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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Ministério da Saúde abre vagas para o curso ‘Guias de Prática Clínica em Saúde’

O Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) oferecem 100 vagas para o curso online ‘Guias de Prática Clínica em Saúde’, direcionado a profissionais e gestores que atuam no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Os interessados têm até o próximo dia 7 de setembro para se inscrever*; para isso, basta acessar preencher o formulário.
 
O curso
Com carga horária de 60 horas e início previsto para 23 de setembro deste ano, o curso tem como objetivo a difusão de conhecimentos e a capacitação dos participantes para o uso de evidências científicas no âmbito do desenvolvimento, avaliação e implementação de guias e diretrizes clínicas.

Público-alvo: profissionais e gestores de saúde que atuem no âmbito do SUS na elaboração de diretrizes clínicas; que utilizem estes documentos na prática profissional; que atuem em núcleos de avaliação de tecnologias em saúde ou de pesquisa relacionados ao tema
 
Conteúdo:
• Introdução aos guias de práticas em saúde baseados em evidências;
• Planejamento e escopo do guia;
• Composição do grupo elaborador e conflitos de interesses;
• Formulação de perguntas e seleção de resultados;
• Estudos primários e revisões sistemáticas como base dos guias em saúde;
• Pesquisa, avaliação e síntese das evidências;
• Avaliação dos recursos e custos;
• Incorporação de valores e preferências dos pacientes;
• Desenvolvimento e formulação de recomendações;
• Produção, comunicação, atualização e revisão externa;
• Implementação e avaliação.
 
Inscrições*
Período: até 7/9/2015 – inscrição gratuita
 
Como se inscrever: é necessário preencher o  formulário, no qual os seguintes documentos devem ser anexados
 
• Carta de intenção, contendo os motivos pelo quais o curso poderá ser benéfico às atividades profissionais desenvolvidas;
• Carta de anuência do gestor imediato sobre a participação no curso;
• Currículo Lattes atualizado.
 
Requisitos para se inscrever:
• Atuação pro­fissional no âmbito do SUS;
• Atuação pro­fissional na elaboração ou uso de protocolos ou diretrizes clínicas;
• Atuação em núcleo de pesquisa de avaliação de tecnologias em saúde;
• Conhecimentos básicos em Epidemiologia.
 
Texto: Comunicação Interna/ASCOM/GM/MS

Você sabia que uma hora de narguilé equivale a 100 cigarros?

O narguilé, também chamado de cachimbo d’ água, shisha ou Hookah, é um dispositivo para fumar no qual o tabaco é aquecido e a fumaça gerada é resfriada pela água antes de ser aspirada pelo fumante, por meio de uma mangueira

 

O narguilé pode parecer menos nocivo que outros produtos de tabaco, porém, assim como todos os produtos de tabaco fumados, causa câncer de pulmão, boca e bexiga, estreitamento das artérias e doenças respiratórias.
 
Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma sessão de narguilé com duração de 20 a 80 minutos pode corresponder à exposição aos componentes tóxicos presentes na fumaça de 100 a 200 cigarros. Além dos malefícios causados pela fumaça, o compartilhamento do narguilé com outros usuários pode expor o fumante a alguns riscos particulares, como o de contrair doenças infecciosas como herpes, hepatites virais e tuberculose.

Uma possível explicação para a crença do menor risco à saúde é que a água presente no narguilé filtra parte da nicotina, tornando-a menos concentrada na fumaça. No entanto, essa menor concentração de nicotina no narguilé exige que o usuário aumente o tempo de exposição para alcançar o nível necessário da substância capaz de suprir sua dependência. Assim, o narguilé acaba expondo o fumante a níveis mais elevados de compostos químicos que causam câncer e gases nocivos, como monóxido de carbono.

Vale lembrar que o carvão usado para aquecer o tabaco nesse tipo de dispositivo também é fonte de substâncias tóxicas adicionais, dentre elas o benzeno e o alcatrão, aumentando o potencial de toxicidade do narguilé. Mesmo quando o tabaco é substituído por outras folhas ou ervas, o carvão acarreta prejuízos à saúde. Sendo assim, até os narguilés que não contém tabaco também liberam toxinas.

Especialmente usado por jovens, o narguilé tem uma característica peculiar que incentiva o aspecto da socialização. Um único cachimbo pode ser usado por várias pessoas simultaneamente, reforçando o uso em grandes grupos.

Esse é o caso da universitária Thaís Moraes e seus amigos. O narguilé faz parte dos momentos de diversão do grupo, que se reúne aos finais de semanas para confraternizar e fumar. “Fumo há uns três anos. Sempre em momentos de descontração com meus amigos. Temos um grupo de mais ou menos dez pessoas que se reúnem em casa ou em barzinhos”, conta.
 
O uso do cachimbo pode durar horas. “Dependendo do ânimo do pessoal, podemos passar a noite fumando. Na sexta-feira passada, por exemplo, começamos por volta das oito e fomos até meia noite”, fiz Thaís. A jovem de 22 anos já anda preparada para estes momentos. “Tenho meu próprio narguilé. Ando com ele no porta-malas do carro para fumar quando quiser”, disse.

O tabaco do narguilé é regularmente adocicado e aromatizado e o cheiro e gosto doces da fumaça podem explicar porque algumas pessoas, em especial os jovens, que de outra forma não fumariam cigarro, começam a usar o cachimbo. Adolescentes fumantes têm alta probabilidade de se tornarem adultos fumantes, sendo a experimentação o primeiro passo para uma futura adesão ao consumo regular dos produtos de tabaco e de outras drogas. Quanto mais cedo se estabelece a dependência do tabaco, maior o risco de câncer e de outras doenças crônicas não transmissíveis, morte prematura na meia idade ou na idade madura.

De acordo com a pesquisa Vigilância de Tabagismo em Escolares (Vigescola) do Ministério da Saúde, realizada em 2009 pelo Ministério da Saúde, o consumo de narguilé por jovens de três capitais (São Paulo/SP, Campo Grande/MS e Vitória/ES) foi elevado tanto em meninas quanto em meninos, atingindo prevalências semelhantes às encontradas nas regiões orientais do Mediterrâneo. A prevalência do consumo do narguilé em São Paulo foi a mais alta: 93,3% dos entrevistados que consumiam outros derivados do tabaco fumado, além do cigarro industrializado, declararam usar o narguilé com maior frequência.

A boa notícia é que o ato de fumar está cada vez menos popular entre os brasileiros. O número de fumantes permanece em queda. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE, revela que o índice de pessoas que consomem cigarros e outros produtos derivados do tabaco é 20,5% menor que o registrado cinco anos atrás. Em 2013, do total de adultos entrevistados, 14,7% afirmavam fumar. Esse índice era de 18,5% em 2008, conforme a Pesquisa Especial de Tabagismo do IBGE (PETab).
 

Ministério da Saúde alerta população sobre perigos do narguilé

Para conscientizar a população sobre os malefícios do fumo do narguilé, o Ministério da Saúde levou as informações da campanha do Dia Nacional de Combate ao Fumo para perto da população
 
Um shopping de Brasília (DF) recebeu um totem para alertar que, ao contrário do que muita gente pensa, o narguilé pode causar diversas doenças, como câncer de pulmão, boca e bexiga, estreitamento das artérias e doenças respiratórias. Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma hora de uso o narguilé equivale a fumar 100 cigarros.
 
A ação faz parte da campanha nacional “Da Saúde se Cuida Todos os Dias”, que tem como objetivo incentivar as mudanças individuais e de comportamento, reconhecendo que a saúde não é fruto apenas da vontade própria, mas também dos contextos social, econômico, político e cultural em que estão inseridos.
 
O estudante Daniel Barros, de 22 anos, conta que quando soube desta informação parou fazer uso no narguilé. “Fiquei preocupado em saber disso e foi o que me motivou parar de fumar”, disse.

Deglaucir Teixeira, de 42 anos, observa que se as informações sobre os malefícios do narguilé chegarem a mais gente, o número de usuários diminuirá. “Tem gente que fuma o narguilé pensando que é o contrário, que é melhor fumar ele do que o cigarro. Principalmente por causa dos aromatizantes que existem. Por isso, quanto mais gente souber, melhor”, disse.

O totem com as informações viajará pelo Brasil e será exposto em várias cidades brasileiras. Para saber mais sobre tabagismo e como parar de fumar, visite o site do Instituto Nacional do Câncer.
 

E como será a transferência de clientes da Unimed Paulistana?

Foto: Reprodução
Acometida por uma crise financeira há anos, os serviços da Unimed Paulistana foram definitivamente encerrados nesta quarta-feira (02). A ANS anunciou que os mais de 740 mil beneficiários da operadora terão que ser transferidos para outros planos em 30 dias. Apesar do prazo, alguns hospitais e laboratórios já deixam de atender o convênio
 
A maior parte dos clientes da Unimed reside na cidade de São Paulo. Segundo dados da ANS, 75% fazem parte de planos coletivos e empresariais. Para dar mais detalhes sobre essa transferência de carteira, o advogado e especialista em direto do consumidor, Vinicius Zwarg, falou ao Saúde Business:
 
1. Como funcionará a abertura da carteira de clientes para outra empresa?
A Unimed Paulistana terá 30 dias para fazer uma alienação compulsória da carteira. Em não ocorrendo, a ANS fará uma oferta pública, isto é, oferecerá a carteira no mercado para empresas interessadas. A carteira pode ser adquirida por uma única empresa ou divida em dois ou mais players. Tudo vai depender do valor da carteira e de como ela ficará ao final do prazo em termos de valor. Se por um lado a portabilidade é boa, pois possibilita a migração de consumidores, por outro, diminui o valor de mercado da carteira, eis que ficarão somente aqueles com dificuldade de migração.
 
2. Se a transferência acontecer, a carência será absorvida pelo novo plano?
Sim. Importante que o consumidor saiba que o contrato deverá ser mantido nas mesmas condições atuais e, para tanto, os pagamentos por parte do consumidor devem ocorrer de modo regular. Deixar de pagar o vencimento do plano de saúde só aumentará o problema do consumidor.
 
3. Pode ocorrer prorrogação do prazo de 30 dias?
Creio que não, pois este foi o prazo estabelecido pela ANS. Entretanto, nada impede que a Unimed peça uma prorrogação. Havendo uma boa razão, quem sabe, não tenhamos a dilação do prazo.
 
4. O consumidor é obrigado a aceitar a nova empresa?
Não é obrigado a aceitar. Ele pode buscar a rescisão de seu contrato. Mas é bem provável que o plano existente na Unimed Paulistana ou de quem assumir, seja mais interessante do ponto de vista econômico do que um novo.
 
5. Clínicas e hospitais conveniados podem negar o atendimento dos consumidores com o plano?
Provavelmente os hospitais e laboratórios não estão recebendo pelos serviços prestados. No entanto, entendo que o Hospital não pode negar cobertura, pois a vida prevalece diante de eventual direito de recebimento (pagamento dos serviços médicos). A situação me parece bastante complicada.
 
6. Exames e consultas já marcadas serão cobertos normalmente?
Em princípio, deverão ser cobertas normalmente (exames e consultas). No entanto, a questão é muito delicada e ainda não sabemos o desfecho. Mas caso o consumidor tenha algum exame ou consulta negado deve procurar o advogado de sua confiança e ajuizar uma ação exigindo, liminarmente se necessário, o seu atendimento.
 
7. As empresas que se negarem a atender o plano sofrem alguma punição?
Podem sofrer outras sanções administrativas. Mas não me parece o caso, pois a situação já é muito delicada e a alienação compulsória, por si só, não deixa de ser uma espécie de punição.
 
Perfil
Vinicius Zwarg: Formado pelo Mackenzie é mestre em Direitos Difusos e Coletivos pela PUC-SP. Foi Chefe de Gabinete, Diretor de Fiscalização e Diretor de Estudos e Pesquisas da Fundação PROCON/SP. Foi membro suplente do Conselho Consultivo da ANVISA (Agência de Vigilância Sanitária). Foi membro suplente da CPCON (Comissão Permanente do Consumidor) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Foi Coordenador da Autorregulação da ABECS (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviço).
 
Saúde Business

Vítimas do Holocausto podem transmitir traumas pelos genes

O estudo tomou como base a análise genética de 32 sobreviventes do Holocausto e seus filhos
Getty Images: O estudo tomou como base a análise genética de 32 sobreviventes
do Holocausto e seus filhos
Mudança genética associada a traumas sofridos por sobreviventes do Holocausto podem ser transmitidas a filhos e às gerações seguintes
 
Uma equipe de pesquisadores do Hospital Monte Sinai, em Nova York, comparou a composição genética de um grupo de 32 homens e mulheres judeus com a composição genética de seus filhos. O grupo de estudo tinha vivido em um campo de concentração e sofrido com o regime nazista.
 
Essa informação foi comparada com a de outras famílias judias que não tinham vivido na Europa durante a Segunda Guerra Mundial.
 
Os filhos das famílias que foram vítimas diretas são mais propensos a sofrer problemas ligados ao estresse.
 
E "as mudanças genéticas nessas crianças só podem ser atribuídas ao fato de que seus pais foram expostos ao Holocausto", disse Rachel Yehuda, professora de psiquiatria e neurociência e líder do projeto de pesquisa.
 
O estudo, segundo os autores, apresenta um exemplo claro em humanos de como a herança epigenética pode afetar os filhos e até os netos.
 
"É a primeira prova em humanos - de que temos conhecimento - de uma marca epigenética na descendência baseada na exposição dos pais, antes da concepção", afirmou Yehuda.
 
Teoria polêmica
A teoria da herança epigenética é polêmica. O que é cientificamente aceito hoje é que a única forma de transmitir informação biológica entre as gerações é através do DNA.
 
Mas, segundo essa teoria, o estilo de vida e as influências do meio ambiente - por exemplo, fumo, estresse ou a dieta - podem provocar mudanças genéticas em nossa descendência e ter um papel importante em seu desenvolvimento.
 
Os genes mudam pela influência do ambiente mediante uma "etiqueta química" (o epigenoma) que adere ao DNA e funciona como um interruptor: modifica a expressão dos genes, ativando-os ou silenciando-os.
 
Terra

Pílua anticoncepcional: Interações medicamentosas

O anticoncepcional oral, popularmente conhecido como pílula anticoncepcional, é um método de controle de natalidade muito difundido, usado em larga escala pela população feminina há várias décadas
 
Autor: Dr. Pedro Pinheiro   
 
Se usado corretamente, sua taxa de sucesso chega aos 99,9%. Entretanto, na vida real, quase 8% das mulheres que usam anticoncepcionais acabam engravidando, devido a erros no modo de tomar o medicamento.
 
Além da forma correta de tomar o anticoncepcional, é importante ter em mente que algumas drogas interagem com a pílula, modificando seus efeitos e sua eficácia.
 
Há muitos mitos e muita confusão em relação à interação dos anticoncepcionais com alimentos e medicamentos. Neste artigo vamos tentar esclarecer um pouco este assunto, abordando os riscos do uso da pílula com as seguintes combinações:
  • Anticoncepcionais e antibióticos.
  • Anticoncepcionais e álcool.
  • Anticoncepcionais e anticonvulsivantes.
  • Anticoncepcionais e anti-hipertensivos.
  • Anticoncepcionais e Erva de São João.
  • Anticoncepcionais e medicamentos frequentemente prescritos.
Interação entre anticoncepcionais e antibióticos
Para boa parte da população, o grande vilão dos anticoncepcionais são os antibióticos. A ideia de que os antibióticos cortam o efeito da pílula é muito difundida, e durante muito tempo, a própria classe médica atuou de forma a propagar essa informação. Sempre houve relatos esporádicos de falhas do contraceptivo hormonal após uso de antibióticos, o que servia para dar uma suposta sustentação científica para o fato.
 
Porém, na última década, vários estudos foram conduzidos de forma a avaliar a real interação entre anticoncepcionais e antibióticos. Os resultados foram, de certo modo, surpreendentes.
 
Os únicos antibióticos que realmente cortam o efeito da pílula são a Rifampicina e o seu derivado rifabutina, drogas usadas habitualmente contra a tuberculose, hanseníase (lepra) e na profilaxia da meningite. A rifampicina reduz os níveis sanguíneos de Etinil estradiol e Progestina, as formas sintéticas do estrogênio e da progesterona presentes nos anticoncepcionais, fazendo com a eficácia da pílula fique reduzida. Mulheres que precisam usar esta droga devem escolher um método contraceptivo não hormonal, como preservativos.
 
Em relação às outras classes de antibióticos NÃO houve comprovação científica de que qualquer uma delas possa ter efeitos na eficácia da pílula.
 
Até alguns anos atrás, recomendava-se cautela na associação de anticoncepcionais e antibióticos, como as tetraciclinas, metronidazol e os derivados da penicilina, como amoxicilina e cefalosporinas, pois existiam relatos esporádicos de anulação do efeito da pílula por esses antibióticos. Todavia, como já dito, estudos mais recentes não conseguiram comprovar esta relação. Por isso, atualmente, não se recomenda nenhum tipo de cuidado para as mulheres que usam antibióticos e anticoncepcionais ao mesmo tempo (exceto, claro, no caso da rifampicina).
 
Para que não reste dúvida, não há nenhuma prova científica de que os seguintes antibióticos cortem o efeito da pílula anticoncepcional:

– Amoxicilina.
– Amoxicilina + ácido clavulânico.
– Azitromicina.
– Cefalexina.
– Cefazolina.
– Cefotaxima.
– Cefuroxime.
– Claritromicina.
– Clindamicina.
– Ciprofloxacino.
– Doxiciclina.
– Eritromicina.
– Flucloxacilina
– Fosfomicina.
– Gentamicina.
– Levofloxacino.
– Metronidazol.
– Minociclina.
– Moxifloxacino.
– Nitrofurantoína.
– Norfloxacino.
– Ofloxacino.
– Penicilina benzatina (benzetacil).
– Penicilina V.
– Tetraciclinas.
– Trimetoprim-sulfametoxazol.
 
É importante salientar que, apesar do texto falar muito em pílula anticoncepcional, nenhum dos anticoncepcionais hormonais, sejam eles sob a forma de pílula, injeção, adesivo ou implantes têm sua eficácia reduzida pelos antibióticos.
 
Portanto, a difundida ideia de que antibióticos cortam o efeito dos anticoncepcionais é falsa na imensa maioria dos casos.
 
Interação entre anticoncepcionais e álcool
O consumo regular de álcool (etanol) causa aumento dos níveis de estradiol, podendo potencializar os efeitos colaterais a longo prazo dos anticoncepcionais, como tromboses e neoplasia de mama. A taxa de metabolização do álcool também fica reduzida em quem toma esses hormônios, fazendo com que o mesmo circule no sangue por mais tempo.
 
Interação entre anticoncepcionais e anticonvulsivantes
Drogas usadas no tratamento da epilepsia e da convulsão podem diminuir os efeitos dos anticoncepcionais. Entre eles, podemos citar:
 
– Fenitoína.
– Fenobarbital.
– Carbamazepina.
– Primidona.
– Topiramato.
– Oxcarbazepina.
 
Felizmente, existem outras classes de anticonvulsivantes que podem ser usadas juntos com os anticoncepcionais orais sem risco de interação. São eles:
 
– Gabapentina.
– Lamotrigina.
– Levetiracetam.
– Tiagabina.
– Ácido valproico
 
Interação entre anticoncepcionais e anti-hipertensivos
Não existem problemas maiores nesta associação, pois os anti-hipertensivos não cortam os efeitos da pílula.
 
Os pacientes que usam o diurético espironolactona ou os anti-hipertensivos da classe dos inibidores da ECA, como ramipril, enalapril e lisinopril, podem apresentar uma taxa um pouco maior de potássio no sangue. Em geral, uma correção da dose dos medicamentos é suficiente para controlar esta alteração.
 
Interação entre anticoncepcionais e Erva de São João
A Erva de São João é um medicamento natural usado para depressão (ainda sem eficácia clínica comprovada), que não deve ser usado junto com a pílula, pois reduz a eficácia dos anticoncepcionais.
 
Outras interações dos anticoncepcionais
Não há evidências de que o Orlistat (Xenical®) diminua o efeitos dos anticoncepcionais.
 
Derivados do ácido retinoico, como a isotretinoína (Roacutan) podem reduzir a eficácia da pílula anticoncepcional. Pacientes sob tratamento com Roacutan devem usar, além da pílula, um método contraceptivo complementar, como a camisinha.
 
O antifúngico Fluconazol não interfere na eficácia da pílula, mas ele aumenta os níveis sanguíneos de estrogênio quando usado junto com anticoncepcionais orais.
 
A associação de anticoncepcionais com o anticoagulante Varfarina deve ser feita com cuidado, pois a pílula diminui o efeito desta droga.
 
Corticoides, como a prednisona e a prednisolona, não cortam o efeito, mas podem ter seus efeitos colaterais potencializados pela associação com a pílula anticoncepcional.
 
Antirretrovirais usados no tratamento da aids, como Nelfinavir, Nevirapine, Ritonavir, podem cortar a eficácia dos anticoncepcionais. De qualquer modo, por motivos óbvios, os paciente portadores do HIV não devem ter relações sexuais sem o uso de preservativos, o que de certo modo atenua o risco de gravidez por falha da pílula.
 
As seguintes drogas também NÃO apresentam evidências de redução da eficácia dos anticoncepcionais hormonais:
 
– Antidepressivos, como paroxetina, sertralina, escitalopram, citalopram ou fluoxetina.
– Antivirais, como aciclovir.
– Antidiabéticos orais ou insulina.
– Benzodiazepinas, como diazepam, clonazepam, alprazolam.
– Medicamentos para controle do colesterol, como sinvastatina, atorvastatina ou rosuvastatina.
– Anti-inflamatórios ou aspirina.
– Analgésicos, como dipirona ou paracetamol.
– Sibutramina.
– Diuréticos.
– Omeprazol.

Mdsaude.com

Diástase do músculo da barriga é um problema comum após a gravidez

Mas outras condições podem causar esse problema, que causa uma abertura no abdômen

Dr. Marcelo Wulkan Cirurgião Plástico - CRM 108732/SP

A diástase músculo da barriga (conhecido como reto abdominal) é uma manifestação clínica visível na parte do meio da barriga, onde se observa uma abertura ou abaulamento da região, principalmente durante esforços. Ela ocorre mais comumente em mulheres que passaram por diversas gestações, pois resulta em aumento do útero típico da gravidez, que acaba "empurrando" os músculos abdominais para os lados. No entanto, existem outras causas de diástase do reto abdominal, tais como: excesso de peso, desnutrição e aumento da pressão intra-abdominal (que pode ocorrer devido a um tumor, por exemplo).
 
O músculo reto abdominal funciona como duas longas cintas que sustentam a região anterior do abdômen, desde o processo xifoide (parte de baixo do osso do peito) até o osso púbico (parte do meio da bacia). Quando os dois músculos se distanciam, a parte entre eles fica sem sustentação e acaba abaulando a região.
 
Esta separação do músculo reto abdominal pode comprometer a estabilidade corporal e a mobilidade, contribuindo para o aparecimento de dor nas costas, comprometendo a postura, além de problemas estéticos.
 
Mulheres que não fazem exercícios físicos e, assim, não têm o abdômen trabalhado, desenvolvem mais chances de apresentar o problema. Contribuem também hormônios da gestação que causam o relaxamento muscular, um bebê grande e excesso de líquido amniótico.
 
Diagnóstico e prevenção da diástase
Além do exame físico realizado pelo seu médico, o ultrassom e tomografia são exames que comprovam e medem com mais detalhes o local e extensão da diástase. Esses exames são solicitados pelo convênio médico da paciente caso deseje realizar o tratamento clínico ou cirúrgico da moléstia.

Existem muitos graus de diástase e os tratamentos são sempre personalizados para cada caso. Pode existir hérnia no local da diástase que também deve ser abordada (se existir indicação para isso).

Infelizmente, não é possível prevenir a diástase, mas manter o espaçamento entre as gestações em pelo menos dois anos e realizar exercícios físicos que fortaleçam a região pode reduzir as chances.   
 
Tratamento da diástase
Clinicamente, pode-se realizar tratamentos com fisioterapeuta ou profissional de saúde habilitado para orientar o fortalecimento dos músculos acometidos. Exercícios mau executados podem causar uma piora da queixa e por isso é fundamental procurar ajuda especializada.                            
 
Se a gestação causar afastamento dos músculos menor que quatro centímetros, muitas vezes é possível reverter a situação com exercícios físicos em até três meses. Se for maior, pode ser necessária uma cirurgia para unir os lados, usualmente realizada por cirurgião plástico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).   
 
A cirurgia consiste num corte transversal no abdome inferior (como se fosse uma cesariana) com descolamento do tecido até o nível do umbigo ou acima se for necessário. Faz-se uma aproximação dos músculos sendo eles fixados pela aponeurose (uma pele grossa que recobre a musculatura abdominal como se fosse uma cinta). Esta cirurgia também é estética pois diminui o volume do abdome e define a cintura da paciente. Nesses casos ela é associada a uma miniabdominoplastia ou a uma abdominoplastia clássica.                            
 
O tempo de recuperação após o parto é diferente para cada mulher. Isso pode depender do corpo que você tinha antes de engravidar e pode levar apenas alguns meses ou até mais de um ano para que a recuperação completa ocorra.     
 
O tempo de recuperação após o parto é diferente para cada mulher. Isso pode depender do corpo que você tinha antes de engravidar e pode levar apenas alguns meses ou até mais de um ano para que a recuperação completa ocorra.
 
Minha Vida

Saiba quais são os medicamentos que podem interferir na ação dos anticoncepcionais

A designer Melissa Spínola, de 29 anos, planejava ter o segundo filho em 2009, mas a cegonha resolveu antecipar a data

A surpresa aconteceu mesmo com a designer usando anel vaginal (contraceptivo que libera estrógeno e progestágeno direto na parede da vagina). "Não tomava pílulas para não correr o risco de esquecer de ingeri-las todos os dias, com o anel pensava estar mais segura", conta.

Depois de uma infecção urinária muito forte, que exigiu um tratamento com dois tipos de antibióticos, Melissa ficou preocupada com a menstruação, que não vinha. Nos exames, ainda para controlar o problema de saúde, descobriu que estava grávida da pequena Giulia, que viria a nascer em fevereiro de 2008.

Não há dados oficiais sobre a ocorrência de gravidez provocada pela interferência de um medicamento sobre a ação do anticoncepcional e nem ao menos é possível afirmar com certeza que a concepção, como no caso de Melissa, tenha sido provocada por interferência medicamentosa, pois ela pode ser uma das mulheres que se encaixam nos 0,03% de ineficácia do anticoncepcional.    
 
No entanto, a fertilização, mesmo em período de "proteção", é possível, segundo especialistas. "Os anticoncepcionais de hoje possuem uma quantidade mínima de hormônios, portanto, alterações no seu funcionamento podem acarretar em uma ovulação de escape, ou seja, não periódica", explica Ayrton Magistris, ginecologista especializado em fisiopatologia. E como sabemos, desde a época do colégio, a fertilização do óvulo é o início de uma nova vida.
 
A grande interferência dos medicamentos ocorre durante a absorção dos hormônios dos contraceptivos, e o mais sensível é o etinilestradiol (um estrógeno semi-sintético), segundo Magistri. Fármacos que alteram o tempo em que o anticoncepcional fica no trânsito intestinal ou que induzam a retirada da substância da circulação sanguínea - por meio da ação do fígado - são os grandes vilões.      
 
Fiscalização em dose dupla
"A partir de agora, quando estiver em um tratamento sempre farei proteção dobrada", afirma Melissa. Segundo Barbosa, a designer está correta, a saída é mesmo reforçar a barreira: "Não interrompa o uso da pílula e utilize um contraceptivo não-hormonal, sendo a camisinha a melhor indicação".         
 
Para tratamentos a longo prazo, a exemplo de doenças neurológicas e da AIDS, o mais adequado é mudar o método anticoncepcional. "Nesses casos, pílulas, por exemplo, não são indicadas", alerta o ginecologista.           
São muitas as oportunidades de interação com outros medicamentos, portanto, é aconselhável que, quando forem prescritos remédios que deverão ser administrados em conjunto com os anticoncepcionais hormonais, consultar o médico para garantir um suporte seguro à contracepção. 
 
Principais medicamentos
Com a ajuda dos ginecologistas Ayrton Magistris e Antonio Julio Sales Barbosa, também obstetra do Hospital Santa Catarina, em São Paulo, elaboramos uma lista dos medicamentos que podem interferir na ação dos hormônios contraceptivos.
 
Confira:   
 
- Procinéticos (normalmente usados no tratamento de refluxo gastro-esofágico) e laxantes: diminuem o tempo de trânsito intestinal das substâncias presentes nos anticoncepcionais.                  
 
- Anticonvulsivos e remédios para tratamentos psiquiátrico em geral (ex. fenitoína, fenobarbital, carbamazepina e topiramato), Antibióticos (eritromicina, rifampicina, ampicilina, tetracilcinas e penicilinas), antiinflamatórios (fenilbutazona), barbitúricos (usados no tratamento de insônia), antifúngicos (griseofulvina), antiparasitários (metronidazol) e antiviróticos (para o tratamento, por exemplo, da AIDS): esses fármacos são indutores de enzimas microssonais hepáticas, que ativadas podem acelerar a retirada do etinilestradiol de circulação, com isso diminuem o efeito previsto da substância.       
 
-  Ácido ascórbico em altas doses (vitamina C), analgésicos (paracetamol) e antimicóticos (para o tratamento dermatológico, ex. fluconazol): esses remédios podem aumentar a concentração de etinilestradiol, mas nesse caso não há risco a falhas na contracepção.  Os sintomas serão semelhantes aos dos anticoncepcionais antigos - aqueles com altas doses hormonais -, ou seja, náuseas, retenção de líquidos, dor nos seios.                      
 
* entre parênteses estão os nomes de alguns compostos que se encaixam na classe de medicamento citada anteriormente ou a explicação de seu uso.
 
Terra

Distribuidoras de medicamentos têm de ter presença permanente de RT

Distribuidoras de medicamentos estão obrigadas a dispor de um farmacêutico responsável técnico durante todo o seu horário de funcionamento, conforme preconiza a Medida Provisória nº 2.190-34
 
Essa é a decisão da ministra Regina Helena Costa, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), publicada nesta terça-feira, dia 1º de setembro, no Recurso Especial nº 1.435.489/DF, referente ao processo de autoria da Associação Brasileira de Distribuidores de Laboratórios Nacionais (Abradilan), em desfavor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A decisão reforma outra, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
 
A ministra baseou-se na jurisprudência consolidada do próprio STJ. “O acórdão recorrido está em confronto com orientação desta Corte, segundo a qual, após a edição da Medida Provisória nº 2.190-34/01, tornou-se obrigatória a presença de profissional farmacêutico nas empresas distribuidoras (atacadistas) de medicamentos”, escreveu a ministra, em sua decisão.
 
“A decisão, que obriga a Abradilan a manter um profissional farmacêutico em seu estabelecimento comercial durante todo o período de funcionamento, é mais uma vitória para a categoria e um reconhecimento da importância do farmacêutico em todas as etapas da comercialização do medicamento”, comemorou o presidente do Conselho Federal de Farmácia, Walter Jorge João.
 
 
CFF

Projeto que obrigar farmácias a divulgar lista de medicamentos de programa federal

projeto farmacias 02099Pela proposta, os medicamentos serão indicados pelos nomes genéricos

As drogarias e farmácias que participam do programa federal Farmácia Popular poderão ser obrigadas a afixar a relação completa e atualizada dos medicamentos contemplados pelo programa. A determinação consta no projeto de Lei 170/2015, apresentado pelo deputado do PMDB, Renato Câmara.
 
Pela proposta, os medicamentos serão indicados pelos nomes genéricos. A lista será atualizada, no mínimo, a cada semestre, e exibida em local acessível ao público e com impressão legível. O descumprimento da norma implicará em penas previstas no código de defesa do consumidor.
 
“Ocorre que, embora a regulamentação do Farmácia Popular exija que a drogaria ou farmácia divulgue a existência do convênio do programa nas suas dependências, não exige, no entanto, que seja exibida ao consumidor a relação completa de medicamentos disponíveis, o que impede o acesso, pelo cidadão, da informação segura sobre a oferta ou não do medicamento pelo programa", justifica Câmara.
 
A Crítica