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sábado, 13 de outubro de 2012

Aparelhos eletrônicos provocam conflito cerebral

Um mar de aparelhos eletrônicos como computador e telefone celular, pode provocar conflito cerebral. De acordo com cientistas, os efeitos do excesso de informações são prejudiciais, principalmente nas pessoas que não conseguem se “desplugar” e se esquecem até de tarefas simples e fundamentais ao corpo, como a alimentação, por exemplo. Elas sentem falta dos estímulos que recebem de seus gadgets. Os cientistas dizem que fazer malabarismo com e-mail, celular e outras fontes de informação muda a maneira como as pessoas pensam.
 
A concentração é prejudicada pelo fluxo intenso de informação. Esse fluxo causa um impulso primitivo de resposta a oportunidades ou ameaças imediatas. O estímulo provoca excitação – liberação de dopamina – que causa vício. Na sua ausência, vem o tédio, explicam.
As pessoas pensam e acreditam que fazer várias coisas ao mesmo tempo aumenta a produtividade, ocorre exatamente o contrário, confirmam as pesquisas. As multitarefas dificultam a concentração e a seleção necessárias para ignorar informações irrelevantes.
 
Para os estudiosos da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, a dificuldade de se concentrar só no que interessa mostra um conflito cerebral, que vem da evolução humana. Parte do cérebro age como uma torre de controle, ajudando a pessoa a se concentrar nas prioridades. Partes primitivas, como as que processam a visão e o som, querem que ela preste atenção às novas informações, bombardeando a torre de controle.
 
As funções baixas do cérebro passam por cima de objetivos maiores. No mundo moderno, o barulho do e-mail chegando passa por cima do objetivo de escrever um plano de negócios ou simplesmente jogar bola ou brincar com o filho.
 
Entretanto, outras pesquisas existentes já mostram que o cérebro também se adapta às novas situações. Segundo estas, os usuários de internet têm mais atividade cerebral do que não usuários e, por navegar mais, estão ganhando novos circuitos de neurônios.
 
Fonte Corposaun

Tédio pode ser causado por falta de atenção

Você está com tédio, nao sabe o porquê? Cientistas da York University sabem. Eles apontam terem descoberto de onde surge o tédio, e seu porquê. Eles apontam que o sentimento tem muito a ver com o nosso estado de atenção. As informações são do jornal Huffington Post.
 
Os resultados, publicados no jornal Perspectives on Psychological Science destaca alguns pontos sobre como o tédio é construído. O primeiro deles é que não conseguimos prestar atenção ao que está acontecendo dentro de nós (pensamentos ou sentimentos) ou fora de nós.

Essa incapacidade de se concentrar acaba tornando difícil a dedicação para uma tarefa, o que gera certo descontentamento. O segundo ponto é que sabemos que não conseguimos prestar atenção e, o terceiro, que não é necessariamente nossa culpa.

Pesquisas anteriores a essa mostraram que o tédio pode não fazer bem. Um estudo de 2010, publicado no International Journal of Epidemiology, relacionou o aumento do tédio ao risco de morrer mais cedo. Sendo assim, alguns exercícios podem ajudar a se manter longe do tédio além de prolongarem o tempo de vida.
 
Um pequeno estudo suíço de 2008 concluiu que pessoas sedentárias que trocaram o elevador pelas escadas cortaram o risco de morte prematura em 15%. Outra pesquisa mostrou que subir 35 ou mais lances da escada por semana pode aumentar a longevidade.
 
Andar de bicicleta também é uma boa forma de inserir um pouco de atividade no seu dia, investindo um pouco de tempo ao ar livre. Mas fazer um exercício pedalando rapidamente pode ser ainda mais eficaz. Um estudo concluiu que homens que pedalavam mais rápido viveram cinco anos a mais do que aqueles que o fizeram devagar. As mulheres que aceleraram na bike viveram pelo menos mais quatro anos do que as demais.
 
Uma análise feita em 2009 também mostrou que homens que nadaram com regularidade tiveram cerca de 50% menos risco de morte do que os sedentários.
 
Outro estudo feito em 2011 concluiu que as pessoas que naturalmente caminham em um ritmo de um metro por segundo, ou mais rápido, viveram mais que os mais lentos. No entanto, os especialistas alertam que o fato de andar rápido pode ser mais um indicativo de longevidade, uma vez que o próprio corpo naturalmente escolhe a velocidade mais adequada para cada um.
 
Para cuidar da saúde também nao é necessário seguir uma atividade por pelo menos 30 minutos por dia. Um estudo mostrou que este período pode ser ainda menor. A pesquisa concluiu que, quando comparadas aos sedentários, as pessoas que fizeram 15 minutos de atividade diária adicionaram três anos em sua expectativa de vida.
 
E se for possível se dedicar a atividades com maior intensidade é melhor ainda, segundo estudo feito em 1995. Cinco dias por semana com caminhadas de 30 minutos adicionaram cerca de 1.5 anos de vida, enquanto exercícios intensos, como correr meia hora cinco dias por semana, acresceram aproximadamente 3.7 anos extras.
 
Fonte Corposaun

Com a chegada das flores, chegam também as alergias

Na primavera rinites e alergias tornam-se mais comuns por conta da polinização das plantas, com a chegada da primavera, surgem também às chamadas doenças sazonais. O fato ocorre, em grande parte, decorrente da polinização que as flores e árvores iniciam nesta fase, potencializada pelos ventos, comuns nessa época do ano, que transportam o pólen a quilômetros de distância.
 
A intensa floração das plantas produz grandes quantidades de pólen, aumentando a quantidade desses grãos no ar. Para os que já sofrem com alergias, mesmo que decorrentes de outros fatores, o incômodo é multiplicado. Segundo o Dr. Gilberto Ulson Pizarro, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, as inversões térmicas desta fase também contribuem para a piora dos casos. “Nos últimos dois anos, tivemos invernos e primaveras com temperaturas mais secas, além de maiores inversões de umidade. Esses choques climáticos facilitam o surgimento de alergias, que se agravam para quadros de rinite e sinusite”, explica.
 
Com a baixa na umidade do ar, causa pelos períodos de seca, ocorre uma queda na produção de óxido nítrico, gás produzido no pulmão e que atua como um dilatador durante a respiração, sendo liberado no nariz durante a expiração. O resultado da baixa na produção de óxido nítrico é a congestão nasal, que pode evoluir para quadros de inflamação nas vias respiratórias. O problema traz a sensação de cabeça pesada, dor nos olhos e seios da face e mal estar, além do incômodo nariz escorrendo.
 
Dr. Pizarro explica que no caso das alergias o tratamento inicia-se com o controle ambiental. “Os remédios são usados para amenizar as crises, mas se o causador da alergia não for detectado e tirado do ambiente, o problema irá persistir”, comenta. O especialista enfatiza que a melhor forma de tratamento é a prevenção. Após identificar que existe uma alergia, alguns cuidados tornam-se necessários, como: viver em ambientes limpos e arejados – procurando manter a ausência de fungos e ácaros, grandes vilões das alergias –, além da constante limpeza nasal.
 
“A limpeza nasal pode ser comparada com a lavagem das mãos”, ressalta o otorrinolaringologista. Esta higienização pode ser feita com soro fisiológico, de duas a três vezes ao dia, principalmente em dias secos.
 
Fonte Corposaun

Nanopartículas inteligentes são experanças na luta contra o câncer, Alzheimer e Parkinson

Pesquisadores da Universidade Politécnica de Valência (Espanha) desenvolveram nanopartículas inteligentes que são capazes de liberar substâncias terapêuticas de forma seletiva entre as células humanas envelhecidas.
 
Trabalhos clínicos mostram que a abordagem tem potencial para ser utilizada no tratamento de doenças ligadas ao envelhecimento das células, como câncer, Alzheimer e Parkinson.
 
Segundo os pesquisadores, este tipo de aplicação também pode ser útil para o desenvolvimento de algumas terapias cosméticas de uso tópico que tenham efeito antirrugas e também antienvelhecimento, ou aumentem a proteção contra a radiação UV, além de servir para combater a calvície.
 
O líder da pesquisa, Ramón Martínez Máñez, aponta que “pela primeira vez ficou demonstrado que podem ser liberadas substâncias selecionadas apenas nas células que estão em fase degenerativa ou senescentes e não em outras”.
 
A senescência é um processo fisiológico do organismo para eliminar células envelhecidas ou com alterações que podem causar cmprometimento quanto a sua viabilidade. “Quando somos jovens, os mecanismos de senescência previnem, por exemplo, a aparição de tumores. Mas com o envelhecimento, as células senescentes vão se acumulando em órgãos e tecidos, alterando o funcionamento correto dos mesmos”, explicam os pesquisadores.
 
Desta forma a eliminação dessas células retarda o aparecimento de doenças associadas ao envelhecimento.
 
A equipe testou as novas nanopartículas em células de pacientes com uma síndrome de envelhecimento acelerado conhecida como Disceratose Congênita. As culturas de células apresentavam uma alta porcentagem de senescência, caracterizada por elevados níveis de atividade de beta-galactosidase, enzima característica do estado senescente.
 
“As células envelhecidas expressam esta enzima em excesso e as nanopartículas que desenhamos se abrem na presença dela, liberando seu conteúdo para eliminar as células senescentes, prevenir sua deterioração ou, inclusivamente, reativá-las para seu rejuvenescimento”, explica Máñez.
 
O estudo levou a uma conclusão de que as nanopartículas aparecem como uma oportunidade única para administrar compostos terapêuticos de forma seletiva nos tecidos afetados e resgatar a viabilidade e a funcionalidade dos mesmos
 
Fonte Corposaun

Álcool é tido como a droga mais nociva

Imagem da internet
A OMS (Organização Mundial de Saúde) estima que os problemas
 causados pelo álcool causem 2,5 milhões de morte por ano
Uma escala concebida por um grupo de cientistas especialistas no assunto estabeleceu as taxas de perigo causado por diversas drogas. As taxas foram firmadas levando em conta os prejuízos combinados para o usuário e para a sociedade como um todo.

Resultado de um esforço para oferecer um guia aos governantes nas áreas de saúde, policiamento e assistência social, o resultado foi surpreendente. O critério utilizado na pesquisa é conhecido como análise multicritério de decisão, onde se mediu os danos causados de acordo com nove critérios de malefício ao usuário e mais sete à sociedade.
 
Na escala de nocividade, as drogas foram pontuadas de 0 – menos nociva a 100 – mais nociva. O álcool foi considerado a substância mais prejudicial, atingindo 72, seguido da heroína (55) e do crack (54). Outras drogas que pontuaram mais baixo foram: cocaína (27), tabaco (26), metanfetamina (33), anfetaminas (23), maconha (20), benzodiazepínicos, como Valium (15), ketamina (15), metadona (14), esteróides anabólicos (9), LSD (7) e cogumelos (5).
 
Os critérios de danos pessoais contabilizados incluem morte pela droga, problemas de saúde relacionados ao consumo, dependência e perda de relacionamentos. Já os problemas causados a terceiros contam criminalidade, danos ambientais, sociais, conflitos familiares, danos internacionais e custos econômicos.
 
A OMS (Organização Mundial de Saúde) estima que os problemas causados pelo álcool causem 2,5 milhões de morte por ano. Para os pesquisadores, os sistemas atuais de classificação de drogas não possuem uma relação adequada aos danos causados. O álcool e o tabaco, substâncias lícitas que foram inclusas na pesquisa, causam muito mais danos que substâncias ilegais como maconha, ecstasy e LSD, como doenças hepáticas e cardíacas, acidentes de trânsito e câncer.
 
Para os especialistas, o resultado do estudo aponta que evitar o consumo de bebida alcoólica é uma estratégia válida e necessária à saúde pública.
 
Fonte Corposaun

Moscas de fruta geneticamente modificadas ajudam em pesquisas sobre convulsões

Cientistas dos Estados Unidos criaram moscas de fruta geneticamente modificadas que funcionam como modelo da epilepsia, sendo capazes de revelar o mecanismo pelo qual convulsões ocorrem dependentes a temperatura corporal.
 
A pesquisa pode fornecer um modelo genético útil da epilepsia permitindo com que investigadores olhem para potenciais tratamentos para a doença.
Os pesquisadores usaram uma técnica chamada recombinação homóloga, mais precisa e sofisticada do que a engenharia genética transgênica, para injetar nas moscas Drosophila melanogaster (uma mutação causadora da doença, que é um análogo direto da mutação que leva a crises epilépticas febris em seres humanos).
 
Eles monitoraram as convulsões dependentes da temperatura em todo o organismo das moscas inteiros e também em seus cérebros. Os resultados revelaram que a mutação leva a uma quebra na capacidade de certas células que normalmente inibem a hiperatividade cérebro para regular seu comportamento eletroquímico.
 
Segundo Robert Reenan, co-autor da pesquisa de Brown University, além de fornecer evidências sobre a neurologia de convulsões febris, a pesquisa consiste na primeira vez em que alguém introduziu uma mutação causadora da doença humana no mesmo gene de moscas.
 
Quando os pesquisadores colocaram moscas em tubos e banhou os tubos em 104 graus Fahrenheit, as moscas de fruta mutantes tiveram convulsões depois de 20 segundos. Depois disso, elas permaneceram imóveis durante meia hora antes de se recuperarem. Moscas inalteradas, entretanto, não apresentaram convulsões dependentes da temperatura.
 
Moscas fêmeas com estirpes mutantes de ambas as cópias do gene para a doença foram mais suscetíveis a ataques. Aquelas com apenas uma cópia do gene mutante eram menos propensas do que aquelas com dois.
 
A análise individual das moscas mostrou a presença de “falhas” em como os neurônios GABAérgicos assimilam o sódio por meio de canais na membrana celular. Em circunstâncias normais, os neurônios inibem a hiperatividade do cérebro. Mas a presença do gene mutante gerou um mau uso do sódio e levou a falhas ‘elétricas’.
 
Fonte Corposaun

Iniciativa saudável em Buenos Aires prioriza bicicletas

 
Com o objetivo de aumentar o trânsito das ciclovias e desafogar o trânsito convencional, empresas e universidades apoiam a ideia de emprestar ou distribuir bicicletas para funcionários e alunos. O projeto ainda inclui estacionamentos e vestiários com chuveiros para os ciclistas.
 
Intitulado “Mejor em Bici” (Melhor de Bicicleta), 107 empresas, 28 ONGs e 8 universidades foram consideradas amigas do deslocamento sustentável, pois estão estimulando o uso de bicicletas. Em troca do apoio das organizações, o governo oferece palestras que abordam desde segurança no trânsito a assessoria de infraestrutura ligada a ciclovias.
 
Apesar de todo o programa de incentivo estar voltado à sustentabilidade e mobilidade urbana, o governo acaba incentivando um hábito saudável nos portenhos. Ao invés de recorrer aos ônibus, eles tem a opção de pedalar e praticar um exercício físico.
 
Existem inúmeras maneiras de sair do sedentarismo, e uma delas é exatamente trocar, pelo menos em parte, o veículo motorizado pela tração humana, seja pedalando ou andando. Calorias são gastas, o corpo elimina toxinas pelo suor, o cérebro libera substâncias relacionadas ao bem estar. Para a sociedade, as ruas e ônibus ficam menos congestionados e muito mais gente se desloca sem ter que poluir o ar.
 
É uma solução que começa a ser explorada melhor por países latino-americanos, visto que países europeus já tem a cultura de considerar as bicicletas como meios de transporte, e não apenas para lazer. Em Buenos Aires, dois anos após a inauguração das primeiras ciclovias, os ciclistas já representam 2% de todo deslocamento da capital argentina. Segundo as autoridades, este número deve chegar a 5% em três anos.
 
Segundo o site G1, o psicólogo Federico Pardo morou em Barcelona, na Espanha e adquiriu o hábito de ter a bicicleta como meio de transporte “Aqui em Buenos Aires, vou de casa para o escritório de bicicleta e no fim de semana a coloco no trem para jogar futebol com os amigos em San Isidro’, município da Província de Buenos Aires.
 
Fonte Corposaun

Pele masculina requer cuidados e produtos específicos, diz dermatologista

Não basta aproveitar o produto comprado pela esposa, irmã, mãe ou namorada
 
Homens e mulheres são diferentes em muitos aspectos. Com a pele acontece o mesmo: a pele masculina tem características específicas e, por isso, apresenta necessidades e cuidados exclusivos.
 
— Não basta aproveitar o produto comprado pela esposa, irmã, mãe ou namorada, é preciso avaliar se o hidratante ou o protetor solar que está em casa, por exemplo, vai realmente trazer benefício para o rosto do homem — explica a dermatologista Silvana Coghi, do hospital e maternidade São Camilo, de São Paulo.
 
A pele masculina é mais oleosa, mais áspera e grossa, demandando produtos diferentes.
 
— Os homens produzem, em média, duas vezes mais sebo no rosto do que as mulheres, resultando em uma pele mais oleosa, com mais brilho, maior presença de poros dilatados e acne. Por isso, produtos em gel, gel-creme ou fluido são mais indicados para eles e podem significar maior adesão aos cuidados diários com a pele — afirma.
 
A dermatologista explica que a pele masculina é aproximadamente 25% mais espessa que a da mulher devido, principalmente, à presença dos pelos terminais (pelo grosso e pigmentado).
 
A densidade de colágeno na pele dos homens também é maior do que nas mulheres —cerca de 25 vezes mais. Por isso os homens aparentam menos idade.
 
— A diferença é que neles há um afinamento gradual com o passar dos anos, influenciando diretamente no desenvolvimento de rugas; nos homens tendem a aparecer mais tarde, porém, mais pronunciadas e marcadas do que nas mulheres — diz a especialista.
 
Ela alerta para a importância de iniciar o quanto antes os cuidados com a pele:
— O uso diário de protetor solar depois dos 40 anos, por exemplo, vai colaborar para diminuir o processo de envelhecimento.
 
Para os adeptos da barba, Silvana dá uma dica: o uso de barba pode até colaborar para proteger a pele contra radiação solar, mas a hidratação e, principalmente, a fotoproteção diária são as principais armas para retardar o envelhecimento e garantir uma pele saudável e jovem por mais tempo.
 
Fonte Zero Hora

Dificuldades e benefícios do sexo depois dos 60

Prazer não acaba para quem manteve vida íntima ativa e saudável ao longo dos anos
 
O sexo muda a partir dos 60 anos, mas o prazer não acaba. Principalmente para quem manteve uma vida íntima ativa e saudável ao longo dos anos. Essa é a constatação da médica-cirurgiã Carla Góes Pérez, diretora da clínica Núcleo Vital, de São Paulo.
 
— Já cheguei a ouvir em meu consultório que a idade também amadurece o relacionamento e principalmente a vida sexual. Algumas mulheres dizem que melhorou muito e agora têm muitas tardes para passar junto ao companheiro — conta a médica.
 
Ela ressalta que a partir dos 60 anos a mulher precisa de mais tempo para responder aos estímulos sexuais, a lubrificação é menor, a vagina tem menos elasticidade e os orgasmos podem ser mais curtos. Porém, mesmo com o vigor diminuído, a satisfação e o prazer são possíveis.
 
Segundo Carla, casais que possuem a famosa química de pele mostram que superam as dificuldades do sexo na terceira idade com maior facilidade do que aqueles que não usufruem de uma boa vida sexual. Os parceiros ativos se preocupam mais com a saúde e o peso, pois desejam manter a jovialidade e a disposição.
 
A médica diz que, nessa faixa etária, é necessário redescobrir as regiões mais sensíveis do corpo, conversar com o parceiro sobre as preferências sexuais e libertar a imaginação. De acordo com a médica, fazer sexo aumenta a autoestima, acelera o metabolismo e propicia momentos de trocas de carinho, além de ser uma atividade relaxante.
 
— Os casais a partir dos 60 podem manter uma vida sexual satisfatória. A dica principal é combinar uma boa alimentação com exercícios físicos cotidianos e fazer exames periódicos para que a saúde seja preservada — afirma.
 
Fonte Zero Hora

Você sabe qual são os sintomas da hanseníase?

O Brasil ocupa o primeiro lugar nos diagnósticos da doença, quando se considera o número de casos proporcionalmente à população
 
Considerada uma das doenças mais antigas do mundo, a hanseníase é causada por um parasita que ataca a pele e os nervos periféricos, podendo afetar outros órgãos como o fígado, os testículos e os olhos. O Brasil ocupa o primeiro lugar nos diagnósticos da doença, quando se considera o número de casos proporcionalmente à população. Em 2011, foram mais de 33 mil casos. Saiba quais são os sintomas, as formas de transmissão, os tratamentos e as maneiras de diagnosticar a doença.
 
Quais são os sintomas?
  • Surgimento de manchas esbranquiçadas ou avermelhadas.
  • Pele seca
  • Queda de pelos
  • Falta de suor
  • Perda de sensibilidade
  • Formigamento
  • Perda da força dos músculos das mãos, pés e face, devido à inflamação dos nervos
  • Emagrecimento
  • Dor e sensação de choque nos braços e nas pernas
  • Inchaço nas mãos e nos pés
 
Quais os tipos de hanseníase?
  • Paucibacilar: entre 1 e 5 lesões da pele
  • Multibacilar: 5 lesões de pele
 
Como diagnosticar?
O diagnóstico é basicamente clínico, baseado nos sintomas detectados no exame da pele, olhos, nervos e avaliação da sensibilidade e da força dos músculos dos membros superiores e inferiores. Em alguns casos, será necessário solicitar exames complementares. Após a confirmação do diagnóstico, a doença deve ser logo tratada para evitar que o quadro se propague. Os nervos podem ficar comprometidos e as manchas aumentarem de tamanho, causando deformações no nariz e nos dedos.
 
Como é transmitida a doença?
A transmissão ocorre por meio das vias respiratórias - secreções nasais, tosses, espirros. O parasita tem capacidade de infectar grande número de pessoas, mas poucas pessoas adoecem, porque a maioria, cerca de 95% , apresenta capacidade de defesa do organismo contra o bacilo. A hanseníase não transmite através de utensílios domésticos, assentos, saliva, relação sexual, doação de sangue, herança genética e picadas de inseto. Portanto, o doente não precisa ser afastado do convívio social.
 
Como tratar?
O tratamento é ambulatorial. É receitado um coquetel específico de antibióticos. Esses medicamentos são distribuídos gratuitamente nos postos de saúde e podem ser utilizados por gestantes e portadores de HIV. Geralmente, o tratamento tem a duração de seis meses a dois anos. Quanto mais cedo o paciente buscar ajuda médica, melhor será a recuperação.
 
Fonte Zero Hora

Após cirurgia de separação, irmãs se recuperam em Passo Fundo

Após cirurgia de separação, irmãs se recuperam em Passo Fundo Ender Machado Monteiro/Divulgação
Kerolyn e Kauany se recuperam de cirurgia no Hospital
São Vicente de Paulo
Foto: Ender Machado Monteiro / Divulgação
Operação de alta complexidade foi realizada pela primeira vez no interior do Estado
 
A notícia sobre a cirurgia que separou as irmãs gêmeas siamesas Kerolyn e Kauany, em Passo Fundo, no último dia 2, chama a atenção para um caso muito raro na medicina. A gemelaridade incompleta é uma das mais raras, complicadas e desafiadoras malformações — acontece em um em cada 50 mil a 100 mil nascidos vivos.
 
Conforme a equipe médica que operou as gêmeas, uma intervenção deste tipo nunca havia ocorrido no interior do Estado. Além da cirurgia feita neste mês, no Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo, o Hospital de Clínicas, da Capital, fez cirurgias semelhantes nos anos de 1983 e 2006.
 
O caso mais remoto de que se tem notícia seria de 1953, na Louisiana (Estados Unidos). Lá, a separação das siamesas Carolyn Anne e Catherine Anne Mouton, unidas pela parte inferior da espinha dorsal, também teria sido a primeira realizada com sucesso.
 
Embora não se saiba exatamente a origem da malformação, médicos atribuem o problema à ausência de divisão incompleta do disco embrionário antes da terceira semana de gestação. Certo é que o tratamento de casos assim requer a atuação de uma equipe multidisciplinar. As cirurgias são geralmente longas, e há necessidade de revezamento de quem participa. No caso das gêmeas de Passo Fundo, 20 profissionais atuaram em uma operação que durou nove horas.
 
Responsável pela realização de operação que separou gêmeas conjugadas, em 2006, no Clínicas, o cirurgião pediátrico José Carlos Fraga explica que o procedimento envolve a participação de pediatras clínicos (para avaliação pré-operatória e cuidados pós-operatórios em Unidade de Tratamento Intensivo), além de médicos anestesistas e equipe com especialistas.
 
— Dependendo dos órgãos que necessitam ser divididos, haverá necessidade de cirurgiões especialistas para cada um deles — explica.
 
Os casos mais frequentes de gêmeos conjugados são os unidos pelo tórax e pelo abdômen. Como grande parte morre durante a gravidez ou após o nascimento, devido às múltiplas malformações de órgãos, estima-se que a incidência real seja ainda menor — em torno de um caso em 250 mil gestações. Dos sobreviventes, o prognóstico dependente da existência de órgãos que possam ou não ser separados.
 
Ainda internadas e em recuperação da operação que as separou, as irmãs Kerolyn e Kauany, que estavam unidas pelo abdômen, se preparam para fazer novas cirurgias. Também exigirão muitos cuidados dos pais, Adriana Ribeiro, 31 anos, e Juliano do Amaral e Silva, 23 anos, que vivem em Marau com mais duas filhas.
 
A Vitória e a Esperanza de Dona Sonia
Caso que chamou a atenção do Rio Grande do Sul em 2006, o nascimento das irmãs gêmeas Maria Vitória e Maria Esperanza foi considerado outra exceção para a medicina gaúcha. Filhas da dona de casa Sonia Regina Silva de Souza e do jornaleiro Lucimar Antonio da Silva, de São Jerônimo, elas nasceram com um tipo raro de união, observado na proporção de um para cada 200 mil nascidos vivos: pelas costas, na região dorsal inferior (sacro). Mesmo tendo feito três ecografias durante e gestação, a conexão entre os dois bebês não havia sido diagnosticada. Por isso, o parto foi uma surpresa tanto para a mãe quanto para o médico.
 
Após complicações e hemorragias, Sonia precisou de algumas transfusões sanguíneas para se reestabelecer. Enquanto isso, os bebês foram levados para Porto Alegre pelo pai. Em fevereiro de 2006, quando as gêmeas estavam com nove meses, a separação foi feita por uma equipe composta por mais de 70 profissionais e coordenada pelo chefe da cirurgia pediátrica do Hospital de Clínicas, José Carlos de Fraga.
 
O médico explica que, como apresentavam a musculatura da pelve em comum (responsável pelo controle das fezes e da urina), no momento da separação foi necessário dividir e cada um ficou com metade da musculatura esfincteriana. Seis anos depois, apesar de um desvio na coluna de Maria Vitória e da incontinência urinária, que obriga as duas meninas a usarem fraldas, elas levam uma vida praticamente normal.
 
— Elas estudam, correm, brincam, andam de bicicleta, tenho até medo que possam se machucar — afirma Sonia.
 
Entrevista
Gustavo Pileggi Castro, cirurgião pediátrico
 
"O maior risco é de hemorragia"
 
Conquistar a confiança dos pais foi essencial para que o cirurgião pediátrico Gustavo Pileggi Castro assumisse a responsabilidade de realizar a cirurgia de separação das gêmeas siamesas Kauany e Kerolyn, considerara rara. Em entrevista ao Vida, ele conta detalhes sobre o caso.
 
Vida — Como foi o contato com mãe e as gêmeas antes da cirurgia?
Gustavo Pileggi Castro — O primeiro passo foi ter contato com a mãe. Explicamos que era uma coisa rara e que teria condição, pelo que mostrava na primeira ecografia, de fazer uma separação ideal, sem ter que escolher pela vida de apenas uma das meninas.
 
Vida — Uma junta médica foi formada para estudar o caso?
Castro — Sim, desde o começo, quando definimos que eu iria assumir o caso. Cerca de 20 profissionais se envolveram com as meninas. Foi conversado com os médicos do Centro de Tratamento Intensivo Pediátrico e Neonatal, radiologistas e fisioterapeutas. Na cirurgia, fui acompanhado do doutor Paulo Reichert, de dois anestesistas e de dois residentes.
 
Vida — Qual é o risco desta cirurgia?
Castro — O maior risco é de uma hemorragia durante o procedimento, que pode levar uma das crianças a morte. A separação dos órgãos também oferecia risco. O fígado foi uma parte bem delicada, pois o órgão é muito irrigado. Os intestinos teriam que ser preservados ao máximo, pois é por meio deles que elas absorvem os nutrientes e eles não poderiam ficar muito curtos. A bexiga também teria que ser preservada, para que elas tivessem um futuro normal. Cada procedimento foi estudado.
 
Fonte Zero Hora

Dúvidas sobre pão integral? Especialista responde

Os pães com rótulos de integrais estão cada vez mais presentes nas prateleiras dos supermercados. Mas o consumo desse tipo de alimento faz mesmo bem para o corpo? E como saber se o pão que você consome é realmente integral ou apenas foi rotulado para entrar na onda dos alimentos saudáveis?
Katia Cristina Andrade, pesquisadora da área de Nutrição Humana e professora dos cursos de nutrição e enfermagem da USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul), responde a algumas questões sobre o pão integral.
 
Por que pão integral é bom para a saúde?
No geral, e não apenas os pães integrais, todos os cereais integrais têm em sua composição maior quantidade de vitaminas, minerais e fibras. Isso ocorre porque toda farinha integral não sofreu o processo de beneficiamento, que retira as partes externas do grão onde estão esses nutrientes. Essa composição ajuda no funcionamento intestinal e também proporciona àqueles indivíduos que desejam emagrecer uma maior saciedade. Além disso, as fibras contidas nesses alimentos auxiliam no controle da glicemia e também do colesterol.
 
Como saber se o produto que se consome é integral?
Para se saber se um pão é integral, devemos sempre ler o rótulo que informa os ingredientes contidos no preparo do alimento e que, nesse caso, deve ter em sua composição a farinha integral ou de centeio ou outro ingrediente alegado na embalagem.
 
Qual a diferença entre produtos feitos com farinha integral e farinha tradicional, por exemplo?
Esse grão integral, ou seja, que não foi beneficiado, demora mais no processo de digestão e com isso proporciona mais saciedade e é absorvido mais lentamente, o que facilita no controle da glicemia e também na perda de peso.
 
Quais os benefícios para a saúde do consumo desse tipo de produto?
Os benefícios ficam por conta da composição nutricional, ou seja, um pão integral fornece muito mais nutrientes do que aqueles elaborados com a farinha tradicional. Tais nutrientes ajudam nos processos citados anteriormente.
 
Como saber se o produto tem porcentagem de farinhas ou grãos integrais o suficiente para ser realmente classificado como integral?
No Brasil não há estabelecida uma legislação específica. Já se cogitou que para ser integral deveria ter no mínimo 50% de farinha integral, mas hoje isso não ocorre. Existem países, como os Estados Unidos, em que esta determinação é obrigatória (51% da farinha integral na composição). Novamente, ler o rótulo e os ingredientes que compõem a formulação do pão é a maneira de se informar quanto à sua real composição. Preste atenção, pois o primeiro ingrediente que aparece na lista é o que tem em maior quantidade.
 
O que é a chamada “farinha enriquecida” que alguns alimentos ditos integrais têm em sua formulação?
A farinha enriquecida é a farinha com ferro e ácido fólico – hoje é obrigatório que seja assim. Todos os pães, biscoitos e produtos feitos com farinha são elaborados com essa farinha enriquecida. Ou seja, isso não é um diferencial do produto, mas uma obrigação. E os produtos que são categorizados como integrais, mas que não contêm farinha integral, apenas a farinha enriquecida, não têm nenhum diferencial para o produto normal com os mesmos ingredientes.
 
Fonte O que eu tenho

Crianças abandonam tratamento contra obesidade pela metade

Temos também um aumento do consumo de alimentos muito
 calóricos, a facilidade do acesso a alimentos industrializados
São Paulo – Um levantamento com pacientes do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia indicou que 40% das crianças obesas abandonaram o tratamento na metade. Para o diretor de Nutrição do instituto, Daniel Magnoni, o resultado indica as dificuldades de manter esses pacientes na rotina do tratamento.
 
“Manter o adulto já é muito difícil, porque nós temos envolvimento social, cultural, profissional. Na criança, não tem o profissional, mas é difícil fazer uma dieta adequada no dia a dia, com a merenda escolar completamente fora de controle e a possibilidade do fast food”, explicou. A pesquisa avaliou 51 crianças e adolescentes que estavam em tratamento no instituto.
 
Entre as crianças que abandonaram o tratamento, os fatores de risco relacionados à obesidade aumentaram em um terço delas. “Abandonar o tratamento pressupõe um risco muito grande de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão, acidente vascular cerebral”, alerta Magnoni.
 
Para combater o aumento da taxa de obesidade verificada nos últimos anos, Magnoni defende a inclusão da educação nutricional no currículo escolar. A Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2009 (POF) indica que, na faixa de 10 a 19 anos, 21,7% dos brasileiros têm excesso de peso. Em 1970, o índice era 3,7%.
 
Segundo o especialista, o aumento está relacionado às mudanças de hábito ocorridas ao longo dos anos. “As crianças de hoje são muito presas em casa, não andam de bicicleta, nem jogam futebol. Temos também um aumento do consumo de alimentos muito calóricos, a facilidade do acesso a alimentos industrializados.”
 
Maus hábitos dentro de casa ajudam a reforçar o problema, ressalta Magnoni. “Grande parte das crianças é filho e neto de pacientes com doenças cardiovasculares, obesidade e hipertensão. Isso mostra a necessidade de você atuar combatendo a obesidade das crianças”, destaca. “A criança é o melhor professor dos seus pais no estilo de vida saudável”, reforçando a importância da educação nutricional nas escolas.
 
Fonte Agência Brasil

Estudo comprova relação direta entre obesidade e fraco desempenho sexual

Rio de Janeiro - O aumento vertiginoso do consumo de medicamentos para a disfunção erétil está diretamente ligado ao aumento da obesidade no mundo. O excesso de peso reduz a libido e prejudica diretamente o desempenho sexual.
 
No Brasil, pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), envolvendo 5 mil homens, mostra que 51% dos brasileiros estão acima ou muito acima do peso e que 37% deles admitem o uso de remédio para ereção. No Rio de Janeiro este percentual chega a 60%.
 
Na avaliação do coordenador do Grupo Longevidade Saudável no Rio de Janeiro, o geriatra e endocrinologista, Jorge Jamili, não há dúvida de que o aumento de casos de disfunção erétil está relacionado ao aumento da obesidade entre os brasileiros.
 
Em entrevista à Agência Brasil, o endocrinologista explicou que as alterações hormonais provocadas pela obesidade comprometem o equilíbrio do corpo humano. Levam a desajustes fisiológicos que podem afetar todos os órgãos e sistemas e, em consequência, a saúde e a qualidade de vida.
 
“O tecido adiposo hipertrofiado dos obesos produz uma excessiva quantidade da substância conhecida como leptina, que tem por finalidade sinalizar ao cérebro a saciedade produzida pelo alimento.
 
Esta substância também estimula os hormônios sexuais na glândula hipófise, FSH (Hormônio Folículo Estimulante) e LH (Hormônio Luteinizante), responsáveis por comandar as células dos testículos para produzirem espermatozoides e testosterona, respectivamente”.
 
Segundo ele, a leptina exerce “ação direta sobre as células de Leydig, localizadas nos testículos, onde produzem a testosterona, e as células de Sertoly, responsáveis pela produção de espermatozoides”.
 
Jamili explica que quando uma pessoa engorda ocorre o desequilíbrio do hormônio insulina e do seu contraregulador glucagon, o que faz com que a produção de insulina seja cada vez maior em decorrência da resistência que o corpo desenvolve a esse hormônio.
 
“Os efeitos são devastadores e podem levar, caso fora de controle, ao aumento da obesidade. Causam processos inflamatórios, além de servir como a base da síndrome metabólica, que é, de longe, a maior causa de mortes no mundo atual”.
 
Para melhorar os níveis hormonais, o especialista diz que a saída não é repor a testosterona, sobretudo em homens mais jovens, e muito menos utilizar medicamentos para disfunção erétil.
 
“O que devemos fazer é evitar ou reverter a resistência leptínica, ou seja, emagrecer, para que os receptores de insulina respondam ao seu comando”, recomenda.
 
Jamili diz que é preciso ter consciência de que, do ponto de vista do interesse do homem pela mulher, é preciso separar a questão relativa ao desempenho sexual decorrente da presença satisfatória da libido e da ereção propriamente dita.
 
“No caso do obeso, sob os dois pontos de vista, o desempenho sexual fica comprometido: Tanto o desejo sexual como o desempenho mesmo – este diretamente ligado à ereção”.
 
E é, segundo ele, neste ponto que reside o problema: “A utilização de medicamentos como o Viagra e similares promove a ereção, mas não melhora a libido.
 
O ideal é procurar fazer a correção hormonal, eliminando o desequilíbrio, o que levará à melhora dos dois aspectos: tanto da ereção como da líbido – uma vez que a obesidade compromete diretamente os eixos hormonais, sobretudo a testosterona que é o hormônio masculino”.
 
Jamili relata que os adipócitos hipertrofiados do obeso produzem maior quantidade da enzima aromatase, que é responsável pela conversão de testosterona em estradiol (hormônio feminino).
 
A pouca testosterona produzida, devido à inibição da resistência leptínica, é convertida em hormônio feminino. “Se a pouca testosterona tem um efeito devastador no corpo e mente do homem, o excesso de hormônio feminino agrava muito mais o quadro clínico”, enfatiza.
 
O endocrinologista chama a atenção para o fato de que a queda da testosterona produz efeitos devastadores não apenas no interesse e desempenho sexual, mas também na saúde e qualidade de vida dos homens.
 
“A testosterona é o hormônio que impulsiona o homem a concretizar suas metas. Sua redução no organismo está relacionada com depressão, queda do desempenho físico, falta de foco mental, diminuição do entusiasmo, sarcopenia (perda de massa magra), queda da resistência a doenças e de entusiasmo pela vida. Na realidade, ocorre aceleração do envelhecimento do corpo, da mente e da alma”, alerta.
 
Ele dá ênfase ao entendimento de que a obesidade é considerada "uma pandemia que afeta e mata indistintamente pobres e ricos, desencadeando uma série de outras doenças crônicas e generativas”.
 
Jorge Jamili defende a necessidade de se quebrar a lógica perversa decorrente da conjunção entre a má alimentação e o sedentarismo cada vez maior, decorrente do processo de industrialização crescente no mundo.
 
Para ele, isso será possível a partir de um equilíbrio alimentar conjugado com a prática crescente de atividades físicas. “E este é um problema que afeta as pessoas cada vez mais cedo, em idade cada vez menores. Nunca a medicina verificou crianças com histórico de colesterol alto e com diabete. É um fenômeno atual e que não vem obtendo da mídia [que, na sua opinião, deveria fazer campanhas de esclarecimentos sobre o problema] a atenção que merece e que deveria ter”.
 
Fonte Agência Brasil

Estudo detecta sons mais insuportáveis para ouvido humano

O som do giz arranhando a lousa está entre os mais insuportáveis
Som de metal arranhando vidro e giz riscando o quadro negro estão entre os mais desagradáveis
 
Pesquisadores da universidade de Newcastle mapearam os sons considerados os mais desagradáveis para o ouvido humano, segundo um estudo feito com voluntários submetidos a 74 sons diferentes. Eles descobriram que o som de uma faca arranhando uma garrafa de vidro é considerado o mais insuportável de todos.
 
Os pesquisadores tocaram as gravações e mediram como eles alteravam a atividade cerebral, usando um aparelho de ressonância magnética. Os resultados revelaram que sons desagradáveis provocaram uma reação mais intensa no cérebro.
 
O ruído de água escorrendo, algo aprazível aos ouvidos, é processado no córtex auditivo, mas quando o som causa desconforto ele ativa a amídala cerebral, uma região no centro do cérebro que processa emoções.
 
O segundo som registrado como mais insuportável também vem do atrito do metal com o vidro: um garfo raspando um copo. Em terceiro lugar, ficou o de um giz arranhando um quadro negro, seguido por uma régua em atrito com uma garrafa e, por fim, unhas em um quadro negro.
 
Outra descoberta da pesquisa é que sons na frequência de 2.000 a 5.000 Hz são os mais desconfortáveis, mas ainda não está claro porque eles afetam mais o ouvido humano. O estudo foi coordenado por Sukhbinder Kumar, que usou 13 voluntários durante os testes e publicou os resultados no Journal of Neuroscience.
 
Fonte iG

80% dos homens são levados ao médico pelas mulheres

80% dos homens são levados aos médicos pelas mulheres,
revela pesquisa
Pesquisa feita com 5,7 mil pacientes mostra que interferência feminina é positiva: 77% deles têm diagnóstico de câncer de próstata em fase inicial
 
Dois levantamentos realizados pelo hospital AC Camargo, em São Paulo, revelam o papel de destaque da mulher na saúde masculina.
 
A primeira pesquisa feita com 3 mil pacientes atendidos na instituição – uma referência nacional no tratamento do câncer – mostrou que oito em cada dez vão ao médico levados pelas mãos das mulheres, filhas ou mães.
 
A insistência delas em fazer com que os homens frequentem os consultórios especializados surtiu efeito positivo, mapeado pelo segundo estudo do AC. Camargo. Análise feita com 2.778 pacientes – todos com câncer de próstata– mostrou que em 77% dos casos pesquisados, os tumores foram detectados em estágio inicial da doença (fase I e II).
 
Os especialistas reforçam que a descoberta precoce do câncer aumenta as chances de cura e diminui as sequelas da doença, sendo a impotência e a incontinência urinária as mais temidas por eles.
 
“O medo de ficar impotentes aparece como uma grande barreira na hora dos pacientes avaliarem como está a própria saúde”, afirma o chefe do Departamento de Urologia do AC. Camargo, Gustavo Cardoso Guimarães.
 
“Os homens afirmam que temem o tratamento, caso o câncer de próstata seja detectado, por causa das possíveis sequelas na virilidade. As mulheres acabam como grande disseminadoras de que esta atitude negligente só piora o quadro. Até porque, quanto mais cedo é descoberto o câncer, maior a possibilidade de conter os efeitos colaterais possíveis de uma quimioterapia, por exemplo”, completa o especialista.
 
Até a cunhada
No dia em que Guimarãesconversou com a reportagem, ele acabara de receber em seu consultório de urologia uma mulher.
 
“O paciente disse que não conseguiria deixar o serviço, no meio da tarde, para receber os resultados do exame. Delegou a missão à cunhada. Só mais uma amostra do quanto as mulheres são influentes no tratamento dos homens. Muitos dizem que só vieram ao médico ‘porque elas mandaram”, contou o diretor do AC. Camargo.
 
Historicamente, as mulheres sempre visitaram mais o médico do que os homens. O Ministério da Saúde, sabendo disso, criou uma política de saúde masculina aproveitando esta vantagem feminina. Há dois meses, o governo federal elaborou o pré-natal do papai, para que eles sejam incentivados a cuidar da saúde de forma simultânea aos cuidados delas na gestação.
 
Além disso, os especialistas também querem aproveitar o temor dos pacientes com relação à impotência para que façam check-ups preventivos. Isso porque, uma pesquisa realizada pelo urologista Luís Cesar Fava Spessoto, médico da Clínica de Urologia Rio Preto (interior de São Paulo), revela que o paciente portador de disfunção erétil pode ser um candidato em potencial a sofrer algum tipo de doença cardiovascular em até cinco anos após o aparecimento da doença.
 
Os dados do estudo mostram que 42% dos pacientes impotentes têm hipertensão. A pressão alta é uma das primeiras condições para o infarto e o acidente vascular cerebral, as duas doenças líderes em mortalidade dos homens com mais de 35 anos.
 
Fonte iG

Frutas secas concentram nutrientes

Frutas secas são boas para as refeições intermediárias
Cuidado para não exagerar: elas têm altos teores de frutose, um açúcar natural da fruta
 
A desidratação que transforma frutas naturais em secas confere algumas vantagens interessantes a estes alimentos. Eles se tornam mais duráveis e práticos, facilitando o consumo como petiscos saudáveis. Como o volume destes alimentos reduz expressivamente no processo de desidratação isso pode dar a eles a falsa impressão de mocinhos.
 
Frutas secas não são inofensivas. “Se você não come três bananas, não deveria comer três bananas-passas”, diz a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional. Ela explica que a mesma quantidade em gramas da fruta seca chega a ser até três vezes mais calórica que a fruta natural. “Em 100g de abacaxi natural há 70 kcal, mas o valor salta para 359 kcal se a fruta estiver desidratada”, compara a nutricionista.
 
A retirada da água no processo de desidratação também pode jogar contra as dietas. “A água dá saciedade. Sem ela, a sensação de satisfação pode ser menor”, aponta Raquel Botelho, professora de nutrição da Universidade de Brasília (UnB).
 
Nutrientes perdidos
Existem basicamente três processos para desidratar uma fruta natural, deixando ela seca. Um deles é com exposição ao sol, outro utiliza vapor e estufas, mas ambos acabam fazendo com que a fruta perca vitaminas e nutrientes.
 
O método mais moderno de desidratação, a liofilização, consegue apresentar melhores resultados neste quesito, embora ele ainda seja mais utilizado em legumes do que em frutas. “A maior perda acontece com a vitamina C, pois ela é mais sensível ao calor”, diz Raquel.
 
“Outros nutrientes conseguem ser melhor preservados, como potássio e magnésio”, aponta Mariana Braga Neves, nutricionista da Clínica Nutrício. “Assim, o ideal é mesclar o consumo de frutas secas e frescas”, recomenda.
 
Praticidade
Ao passar pelo processo de desidratação, a fruta ganha uma durabilidade bem maior. “Chega a 15 ou 20 dias na refrigeração”, aponta Roseli. “Isso representa uma grande vantagem para solteiros, casais sem filhos e outras pessoas que não consomem frutas em grande quantidade”, observa.
 
Para tornar a fruta ainda mais atraente, ela pode ser combinada com alimentos protéicos como queijo polenguinho, iogurtes e leite. “São combinações interessantes, do ponto de vista nutricional, porque a proteína retarda a absorção dos açúcares das frutas secas e isso evita picos nos índices glicêmicos”, explica Roseli.
 
O mesmo efeito pode ser obtido em combinações com sementes oleaginosas, como nozes, castanhas e avelã. “As frutas podem ser misturadas a cereais, preparando um mix com aveia, gérmen de trigo, oleaginosas e frutas secas picadas”, sugere Mariana.
 
Doce e exercícios
As frutas secas concentram frutose, açúcar natural do alimento, após passar pelo processo de desidratação. Isso confere um sabor mais adocicado, muito semelhante ao de um doce. “Só que é mais saudável petiscar uma fruta seca que um doce industrializado”, afirma Roseli.
 
O alimento é uma boa opção de refeição intermediária, feita entre café da manhã, almoço e jantar. “Também é uma alternativa interessante para quem pratica exercícios, pois representa uma fonte rápida de carboidratos”, sugere a nutricionista. O benefício é especialmente válido para quem pratica atividades aeróbcias, como corridas e bike.
 
Além disso, toda fruta seca pode ser vista como um alimento funcional, capaz de prevenir e combater doenças. “Damasco seco é rico em potássio e fibras, indicado para controle de hipertensão e melhora do trânsito intestinal. Ameixa seca auxilia o funcionamento intestinal e melhora a saciedade”, aponta Mariana.
 
A nutricionista recomenda uva-passa, figo seco e tâmara às mulheres que se preocupam com o risco da osteoporose após a menopausa. “Uva-passa contém boro, que melhora a saúde óssea, além de fibras e oligossacarídeos de ação prebiótica, o que contribui para a prevenção do câncer de cólon”, ressalta ela.
 
Figo e tâmara são ricos em cálcio, sendo que o figo ainda tem potássio e fósforo, ambos importantes para a formação de ossos e dentes.

Fonte iG

Excesso de flexibilidade atinge até 30% das pessoas, mas pode ser doença

Quem tem hipermobilidade consegue alongar algumas
partes do corpo com mais facilidade
Hipermobilidade tem efeitos que vão da malformação do coração a dores musculares. Saiba se você precisa de aconselhamento médico
 
Os movimentos elásticos dos contorcionistas de circo, impossíveis de serem imitados por outras pessoas, são os exemplos mais conhecidos da hipermobilidade. Essa condição é resultado de um defeito genético nos tecidos conjuntivos, como tendões, músculos e cápsulas (membranas que envolvem as articulações).
 
Ainda hoje, é vista como virtude a capacidade de realizar movimentos com flexibilidade acima da esperada. Mas não deveria ser assim. “Esse defeito genético é responsável por muitas queixas de dor nos joelhos, nos ombros e até na coluna”, afirma Neuseli Lamari, fisioterapeuta da Famerp (Faculdade de Medicina de Rio Preto).
 
O problema é que a associação entre hipermobilidade e suas consequências ainda é pouco conhecida. “Mesmo os médico fazem diagnósticos equivocados e, muitas vezes, desconhecem a hipermobilidade”, alerta a fisioterapeuta.

Estima-se que 30% da população tenha hipermobilidade, sendo que o problema é mais comum em mulheres. Para saber se você faz parte deste grupo, basta realizar um teste simples, com apenas cinco movimentos (veja no final da reportagem).
 
Tropeços constantes
Não há cura para hipermobilidade. Mas há como se prevenir de dores e acidentes. “Quem tem flexibilidade exagerada no tornozelo, por exemplo, tem mais chances de sofrer lesões na região”, alerta Vera Regina Fernandes, coordenadora do curso de fisioterapia da UnB (Universidade de Brasília).
 
Ela explica que o excesso de mobilidade permite ao tornozelo se estender além do que deveria, causando lesões frequentes nos ligamentos e na musculatura. “Essas pessoas precisam dar mais atenção aos seus movimentos e à sua postura”, recomenda a fisioterapeuta.
 
A reeducação da postura é um trabalho gradual, realizado por fisioterapeutas que conheçam o tratamento contra hipermobilidade, para que o trabalho seja focado nas áreas mais vulneráveis de cada paciente. Além disso, esportes de contato e de impacto, como judô ou futebol, devem ser evitados ou realizados com cuidado redobrado.
 
A musculatura precisa ser fortalecida nos pontos mais frágeis do paciente, para dar suporte e limitar o movimento das articulações. Isso pode ser obtido com musculação ou outras atividades. Mas essa recomendação pode não ser suficiente.
 
“A resposta muscular não é tão rápida quando a resposta dos ligamentos”, explica Alexandre Lopes, fisioterapeuta da Unicid (Universidade Cidade de São Paulo). Isso significa que ter a musculatura fortalecida nem sempre irá evitar lesões.
 
O uso de calçados especiais também é uma recomendação para quem sofre lesões de repetição no tornozelo. “É importante a avaliação de um ortopedista para medir a intensidade da frouxidão no ligamento”, recomenda William Dias Belangero, reumatologista do departamento de Ortopedia e Traumatologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Nos casos mais leves, basta um calçado reforçado no calcanhar para dar um suporte extra à região.
 
A pessoa hipermóvel também pode apresentar repetidas lesões em outras partes do corpo, como nas mãos e punhos (tendinite) ou nos ombros. Os traumas que acontecem muitas vezes no mesmo local, algo mais frequente em pessoas com hipermobilidade, têm implicações no processo degenerativo do corpo. “Ele é acelerado”, explica Belangero.
 
Casos graves
Torções não são as únicas consequências da hipermobilidade. Ela pode gerar prejuízos mais graves ao corpo, como frouxidão da musculatura que sustenta a bexiga. Resultado: incontinência urinária, mais comum em mulheres.
 
“Essas pessoas devem procurar um médico e um fisioterapeuta que atue na reeducação vesical”, comenta Neuseli.
 
Hipermobilidade também pode causar fibromialgia, que se manifesta como dor muscular, cansaço ou dor em pontos específicos do corpo. Em estudo recente com trabalhadores da indústria têxtil, Neuseli descobriu que 27,7% dos casos de dores na coluna, no ombro, no joelho, entre outras, eram resultado de hipermobilidade não diagnosticada.
 
Pessoas hipermóveis também devem procurar um cardiologista, de forma preventiva, para investigar se têm prolapso de valva mitral, recomenda Neuseli. Esse problema cardíaco, assim como a hipermobilidade, pode ser originado por um defeito genético do tecido conjuntivo. A doença se caracteriza por anomalias na anatomia do coração, que prejudicam o fluxo sanguíneo, podendo causar desde arritmia até morte súbita.
 
Cinco desvios comuns
A investigação da hipermobilidade articular pode ser feita em casa, com cinco movimentos simples. Eles evidenciam o excesso de flexibilidade. Tente fazê-los. Se ao menos três dos movimentos forem realizados sem dificuldades, você tem hipermobilidade.
 
1) Entenda os joelhos para frente e veja se eles formam um ângulo superior a 10 graus

2) Faça o mesmo movimento com os cotovelos e veja se eles chegam a 10 graus também

3) Sem forçar com a outra mão, avance o dedo polegar até encostá-lo no antebraço

4) Fique em pé e encoste as palmas das mãos no chão, flexionando as costas, sem dobrar os joelhos

5) Com ajuda da outra mão, leve os dedos (exceto o polegar) em direção ao dorso do antebraço, formando um ângulo de 90 graus (quase paralelo ao antebraço)
 
Fonte iG

Suplementos alimentares podem ajudar mulher a emagrecer

Suplemento de óleo de peixe é rico em ômega-3
Produtos também são uma boa alternativa para evitar fraturas por estresse
 
Os suplementos alimentares podem ser uma alternativa para mulheres que praticam exercícios. E não pense que isso vale apenas para competidoras profissionais ou aficionadas por musculação.
 
Qualquer pessoa está sujeita a desequilíbrios entre ingestão e gasto de nutrientes, condição que vai prejudicar os resultados desejados, como perda de peso ou ganho de condicionamento físico.
 
“Existem suplementos que ajudam a restabelecer este equilíbrio”, afirma Juliana Rangel, nutricionista funcional da academia Contours.
 
Uma situação recorrente, conta Juliana, acontece com mulheres que ingerem alimentos gordurosos com frequência. “A gordura dificulta a absorção de nutrientes”, revela. O mesmo acontece quando o sistema digestivo está repleto de toxinas. “Elas têm uma estrutura semelhante a da gordura”.
 
Nestes casos, a nutricionista recomenda suplementos com óleo de linhaça ou de peixes, por serem ricos em ômega-3. “Este tipo de suplemento combate o processo inflamatório do intestino e ajuda a recuperar o equilíbrio entre bactérias ruins e bactérias benéficas ao processo digestivo”, detalha.
 
Para evitar o retorno das bactérias prejudiciais, a nutricionista recomenda ainda uma reeducação alimentar para ajustar a quantidade de gordura, de sal e de açúcar refinado.
 
Além de combater as bactérias ruins, é preciso favorecer a proliferação das bactérias boas. Em alguns casos, a nutricionista recomenda suplementação com biomassa de banana verde, um nutriente benéfico às bactérias naturais do organismo.
 
“O suplemento é dado por um período curto, de semanas ou meses. Ele não é usado constantemente”, diz. Com o sistema digestivo equilibrado, a absorção de nutrientes melhora.
 
Isso combinado com uma alimentação balanceada deve ser suficiente para dar “o combustível” necessário aos exercícios. Até rapidez com que os alimentos são metabolizados tende a aumentar, favorecendo quem deseja perder aquelas quilinhos a mais.
 
Cálcio
As mulheres também precisam dar atenção especial a um processo chamado de tríade da mulher atleta. Apesar do nome, esta síndrome pode acontecer com qualquer praticante de atividades físicas e gerar deficiência de nutrientes.
 
O problema é descrito pelos médicos como a combinação entre distúrbio alimentar, alterações no ciclo menstrual e perda de massa óssea. Essa condição não é exclusividade de pessoas que aderem a dietas radicais. Basta errar um pouco no regime e pronto: a deficiência alimentar já começa a afetar a menstruação.

Ciclo irregular ou até falta de menstruação gera alterações na absorção de cálcio, o que aumenta o risco de lesões como fraturas por estresse, aponta o ortopedista Ricardo Munir Nahas, Diretor Científico da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte.
 
“A falta de ferro é outro problema, que pode acontecer em praticantes de esportes aeróbicos”, aponta. Os sinais são cansaço fora de hora e fadiga. Para verificar a quantidade de ferro no corpo é preciso fazer exames como o hemograma ou a dosagem de ferritina. Em algumas situações, pode ser preciso usar suplementos.
 
Vegetarianos
Combinar exercícios de musculação com uma dieta livre de carnes requer atenção dobrada. Nahas explica que uma das principais fontes de energia necessária aos chamados exercícios anaeróbicos, aqueles da musculação, é a proteína. E esse é justamente o nutriente que pode faltar aos vegetarianos, visto que ele é encontrado principalmente em carnes.
 
Para ter certeza de que a suplementação de proteínas é necessária, é preciso verificar a quantidade e intensidade de exercícios feita pela mulher, além de avaliar toda a alimentação dela.
 
A vantagem de ganhar um pouco de massa muscular é que o metabolismo do músculo requer mais energia, mesmo quando em repouso. Isso ajuda a queimar calorias e manter o corpo em forma.
 
Fonte iG

Peso livre ou aparelho: o que é melhor na musculação?

Exercícios com peso livre gastam mais energia
Especialistas comparam vantagens e desvantagens de cada tipo de equipamento
 
Os exercícios de musculação podem ser realizados de duas formas: em aparelhos ou com pesos livres. As duas opções estão disponíveis na maioria das academias, cabendo a instrutores e alunos decidir qual deles usar. Mas afinal, tem diferença? Tem sim.
 
Os aparelhos são uma espécie de guia para os exercícios, facilitando a realização do movimento correto. Eles também dão apoio para o posicionamento do aluno. “São indicados para alunos iniciantes”, afirma Jr. Crocco, personal trainer da Body Systems.
 
Já os pesos livres requerem mais equilíbrio e atenção à postura. “O movimento é sustentado pelo próprio corpo”, ressalta o personal. Na verdade, a sustentação é feita por uma parte específica do corpo, chamada Core.
 
Ela consiste na região do abdome, lombar e glúteo, uma espécie de centro de equilíbrio da pessoa. “É preciso ter mais consciência corporal para treinar com pesos livres”, afirma Fabiana Queiroz, coordenadora de uma unidade da academia Contours em Fortaleza.
 
O peso livre exige equilíbrio além da ação pontual do músculo trabalhado. Ao exercitar o bíceps do braço, por exemplo, é preciso estar atento às pernas e às costas, que dão suporte ao movimento.
 
É um esforço adicional, que resulta em uma queima extra de calorias. Isso é uma vantagem para mulheres que fazem musculação para perder peso. “Embora seja preciso complementar o treino com exercícios aeróbicos”, adverte Jr. Crocco. Outra vantagem do peso livre é que eles podem ser usados para treinar em casa.
 
Atenção constante
“Algumas pessoas têm dificuldade em manter a postura correta nos exercícios livres”, comenta Fabiana. Isso pode acabar gerando lesões durante o treino, especialmente quando a academia não fornece a devida atenção aos alunos. Esse é um risco comum em academias clandestinas.
 
É preciso um acompanhamento próximo do instrutor enquanto o aluno estiver se adaptando ao exercício. Assim, é possível evitar não só problemas de postura, mas também movimentos bruscos e inadequados, que podem causar lesões.
 
Jr. Crocco explica que muitas alunas preferem os exercícios nos aparelhos, porque eles são mais simples de realizar. E eles realmente podem ser mantidos mesmo nos treinos mais avançados.
 
“No início, o aluno faz mais exercícios no aparelho e poucos com peso livre. Depois, usa mais o peso livre, mas sem abandonar por completo os aparelhos”, ensina.
 
Ao ganhar mais massa muscular, comenta Jr. Crocco, a própria manutenção do músculo gasta mais energia devido ao próprio metabolismo. Outra vantagem para quem quer entrar em forma.
 
Fonte iG

Menos exercício pode ser mais eficaz na perda dos quilos extras

Musculação: cada vez mais pesquisas apontam que
malhar menos é mais eficaz para perder peso
Estudo comparou homens que malhavam 60 e 30 minutos e observou que os que emagreceram mais foram os que se exercitaram menos
 
A maioria das pessoas que começa a se exercitar na esperança de perder peso acaba decepcionada, uma circunstância lamentável, familiar tanto para quem se exercita quanto para os cientistas.
 
Vários estudos descobriram que, sem grandes mudanças na dieta, o exercício normalmente resulta, na melhor das hipóteses, apenas em modesta perda de peso – embora geralmente torne as pessoas muito mais saudáveis. Alguns exercícios não levam à perda de peso. Alguns levam ao ganho de peso.
 
Mas há notícias animadoras sobre atividade física e perda de peso em um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca. O estudo mostrou que o exercício parece contribuir para estreitamento do abdômen, desde que a quantidade de exercício não seja nem muito pequena, nem muito grande.
 
Para chegar a essa conclusão, os cientistas dinamarqueses selecionaram um grupo de jovens rechonchudos e sedentários, um segmento da população cada vez mais comum na Dinamarca, assim como em outras partes do mundo.
 
Os voluntários, a maioria na faixa dos 20 a 30 anos, foram a um laboratório para se submeterem a medidas de base de capacidade aeróbica, gordura corporal, taxas metabólicas e saúde em geral.
 
Nenhum deles tinha diabetes, pressão alta ou doenças do coração e, apesar de serem pesados, eles não eram obesos.
 
Os homens foram então designados aleatoriamente para se exercitarem ou não. Os que não se exercitaram, que serviram como grupo-controle, voltaram à rotina antiga, sem qualquer alteração na dieta ou hábitos sedentários. Um segundo grupo fez treinos moderados por 13 semanas, se exercitando quase diariamente com ciclismo, corrida, simplesmente suando por cerca de 30 minutos, ou até que cada homem tivesse queimado 300 calorias (com base em sua taxa metabólica individual).
 
Um terceiro grupo enfrentou uma rotina mais árdua de quase uma hora de exercícios, onde cada homem queimou 600 calorias. Foi pedido aos homens que não mudassem conscientemente a dieta, quer comendo mais ou menos, e que mantivessem diários alimentares detalhados ao longo das 13 semanas. Em certos dias, também foi solicitado que eles usassem sensores de movimento para medir quão ativos estavam nas horas anteriores e posteriores ao exercício.
 
No final das 13 semanas, os membros do grupo controle pesavam o mesmo que no começo, e as suas porcentagens de gordura corporal não foram alteradas, o que não é surpreendente. Por outro lado, os homens que se exercitaram mais, com treinos de 60 minutos por dia, conseguiram reduzir um pouco a flacidez, perdendo, em média, cinco quilos cada um.
 
Os cientistas calcularam que a perda de peso, embora não desprezível, foi cerca de 20% abaixo da esperada, dado o número de calorias que os homens estavam gastando a cada dia durante o exercício, considerando que a ingestão de alimentos e outros aspectos de suas vidas foram mantidos.
 
Enquanto isso, os voluntários que haviam se exercitado por apenas 30 minutos por dia alcançaram resultados consideravelmente melhores, perdendo cerca de sete quilos cada, um total que, dado o menor número de calorias que eles estavam queimando durante o exercício, representa um "bônus" de 83% sobre a perda de peso esperada, disse Mads Rosenkilde, doutorando na Universidade de Copenhague, que liderou o estudo.
 
Essa impressionante e inesperada perda de peso com exercícios leves "foi um pouco chocante", disse ele.
 
Não ficou completamente clara, por meio dos dados adicionais do experimento, a razão pela qual os participantes desse grupo foram muito mais bem-sucedidos na perda de peso do que os outros homens.
 
No entanto, disse Rosenkilde, há indícios. Os diários alimentares do grupo que queimou 600 calorias por dia revelam que eles foram aumentando o tamanho de suas refeições e lanches, embora a ingestão calórica adicional não tenha sido suficiente para explicar a diferença de resultados.
 
"Eles provavelmente estavam comendo mais" do que anotavam, disse Rosenkilde. Eles também estavam totalmente inativos nas horas em que não estavam se exercitando, de acordo com os sensores de movimento. Quando não estavam se exercitando, eles estavam, na maior parte do tempo, fatigados.
 
"Eu acho que eles estavam cansados", disse Rosenkilde.
 
Os homens que exercitaram a metade do tempo, no entanto, pareciam energizados e inspirados. Seus sensores de movimento mostram que, em comparação com os homens dos outros dois grupos, eles estavam ativos durante o tempo em que não estavam se exercitando.
 
"Parece que eles estavam usando as escadas e não os elevadores, simplesmente se movimentando mais", disse Rosenkilde.
 
"Foram pequenas coisas, mas elas se somam."
 
A mensagem geral, segundo ele, é que as sessões mais curtas de exercícios parecem ter permitido que os homens "queimassem calorias sem que quisessem repor as mesmas em grandes quantidades".
 
As sessões de uma hora eram mais exaustivas e geravam um desejo inconsciente maior e mais forte de repor os estoques de energia perdidos. Naturalmente, o estudo envolveu apenas homens jovens, cujo metabolismo e motivações para perda de peso podem ser bem diferentes dos de outros grupos.
 
O estudo também foi de curta duração, e os resultados podem mudar, por exemplo, ao longo de um ano contínuo de exercícios, disse Rosenkilde. Os homens que se exercitaram durante 60 minutos, no fim das contas, estavam desenvolvendo alguns músculos, enquanto os que se exercitaram por 30 minutos não estavam.
 
Essa musculatura extra compensa parte da perda de gordura com exercícios árduos em curto prazo – eles levam à perda de gordura, mas adicionam músculo, diminuindo a perda líquida –, mas em longo prazo eles podem acelerar o metabolismo, auxiliando no controle de peso.
 
Ainda assim, se a relação entre exercício e perda de peso permanece complicada e confusa, um ponto é incontestável. Os homens que eram sedentários não perderam nenhum peso, disse Rosenkilde, então, se você espera perder peso, "qualquer quantidade de exercício é melhor do que nada".
 
Fonte iG