Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Obesidade pode favorecer a perda auditiva, diz estudo

Quilos extras principalmente ao redor da cintura elevam risco em 27%
 
Acumular quilos extras em volta a cintura pode estar ligado à perda auditiva, sugere um novo estudo do Brigham and Women's Hospital, em Boston (EUA). Os resultados foram publicados na edição de dezembro do American Journal of Medicine.

Os pesquisadores acompanharam mais de 68.000 mulheres que participaram do Harvard Nurses' Health Study. Entre 1989 e 2009, as mulheres responderam a cada dois anos perguntas detalhadas sobre sua saúde e hábitos diários. Em 2009, elas foram questionadas se tinham apresentado alguma perda auditiva e, em caso afirmativo, com que idade.

Uma em cada seis mulheres relataram perda de audição durante o período do estudo, segundo os cientistas. Aquelas com um maior índice de massa corporal (IMC) ou maior circunferência da cintura enfrentaram um maior risco de problemas de audição, se comparadas com mulheres de peso normal.

As mulheres com obesidade (IMC entre 30 e 39) eram 17% a 22% mais propensas a relatar perda de audição do que as mulheres cujos IMC foram menores de 25. As mulheres que se enquadravam na categoria de obesidade extrema (IMC acima de 40) tiveram o maior risco para problemas de audição - cerca de 25% mais propensas do que as mulheres com peso normal .

O tamanho da cintura também foi amarrado a perda de audição. As mulheres com cinturas maiores do que 34 polegadas eram até 27% mais propensas a relatar perda de audição do que as mulheres com cinturas menores do que 28 polegadas.

Essas diferenças se mantiveram mesmo depois que os pesquisadores levaram em conta outros fatores, como o tabagismo, o uso de certos medicamentos e a qualidade da dieta da pessoa como um todo.

Uma coisa que parecia mudar a relação era a prática de exercícios. As mulheres que caminharam por quatro ou mais horas por semana tiveram uma queda de 15% no risco, quando comparadas com as mulheres que caminharam menos de uma hora por semana.

O estudo mostrou que apenas uma associação, e portanto não prova que a obesidade prejudica diretamente a audição. Os pesquisadores explicam que a obesidade causa estreitamento dos vasos sanguíneos, o que pode comprometer o fluxo de sangue. Pessoas que estão acima do peso também são mais propensas a ter pressão arterial elevada, outra condição que pode dificultar o fluxo sanguíneo e prejudicar a audição.

Obesidade favorece desde enxaqueca até câncer
O s dados inéditos do Ministério da Saúde são alarmantes. Pela primeira vez, o percentual de pessoas com excesso de peso supera mais da metade da população brasileira. A pesquisa Vigitel 2012 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) mostra que 51% da população (acima de 18 anos) está acima do peso ideal. O estudo também revela que a obesidade cresceu no país, atingindo o percentual de 17% da população. Se compararmos com o ano de 2006, no qual o índice era de 11%, perceberemos que o aumento foi significativo.

Apesar da obesidade e do sobrepeso serem epidemias desse porte no Brasil, a população ainda não considera o excesso de peso uma doença. Um trabalho desenvolvido pela farmacêutica Allergan em parceria com a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), a Associação Nacional de Assistência ao Diabético (ANAD) e a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SBED) entrevistou mil indivíduos em diferentes estados e descobriu que 55% da amostragem não acreditava que a obesidade fosse uma doença. Além disso, 93,5% dos entrevistados não sabia seu próprio Índice de Massa Corpórea (IMC (Descubra seu peso ideal) ), sendo que 64% se enquadravam na faixa da obesidade. Mais do que uma doença grave, a obesidade é um problema que pode favorecer diversas outras condições em nosso organismo. "O quadro pode prejudicar a saúde de uma forma global e em vários sistemas no corpo", afirma o endocrinologista Isaac Benchimol, do Conselho Empresarial de Medicina e Saúde da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Ainda não está convencido?
 
Veja como essa doença pode afetar todo o funcionamento do seu corpo:

coração partido - Foto: Getty ImagesCoração em alerta!
Quanto mais elevado é o nosso peso, mais esforço o coração precisa fazer para bombear sangue e deixar tudo funcionando plenamente. Isso sobrecarrega o órgão, que terá que bater mais rápido do que o ideal. "O tecido adiposo é um grande produtor de substâncias inflamatórias - e os adipócitos (células de estoque da gordura) aumentam em número e volume com a obesidade", afirma o endocrinologista Isaac Benchimol, do Conselho Empresarial de Medicina e Saúde da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Ele explica que o organismo se cansa de corrigir o erro alimentar e o sedentarismo, e vai progressivamente lançando de volta na circulação o colesterol e os triglicerídeos que não conseguiu armazenar no fígado e tecido adiposo. Essa gordura em excesso no sangue pode formar placas e entupir as artérias, causando um infarto ou AVC. Esse estado inflamatório também pode favorecer a oxidação do colesterol bom (HDL), que se transformará em colesterol ruim (LDL). Todo esse cenário favorece doenças como hipertensão, angina, insuficiência cardíaca, entre outros.

pessoa verificando a glicemia - Foto: Getty ImagesMetabolismo alterado
Quando ganhamos peso, há o aumento do tecido adiposo em dois compartimentos importantes: o visceral (abdominal) e o subcutâneo. "Quando o adipócito está cheio de gordura, existe a produção de substâncias inflamatórias que geram uma cadeia de desequilíbrio no nosso corpo", afirma a endocrinologista Andressa Heimbecher, de São Paulo. Isso causa o aumento dos níveis de colesterol ruim e triglicerídeos, aumento de gordura no fígado, diabetes tipo 2, elevação da pressão arterial, do risco de aterosclerose e consequentemente de doenças cardíacas e cerebrovasculares. "O acúmulo de gordura abdominal é o mais danoso, porque estimula mais a produção dessas substâncias inflamatórias."

Quando o adipócito está com sua capacidade de estoque cheia, ocorre também um depósito de gordura no fígado, conhecido como a esteatose hepática. "Neste contexto, há aumento dos níveis de ácidos graxos livres circulantes, que geram um efeito no pâncreas chamado de lipotoxicidade - a gordura circulante é tóxica ao funcionamento das células beta do pâncreas", diz Andressa. Ocorre também um excesso de ácidos graxos circulantes nas células musculares, impedindo a entrada de glicose estimulada pela insulina, gerando a resistência insulínica. "Nesse cenário, vai ficando cada vez mais difícil para as células absorverem glicose, acarretando no aumento de ácidos graxos livres e substâncias inflamatórias, gerando um ciclo vicioso." Esse mau funcionamento das células beta do pâncreas, que causa a resistência insulínica, pode agravar e se transformas em diabetes tipo 2.

Quanto mais a pessoa ganha peso, maior é o depósito de gordura acontecendo no tecido adiposo e no fígado. O fígado é o nosso órgão de processamento do colesterol, e se ele não funciona de maneira adequada nossos níveis de colesterol e triglicérides aumentam. "Além disso, quando existe a resistência insulínica, as células dos músculos e tecido adiposo passam a não absorver glicose e a usar gordura quando precisam de energia", afirma a endocrinologista Andressa. Apesar de isso parecer bom, a quebra de gordura em vez de glicose na obesidade aumenta mais ainda a liberação de ácidos graxos no sangue e consequentemente de colesterol ruim e triglicérides.

homem com dor de estômago - Foto: Getty ImagesDigestão prejudicada
"A doença do refluxo gastroesofágico tem, em muitos casos, uma ligação direta com a obesidade", alerta a gastroenterologista Fernanda de Oliveira, do Hospital Santa Luzia, em Brasília. Ela explica que o aumento da gordura abdominal causa a elevação da pressão dentro do estômago, o que leva ao retorno do conteúdo gástrico para o esôfago - causando assim o refluxo. "Os pacientes com obesidade também têm uma incidência maior de Hérnia de Hiato (deslocamento do estômago para o tórax), que também é uma alteração anatômica que pode levar à Doença do Refluxo", afirma.

A obesidade também aumenta o risco de pedras na vesícula devido ao desequilíbrio de alguns elementos no sangue que influenciam na formação da bile. "A bile é produzida pelo fígado e armazenada na vesícula, e consiste em uma mistura de várias substâncias, dentre elas o colesterol, que é responsável pela maioria dos casos de formação de cálculos na vesícula", conta a especialista. Desta forma, quando o colesterol ruim (LDL) está alto e o colesterol bom (HDL) está baixo temos um maior risco de aparecimento de pedras na vesícula, justamente pela alteração deste elemento na bile.

A obesidade também é um fator de risco para pancreatite. Os casos de pancreatite relacionados à obesidade ocorrem principalmente pela formação de cálculos na vesícula que migram para o pâncreas - mas também podem acontecer pela elevação dos triglicerídeos. A maioria dos pacientes com obesidade também tem um acúmulo de gordura no fígado. "O grande risco da gordura no fígado é o aparecimento da esteatose hepatite, que é destruição das células do fígado pela presença de gordura", explica a gastroenterologista. A persistência deste quadro por muitos anos pode levar a cirrose hepática e por isso deve ser acompanhada. "O emagrecimento é fundamental nesses casos."

teste de gravidez - Foto: Getty ImagesFertilidade em perigo
Quanto maior é o tecido adiposo, maior é a concentração de estrona, um tipo de estrógeno, no sangue. "Isso irá estimular o endométrio (parte de dentro do útero, que descama nas menstruações) e aumentar o fluxo menstrual", demonstra a ginecologista Renata Di Sessa, do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. Ao mesmo tempo, com o aumento do estrógeno, o estímulo para os ovários irá diminuir, não havendo ovulação, o que impede a menstruação. Assim, a mulher demora a menstruar e, quando acontece, é em grande quantidade. "A dificuldade de obter a ovulação também pode favorecer um quadro de infertilidade", alerta a especialista. Já o aumento dos triglicerídeos e a instalação do quadro inflamatório no organismo pode favorecer a infecção urinária de repetição e a candidíase de repetição, ou seja, que sempre voltam a aparecer. "Essas últimas também estão fortemente associadas ao diabetes e pré-diabetes, que tem como fator de risco a obesidade."

No homem, a obesidade com IMC acima de 40 pode interferir na produção de uma enzima chamada aromatase, responsável por transformar a testosterona em estradiol, um hormônio feminino que, quando em grande quantidade no homem, pode interferir na produção de espermatozoide e diminuir sua contagem. Com o aumento acentuado de peso, a aromatase passa a ser produzida em maior quantidade, transformando mais testosterona em estradiol e interferindo na fertilidade.  

mulher no banheiro - Foto: Getty ImagesMais visitas ao banheiro
A obesidade é, atualmente, um reconhecido fator de risco para a incontinência urinária. "O excesso de peso provoca um aumento da pressão sobre a bexiga e assoalho pélvico, favorecendo as perdas urinárias", explica a fisioterapeuta especializada em uroginecologia Luciana Lopes, da Clínica Da Matta Fisio, em Belo Horizonte. A obesidade também pode ocasionar o enfraquecimento da musculatura da pelve e dos ligamentos que sustentam a uretra, levando à perda involuntária da urina quando são feitos esforços físicos, como tossir. 

mulher se olhando no espelho - Foto Getty ImagesEfeitos visíveis na pele
Nossa pele também não fica livre dos efeitos da obesidade. "O ganho de peso altera a função da barreira cutânea, o funcionamentos das glândulas sebáceas e sudoríparas, a estrutura e função do colágeno, a cicatrização de feridas, vasos sanguíneos e gordura subcutânea", explica a dermatologista Carolina Marçon, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Segundo a especialista, a função de barreira nada mais é do que regular a perda de água por meio da pele. "Em pacientes com obesidade a pele apresenta-se extremamente ressecada, sem água, e a cicatrização de feridas fica comprometida", diz. Em contrapartida, na obesidade também ocorre uma superprodução de sebos e suor, resultado de uma alteração nos níveis de insulina e hormônio do crescimento. "Essas duas substância passam a ser produzidas em maior quantidade no obeso, o que leva a um aumento secundário da secreção sebácea, já que receptores celulares relacionados à produção de sebo são estimulados por esses hormônios, com consequente piora do quadro de acne", alerta a dermatologista. Os quilos extras causam, ainda, a diminuição de uma substância chamada globulina, essa responsável por transportar esteroides sexuais (hormônios sexuais) - seu nome específico é SHGB. "Essa globulina é recrutada perifericamente pela gordura acumulada no corpo, levando a um aumento da testosterona livre, que estimula o aumento da oleosidade da pele, agravando a acne e o hirsutismo (aumento dos pelos no corpo) ", completa a especialista. Esse aumento da testosterona circulante no corpo e conjunto com a resistência à insulina também pode causar a acantose nigricante, que é o problema de pele mais comum na obesidade. "O excesso do hormônio leva ao escurecimento das axilas, virilhas e de outras áreas onde existam dobras."

Além do aumento da produção de sebo, que favorece a acne, a pessoa com obesidade tem um aumento da secreção de suor pelas glândulas sudoríparas. "Como consequência dessa produção de suor exacerbada temos a hiperidrose", afirma a dermatologista Carolina. A obesidade também está associada com mudanças na estrutura do colágeno, que é responsável pela sustentação e firmeza da pele, além de participar do processo de cicatrização. "No entanto, flacidez e rugas não são tão evidentes nos obesos, pois existe aumento da gordura subcutânea, que 'preenche' os sulcos e linhas de expressão."

Outro problema comum da obesidade são as estrias, causadas pelo estiramento excessivo da pele provocado pelo aumento de peso. "Esse tipo de estria se localiza principalmente nas mamas, coxas, nádegas e abdome", lembra a dermatologista. Foda essas manifestações mais comuns, a obesidade também pode causar o aparecimento de lesões de pele na região do pescoço e axilas semelhantes a verrugas, chamadas fibromas moles ou acrocórdons, e também a queratose pilar, que são pequenas "bolinhas ásperas" que se localizam na superfície externa dos braços. "Algumas doenças de pele não são causadas pela obesidade, mas podem ser agravadas por ela, como psoríase, insuficiência venosa crônica, celulite, infecções fúngicas e bacterianas, hiperceratose relativa da planta do pé (espessamento plantar), hidradenite supurativa, tofo gotoso e intertrigo."

mulher massageando a perna - Foto: Getty ImagesSistema linfático e vascular
A obesidade impede ou retarda o fluxo linfático, o que conduz à retenção de líquido no subcutâneo, alteração chamada de linfedema. Outro ponto causado pela obesidade é a dilatação dos vasos sanguíneos, principalmente nas pernas, fazendo com que a circulação sanguínea na pele fique aumentada. Há também um maior risco de obstrução vascular ocasionando pela deposição de gordura na parede das artérias. "Essas alterações levam ao aparecimento de varizes, e, eventualmente, tromboses", afirma a dermatologista Carolina.

olho - Foto: Getty ImagesNão se esqueça do oftalmologista
A obesidade pode influenciar - e muito! - na saúde dos nossos olhos. Pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard (EUA) acompanharam mais de 130 mil pessoas e descobriram que um IMC igual ou superior a 30 estava relacionado com o desenvolvimento de catarata. Segundo o estudo, a obesidade aumentava em 36% o risco do problema ocular. O risco de desenvolver uma catarata subcapsular posterior - tipo mais grave - aumentou em 68% com o excesso de peso. Isso acontece porque a obesidade é um fator de risco para o surgimento de diabetes, colesterol alto e hipertensão, que são as principais causas de problemas da visão como catarata, glaucoma e retinopatia diabética. Outras doenças oculares decorrentes dessas alterações são degeneração macular, oclusão da veia central da retina ou de seus ramos e retinopatia por hipertensão arterial. 

mulher pensando - Foto: Getty ImagesCérebro afetado
As pessoas com obesidade geralmente sofrem problemas cerebrais devido às complicações clínicas da obesidade, como diabetes, hipertensão arterial, dislipidemia e apneia do sono - todas doenças que favorecem o aparecimento de acidentes vasculares cerebrais, por exemplo. "Mas, por outro lado, observa-se que indivíduos com obesidade e nenhuma comorbidade mostram uma queda do desempenho cognitiva em testes psicológicos, principalmente em idosos", explica o neurologista Antonio Cezar Galvão, do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho. O especialista afirma que o cérebro da pessoa acima do peso e com mais idade tende a ser mais atrofiado que o normal, mas ainda não se sabe exatamente o porquê. "Especula-se que a obesidade poderia lesionar uma série de tecidos neurológicos. " Nesse cenário, explica o neurologista, a obesidade também pode ser um fator de risco para o desenvolvimento da Doença de Alzheimer e as demências vasculares.

Além dessas relações, a obesidade é comprovadamente um fator de risco para a cronificação da enxaqueca, podendo tornar a dor de cabeça diária. "Sugere-se que o tecido gorduroso libere substâncias que favoreçam a inflamação dos vasos sanguíneos, além de interferir na produção de neurotransmissores responsáveis pela dor", afirma o neurologista. Outros problemas neurológicos que aparecem em pessoas com obesidade, segundo o especialista, geralmente estão relacionados a outras comorbidades, como síndrome metabólica, diabetes, hipertensão arterial e apneia do sono.  

criança dormindo no sofá - Foto: Getty ImagesSeu sistema respiratório também sofre
 O sobrepeso, ao dificultar a respiração, favorece casos de apneia do sono. A apneia do sono é o estágio mais avançado do ronco e acontece quando a passagem do ar pela garganta está totalmente obstruída e há interrupção da respiração. "Há uma espécie de campainha na garganta, chamada úvula, e a vibração dela provoca o ronco - e isso não necessariamente acontece em pessoas com obesidade", explica o odontologista especializado em distúrbios do sono Fausto Ito, da Associação Brasileira do Sono. Entretanto, a apneia está fortemente ligada com o aumento de peso. "O tecido gorduroso acumulado ao redor do pescoço, no tórax e no abdômen dificultam a respiração, causando apneia", explica o especialista. Ele afirma que apneia e obesidade andam juntas, uma vez que a qualidade ruim do sono desorganiza o metabolismo e prejudica a síntese de vários hormônios, agravando a obesidade.

Outro problema respiratório causado pela obesidade é a hipoventilação alveolar, que acontece quando nosso organismo não respira o suficiente, ou seja, não ventila o suficiente para que seja realizada a troca de gases nos pulmões. A relação entre hipoventilação alveolar e obesidade se dá uma vez que o excesso de peso sobrecarrega o aparelho respiratório. 

homem com dor nas costas - Foto: Getty ImagesMúsculos e ossos mais fracos
Segundo o médico do esporte Pablius Braga, do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital 9 de Julho, a obesidade causa mudança de postura e alteração de nosso centro de gravidade - que fica projetado para frente devido ao aumento da circunferência abdominal. "Desta forma, a coluna lombar é projetada a frente aumentando a curva das costas e a bacia tende a se projetar também frente, fazendo a coxa girar para dentro e os joelhos formarem um 'X'", explica o especialista. De acordo com Pablius, todas essas mudanças acontecem para compensar o aumento anormal de massa corporal. "O corpo precisa deste ajuste senão as quedas e tombos seriam frequentes devido ao desequilíbrio."

A queixa mais comum dos pacientes com obesidade é a dor nas costas, ou lombalgia. "Ela acontece pela mudança da posição da coluna que ao projetada para frente leva a um aumento da tensão nos músculos que acompanham a coluna e das articulações que a sustentam", conta o médico do esporte. Com o passar de meses e anos, sustentar esta posição por conta da obesidade irá resultar em dor. "Uma das recomendações para diminuir a lombalgia é a perda de peso e o fortalecimento muscular." Outro problema comum em pessoas com a doença é um quadro de gota, que segundo o especialista não é uma relação direta. "Pessoas com excesso de peso e uma predisposição a sofrer com o acúmulo de ácido úrico no sangue, causador da gota, sofrem mais com o controle do problema devido à limitação para ação de medicamentos e a dificuldade de movimentação física", declara o especialista.

A obesidade também é uma emissária da osteoartrite, também conhecida como artrose, e se dá por um desgaste crônico das articulações, causando dores generalizadas. "Existem evidências científicas que mostram a relação entre o aumento de IMC (entre 30 e 35) com o aparecimento da osteoartrite", afirma o médico do esporte Pablius. Ele explica que as articulações possuem algumas forças que possibilitam ao órgão absorver impacto tanto em repouso como em movimento e, ao absorver estas cargas, transformá-las em energia e movimento. Exemplo: ao caminhar existe a carga suportada pelos joelhos ao "chocar" ou colocar o pé no solo. Essa carga é transformada em energia, que impulsiona o pé para frente e executa o passo. "A sobrecarga de peso ou obesidade pode transformar esses movimentos em traumas minúsculos, mas repetitivos, levando as alterações das cartilagens e, consequentemente, um desgaste das estruturas da articulação, formando áreas de inflamação", descreve o especialista.  

câncer - Foto: Getty ImagesCâncer em evidência
"As pessoas com obesidade parecem ter mais predisposição a vários tipos de tumores", declara o oncologista Anderson Silvestrini, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). Ele explica que a obesidade leva a uma desregulação do sistema endócrino do paciente, culminando na secreção de várias substâncias como fatores estimulantes e inflamatórios. "Isso leva a alterações celulares que podem evoluir para neoplasias", diz. Os cânceres comprovadamente relacionados com a obesidade são os de esôfago, cólon e reto, pâncreas, vesícula, próstata, mama, útero, colo do útero e rim.

"A obesidade aumenta a incidência do câncer de cólon e reto por conta da inflamação crônica que ocorre na obesidade, levando a um hiperestímulo celular e o surgimento da neoplasia", afirma o oncologista. Já no câncer de esôfago, a obesidade está relacionada principalmente com o do tipo adenocarcinoma, que tem como outros fatores de risco o refluxo gastroesofágico e o tabagismo. "Para o câncer de vesícula suspeita-se que a relação aconteça devido às alterações hormonais da obesidade", declara Anderson. Segundo o médico, a obesidade não só aumenta o risco de câncer de vesícula como eleva as chances de morte pelo problema.

O câncer de mama e o câncer de colo do útero apresentam uma relação importante com a obesidade. "As mulheres com a doença têm 1,5 vezes mais chance de desenvolver câncer de mama", explica o oncologista Anderson. Isso acontece porque o hormônio estrógeno, fortemente ligado ao aparecimento do câncer, é produzido em nosso tecido adiposo. Com o excesso de gordura corporal, esse hormônio pode começar a ser produzido em maior quantidade, aumentando o risco de mutação. "O câncer de colo de útero, por sua vez, está mais relacionado ao ganho de peso acelerado e aumento da circunferência abdominal, principalmente em mulheres na menopausa." No caso do câncer renal, afirma o oncologista Anderson, a obesidade aumenta o risco em 70%, comparável até ao hábito de fumar, que eleva a chance em 50%. "Esse câncer também parece estar relacionado à produção de hormônios em níveis aumentados." 
 
Minha Vida

Siga as dicas que combatem a insônia e ajudam a dormir melhor

Travesseiro - Getty ImagesEvitar álcool, escolher um bom colchão e associar a cama ao sono são alguns dos segredos
 
Dormir é relaxante e ainda faz bem para a saúde. Tem coisa melhor? Tem sim, saber que ele ainda ajuda a viver mais. Um estudo realizado pela American Academy of Sleep Medicine provou que dormir bem é um dos segredos para a longevidade. A partir da análise de 2.800 pessoas, os resultados mostraram que cerca de 65% das pessoas relataram que sua qualidade de sono foi boa ou muito boa e o tempo médio diário de sono foi 7,5 horas, incluindo cochilos.

Porém, para algumas pessoas, uma boa noite de sono não é conquistada tão facilmente. A insônia pode ser decorrente de problemas de saúde. "O problema pode ser decorrente de transtorno ansioso, quadro depressivo, problemas neurológicos como a síndrome das pernas inquietas, apneia do sono ou mesmo um transtorno chamado de movimentos periódicos do sono, entre outros", enumera Stella Tavares, neurofisiologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Mas, antes de pensar que o problema é de saúde, vale cogitar: será que você está tendo hábitos saudáveis antes de dormir? "Alguns costumes como uso excessivo de computadores, alimentação pesada antes de dormir e situações de tensão podem sim prejudicar o sono", lista Daniel Inoue, médico especialista em Medicina do Sono do Hospital Santa Cruz de São Paulo. Para resolver o problema nesses casos, listamos alguns cuidados que podem ajudar a melhorar a qualidade do seu sono. Mas se nada disso funcionar, vale então procurar um médico.
 
Travesseiro - Getty ImagesEscolha o melhor travesseiro
Ao pensar em um bom travesseiro, é importante sempre levar em conta a posição em que você dorme. "Ao deitar-se de lado, é importante que ele seja mais alto, para que o pescoço fique alinhado com resto da coluna. Agora, se você deita de barriga para cima, o ideal é usar um travesseiro mais baixo, para que a cabeça não fique muito acima", considera o ortopedista Cássio Trevizani, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Agora, se sua posição favorita é de bruços, o ideal é não usar travesseiro nenhum.

Porém, essas regras se invalidam caso você tenha algum problema específico de saúde. "No caso de doenças associadas como o refluxo gastroesofágico e também algumas cardiopatias, a recomendação por travesseiros mais altos é feita", recomenda Daniel Inoue, médico especialista em Medicina do Sono do Hospital Santa Cruz de São Paulo.

Quanto ao material, vale escolher o que você preferir. Alguns conservam suas características por mais tempo, como o de viscoelástico, por exemplo. Mesmo assim, sempre que você perceber que o travesseiro está ficando mais baixo, o ideal é comprar outro. "A troca deve ser feita quando apresentarem deformidades ou algum tipo de incômodo para a pessoa dormir", alerta Inoue.
 
Colchão sem pressão - Getty ImagesColchão sem pressão
"O colchão ideal para um sono tranquilo não pode ser muito macio nem muito firme, ou seja, deve simplesmente se amoldar ao corpo confortavelmente", ensina a diretora da Copespuma, Gisele Sapiro. Prefira os de látex, que tem como benefício principal o fato de se adaptarem com perfeição aos contornos do corpo, aliviando os pontos de pressão .  
 
Moça abrindo as cortinas de manhã - Foto: Getty ImagesO valor de uma boa cortina
Ter uma cortina de boa qualidade pode não parecer, mas é tão importante quanto o colchão e o travesseiro. Isso porque a iluminação está diretamente relacionada com o sono, já que tudo isso é regido pelo ciclo circadiano, que leva em conta, entre outros fatores, o dia e a noite. "Um dos hormônios ligado ao sono é a melatonina, e ela é melhor produzida quando estamos no escuro. A luminosidade alta interfere em sua liberação", ensina enumera Stella Tavares, neurofisiologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

De acordo com a especialista, você pode até ter uma pequena luminosidade no quarto, até porque algumas pessoas não conseguem dormir sem ela. Mas quando a luz fica muito forte, o corpo sente como se não fosse o momento certo de adormecer. Além disso, a luz que entra de manhã pela janela favorece o despertar. Portanto, vale a pena ficar com as cortinas fechadas se você quer dormir um pouco mais.
 
Moça dormindo - Getty ImagesAssocie a cama ao sono
Usar a cama para outras atividades que não seja um belo cochilo podem piorar suas crises de insônia. "A cama deve ser restrita ao sono e as atividades sexuais", ressalta o médico do sono Inoue. Isso porque, quando seu cérebro entende que a cama é um local de dormir, fica mais fácil fazer com que o sono venha. Agora, se você costuma comer, usar o computador ou mesmo ler um livro na cama, a sonolência pode ser tornar mais difícil.
 
Homem com televisão no quarto - Foto: Getty ImagesCuidado com eletrônicos no quarto
Isso vale para o uso de objetos eletrônicos no quarto, que são muito estimulantes. "Assistir filmes de ação, navegar pela internet, utilizar redes sociais ou mesmo jogos online, podem aumentar o grau de excitação e isso pode ser prejudicial ao sono", considera Inoue. O ideal é que uma hora antes de dormir você se desconecte um pouco e relaxe. Para esse momento, vale diminuir a intensidade da luz, colocar uma música relaxante ou fazer uma leitura tranquila, nada que desperte muito a sua mente. 
 
Casal brigando antes de dormir - Foto: Getty ImagesEvite brigas no quarto
Não adianta limpar o ambiente apenas dos estímulos tecnológicos. Evitar brigas, estresse e discussões de problemas no quarto também é muito importante. "Em situações de tensão, encontramos aumento das catecolaminas, que são substâncias responsáveis pela excitação e responsáveis pelo aumento do nível de atenção", explica o médico do sono Inoue. Portanto, isso só vai dificultar que seu cérebro relaxe até o estado de subconsciência. 
 
Homem dormindo tranquilamente - Getty ImagesReduza a ansiedade
Quando a insônia bater por ansiedade, você pode usar algumas técnicas para reduzi-las. Experimente algo que você sabe que costuma relaxar vocês. Por exemplo, para pessoas mais tranquilas e que já tenham feito ioga, por exemplo, experimentar uma mentalização pode ser uma boa pedida. "Mas se você não está acostumado, isso pode piorar sua ansiedade em querer dormir logo", considera a neurofisiologista Stella. Melhorar a respiração, fazendo exercícios de inspirar e expirar lentamente, também pode ser uma boa pedida, mas treine fazer isso acordado!
 
Chá - Getty ImagesBebidas que ajudam
O conselho da vovó de beber um chá pode muito bem estar certo. "Chás calmantes como a camomila, erva doce e cidreira contribuem para dormir melhor, pois ajudam no relaxamento", considera o médico do sono Daniel Inoue. O leite morno pode ser uma pedida também, por conter triptofano, um aminoácido precursor da serotonina, mesmo que em quantidades pequenas. Uma boa dica para potencializar essas bebidas é incluir o mel. Alguns tipos desse doce, como o silvestre, o de flor de laranjeira e o assa-peixe tem propriedades calmantes e ajudam corpo e mente a relaxarem, de acordo com a nutricionista Thais Souza, da Rede Mundo Verde.
 
Cuidado com o álcool - Getty ImagesCuidado com o álcool
Mas uma bebida que você com certeza deve passar longe é o álcool. Apesar de ele também ser um relaxante, a qualidade do seu sono ao beber uma cerveja, vinho ou destilado não será das melhores. "Como ele relaxa a musculatura toda, inclusive do pescoço, ele deixa a via aérea aberta, o que favorece a apneia do sono, fazendo com que a pessoa durma de forma irregular ao longo da noite", explica Stella Tavares. Por isso que quando você bebe pode inclusive roncar mais!
 
Moça correndo - Foto: Getty ImagesExercícios na hora certa
Além da luz, a temperatura corporal também ajuda a regular o sono: quando ela cai, ficamos mais sonolentos. Porém, quando fazemos atividades físicas, a tendência é que fiquemos mais quentes. "O ideal é não fazer exercícios à noite, pois isso acaba atrapalhando o sono", estatiza Stella. Mas, caso seja o único horário que você tem, o melhor é deixar para deitar-se até três horas depois. 
 
Minha Vida

Funcional ajuda a perder peso e melhorar qualidade de vida

Funcional ajuda a perder peso e melhorar qualidade de vida Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS
A atividade não precisa e nem deve ser praticada mais de três
 vezes por semana
Atividade trabalha o corpo de uma forma menos agressiva e sem sobrecarregar as articulações
 
Para entrar em forma e cuidar da saúde, a moda agora é o treinamento funcional. Mas o que é, para que serve e como praticar esse tão badalado exercício?

Respondendo a uma questão de cada vez, o treinamento funcional não é um, mas sim uma série de exercícios que trabalham a musculatura profunda das pessoas. Pode ser feito com o uso de equipamentos como elásticos, bolas, cordas, cones, bambolês, cintos de tração e hastes e também com o peso do próprio corpo somado ao equilíbrio.

Para praticar é simples, pois qualquer pessoa está habilitada a fazer até para prevenir lesões. Basta ter força de vontade e foco no objetivo. Para começar, basta procurar um professor que dê as orientações, que devem seguir a necessidade de cada um.
 
Benefícios
Além da tonificação muscular, o funcional envolve vários grupos musculares ao mesmo tempo. Isso faz com que o organismo tenha um gasto maior de energia, além de trazer grandes contribuições para o corpo, como aumento da flexibilidade, emagrecimento, otimização da coordenação motora, ganho de equilíbrio e condicionamento cardiorrespiratório.

O exercício funcional trabalha o corpo de uma forma menos agressiva e sem sobrecarregar as articulações sendo uma ótima alternativa para quem quer se mexer e já está saturado dos exercícios de musculação.
 
Gasto calórico
O treinamento funcional trabalha todo o corpo de uma só vez em cada sessão. Por isso que a atividade não precisa e nem deve ser praticada mais de três vezes por semana.

A cada aula de uma hora são gastas, em média, 550 calorias. Por isso, é possível emagrecer apenas praticando o treinamento funcional, sem necessidade de outros exercícios aeróbios, mas com controle da alimentação, claro.

O treinamento é dinâmico, ou seja, uma aula nunca será igual a outra. O uso dos diversos equipamentos permite combinações diferentes de exercícios. Essa variação é importante para fugir da monotonia e não acostumar o corpo ao mesmo estímulo, o que pode reduzir a queima de gordura.
 
Celebridades já aderiram a moda
Não, as celebridades não fazem mágica nem aquilo tudo que elas exibem no palco e na TV é fake. Pelo menos para algumas famosas, o segredo do corpão é o treinamento funcional. Juliana Paes, Claudia Leitte, Sabrina Sato, Flávia Alessandra e Ivete Sangalo são algumas delas. Esse tipo de atividade é ideal para quem está sempre na correria e não tem tempo pra gastar dentro de uma academia. Os exercícios podem ser praticados ao ar livre, ou em qualquer outro lugar, e os equipamentos são fáceis de carregar, por isso, o treinamento funcional se tornou o queridinho das famosas.

Diário Catarinense

Estudar música não torna as pessoas mais inteligentes, afirma estudo

Estudar música não torna as pessoas mais inteligentes, afirma estudo Pedro Simão/stock.xchng
Foto: Pedro Simão / stock.xchng
Segundo estudo da Universidade de Harvard, educação musical
 não contribui para o bom desempenho escolar de crianças
Apesar de ser uma crença comum entre as pessoas, pesquisadores de Harvard refutam tese
 
Crianças obtêm muitos benefícios ao ter aulas de música. Aprender a tocar um instrumento é uma ótima válvula de escape para a criatividade, e o treino contínuo pode ensinar lições valiosas sobre foco e disciplina.
 
Mas pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, agora dizem que um dos benefícios mais famosos da educação musical, que seria incrementar as capacidades cognitivas das crianças, não passa de um mito.
 
Esta foi a conclusão obtida através de dois estudos conduzidos por Samuel Mehr, doutorando da Escola de Pós-graduação em Educação de Harvard, recentemente publicados na revista científica online PLOS ONE.
 
— Mais de 80% dos estadunidenses adultos pensa que a música melhora as notas ou a inteligência das crianças. Mesmo entre a comunidade científica, há uma crença generalizada de que a educação musical é importante por estas mesmas razões. Contudo, quase não existem evidências que comprovem esta ideia — argumenta Mehr.
 
De acordo com o pesquisador, a noção de que o estudo musical pode tornar uma pessoa mais inteligente tem origem em um único estudo publicado na revista Nature. Na ocasião, estudiosos detectaram o que foi então chamado de "Efeito Mozart" — fenômeno percebido pelo fato de que as pessoas pesquisadas se saíam melhor em testes espaciais após ouvirem música clássica.
 
Embora a pesquisa tenha entrado em descrédito mais tarde, a noção de que apenas o ato de escutar música tornaria uma pessoa mais inteligente se enraizou firmemente no imaginário popular, e estimulou uma série de novos estudos, incluindo-se aí vários voltados aos benefícios cognitivos da educação musical.
 
Apesar de existirem dezenas de pesquisas que avaliaram uma possível ligação entre as habilidades cognitivas e musicais, quando Mehr e seus colegas revisaram a produção científica sobre o assunto encontraram apenas cinco estudos que utilizaram testes aleatórios, a "regra de ouro" para determinar efeitos causais de intervenções educacionais no desenvolvimento infantil. Dos cinco, apenas um demonstrou um efeito positivo inequívoco, um aumento médio de 2,7 pontos no Q.I. após um ano de aulas de música. No entanto, a variação não é considerada grande o suficiente para ser considerara estatisticamente significativa.
 
Para estudar a conexão entre música e cognição, Mehr e sua equipe recrutaram 29 famílias com filhos de quatro anos de idade da área de Cambridge, no estado do Massachusetts. Depois de as crianças terem sido submetidas a testes básicos de vocabulário e os pais a exames de aptidão musical, cada um foi encaminhado para dois tipos de aula — uma de música e outra de artes visuais.
 
Entre as principais mudanças feitas em relação a estudos anteriores, tomou-se o cuidado de se utilizar sempre o mesmo professor — no caso, o próprio Mehr — e de se aplicar testes designados para três áreas específicas da cognição — vocabulário, matemática e habilidades espaciais — ao invés do tradicional exame de Q.I.
 
Os resultados da pesquisa, no entanto, não demonstraram evidência alguma da existência de benefícios cognitivos causados pela educação musical.
 
Mesmo quando se comparou o efeito sobre os pesquisados que tiveram aulas de música, de artes visuais ou nenhuma das duas, não foi detectado qualquer indício de melhor desempenho cognitivo de um grupo sobre outro.
 
— Foram observadas pequenas diferenças de performance entre os grupos, mas nenhuma era grande o bastante para ser considerada estatisticamente relevante — afirma Mehr.
 
Apesar de os resultados não terem comprovado que estudar música pode ser uma alavanca para se atingir um bom desempenho educacional, o pesquisador ainda acredita que a educação musical deve ser parte do currículo escolar.
 
— Nós não ensinamos Shakespeare para os jovens porque achamos que isso os ajudará a se saírem melhor no vestibular, nós o fazemos porque acreditamos que Shakespeare é importante. Com a música, é a mesma coisa — pondera o acadêmico.
 
Zero Hora

Cérebro melhor: Truques infalíveis para melhorar suas funções cognitivas

Levar a vida  em uma rotina estressante e cansativa, dividindo atenções entre emprego, relacionamentos e ainda tentando dar atenção aos pais é uma sucessão de coisas que pode levar ao esgotamento e, para melhorar esse quadro, infelizmente, não existem medicamentos capazes de suprir todas as necessidades sem que hajam efeitos colaterais.
 
Embora em um primeiro momento a solução mais evidente seja fugir dos problemas, infelizmente não é. Para aliviar as tensões do dia a dia é necessário dar um descanso para corpo e mente, e isso não diz respeito a dormir necessariamente por longas horas periodicamente, mas ao invés disso, realizar atividades capazes de proporcionar relaxamento e uma significativa melhora em tudo o que diz respeito às funções cognitivas, além disso, os melhores resultados tendem a aparecer quando se está em paz consigo mesmo.
 
Visando auxiliar nossos leitores que desejam possuir um cérebro melhor, traremos na sequência algumas das atividades que podem ser de extrema utilidade a esse objetivo.
 
Conheça algumas atividades para melhoras suas funções cognitivas
 
Caminhada é essencial
Caminhar cerca de 20 minutos de forma rítmica faz com que o corpo crie novas células cerebrais em áreas responsáveis pela memória. A boa notícia é que esse tipo de caminhada não precisa necessariamente ser aquela praticada por pessoas em busca do corpo ideal, mas toda e qualquer caminhada feita em um período regular de 20 minutos, algo que tende a fazer uma grande diferença.
 
Sono tranquilo faz bem
O corpo humano necessita de pelo menos 7 a 8 horas de sono diário, e para que isso aconteça de forma saudável é preciso evitar pequenos cochilos após as refeições visto que isso tende a alterar a qualidade do sono durante a noite. A tendência é que com um sono tranquilo, a mente tenha também o descanso ideal para mais um dia de trabalho.
 
Contato direto com a natureza é sempre recomendável
Indubitavelmente o ato de tirar um dia livre para curtir a natureza é muito mais relaxante do que um dia dentro de um shopping ou no centro da cidade. Já foi comprovado que pessoas que caminham ou mesmo apreciam a visita a parques, tendem a aprender de forma mais rápida e contundente do que as pessoas que se mantem em áreas fechadas ou com muito barulho.
 
Mudanças de hábitos significa crescimento na maioria das vezes
As novas ideias tendencialmente surgem mediante o envolvimento com novas experiências e lugares, de modo que mudança de hábito, geralmente, está associado a crescimento pessoal. Para conseguir ter uma mentalidade mais positiva e criativa, é importante sair da zona de conforto a fim de experimentar coisas novas, que podem ser desde comidas a livros e filmes cujos títulos e até mesmo características fujam ao conceito de atrativo que se tem pré-concebido na mente.
 
Atenção especial com o relógio biológico
Preste atenção nos sinais que seu corpo emite, às vezes ele pode estar pedindo socorro e você nem percebe. Algumas pessoas são mais criativas durante o período da manhã, outras são mais atentas e cuidadosas durante a tarde, enquanto que outras ainda possuem a mente mais leve durante a noite, portanto, preste atenção no que o relógio biológico diz e respeite os limites.
 
Atenção centralizada ao invés de dispersa
Sim, é possível fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, mas também é notório que apenas uma das coisas poderá ter chances reais de ser realizada com sucesso, desse modo, as outras tendencialmente ficarão incompletas ou concluídas de maneira insatisfatória. Preste atenção, faça uma coisa de cada vez, selecione o que é prioridade no momento, pois somente assim será possível fazer o que é necessário de fato da forma correta.
 
Sexo é importante
Assim como a caminhada, o sexo tem tendencialmente o poder de renovar as células cerebrais, entretanto, estima-se que o nível de crescimento observado no caso seja ainda maior. Além de ser uma forma prazerosa de melhorar suas funções cognitivas, o sexo é também capaz de melhorar o humor e a disposição, ajudando ainda a prevenir doenças cardíacas e arteriais.
 
Vale ressaltar que quem não tem um parceiro para a prática sexual, pode optar também pela prática solo, conhecida como masturbação, além de ser uma prática igualmente prazerosa, tende a causar os mesmos efeitos, ajudando também a conhecer o próprio corpo.
 
Clickgratis

Vacina contra gripe reduz 50% o risco de infecções mais graves

Vacinar as crianças contra a gripe reduz em mais de 50% o risco
 de contrair esta e outras doenças graves
Isso é o que mostra o 1º estudo ampliado para avaliar a eficácia da vacina em crianças
 
Vacinar as crianças contra a gripe reduz em mais de 50% o risco de contrair esta e outras doenças graves, como pneumonia, revela um estudo clínico publicado nesta quarta-feira no New England Journal of Medicine.
 
Trata-se do primeiro estudo ampliado para avaliar a eficácia da vacina contra a gripe em crianças.
 
Os autores analisaram 5.168 crianças com idades entre três e oito anos, com metade sendo vacinada apenas contra a hepatite A, e a outra metade recebendo uma vacina tetravalente para a gripe que protege contra quatro cepas do vírus.
 
O estudo clínico, financiado pelo grupo farmacêutico britânico GlaxoSmithKline, foi realizado em oito países, entre eles Bangladesh, Honduras, República Dominicana, Líbano, Tailândia e Turquia.
 
A vacina antigripal foi eficaz em 59,3% comparativamente ao grupo de controle, mas a proteção atingiu 74,2% contra infecções mais severas, como a pneumonia.
 
Os autores do estudo comprovaram que a vacina contra a gripe reduz em 69% os atendimentos médicos aos menores; em 75%, as internações; e em 77%, as faltas escolares.
 
O Centro Federal de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA recomenda vacinar contra a gripe a partir dos seis meses de idade. Em 2012, apenas 37% dos americanos se vacinaram.
 
AFP/R7

Epidemia de peste bubônica causa pelo menos 36 mortes em Madagascar

Pelo menos 36 pessoas morreram nas últimas semanas em consequência de uma epidemia de peste bubônica que afeta várias regiões de Madagascar, informou nesta quinta-feira o jornal local "L'Express", citando fontes do Ministério da Saúde.
 
 Segundo o site do jornal, 86 pessoas foram contagiadas pela doença, entre elas 36 casos mortais. O desmatamento incontrolado da ilha provocou uma invasão de ratos em casas nos últimos meses, ocasionando a propagação da doença em cinco regiões de Madagascar, segundo um comunicado do Ministério da Saúde.
 
Para fazer frente ao surto, as autoridades malgaxes ordenaram uma operação de desratização nas zonas afetadas e o recolhimento do lixo.
 
"Desde setembro registramos 36 mortes em Madagascar. Esta situação é alarmante. É preciso ter cuidado com os cadáveres de ratos.
 
A peste é muito perigosa", comentou Tsito Ravalitera, médico e responsável do Ministério da Saúde. A peste bubônica afeta roedores como ratos e lebres e se transmite por vetores como a pulga, mas não de pessoa a pessoa.
 
A doença produz inflamação dos gânglios e febre e pode ser mortal se invadir a corrente sanguínea.

EFE/R7

Nova droga pode reduzir em mais da metade risco de câncer de mama

Um estudo britânico com 4 mil mulheres mostrou que o uso da droga anastrozol pode reduzir em mais da metade a probabilidade de desenvolvimento de câncer de mama em pacientes de alto risco.
 
O estudo da Universidade Queen Mary, de Londres, foi publicado na revista Lancet. Além de mais barato, o anastrozol se mostrou mais eficaz e apresentou menos efeitos colaterais que os medicamentos habituais.
 
O estudo dividiu as mulheres em dois grupos, ambos com pacientes consideradas de alto risco (por possuírem histórico de câncer na família).
 
No primeiro grupo, no qual as mulheres não receberam o anastrozol, 85 dentre 2 mil mulheres desenvolveram câncer de mama. Já no segundo grupo, que recebeu o medicamento, apenas 40 entre 20 mil mulheres tiveram câncer. Não houve registro de efeitos colaterais.
 
O estudo mostrou que o anastrozol impede a produção do hormônio estrógeno, substância que tende a impulsionar o crescimento da maioria dos cânceres de mama.
 
O chefe da pesquisa, professor Jack Cuzick, comemorou a descoberta, lembrando que 'o câncer de mama é de longe o mais comum entre as mulheres e agora temos chances de reduzir os casos'.
 
'Esse tipo de droga é mais efetiva que as habituais como o tamoxifeno e, o que é crucial, tem menos efeitos colaterais'.
 
Pós-menopausa
O estudo também concluiu que o anastrozol apenas não consegue impedir a produção de estrógeno nos ovários, o que o faz efetivo apenas se ministrado a mulheres que já passaram pela menopausa.
 
Nesse caso, o medicamento mais indicado seria o tamoxifeno, cujo custo é igualmente baixo, por causa da patente já vencida.
 
Alguns países já disponibilizam o tamoxifeno, além do raloxifeno, como medicamento preventivo. Ambas igualmente bloqueiam a produção de estrógeno. No caso do tamoxifeno, antes e depois da menopausa. O ponto negativo é que ambos também aumentam o risco de câncer de útero e trombose venosa profunda.
 
Rede pública
Médicos e ativistas já começaram a pedir que o medicamento esteja disponível na rede pública de saúde da Grã-Bretanha. Alguns chegam a sugerir que o remédio seja oferecido a mulheres saudáveis.
 
Em 2013, o Instituto Nacional de Saúde e Tratamento de Excelência da Inglaterra e do País de Gales recomendou o uso de tamoxifeno a mulheres de alto risco e com mais de 35 anos.
 
Considerando que a recomendação poder ser estendida ao anastrozol, isso significa que até 240 mil mulheres possam ser beneficiadas na Grã-Bretanha, segundo a ONG Cancer Research UK.
 
Para a professora Montserrat Garcia-Closas, do Institute of Cancer Research de Londres, que conduziu o maior estudo sobre câncer de mama, 'esta é uma descoberta muito significativa e muito importante'.
 
'A questão agora é se a droga vai reduzir a mortalidade e se vai requerer mais estudos. Mas isso já traz importantes evidências de que a droga pode ser uma alternativa ao tamoxifeno', disse.

BBC Brasil/R7

Homem luta para remover hérnia gigante no estômago

Canadense luta para remover hérnia de 12 kg
do estômago
Médicos se recusam a fazer a cirurgia antes de canadense de 108 kg perder peso
 
O canadense Yves Rivest, 36 anos, foi submetido a uma cirurgia de enxerto de pele após ser atropelado por um caminhão.

O problema é que o procedimento mal feito resultou em uma hérnia do tamanho de uma bola de futebol em seu estômago. As informações são do Daily Mail.
 
Rivest, que mora em Montreal, no Canadá, diz que seus problemas começaram em 2003, quando foi atropelado por um caminhão de lixo enquanto trabalhava.

Por causa do acidente, ele ficou em coma por três semanas e precisou de um enxerto de pele para “cobrir” a ferida no estômago.
 
— Fiquei com muita pressão no estômago que as suturas cederam completamente e ele começou a se abrir.
 
A pele do enxerto foi retirada da perna e o procedimento foi realizado em 2004. No entanto, o enxerto se transformou em uma hérnia gigante que pesa 13 kg.

Agora, Rivest precisa de nova cirurgia para a retirada da hérnia, mas os médicos se recusam a fazer a operação se ele não perder peso.  
 
Rivest, que pesa 108 kg, justifica que não consegue emagrecer porque não pode fazer qualquer movimento com peso por causa da hérnia.
 
R7

Uso frequente de celular deixa jovem mais ansioso e infeliz, diz estudo

Estresse, ansiedade e insatisfação com a vida podem ser resultados de uso frequente de celular
Mike Segar/Reuters
Estresse, ansiedade e insatisfação com a vida podem ser resultados
 de uso frequente de celular
Pesquisadores da Universidade de Kent, em Ohio, nos EUA, descobriram que o uso constante de celulares por universitários pode aumentar seus níveis de ansiedade, além de reduzir seu desempenho escolar.
 
Num estudo realizado com 500 jovens da Universidade de Kent, os cientistas Jacob Barkley, Aryn Karpinski e Andrew Lepp chegaram à conclusão de que os indicadores de felicidade e de satisfação de participantes frequentemente conectados eram menores que os de estudantes que não usavam o aparelho com tanta regularidade.
 
Barkley, Karpinski e Lepp acreditam que tais condições negativas resultam do estresse, já que alguns estudantes têm problemas em se desconectar e se sentem obrigados a manter contato com seus amigos.
 
Ao longo de um ano, os universitários não só reportaram aos pesquisadores o uso diário de celulares e seus níveis de ansiedade e satisfação com a vida, como também permitiram que seus registros oficiais, como boletins, fossem acessados.
 
Os cientistas constataram que as notas dos estudantes que utilizavam muito seus celulares eram mais baixas que as de seus colegas menos conectados, pois o uso frequente também implicava em problemas de concentração.
 
A pesquisa da Universidade de Kent vai contra outros estudos recentes que dizem que os celulares podem melhorar as interações sociais e reduzir a sensação de isolamento.
 
"Esses resultados sugerem que os estudantes devem ser encorajados a monitorar o quanto usam seu celular e a refletir sobre isso de maneira crítica, para que isso não seja prejudicial ao seu desempenho acadêmico, à sua saúde física e mental e ao seu bem-estar ou felicidade", ressaltaram os pesquisadores.

Folhaonline

Mortes por câncer chegam a 8,2 milhões, tumor de mama cresceu 20% em 4 anos

Os casos de câncer de mama foram os que mais cresceram
No mundo, os cânceres mais comuns são os de pulmão, mama e colorretal. Apenas no Brasil, devem ser diagnosticados 576.580 novos casos de câncer no próximo ano
 
O número global de mortes por câncer subiu para 8,2 milhões em 2012, refletindo principalmente a expansão da doença nos países em desenvolvimento. Os casos de câncer de mama foram os que mais cresceram.
 
A mortalidade por câncer subiu 8% em relação aos 7,6 milhões da pesquisa anterior, em 2008, segundo dados da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (Iarc, na sigla em inglês), da Organização Mundial da Saúde (OMS). O câncer de mama matou 522 mil mulheres no ano passado, alta de 14% no mesmo período.
 
"O câncer de mama também é uma importante causa de morte nos países menos desenvolvidos do mundo", disse David Forman, diretor do Departamento de Informação sobre o Câncer da Iarc.
 
Segundo ele, tal expansão "se deve em parte a uma mudança no estilo de vida, e em parte porque os avanços clínicos para o combate à doença não estão chegando às mulheres que vivem nessas regiões".
 
Estima-se que 14,1 milhões de pessoas tenham desenvolvido câncer em 2012, o que é cerca de 1,4 milhão a mais do que em 2008. Houve 1,7 milhão de diagnósticos de câncer de mama no ano passado, ou 20% a mais do que em 2008.
 
O relatório da Iarc, chamado Globocan 2012, oferece a mais atualizada estimativa a respeito de 28 tipos de câncer em 184 países. No conjunto da população, os cânceres mais comuns são os de pulmão, mama e colorretal. Os mais letais são os de pulmão, fígado e estômago.
 
A Iarc ainda prevê um "aumento substancial" nos casos mundiais de câncer, podem chegar a 19,3 milhões em 2025, acompanhando a expansão e envelhecimento da população.
 
Brasil
No Brasil, a previsão é de que, em 2014, surjam 576.580 novos casos de câncer no Brasil. A previsão é que o tumor de pele não melanoma, o mais frequente na população feminina e masculina, atinja 182 mil pessoas no próximo ano, equivalente a 31,5% do total. Depois deste, o que mais acomete homens é o câncer de próstata (68,8 mil), que responde por 33,7% da incidência nesse público quando se exclui o de pele. Em relação às mulheres, o segundo de maior ocorrência é o de mama (57,1 mil), responsável por 30% dos casos em relação aos demais tipos. 
 
O câncer atualmente é a segunda causa de morte no Brasil e no mundo, atrás apenas das doenças cardiovasculares. Em 2011, 184.384 pessoas morreram por conta da doença no País.
 
O maior número de casos da doença no Brasil e no mundo está relacionado ao envelhecimento da população, às mudanças na alimentação, à pouca prática de exercícios físicos e ao hábito de fumar, entre outros fatores de risco.
 
"Uma necessidade urgente para o controle do câncer hoje é desenvolver abordagens eficazes e acessíveis para a detecção precoce, diagnóstico e tratamento do câncer de mama entre mulheres que vivem em países menos desenvolvidos", disse Christopher Wild, diretor do Iarc.
 
Com informações da Agência Reuters
 
iG

Menos sódio: aprenda a fazer o sal de ervas

Se você não lê os rótulos dos alimentos e não se preocupa com a quantidade de sódio, preste atenção: os brasileiros estão consumindo até o dobro do recomendado. Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma pessoa pode consumir até 2g de sódio por dia, o que equivale a 5g de sal, se for considerado que cerca de 40% do sal é composto de sódio.
 
Os alimentos industrializados, embutidos e fast-foods são os campeões. Segundo a nutricionista do ambulatório de Nutrição do Hospital Samaritano de São Paulo, Marisa Chiconelli Bailer, “além de conferir sabor aos alimentos, o sódio proporciona a garantia da segurança sanitária, aumentando o prazo de validade dos alimentos e estabelece funções tecnológicas como textura e estrutura dos produtos”.
 
Marisa reforça que os alimentos ricos em sódio devem ser consumidos com moderação, principalmente enlatados, alimentos industrializados, como caldos de carne e salgadinhos de pacote, refrigerantes, embutidos (linguiça, salsicha, mortadela, presunto), queijos amarelos, macarrão instantâneo, alimentos congelados, queijos, azeitonas, entre outros.
 
Para solucionar o problema do excesso, a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação, seus parceiros e o Ministério da Saúde assinaram, no início de novembro, mais uma etapa de acordos, com metas e termos, para a redução de sódio nos alimentos, que integram o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Essas medidas devem ser adotadas pelas indústrias de 2014 a 2017.
 
Um termo foi assinado em 2011 e outro em 2012. Somando este último, já são três e a estimativa é de que, até 2020, sejam retirados mais de 20 mil toneladas de sal do mercado.
 
Uma dieta rica em sódio pode trazer sérias consequências para a saúde, como hipertensão arterial, doenças cardíacas, acidente vascular cerebral conhecido como AVC e até o comprometimento da função renal. Mas, cuidado. A partir do momento em que se reduz a quantidade de sódio dos alimentos, há a inclusão de cloreto de potássio.
 
“O consumo excessivo do cloreto de potássio, conhecido como “sal light” poderá ser prejudicial para a saúde, principalmente em paciente portadores de doenças cardíacas e renais”, explica a nutricionista, que dá a dica para substituir o sódio na alimentação. Segundo ela, “uma maneira simples de reduzir a ingestão de sódio sem prejudicar o sabor das preparações é substituir o sal de cozinha (cloreto de sódio) pelo sal de ervas. Desta forma é possível reduzir em até 75% o consumo de sódio adicionado às preparações”.
 
Veja como preparar:
Você vai precisar de 100g de sal de cozinha (cloreto de sódio), 100g de salsinha desidratada moída, 100g de manjericão desidratado moído e 100g de orégano desidratado e moído.
 
Misture todos os ingredientes e assim, você terá 400g de sal de ervas.

Universo Jatobá

Brasil participa pela primeira vez de levantamento global sobre uso de drogas

Pesquisadores investigam uso de drogas e dão informações sobre o impacto delas no usuário. Questionário online, disponível em 14 línguas, deve ser preenchido até dia 20 de dezembro
 
O Brasil participa, pela primeira vez, de uma grande pesquisa mundial sobre o uso de drogas. O Levantamento Global de Drogas (Global Drugs Survey - GDS) é organizado pelo professor Adam Winstock, da instituição Kings College em Londres, com a ajuda de especialistas em dependência química do mundo todo. A pesquisa está sendo feita em 33 países.
 
Uma das grandes vantagens da pesquisa, segundo explica a pesquisadora Clarice Sandi Madruga, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), é o sigilo do questionário. Preenchido pela internet, o formulário está disponível em 14 línguas. “As respostas são anônimas e confidenciais. Os dados se tornam mais confiáveis”, afirma.
 
Clarice é parceira do estudo e será responsável pela análise dos dados brasileiros. O objetivo da pesquisa é conhecer e comparar padrões de consumo de drogas em todo o mundo. Há perguntas sobre o uso de maconha, álcool, tabaco, opinião sobre política de drogas, danos. No Brasil, os pesquisadores ainda precisam de voluntários.
 
O questionário, que é online, estará disponível até 20 de dezembro, no site. Lá é possível escolher o idioma para as perguntas. Mais de 60 mil voluntários responderam aos formulários em todo o mundo até agora. No Brasil, porém, há pouco mais de 1 mil participantes.
 
“Esse é um levantamento fantástico, porque utiliza a mesma metodologia para o mundo inteiro. O questionário traz informações extras, coletando dados e mostrando informações sobre impacto do uso de drogas, política de redução de danos. E a partir das respostas, novas perguntas sobre aquele padrão de consumo são feitas”, conta a pesquisadora.
 
Mais informações sobre a pesquisa no site: www.globaldrugsurvey.com
 
iG

Alimentos antienvelhecimento

Alimentos antioxidantes: eles ajudam a prevenir o envelhecimento
das células e até a evitar doenças
Eles são chamados assim porque estão cheios de antioxidantes. Saiba como agem esses compostos que ajudam a combater os sinais da idade e a proteger o corpo de doenças
 
Eles ficaram famosos pela capacidade de combater os radicais livres no organismo e com isso retardar o envelhecimento das células.
 
Mais recentemente, pesquisas indicam que, inseridos na alimentação diária, ao antioxidantes auxiliam na boa saúde do organismo e podem inclusive ajudar a proteger o organismo do câncer e de doenças do coração.
            
Os efeitos dos antioxidantes na prevenção de doenças crônicas têm sido estudados há alguns anos, informa a nutricionista Milene Amarante Pufal, do Centro da Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas da PUCRS.
 
“A função deles é combater os chamados radicais livres, que afetam negativamente o organismo e são produzidos naturalmente pela respiração e na produção de energia”, explica Milene.
 
Entre os alimentos mais ricos em antioxidantes estão os vegetais verdes folhosos – especialmente as ervas aromáticas. Sobre isso, aliás, a nutricionista dá uma dica importante: eles são melhor aproveitados quando o alimento que os contém é ingerido in natura.
                          
As principais vitaminas antioxidantes são A, C e E, ensina a nutricionista Karina Barros. Portanto, frutas e verduras em geral são alimentos ricos nestas substâncias.
 
“Entre elas, algumas são capazes de agir combatendo os radicais livres, como o licopeno, encontrado no tomate, e os polifenóis, encontrados em chás, suco de uva, azeite de oliva e frutas oleaginosas” diz Karina.
           
Os cientistas no Instituto Nacional do Envelhecimento, uma divisão dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos criaram um método para medir a capacidade antioxidante de alimentos, a tabela ORAC (do inglês, Oxygen Radical Absorbance Capacity).
 
“O método ORAC é interessante para saber a capacidade de antioxidação de um alimento, mas ter uma dieta saudável e variada já é capaz de garantir o equilíbrio entre as substâncias oxidantes e antioxidantes no organismo”, ressalta a nutricionista Karina Barros, lembrando que é importante haver equilíbrio entre os compostos oxidantes e antioxidantes para a manutenção da boa saúde.
                          
“Quando há um desequilíbrio entre essas substâncias e um excesso de radicais livres formados, ocorre o estresse oxidativo. É ele que danifica as células e os tecidos, e pode ser responsável pelo início do envelhecimento precoce e de muitas doenças”, esclarece a nutricionista.
 
Conheça os principais compostos antioxidantes encontrados nos alimentos: 
          
Vitamina E –  também previne a oxidação da LDL, o mau colesterol. É encontrada em: avelãs, nozes, sementes, óleo de peixe
 
Vitamina C – também age nutrindo as células e protegendo-as de danos causados pelos oxidantes. É encontrada em: morango, laranja, abacaxi ou kiwi
 
Carotenoides – o betacaroteno e o licopeno pertencem a este grupo. São encontrados em: cenoura, frutas vermelhas, tomate, abóbora, damasco, beterraba, pitanga, mamão, manga e batata-doce
 
Polifenois – o resveratrol e os flavonoides são os principais integrantes do grupo. São encontrados em: alface roxa, couve, chocolate, canela, orégano, azeite, chá, rúcula, espinafre, brócolis, uva, banana, goiaba, gengibre, nozes, cravo e vinho tinto
 
Veja os alimentos campeões em antioxidantes, de acordo com a tabela ORAC:
 
Açafrão da Terra
 
Açaí
 
Alecrin seco
 
Baunilha em fava
 
Cacau em pó
 
Canela
 
Chocolate Meio Amargo
 
Cominho (semente)
 
Cravo
 
Curry em pó
 
Estragão
 
FArelo de Sumagre
 
Framboesa
 
Gengibre em pó
 
Manjericão seco
 
Manjerona Fresca
 
Mostarda Amarela (semente)
 
Noz Moscada
 
Nozes
 
Orégano seco
 
Pimenta Branca
 
Pimenta Preta
 
Pimenta Vermelha
 
Salsa
 
Tomilho fresco
 
Tomilho seco
 
iG