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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

RJ: Hospital da Mulher, na Baixada, fecha por falta de condições de atendimento

Unidade é referência no atendimento de gestantes de alto risco. Funcionários afirmam que não possuem insumos básicos

O Hospital da Mulher, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, fechou as portas com tapumes. Gestantes que chegavam de outros municípios em busca de atendimento tiveram que voltar. Apenas os pacientes que já estão internados, as grávidas de alto risco e as mulheres que já chegam em trabalho de parto estão sendo atendidas.

O local é considerado uma unidade de referência no atendimento às mulheres e bebês que correm risco de vida. Os funcionários do Hospital da Mulher não receberam os salários de novembro e o 13º salário.

Os profissionais de saúde afirmam que o local não possui insumos básicos, como luvas e gaze, e contam que não têm condições de trabalho para realizar nem um curativo.

No Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, também na Baixada, pacientes esperam na porta da unidade em busca de atendimento, mas as duas entradas da emergência estão fechadas.

Foto: Reprodução

G1

Gastrite nervosa: Como se livrar das dores no estômago de origem emocional?

Cuidados com a dieta, identificar a causa do estresse e tratá-lo são fundamentais

Dr. Leonardo Peixoto

GASTROENTEROLOGIA - CRM 780553/RJ

A expressão "gastrite nervosa" é muito usada e bastante comum, mas não existe uma definição precisa para o seu significado. Habitualmente usa-se este termo relacionado quando a pessoa apresenta sintomas de gastrite - como sensação de dor ou queimação no estômago - em alguém submetido a um estresse emocional significativo, não necessariamente exibindo alterações inflamatórias gástricas, que são evidenciadas com a endoscopia.

Já a gastrite com inflamação do estômago é causada principalmente pela bactéria Helicobacter pylori, por medicamentos (especialmente anti-inflamatórios), uso de álcool e drogas, outros agentes infecciosos, radiação, estresse metabólico (queimaduras e cirurgias de grande porte, por exemplo), alergias, doenças autoimunes, entre outras.

O estresse emocional pode afetar a motilidade gastrointestinal, ou seja, a movimentação da região. Também a produção de secreções e hormônios, a imunidade e o estado inflamatório dos órgãos. A ocorrência de mudanças na secreção de suco gástrico, no fluxo de sangue que perfunde (atravessa) o estômago e na regulação de fatores protetores da mucosa deste órgão pode deixar a mucosa do estômago mais avermelhada, o que pode ser visto em exames endoscópicos - gastropatia enantematosa ou gastrite endoscópica enantematosa. Porém, é necessário lembrar que mesmo pessoas que não apresentem alterações macroscópicas na endoscopia digestiva alta podem ter sintomas compatíveis com gastrite, como no caso da dispepsia funcional. Sob estresse, pode ocorrer um aumento na sensibilidade gástrica de forma que um estímulo considerado normal (a presença do suco gástico habitual) passe a ser percebido como dor.

Tratamento
O tratamento é feito com dieta, correção de hábitos alimentares, medidas para controle do estresse, medicamentos para o estômago e, se necessário, também para controle emocional. No quesito da dieta, deve-se dar preferência a alimentos de fácil digestão, evitando álcool, cafeína, alimentos cítricos, frituras, embutidos, comidas em conserva e certos condimentos e temperos mais fortes. Também é interessante evitar longos períodos de jejum, fazendo um lanche no meio da manhã e da tarde, e não devem ser ingeridas grandes quantidades de líquido nas refeições.

Em geral são usados medicamentos para reduzir a acidez estomacal, como os inibidores de bomba de prótons e antiácidos, ou para proteger a mucosa gástrica e ambos apresentam bons resultados.

Por fim, o mais importante é acessar a causa do problema que, neste caso, é o estresse. Existem diversos medicamentos com esse objetivo e a consulta com um médico pode ajudar a definir a indicação ou não de medicamentos específicos, mas medidas como atividades físicas, exposição adequada ao sol, bons relacionamentos sociais, hábitos de sono apropriados, meditação e psicoterapia podem ser muito efetivas e trazer um ganho importante para toda a saúde e bem estar da pessoa.

Referências:
Sleisenger and Fordtran's Gastrointestinal and Liver Disease- 2 Volume Set: Pathophysiology, Diagnosis, Management, 10e. FELDMAN, Mark, FRIEDMAN, Lawrence S. and BRANDT, Lawrence J.

Brain-gut connections in functional GI disorders: anatomic and physiologic relationships. M. P. Jones1, J. B. Dilley, D. Drossman and M. D. Crowell. Neurogastroenterology & Motility. Volume 18, Issue 2, pages 91?103, February 2006

Think Twice: How the Gut's "Second Brain" Influences Mood and Well-Being. By Adam Hadhazy. February 12, 2010. Scientific American

Minha Vida

Brasileiro insiste em privilegiar ceia com características europeia e americana e erra por exagerar ou fazer escolhas ruins

As delícias dessas datas seduzem tanto que as pessoas abandonam a dieta ou, aqueles que já abusaram durante o ano, exageram ainda mais

Fim de ano bate à porta e para saborear as tão aguardadas ceias de Natal e do réveillon muitos já entraram em contagem regressiva. As delícias dessas datas seduzem tanto que as pessoas abandonam a dieta ou, aqueles que já abusaram durante o ano, exageram ainda mais. “Pequenos pecados são permitidos, a alma pode ficar só um pouco mais pesada, mas é preciso ter moderação para não se privar de nada”, esse é o primeiro recado do médico ortomolecular Gilberto Kocerginsky, do Rio de Janeiro, cujo trabalho é focado em medicina personalizada, preventiva e nutrigenômica.

A regra é uma só: não abusar. A maioria sabe, mas insiste em burlá-la. Não é abrir mão das gostosuras presentes à mesa. Mas para manter uma alimentação saudável, uma saída pode ser optar pela nossa cultura alimentar em detrimento da europeia ou americana. Luiz Jabbur, médico ortomolecular e nutrólogo, lembra que o Brasil é um país tropical e com vasta gama de frutas o ano todo. Então, qual o sentido de investir somente nas frutas secas, típicas de países temperados que vivem o inverno neste período? “Comecem a adotar frutas in natura com qualidade de água e fibras, portanto, menos calóricas. O preço é mais acessível do que as desidratadas, mais saudável e com bons valores nutricionais”, indica.

Jabbur explica que ao escolher as frutas secas, as mais indicadas são “as tâmaras e o damasco, que apresentam quantidade elevada de fibras. Elas têm carboidratos simples e complexos em boa proporção e provocam a saciedade por mais tempo. O ideal é comê-las antes de cear. Já a fruta in natura é importante porque o ácido málico ajuda a tirar as toxinas do organismo e, além disso, nos mantém acordados. O fundamental é nunca ir para a ceia de estômago vazio. Se não tiver essa opção, coma damasco e tâmara antes de começar a provar os outros alimentos. E lembre-se de mastigar bastante, já que o trato gástrico intestinal leva de 15 a 20 minutos para comunicar ao cérebro que ele está satisfeito. Um hábito que todos devem levar para a vida”.

Um carboidrato
Do ponto de vista nutricional, o médico propõe comer uma fonte de carboidrato, ou seja, farofa, arroz (integral, porque tem o índice glicêmico muito baixo) ou massa e “não os três simultaneamente, porque mobiliza a insulina, hormônio que nos engorda”. No caso das proteínas, estão liberadas com bom senso, desde que seja “carne magra, caso do peru, pernil, leitão, bacalhau e peixe. Evitar o consumo da pele, que é onde está concentrada a gordura prejudicial”.

O médico diz para as pessoas tentarem fugir de um modelo estigmatizado de ceia, chamando a atenção para o bacalhau ou mesmo o filé de merluza, mais barato.“E se não gostar do arroz integral, incremente-o dando um colorido com passas, castanhas e cenoura. No caso da farofa, substitua a farinha por amaranto, quinoa, produtos com menor índice glicêmico”.

E saiba que não tem como ficar “livre” da salada. Luiz Jabbur alerta que é preciso priorizá-la e o Brasil tem outra vantagem pela variedade de legumes e verduras. “Uma boa receita é juntar alface-americana, rúcula, tomate-cereja e figo in natura. Supersaudável e o figo traz um sabor doce à salada. E não se esqueçam, fibras dão saciedade”, diz. O médico destaca ainda a lentilha como um excelente alimento, com vários nutrientes para a saúde e que comporia com perfeição o prato. “É uma leguminosa perfeita, assim como as oleaginosas, as castanhas, que são ricas em selênio. Só não se esqueçam de que, apesar de saudáveis, são bem calóricas. Basta comer uma castanha-do-pará para ter a quantidade de selênio que precisamos no dia, uma unidade. Quem exagera, 100g, por exemplo, vai ingerir 700 calorias. Portanto, é preciso consumi-la com moderação”, ensina.

Quanto às bebidas, o espumante é o “menos ruim e com menos caloria”, na visão dos especialistas. Mas uma opção melhor do que as bebidas com álcool é a água saborizada. E a receita é fácil: coloque frutas no fundo de uma jarra e folhas de hortelã em água potável. Leve à geladeira. A água fica com gosto e aroma e é saudável. Agora, se não conseguir evitar o álcool, lembre-se de intercalar com copo de água para não desidratar. “Cuidado com o suco orgânico, porque é calórico, tem muito carboidrato e, por isso, recomendo sempre a fruta in natura. O melhor suco é o de limão e natural, é menos calórico, melhora a acidez estomacal e o pH do organismo como um todo. Limão é remédio”, diz Luiz Jabbur

Cacau com frutas
Sobremesa não pode faltar e a indicação dos nutricionistas e nutrólogos de plantão é substituir as tradicionais pelas saudáveis. Uma opção é o fondue de chocolate amargo (70% de cacau) com morango ou uva. “Só vale chocolate com no mínimo 70% de cacau por ser antioxidante e cardioprotetor. Mesmo se achar ruim, vale enfatizar que paladar é educável. Insista, que você vai aprender a gostar. É questão de persistência mesmo. Outra dica é consumir abacaxi fresco polvilhado com canela. Se quiser, pode esquentar na frigideira, mas sem nada, só para aquecer. Sorvete de frutas é outra ótima opção, saudável, com menos caloria e gordura”, ensina Jabbur.

Para ele, “quem conseguiu ficar na linha durante o ano pode até sair da rotina no Natal e no réveillon. Mas nunca se esqueçam de que o principal é cultivar os hábitos saudáveis o ano inteiro”. Gilberto Kocerginsky é taxativo ao declarar que não quer que as pessoas “pensem nas calorias e, sim, na qualidade nutricional do alimento”. E avisa: “Evitem carnes típicas deste período do ano, como aquelas defumadas, por causa da procedência e do risco de adição de químicos”. E enfatiza que “o ideal é carne magra”. Ele é terminantemente contra o álcool, mas se for inevitável, “um cálice, no máximo dois, de vinho tinto, sem esquecer a hidratação e de se alimentar durante o consumo. O ideal é não ingerir bebida alcoólica”.

Como seu colega Luiz Jabbur, Kocerginsky reforça “que tudo in natura é melhor por ser oxidante e com benefícios funcionais para o ser humano”. “Tudo deve ser com moderação, se não tiver nenhuma restrição. Meus pacientes já estão catequizados e sabem até onde podem ir. O Brasil tem 42% de obesos e pessoas com sobrepeso com a facilidade do alimento industrializado, fast food e estilo de vida de ficar preso no trânsito duas horas, estresse, nada de atividade física. E, consequentemente, surgem as doenças. Moderação tem de fazer parte da vida”, conclui.

Estado de Minas

INCA lança vídeo para incentivar cadastro de doadores de medula óssea

Um dos grandes desafios do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME) e dos registros de todo o mundo é a fidelização dos doadores cadastrados, que podem permanecer, em média, de 20 a 25 anos como potencial doador

Para conscientizá-los sobre a importância de manter o cadastro sempre atualizado, o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) lançou nesta sexta (18) um vídeo para ser divulgado e compartilhado pela população, para que a informação chegue a todos.

O lançamento celebra a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea, que ocorreu de 14 a 21 de dezembro e tem o objetivo de desenvolver atividades de incentivo à doação e ao esclarecimento sobre o procedimento.

Madrinha do registro brasileiro há cerca de 10 anos, a atriz e apresentadora Cissa Guimarães é a porta-voz da campanha em prol da atualização do cadastro. “Se você é doador de medula óssea, seu endereço, telefone e e-mail devem estar sempre corretos no cadastro do REDOME. Só assim, vamos encontrar você rápido quando alguém precisar de você. Atualize seus dados do REDOME para ser encontrado. Cada minuto faz diferença. Quem precisa de transplante não pode esperar”, explica Cissa.

Outra participação muito especial no vídeo é a da atriz Drica Moraes. Diagnosticada com Leucemia em 2010, Drica realizou o transplante de medula a partir de um doador não aparentado cadastrado no REDOME. Felizmente, ele estava com suas informações atualizadas, foi contatado e rapidamente pôde fazer a doação.

Hoje, o REDOME é o terceiro maior registro do mundo, com cerca de 3,8 milhões de doadores cadastrados, pessoas que compartilham solidariedade. É coordenado pelo INCA e conta com o apoio operacional da Fundação do Câncer.

“Somos parte de uma grande rede com um nobre objetivo: salvar vidas. Para encontrar um doador compatível, o REDOME realiza uma busca integrada com todos os registros internacionais, acessando os 26 milhões de doadores cadastrados no mundo e as mais de 600 mil unidades de sangue de cordão umbilical disponíveis”, afirma o coordenador do REDOME e diretor-geral do INCA, Luis Fernando Bouzas.

Fonte: Inca

HIV em crianças: saiba como é o tratamento

Atualmente, 36 crianças com HIV são tratadas no Ambulatório de Infectologia Infantil do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo, de acordo com dados de dezembro de 2015

Quanto a filhos de mulheres soropositivas que tenham sido expostos ao vírus mas não contaminados, são cerca de três novos casos por mês.

“As crianças expostas ao vírus, mas não contaminadas são acompanhadas durante 18 meses, até a exclusão da possibilidade de infecção”, explica Carla de Oliveira Cardoso, que é professora assistente de Pediatria na UFTM e médica do Departamento Materno-Infantil do HC.

Segundo Cardoso, que cuida de crianças soropositivas há 15 anos, a maioria desses pacientes desconhece o diagnóstico devido à vontade de seus pais. “A maior dificuldade não é fazer a criança aceitar o tratamento e sim convencer os pais da necessidade da adesão ao tratamento. Ministrar o remédio para a criança gera culpa, sofrimento, pena, e assim eles acabam não oferecendo a medicação regularmente. Cada paciente lida com doença a sua maneira: medo, revolta, tristeza, e outros com esperança, fé”, relata.

A profissional destaca o caso que mais a marcou em sua trajetória profissional: uma menina que chegou ao HC-UFTM em 2001, com uma infecção oportunista muito grave, desnutrida, impossibilitada inclusive de andar. “Ela ficou internada durante um ano inteiro, e sua vontade de viver foi muito maior que a gravidade da doença. Assim que ela conseguiu andar novamente, eu a levei para fora e sua emoção ao ver, depois de um ano, a luz do sol, foi tão intensa que me emociona até hoje. Essa menina, na época com oito anos, sabia do diagnóstico e nunca deu bola para a doença, seu foco era a vida”, relembra.

Terapia antirretroviral
No caso de gestantes soropositivas, existe um protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde para prevenção da transmissão do HIV da mãe para a criança – chamada transmissão vertical. O tratamento começa na gestante, com antirretrovirais que têm o objetivo de suprimir a carga viral. No momento do parto a mãe recebe um antiviral específico chamado AZT por via endovenosa. A criança, ao nascer, tem as secreções maternas removidas e recebe AZT via oral por quatro semanas.

Em algumas situações o recém-nascido recebe também outro medicamento, a nevirapina, por via oral. Essas medidas, quando seguidas corretamente, reduzem a chance de contaminação de 70% para menos de 1%. “Isso não é reversão do diagnóstico da criança, mas sim prevenção da contaminação”, esclarece Cardoso.

Já no caso de crianças efetivamente contaminadas pelo HIV, todas aquelas com diagnóstico confirmado antes de um ano de idade são tratadas, independentemente dos valores de carga viral ou presença de sintomas. Após essa idade, contudo, o início do tratamento depende de exames que vão acompanhar a capacidade imunológica e a carga viral. “Nesses casos, não é possível reverter a contaminação ou curar a doença, porém podemos controlá-la com antirretrovirais e garantir uma vida absolutamente normal, como no caso dos pacientes adultos com HIV”, informa a médica.

Fonte: ebserh.gov.br com informações do HC-UFTM

Campanha reforça alerta sobre cesáreas desnecessárias

Uma nova campanha idealizada pelo Projeto Parto Adequado, que visa à melhoria na prática obstétrica no Brasil, reforça a preocupação quanto à realização de cesáreas desnecessárias e busca sensibilizar gestantes e profissionais de saúde para que evitem o parto agendado

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A ação é coordenada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Hospital Israelita Albert Einstein e Institute for Healthcare Improvemente (IHI). Com o tema Não ao Parto Agendado, as mensagens que serão disseminadas pelas mídias sociais dos integrantes do projeto pedem que se evite a realização de cesáreas antecipadas e desnecessárias, numa época em que, devido às férias, festas de fim de ano e carnaval, é notório o incremento no número de partos cirúrgicos, levando à prematuridade dos bebês.

“Os meses de dezembro a fevereiro são um período em que notamos aumento das cesáreas desnecessárias agendadas em função das diversas datas comemorativas. Para prevenir as gestantes, mobilizar os profissionais de saúde e alertar a sociedade, elaboramos esta campanha, que tem o objetivo de alertar para os riscos das cesarianas sem necessidade e sensibilizar as gestantes, seus familiares e também os profissionais de saúde”, explica a diretora de Desenvolvimento Setorial da ANS, Martha Oliveira. “Através da ação, disseminaremos informações alertando para os riscos da cesárea desnecessária”, detalha.

A mensagem-chave da campanha é: Respeite o tempo do seu bebê. Para o nascimento, não há feriado: evite o parto agendado, escolha o #partoadequado. Através das mídias sociais, serão divulgadas, regularmente, informações que abordam as vantagens e os mitos relacionados ao parto normal e destacam a importância de práticas baseadas em evidências científicas. A iniciativa também visa estimular o engajamento das equipes de saúde atuantes nos hospitais participantes do projeto Parto Adequado e demonstrar e difundir as mudanças na assistência prestada por essas instituições.

“O Hospital, como líder clínico do Projeto, se preocupa com a educação e a informação das pacientes sobre as vantagens de se aguardar o termo da gestação e, de preferência, aguardar o início do trabalho de parto, períodos em que o bebê está maduro, diminuindo várias complicações, como as pulmonares, icterícia, capacidade de manter a temperatura, capacidade de sucção para que se estabeleça uma boa amamentação”, afirma Miguel Cendoroglo Neto, diretor superintendente do Einstein.

Riscos
Estudos científicos apontam que bebês nascidos de cesarianas apresentam riscos maiores de dificuldades respiratórias e são internados em UTI neonatal com mais frequência. Quando não tem indicação clínica, a cesariana aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe. Cerca de 25% dos óbitos neonatais e 16% dos óbitos infantis no Brasil estão relacionados à prematuridade. Em cesarianas desnecessárias, o recém-nascido pode sofrer complicações respiratórias imediatas, e se o parto for realizado antes das 39 semanas de gestação, o nascimento pode ocorrer antes da completa maturação pulmonar do bebê. E como em toda intervenção cirúrgica, existe risco de mortalidade derivada do próprio ato cirúrgico ou da situação vital de cada paciente. “Não há evidências científicas que justifiquem agendar um parto com antecedência, salvo algum risco claro para a saúde da mãe e do bebê. Por isso é importante se informar, buscar a opinião de outros profissionais, conversar com o seu médico”, destaca a coordenadora do projeto Parto Adequado na ANS, Jacqueline Torres. “A mulher tem o direito de ser informada e ser parte ativa na decisão do tipo de parto”, assinala.

Vantagens do parto normal
Pesquisas comprovam que a passagem pelo canal vaginal, na hora do nascimento, coloca o bebê em contato com bactérias naturalmente presentes nessa área do corpo da mulher, fortalecendo seu sistema imunológico e prevenindo o desenvolvimento de alergias e outros problemas de saúde no futuro. O trabalho de parto, ao contrário de um sofrimento para a criança, significa amadurecimento: a intensificação gradual das contrações musculares do corpo da mãe, necessárias para o bebê nascer, favorece a prontidão para o nascimento e o contato com o mundo – ritmo cardíaco, fluxo sanguíneo e maturação pulmonar são gradativamente trabalhados. A ciência já demonstrou também que hormônios naturalmente atuantes durante o trabalho de parto favorecem o vínculo entre mãe e bebê, o aleitamento materno e a recuperação pós-parto.

Projeto Parto Adequado
O projeto Parto Adequado é uma iniciativa desenvolvida pela ANS, pelo Institute for Healthcare Improvement (IHI) e pelo Hospital Albert Einstein, com apoio do Ministério da Saúde, que envolve 42 hospitais e mais de 34 operadoras de planos de saúde de todo o país.

As estratégias para redução de partos cirúrgicos desnecessários desenvolvidas pelo projeto tiveram início em outubro do ano passado, com a assinatura do termo de compromisso que deu origem à iniciativa. Em março, após um período de inscrição voluntária, foram selecionados os hospitais participantes do projeto (37 privados e quatro com atendimento pelo Sistema Único de Saúde, além do Hospital Albert Einstein) e as atividades tiveram início.

Para fazer as mudanças, os estabelecimentos estão efetuando adequações de recursos humanos e da ambiência hospitalar para a incorporação de equipe multiprofissional nos hospitais e maternidades; capacitação dos profissionais para ampliar a segurança na realização do parto normal; engajamento do corpo clínico, a equipe e as próprias gestantes; e promovendo a revisão das práticas relacionadas ao atendimento das gestantes e bebês, desde o pré-natal até o pós-parto.

Em seis meses de implantação, a iniciativa ajudou a aumentar em 7,4 pontos percentuais a taxa de partos normais nos estabelecimentos participantes, iniciando a reversão dos altos números de cesáreas registrados nos últimos 10 anos no Brasil. Nos 42 hospitais públicos e privados que estão desenvolvendo a iniciativa, a taxa de partos normais está em uma curva ascendente: passou de 19,8% em 2014 (média) para 27,2% em setembro de 2015. A redução da taxa de cesáreas para 72,8% após a implantação do projeto equivale ao salto que o índice deu em praticamente uma década – de 2006 a 2015 - período em que passou de 75,5% para 85,5%.

Saiba mais sobre o projeto - http://www.ans.gov.br/prestadores/projeto-parto-adequado. 

Fonte: ANS

Cremes para estrias não funcionam, diz estudo

De acordo com pesquisa da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, os produtos não são capazes de reparar as fibras elásticas danificadas da pele

Não há produto capaz de prevenir, reduzir ou acabar com as estrias. É o que diz uma pesquisa publicada recentemente na prestigiosa revista científica British Journal of Dermatology. De acordo com o estudo, liderado por Frank Wang, dermatologista e professor da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, não há evidência científica para comprovar a eficácia destes produtos.

As estrias, sobretudo decorrentes da gravidez, afetam entre 50% e 90% das mulheres. Entre os fatores de risco estão: histórico familiar, ganho de peso e o tipo de gestação (múltipla ou de um bebê).

No estudo, os pesquisadores compararam amostras de pele com estrias recém-formadas de 27 mulheres grávidas, com o tecido de outras regiões, como abdômen e quadril. Os resultados mostraram que, em uma estria, a rede de fibras elásticas na derme fica danificada. Apesar de essas fibras elásticas terem a capacidade de “esticar e voltar à forma anterior”, uma vez danificadas, não é possível repará-las.

Os produtos disponíveis no mercado atualmente não são capazes de reparar as fibras elásticas quebradas. “Pode fazer mais sentido, portanto, focar em preservar as fibras elásticas em vez de reparar as danificadas”, disse Wang. A equipe continua estudando formas de prevenir e tratar as estrias.

Veja

Exame fácil para zika com diagnóstico em apenas 20 minutos

Laboratório carioca desenvolveu técnica. Teste poderá ser feito a partir de janeiro

Como funciona o teste para diagnosticar o zika vírus
Arte: O Dia

Daqui a um mês, os diagnósticos do zika vírus poderão ser feito em minutos, apenas com o espetar de um dedo. A técnica rápida e barata já diagnostica doenças como dengue, chikungunya, HIV, sífilis, hepatites B e C, toxoplasmose, hanseníase, malária, mioglobina, e creatinina. Ela está sendo desenvolvida pelo laboratório carioca Orange Life, que já exporta para vários países.

Os resultados saem em menos de 20 minutos e são feitos com o auxílio de um aparelho, o Smart Reader. Cada doença tem um teste específico com partes isoladas do vírus. O paciente fura o dedo, assim como um aparelho de teste de glicose, coloca uma gota de sangue em uma paleta e a insere no aparelho. É possível, ainda, inserir os sintomas apresentados pelo paciente para se obter o diagnóstico. O aparelho é aprovado pela Anvisa.

A alternativa foi desenvolvida pelo médico italiano Marco Collovati. É considerada na área de saúde como uma opção mais barata e rápida em comparação a outros testes: o molecular e o sorológico, que não saem por menos de R$ 1 mil e o resultado pode demorar até dez dias.

“Temos várias comunidades ao redor do mundo sem acesso a diagnósticos”, aponta Marco ao justificar a criação da empresa. Segundo ele, não é possível afirmar, agora, o valor que os testes de zika terão. A Orange Life cobra hoje em média R$ 25, cada para o consumidor final.

O Dia

Suspensa publicidade de cinco produtos da empresa MSC

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta segunda feira (21/12) a suspensão da publicidade dos produtos Termo-night, Lipolic, Dilatic, Adrenalic e Anabolic, da empresa MSC - Manipule Seu Corpo, de Minas Gerais

A empresa atribuía alegações de propriedades funcionais ou de saúde às referidas marcas. Estas alegações não são permitidas na legislação brasileira para este tipo de produto, pois não foram comprovadas.

A medida foi publicada hoje no Diário Oficial da União, por meio da Resolução RE nº 3.513.

A Agência lembra que o rótulo e a bula são as principais fontes de informação para os usuários sobre as condições do produto e indicações de uso. Por isso, ler o rótulo e a bula deve se tornar um hábito para a própria segurança.

ANVISA

Anvisa suspende Genotropin caneta preenchida importado pela empresa Pfizer

A Anvisa determinou, nesta segunda-feira (21/12), a suspensão de alguns lotes dos medicamentos Genotropin caneta preenchida de 12mg e Genotropin caneta preenchida de 5,3 mg. Os medicamentos são importados pela empresa Laboratórios Pfizer Ltda.

A decisão ocorreu após a empresa constatar um defeito no mecanismo de ajuste de dose em alguns dispositivos do medicamento citado e emitir o comunicado de recolhimento voluntário.

Com a suspensão da distribuição, venda e uso dos lotes abaixo, a empresa deve recolher o estoque existente no mercado.

MedicamentoLoteData de validade
Genotropin caneta reenchida de 12mg
J35334
L10694
L47950
03/2017
04/2017
07/2017
Genotropin caneta preenchida de 5,3mg
L13866
L92703
04/2017
05/2017

ANVISA


Agência suspende medicamento da empresa Hospira Produtos Hospitalares

Após o comunicado de recolhimento voluntário enviado pela Hospira Produtos Hospitalares Ltda, a Anvisa determinou a suspensão de alguns lotes do medicamento Evocarb 50mg e Evocarb 150mg

Os lotes abaixo apresentaram uma alteração na cor da solução após reconstituição em frascos do medicamento.

Com isso a decisão da Agência, a empresa deve promover o recolhimento do estoque existente no mercado.

Confira os lotes suspensos:
MedicamentoLoteValidade

EVOCARB 50mg
02043
A02043
01/2016
08/2016
EVOCARB 150mg
01073
01075
02/2016
08/2016

ANVISA

Anvisa alerta sobre roubo de receita de controle especial de profissional de Varginha (MG)

A Diretoria de Vigilância em Medicamentos e Congêneres de Minas Gerais alertou à Anvisa sobre o extravio das notificações de receita B (azuis) com numeração de 11356001 a 11356100, em nome de Dr. Natanael Átilas Aleva, CRO 1723, liberadas pela Vigilância Sanitária Municipal de Varginha (MG) para este profissional

Os receituários foram roubados do profissional em Belo Horizonte e houve imediato registro de Boletim de Ocorrência.

A Anvisa alerta aos farmacêuticos responsáveis técnicos de todo o estado de Minas Gerais que fiquem atentos à numeração descrita e comuniquem imediatamente à Vigilância Sanitária local e à Anvisa, a identificação de tais notificações, para que sejam tomadas as providências cabíveis.

ANVISA