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sábado, 31 de março de 2012

Exercícios e coração: atividades cotidianas durante o horário de trabalho também protegem contra ataques cardíacos

Um conjunto de estudos feito com indivíduos de diversas etnias e níveis sócio econômicos traz novas comprovações de que a atividade física realizada durante o tempo de lazer e mesmo durante o trabalho – como pequenas atividades para realizar tarefas cotidianas – diminui significativamente o risco de mortes por problemas cardíacos.

O mesmo estudo, curiosamente, aponta que ser propietário de um carro – e utilizá-lo para tarefas que poderiam ser feitas a pé – ou ter o hábito de assisitir TV aumenta esse mesmo risco. Os resultados foram apresentados no periódico European Heart Journal e constituem a divulgação de um estudo maior entitulado Interheart, feito com mais de 29 mil pessoas, de 262 centros de pesquisa localizados em 52 países na Ásia, Europa, Oriente Médio, África, Austrália e Américas.

“Até agora poucos estudos focaram nos diferentes aspectos da atividade física tanto nos momentos de lazer quanto no trabalho e os impactos dessas atividades nos riscos de ataques cardíacos”, diz Claes Held, principal autor do estudo.

De acordo com Held os dados relativos à exercícios e risco cardiovascular estão consolidados, mas o estudo atual olha para essas atividades físicas do ponto de vista global, ou seja, não somente em um período do dia, mas na somatória de pequenas atividades, incluindo aquelas realizadas durante o horário de trabalho e que podem variar de subir as escadas à fazer esforços um pouco mais pesados.

Esses benefícios, dizem os autores, independe de outros fatores de risco, como gênero, etnia, alimentação, tabagismo e situação sócio-econômica.

De forma inversa, hábitos que promovam o sedentarismo – o que inclui o hábito de ver muita TV e andar de carro independente da tarefa a realizar –, principalmente se combinados, aumenta os riscos de doenças cardíacas e ataques do coração em até 27%.

Possuir um carro ou uma TV foi tão indicativo do nível de sedentarismo que os pesquisadores indicam até mesmo que ambos podem se tornar “marcadores” do hábito, ou seja, indicativos confiáveis de que possuir esses itens pode ser associado diretamente a um menor nível de atividade.

Um dado curioso foi que atidades físicas intensas durante o trabalho – como aquelas realizadas por indivíduos da construção civil, por exemplo – apesar de proteger a saúde do coração não é o melhor cenário observado.

Uma atividade moderada é associada à diminuição em até 22% nos riscos de um ataque do coração. Quando essa atividade era intensa, os riscos caiam “apenas” 11%. No caso de atividades físicas intensa durante os períodos de lazer esse efeito protetivo diminuia os riscos de um ataque do coração em até 24% contra 13% de atividades físicas moderadas.

Essas diferenças entre os benefícios das atividades físicas intensas durante lazer ou trabalho é uma questão ainda em aberto para os pesquisadores e, afirmam os autores, será necessário mais estudos para determinar o porquê disso.

Fonte O que eu tenho

Novo hormônio encontrado em músculos anima pesquisadores e pode ajudar a combater a obesidade

A descoberta pode levar ao desenvolvimento de novos tratamentos para combater diabetes, obesidade, entre outras doenças, incluindo câncer.

Pesquisadores do Instituto Dana-Farber de Câncer, nos EUA, conseguiram isolar um hormônio natural a partir de células do músculo que desencadeia alguns dos principais benefícios à saúde dos exercícios físicos.Os resultados foram publicados no periódico Nature.

O hormônio foi apelidado de ” irisin”, depois de Iris, uma deusa grega mensageira. De acordo com o principal autor do estudo, Pontus Bostroöm, a descoberta é um primeiro passo importante para a compreensão dos mecanismos biológicos que traduzem o exercício físico em mudanças benéficas por todo o corpo.

De acordo com a equipe de pesquisa, a proteína – que serve como um mensageiro químico – se configura como uma candidata altamente promissora para o desenvolvimento de novos tratamentos para diabetes, obesidade e talvez outras doenças, como Parkinson e também câncer.

Efeito poderoso
Para este estudo, os pesquisadores usaram modelos animais e culturas para mostrar que irisin tem um efeito direto e poderoso no tecido adiposo branco, depósitos de gordura subcutânea branco que armazenam calorias em excesso e que contribui para a obesidade.

Quando os seres humanos e os ratos fazem exercícios, os níveis de irisin sobem nos músculos e isso muda em um gene que provoca a conversão de gordura branca em gordura marrom, a chamada gordura “boa”. Isso é benéfico porque a gordura marrom queima mais calorias em excesso do que o exercício sozinho.

Algo semelhante aconteceu quando os pesquisadores injetaram quantidades modestas de irisin em ratos sedentários que eram obesos e pré-diabéticos O irisin imitou o efeito do exercício, exceto que seu gasto de energia subiu “sem alterações em movimento ou ingestão de alimentos”.

Os ratos desenvolveram uma melhor tolerância à glicose com apenas 10 dias de tratamento, e também perderam um pouco de peso. Bruce Spiegelman, biólogo celular que participou do estudo, acredita que o efeito poderia ter sido maior se o tratamento tivesse durado mais tempo.

Não houve sinais de toxicidade ou efeitos colaterais, o que foi previsto já que os pesquisadores limitaram o aumento de irisin a níveis tipicamente causados por exercício.

Testes clínicos com irisin podem ter início em dois anos
Em parte porque é uma substância natural e porque as formas humanas e dos ratos da proteína são idênticas, Spiegelman acredita na possibilidade do mover uma droga baseada em irisin rapidamente em testes clínicos, “talvez dentro de dois anos”, prevê.

Os pesquisadores dizem que a descoberta ainda é superficial. Eles continuam a explorar os possíveis benefícios do hormônio em doenças metabólicas como o diabetes, resistência à insulina e obesidade, que constituem uma crescente epidemia em todo o mundo, bem como as doenças neurodegenerativas como o mal de Parkinson.

Spiegelman acrescenta que como a evidência crescente implica obesidade e sedentarismo no desenvolvimento do câncer, é concebível que os medicamentos baseados em irisin possam ter valor na prevenção e tratamento da doença.

Fonte O que eu tenho

Anosmia: quando a pessoa não sente cheiros

O olfato é um dos nossos cinco sentidos. Mas se engana quem acha que ele é um dos menos importantes. Perder a sensação de cheiros e odores é perder parte dos prazeres da vida e ter maior risco de sofrer acidentes domésticos.

“Na natureza é olfato que vai nos alertar sobre diversos perigos. Uma comida estragada ou o cheiro de fumaça, por exemplo, nos alerta sobre algo que pode comprometer nossa saúde ou a vida. Além disso para nós, humanos, o cheiro também têm uma função ligada ao prazer. Sentir os perfumes, é um deles, e mesmo a sensação completa do paladar se dá nas mucosas olfativas mais do que na língua em si”, explica Arthur Guilherme L.B.S.

Augusto, otorrinolaringologista da Santa Casa de São Paulo. A perda de olfato parcial é chamada de hiposmia e quando essa perda é completa o quadro é conhecido como anosmia, a impossilidade de sentir qualquer tipo de odor. “A hiposmia pode ter diversas causas que podem ser agrupadas em três grupos: as causadas por um problema condutivo – o odor não chega às mucosas olfativas –, sensorial – esse cheiro não é identificado –, ou traumática, quando um acidente compromete a área do cérebro que tem processa as informações sobre determinados odores”, indica Augusto.

No caso de um problema condutivo, as alterações anatômicas, como o desvio de septo e os pólipos nasais, são as mais comuns. Com dificuldades de respirar e levar o ar até as mucosas, as moléculas de odor chegam de forma precária e podem não ser identificados. Outro tipo de alteração anatômica é quando um vírus – da gripe ou resfriado – causa algum tipo de obstrução na cavidade nasal.

Esses vírus, em último caso, podem comprometer a própria mucosa, deixando-a menos sensível. O problema aí é sensorial. “O caminho natural da identificação de um odor passa pela captação na mucosa olfativa. Essa informação vai pelos nervos até o bulbo olfatório no cérebro e é identificado pelo córtex olfatório. Qualquer problema nesse caminho compromete o conjunto sensorial”, afirma Augusto.

Acidentes também podem causar a interrupção desse caminho que os odores fazem para chegar no cérebro. “Além disso pode haver tumores, doenças degenerativas – como o Alzheimer e o Parkinson – ou mesmo um Acidente Vascular Cerebral, o AVC, que pode gerar uma lesão no cérebro”, explica o especialista.

Em casos raros há pessoas que nascem sem a habilidade de processar as informações sobre os odores. São causas genéticas ou congênitas e nesses indivíduos a hiposmia pode ser completa, levando à anosmia.

Perda de qualidade de vida
A perda do olfato, parcial ou total, diminuir a qualidade de vida dos indivíduos, afirma Augusto. Isso porque o prazer de se alimentar diminui em muito, e os eventos sociais se tornam menos interessantes. E os indivíduos também começam a ter dúvidas se o próprio odor corporal é agradável aos outros. Isso, aos poucos, vai levando ao evitamento ou isolamento social.

Não por acaso a hiposmia e a anosmia são associadas a um maior risco de desenvolvimento de depressão e outros transtornos do humor. “Essas pessoas, que não conseguem identificar os odores, acabam usando perfume em excesso ou tendo dificuldades de higiene pessoal. O mesmo vale para seus ambientes, o que também contribui para a diminuição dos contatos sociais. Ninguém quer receber visitas sem saber se o ambiente é agradável para os outros”, diz.

Uma forma de contornar o problema é contar com a ajuda dos amigos, parentes ou cônjuges, que vão servir de baliza para a os cheiros e odores. No caso de pessoas que passam muito tempo sozinhas, detectores de fumaça ou de gás também são boas sugestões para garantir a segurança e evitar acidentes ou morte.

Fonte O que eu tenho

Desvio de septo leva à má qualidade da respiração e sono, mas pode ser rapidamente resolvido

O nariz é dividido em duas partes e é formado por um conjunto ósseo e cartilaginoso. Alterações neste conjunto podem ocorrer e a má formação na parte cartilaginosa, o que leva à dificuldades para respirar unilateralmente, forma uma condição chamada de desvio de septo nasal.

“O desvio de septo pode ocorrer por ter uma causa congênita – um dos pais ou outros membros próximos da família já tiveram – ou por traumas na face, não necessariamente causado por algo muito forte, mas o suficiente para causar uma cicatrização ruim e má localizada”, explica Olavo Mion, otorrinolaringologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

“Com isso há a obstrução de um dos lados – às vezes ambos – da narina e consequente piora na captação do ar pelo nariz”, completa o especialista que lembra ainda que certos tipos da chamada sinusite de repetição também podem causar o problema. “Quando há a sinusite de repetição e consequente acúmulo de muco pode ocorrer algum tipo de infecção levando a uma alteração na cartilagem também”, diz.

Essa “falha” na narina traz um certo incômodo a quem tem desvio de septo, principalmente durante exercícios físicos – onde a respiração é mais requisitada – e problemas no sono. “Como há uma entrada dificultada do ar esse indivíduo vai ter maior incidência de ronco, que como já se sabe, piora a qualidade do sono. Com isso, o indivíduo pode se sentir mais cansado durante o restante do dia”, explica Mion.

Cirurgia de correção é simples e praticamente indolor
O desvio de septo, algumas vezes, pode acabar se resolvendo naturalmente. Mas isso é mais comum em crianças, que estão em fase de formação. Se o problema persistir após os oito anos de idade, deve-se optar pela cirurgia para correção do problema.

“Recomenda-se fazer a cirurgia a partir dessa idade – oito anos – pois os ossos da face já estão mais consolidados”, explica o otorrinolaringologista. E, caso a ideia de cirurgia assuste algumas pessoas, Mion tranquiliza: “esse tipo de cirurgia é simples e feita ao nivel ambulatorial, sem um pós-operatório muito complexo e praticamente sem dor alguma”, afirma o especialista.

Fonte O que eu tenho

Quando fazer o exame de densiometria óssea?

Estudo indica que diagnóstico da osteoporose tem sido recomendado desnecessariamente. Especialista pede cautela na interpretação dos resultados e bom senso dos profissionais para recomendar a densiometria óssea.

A osteoporose é uma doença que deixa os ossos porosos e frágeis, aumentando o risco de fraturas. Mais comum entre as mulheres, principalmente após a menopausa, também acomete os homens.

Para obter um diagnóstico preciso, é necessário realizar o exame de densiometria óssea, que detecta alterações na densidade dos ossos. “Este exame é recomendado em mulheres após os 50 anos ou após a menopausa, e homens após os 60 anos. Deve ser feito de cada dois a cinco anos ou anualmente, nos casos em que a osteoporose já tenha sido diagnosticada e esteja em tratamento”, explica Gustavo Mantovani, ortopedista do Hospital CECMI (Centro Especializado em Cirurgias Minimamente Invasivas).

Mas um artigo divulgado no periódico New England Journal of Medicine questiona esta recomendação, principalmente entre as mulheres mais velhas. Segundo os autores, este exame tem sido requisitado de forma excessiva, algumas vezes até desnecessariamente. Ainda recomendam que, em casos onde não tenha sido obtido o diagnóstico, o próximo exame seja realizado em até 15 anos, já que a osteoporose é de lenta progressão.

Para Mantovani, deve-se ter cautela com estes resultados. “Estudos como este são geralmente realizados em países desenvolvidos com objetivos de controle e planejamento de programas de saúde pública e protocolos de tratamento. Portanto, sempre há um enfoque muito grande no impacto econômico dos seus resultados e podem servir de base para leis, controles e obrigações de seguradoras, etc. Assim, pode-se haver um certo viés tendendo a uma posição mais conservadora ou econômica”, explica.

O ortopedista explica que por aqui o quadro de evolução da doença não é tão lento quanto o citado no estudo, mas que, por outro lado, existe também um certo abuso na solicitação dos exames. “A solução, na minha opinião, é – como sempre – usar de bom senso e tentar se basear em todos os aspectos individuais de cada paciente, como os fatores de risco, idade, história de fraturas, menopausa, grau de atividade física, dieta, exames anteriores, para então definir uma periodicidade ideal para cada paciente”.

Por exemplo, alguém que já tem osteoporose diagnosticada em exame prévio, de idade avançada, pouco ativa ou acamada, fraturas recentes, que esteja em tratamento com medicações, deve, segundo Mantovani, realizar o exame anualmente. “Por outro lado, uma pessoa sem diagnóstico de osteoporose, ativa, com dieta rica em cálcio, sem antecedente de fraturas, não precisaria fazer outra densitometria em menos de três a cinco anos”, finaliza

Fonte O que eu tenho

Você já ouviu falar da depressão pós-adoção? Saiba mais

Mães que adotam também podem sofrer de uma condição similar à depressão pós-parto, a chamada depressão pós-adoção. As principais causas, aponta estudo, são o cansaço e expectativas irrealistas.

Ser mãe não é uma tarefa fácil, seja o filho biológico ou não. Mães que adotam passam pelas mesmas frustrações e dificuldades com seus filhos que as mães que passam por uma gravidez. Elas podem, inclusive, desenvolver a depressão pós-aborto.

A pesquisadora Karen J. Foli, da Universidade de Purdue, nos EUA, é autora de um livro sobre o assunto: “The Post-Adoption Blues: Overcoming the Unforeseen Challenges of Adoption.” (Depressão pós-adoção: superando os desafios imprevistos da adoção, na tradução livre). As informações que coletou para escrevê-lo ela colheu de um estudo que realizou com mais de 300 mães que haviam adotado uma criança recentemente.

Publicado no periódico Advances in Nursing Science, o maior indicador de depressão foi a fadiga – cansaço – e a expectativa que as mães fazem do processo de adoção, bem como as expectativas da família e amigos, apoio percebido de amigos, autoestima, satisfação no relacionamento e a dificuldade de criar laços com a criança.

O estudo também mostrou que os sintomas depressivos eram mais propensos nas mães que não tiveram acesso a todo o histórico da criança e, após a adoção, descobriram que o bebê era portador de necessidades especiais. No entanto, a pesquisa destaca que a depressão não foi correlacionada com as mães conscientes de que a criança que estavam adotando tinha necessidades especiais.

Por que acontece?
“Esses pais têm a expectativa de rapidamente estabelece uma conecxão com a criança e eles se vêem como super pais. Mas, e se a criança adotada esta na fase de dentição e não para de chorar ou se você desconhece que ela tem uma necessidade especial? Esta é uma fase difícil para uma mãe que já conhece a criança desde o nascimento, muito mais para alguém que está estabelecendo uma nova relação com a criança”, diz Foli. “Se as mães adotivas não conseguem estabelecer essa ligação com seu filho tão rápido quanto elas esperavam, elas comumente relatam sentir culpa e vergonha.”

Outra questão levantada pela pesquisadora é a falta de suporte aos pais que adotam. “Se sentir cansada é de longe o maior indicativo de depressão em mães que adotam. Nós não esperávamos ver isso, e não tínhamos certeza se a fadiga era um sintoma de depressão ou se a experiência de ser mãe era o que gerava a fadiga. Mas um traço comum na minha pesquisa foi a suposição de que se a mãe passar pela gravidez ou pelas dores do parto, ela não precisa de suporte social – como existem hoje os cursos para gestantes ou casais grávidos, por exemplo – em comparação àquelas que dão à luz”.

Agora a pesquisadora planeja iniciar uma pesquisa com foco na depressão em um estudo de longo prazo, para entender melhor questões relacionadas à ligação materna com a criança e satisfação conjugal.

Fonte O que eu tenho

Anorexia masculina é problema cada vez mais comum

Apesar de mais conhecida pelo público em geral como um problema praticamente exclusivo das mulheres, a anorexia nervosa – transtorno alimentar no qual a pessoa desenvolve um grande medo de engordar – atinge também os homens.

O transtorno, que vem ganhando espaço cada vez maior na mídia e que atinge um número crescente de pessoas, é causado por diversos fatores (componentes genéticos, biológicos, psicológicos, socioculturais e familiares). Nos homens, um dos componentes evidenciados é associado à obesidade na infância.

“Normalmente os homens que desenvolvem esse transtorno tiveram algum problema com ganho de peso excessivo na infância e o medo de voltar a engordar é determinante para o aparecimento dos problemas” diz Raphael Cangelli Filho, psicólogo clínico, membro da equipe do Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares (Ambulim) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), em São Paulo.

Para Cangelli Filho a divulgação do problema e as informações disponíveis sobre como identificá-lo surtiu um efeito também no público masculino, e cada vez mais homens começaram a procurar ajuda. A procura foi tão expressiva que em 2007 o Ambulim montou um programa de atendimento específico para esse perfil de pacientes, o primeiro do tipo no Brasil. Para o especialista, o contato com um modelo de beleza que vem sendo maciçamente estampado na publicidade contribui bastante para levar jovens a desenvolver o problema. “Esses transtornos se desenvolvem especialmente no início da adolescência, uma fase também ligada ao desenvolvimento da sexualidade”, afirma Cangelli. Mas isso não impede que o problema se desenvolva em outras faixas etárias: o Ambulim atende pacientes dos 18 aos 35 anos.

Outra grande diferença evidenciada nos atendimentos do Ambulim é quanto à questão da distorção da imagem corporal, alarmante especialmente entre as mulheres (que chegam a níveis esqueléticos de massa corporal) e muitas vezes associada a um estilo de vida, por parte das pacientes. “Entre os homens essa distorção é menor, mas nos dois casos a resistência em se perceberem doentes é grande”, diz Cangelli. Normalmente os pacientes são encaminhados após muita insistência da família ou por sugestão de profissionais médicos que identificam o problema.

O problema da anorexia masculina é tão recente que até a literatura a respeito do tema é escassa e muitas vezes bastante díspare. “Um dos fatores ligados a esse tipo de transtorno, nos homens, é a relação conflituosa com os pais. Mas nos trabalhos sobre o tema na literatura médica, muitos indicam o homossexualismo como algo latente nesses pacientes. No Ambulim, a partir do acompanhamento desses indivíduos, não identificamos esse fator, ou seja, as informações disponíveis ainda estão propensas a erros diversos de interpretação”, observa Cangelli.

Outro problema que também pode se associar a esse transtorno alimentar, entre os homens, é a vigorexia. Nesse tipo de transtorno a preocupação exagerada com o físico é levada a extremos e pode acobertar comportamentos anoréxicos, como a adoção de alimentação restritiva (através da substituição ou exagero no consumo de carboidratos e proteínas na forma de suplementos alimentares).

Fonte O que eu tenho

Para tirar mais proveito do chocolate

Veja algumas dicas para incluir a guloseima no seu dia-a-dia

1. Quanto mais amargo, melhor

2. Se você não tolera o sabor forte, pode optar por barras com um toque de laranja ou menta

3. Não coma mais do que 30 gramas por dia - o que equivale, mais ou menos, a uma barra pequena

4. Para não cair em tentação, não faça estoques

5. Evite ataques de gula: prefira comer no lanche da manhã ou como sobremesa do almoço

6. Espetinhos de fruta (morango, banana, maçã) cobertos com chocolate amargo são boas alternativas, já que as fibras dos vegetais aumentam a sensação de saciedade

7. O doce também vai bem com café, já que o calor confere maior conforto ao estômago e prolonga a sensação de saciedade

8. Para potencializar o efeito, use o cacau em pó, sem açúcar e de preferência orgânico, por cima da banana assada

Fonte Estadão

Eletroacupuntura pode ajudar a tratar depressão

Técnica associada a medicamentos mostrou-se eficaz no alívio dos sintomas

Aumentar o efeito das agulhas de acupuntura com pequenas correntes elétricas pode ajudar a tratar depressão, mostra um estudo feito em Hong Kong.

Liderados por Zhang Zhang-jin, da Universidade de Hong Kong, os pesquisadores usaram a eletroacupuntura para estimular sete pontos na cabeça de 73 participantes, que sofriam de depressão nos últimos sete anos.

A eletroacupuntura foi aplicada associada à medicação que os pacientes estavam tomando. Metade dos pacientes recebeu eletroacupuntura nove vezes em três semanas, enquanto os demais - que formavam o grupo placebo - apenas tiveram as agulhas inseridas superficialmente na cabeça.

Eles foram avaliados por especialistas para mensurar os níveis de depressão e o grupo que recebeu acupuntura relatou uma melhora.

"A queda nos índices de depressão no grupo que recebeu o tratamento correto foi mais significativa do que no grupo placebo", diz Roger Ng, pesquisador do grupo, que publicou os achados no periódico PLoS (Public Library of Science) ONE.

"Quando os pontos são estimulados, alguns centros no cérebro responsáveis por produzir serotonina são estimulados", disse Ng, consultor do departamento de psiquiatria do Kowloon Hospital em Hong Kong.

Acredita-se que um desequilíbrio nos níveis de serotonina estão associados à depressão. A doença afeta 20% das pessoas em algum momento da vida.

A Organização Mundial da Saúde acredita que, por volta de 2020, a depressão irá rivalizar com as doenças cardiovasculares como o transtorno mais prevalente no mundo.

Fonte Estadão

Estudo constata que 70% dos fumantes têm alterações arteriais

Segundo pesquisadores, doenças como começam a aparecer mais cedo entre os que fumam

Um estudo de prevenção cardiovascular que retirou 280 mil amostras de DNA, sangue, soro e urina de quase 6 mil trabalhadores espanhóis constatou que 70% dos fumantes apresentam alterações nas artérias.

A pesquisa, denominada Estudo da Saúde dos Trabalhadores de Aragón, é realizada há três anos entre o Instituto Aragonés de Ciências da Saúde (IACS) e o Centro Nacional de Pesquisas Cardiovasculares (CNIC), e tem como objetivo conhecer, desde seu início, a evolução das doenças cardiovasculares, explicou nesta sexta-feira, 30, seu coordenador, José Antonio Casasnovas.

O pesquisador disse que o estudo, o maior da Europa e que utiliza técnicas inovadoras, revela que aos 40 anos já começam a ser vistas alterações nas artérias, por isso que a arterioresclerose é "mais precoce" do que se pensava. No entanto, não se sabe se essas alterações são naturais, fisiológicas ou condicionarão uma doença, e isso deve ser analisado agora, acrescentou.

Dos participantes do estudo (trabalhadores da General Motors em Figueruelas, Zaragoza), 30% têm hipertensão, 25% obesidade e 3,5% diabetes, disse Montserrat León, do IACS e coordenadora clínica do projeto. Segundo León, das 500 mulheres estudadas nesse grupo 45% eram fumantes e entre os homens, 37%. A pesquisadora se referiu ao tabagismo como o principal responsável pelas doenças cardiovasculares. De fato, a pesquisa constatou que 70% dos fumantes tinham alterações arteriais, também evidenciadas nos diabéticos, disse Casasnovas.

Os voluntários, com idade média de 49 anos no caso dos homens e 40 no caso das mulheres, concederam entre duas e três mostras de DNA, sangue, soro e urina, foram pesados, tiveram a altura e o perímetro abdominal medidos, e foram avaliados para saber se tomavam medicação, sofriam de tabagismo, diabetes e obesidade, disse Casasnovas.

No entanto, ele se mostrou "surpreso" pelo fato de que nesta fábrica automobilística, graças à "ergonomia" implantada, o trabalho físico mais duro é levantar 4,5 quilos de peso com manipuladores, por isso que o consumo de calorias é a metade do que imaginava.

As doenças cardiovasculares são a causa de morte de quase a metade dos espanhóis, e entre 70 e 75% das causas de internações hospitalares. Daí a importância deste estudo, que será prolongado com o acompanhamento da saúde dos voluntários, ressaltou Martín Laclaustra, subdiretor do Biobanco do CNIC.

Neste centro estão guardadas 140 mil mostras dos trabalhadores que participam do estudo (cada uma com um microchip com todos os dados). Uma quantidade semelhante está a 80 graus abaixo de zero nos congeladores do Biobanco do Hospital Miguel Servet, em Zaragoza, que começou a funcionar em 2011.

Fonte Estadão

Obesidade aumenta riscos de câncer renal

Estudo britânico associa sobrepeso ao desenvolvimento da doença; fumar é outro fator que influencia

Especialistas do Instituto de Pesquisa do Câncer da Grã-Bretanha dizem que a obesidade está desempenhando um papel significante no aumento de casos de câncer renal no país. A entidade publicou dados mostrando que foram registrados 9 mil casos em 2009, comparado a apenas 2,3 mil em 1975.

A obesidade aumenta o risco de câncer renal - o oitavo mais comum - em 70%, uma taxa alta se comparada ao hábito de fumar, que aumenta em 50%. A entidade afirma que poucas pessoas sabem dos riscos do sobrepeso para o câncer renal, que se diagnosticado ainda nos estágios iniciais, pode ser curado por meio de cirurgia.

Os especialistas dizem que estar acima do peso aumenta os riscos do câncer renal, assim como o de tumor nas mamas, no útero e no intestino, uma vez que determinados hormônios começam a ser produzidos em maiores níveis que os normais.

O número de fumantes na Grã-Bretanha caiu durante os últimos 35 anos, mas o número de pessoas obesas só aumentou desde então. Cerca de 70% dos homens e 60% das mulheres que habitam no país atualmente têm o índice de massa corporal (IMC) de 25 ou mais, o que os classifica como acima do peso.

"Nos últimos dez anos, ajudamos no desenvolvimento de novos medicamentos que destroem as células cancerígenas do sangue que alimentam o tumor. Essas drogas controlam a doença na maioria dos casos, mas não é uma cura definitiva", disse o professor Tim Eisen, do Instituto de Pesquisa do Câncer. "É melhor prevenir o problema - manter um peso saudável e não fumar é a melhor forma de fazer isso", completa.

Sara Hiom, diretora de informação da entidade, afirma que "poucas pessoas sabem sobre os riscos associados entre o sobrepeso e o câncer renal". "Parar de fumar ainda é a melhor forma de reduzir as chances de desenvolver um tumor nos rins. A importância de se manter um peso saudável não deveria ser minimizada", conclui.

Fonte Estadão

Bilingues tem mais chances de retardar o surgimento do Alzheimer

Segundo nova pesquisa, cérebro de quem fala duas línguas está mais protegido do declínio cognitivo, o que afasta o aparecimento de doenças degenerativas

Pesquisadores canadenses afirmaram nesta quinta-feira que recentes estudos demonstram que o cérebro das pessoas bilingues estão mais protegidos do declínio cognitivo e podem ter retardado o aparecimento de doenças degenerativas.

O estudo, "Bilinguismo: consequências para a mente e o cérebro", publicado na revista médica "Trends in Cognitive Sciences", indica que o envelhecimento das pessoas fluentes em dois idiomas é menos suscetível a doenças como o Alzheimer.

"O bilingüismo tem um efeito leve entre os adultos, mas um impacto maior na velhice, um conceito conhecido como 'reserva cognitiva'", afirmaram os autores do estudo, pesquisadores do Departamento de Psicologia da Universidade de York (Canadá).

Os cientistas acreditam que o uso de duas línguas estimula regiões do cérebro que são básicas para a atenção geral e o controle cognitivo.

Tendo que administrar duas línguas simultaneamente, o sistema de controle executivo do cérebro, que é o que facilita a concentração, é executado de forma contínua para evitar conflitos entre as línguas.

Outro estudo canadense divulgado em 2010 apontou que o bilingüismo pode ajudar a atrasar em até cinco anos a aparição dos sintomas do Alzheimer.

Fonte Estadão