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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Os tipos de dores

doressConheça a diferença dos seis tipos de dores que podemos manifestar

Aguda
Se manifesta durante um período relativamente curto, de minutos a algumas semanas, associada a lesões em tecidos ou órgãos, ocasionadas por inflamação, infecção, traumatismo ou outras causas. Exemplos: dor pós-operatória, após um traumatismo; a dor durante o trabalho de parto; dor de dente; as cólicas em geral.

Crônica
Tem duração prolongada, que pode se estender de vários meses a vários anos. A dor crônica pode ser consequência de uma lesão já previamente tratada, como dor ocasionada pela artrite reumatoide; dor do paciente com câncer; dor relacionada a esforços repetitivos durante o trabalho; dor nas costas; e outras.

Recorrente
Apresenta períodos de curta duração, porém que se repetem com frequência, podendo ocorrer durante toda a vida, mesmo sem estar associada a um processo específico. Um exemplo clássico desse tipo de dor é a enxaqueca.

Nociceptiva
Ocasionada por uma lesão tecidual contínua e, neste caso, o Sistema Nervoso Central (SNC) se mantém íntegro. Exemplos: dor inflamatória, traumática, pós-operatória, visceral, entre outras.

Neuropática
Ocorre quando nervos no SNC ou periférico não estão funcionando corretamente. Exemplos: dor nos nervos, frequentemente envolvendo a pele da face; neuropatia diabética; dor pós-Acidente Vascular Cerebral (AVC), entre outras.

Mista
Quando a dor tem origens nociceptiva e neuropática, como lombociatalgias (dor lombar que se irradia para a nádega e membro inferior), dor oncológica (derivada de um câncer), entre outras.

Fonte: neurocirurgião especialista em dor e presidente da Regional da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor no Espírito Santo, Dr. Lúcio César Hott Silva

Guia da Pharmácia

ONU defende mais investimentos na prevenção de infecções hospitalares

onu hospitalaresA Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) defendeu na segunda-feira (7) mais investimentos em segurança do paciente, ainda vulneráveis a infecções que ocorrem durante o atendimento

A Agência participou de seminário internacional sobre o tema em Brasília. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 10% dos pacientes internados são acometidos por infecções relacionadas à assistência médica. Metade dos casos pode ser evitada com medidas como higiene das mãos e vigilância adequada.

“A adoção dessas ações representa uma ótima relação custo-benefício. Com elas, reduzimos danos, salvamos vidas e temos mais recursos disponíveis para melhorar a saúde da população”, afirmou o coordenador da Unidade de Medicamentos e Tecnologia em Saúde da OPAS no Brasil, Tomás Pippo, durante a abertura do “V Seminário Internacional: redução do risco para a segurança do paciente e qualidade em serviço de saúde”.

Os estudos reunidos pela OMS estimam que 7 bilhões de euros deixariam de ser gastos na Europa e 6,5 bilhões nos Estados Unidos, caso fosse implementadas iniciativas de controle das infecções associadas à assistência de saúde.

Durante o evento, Claire Kilpatrick, consultora e oficial técnica da área de prevenção e controle de infecções da OMS, apresentou os materiais, treinamentos, prioridades e recomendações do organismo internacional para ajudar a reduzir essas complicações em todo o mundo. A especialista também falou sobre os novos documentos orientadores que ainda estão em processo de elaboração.

“Uma das novas guias diz respeito ao desenvolvimento de procedimentos padrão para prevenir a propagação de patógenos multi-droga resistentes (resistentes a múltiplos medicamentos) em estabelecimentos de saúde com recursos limitados”, explicou.

Também participaram do seminário o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o Hospital Moinhos de Vento e delegações de 22 países da América Latina e do Caribe, dos estados e municípios.

OPAS prevenindo infecções no Brasil
A OPAS tem trabalhado com o Brasil, por meio de termos de cooperação firmados com o Ministério da Saúde brasileiro e com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), para qualificar a assistência prestada no Sistema Único de Saúde (SUS) e nos diversos serviços de atendimento do país.

Com as parcerias, a agência regional da ONU espera promover a segurança dos pacientes e estimular o uso racional de medicamentos e de outras tecnologias sanitárias.

O organismo lembra que as infecções relacionadas à assistência de saúde, conhecidas pela sigla IRAS entre especialistas, geram dor e sofrimento para pacientes e familiares, além de possuírem um alto potencial de causar sequelas permanentes e mortes. Essas complicações aumentam significativamente o tempo de internação dos pacientes hospitalizados, onerando os sistemas e serviços de atendimento.

Fonte: OPAS/OMS

Nova tecnologia tem potencial para curar o diabetes tipo 1

Pesquisadores americanos desenvolveram uma nova tecnologia que seria capaz de superar os limites atuais da terapia celular do diabetes tipo I

O diabetes tipo 1 ocorre quando as células beta do pâncreas, que são as únicas capazes de produzir insulina, são destruídas por um ataque do sistema imunológico. Estes pacientes então necessitam receber injeções de insulina por toda a vida para sobreviver. As únicas alternativas existentes a esse tratamentosão o transplante de pâncreas ou o implante das ilhotas de Langherans, que contém as células beta, procedimentos que necessitam de tratamento imunossupressor para evitar a rejeição.

Além disso, a carência de órgãos disponíveis para os transplantes impossibilita que sejam usados em larga escala , sendo reservados para situações muito específicas, como para pacientes que não conseguem controlar os níveis de glicose no sangue, mesmo com o uso adequado das insulinas

Limitações da ciência
A ciência tem enfrentado estes obstáculos tentando multiplicar as células beta em laboratório, mas verificou-se que à medida que a expansão desta células é induzida, estas se desdiferenciam perdendo a capacidade de produzir insulina. Por outro lado, as tentativas de encapsular as ilhotas de modo a protegê-las da rejeição, permitindo transplanta-las sem o uso de imunossupressores não tem tido êxito devido ao curto tempo de sobrevida das ilhotas encapsuladas.

Nova tecnologia abre espaço para a cura
Pesquisadores da universidade de Utah nos Estados Unidos, liderados pelo Dr. Christof Westenfelder publicaram uma nova tecnologia que seria capaz de superar os limites atuais da terapia celular do diabetes tipo 1.

Estes cientistas criaram uma metodologia de cultivo das ilhotas pancreáticas que permite uma expansão do número de células, de tal modo que, ao invés de necessitarmos de dois a cinco pâncreas para obter a quantidade de células beta necessárias para transplantar um paciente, segundo os autores, um único órgão seria suficiente para fornecer as células para tratar 80 pacientes.

Em conjunto com as ilhotas, os pesquisadores cultivaram células tronco mesenquimais adultas formando estruturas tridimensionais que contém 50% de células-tronco mesenquimais e 50% de células de ilhotas pancreáticas. Estas estruturas chamadas de ilhotas novas (“new islets”) foram utilizadas para o implante em modelo animal.

O papel dessas células-tronco é proteger as células da ilhota da rejeição. De fato, sabe-se que as células-tronco mesenquimais adultas têm capacidade imunomoduladora e anti-inflamatória. Entre outros mecanismos, são capazes de secretar Indoleamina, substância que “paralisa” as células imunológicas que se aproximam para atacar, deste modo, funcionam como um escudo, evitando a rejeição das células pancreáticas. Além disso, promoveriam a rediferenciação das células das ilhotas, restaurando a capacidade de secretar a insulina perdida durante o processo de cultivo.

Estudos em animais mostraram-se promissores
A eficácia desta nova tecnologia em curar o diabetes tipo 1 foi testada em camundongos diabéticos através da injeção das “new islets ” no omento (que é uma camada de tecido que recobre os intestinos). Nesses modelos experimentais, o procedimento foi capaz de reverter o diabetes e a retirada do omento que continha as “new islets” provocou o reaparecimento do diabetes provando que a reversão do mesmo foi devida a capacidade de secretar insulina das “new islets”

O exame das “new islets” existentes no omento retirado mostrou a presença de células beta diferenciadas e a presença de uma microcirculação recém-formada capaz de nutrir as células implantadas. O implante das “new islets ” em cãesnormais não provocou o aparecimento de hipoglicemia (queda dos níveis de glicose no sangue) provando assim que a secreção de insulina pelas “new islets” era fisiologicamente regulada.

Os desenvolvedores desta nova tecnologia criaram uma empresa (Symbiocell Tech) e pediram autorização aos órgãos regulatórios para iniciar os testes clínicos em seres humanos no início de 2018.

Veja