

— Deve-se manter a bebida na geladeira ou numa garrafa térmica. Consumo em até 24 horas, enquanto suas características ainda podem ser aproveitadas

Zero Hora

Comer abacate aumenta a absorção de nutrientes essenciais para uma vida saudável

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Foto: Reprodução - Abacate
Estudo explorou melhorias nos níveis de vitamina A no organismo quando a fruta é ingerida com tomates ou cenouras 

Consumir um abacate fresco com um molho de tomate ou cenoura crua eleva significativamente a absorção de alfa e betacaroteno e sua conversão em uma forma ativa de vitamina A, de acordo com uma pesquisa publicada no The Journal of Nutrition.

A vitamina A está envolvida na saúde reprodutiva e promove o crescimento, ajuda na saúde da pele, no sistema imune e na visão e tem propriedades antioxidantes. Carotenóides pró-vitamina A, como o alfa e betacaroteno, são responsáveis por conceder a cor laranja e amarela para muitas frutas e verduras. O corpo converte esses pigmentos vegetais em uma forma ativa e utilizável de vitamina A.

O estudo, realizado na Universidade do Estado de Ohio, nos EUA, investigou se a fruta pode ajudar o corpo a melhor utilizar e absorver a vitamina A de alimentos ricos em caroteno quando ingerido em conjunto.

Os testes contaram com 12 homens e mulheres saudáveis. O primeiro analisou se o abacate, quando ingerido juntamente com molho de tomate rico em alfa e betacaroteno, promoveria a absorção e a conversão destes nutrientes para vitamina A. O segundo verificou o mesmo resultado, substituindo o molho por cenouras cruas.

Os cientistas descobriram que, comparada a uma refeição com molho de tomate sem abacate, a adição da fruta (150 g) mais que dobrou (2,4 vezes) a absorção de betacaroteno e mais do que quadruplicou (4,6 vezes) a conversão para a vitamina A destes nutrientes. 

Da mesma forma, identificaram, no segundo teste que, comparada a uma refeição com cenoura crua sem abacate, a fruta aumentou significativamente a absorção de carotenoides (6,6 vezes betacaroteno e 4,8 vezes alfa caroteno) e elevou (12,6 vezes) a conversão dos carotenoides em vitamina A.

— As evidências reforçam o corpo atual da investigação sobre este tema e complementa um estudo anterior que mostrou um aumento semelhante na absorção de carotenóides com a metade de um abacate (75 g)— destaca o professor Steven Schwartz.

— Alimentos específicos ingeridos juntos podem ajudar seu corpo a utilizar os benefícios de forma mais eficaz. Sabemos que os consumidores de abacate estão interessados em alimentos que agem como um reforço para os nutrientes— comenta a diretora de nutrição da universidade, Nikki A. Ford

Abacates são ricos em nutrientes, frutas naturalmente livre de colesterol e que possuem gorduras boas. É uma maneira deliciosa e fácil para combinar planos alimentares saudáveis.

Zero Hora

Confira quais são os 10 alimentos que mais provocam alergia

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Foto: Reprodução
Da lagosta ao leite, alimentos têm tipo em comum de proteína que o organismo dos alérgicos desconhece e reage a ela 

Pode ser camarão, pode ser amendoim. Quem tem alergia sabe como é. Basta comer um teco do "alimento proibido" que o organismo reage. A alergia é sempre causada por uma resposta imunológica errada que o corpo dá. No caso dos alimentos, o sistema imunológico (aquele que defende o corpo) reage contra um tipo de proteína contida em determinada comida. 

A alergologista e imunologista Ana Paula Castro, do Hospital Sírio Libanês, explica que os alimentos campeões em causar alergia têm um tipo de proteína em comum que não é destruída na digestão. Como o sistema imunológico desconhece a substância, responde a ela causando todos os sintomas desagradáveis - e perigosos, muitas vezes.

Os sintomas variam de coceiras nos lábios, diarréia, vômitos, rouquidão, chiado nos pulmões e até mesmo anafilaxia, quando a garganta fecha e impede a passagem do ar ou quando a pressão arterial cai bruscamente.

Veja os alimentos campeões em causar alergia; se for alérgico, fuja deles:

- Caranguejo e siri 

- Lagosta

- Camarão

- Trigo e qualquer coisa derivada dele

- Ovo

- Amendoim

- Nozes

- Castanhas

- Leite

- Quem tem alergia ao leite, tem alergia a qualquer derivado dele, como o queijo

iG