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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Estudo descarta ligação entre uso de celular e câncer no cérebro

Pesquisadores analisaram 350 mil pessoas por 18 anos

O maior estudo do tipo já feito sobre o assunto não encontrou ligação entre o uso prolongado de telefones celulares e um maior risco de desenvolvimento de tumores cerebrais. A informação é de um estudo publicado na revista científica British Medical Journal (BMJ).

Cientistas dinamarqueses não encontraram evidências de um risco maior entre mais de 350 mil donos de telefones celulares analisados por 18 anos.

Pesquisas anteriores sobre uma possível relação entre o uso de celulares e tumores cancerosos tinham sido inconclusivas, parcialmente devido à falta de dados de longo prazo.

Em junho, a IARC (Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer), da OMS (Organização Mundial da Saúde), classificou a radiação dos celulares como "possivelmente cancerígenas para humanos".

O novo estudo é a sequência de uma pesquisa anterior, que comparou o risco de câncer enfrentado por todos os assinantes de telefonia celular na Dinamarca – cerca de 420 mil pessoas - com o restante da população adulta.

Patrizia Frei, pesquisadora de pós-doutorado da Sociedade Dinamarquesa de Câncer, e colegas examinaram registros de saúde entre 1990 e 2007 de 358.403 donos de celulares. No total, foram diagnosticados 10.729 tumores do sistema nervoso central.

Mas, entre as pessoas que fizeram uso mais prolongado do telefone celular - 13 anos ou mais -, as taxas de câncer foram quase as mesmas dos não assinantes.

– O acompanhamento estendido nos permitiu investigar os efeitos nas pessoas que utilizaram telefones celulares por dez anos ou mais, e esse uso de longo prazo não esteve associado com riscos maiores de câncer.

As descobertas, no entanto, não descartaram a possibilidade de um "risco pequeno a moderado" para usuários muito intensos, ou pessoas que utilizam os aparelhos por mais de 15 anos.

Em um comentário, Anders Ahlbom e Maria Feychting, do Instituto Karolinska, da Suécia, disse que a nova evidência é tranquilizadora, mas pediu monitoramento contínuo dos registros de saúde.

Saiba como se manter longe das fontes de radiação no dia a dia
Celular, televisão, computador e micro-ondas são responsáveis por emissões radioativas

Produto Radiação emitida*
Use o fone de ouvido ao falar pelo celular e mantenha o aparelho afastado do corpo, em especial da cintura e da região pélvica
Utilize a função viva-voz do celular quando possível
Sempre que possível, substitua a fala pelo envio de mensagem de texto (SMS)
Celular perto da cabeça: de 10 a 150 V/m
É válido atender ligações no carro, com Bluetooth, disponível em alguns modelos de rádios. Já o Bluetooth que fica junto ao corpo, como fone de ouvido, oferece risco se usado com muita frequência
Prefira usar a conexão de internet via cabo em vez da rede sem fio (wireless) com frequência. Esta também é uma fonte de radiação
Fone Bluetooth (com a pessoa a 0,5 m de distância): de 0,3 V/m a 0,7 V/m
Mantenha distância do forno micro-ondas quando o aparelho estiver ligado porque ele também emite radiação. A potência emitida é pequena, mas recebê-la com frequência não é saudável
Forno de micro-ondas (com a pessoa a 1 m de distância): de 1 V/m a 6 V/m
Mantenha uma distância de pelo menos 2 m da televisão se ela for do estilo “antigo”, do tipo TV a tubo (tubo de raios catódicos é fonte de radiação). As televisões de plasma ou LCD não têm esse problema
Aparelhos de televisão não emitem radiação porque apenas recebem as ondas eletromagnéticas
Os rádios não oferecem riscos, mas recomenda-se manter distância das torres de rádio espalhadas pelas cidades
Aparelhos de rádio não emitem radiação porque apenas recebem as ondas eletromagnéticas
Mantenha distância de ao menos 500 m das torres de telefonia celular, TV e rádio. Elas também são fontes de radiação
Torres de celular, TV ou rádio (com a pessoa a 150 m de distância): de 0,5 V/m a 2 V/m
Internet sem fio
A rede de internet sem fio também é fonte de radiação considerada de baixa potência. No entanto, para quem se conecta diariamente é indicado usar a internet por cabos
Em longo prazo, a conexão sem fio usada para conectar a internet em laptops pode ser prejudicial. Não é indicado mantê-lo na região do quadril por muito tempo pois, segundo médicos, o calor emitido pode afetar a produção de espermatozoides e, por fim, a fertilidade
Laptop com conexão à internet sem fio: de 1 V/m a 5 V/m
Quanto mais longe a pessoa se manter do roteador, mais segura ela fica quanto à exposição da radiação
Roteador de internet sem fio (com a pessoa a 5 m de distância): de 0,1 V/m a 0,2 V/m
Já se o aparelho ficar muito próximo do corpo, a emissão de radiação já é considerada excessiva e, portanto, danosa à saúde. O ideal é manter ao menos 5 m de distância
Roteador de internet sem fio (com a pessoa a 0,5 m de distância): de 1 V/m a 2 V/m


O mundo tem cerca de 5 bilhões de telefones celulares registrados no mundo, um número que continua a aumentar fortemente, junto com a quantidade média de tempo usado em sua utilização.

O IARC não fez recomendações formais, mas seus especialistas indicaram, em junho, uma série de medidas pelas quais os consumidores podem reduzi-las.

O uso de mensagens de texto e fones de ouvido para chamadas de voz reduz em pelo menos dez vezes a exposição à radiação potencialmente prejudicial, em comparação com o uso do telefone próximo ao ouvido, afirmaram.

Fonte R7

Apenas 4% das operadoras médico-hospitalares atingiram melhor desempenho em 2011

23% receberam as piores notas e ficaram na última das cinco faixas de avaliação

Apenas 46 das 1.103 operadoras médico-hospitalares avaliadas no país pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) em 2010 atingiram o índice que indica melhor desempenho.

O Relatório do Programa de Qualificação da Saúde Suplementar, divulgado nesta quinta-feira (20), mostra que 249 empresas (23%) receberam as piores notas e ficaram na última das cinco faixas de avaliação.

A escala varia de 0 a 1 e, quanto mais perto de zero, pior. Nas três faixas intermediárias, a de 0,20 a 0,39, concentrou 188 operadoras (17%), a de 0,40 a 0,59 recebeu 306 empresas (28%), e a de 0,60 a 0,79 ficou com 314 (28%).

O coordenador do programa, João Matos, destacou que 71,1% dos clientes de planos de saúde estavam em operadoras cuja nota foi igual ou maior que 0,5 no ano passado - em 2009, o mesmo índice havia sido de 72,9%.

- Temos 41 milhões de pessoas em operadoras com índice maior do que 0,5, ou seja, bem qualificadas. O porcentual teve uma pequena redução, mas o número absoluto de beneficiários aumentou.

Em 2010, o conjunto de planos de saúde reunia 58 milhões de pessoas no país.

Segundo Matos, o objetivo da divulgação do índice é "estimular a competição no setor e a melhoria do serviço". De acordo com a ANS, o porcentual de empresas situadas nas duas faixas mais altas passou de 11% em 2007 para 32% em 2010 e houve queda do porcentual de operadoras situadas na faixa mais baixa: de 32% em 2007 para 23% em 2010.

Para a agência reguladora, o resultado "evidencia uma importante evolução positiva na qualidade das operadoras nos últimos três anos". No mesmo período, o porcentual de beneficiários nas duas faixas de melhor avaliação passou de 19% (em 2007) para 56% (2010). A lista com os nomes das operadoras, separadas por faixas de avaliação, está disponível no site da ANS.

No caso das 414 operadoras exclusivamente odontológicas, apenas 22 (5%) ficaram na faixa de melhor desempenho. De acordo com a agência, houve crescimento do porcentual de empresas situadas nas duas maiores faixas (passou de 13% em 2007 para 29% em 2010) e queda do porcentual daquelas colocadas na faixa mais baixa, de 40% em 2007 para 32% em 2010.

O índice de desempenho é obtido a partir da média de avaliações em quatro dimensões: atenção à saúde, estrutura e operação, econômico-financeira e satisfação dos beneficiários.

Na primeira, são mensurados "processos e práticas realizados para favorecer o acesso aos serviços de saúde e o atendimento qualificado, integral e resolutivo dos consumidores".

Já no quesito estrutura e operação, a ANS avalia "determinados atributos e dimensões da proficiência, desempenho, estrutura e operação das operadoras, com impacto sobre o nível de saúde dos beneficiários".
Na dimensão econômico-financeira, as operadoras precisam "comprovar com garantias financeiras que possuem equilíbrio suficiente para atender com qualidade e de forma contínua seus consumidores". Empresas sob intervenção da ANS por fragilidade na administração econômico-financeira recebem nota zero nesse quesito.

Na satisfação dos beneficiários, a agência avalia "o quanto as expectativas e necessidades dos clientes são atendidas e verifica os motivos da satisfação ou de insatisfação com os serviços prestados".

Para o ciclo de 2011, a ANS realizou uma Câmara Técnica para avaliações dos novos indicadores e pesos das dimensões, que estão em consulta pública.

Fonte R7

Vacinas contra gripe para mulheres grávidas também protegem recém-nascidos

Crianças que contraem gripe podem ficar gravemente doentes, indo a óbito

Tomar uma vacina contra gripe durante a gravidez protege também os recém-nascidos durante alguns meses após o nascimento e não causa aborto espontâneo. É o que dizem estudos apresentados nesta quinta-feira (20) no encontro anual da Sociedade de Doenças Infecciosas da América (IDSA, na sigla em inglês), em Boston, Estados Unidos.

Kathleen Neuzil, membro da IDSA e professora clínica na Escola de Medicina da Universidade de Washington, Seattle, disse que as mulheres grávidas estão compreensivelmente preocupadas em proteger seus bebês em gestação, o que torna ainda mais importante para elas entenderem que tomar uma vacina contra a gripe durante a gravidez é uma forma importante de proteger o bebê, bem como a si mesmas.

- Estes novos dados sobre a segurança e eficácia dessas vacinas é reconfortante, e o número crescente de mulheres grávidas que recebem a vacina afirma que as mulheres estão ouvindo a mensagem sobre os benefícios da vacina.

Recém-nascidos entram no mundo sem imunidade protetora e não podem receber a vacina contra a gripe até que tenham seis meses de idade, o que os torna particularmente vulneráveis à gripe. Crianças que contraem a gripe podem ficar gravemente doentes, necessitar de hospitalização e até morrer, de acordo com dados da IDSA.

Os pesquisadores descobriram produção de anticorpos contra a gripe em todos os bebês nascidos de 11 mulheres grávidas que receberam a vacina contra a gripe sazonal, em comparação com 31% dos bebês nascidos de 16 mulheres que não receberam a vacina contra a gripe.

Entre os bebês nascidos de mulheres vacinadas, a proteção de anticorpos ainda estava presente em 60% quando tinham dois meses de idade e em 11% quando estavam quatro meses de idade. Nenhum dos bebês nascidos de mulheres não-imunizadas tinha a proteção de anticorpos aos dois ou quatro meses.

Julie Shakib, principal autora do estudo e professora da Universidade de Utah, disse que a pesquisa sugere que a vacinação materna fornece alguma proteção contra a gripe por alguns meses após o nascimento.

- As mulheres grávidas devem receber a vacina assim que estiverem disponíveis para se protegerem, assim como seus bebês.

Outro estudo não encontrou nenhuma ligação entre a vacinação contra a gripe sazonal durante a gravidez e o aborto. Os pesquisadores compararam 243 mulheres grávidas que tiveram um aborto e 243 mulheres grávidas que não abortaram.

Mulheres que abortaram não eram mais propensas a ter recebido a vacina contra a gripe nas quatro semanas antes de seu aborto, em comparação com mulheres que não abortaram.

Fonte R7

Sobe para 57 o número de mortes por meningite no Estado do Rio de Janeiro

Por enquanto não há epidemia e nada indica que vá ocorrer, diz secretário

A morte de uma menina de quatro anos com meningite, confirmada quarta-feira (19) pela Secretaria de Saúde de Barra Mansa, no sul fluminense, elevou para 57 o número mortes provocadas pela doença no Estado do Rio desde o início do ano.

Ao todo foram registrados oficialmente 262 casos de meningite meningocócica. No mesmo período do ano passado, houve 299 casos em todo Estado, com 68 mortes, de acordo com o governo do Rio.

O superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Saúde do Estado, Alexandre Otávio Chieppe, diz que "por enquanto não há epidemia e nada indica que vá ocorrer".

Segundo ele, o contágio é mais comum no período entre agosto e outubro, devido ao clima.

- Como esse período ainda não terminou, pode ser que o número de casos no Rio aumente, mas por enquanto não há epidemia. Infelizmente ocorreram mortes, mas isso também é uma coisa que se repete a cada ano. Como neste ano uma das vítimas era aluno de uma escola, houve maior repercussão, os pais ficaram preocupados com a possibilidade de contágio, mas todas as medidas foram tomadas (para evitar a contaminação de outros estudantes) e não significa que a situação seja mais grave do que em outros anos".

Em todo ano de 2010, foram registrados oficialmente 388 casos de meningite meningocócica e 92 óbitos.

Fonte R7

Chocolate pode e deve ser consumido por atletas

Sedentários e atletas, uma boa notícia. Está liberado o consumo de chocolate.

Um estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, descobriu que a substância epicatequina, contida no cacau, melhora o desempenho físico e também beneficia aqueles que não fazem exercícios.
A epicatequina melhora o fluxo sanguíneo e auxilia a saúde cardíaca. Mas a substância é mais concentrada nos chocolates pretos.

Nos demais, o processamento do cacau destrói grande parte da epicatequina.

A epicatequina encontrada no cacau possui quase o dobro do teor de antioxidante do vinho tinto e até três vezes mais do que o existente no chá verde. Para os cientistas, as células musculares têm receptores específicos para a substância, que faz parte dos flavonóides, moléculas existentes no organismo.

Os médicos alertam, no entanto, que o ideal é ingerir uma pequena quantidade do chocolate escuro e amargo. Eles recomendam o consumo de meio quadradinho de uma barra comum.

Fonte R7

Homens que comem alimentos “não saudáveis” têm maior probabilidade de serem inférteis

Uma dieta rica em gorduras trans pode danificar o esperma

Jovens que esperam um dia se tornar pais devem cortar os lanches e alimentos considerados “não saudáveis”. Cientistas descobriram que os homens que abusam de pizza, batatas fritas e lanches podem se tornar inférteis. As informações são do Daily Mail.

Segundo os médicos da Universidade Harvard e da Universidade de Murcia, a nutrição pode ter um impacto direto sobre o sistema reprodutivo masculino.

Depois de analisar o esperma de homens com idade entre 18 e 22 anos, os pesquisadores descobriram que eles tinham uma dieta rica em gorduras trans - um ingrediente encontrado na maioria dos alimentos processados - e que por isso estavam em maior risco de infertilidade.

Antes de participar do estudo, todos os 188 voluntários do sexo masculino foram avaliados para garantir que outros fatores da saúde não poderiam afetar a qualidade do esperma.

Questionários alimentícios foram concluídos, e as dietas dos participantes foram colocados em duas categorias: "ocidental" - uma dieta rica em carne vermelha, carboidratos refinados, doces e bebidas energéticas - e “prudente” - uma dieta rica em peixes, frutas, verduras e grãos integrais.

Testes de sêmen foram então conduzidos para avaliar o movimento de concentração de espermatozóides e forma dos mesmos.

Ter uma dieta saudável foi associado com o movimento maior de espermatozóides, enquanto o esperma dos homens com dietas pobres foram associados para serem menos propensos a sobreviver à jornada para fertilizar um óvulo.

O principal autor do estudo Audrey Gaskins, disse que a principal conclusão geral do trabalho é que uma dieta saudável parece ser benéfica para a qualidade do sêmen.

- Especificamente, uma dieta saudável composta de uma maior ingestão de peixes, frutas frescas, grãos integrais, legumes e verduras parece melhorar a motilidade dos espermatozóides, o que significa um maior número de espermatozóides que realmente se movem, ao invés de ficarem parados.

Um segundo estudo que trabalhou com 100 voluntários do sexo masculino liderado por Jorge Chavarro, da Escola de Saúde Pública de Harvard, revelou que uma dieta rica em gordura trans tinham níveis mais baixos de concentração de espermatozóides.

Gaskins disse no entanto, que apesar dos resultados é necessário mais trabalho para explorar a correlação exata entre nutrição e fertilidade.

- Este foi um estudo pequeno, e não sabemos se há algo a mais sobre os homens que faz com que eles possuam pior mobilidade. Nós não sabemos se a nutrição realmente provoca a mudança. Assim, por agora tudo o que podemos dizer é que há uma associação entre a nutrição e a qualidade do esperma.

Edward Kim, presidente da Sociedade de Reprodução Masculina e Urologia afirmou que ainda está explorando o impacto da nutrição sobre a fertilidade masculina, mas mesmo estes estudos iniciais apontam para uma ligação entre uma boa dieta e saúde reprodutiva para homens.

Fonte R7

Ipem e Procon reprovam 25% dos produtos hospitalares em SP

No total, 26 empresas foram autuadas devido aos erros quantitativos

O Ipem (Instituto de Pesos e Medidas) e a Fundação Procon reprovaram 25% dos produtos hospitalares comercializados em farmácias e lojas especializadas no Estado de São Paulo.

 
Nos dias 17 e 18 foram feitas fiscalizações na capital e nas regiões de São José dos Campos, Campinas, São José do Rio Preto, Bauru, Presidente Prudente, São Carlos e Ribeirão Preto.

Dos 136 lotes analisados pelos fiscais, 34 foram reprovados. Entre os produtos estão fios cirúrgicos, álcool, ataduras, luvas, gaze e lençóis descartáveis, que foram encontrados abaixo da quantidade e largura ou comprimentos menores do que as indicadas nas embalagens.

As irregularidades foram registradas em todas as regiões do Estado. As diferenças mais exorbitantes foram relacionadas com os lençóis descartáveis, geralmente usados em clínicas e consultórios.

Na capital e nas regiões de São José do Rio Preto, Campinas, São Carlos e Bauru, foram encontrados lotes com lençóis menores, na largura e comprimento, e em menor quantidade. Na segunda-feira (17), primeiro dia da operação, chamada "Alô Doutor", os fiscais encontraram na região de São Carlos lotes de lençóis que estavam com uma diferença 15,3% menor do que o volume anunciado na embalagem.

Mas as irregularidades atingiram outros produtos, como em Ribeirão Preto, onde alguns lotes, que deveriam conter 500 embalagens de um tipo de compressa gaze, foram encontrados faltando 119 embalagens.

Na capital, de um lote de 32 compressas de gaze, sete delas continham erros no tamanho do produto. Em Campinas, de um lote com cinco ataduras de crepom de 13 fios, três delas continham erros. Em Presidente Prudente, nas 13 amostras de álcool gel, houve uma média de 4,5 gramas de álcool a menos, em média, por amostra.

Vera Lucia Gonçalves, do Núcleo de Fiscalização do Ipem, disse que é uma situação muito preocupante por se tratar de produtos de saúde e os profissionais e clínicas e hospitais estão sendo lesados.

- Principalmente no caso dos lençóis descartáveis, onde a diferença era muito grande, lesando ainda mais o consumidor, no caso clínicas, profissionais e hospitais.

Segundo Vera Lucia, na mesma operação, realizada no ano passado, 24% dos produtos fiscalizados estavam irregulares.

- Verificamos que os erros continuaram na mesma proporção e isso também é preocupante, pois deveria ser menor.

Vera ainda disse que se os erros continuarem persistindo é possível que o Ipem e Procon chamem fabricantes e importadores para audiências na tentativa de solucionar o problema.

- O que não pode é que profissionais e empresas de saúde continuem sendo lesadas.

No total, 26 empresas foram autuadas devido aos erros quantitativos. Elas têm dez dias de prazo para apresentar defesa ao órgão, que definirá, então, multa entre R$ 100 e R$ 50 mil.

Fonte R7

Ministro das Cidades defende penas mais duras para motoristas embriagados

O ministro das Cidades, Mário Negromonte defendeu  a aplicação de penas mais severas para os motoristas que provocam mortes em acidentes de trânsito, especialmente quando embriagados.

Ele defende que, quanto maior for a irregularidade, maior deve ser a pena. E lembra que estão em tramitação no Congresso Nacional mais de 100 projetos que pretendem tornar as leis de trânsito mais duras.

O ministro conta que, quando chegou a Brasília para assumir o mandato de deputado federal, se reeducou, pois o Distrito Federal "avançou muito na questão da cidadania, com o respeito à faixa de pedestres. Mesmo nos lugares em que não há sinalização, os motoristas aqui param para que o pedestre passe", reconheceu.

Negromonte disse que os índices de acidentes de trânsito no país são muito preocupantes, pois a cada dois dias morre o equivalente ao número de passageiros de um avião Boeing, ou seja, 100 casos de morte no trânsito por dia, o que ele considera "um absurdo". "Se caísse um Boeing a cada dois dias, todo mundo ficaria chocado. No entanto, é preocupante que isso se torne rotina no trânsito". Ele diz que o Ministério das Cidades e o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) trabalham para mudar essas estatísticas. No feriado de Corpus Christ deste ano, por exemplo, houve redução de 35% nos acidentes em relação a 2010.

O ministro citou o exemplo do Japão, onde se pratica uma lei "compatível com a gravidade" dos casos em que um motorista mata alguém no trânsito por irresponsabilidade. Em vez de ser preso, o infrator é obrigado a trabalhar para sustentar a família do morto, explicou Negromonte. Ele acha que a legislação no Brasil ainda é muito branda e cita uma reportagem divulgada pela TV mostrando o caso de um motorista sem carteira que provocou a morte de uma pessoa no trânsito e, antes mesmo de ser condenado, cometeu outro crime desse tipo, dirigindo embriagado.

Mário Negromonte participou hoje (20) do programa Bom Dia, Ministro, da EBC Serviços, uma produção multimídia feita com a participação de âncoras de rádio de todo o país.

Fonte Agência Brasil

Saúde precisa de regras estáveis de financiamento para garantir qualidade dos serviços, diz Padilha

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse  que um dos principais desafios para a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS), mais de 20 anos após sua criação, ainda é a definição de regras estáveis para o financiamento do setor.

O SUS foi criado pela Constituição Federal de 1988. Sem detalhar como ocorreria a obtenção desses recursos, Padilha defendeu que a estabilidade é fundamental para garantir a qualidade dos serviços num modelo de saúde universal.

No mês passado, a Câmara dos Deputados aprovou a regulamentação da Emenda Constitucional 29, que prevê percentuais mínimos de aplicação de recursos na saúde pela União, estados e municípios. O Parlamento, no entanto, rejeitou a criação da Contribuição Social para a Saúde (CCS), imposto cuja arrecadação seria destinada à área, de forma semelhante à Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), extinta em 2007. O texto ainda será avaliado pelo Senado.

“Enfrentamos, ao longo dos últimos anos, um conjunto de crises que sempre tensionam para a ideia dos cortes de gastos sociais e menores investimentos em saúde. A conquista de uma regra estável de financiamento, onde o crescimento da economia contribua permanentemente para financiar uma rede de proteção social e o conjunto do Sistema Nacional de Saúde é um grande desafio que precisa de muita mobilização para criar condições políticas e legitimidade para isso”, disse, ao participar, no Rio de Janeiro, do segundo dia da Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde. O evento termina hoje (21).

Em seu discurso em uma das mesas de debate, ele também defendeu melhorias no processo de formação de médicos e de outros profissionais da saúde no Brasil. Segundo o ministro, o modelo nacional ainda é baseado “no ideal liberal, privado, focado no conceito de que o bom profissional tem que ter seu consultório, que deve promover mais ações de saúde do que de prevenção”. “Esse é um grande obstáculo que precisamos vencer para enfrentar o problema da desigualdade no país, tanto do ponto de vista social como regional”, acrescentou.

Padilha também voltou a defender o uso de “todos os mecanismos possíveis” para garantir o acesso dos países a medicamentos e equipamentos necessários para enfrentar as doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares. “Não vamos enfrentar as doenças crônicas não transmissíveis se não usarmos todos os mecanismos possíveis para garantir o acesso a medicamentos e equipamentos pelos menores preços, de forma que [o acesso] seja sustentável a qualquer país do mundo.”

O ministro ressaltou que só foi possível distribuir gratuitamente os antirretrovirais, fundamentais para o tratamento de pacientes soropositivos, porque metade dos medicamentos que os compõem já é produzida internamente, “a partir de ações firmes” que o governo brasileiro tomou, como a determinação de quebra de patentes.

Fonte Agência Brasil

Ministério da Saúde lança sábado campanha de prevenção à osteoporose

No Dia Mundial de Combate à Osteoporose, o Ministério da Saúde anunciou uma campanha para prevenir a doença desde a infância. A campanha vai começar no próximo sábado (22).

Conhecida por afetar principalmente os idosos, o governo federal aposta que mudanças alimentares e a prática de atividade durante a infância podem prevenir o surgimento da osteoporose na fase adulta.

A orientação é que a criança beba mais leite e derivados (iogurte, queijo) e reduza o consumo de refrigerante, além de comer peixe, legumes verde-escuros e alimentos oleaginosos, como castanha e nozes – todos ricos em cálcio, que fortalece os ossos. Além disso, é nessa fase da vida que o indivíduo ganha estatura e fortalece o esqueleto.

Outra recomendação é tomar sol, de 15 a 20 minutos por dia, para a fixação da vitamina D, que estimula a absorção de cálcio pelo organismo.

A osteoporose se caracteriza pela redução da massa óssea, que deixa os ossos enfraquecidos, suscetíveis a fraturas. No Brasil, estima-se que 10 milhões sofram da doença. Somente em 2010, 74 mil brasileiros foram internados na rede pública de saúde por causa de fratura de fêmur decorrente da doença. A meta do Brasil é reduzir em 2% ao ano as internações de idosos por fraturas.

As mulheres são mais afetadas que os homens. A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que entre 13% e 18% das mulheres, acima de 50 anos, têm osteoporose, contra 3% a 6% dos homens.

O Ministério da Saúde orienta que mulheres e homens, com mais de 60 anos, busquem um médico para avaliar a situação com exames. Com o exame de desintometria óssea, por exemplo, é possível saber se os ossos estão desgastados (fase inicial da doença) e até mesmo identificar a osteoporose.

O tratamento da doença inclui dieta alimentar rica em cálcio, exercício físico, exposição ao sol , prevenção de quedas e remédios para aumentar a absorção de cálcio, disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

Os adultos devem consumir, pelo menos, 1.200 miligramas por dia de cálcio, o equivalente a cinco copos de leite integral. Para as mulheres, no período pós-menopausa, a ingestão ideal é 1.500 miligramas diários, mais de seis copos de leite.

No sábado (22), o governo do Distrito Federal e o ministério vão distribuir, no Parque da Cidade, no centro da capital, material de orientação.

Fonte Agência Brasil

Depois de morte de operário por meningite, moradores de cidade mineira serão vacinados

As autoridades de saúde de Minas Gerais vão vacinar contra a meningite moradores de Ouro Branco, cidade distante cerca de 100 quilômetros da capital, Belo Horizonte.

A mobilização começa na próxima segunda-feira (24) e o foco é a população de 4 a 30 anos de idade. A Secretaria de Saúde do estado vai enviar 22 mil doses da vacina a Ouro Branco.

A vacinação será feita depois que um operário da construtora Paranasa, que presta serviços a Gerdau Açominas, morreu de meningite tipo C. A Secretaria de Saúde de Minas Gerais confirmou que outro funcionário da construtora está internado e tem a doença. No total, 18 operários, que viviam juntos em alojamento coletivo, foram internados com suspeita de meningite e autoridades aguardam os resultados laboratoriais.

Com medo de novas mortes, quase 400 funcionários da Paranasa que trabalham na obra da usina da Gerdau pediram demissão, segundo nota da empresa. A construtora informou que disponibilizou alimentação e transporte para os operários voltarem ao estado de origem. A maioria deles é da Região Nordeste. A empresa disse ainda que providenciou a aplicação de medicamento preventivo nos 1,2 mil trabalhadores da obra.

A Secretaria de Saúde confirmou ainda o caso de meningite de adolescente de 17 anos, moradora de Congonhas. O município é vizinho a Ouro Branco. A secretaria investiga se o caso tem relação com os já notificados entre os operários da Paranasa.

A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser causada por bactérias, vírus e fungos. A transmissão ocorre por meio do contato direto entre pessoas que convivem em um mesmo ambiente, quando o doente expele gotas e secreções do nariz e garganta. Os sintomas são febre alta repentina, dor de cabeça intensa, vômito, náuseas, rigidez da nuca e manchas vermelhas na pele.

Há vacinas contra alguns tipos de meningite disponíveis no calendário oficial de imunização das crianças, grupo com maior risco de contrair a doença. Deve-se evitar locais aglomerados e manter o ambiente ventilado para prevenir o contágio.

Fonte Agência Brasil

Anvisa divulga normas sobre reaproveitamento de tecidos usados por hospitais

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) advertiu ontem (21) que resíduos provenientes de serviços de saúde de origem internacional, com entrada ilegal ou clandestina no país, não podem ser reutilizados no Brasil.

A agência divulgou nota técnica para esclarecer os procedimentos que devem ser adotados em relação a reciclagem, reaproveitamento ou descarte de tecidos usados por hospitais.

O comunicado foi enviado ao Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), para evitar novas denúncias de reutilização de lixo hospitalar proveniente dos Estados Unidos. Nas últimas duas semanas, mais de 46 toneladas de lençóis, fronhas, toalhas de banho, batas, pijamas e roupas de bebês foram encontrados em contêineres apreendidos em Pernambuco.

Parte do material está sendo periciado pelo Instituto de Criminalística de Pernambuco para identificar se há vestígios de sangue ou fluidos corporais secos. O resultado das análises será enviado à Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa).

De acordo com a Anvisa, o descarte de resíduos hospitalares é regulamentado desde 2004. As unidades de Saúde que não cumprirem a norma estão cometendo infração sanitária e estão sujeitas a penalidades e podem pagar multas de até R$ 1,5 milhão.

No caso específico de lençóis, a Anvisa orienta os hospitais a higienizar os produtos. Segundo a agência, quando devidamente processados, lençóis usados em hospitais não representam risco para a saúde da população.

“Os tecidos submetidos a tratamento na unidade de processamento de roupas dos serviços de saúde, quando perderem a funcionalidade original, podem sofrer reciclagem ou ser reaproveitados. Caso sejam descartados, estes resíduos são classificados como resíduos do grupo D e devem seguir as orientações dos serviços de limpeza urbana”, diz a nota.

Fonte Agência Brasil

Brasil quer atrair indústrias de medicamentos para reduzir preços, diz ministro da Saúde

O governo brasileiro está fazendo esforços para atrair empresas de medicamentos, com objetivo de diminuir os custos para o sistema de saúde.

A informação foi divulgada ontem (21) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante cerimônia em homenagem ao ex-vice-presidente José Alencar, realizada no Instituto Nacional do Câncer (Inca), que recebeu o nome do político mineiro, morto em março deste ano.

Só com o tratamento do câncer, que já representa a segunda causa de mortes no país, o Ministério da Saúde compromete 34% do orçamento do Sistema Único de Saúde (SUS) com medicamentos.
“Estamos querendo atrair cada vez mais empresas para produzir aqui no Brasil os novos tratamentos. Com isso a gente consegue reduzir o preço e pode ampliar o acesso a mais pessoas”, disse Padilha.

Segundo o ministro, existem diversas iniciativas sendo negociadas nesse sentido. “Temos 30 parcerias público-privadas em que o Ministério da Saúde entra com recursos e garantia de compra dos medicamentos, o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] entra com financiamento e as empresas privadas com o estímulo para a produção. Nós vamos ampliar ainda mais essas parcerias.”

Padilha citou a recente publicação de novas regras pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o registro de produtos biotecnológicos, medicamentos de última geração, tornando as regras mais claras e seguras para grupos farmacêuticos interessados em produzir no Brasil.

“Esta semana a Anvisa publicou a regra para registro de produtos biotecnológicos, que é a nova fronteira para o tratamento do câncer. A nova regra estimula as empresas internacionais a virem para o Brasil para registrarem esses produtos. O Ministério da Saúde apoia com recursos para financiar a construção da empresa e a compra dos medicamentos. E o BNDES apoia com financiamento como estímulo à empresa.”

Fonte Agência Brasil

Hospital de Pernambuco usa lençóis de hospitais americanos há 4 anos

Governo do Estado determinou o recolhimento das peças encontradas e solicitou auxílio do FBI para apurar a importação de lixo hospitalar

O Hospital Regional Belarmino Correia, em Goiana (PE), usa há quatro anos e meio lençóis reaproveitados de quatro hospitais americanos. Após a denúncia, feita pela NETV, da Rede Globo, o governo determinou o recolhimento das peças. E não é apenas lixo hospitalar dos Estados Unidos que está sendo vendido no Brasil. Ontem, policiais militares apreenderam em Ilhéus (BA), 830 quilos de lençóis, fronhas e jalecos com marcas de hospitais e clínicas brasileiras.

Segundo a gestora do Hospital Regional Belarmino Correia, Maria da Conceição Moura, as peças foram compradas por R$ 2 o metro de uma confecção local, que, por sua vez, teria recebido o material de Santa Cruz do Capibaribe (PE). Ontem, mais uma loja localizada nesse município foi interditada por comercializar lixo hospitalar americano.Em Ilhéus, o material hospitalar foi encontrado na loja Agreste Tecidos, depois de uma denúncia anônima. De acordo com os policiais, há marca de sangue em parte das peças, que foram levadas para o centro de zoonoses.

O filho do proprietário e gerente do estabelecimento, cujo nome não foi revelado, prestou depoimento à polícia na noite desta quarta, 19. Disse que compra o material em São Paulo e revende para clínicas da região.

FBI. O governo de Pernambuco solicitou ontem a colaboração da polícia federal dos EUA (FBI) na apuração das denúncias. O pedido do secretário de Defesa Social, Wilson Damázio, foi feito ao cônsul dos EUA no Nordeste, Usha Pitts. Segundo o secretário, além do FBI, a agência ambiental americana poderá enviar um representante ao País para auxiliar. Anteontem, o governador Eduardo Campos responsabilizou a aduana americana por permitir que o lixo hospitalar deixasse o Porto de Charleston, na Carolina do Sul, com destino ao Brasil.

No início da semana, a Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar as responsabilidades pelo desembarque de contêineres no Porto de Suape com toneladas de lixo hospitalar, que apontam para a prática de crimes de contrabando, ambiental e uso de documento falso.

Bloqueio de bens. Nesta quarta, o Sindicato dos Comerciários de Santa Cruz do Capibaribe, cidade onde está sediada a empresa supostamente responsável pela importação do lixo hospitalar, entrou na Justiça com uma medida cautelar, pedindo bloqueio do patrimônio do empresário Altair Teixeira de Moura, proprietário da indústria. A intenção é que os recursos garantam o pagamento dos direitos trabalhistas de 26 funcionários da empresa que trabalhavam nos dois galpões que foram interditados.

Fonte Estadão

Estudo mostra diferenças entre fobia social e timidez

Segundo pesquisadores, muitos adolescentes que se descrevem apenas como tímidos, na verdade sofrem de desordem psiquiátrica

NOVA YORK - O diagnóstico controverso da 'fobia social' é uma condição psiquiátrica legítima e não é a mesma coisa que timidez, afirmam pesquisadores do governo dos Estados Unidos em novo estudo. "Timidez não é necessariamente fobia social e esse é o ponto principal do nosso trabalho, disse Kathleen Merikangas, do Instituto Nacional de Saúde Mental, em Bethesda, Maryland.

Baseado em uma pesquisa realizada em todos os estados norte-americanos, entre 2001 e 2002, os estudiosos encontraram casos de fobia social entre adolescentes que se descreveram como tímidos, assim como entre aqueles que não o fizeram. Também foi apontado que menos de 8% dos adolescentes com fobia social disseram já terem sido tratados com antidepressivos.

O estudo foi publicado na revista 'Pediatrics', da Sociedade Americana de Pediatria, e sugere que a fobia social não é um conceito criado para vender medicamentos para pessoas que vivem emoções comuns, como a timidez.

"Eu acho que o artigo é um lembrete de boas-vindas dizendo que os diagnósticos psiquiátricos não são algum tipo de conspiração por parte da indústria farmacêutica", disse Ian Dowbiggin, historiador e autor de 'The Quest for Mental Health: A Tale of Science, Medicine, Scandal, Sorrow, and Mass Society' (em tradução literal, 'A busca pela saúde mental: um conto da ciência, medicina, calúnia, tristeza e sociedade de massa').

Para o autor, as novas descobertas não desafiam a ideia de que 'fobia social' é apenas um rótulo novo para experiências que já foram consideradas normais. "Eles deixaram de fora todo o debate sobre o quanto nossa sociedade e cultura influenciam o modo como as pessoas relatam seus estados emocionais", explica Dowbiggin.

"Atualmente, estamos vivendo em uma cultura do 'terapismo'. Isso encoraja as pessoas tímidas a concluírem que elas sofrem de um prejuízo significativo dentro do funcionamento social", afirma o autor.

De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental, a fobia social é caracterizada pelo 'medo intenso, persistente e crônico de estar sendo observado e julgado pelos outros e de ser envergonhado ou humilhado por suas próprias ações'. Esta condição estaria ligada a uma série de problemas enfrentados na vida diária, dizem os pesquisadores.

"Muitas dessas crianças não vão à escola nos dias em que devem falar na aula ou então não comparecem às festas", afirma a estudiosa Kathleen Merikangas. "Eles ficam tão preocupados por terem que estar presentes em algum desses contextos sociais que chegam a prejudicar os próprios desempenhos educacionais".

Segundo Merikangas, muitos adolescentes com fobia social podem ser ajudados pela educação, a terapia da conversa ou então os medicamentos, como antidepressivos.

Cautela na análise dos casosSua equipe de pesquisa também descobriu que os adolescentes que se enquadravam nos critérios para a doença, estabelecidos pela Associação Americana de Psiquiatria, tinham maior probabilidade de estarem deprimidos, terem problemas de comportamento e sofrerem com o abuso de drogas do que os adolescentes que se mostraram apenas tímidos.

Os pesquisadores avaliaram a timidez pedindo diretamente aos adolescentes que respondessem, em uma escala de quatro pontos, 'onde é que eles se encaixavam junto a pessoas de sua idade que não conheciam muito bem'. Eles ainda pediram aos pais que avaliassem os filhos na mesma questão.

Cerca de metade dos mais de 10 mil adolescentes norte-americanos entrevistados nessa pesquisa disseram que eram tímidos em algum grau, enquanto cerca de 9% preenchiam os critérios para fobia social.

Uma em cada oito crianças que se descreveram como tímidas também mostraram quadro de fobia social - chamado de transtorno de ansiedade social, em algum ponto. A comparação foi feita com um em cada 20, que não eram tímidos.

De acordo com Glen Spielmans, psicólogo da Metropolitan State University, em Saint Paul, Minnesota, as estimativas desse estudo são carregados de incerteza. "Temos que ser um pouco cautelosos com a maioria dos transtornos psiquiátricos. O que acontece muitas vezes é que as pessoas que estão fazendo as entrevistas não são profissionais da área da saúde mental", explica.

Isso significa que eles podem ser muito rápidos, ou até mesmo lentos, para diagnosticar qual é a desordem sofrida pela pessoa.

Spielmans também afirma que o estudo foi 'datado', ou seja, as entrevistas foram realizadas em 2001 e 2002 e a prescrição de antidepressivos disparou desde então. Além do mais, diz o psicólogos, medicamentos para a fobia social têm sido essencialmente comercializados para adultos, e não crianças.

Fonte Estadão

Problemas na saúde não se resolvem só com mais dinheiro, diz diretor da Fiocruz

Para Paulo Buss, também é preciso combater a corrupção, que desvia verbas da saúde - Fabio Motta/AE
Paulo Buss participou da abertura da Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde, promovida pela OMS, no Rio de Janeiro

RIO DE JANEIRO - A solução para os problemas na área de saúde - tanto no Brasil como nos demais países - não é apenas uma questão de se aplicar mais dinheiro. É preciso investir em administração, para que os recursos disponibilizados cheguem à ponta do sistema, sem se perder no meio do caminho, por corrupção ou má gestão.
 
A opinião é do diretor do Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Paulo Buss. Ele participou nesta quarta, 19, da abertura da Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde, promovida no Rio pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com apoio do Ministério da Saúde.
 
“A questão também é recursos financeiros, com mais verbas. Mas não é só isso. As prefeituras devem reorganizar-se para que cada real ou dólar aplicado na saúde renda mais. Tem que ter recursos financeiros, mas se não tiver uma qualificada gestão pública, dando ordenamento e orientação, vai se perder o investimento.”

Buss lembrou que é preciso combater a corrupção, que desvia verbas da saúde, prejudicando o sistema como um todo. “Ações anticorrupção e ações de controle de utilização adequada do dinheiro têm que fazer parte de qualquer governo. Isso faz parte da base da governança.”

A conferência da OMS - a primeira realizada em mais de 30 anos fora da sede da entidade, em Genebra, na Suíça - tem o foco principal no combate às iniquidades sociais sobre as condições de vida e saúde das populações. A última grande conferência do gênero foi a de Alma Ata, no Cazaquistão, em 1978.

“São inaceitáveis as grandes iniquidades, diferenças que não se justificam e que são evitáveis da situação de saúde entre as pessoas. Você tem mortalidade de crianças até 5 anos de quase 150 [por mil] em países africanos e menos de dez [por mil] em países europeus. Essa diferença não se deve à biologia desses pequenos seres, ou a sua carga genética. Se deve às condições sociais.” Buss apontou que as grandes diferenças na situação de saúde não são registradas apenas entre países ricos e pobres. Segundo ele, podem ser encontradas em bairros distintos de uma mesma cidade, onde a expectativa de vida pode variar enormemente.

O encontro reúne chefes de Estado, pesquisadores e representantes de movimentos sociais de 120 países. Na próxima sexta-feira, 21, será assinada a Declaração do Rio, com estratégias de enfrentamento global das diferenças. As informações sobre a conferência podem ser acessadas na página www.cmdss2011.org.

Fonte Estadão

ANS divulga relatório de desempenho dos planos de saúde

Documento traz dados sobre desempenho financeiro e satisfação dos usuários, entre outros

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão que regula os planos de saúde no país, divulgou nesta quinta-feira, 20, o relatório do Programa de Qualificação da Saúde Suplementar.

O documento traz dados como desempenho econômico-financeiro, índice de satisfação dos usuários e facilidade de acesso aos serviços e ao atendimento qualificado oferecido pelo plano.

Segundo o relatório, houve uma tendência de melhora nos serviços prestados. A pesquisa demonstrou crescimento do percentual de beneficiários em planos com Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) igual ou superior a 0,5 entre 2007 e 2010. A nota máxima é 1.

Atualmente, cerca de 41 milhões de beneficiários (71% do total) estão em operadoras que se encontram nesta faixa.

No site da agência (http://www.ans.gov.br/) é possível ter acesso a todos os dados do relatório.



Fonte Estadão

SP tem blitz educativa sobre nova lei de bebidas alcoólicas

Agentes da Vigilância Sanitária Estadual promoveram uma blitz educativa nesta quinta-feira, 20, na rua Avanhandava, tradicional ponto de restaurantes no centro de São Paulo. Objetivo da medida, apoiada pela Secretaria de Estado da Saúde, é orientar proprietários e responsáveis pelos estabelecimentos de que não será permitida a presença de adolescentes consumindo bebidas alcoólicas no local, mesmo que eles estejam acompanhados de seus pais. 


Meta da blitz é divulgar nova lei estadual que proíbe venda e consumo de álcool por menores


Jovens menores de 18 anos não poderão consumir bebidas alcoólicas nem acompanhados dos pais


Agentes estiveram rua Avanhandava, tradicional ponto de restaurantes no centro de São Paulo


A fiscalização com multas e interdições previstas pela legislação começa em 30 dias

Fonte Estadão

Médicos que tiravam órgãos de pessoas vivas são condenados no interior de SP

Os médicos Rui Noronha Sacramento e Pedro Henrique Torrecilas deixam o tribunal - André Lessa/AEA sentença foi de 17 anos e seis meses de prisão, mas Mariano Fiore Junior, Rui Noronha Sacramento e Pedro Henrique Masjuan Torrecillas poderão responder em liberdade

TAUBATÉ - Após quatro dias de julgamento e cerca de 40 horas de debates, o júri condenou, nesta quinta-feira, a 17 anos e 6 meses três médicos acusados por homicídio, por terem retirado rins de pacientes ainda vivos em Taubaté (SP), para usá-los em transplantes particulares na capital.
O caso aconteceu na década de 1980 e ficou conhecido como Kalume, em referência ao médico Roosevelt Sá Kalume, autor das denúncias e à época diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Taubaté. Foram condenados os médicos Mariano Fiore Junior, Rui Noronha Sacramento e Pedro Henrique Masjuan Torrecillas.

A exposição da defesa terminou às 15h40 desta quinta. Os sete jurados - quatro mulheres e três homens - permaneceram cinco horas na sala secreta para responder às 60 perguntas formuladas pela promotoria e pela defesa: 20 para cada um dos réus. A primeira questionava se as vítimas foram submetidas à extração dos rins sem a efetiva constatação de morte encefálica.

Antes do veredicto, familiares dos médicos rezaram de mãos dadas. Quando o juiz começou a ler a sentença, Sacramento desmaiou. Houve tumulto no plenário. A defesa pediu que a câmera da Rede Globo - única emissora no recinto - fosse desligada para preservar a imagem dos réus. O juiz negou o pedido, argumentando que o fórum é um ambiente público.

Quando o magistrado retomou a leitura da sentença, familiares dos réus também passaram mal, atrasando mais uma vez o procedimento. Por fim, o juiz anunciou a condenação: os três devem cumprir 17 anos e 6 meses de prisão em regime fechado. Também serão obrigados a pagar cem Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesps), cerca de R$ 1.745.

Perplexos, os familiares se abraçaram e choraram. Os médicos deixaram o edifício escoltados por amigos e parentes, sem falar com a imprensa. Um dos familiares de Fiore tentou agredir os fotógrafos que se aglomeravam na frente do fórum.

O promotor Márcio Augusto Frigi de Carvalho, de 33 anos, considerou a decisão histórica para a cidade e para o País. "O povo de Taubaté fez justiça", afirmou, após o julgamento. Ele considerou a pena justa e disse que não pretende interpor recurso. Para ele, a descoberta de provas convincentes foi o fato decisivo que levou os jurados a optarem pela condenação dos réus.

O advogado Sérgio Salgado Badaró disse estar inconformado com a decisão. "O júri é soberano e eu respeito a decisão. Mas o fato de eu respeitar não quer dizer que eu concorde e muito menos que eu não vá recorrer", afirmou, após o julgamento. "Respeito, discordo e recorro." Os réus poderão recorrer em liberdade.

Argumentos. De manhã, o promotor pediu a condenação, com base na tese de que os rins dos pacientes foram retirados quando eles ainda estavam vivos. Para o promotor, existia na cidade uma "central de captação" de rins, que seriam levados para a capital para serem usados em transplantes particulares.

À tarde, o advogado de defesa usou suas duas horas para expor aos jurados as razões para a absolvição. "O promotor diz que não há prova segura de que os pacientes estavam em morte encefálica. Mas há alguma prova de que estavam vivos?", disse Badaró. "Se os condenarem, vocês serão o primeiro júri do País em que os jurados condenaram médicos por matar gente que já estava morta."

Fonte Estadão

Sensores monitoram higiene de britânicos

A casa de uma pesquisadora no Reino Unido monitora os hábitos de higiene de seus moradores. A casa é de Val Curtis, pesquisadora da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.

BBC Brasil
Sensores monitoram a higiene de britânicos
Sensores monitoram a higiene de britânicos

Curtis usa um dispositivo no pulso para monitorar os hábitos em sua casa. O monitor está conectado a sensores espalhados pela cozinha e no banheiro.

O objetivo é analisar os comportamentos automáticos, de rotina, que são a base da higiene pessoal.

No banheiro, por exemplo, há um sensor no vaso sanitário que reage ao monitor de pulso e sabe quando o usuário usou a descarga.

Também há sensores na pasta de dentes, na escova de dentes, no fio dental, na torneira e até na embalagem de sabão.

Os dados são mandados para o computador da pesquisadora e ela pode analisar quem está usando o quê e quando no banheiro da casa.

Fonte Folhaonline

Radioterapia evita volta de câncer de mama

Um estudo com mais de 10 mil pacientes com câncer de mama mostra que o uso de radioterapia após a cirurgia corta pela metade o risco de volta do tumor em dez anos.

Apenas 30% dos cânceres vêm de genes herdados

A pesquisa foi publicada hoje na revista médica inglesa "Lancet".

O trabalho, o maior já feito até agora sobre o tema, reúne dados de mulheres que participaram de 17 estudos sobre radioterapia após a realização da cirurgia que conserva as mamas. Uma outra opção é fazer a retirada total.

Após os dez anos da pesquisa, 35% das mulheres que não fizeram radioterapia sofreram uma volta do tumor.

Nas que fizeram o tratamento, 19% voltaram a ter a doença em algum momento.

Segundo os autores, o trabalho mostra que a radioterapia reduz a mortalidade por câncer de mama, porque mata focos microscópicos do tumor que podem causar sua volta ou uma metástase

Fonte Folhaonline

Anvisa publica regras para 'genéricos' de drogas biológicas

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou na quarta-feira (19) normas que servem de base para a cópia, o registro e a produção de medicamentos biotecnológicos no Brasil. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou as regras durante evento da OMS (Organização Mundial da Saúde), no Rio de Janeiro. Esses produtos chamados de biológicos são criados a partir de organismos vivos. Os remédios não biológicos são feitos com moléculas sintéticas.

A medida é um estímulo ao ingresso da indústria nacional no mercado dos biológicos.

As empresas poderão produzir versões similares de remédios cujas patentes tenham vencido. Os remédios biológicos, usados no tratamento de câncer, doenças inflamatórias e infecciosas, custam hoje muito mais do que os produtos sintéticos. No SUS, essas drogas são 1% da oferta de medicamentos, mas comprometem 34% do orçamento do Ministério da Saúde para compra de remédios.

Para Odnir Finotti, presidente da Pró Genéricos, associação das indústrias do setor, a publicação da norma é um passo importante. "Agora, o governo pode aumentar a oferta dos biossimilares, elevando a concorrência, mas mantendo a eficácia." Segundo Finotti, as empresas que produzem genéricos estão muito interessadas nesse novo mercado.

Fonte Folhaonline