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sábado, 27 de agosto de 2011

Mortalidade infantil em SP cai 61,8% em 20 anos, diz secretaria

 

De acordo com levantamento, o índice é o menor da história para o Estado 

 
 
SÃO PAULO - O índice de mortalidade infantil no Estado de São Paulo caiu para 11,9 mortes de crianças menores de um ano de idade a cada mil nascidas vivas em 2010, ante 12,5 registradas em 2009.

De acordo com levantamento realizado pela Secretaria da Saúde, em parceria com a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), o índice é o menor da história para o Estado. Em 20 anos, a redução foi de 61,8% - o índice era de 31,2 em 1990. Os números foram anunciados nesta manhã pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).

O município de Barretos registrou o menor índice do Estado, com 7,2 mortes por mil nascidos vivos, seguido por São José do Rio Preto, com 7,3, e São Carlos, com 7,4 mortes. Os municípios com as taxas mais elevadas em 2010 foram Avaré, com 21,8 mortes por mil nascidos vivos; São Roque, com 20,8; Ibiúna, com 19,4; Guarujá, com 19,2; São Vicente, 19,1; e Itapeva, 19.

Dos 645 municípios do Estado, 301 tiveram em 2010 índice inferior a 10 mortes por grupo de mil nascidos vivos. Para a secretaria, números abaixo de 10 podem ser comparados a índices de países desenvolvidos. As regiões de Franca e Baixada Santista tiveram as maiores reduções de 2009 para 2010. Franca conseguiu reduzir 28,7% e a Baixada, 19,6%.

O governo justifica a queda no índice no Estado citando vários fatores, como o aprimoramento da assistência ao parto e à gestante, ampliação do acesso a consultas pré-natais, expansão do saneamento básico e vacinação em massa de crianças pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Na última década, a redução da mortalidade infantil significou 4,8 mil mortes de crianças paulistas que foram evitados. Foram 11,9 mil mortes de crianças menores de um ano em 2000, contra 7,1 mil entre as 601,3 mil nascidas vivas no Estado em 2010.

Fonte Estadão

Obesidade vai piorar e afetará custos dos planos de saúde


No mundo todo cerca de 1,5 bilhão de adultos está acima do peso e mais 500 mil são obesos

Nas principais economias do mundo, a obesidade está mais disseminada na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. Se essa tendência continuar cerca de metade dos homens e mulheres nos Estados Unidos será obesa até 2030, disseram especialistas da área da saúde na sexta-feira (26).
A obesidade está rapidamente substituindo o tabaco como a mais importante causa única evitável de doenças crônicas não-transmissíveis, e vai ser responsável por mais 7,8 milhões de casos de diabetes, 6,8 milhões de casos de doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e 539.000 casos de câncer nos Estados Unidos até 2030.

Cerca de 32% dos homens e 35% das mulheres hoje são obesos nos Estados Unidos, segundo uma equipe de pesquisadores liderada por Claire Wang na Escola de Saúde Pública Mailman na Universidade Columbia, em Nova York. Eles publicaram suas descobertas em uma série especial de quatro trabalhos sobre obesidade na revista The Lancet.
Na Grã-Bretanha, índices de obesidade vão inchar, passando a 41%-48% dos homens e 35%-43% das mulheres até 2030 – hoje estão em 26% para ambos os sexos, advertiram.
"Mais 668.000 casos de diabetes, 461.000 casos de doenças cardíacas e 130.000 casos de câncer resultaram deste aumento", escreveram.
Devido ao excesso de comida rica em calorias e gorduras e à falta de exercícios, a obesidade é hoje um problema crescente em todo lugar e especialistas estão advertindo sobre seus efeitos nos gastos com saúde e planos de saúde.
A obesidade aumenta o risco de doenças cardíacas, AVC, diabetes, vários cânceres, hipertensão, colesterol alto, entre outros. Por causa da obesidade, os Estados Unidos podem estimar um gasto extra de 2,6% em sua conta de planos de saúde, ou 66 bilhões de dólares por ano, enquanto a conta da Grã-Bretanha vai aumentar em 2%, ou 2 bilhões de libras por ano, disseram Wang e colegas.
No Japão e na China, 1 em cada 20 mulheres são obesas, em comparação com 1 em cada 10 na Holanda, 1 em cada quatro na Austrália e 7 em cada 10 em Tonga, segundo outro estudo liderado por Boyd Swinburn e Gary Sacks, do Centro de Colaboração para a Prevenção da Obesidade, da Universidade Deakin em Melbourne, Austrália, órgão que colabora com a Organização Mundial da Saúde.
No mundo todo cerca de 1,5 bilhão de adultos está acima do peso e mais 500 mil são obesos. Há 170 milhões de crianças classificadas como obesas ou com sobrepeso.

Fonte IG

Você tem risco de desenvolver complicações da gripe?


Profissão, idade e estado de saúde são características que podem levar a quadros mais graves

Alguns de nós estão mais suscetíveis do que outros a desenvolver complicações da gripe, que vão de otite, sinusite a bronquite, encefalite e pneumonia. Segundo os especialistas, é importante que pessoas com os chamados fatores de risco conversem com um médico sobre a imunização adequada com vacina antigripal anual.

A Academia Americana de Médicos da Família lista quem tem maior risco:

- Crianças de 6 meses a jovens de 19 anos
- Adultos de 50 anos ou mais
- Pessoas com doenças crônicas
- Grávidas ou mulheres que desejam engravidar
- Pessoas que vivem em casas assistenciais
Fonte IG

Idosos precisam de mais exercícios para manter massa muscular


Pesquisadores analisaram a quantidade de atividades físicas necessárias para manter ou aumentar a massa muscular de adultos de duas faixas etárias: dos 20 aos 25 anos e dos 60 aos 75 anos.

Na fase inicial do estudo, de 16 semanas de duração, todos os participantes realizaram três séries de exercícios de resistência (leg press, extensão de joelhos e agachamentos) três vezes por semana.

Na segunda fase, de duração de 32 semanas, os participantes foram divididos em três grupos: o primeiro interrompeu o programa total de treinamento, o segundo reduziu a frequência do treino para uma vez semanal e o terceiro reduziu a frequência para uma vez semanal e também a quantidade, para apenas uma série de exercícios.

A massa muscular foi mantida entre os participantes mais jovens dos dois grupos que reduziram o treinamento. O mesmo não ocorreu com os mais velhos, que perderam massa muscular mesmo realizando de uma a três séries de exercícios uma vez por semana.

Entretanto, apenas um dia de treinamento de resistência foi o suficiente para manter a força dos participantes de diferentes faixas etárias – pelo menos quando realizado por um longo período.

“Não estamos defendendo a idéia de que devemos treinar apenas uma vez por semana, mas acreditamos que tal programa pode ser eficaz durante períodos temporários, quando é difícil manter uma rotina consistente e intensiva de vários dias de treino por semana”, disse Marcas Bamman, da Universidade do Alabama.

“Nossos dados são os primeiros a apontar que pessoas mais velhas precisam realizar mais exercícios semanalmente para manter um aumento de muscular induzido por treinamento de resistência”, complementou Bamman, que liderou o estudo.

“Todos os adultos deveriam incluir exercícios progressivos de resistência na rotina semanal, mas sempre haverá períodos, durante longas viagens ou doenças na família, quando é difícil manter a prática de exercícios”, ele complementa.

Fonte IG

Conheça a doença das mãos azuladas

Síndrome de Raynaud aparece com frequência em dia frios e atinge mais mulheres

Quando era bailarina, Maria Fernanda Leite vivia com os dedos dos pés roxos. Mas não era de tanto dançar. Ela sofre de uma hipersensibilidade ao frio conhecida como Síndrome de Raynaud (ou doença de Raynaud), que afeta a circulação deixando extremidades das mãos, pés, nariz ou orelhas com uma coloração azul/arroxeada.

“Nos dias frios piora muito. Os pés ficam gelados e insensíveis. Parece que estou andando em nuvens, mas é desconfortável”, afirma.

Quem tem a doença pode manifestá-la no simples ato de lavar as mãos com água fria, por exemplo, ou ao permanecer em um ambiente com ar-condicionado.

Normalmente, a exposição ao frio diminui a circulação sanguínea nas extremidades do corpo, a fim de preservar a temperatura no centro, onde estão os principais órgãos. A Síndrome de Raynaud é uma resposta lenta a esse mecanismo que garante a temperatura estável do corpo o tempo todo. As extremidades ficam brancas, quase sem cor, geladas e pode haver dor, resultado da precária circulação na região.“Parece pé ou mão de defunto”, descreve Maria Fernanda. Em seguida, o local fica roxo.

“A falta de oxigênio suficiente provoca uma dilatação brutal dos vasos. O organismo, no entanto, não consegue retornar todo aquele sangue de uma única vez, por isso a região fica azulada”, explica o cirurgião vascular Eduardo Toledo de Aguiar, diretor da clínica Spa Vascular, em São Paulo.

Com a normalização da circulação, a região fica vermelha até voltar ao aspecto natural. A alteração pode durar horas ou minutos, dependendo do tamanho da região atingida e da intensidade do frio. Além da mudança na coloração, há redução da sensibilidade na região afetada, formigamento, dor e adormecimento. De acordo com as estimativas mundiais, o problema atinge cerca de 5% da população e é mais comum em mulheres entre os 20 e 40 anos.

Desencadeantes
Além da baixa temperatura, o estresse pode ser um gatilho para o problema, já que leva a uma resposta semelhante à exposição ao frio. Mas outros fatores também podem provocar essa manifestação, como a utilização de anticoncepcionais orais ou remédios contra a pressão alta, a exposição a solventes químicos ou ainda o cigarro.

“Além dessas associações, essa condição pode estar ligada a doenças reumáticas, como a artrite reumatoide, ou autoimunes, como o lúpus”, alerta a reumatologista Evelin Goldenberg, diretora da clínica que leva o seu nome, na capital paulista.

“É extremamente importante avaliar os medicamentos em uso e primordial diagnosticar se há alguma doença maior em que a constrição dos vasos seja apenas uma manifestação”, completa. Em casos relacionados a outras doenças, ela é chamada de Fenômeno de Raynaud e pode desaparecer assim que o problema principal for tratado.

Tratamento
Apesar de não ter cura, é possível controlá-la e contorná-la. Em casos graves, os médicos costumam prescrever vasodilatadores, que ajudam a evitar as crises. Para Maria Fernanda Leite, duas meias são insuficientes para proteger os pés. A fim de evitar que a doença se manifeste ela tenta não se expor ao frio intenso e encontrou na água quente uma ótima aliada.

“Quando posso, coloco os pés em água corrente bem quente por uns 5 ou 10 minutos. Aos poucos, a sensibilidade vai melhorando e o aspecto do pé também”, ensina. A atividade física e massagens, embora demorem mais, também são eficientes. “O exercício ajuda, mas leva mais tempo para a circulação voltar.”

Fonte IG