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sexta-feira, 25 de março de 2011

Diálogo é chave para governança de TI

por Maria Carolina Buriti 24/03/2011 Primeiro 1.2.1 de Saúde discute as melhores práticas no atual momento de exapnsão do setor O diálogo entre o departamento de T.I e a alta direção da empresa é um dos pontos chaves para o desenvolvimento da governança de T.I. Essa ação, muitas vezes, se dá por meio de comitês estruturados com a presença da diretoria e de membros do departamento de T.I facilitando assim a comunicação entre as duas pontas. A governança de TI foi o tema discutido pelo primeiro 1.2.1 Network Saúde, encontro realizado pela IT Mídia destinado exclusivamente para os executivos de T.I do setor. O evento ocorreu na manhã desta quinta-feira (24/03). Para assistir à reportagem, clique aqui: http://www.saudebusinessweb.com.br/webcasts/index.asp?categoria=&video=1981 http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76892

1.2.1 Network Saúde discute Governança de TI nos hospitais

por Ana Paula Martins 24/03/2011 Para muitas insituições, dificuldade é se alinhar com as lideranças corporativas Deixar de ser um simples suporte para se tornar aliado estratégico dos gestores dos hospitais. Esse é o grande desafio que os gerentes de TI das instituições de saúde precisam enfrentar para tornar a área eficiente dentro da instituição. "Não existe governança em TI sem alinhamento com a governança corporativa e com os negócios. A proposta de se avançar nessa questão tem que partir do primeiro escalão", enfatizou o CEO da Convergence, Roberto Magalhães, em sua apresentação no 1.2.1 Network Saúde, realizado na manhã desta quinta-feira, 24, na sede da IT Mídia. O encontro reuniu 21 executivos de TI de hospitais. Mais do que alinhar pessoas, processos e recursos, ter índices de monitoramento, acordos de entrega, a Governança em TI precisa olhar para as estruturas do negócio do hospital, e contribuir para o crescimento. "Quando se está maduro em Governança em TI, as decisões e ações da área estarão sempre alinhadas com o planejamento estratégico da organização", destacou. Além das dificuldades, o consultor falou sobre as ferramentas disponíveis no mercado e que auxiliam na evolução da Governança em TI, como o Itil, o Cobit, o Val IT, Risk IT, e o PMBok, além das normas ABNT 20000, de melhores práticas; a 27000, de segurança da informação; e a 38.500, de Governança Corporativa de TI. "As normas já direcionam para a maturidade em Governança em TI. O importante é saber como utilizar cada ferramenta", destacou. Magalhães também comenta o distanciamento que muitas vezes existe entre a área de TI e a liderança dos hospitais, e para encurtá-la é necessário movimentações dos dois lados. "A direção precisa entender a necessidade de olhar para a TI estrategicamente. E a área de TI precisa também começar a entender de negócio, falar a mesma língua da gestão, e para isso, precisa se preparar, se capacitar", salientou. De acordo com o consultor, um primeiro passo para encurtar a distância, é criar comitês que envolvam diferentes áreas da instituição. "Dessa forma amplia a visão sobre a organização, e os projetos passam a ser de todos". http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76891

Audiência vai debater atividades privativas dos médicos

por Agência Senado 24/03/2011 Debate que envolverá entidades de classe ainda não tem data definida A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) vai realizar uma audiência pública para discutir proposta em tramitação no colegiado que define as atividades privativas dos médicos e as que podem ser realizadas por outros profissionais da área de saúde. Nesta quarta-feira (23), foi aprovado requerimento para a realização do debate, que ainda não foi agendado. Segundo o autor do requerimento, senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), a discussão é necessária "para conferir mais legitimidade ao projeto (PLS 268/02), já que se trata de um assunto que afeta diversas áreas no âmbito da saúde". Para o debate, serão convidados representantes de seis entidades ligadas ao setor da saúde: Conselho Federal de Medicina, Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Conselho Federal de Enfermagem, Conselho Federal de Farmácia, Conselho Federal de Nutricionistas e Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde. http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76875

Genzyme planeja aproveitar mercado emergente da Sanofi-Aventis

por Verena Souza, de Boston 24/03/2011 Produtividade e abrangência são os pontos chaves da integração Depois de muita negociação finalmente a aquisição da americana Genzyme pela francesa Sanofi-Aventis saiu em fevereiro deste ano pelo valor de US$ 20,1 bilhões. As companhias, agora, estudam as sinergias que podem ser geradas decorrentes da operação. De acordo com o vice-presidente da Genzyme, Rogério Vivaldi, a forte presença da Sanofi nos mercados emergentes é um dos aspectos a ser fortemente explorado pela Gezyme. Poucas mudanças foram definidas até o momento. O que já está acertado é que a Genzyme continuará com a identidade de sua marca, seguindo suas pesquisas biotecnológicas de forma separada - como um departamento da Sanofi. "A Sanofi-Aventis possui 110 mil funcionários pelo mundo e são muito fortes nos países emergentes. São cerca de três mil pessoas trabalhando na China por exemplo. Isso facilitará a aprovação de nossos produtos neste país estratégico. Estamos conduzindo as conversas com o espírito bem aberto em busca de maior produtividade e abrangência", disse Vivaldi. Com 28 anos de Genzyme, Henry Teermer deixou o cargo de CEO da companhia e passou a fazer parte do conselho direto do Christopher Viehbacher, atual CEO da companhia. Segundo Vivaldi, tal fato não acarretará impactos negativos, pois Teermer continuará atuante nos negócios da nova empresa. No ano passado, a farmacêutica americana faturou US$ 4 bilhões, enquanto a Sanofi registrou 3,8 bilhões de euros em vendas. "Nosso diferencial no mercado está na proximidade com os pacientes. Todos dizem isso,mas realmente vivenciamos isso no dia a dia. Como trabalhamos com doenças raras e específicas sabemos os nomes de todos os nossos pacientes", enfatizou Vivaldi. As áreas de especialidade da Genzyme são: doenças genéticas, renal e endocrinológica, oncologia e hematologia, e biosegurança. No Brasil, segundoxx, o medicamento para Gaucher obteve reembolso do Ministério da Saúde antes mesmo da aprovação pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). Recentemente, a organização firmou parceria com a Fiocruz para viabilizar estudos científicos para doenças como Malária, Tuberculose e Chagas. http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76865

Brasil encolhe 4,4% em pesquisa clínica

por Verena Souza, de Boston (EUA) 24/03/2011 País é o 13 no ranking de atividades nessa área. Segundo o PhD em biomedicinaCe, Fabio Thiers, esta é a hora de avançar nos clínicos Os motivos não são claros. Segundo o CEO do Instituto de Pesquisa VIS e PhD em tecnologias biomédicas (Harvard e MTI), Fabio Thiers, uma das razões prováveis seria o menor índice de crescimento econômico em relação à China e Índia - regiões com grandes avanços em pesquisas clínicas. Os Estados Unidos lideram o ranking com 94,9 mil centros de estudos na área - o que representa 42% da força de pesquisas no mundo. Em segundo lugar está a Alemanha, com 13,252 mil centros ( 5.9%), seguida da França. Na 13. posição aparece o Brasil com 3,317 mil unidades de estudos, equivalente a 1,5% das pesquisas mundiais A China aparece em 18. lugar e a Índia em 11. Até 2005 tais nações não figuravam na lista de atividades clínicas. Cerca de US$ 70 bilhões são investidos por ano nesse ramo da medicina. No entanto, segundo Thiers, as informações clínicas ainda são muitos espersas e desorganizadas no mundo. Cenário no Brasil De acordo com o executivo, o governo brasileiro juntamente com a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) têm reconhecido a importância de entender o funcionamento de uma droga no corpo humano. A rede nacional de pesquisas clínicas no Brasil conta com 32 hospitais públicos efetivamente como, por exemplo, o Hospital das Clínicas de São Paulo e Escola Paulista de Medicina. Entretanto, o Instituto VIS está mapeando mais 320 outras entidades com algum tipo de iniciativa na área. Para se ter uma ideia, o Estado da Flórida, nos Estados Unidos, possui 1500 instituições envolvidas nesse tipo de pesquisa. Para Thiers, o Brasil possui condições favoráveis para se desenvolver no segmento devido à adequação de seus centros médicos e ao grande interesse privado na área biomédica. "É importante perceber que isso não é um aspecto periférico para a economia do País. É um trabalho de extrema importância, com impactos poderosos", afirmou. Dentre os benefícios por ele listados estão: adesão dos profissionais de saúde às boas práticas clínicas, aumento de produtividade científica, desenvolvimento dos cientistas brasileiros de dentro para fora do País, transferência de tecnologia e know how, acesso da população à medicina de padrão internacional, entre outros. Além dos macroeconômicos como criação de empregos, exportação de tecnologias e diminuição do défict da balança comercial em produtos biomédicos que, atualmente, está em US$ 10 bilhões anuais. Para explorar inúmeros benefícios é preciso também uma série de adequações, segundo Thiers, o fortalecimento e a agilização do sistema regulatório é um dos mais urgentes. A aprovação dos estudos em países como Estados Unidos e Canadá, por exemplo, demoram em média de 30 a 60 dias. Já no brasil, isso pode chegar a um ano. http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76864

Saúde libera R$3,3 mi para 86 municípios

por Agência Brasil 24/03/2011 Recursos serão alocados no Piso Variável de Vigilância e Promoção da Saúde O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, autorizou hoje (23) repasse financeiro complementar no valor de R$ 3,3 milhões para 18 estados brasileiros. Serão beneficiados 86 municípios, que vão receber R$ 35 mil cada um. Os recursos serão transferidos do Fundo Nacional de Saúde (FNS) para os fundos municipais. FORNECEDORES HOSPITALARES TOP HOSPITALAR SAÚDE BUSINESS FORUM REVISTA SAÚDE BUSINESS CATÁLOGO HOSPITALAR NEWSLETTER AGENDA BLOGS SAÚDE TV ENQUETES VOCÊ INFORMA WHITEPAPERS Home >> Política >> Anvisa Ministério da Saúde Saúde Pública Tamanho Da Fonte Saúde libera R$3,3 mi para 86 municípios por Agência Brasil 24/03/2011 Recursos serão alocados no Piso Variável de Vigilância e Promoção da Saúde O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, autorizou hoje (23) repasse financeiro complementar no valor de R$ 3,3 milhões para 18 estados brasileiros. Serão beneficiados 86 municípios, que vão receber R$ 35 mil cada um. Os recursos serão transferidos do Fundo Nacional de Saúde (FNS) para os fundos municipais. Quer ficar por dentro sobre tudo o que acontece no setor de saúde? Assine gratuitamente a nossa newsletter diária e receba os destaques em sua caixa de e-mail. A pasta informou, por meio de nota, que também serão repassados R$ 75 mil para quatro secretarias estaduais de saúde - Amapá, Goiás, Mato Grosso e Rio Grande do Norte - e R$ 40 mil para a Secretaria de Saúde do Ceará, que recebeu parte do recurso em repasse anterior. Os recursos serão alocados no Piso Variável de Vigilância e Promoção da Saúde, para o desenvolvimento da Política Nacional de Promoção da Saúde. O objetivo, de acordo com o ministério, é custear ações de notificação, investigação, vigilância ambiental, controle de doenças, imunizações, sistemas de informação, supervisão, educação em saúde, comunicação e mobilização social na área de vigilância em saúde. A origem dos recursos é o orçamento da própria pasta, dentro do Programa de Incentivo Financeiro aos estados, Distrito Federal e municípios para a Vigilância em Saúde. Veja a lista dos 86 municípios que receberão o benefício: UF Municípios Recursos AL Belo Monte 35.000,00 AL Campo Alegre 35.000,00 AL Ibateguara 35.000,00 AL Joaquim Gomes 35.000,00 AL Mar Vermelho 35.000,00 AL Murici 35.000,00 AL Paripueira 35.000,00 AL Taquarana 35.000,00 AL 280.000,00 AP SES/Amapá 75.000,00 AP 75.000,00 BA Sobradinho 35.000,00 BA 35.000,00 CE SES/Ceará 40.000,00 CE Croatá 35.000,00 CE Paracuru 35.000,00 CE 110.000,00 GO SES/Goiás 75.000,00 GO Gouvelândia 35.000,00 GO Piracanjuba 35.000,00 GO Silvânia 35.000,00 GO Taquaral 35.000,00 GO Trindade 35.000,00 GO 250.000,00 MA Açailândia 35.000,00 MA Bom Jesus das Selvas 35.000,00 MA Bom Lugar 35.000,00 MA Igarapé Grande 35.000,00 MA Lago da Pedra 35.000,00 MA Lago do Junco 35.000,00 MA Riachão 35.000,00 MA 245.000,00 MG Guanhães 35.000,00 MG Guiricema 35.000,00 MG Monte Alegre 35.000,00 MG Olaria 35.000,00 MG Santana dos Montes 35.000,00 MG 175.000,00 MS Aparecida do Taboado 35.000,00 MS Brasilândia 35.000,00 MS Cassilândia 35.000,00 MS 105.000,00 MT SES/Mato Grosso 75.000,00 MT Água Boa 35.000,00 MT Alta Floresta 35.000,00 MT Apiacas 35.000,00 MT Araguaiana 35.000,00 MT Araputanga 35.000,00 MT Aripuanã 35.000,00 MT Campinápolis 35.000,00 MT Campos de Júlio 35.000,00 MT Campo Verde 35.000,00 MT Canarana 35.000,00 MT Carlinda 35.000,00 MT Castanheira 35.000,00 MT Cocalinho 35.000,00 MT Comodoro 35.000,00 MT Vera 35.000,00 MT 600.000,00 PA Conceição do Araguaia 35.000,00 PA Santana do Araguaia 35.000,00 PA 70.000,00 PE Canhotinho 35.000,00 PE Itapissuma 35.000,00 PE Ouricuri 35.000,00 PE Paulista 35.000,00 PE Pedra 35.000,00 PE Poção 35.000,00 PE Solidão 35.000,00 PE 245.000,00 PR Arapoti 35.000,00 PR Guaira 35.000,00 PR Luiziana 35.000,00 PR 105.000,00 RN SES/Rio Grande do Norte 75.000,00 RN Angicos 35.000,00 RN São Gonçalo do Amarante 35.000,00 RN 145.000,00 RS Doutor Maurício Cardoso 35.000,00 RS Júlio de Castilhos 35.000,00 RS São Francisco de Assis 35.000,00 RS Vacaria 35.000,00 RS 140.000,00 SC Penha 35.000,00 SC 35.000,00 SE Indiaroba 35.000,00 SE Lagarto 35.000,00 SE Nossa Senhora do Socorro 35.000,00 SE Pedra Mole 35.000,00 SE Pedrinhas 35.000,00 SE 175.000,00 SP Bernardino de Campos 35.000,00 SP Cafelândia 35.000,00 SP Catanduva 35.000,00 SP Guarujá 35.000,00 SP Jarinu 35.000,00 SP Matão 35.000,00 SP Motuca 35.000,00 SP Oriente 35.000,00 SP Paraguaçu Paulista 35.000,00 SP Peruíbe 35.000,00 SP Ribeirão do Sul 35.000,00 SP Tabapuã 35.000,00 SP Três Fronteiras 35.000,00 SP Uchoa 35.000,00 SP 490.000,00 TO Palmas 35.000,00 TO Peixe 35.000,00 TO 70.000,00 Total 3.350.000,00 http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76843

Cientistas testam tratamento sem insulina para diabetes tipo 1

Hormônio faz papel da insulina, mas evita que excesso de glicose se transforme em gordura A descoberta de um novo hormônio pode mudar a forma de tratar o diabetes tipo 1, ao excluir a insulina, de acordo com uma pesquisa realizada na Universidade do Texas, nos Estados Unidos. A pesquisa mostrou que outro hormônio, chamado de fator de crescimento fibroblástico 19 (FGF19), tem características semelhante à insulina, além do seu papel na síntese dos ácidos biliares. Ao contrário da insulina, no entanto, o FGF19 não causa excesso de glicose que pode se transformar em gordura, sugerindo que sua ativação possa levar a novos tratamentos para o diabetes ou obesidade, como explica David Mangelsdorf, presidente de Farmacologia da Universidade do Texas. - A descoberta fundamental é que há um caminho que existe e que é necessário para o corpo, após uma refeição, para armazenar glicose no fígado e síntese de proteína da unidade. Esse caminho é independente da insulina. O crescimento fibroblástico controla o metabolismo dos nutrientes que são liberados pela absorção dos ácidos biliares no intestino delgado. Estes, por sua vez, produzidos pelo fígado, quebram as gorduras no corpo. Com isso, Mangelsdorf e o coautor do estudo Steven Kliewer, esperam colaborar com novos tratamentos para o diabetes fora da terapêutica com insulina. O tratamento padrão para o diabetes tipo 1 envolve tomar insulina várias vezes ao dia para metabolizar o açúcar no sangue. Para chegar a esses resultados, os pesquisadores estudaram ratos que não tinham o hormônio FGF15 - equivalente ao hormônio FGF19. Esses ratos, depois de comer, não poderiam manter adequadamente as concentrações de glicose no sangue e quantidades normais de glicogênio hepático. O glicogênio é uma forma de armazenamento de glicose encontrado principalmente no tecido hepático e muscular. Portanto foram injetados neles uma quantidade de FGF19 para avaliar seus efeitos sobre o metabolismo no fígado. Como resposta, o hormônio restabeleceu os níveis de glicogênio nos ratos. E quando administrado em ratos diabéticos, o FGF19 também corrigiu a perda de glicogênio. http://noticias.r7.com/saude/noticias/cientistas-testam-tratamento-sem-insulina-para-diabetes-tipo-1-20110325.html

Governo de SP vai oferecer testes rápidos de HIV nas prisões

Objetivo é rastrear portadores de HIV e oferecer tratamento aos detentos governo de São Paulo vai passar a oferecer testes rápidos de HIV nas prisões do Estado. A iniciativa, que será realizada pela Secretaria de Estado da Saúde e pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, tem como objetivo rastrear os portadores do vírus da Aids e oferecer tratamento gratuito para os detentos. Para colocar a medida em prática o Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids iniciou neste ano a capacitação de profissionais de saúde de 150 CDPs (Centros de Detenção Provisória) e presídios paulistas. Dois treinamentos já foram realizados para profissionais dos CDPs de São Miguel, Pinheiros e Belém, na capital paulista, e das unidades de Santo André, Mauá, Osasco, Itapecerica da Serra, São Bernardo do Campo e Guarulhos, na região metropolitana. As próximas capacitações irão ocorrer em Ribeirão Preto e Araraquara. As unidades prisionais serão orientadas a oferecer o teste rápido no momento em que o preso der entrada no local. Além da capacitação para os testes anti-HIV, a secretaria também disponibiliza camisinhas e material educativo para os detentos. Os serviços prisionais irão oferecer o teste conforme forem reorganizando a estrutura de trabalho, diz Maria Clara Gianna, diretora do Programa Estadual de DST/Aids. - Trata-se de uma ação fundamental para estimular o diagnóstico precoce do HIV entre a população carcerária, evitando complicações decorrentes da infecção pelo HIV. http://noticias.r7.com/saude/noticias/governo-de-sp-vai-oferecer-testes-rapidos-de-hiv-nas-prisoes-20110325.html

Apesar de ter cura, tuberculose ainda mata quase 5.000 por ano no Brasil

Nesta quinta-feira foi celebrado o Dia Mundial de Combate à Tuberculose
A tuberculose, doença que pode ser prevenida, tratada e mesmo curada, ainda mata cerca de 4.700 pessoas todos os anos no Brasil. Os dados são do Fundo Global Tuberculose Brasil, que preparou ações em todo o país para marcar o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, lembrado nesta quinta-feira (24). A data foi criada em 1982 pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em homenagem aos 100 anos do anúncio do descobrimento do bacilo causador da tuberculose. A doença infectocontagiosa afeta principalmente os pulmões, mas também pode ser identificada em órgãos como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro). Atualmente, o Brasil ocupa o 19º lugar entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos de tuberculose no mundo. São notificados anualmente 72 mil novos casos da doença no país. O maior desafio, segundo o fundo, é a mobilização social a partir da realização de uma agenda comum, capaz de alertar e orientar a população sobre os riscos da doença, os sintomas, a prevenção, o diagnóstico e o tratamento. De acordo com o Ministério da Saúde, os sinais e sintomas mais frequentes são tosse seca contínua, com presença de secreção por mais de quatro semanas, transformando-se em uma tosse com pus ou sangue. Há ainda cansaço excessivo, febre baixa - geralmente no período da tarde -, sudorese noturna, falta de apetite, palidez, emagrecimento acentuado, rouquidão, fraqueza e prostração. Alguns pacientes, entretanto, não exibem nenhum indício da doença, enquanto outros apresentam sintomas aparentemente simples, ignorados durante alguns meses ou mesmo anos. A transmissão da tuberculose é direta, de pessoa a pessoa. O doente expele - ao falar, espirrar ou tossir -, pequenas gotas de saliva que podem ser aspiradas por outro indivíduo. Pessoas portadoras de Aids, diabetes, insuficiência renal crônica, desnutridas, além de idosos doentes, alcoólatras, viciados em drogas e fumantes são os mais propensos a contrair a tuberculose. Para prevenir a doença, é necessário imunizar crianças de até quatro anos – sobretudo as menores de um ano – com a vacina BCG. A prevenção inclui ainda evitar aglomerações, especialmente em ambientes fechados. http://noticias.r7.com/saude/noticias/apesar-de-ter-cura-e-vacina-tuberculose-ainda-mata-quase-5-000-por-ano-no-brasil-20110324.html

Brasil está prestes a enfrentar epidemia de dengue 4, dizem especialistas

Médicos dizem que disseminação é questão de tempo; ministério da saúde não nega O ressurgimento do vírus tipo 4 da dengue no país abre precedente para mais uma epidemia da doença no Brasil, segundo os especialistas consultados pelo R7. Em todo o país 34 pessoas já foram infectadas pelo vírus - Amazonas (11 casos), Pará (3), Bahia (2), Piauí (1), Rio de Janeiro (2) e Roraima (15, sendo 11 em 2010 e 4 em 2011), desde o retorno do vírus ao país, em agosto de 2010. Neste ano, 23 casos foram notificados, e, em 2010, 11, em números do Ministério da Saúde. Esse tipo de vírus não era registrado há 28 anos no país, mas voltou a circular em agosto do ano passado. Isso serviu de alerta para as autoridades de saúde, pois boa parte da população brasileira, pessoas abaixo dos 30 anos, em especial crianças e jovens, não tem imunidade contra esse vírus. O vírus 4 da dengue atua como os demais em circulação (1,2, 3 ), que apresentam os mesmos sintomas - dores de cabeça, no corpo e articulações, febre, diarreia e vômito – e devem ser tratados da mesma forma - repouso e hidratação. De acordo com Evaldo Stanislau Affonso de Araújo, infectologista da USP (Universidade de São Paulo), é uma questão de tempo até que essa variação da dengue cause uma epidemia. Para evitar que isso aconteça, ele diz que é necessário realizar medidas que barrem esse vírus nas regiões onde foi detectado. - Mas acho difícil fazer esse controle. É uma questão de tempo para que esse vírus se espalhe para outras regiões e cause uma epidemia. O médico explica que, como o vírus ficou tanto tempo sem circular no país, ele encontra por aqui condições que tornam mais fácil sua disseminação. - O tipo 4 é igual aos outros, mas tem essa vantagem de encontrar a maior parte da população suscetível. O médico afirma ainda que, apesar de atualmente ter mais facilidade para se espalhar, o tipo 4 da dengue não é mais perigoso que os demais. Já para o infectologista Gustavo Johanson, da Unifesp, os casos notificados pelo país já indicam uma epidemia. Segundo ele, só pelo fato de ter ressurgido sem expectativa das autoridades de saúde, pode ser encarada como tal. - O conceito de epidemia não é numérico, significa o aumento do número de casos esperados. A gente pode ter epidemia de um. Um lugar que não tem determinada doença, se aparecer um caso a gente diz que é uma epidemia, obviamente com uma relevância pequena. Perigo de dengue hemorrágica Johanson alerta que a maior preocupação acerca do novo vírus é o poder que ele tem de causar o tipo mais grave da dengue. A infecção pelo vírus 4 em uma pessoa que já foi infectada pela dengue aumenta as chances do doente adquirir a forma hemorrágica da doença, que pode matar. Isso acontece por um efeito do próprio sistema imunológico que não consegue combater o vírus. - Quando o vírus entra no organismo, ele estimula a imunidade. Mas, mesmo sendo estimulada, a imunidade não consegue proteger o organismo de outro tipo de dengue, cuja imunidade já teve de trabalhar contra. Essa estimulação causa uma reação inflamatória que promove hemorragias e extravasamento de líquido dos vasos sanguíneos, sintomas da dengue hemorrágica. Outro lado O Ministério da Saúde não nega as afirmativas, mas se ampara em informações internacionais que, segundo nota passada ao R7, dizem que “o sorotipo DENV-4 não tem tido a capacidade de produzir epidemias explosivas ou com grande número de casos graves, nos países onde ele circula de forma predominante, como a Venezuela e países do Caribe”. No entanto, o Ministério confirma a informação de que há parte da população vulnerável ao vírus. - Mas é fato que, como o DENV-4 não circulava no Brasil há quase 30 anos, a população do país está vulnerável a ele. Isso porque quem tem dengue cria imunidade apenas para o sorotipo viral que se infectou. Ou seja, quem teve dengue tipo 1 nunca mais será infectado pelo DENV-1. Mas poderá contrair os outros três sorotipos. Somado a isso, o fato de que este sorotipo só circulou no Norte do país e há quase três décadas, aumenta a possibilidade de ele ser detectado em outros estados onde há transmissão de dengue. Diante dessa realidade, o Ministério afirma que desde julho do ano passado alertaram todas as secretarias municipais e estaduais do país sobre a necessidade de reforçar as ações de vigilância epidemiológica, controle do vetor (mosquito) e assistência adequada aos pacientes. http://noticias.r7.com/saude/noticias/brasil-esta-prestes-a-enfrentar-epidemia-de-dengue-4-20110324.html

Japoneses criam os primeiros espermatozoides em laboratório


Cientistas do mundo inteiro tentavam há quase um século, mas só agora um grupo conseguiu: pela primeira vez na história foi possível criar espermatozoides de um mamífero em laboratório. A experiência foi feita com camundongos, mas o objetivo é adaptar a técnica para resolver problemas de fertilidade em seres humanos. Os espermatozoides, criados por pesquisadores japoneses da Universidade da Cidade de Yokohama, conseguiram dar origem --por meio de fertilização in vitro-- a descendentes, machos e fêmeas, saudáveis e férteis. Isso aconteceu até quando as células colhidas haviam passado algum tempo congeladas. É um fator que tradicionalmente atrapalha o sucesso da fertilização. Para chegar ao resultado, os cientistas retiraram, por meio de uma biópsia, células dos testículos de camundongos recém-nascidos, com dois ou três dias de vida. Esse material tinha apenas gonócitos e espermatogônias, estágios primitivos do complexo processo de formação dos espermatozoides. Os cientistas tentaram fornecer quase todos os componentes da formação natural das células. Para que elas se desenvolvessem totalmente, eles adicionaram KSR, produto muito usado em culturas de células-tronco. Após cerca de um mês, eles confirmaram a produção dos espermatozoides. As culturas continuaram produzindo essas células durante cerca de dois meses. CÂNCER O sucesso da técnica em camundongos animou os cientistas. Um dos futuros objetivos da pesquisa é oferecer uma alternativa para preservar as células reprodutivas de crianças e jovens que precisam ser submetidos a tratamentos que podem causar infertilidade, como quimioterapia e radioterapia. Para um organismo masculino completamente desenvolvido pode ser fácil conseguir farta quantidade de espermatozoides. Em crianças, o processo de maturação não está concluído, o que torna isso mais difícil. O novo método também poderia ser aplicado em situações em que a infertilidade masculina é causada por outras razões. Em certos casos, os homens conseguem completar com sucesso as etapas iniciais da divisão celular que origina o espermatozoide. É na hora de completar a etapa de maturação, porém, que algo sai errado e eles não conseguem gerar espermatozoides férteis. IN VITRO Pesquisas anteriores sugerem transplantes de células-tronco no tratamento contra a infertilidade. Tecnicamente, isso provavelmente seria possível com os espermatozoides criados em laboratório, gerando filhos pela "maneira tradicional". Ainda assim, seriam necessários muitos outros testes para verificar a segurança dos transplantes. Os criadores do esperma de laboratório pretendem usar fertilização in vitro, mas não há previsão de quando o método possa chegar ao público. De acordo com especialistas, ainda é necessário cautela e, principalmente, mais testes para verificar se os descendentes produzidos com as células de laboratório são realmente saudáveis. "A prole ser fértil é apenas um indicador bruto de que os gametas são "normais'", dizem os geneticistas Marco Seandel e Shahin Rafii, em crítica também na "Nature". "Pesquisas devem ser feitas para saber se os descendentes da fertilização in vitro são saudáveis em outros aspectos (envelhecimento, sistema imune e outros)." ESTUDO COMPLEXO Embora seja a menor célula do corpo humano, o processo que produz o espermatozoide --conhecido como espermatogênese-- é complexo e leva mais de um mês. Seu tamanho diminuto e a complexidade de sua estrutura mantiveram muitas de suas propriedades em segredo até agora. Na semana passada, pesquisadores finalmente anunciaram como o espermatozoide é atraído para o óvulo uma espécie de poro das células "sentiria" a presença de progesterona e dispararia o mecanismo. O sucesso com os camundongo abre as portas para a experiência em humanos, mas ainda não há previsão disso. "Estou confiante que conseguiremos aplicá-la [a técnica] em animais maiores", disse Takehiko Ogawa, chefe do trabalho. http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/893269-japoneses-criam-os-primeiros-espermatozoides-em-laboratorio.shtml

"O serviço Dr. Responde é uma coisa que pegou e não tem volta"

"O serviço não tem pretensão de substituir a consulta. É uma orientação para quando a pessoa tem dúvida sobre qual médico consultar, para que ela não se automedique e saiba agir em caso de emergência", afirma Ricardo Marceliano, sócio do site Viver Benefícios, que vende o cupom Dr. Responde. Segundo ele, médicos e enfermeiros que prestam o serviço não fazem diagnóstico nem receitam remédios. Questionado se as pessoas não podem comprar o cupom acreditando tratar-se de consulta, Marceliano disse: "A ideia não é iludir. No site e junto com o cartão há instruções. A pessoa só vai se confundir se quiser." Ele diz: "Não inventei esse serviço, a novidade é a forma de comercializá-lo. Há 12 anos vendemos a orientação por telefone para convênios. Agora vendemos no varejo, qualquer um pode comprar. Resolvemos popularizar." Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar, que regula os planos de saúde no país, orientações sobre qual especialista procurar podem, de fato, ser feitas por telefone. Mas, caso se trate de consulta, o serviço deve ser denunciado na agência. O cartão Dr. Responde foi lançado no domingo e, na segunda, já estava num site de compras. Para Marceliano, é uma coisa que "pegou e não tem volta." Ele pretende colocar a promoção em mais sites e vender o cartão em bancas e casas lotéricas. Segundo ele, a popularização do serviço pode diminuir o número de internações e visitas ao médico. http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/893305-o-servico-dr-responde-e-uma-coisa-que-pegou-e-nao-tem-volta.shtml

Hospitalizações por consumo de ecstasy aumentam 75% nos EUA

O número de pessoas que vão parar na emergência nos Estados Unidos por consumir ecstasy subiu quase 75% entre 2004 e 2008, segundo um relatório divulgado nesta quinta-feira pelo governo. A análise da Administração dos Serviços de Saúde Mental e Abuso de Substâncias (Samhsa, na sigla em inglês) indicou que o número de pessoas que vão parar nas emergências dos hospitais nos EUA aumentou 74,8%, de 10.220 em 2004 para 17.865 em 2008. Segundo o relatório, 69,3% dos casos relacionados ao consumo de ecstasy foram em pessoas de 18 a 29 anos, enquanto 17,9% em adolescentes de 12 a 17 anos. O estudo da Samhsa assinalou também que 77,8% dos casos envolveu, além do ecstasy, o uso de outras substâncias ilícitas. A agência federal revelou que em pacientes de 21 anos de idade ou mais, 39,7% tinha consumido ecstasy junto a três ou mais substâncias ilícitas. Uma overdose da substância pode provocar, entre outros efeitos, o aumento da pressão sanguínea, espasmos musculares, ataques de pânico, perda de peso, perda de memória e pode, inclusive, levar à morte. A diretora da Samhsa, Pamela S. Hyde, disse em comunicado que o consumo da droga exige "atenção e ação imediatas". Por sua vez, o diretor do Escritório de Política Nacional de Controle de Drogas da Casa Branca, Gil Kerlikowske, disse em comunicado que o relatório sai em um momento crítico para os EUA, diante do aumento do consumo de drogas entre os jovens e que, com a proximidade das férias, "os pais devem lembrar que continuam sendo uma influência poderosa e positiva na vida de seus filhos". "Enquanto os estudantes se preparem para suas viagens de recesso, nas quais normalmente é alto o uso de drogas e álcool, encorajo os pais a falarem com seus filhos e estabelecerem regras", disse Kerlikowske. Ele assinalou que a estratégia antidrogas da Administração Obama se trata de uma ação "sem precedentes" para reduzir os efeitos e as consequências do abuso de drogas, através de programas de prevenção e tratamento, dirigidos em particular para os jovens. http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/893377-hospitalizacoes-por-consumo-de-ecstasy-aumentam-75-nos-eua.shtml

Seio de plástico ensina médicos a diagnosticar câncer de mama


Usando seios de plástico, com sensores e tumores simulados, Carla Pugh, da Universidade Northwestern, trabalha em um sistema que mede a capacidade do estudante de diferenciar nódulos cancerígenos dos benignos. A médica afirma que, apesar de os médicos não gostarem de falar no assunto, todos conhecem um colega que deixou de diagnosticar um câncer por falta de competência nesse exame. Avaliar as habilidades dos estudantes seria um avanço, segundo James Gordon, da Escola de Medicina de Harvard. O simuladores podem aumentar a segurança do paciente, ao dar mais oportunidade de treino aos médicos. Pugh não permite bricandeiras com o simulador. O seio-protótipo fica coberto por um pano azul. "É como um ser humano", diz. "Ela está deitada na mesa com seu seio exposto. Quando não estamos examinando, cobrimos. É um hábito." http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/893475-seio-de-plastico-ensina-medicos-a-diagnosticar-cancer-de-mama.shtml

Conselho aperta cerco ao grupo da medicina estética

O CFM (Conselho Federal de Medicina) quer fechar o cerco à medicina estética, que, apesar de ter até sociedade brasileira, não é considerada uma especialidade. "Qualquer médico que disser que está fazendo medicina estética está contra lei", diz Antônio Pinheiro, conselheiro do CFM. No próximo dia 31, a entidade fará uma reunião para discutir publicidade médica. Hoje, já é considerado ilegal pelo conselho que um médico faça propaganda da "especialidade". Agora, o conselho quer definir melhor quais casos são considerados publicidade. "Vamos construir uma padronização. Só o ato de anunciar "medicina estética", mesmo que seja no cartão de apresentação, no carimbo ou na placa do consultório, será irregular", diz Emmanuel Fortes, terceiro vice-presidente do CFM e coordenador da Codame (comissão de propaganda médica). As restrições à publicidade profissional devem vetar outras práticas, como o anúncio de cirurgia plástica por não cirurgiões. A medicina estética existe no Brasil de forma organizada desde 1987, quando foi criada a sociedade brasileira. Há 15 anos, a entidade dá cursos de pós-graduação lato sensu (popularmente chamados de especialização). Para fazer o curso, que dura dois anos, basta ser médico. Não é preciso ter nenhuma outra especialidade. Para Valcinir Bedin, dermatologista presidente da regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, a proibição é desnecessária e exagerada. "Quando informamos que fazemos medicina estética, não dizemos que é uma especialidade. É como se fosse uma área de atuação", diz. Para ele, a medicina estética preenche uma lacuna entre a dermatologia e a cirurgia plástica. O profissional é capaz de fazer procedimentos como peelings, botox e preenchimentos de rugas. Segundo o CFM, as outras especialidades já são capacitadas para fazer esse tipo de intervenção. QUEM FAZ PLÁSTICA Para Cláudio Roncatti, cirurgião plástico, o problema esbarra em outra questão mais séria: muitas vezes, a medicina estética passa uma falsa ideia de especialização em cirurgia plástica. "Para ser cirurgião, não basta fazer um curso rápido", diz. Bedin reconhece que muitos médicos da área estética acabam fazendo essas cirurgias, mas condena a prática. "Devemos fazer procedimentos não cirúrgicos", diz. Ao ser mais rigoroso com a publicidade médica, o CFM também pretende inibir que outras especialidades que não a dos cirurgiões plásticos façam esse tipo de procedimento. "Não podemos proibir que outros médicos façam plástica, mas podemos proibir que eles divulguem isso", afirma Pinheiro. De acordo com Sebastião Guerra, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, hoje já não é permitido que não cirurgiões façam lipoaspiração. "Vale para qualquer tipo de lipoaspiração, mesmo as pequenas, que não precisam de internação." http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/893835-conselho-aperta-cerco-ao-grupo-da-medicina-estetica.shtml

Site de compras coletivas vende até "disque-médico"


Desde segunda-feira um site de compras coletivas vende, ao lado de diárias de hotéis e cabeleireiros mais baratos, um serviço de orientação médica por telefone. Associar medicina a promoção é irregular, afirma Desiré Carlos Callegari, primeiro-secretário do Conselho Federal de Medicina (CFM). A promoção "Dr. Responde" oferece dez ligações com validade de um ano por R$ 44,50. Até as 18h de ontem, 317 pessoas haviam comprado o serviço. Foram oferecidos 100 mil cupons (equivale a um milhão de orientações). A descrição do "produto" diz que o cliente terá acesso a médicos "sem carência, sem fila, sem hora marcada". Também promete solucionar dúvidas sobre remédios. O serviço, diz o site, está respaldado no artigo 37 do código de ética do CFM: "O atendimento à distância dar-se-á sob regulamentação do CFM", ou seja, deve ser submetido à avaliação. Mas o Dr. Responde não foi submetido a avaliação nenhuma. "A orientação médica é legal", entende Ricardo Marceliano, um dos sócios da empresa Viver Benefícios, responsável pelo serviço. PRINCÍPIOS FERIDOS Segundo o CFM, serviços de consulta telefônica são irregulares e antiéticos, e houve uma interpretação errada do código de ética. Além do mais, serviços médicos não podem estar vinculados a cupons de desconto. Em sua defesa, Marceliano diz que não são feitos diagnósticos, prescrições nem consultas. Segundo ele, "200 profissionais", entre atendentes, médicos e enfermeiros, participam do recém-criado Dr. Responde. O empresário diz que o médico pode "acertar" a dosagem de um remédio em uso, já prescrito anteriormente. Para o CFM, prescrição ou mudanças de medicação por telefone são vedadas, salvo quando o médico está impedido de ver seu paciente. O site da promoção afirma que o aconselhamento por telefone evita o deslocamento até o consultório e dá suporte a pacientes crônicos. Para Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, o serviço fere o princípio básico da relação presencial entre médico e paciente. "O médico tem que examinar e apalpar o paciente, perguntar sobre antecedentes para saber que conduta tomar." Segundo ele, a promoção é "explora a falha do sistema de saúde público". Luis Fernando Penna, clínico do Sírio-Libanês, diz que propaganda de saúde não é ética. "Há que se buscar a humanização da medicina, não a banalização." REGULAMENTAÇÃO Segundo o Ministério da Saúde, cabe ao CFM regular a atividade. O ministério afirma que já há um serviço de orientação gratuita por telefone em caso de emergência, mas diferente do oferecido no site de promoção. No Samu (serviço de urgência), que atende pelo telefone 192, há um médico que pode esclarecer sobre a necessidade ou não de procurar um hospital ou chamar uma ambulância. O médico também diz o que fazer até o atendimento chegar. http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/893303-site-de-compras-coletivas-vende-ate-disque-medico.shtml

Fila de espera informatizada não funciona na rede municipal de SP

Fernanda Bassette - O Estado de S.Paulo Relatório do Tribunal de Contas do Município (TCM) de São Paulo concluiu que o sistema Siga Saúde, da Prefeitura, não funciona plenamente. O programa de informatização da rede foi implantado em 2005 e, entre outras coisas, teria o objetivo de informatizar a fila de espera por consultas e exames. Em uma auditoria, o TCM constatou que as filas não estavam informatizadas. O conselheiro Maurício Faria deu prazo de 180 dias para que a Prefeitura organizasse o sistema. O prazo venceu em dezembro e, segundo o TCM, não foi cumprido. "O sistema tem de organizar a demanda. Se isso fosse feito, seria possível identificar o número de pedidos, saber quais são os exames mais procurados e qual o tempo de espera. Isso não resolveria os problemas da saúde, mas identificaria os gargalos." O caso foi parar no Ministério Público. O promotor Arthur Pinto Filho disse que vai propor um termo de ajustamento de conduta. "Caso a Prefeitura não aceite, entro com uma ação", afirmou. Em nota, a Prefeitura informou que a abrangência do Siga extrapola a regulação das filas de espera. Diz que o sistema controla a dispensação de medicamentos e também organiza as vagas em maternidades para mulheres do Mãe Paulistana. A nota também diz que o software está em constante desenvolvimento. http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110325/not_imp696967,0.php

Brasil reduz número de casos novos de tuberculose

Apesar dos dados serem positivos, a tuberculose é um dos principais problemas de saúde pública do Brasil Central de Notícias SÃO PAULO - O Brasil reduziu de 73.673 para 70.601 o número de casos novos de tuberculose entre 2008 e 2010. Com a redução, o número de pacientes por 100 mil habitantes baixou de 38,82 para 37,99. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 24, em Brasília, pelo secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, por causa do Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose. Apesar dos dados serem positivos, a tuberculose é um dos principais problemas de saúde pública do Brasil. A tuberculose é a terceira causa de óbitos por doenças infecciosas e a primeira entre pacientes com aids. De acordo com os dados de 2010, as maiores incidências estão nos estados do Rio de Janeiro (71,8 por 100 mil habitantes), Amazonas (69,2/100 mil), Pernambuco (47,5/100 mil), Pará (46,2/100 mil) e Rio Grande do Sul (45,3/100 mil). As menores taxas de incidência do país foram registradas no Distrito Federal (11,7/100 mil), Tocantins (13,6/100 mil) e Goiás (14,6/100 mil). Entre as capitais, as maiores incidências são registradas em Porto Alegre (111,3/100 mil), Recife (97,2/100 mil), Belém (95,1/100 mil), Rio de Janeiro (93,4/100 mil) e Manaus (93,2/100 mil). Desde o final de 2009 o Brasil adota um novo esquema terapêutico para tratar a doença. Antes, o tratamento era feito com três drogas e o paciente era obrigado a tomar até nove comprimidos diferentes por dia. Nesse período, 9,4% dos doentes abandonavam o tratamento. Com o novo esquema, os pacientes ingerem entre 2 e 4 comprimidos por dia. A expectativa é que a taxa de abandono seja reduzida para menos de 5% (parâmetro usado pela OMS) até 2015. Doença. A tuberculose é uma doença causada pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis), que afeta vários órgãos do corpo, principalmente os pulmões. Ela é transmitida pelo ar, quando o paciente tosse ou espirra. Os principais sintomas são tosse prolongada (por mais de três semanas) com ou sem catarro, cansaço, emagrecimento, febre (noturna) e suor noturno. http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,brasil-reduz-numero-de-casos-novos-de-tuberculose,696706,0.htm

Conhecimento compartilhado

Dividir custos e conhecimento com universidades e centros de pesquisa são alternativas para estimular a produção de novos remédios Diferente do que foi praticado por décadas, as grandes farmacêuticas estão começando a considerar a possibilidade de compartilhar seu conhecimento com pequenas empresas do setor e centros públicos de pesquisa. “É uma alternativa de modelo para criação de medicamentos”, aponta Kaitin. O conhecimento seria compartilhado nos processos iniciais da produção, as fases um e dois, e voltaria a se concentrar nas grandes farmacêuticas para a terceira etapa de pesquisa, quando são necessários centenas de voluntários. O sucesso, e os eventuais fracassos, passariam a ser compartilhados e poderiam ter impacto menor nas empresas envolvidas. “A universidade poderia contar com a orientação de farmacêuticas para conduzir pesquisas”, explica Kaitin. “O tempo necessário para chegar aos resultados finais continuará sendo um problema, mas compartilhar conhecimento reduz em três vezes o dinheiro investido. É uma redução de riscos”, avalia o médico. A Pfizer, por exemplo, anunciou em novembro a criação de um centro de pesquisas em São Francisco, produto deste novo modelo. "Estamos criando outros dois projetos nos Estados Unidos, em Boston e em Nova York", revela Belen Carrillo-Rivas, diretora de pesquisas e novos projetos da farmacêutica. O custo de inovação deve reduzir de 30% a 40%. "Isso permitirá trabalharmos com medicamentos para públicos menores e doenças raras, em vez de apenas blockbusters", afirma, referindo-se aos medicamentos produzidos para doenças que afetam milhões de pessoas. Na prática, os acordos com universidades e pequenos centros de pesquisa podem ter dois desfechos. "Compramos os resultados a partir de uma determinada etapa da pesquisa ou deixamos os trabalhos livres para eles prosseguirem da maneira que quiserem", explica a médica. Nas primeiras etapas, os custos são partilhados, da mesma forma que o conhecimento técnico. http://saude.ig.com.br/minhasaude/conhecimento+compartilhado/n1596821996029.html

Mais dinheiro, mais tempo e menos remédios

Ritmo desacelerado em desenvolvimento e produção de medicamentos pode culminar em falta de novos tratamentos A chegada de novos medicamentos ao mercado mundial enfrenta um desafio inédito na história da indústria farmacêutica. Enquanto o custo para desenvolver novas moléculas aumenta rapidamente, o ritmo para aprovação delas se mantém estável. Entre 1998 e 2008, as farmacêuticas se viram obrigadas a multiplicar investimentos em pesquisa e desenvolvimento no território norte-americano, elevando o montante de 11 para 50 bilhões de dólares. Apesar disso, o número de medicamentos aprovados por ano quase sempre esteve entre 15 e 30. “Com a perda de patentes importantes em vista, as indústrias estão em busca de novos modelos para se manter”, afirma Kenneth Kaitin, diretor do centro de pesquisas para desenvolvimento de novas drogas da Tufts University, em Boston, EUA, em entrevista ao iG Saúde. O processo de inovação enfrenta exigências cada vez maiores do FDA. O órgão regula o setor de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos e cobra amplos estudos para comprovação da eficiência e segurança dos medicamentos. “O problema é que muitos remédios falham no caminho”, aponta Kaitin. Uma parcela expressiva dos fracassos tem acontecido na terceira fase dos estudos, justamente a mais cara de todas, por agrupar centenas de voluntários. “Isso tem feito os investidores perderem fé no setor”, avalia o pesquisador. Investir em novos medicamentos, de fato, tem se mostrado um negócio arriscado. “Em média, um medicamento custa US$ 1,3 bilhão e leva 15 anos para chegar ao mercado”, revela Kaitin. “E apenas três de cada dez conseguem pagar seus custos de desenvolvimento e pesquisa.” Pacientes sem tratamento Se não houver uma mudança brusca no processo de inovação no setor farmacêutico, o pesquisador projeta um cenário de crise com a falta de medicamentos para doenças relacionadas à obesidade e ao envelhecimento, como diabetes tipo 2 e mal de Alzheimer. Não só doenças ligadas à idade, mas quase todas as enfermidades cérebro e do sistema nervoso, inclusive as psiquiátricas, reúne uma combinação perigosa de fatores. A necessidade de novos tratamentos e medicações deve mostrar sua urgência em poucos anos, conforme a população de muitos países envelhece – um fenômeno também vivido no Brasil. Em contrapartida, o índice de aprovação para esses medicamentos é o pior entre todos. “Apenas 46% deles chegam e passam da terceira fase de estudos, enquanto outras categorias têm até 80% de aprovação”, compara Kaitin. Esse tipo de remédio, quando bem-sucedido, leva uma média de 18 anos para alcançar o mercado final. Faltam voluntários Fora os desafios regulatórios, a indústria farmacêutica enfrenta uma crise de imagem. Filmes de sucesso no cinema, como “Jardineiro Fiel” (2005) e “O Fugitivo” (1993), retratam o setor de forma negativa. Na imprensa, as maiores repercussões são das notícias negativas. “Tudo contribui para a formação de uma imagem desfavorável”, considera Ken Getz, pesquisador e professor da Escola de Medicina da Tufts University. O reflexo de toda essa publicidade negativa se manifesta na dificuldade em conseguir voluntários para testar novos medicamentos, especialmente quando são necessários pacientes saudáveis. “Apenas um em cada quatro completa o processo de estudo”, afirma Getz. O número está em queda. Entre 1999 e 2003, o percentual de sucesso era duas vezes maior. “Uma das principais barreiras é a falta de confiança geral do público”, aponta o médico e pesquisador. Segundo Getz, os voluntários em potencial estão preocupados com a possibilidade de receber o princípio ativo em vez do placebo (48%), com os efeitos colaterais (35%) e com o acesso ao medicamento após a fase de pesquisas (29%). O último item, ressalta o médico, revela uma questão ética. “O custo das pesquisas em alguns países, como a China, é menor e isso tem sido atraente. Mas a comercialização do medicamento no local nem sempre recebe a devida atenção, e alguns voluntários correm o risco de perder o acesso ao tratamento”, afirma. http://saude.ig.com.br/minhasaude/mais+dinheiro+mais+tempo+e+menos+remedios/n1596821995864.html

Sociedade lança guia para plástica após redução do estômago

Risco de complicação é maior e efeito é limitado em paciente que faz bariátrica Os cirurgiões de estômago e intestino estão com o bisturi a todo vapor. O aumento de cirurgias bariátricas também trouxe um efeito colateral às agendas dos cirurgiões plásticos. “Nossa demanda aumentou proporcionalmente”, afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Sebastião Guerra. “Após reduzirem o estômago, estes mesmos pacientes nos procuram para retirar o excesso de pele da barriga, costas e braços, fruto do emagrecimento rápido”, completa o especialista. Segundo Guerra, estes pacientes cada vez mais numerosos também têm características peculiares que devem pesar no pré-operatório e no momento da cirurgia plástica. “O risco de complicação da cirurgia plástica em um paciente submetido à bariátrica é maior. Além disso, os efeitos da lipoaspiração também são mais limitados. Tudo isso precisa ser de conhecimento do cirurgião plástico e bem explicado ao cliente”, completa o presidente da Sociedade. Por estes motivos, a SBPC vai lançar até setembro deste ano um manual com novas regras e diretrizes da cirurgia plástica e contará com um capítulo específico para os pacientes submetidos à bariátrica. O guia está sendo preparado desde o ano passado e contou com a participação de médicos nacionais e internacionais, sendo discutido em todos os congressos médicos brasileiros realizados de lá para cá (foram oito no total). Uma das diferenças deste paciente é que, mesmo após perder muitos quilos, eles continuam com as veias bem mais dilatadas do que o normal. Isso faz com que a incidência de hemorragia após a plástica seja maior. Além disso, a própria pele fica com um aspecto diferente. A estrutura óssea de quem conviveu muitos anos com a obesidade também é afetada. Tudo isso interfere no resultado final da plástica. Se você comparar uma mulher que fez bariátrica com uma que quis a lipo após ter filhos, os resultados da segunda serão melhores”, conclui Guerra. Faxina Além de orientar os médicos, o novo manual da cirurgia plástica também nasce com a missão de reduzir o número de erros em colocações de prótese de silicone, lipoaspiração e outros tipos de procedimentos estéticos. A especialidade é a que mais concentra processos, segundo relatório divulgado pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp). Quando o cardiologista Roberto D’ávila assumiu a presidência do Conselho Federal de Medicina (CFM), no início de 2010, ele também assumiu o compromisso de fazer uma “faxina” nas clínicas e hospitais que fazem este tipo de operação também com o objetivo de proteger os pacientes. http://saude.ig.com.br/minhasaude/sociedade+lanca+guia+para+plastica+apos+reducao+do+estomago/n1596822374622.html